ARTIGOS DIVERSOS III

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 05, 2018 8:28 pm

Sim, há muito que fazer para reproduzir nossos talentos.
Mas acontece que somos tão egoístas e preguiçosos que às vezes nem nós mesmos os reconhecemos para não precisarmos dividir com ninguém.
Antes de colocar em prática essa parábola de Jesus – registe-se, ensinada há 2 mil anos – precisamos conhecer os nossos talentos.
Nós sabemos ler?
Então já podemos ensinar alguém a ler.
Nós estudamos arte?
Então já podemos dividir essa aptidão, arrancando dotes artísticos que dormem escondidos em pessoas que não tiveram a oportunidade de exercitá-los.
Nós temos o dom da oratória, sabemos falar bem?
Então já podemos fazer palestras, passando adiante os estudos que fizemos e o aprendizado que deles extraímos.
Essa história de que não somos nada, quem somos nós, etc., é um óptimo pretexto para potencializarmos o nosso egoísmo e nos acomodarmos no nosso mundinho sem fazer nada de bom.
Todos podemos trabalhar para construir um mundo melhor, bastando que estejamos interessados nisso, que tenhamos um anseio de colocar nossas energias a serviço dos outros, do mundo e de todos.
Se soubermos manejar a agulha de tricô, o serrote, o lápis, o livro, a tinta, a farinha, ou qualquer outro material que sirva para produzir conhecimento ou aliviar a dor de alguém, estamos prontos para multiplicar nossos talentos, sejam eles quais forem.
Nisso consiste a advertência de Jesus de Nazaré, para que não enterrássemos nossos talentos, fossem eles quantos fossem, um, dois, ou dez, eles precisariam ser trabalhados, valorizados e multiplicados.
Todos podemos e todos devemos.

Jacira Jacinto da Silva

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Sentimentos e DOENÇAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Dez 06, 2018 10:26 am

Por sermos espíritos em processo evolutivo, ainda somos portadores de alguns sentimentos, emoções e comportamentos que nos causam vários problemas e afectam a nossa saúde física.
Podemos citar como exemplo: egoísmo, orgulho, vaidade, soberba, arrogância, prepotência, medo, cólera, ciúme, mágoa, ressentimento, revide, ódio, inveja, cobiça, culpa, remorso, melindre, ansiedade exagerada, raiva, tristeza, desconfiança, desprezo, queixas, maledicência, angústia, manipulações, mentira, insatisfação, irritabilidade, desânimo, apatia, impaciência, crítica destrutiva, indiferença, agressividade, auto-compaixão, lamentações, amargura, melancolia e calúnias.
A nossa mente comanda todas as funções, todos os órgãos, todos os sistemas, todas as células, todas as reacções bioquímicas, estabelecendo o necessário equilíbrio e consequentemente a nossa saúde.
Quando os sentimentos e emoções negativas se estabelecem em nossa mente, criamos alterações no comando dos órgãos, na administração dos sistemas, na função das células, no equilíbrio das reacções bioquímicas e na harmonia da saúde.
O mecanismo é inconsciente, porque nós não desejamos criar doenças.
Ninguém deseja sofrer, mas o organismo sujeito às emoções citadas acima se altera e surgem:
úlcera, gastrite, colite, enxaqueca, dores musculares, fibromialgia, falta de ar, hipertensão arterial, arritmia cardíaca, angina, enfarte, doenças auto-imunes, alergia, urticária, eczema, rinite alérgica, bronquite alérgica, psoríase, labirintite, vitiligo, síndrome do cólon irritável, insónia e tantas outras doenças psicossomáticas.
Quando estamos tensos, ansiosos, agitados, stressados, lançamos na circulação grande quantidade de adrenalina, noradrenalina, cortisol, dopamina, acetilcolina que alteram o equilíbrio entre o sistema nervoso autónomo simpático e o para-simpático, que são encarregados de manter os órgãos em perfeita harmonia.
Os problemas do dia a dia nos deixam constantemente nestes estados, fazendo com que os mecanismos de autocontrole se percam em suas funções, determinando as alterações e doenças.
O cortisol é produzido em grande quantidade pela manhã, para que fiquemos despertos.
Se passarmos o dia todo tensos, stressados, produziremos grandes quantidades de cortisol e à noite, ao deitarmos para dormir, teremos insónia, causada pelo acúmulo de cortisol.
A adrenalina lançada na circulação produz alterações graves no sistema circulatório, contraindo as artérias de todo o corpo, gerando a hipertensão arterial, a angina e o enfarte.
Além da contracção das artérias, a adrenalina ocasiona taquicardia e arritmia cardíaca.
No sistema digestivo, as descargas de adrenalina determinam alterações no processo digestivo, gastrite, úlcera, colite, alterações do ritmo intestinal.
O sistema nervoso autónomo simpático, em geral estimula a função dos órgãos enquanto o para-simpático, em geral retarda a função.
Os dois sistemas devem funcionar em harmonia, mas quando nos stressamos ou ficamos alterados e apresentamos sentimentos e emoções negativas, citadas acima, causamos desequilíbrio entre o simpático e o para-simpático, determinando disfunções e doenças.
Por excesso de tensões, ansiedade, problemas e stress, pode se estabelecer também a anorexia, que é falta total de apetite, que pode levar a desnutrição e desencarne prematuro.
Mas o que ocorre com maior frequência é a gula, o exagero na alimentação e apetite voraz, que resulta em obesidade, que consequentemente leva a outras doenças do excesso de peso, como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, diabetes, artrose nas articulações dos tornozelos, joelhos, quadril e coluna lombar.
Para a prevenção das doenças psicossomáticas, podemos encontrar no Evangelho Segundo o Espiritismo, magníficas lições de saúde, porque os ensinamentos do Mestre Jesus exactamente nos levam à reflexão sobre os nossos sentimentos, emoções e comportamentos, convidando ao perdão, à aceitação, à generosidade, à humildade, à caridade, ao altruísmo, à fé, ao respeito e ao amor ao próximo.
Vivenciando estas lições e as aplicando na prática diária, estaremos tomando consciência de nós mesmos, facilitando nossa transformação para melhor, possibilitando o alcance da paz, da serenidade e da saúde plena.

JOEL BERALDO

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty NOSSO LADO SOMBRA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Dez 06, 2018 8:16 pm

Cantos ensombreados, salas nubladas, sótãos escuros, porões enegrecidos podem ser excelentes metáforas para entendermos os departamentos íntimos da nossa casa mental – nosso “lado sombrio”.
Todos temos aspectos escuros, dissimulados, reprimidos e ignorados.
Disse o Dr. Carl Jung:
“Todo homem tem uma sombra e, quanto menos ela se incorporar à sua vida consciente, mais escura e densa ela será.
Desse modo, ela forma uma trava inconsciente que frustra nossas melhores intenções.
E, disse em outra ocasião:
“Aquilo que não fazemos aflorar à consciência aparece em nossas vidas como destino”.
Se tomarmos consciência exacta de tudo aquilo que está dentro de nós, encontraremos salvação e bem-estar; no entanto, se desconhecemos e não expressamos o que está em nossa intimidade, então encontraremos destruição e insanidade
Na antiguidade e na idade média, os demónios serviram de bode expiatório para toda sorte de impulsos e emoções deploráveis dos seres humanos.
A concepção medieval era simplista: acreditava-se que todo e qualquer pensamento ou acção era proveniente de agentes malignos, não se admitindo que as denominadas possessões pudessem ser também desordens ou desequilíbrios emocionais que surgiam da área mais escura e negada de nós mesmos – a nossa sombra pessoal.
É frequente acreditarmos que existe somente a sombra de desvirtude – faces inaceitáveis da nossa personalidade, que negamos e que nos causam embaraços.
Esses são impulsos que não queremos mostrar ao mundo nem a nós mesmos.
Entretanto, há também uma sombra de luz – um lugar onde enterramos nossa autenticidade, potenciais e aptidões inatas; há deuses embrionários dentro de cada ser humano esperando o desenvolvimento.
Por analogia, a sombra é uma “mochila” que levamos nas costas e que; quase nunca é vista claramente.
Nela está tudo aquilo que não vemos e não admitimos em nós mesmos.
Uma vez levada à luz da consciência, dela emergem as nossas facetas ocultas.
As áreas sombrias da psique apenas são escuras quando dissimuladas e reprimidas; quando retiradas do fundo do abismo do reino interior, encontramos suas funções latentes e seus valores não manifestados; aí então ficamos integrados.
Nós achamos que somos maus, no entanto somos apenas ignorantes.
Nós achamos que temos um interior inadequados, no entanto temos um jeito de ser único.
Nós achamos que deveríamos ser perfeitos, no entanto somos apenas seres em desenvolvimento espiritual.
Nós achamos que somos anormais, no entanto somos apenas criaturas vivenciando a normalidade da imperfeição humana.
Tudo que é muito escondido um dia emerge abruptamente.
Nosso lado sombrio, quando aceito, pode se corporificar em forma de liberdade, saúde e serenidade.
Devemos viver como se fôssemos um livro aberto.
Não queremos dizer com isso que precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechados, ficaremos impossibilitados de nos vermos claramente.
Deus não quer que vivamos os anseios e os projectos de vida dos outros, e sim que concretizemos nossas propostas e anseios existenciais.
Nosso movimento interno ou inclinação natural são os motivadores que nos incitam à realização pessoal.
E, fora de nossa realização pessoal, não há felicidade, paz e alegria de viver.
O facto de negarmos a nós mesmos nos impede a liberdade de viver de forma legítima, sincera e verdadeira.
Os aspectos internos que mais tememos podem ser o meio de acesso para a solução que estamos procurando ou a ideia-chave para nossos conflitos.

Hammed

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Comprometimento com Deus

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 07, 2018 10:27 am

por Anselmo Ferreira Vasconcelos

Muitas pessoas têm dificuldades de divisar o que se espera delas na grande e sábia escola da vida.
Uma parte substancial da humanidade certamente enfrenta os dias de forma mecânica, quase automática, sem reflexões mais profundas....
Desse modo, vão da casa para o trabalho e vice-versa sem cogitar muito mais a respeito.
São seres com grande dificuldade de elevar o pensamento, de considerar o elemento transcendente em suas vidas, de sequer entender a finalidade da existência.
Os anos vão se passando e o indivíduo não avança para além da rotina monocórdica.
Todavia, há outros que parecem ter nascido para alcançar as realizações pessoais.
Tudo o que fazem dá certo; seus empreendimentos são bem-sucedidos, suas iniciativas são vitoriosas.
Aparentemente não conhecem o fracasso.
Mas chega um dia em que as coisas saem da linha e os reveses os atingem.
Outros tantos são dotados de grande capacidade intelectual, mas usam a sua inteligência de maneira perversa e destrutiva.
Definitivamente, suas criações e ideias não visam ao bem-estar dos seus semelhantes.
Seja qual for a taxonomia adoptada, o facto é que a vida nos proporciona uma oportunidade ímpar de encontrarmos um propósito, e, através dele, de servirmos a Deus – o nosso Criador.
Afinal de contas, existimos por causa da sua bondade inesgotável.
Portanto, nada mais racional do que nos alinharmos a ele e, assim, cooperarmos em suas obras.
Desse modo, em vez de abraçarmos as estradas da perdição, malbaratando recursos notáveis concedidos pela divindade, é melhor nos auto-questionarmos a respeito do que estamos fazendo com as nossas vidas.
De modo geral, todos nós podemos e devemos pôr em prática esse simples exercício se, de facto, a noção de Deus tem algum valor para nós.
Em caso negativo, não há muito a fazer a não ser aguardar a hora das experiências acerbas.
Elas certamente nos envolverão como imperativos normais da vida.
Obviamente, o nosso despreparo em lidar com o imponderável provavelmente irá torná-las mais amargas.
Mas se já fomos agraciados com um quinhão de entendimento, então, cabe-nos maximizar a oportunidade para o nosso próprio bem.
A esse respeito, o Espírito Emmanuel, na obra Fonte Viva (psicografia de Francisco Cândido Xavier) explica que “Somente é possível glorificar o Pai quando nos abrirmos aos seus decretos de amor universal, produzindo para o bem eterno”.
A orientação é segura e repleta de sabedoria.
O referido benfeitor ainda nos conclama a considerar “Que nossa actividade, dentro da vida, produza muito fruto de paz e sabedoria, amor e esperança, fé e alegria, justiça e misericórdia, em trabalho pessoal digno e constante, porquanto, somente assim o Pai será por nós glorificado e só nessa condição seremos discípulos do Mestre Crucificado e Redivivo”.
Em outras palavras, o Pai espera de nós atitudes altruístas, conduta ilibada, sensibilidade e empatia.
Adoptando a premissa do bem como bússola temos muito a contribuir e cooperar na Criação.
Ademais, se estamos realmente comprometidos com Deus, então, o caminho é esse.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty É causado ou despontado?!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 07, 2018 8:47 pm

por Bruno Abreu

Choco de frente com o meu colega de trabalho, temos opiniões diferentes sobre uma tarefa e ele impõe seu ponto de vista com toda a arrogância de quem é detentor da verdade. Rapidamente nasce em mim a raiva, demonstra-se fisicamente através da sensação que me envolve o tórax, faz o estômago rodar, o maxilar cerra e o impulso mental crescente de o atacar verbalmente fica cada vez mais forte e difícil de suster.
Minha boca mal se contém, é tão profundo este impulso que parece que nasce da zona estomacal, deixando sensações de uma energia em turbilhão que me envolve toda aquela área.
Minha paz desaparece completamente.
Esta é uma situação típica onde nos sentimos atacados e desperta em nós um impulso de defesa.
Neste caso, a defesa de minha personalidade como bom trabalhador.
O que serve de estímulo para despertar esta situação em mim é a arrogância do colega, mas poderiam ser muitas outras situações, o carro que se coloca à minha frente no trânsito, a pessoa que me atende e está maldisposta, resumindo, todas as situações que me possam fazer sentir atacado ou impedido do usufruto, do que penso ser os meus direitos.
Nós temos uma tendência enorme em ver a situação como uma só, mas na verdade é composta como uma sucessão de actos, tal como o teatro é composto por várias cenas e elas são diferentes umas das outras, embora os personagens sejam os mesmos.
Vamos dividir em “cenas” o “teatro” acima apresentado no local de trabalho.
Meu colega, que chamarei de Paulo, tem uma ideia diferente da minha.
Quando se dá conta que não estou de acordo, permite que seu Ego cresça em orgulho, achando que é detentor da melhor ideia, faltando-lhe a paciência indispensável a uma serena discussão.
A ideia que é medida ou julgada pela forma de raciocínio lógico que a criou, neste caso ele, não poderá parecer errada, quem analisa foi quem a construiu.
É um jogo viciado.
Seu orgulho, que comprova a qualidade da ideia, é o primeiro inimigo da paciência e ataca-me por ser de uma opinião diferente.
Na verdade, não me ataca a mim pessoalmente mas por ser eu a figura que se detém à sua frente nesta situação, sendo de opinião contrária à dele.
Se em vez de mim fosse outra pessoa, seria de forma diferente?
Esta demonstração de falta de paciência e orgulho dá-se pela forma mental que ele construiu, ou seja, tem a ver unicamente com ele, por isso despontar seja com quem for e nas mais diversas situações onde se sinta atacado.
Os seres calmos como Gandhi, um grande exemplo de amor, iriam se perder em sentimentos negativos por se sentirem atacados?
Ou será que estes irmãos nem se sentiriam atacados?
Através destes exemplos percebemos claramente que a resposta que damos às diversas situações é um culminar de nosso estado mental.
Nesta cena é o Paulo o principal e único Actor, os outros são aleatórios, e assim podemos concluir a 1ª. Cena.
Na 2ª. Cena, a minha reacção.
A minha reacção acontece porque meu orgulho desperta em força pelo ataque que me foi investido.
Meu Ego, que defende a sua imagem a todo o custo, grita pela sobrevivência desse orgulho “por que que a tua ideia é melhor que a minha?
É fácil ver que a minha é melhor”.
“Quem és tu para me falares arrogantemente”, estas são apenas algumas das expressões que nos podem nascer na mente.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 07, 2018 8:48 pm

Neste acto mudo de mente, passo a ser eu, como tal o raciocínio lógico é feito com base em um conhecimento diferente do Paulo, o resultado é a minha ideia, que logicamente estará certa.
Como poderia estar errada?
Quem a analisa foi quem a construiu.
Meu orgulho não permite a análise de mais ninguém que seja de ideia diferente e une-se hipocritamente a quem a aceita.
As famosas palmadinhas nas costas levando-nos a cair nas obsessões do orgulho.
Também nesta cena existe um único Actor,
Eu, os outros são aleatórios.
Neste caso foi o Paulo e sua arrogância que serviram de estímulo externo ao despontar do que sou e da forma que me defendo, mas se fosse outra pessoa a reacção certamente seria a mesma.
Defendo-me de tudo e todos que atacam a imagem que tive tanto trabalho a construir, apego-me a ela de forma intensa.
Por vezes necessitamos de estímulos externos, como o Paulo teve o desacordo de minha parte, e eu, a arrogância do Paulo, mas o que nasce em nós, como a indignação em ambos os casos, dando origem à impaciência e ao orgulho, é muito nosso.
A nós parece-nos a mesma coisa, ou uma situação única, mas na verdade é como o comboio e as carruagens.
O comboio arranca e as carruagens vão atrás, parecendo ser o mesmo veículo, mas, se olharmos bem, existe uma ligação entre as duas coisas que pode ser retirada e nos mostra que são veículos independentes.
Amanhã aquela carruagem pode ser puxada por outro comboio.
Os estímulos externos são o comboio que puxa as nossas reacções como carruagens.
Normalmente a indignação nas experiências negativas que geram todo um conjunto desagradável de emoções em nós, mas estas são nossas, embora o orgulho nos faça culpar o outro.
Será possível desatracarmos o comboio da carruagem?
“…Felizes os puros de coração…” porque não serão “puxados” pela ofensa.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty A VIDA NO PLANO ESPIRITUAL PARA OS ESPÍRITOS QUE TEM MERECIMENTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 09, 2018 12:15 pm

Na visão do Espiritismo, nossa alma não morre junto ao corpo.
Ela é dirigida ao Plano Espiritual, onde aguarda uma nova oportunidade de voltar à vida física.
Mas, enquanto essas almas estão lá, o que fazem?
Confira agora um pouco da rotina que é levada no mundo espiritual.

A rotina no mundo espiritual.
O tempo no Plano dos Espíritos é diferente do tempo como o conhecemos.
E a sua rotina também se diferencia da nossa, visto que eles têm uma noção mais ampla do período do qual dispõem para dar conta de suas obrigações.
Na colónia Nosso Lar, por exemplo, André Luiz relata situações do quotidiano dos espíritos que lá habitam.
Assim como no mundo físico, eles acordam após algum período de descanso que, para nós, seria o equivalente ao sono nocturno.
Ao despertar, fazem suas preces de agradecimento e reconhecimento ao criador para, em seguida, fazer a higiene pessoal e, quando ainda necessitam, fazer também o desjejum, ou seja, a primeira alimentação do dia.
Somente após estas etapas de preparo é que eles se dirigirão aos seus locais, onde vão desempenhar as suas funções de trabalho ou estudo.

Não entre em pânico com o que você acabou de ler.
Quanto mais evoluído o espírito for, menos necessitará de repouso, porém, outros espíritos ainda necessitam dormir à semelhança de quando ainda estavam encarnados.
Talvez nunca lhe tenham falado, mas espíritos recém-chegados às colónias espirituais e aqueles que lá habitam por pouco tempo, bem como espíritos que têm mais dificuldade de se desapegarem dos hábitos terrenos, ainda mantêm determinados comportamentos típicos de encarnados, como se alimentarem, usarem o banheiro, fazerem a higiene pessoal – tudo feito exactamente como quando ainda estavam encarnados.
Isto só é possível graças ao Perispírito que está impregnado dessas informações.
Como as colónias espirituais foram criadas com o objectivo de proporcionar a seus moradores a mesma sensação de habitar uma cidade terrena, tudo por lá é uma cópia perfeita de tudo que se vê por aqui.
Um detalhe importante: nem todos os espíritos são capazes de retirar do fluido cósmico universal a energia para alimentar seu Perispírito.
Então, eles contam com a ajuda dos moradores das colónias que os acolhem para o preparo de alimentos a base de sucos, sopas e frutas.
A organização de uma colónia respeita directrizes muito semelhantes àquelas que já conhecemos por aqui.
Assim, ao desencarnar e ser designado para cumprir determinada função, qualquer espírito terá uma ideia básica de como a “máquina pública” funciona por lá.
Como ensina André Luiz, no livro Nosso Lar, toda colónia tem um governador, ou seja, uma espécie de prefeito ou administrador.
Após assumir seu mandato, este espírito administrador reúne sua equipe de ajudantes, que em Nosso Lar é conhecida como ministros e se equivaleria, aqui, aos secretários do prefeito.
A partir daí, cada repartição tem um responsável encarregado de zelar pelo seu bom funcionamento.
Todas as escolas, os hospitais, os departamentos dos ministérios têm seus directores.
Esses directores têm seus auxiliares que, por sua vez, têm colegas de trabalho para o exercício de suas funções.
Como informa André Luiz, assim que o espírito recém-desencarnado ou recém-chegado à colónia se sente disposto, é convidado a ocupar seu tempo, seja através do estudo ou prestação de serviços.
Nas colónias, não há empresas e toda a demanda de produção de trabalho e serviços é comandada pela administração local desde a produção de alimentos fluídicos, vestes, viagens, remédios, etc.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 09, 2018 12:15 pm

Para os espíritos comprometidos com o bem, não há ócio e nem tempo a perder.
Se você pensa que vai passar a eternidade à toa quando desencarnar, se engana, porque trabalho por lá é o que não falta.
Os desencarnados têm obrigações, assim como qualquer encarnado.
A única diferença para quem está por lá é que eles trabalham para seu aprimoramento moral, espiritual ou simplesmente pelo bem-estar, que o trabalho ou amparo ao próximo proporciona.
Enquanto aqui as pessoas trabalham para acumular bens, no plano espiritual cada espírito dispõe apenas do necessário para o funcionamento normal.
Na colónia Nosso Lar, por exemplo, existe até pagamento para aqueles que estão inseridos no trabalho local.
É o Bónus Hora, uma espécie de moeda corrente na colónia, que visa incentivar uma troca merecida entre quem trabalha e quem desfruta do conforto da colónia.
Segundo o espírito André Luiz, a adesão é grande.
Um exemplo muito interessante é a questão do vestuário.
Em algumas colónias existe um departamento para cuidar da produção de peças de roupas para aqueles espíritos que não conseguem plasmar as próprias vestes.
Trabalho, trabalho, trabalho…
Falando dessa forma, parece que os espíritos só pensam em trabalhar e nada mais.
Na verdade, não é bem assim.
É recomendado que cada cidadão dedique seu tempo ao trabalho, ao estudo e ao lazer de forma que possa aproveitar bem a estadia no plano espiritual e programar suas reencarnações futuras.
O espírito nunca retroage e, como conhecimento nunca é em demasia, nada custa a ele aprender cada vez mais.
Às vezes, o próprio trabalho é uma escola e prepara o espírito para funções que ele poderá ter quando reencarnar.
Por exemplo, um espírito que trabalha como auxiliar dos médicos do plano espiritual pode, ao reencarnar, escolher seguir carreira na medicina.
Acontece também de forma contrária, como um espírito que trabalhou na área médica desempenhar funções parecidas no plano espiritual, desde que esteja capacitado.
As colónias se localizam muito próximas à crosta terrestre e, segundo ensinam os mentores espirituais, muitas coisas que fazemos aqui, inclusive muitos dos objectos que usamos, são adaptações do que já existe por lá.
A nossa rotina também é muito parecida.
Por exemplo, o lazer é sempre gozado em actividades que engrandeçam o espírito, como peças de teatro, concertos musicais, leituras, passeios pela colónia e em visitas a colónias vizinhas, etc.
Leva-se uma vida muito boa, sem estresse, sem perturbações e é quando o espírito tem tempo de sobra para trabalhar, estudar e curtir a vida na forma mais bela e prazerosa que existe.
Passeios maravilhosos, concertos musicais, palestras edificantes, encontros com amigos já desencarnados, visitas ao plano físico…
Enfim, a vida lá é bastante movimentada e interessante.

OBS - Comentário nosso...
Quando alguém desencarna costumamos ouvir:
- Descansou. Puro engano.
Veja o que disse Chico Xavier:
"Se esperamos por descanso depois da morte, estamos mal informados.
A morte é a vida que se desdobra, plena de trabalho em todos os sentidos…
Descansar mesmo o Espírito só descansa quando está no Ventre Materno!…
"Outro engano é acreditar que Deus criou o mundo em 6 dias e no 7º descansou.
Jesus acabou com esta alegoria quando disse:
“Meu Pai trabalha até agora, e eu também.” (João 5:17).
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 09, 2018 12:16 pm

No plano espiritual também há trabalho.
Por exemplo:
André Luiz, no livro Nosso Lar, conta que se candidatou ao trabalho.
Lá todos os moradores precisam se envolver em algum trabalho útil em prol do próximo, e o mínimo exigido são de 8 horas de trabalho diário, podendo ser excedido em 4 horas diárias.
Esse número só pode ser alterado em casos excepcionais que exijam dedicação total dos trabalhadores.
Tobias informou André Luiz que na preparação de sucos, tecidos e artefactos em geral, Nosso Lar dá trabalho há mais de 100 mil criaturas, que se regeneram e se iluminam ao mesmo tempo.
A colónia possui programas de trabalho numeroso para que todos possam se integrar a ele, independente da profissão que tiveram na Terra.
Assim como há a lei do trabalho no Nosso Lar, há também a lei do descanso para que não sejam sobrecarregados mais uns que outros.
Há também remuneração.
A cada hora de serviço, o trabalhador ganha o chamado BÓNUS HORA, que não é exactamente uma moeda, mas uma ficha de serviço individual com valor aquisitivo.
Quem acumula o BÓNUS HORA pode adquirir uma casa ou roupas.
Poderá trocar por oportunidades nos lugares consagrados ao entretenimento.
Poderá frequentar escolas nos Ministérios.
Os habitantes da colónia recebem provisões de pão e roupa, no que se refere ao necessário; mas os que se esforçam para obter o BÓNUS HORA conseguem certas prerrogativas na comunidade social.
O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça.
A maioria consegue 72 bónus horas por semana, contando as 4 horas extras diárias.
Mas nos serviços de grande sacrifício, a remuneração pode ser duplicada, e as vezes, triplicada.
O verdadeiro ganho da criatura é de natureza espiritual e o bónus hora modifica-se em valor substancial, segundo a natureza dos serviços.
As aquisições fundamentais constituem-se de experiência, educação, enriquecimento de bênçãos divinas, extensão de possibilidades.
Os factores assiduidade e dedicação representam quase tudo.
A propriedade em Nosso Lar é relativa. Cada família espiritual pode conquistar um lar com 30 mil bónus hora.
É limitada a somente um lar.
A Ministra Veneranda recebeu a medalha do Mérito do Serviço, por ser a primeira entidade da colónia que havia conseguido, até aquele momento, um milhão de horas de trabalho útil, sem reclamar e sem esmorecer.
Lembremos que, Nosso Lar está localizada sobre a cidade do Rio de Janeiro e é uma das milhares cidades espirituais.
Não sabemos para qual delas iremos.

Fonte:
Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerónimo Mendonça Ribeiro

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty LAÇOS DE AMOR E ÓDIO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 09, 2018 8:03 pm

LAÇOS QUE UNEM EM TODOS OS TEMPOS

O amor e o ódio são os causadores dos laços de afinidade e de indiferença; amor, sentimento mais sublime, puro e um dos mais difíceis de se desenvolver; e “O ódio é o amor que adoeceu” esta frase de Divaldo Pereira Franco expõe perfeitamente o que é o ódio, sentimento mais escuro e obsessivo, mas é por meio dele que muitas vezes se constrói os laços eternos de amor, pois os laços de ódio é passageiro.
Esses laços de sentimentos criados no decorrer de varias encarnações, pode permitir que na maioria das reencarnações os mesmos espíritos estejam no mesmo ciclo de convivência.
Quando é o laço de amor que une as pessoas, as coisas transcorrem bem mais fáceis e simples, um amor construído devido a muitas vidas passadas, com seus erros e acertos, sendo modelado pela paciência e carinho, ajudando um ao outro a superar as suas faltas, compreensão e amor mútuo.
Essas uniões de amor são eternas.
Quando os laços são de ódio é uma questão complicada e delicada, estando as partes no mesmo ciclo reencarnatorio pelos laços que desenvolveram de inimizade e despeito no decorrer das vidas na matéria.
O ódio une as pessoas como o amor une, todavia, sendo uma união com sentimentos baixos, e para que as partes afectadas possam superar as desavenças e as faltas acometidas um ao outro, um união para que possam trabalhar a harmonia.
Os desafectos se reencontram para que um dia o ódio possa ser sanado, desta forma a reencarnação no mesmo meio faz com que o amor seja construído aos poucos no decorrer de varias vidas, até as partes envolvidas poderem vivenciar e aprender o que é o amor, caridade, compaixão...
Por esta razão, Deus permite a todos que haja o esquecimento das vidas passadas, enquanto estamos mergulhados na matéria, como explica a postagem 28; se não houvesse o esquecimento a “tarefa” do perdão seria mais difícil do que já é em muitos casos.
O espírito arrependido ou não, se encontra no mesmo meio de seu desafecto, e até mesmo se unem pelo laço de sangue, ou alguém que vem fazer parte do meio familiar, pois esta é a solução que a providência Divina encontra para que o mal que cometeram seja reparado, por meio da afeição.
Quem fez o mal querendo reparar o erro aceita a chance de renascer como um familiar de quem cometeu o mal, e já quem recebeu o mal, aceita o parentesco para trabalhar o perdão, e assim passando pela prova de perdoar o outro, e quando o espírito já tem um nível de moral maior aceita ajudar na construção da moral do malfeitor.
Sendo assim o ódio uma condição passageira.
Nestes casos de desafectos no meio familiar há os casos de filhos e pais, e irmãos que não se simpatizam, não vivem a harmonia e o amor natural.
A resposta para esses casos está nas dividas contraídas no decorrer das suas existências , e nascem como pais e filho e/ou irmão para amenizar o ódio e começar uma aceitação entre as partes, para dar inicio entre eles um vinculo de companheirismo.
Mas, deixando claro neste ponto que, nem todo convívio que tem desentendimento seja uma inimizade do passado, muitas vezes é apenas falta de educação,de entendimento, diferenças vibracionais.
Um filho deficiente, um dos progenitores ou os progenitores podem ter causado algum mau para aquele espírito ter vindo ao mundo com tal anomalia, ou o espírito está em expiação devido a erro grave cometido, preferiu pagar a divida por meio da deficiência, e os espíritos que vão ser seus pais assumem esse compromisso para dar auxilio na expiação desta alma triste.
Cuidar de um parente impossibilitado de cuidar de si mesmo, reflecte um grande avanço na moral, quando este cuidado é feito com total caridade e benevolência, podendo reparar algum mau que tenha acontecido antes com uma das partes, e ou a pessoa que cuida tenha se disposto desde antes do nascimento a ajudar ao espírito que passa pela expiação, a concluir a sua divida, para se depurar.
Para a pessoa que cuida é um trabalho que faz com que cada vez mais se eleve em direcção a Deus, e passando pela prova da paciência, humildade, caridade, e aprendendo a cada vez mais a amar, isto é um processo muito enriquecedor para o espírito, permitindo ser trabalhado em muitos aspectos, dando uma alavancada no seu processo evolutivo, e ajudando ao espírito que passa pela expiação a pagar as suas dividas.
Os laços eternos faz com que cada vez mais agente se supere, que nunca desistimos dos outros, que nada está perdido, e acima de tudo nos ensina a amar, nos ensina a caridade, a benevolência...
Estamos aqui para aprender um com o outro e esta tarefa se torna mais fácil quando temos pessoas que amamos a nossa volta.
Por mais que se tenha relacionamentos difíceis, tem que haver paciência para que essas desavenças sejam sanadas aos pouco, olhando pelo ponto da reencarnação esses sentimentos pesados que se tem no ciclo familiar tem total sentido, e isto é um grande consolo, dar mais compreensão para que essa desarmonia seja superada; e a chave de tudo está na paciência, no companheirismo, na compreensão e no entendimento das partes, para que o amor aos poucos apareça e a divida possa ser sanada.
Obrigado Senhor por dar-nos este presente de conviver com quem amamos e ter a oportunidade de conviver com os indiferentes a nós, para poder aprendermos a nos amarmos.

"A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros." (Allan Kardec)

Jardim Espírita

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty __*A VIDA NO UMBRAL*__

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 10, 2018 10:57 am

__*O umbral localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos, que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera.
__*O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra.
Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral.
A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua.
__*A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde.
À noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens.
Sua maior concentração populacional está junto as regiões mais populosas do globo.
__*Encontramos cidades de todos os portes, grupos de nómadas e espíritos solitários que habitam pântanos, florestas e abismos.
__*É descrito por quem já esteve lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, fedorentos, de clima e ar pesado e sufocante.
Para alguns espíritos é uma região terrível e horripilante.
__*Para outros é o local onde optaram viver.
A vegetação varia de acordo com a região do Umbral.
Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas.
As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem.
__*Existem também áreas desertas, locais rochosos, e lugares de vegetação rasteira composta de ervas e capim.
__*É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza.
No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra.
__*Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes.
Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras.
__*Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes:
__*- Chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis etc.
São espíritos inteligentes mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal.
__*São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança.
__"Há grupos de pessoas nas cidades que trabalham para os chefes.
__*Acreditam ter liberdade e muitas vezes gostam de servirem seu chefe na ansiedade pelo poder e status.
Consideram-se livres, mas na verdade não o são, ao menor erro ou na tentativa de fugir são duramente punidos.
__*Existem os espíritos escravos que vivem nas cidades realizando trabalho e mantendo sua estrutura sem receberem nada em troca além da possibilidade de lá morarem.
São duramente castigados quando desobedecem e vivem cercados pelo medo imposto pelo chefe da cidade.
__*As cidades possuem construções semelhantes às que encontramos nas cidades da Terra:
__*As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos.
Sempre existem locais grandiosos para festas, e local para realização de julgamentos dos que lá habitam.
Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres.
__*Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir.
Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico.
__*Pode-se se perguntar:
__*Porque é permitido que existam estes chefes e esta estrutura negativa de tanto sofrimento?
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 10, 2018 10:58 am

__*Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre arbítrio.
O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom.
__*Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem.
A vida na Terra e no Umbral funcionam como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor.
__*Ninguém vai para o Umbral por castigo.
__*A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta à sua vibração espiritual.
Quando deseja melhorar existe quem ajude.
Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu.
__*Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores.
Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos.
__*Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos:
__*Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes.
Os agrupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas.
__*Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales.
Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são aceites e nem levados para as cidades em volta.
__*Os vales dos suicidas são muito visitados por espíritos bons e ruins:
__*Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram.
Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero.
__*Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo, já que não estão mortas como desejariam estar.
__*Existem os núcleos de drogados onde também existem pequenas cidades:
__*Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral. Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas.
Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei.
__*Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados.
Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais.
Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios.
__*É comum a existência de núcleos de marginais.
__*Locais onde estão reunidos assaltantes, assassinos, ladrões, traficantes e outros tipos de criminosos em sintonia mútua.
Nas regiões fora das cidades e longe dos núcleos encontramos andarilhos solitários, espíritos considerados inúteis até pelos povos de cidades e núcleos do Umbral.
__*Grandes tempestades de chuva e raios ocorrem em todo Umbral.
Tem importante função de limpar os excessos de energias negativas acumuladas no solo e no ar, tornando o ambiente menos insuportável aos seus habitantes.
__*As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres:
__*São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 10, 2018 10:58 am

Como se pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra, onde temos exploradores e explorados.
__*Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência.
Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas.
__*Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros.
__*É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em suas missões.
Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades.
__*As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra:
__*Os espíritos, por estarem ainda muito atrelados à vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento, acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos.
__*As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos.
Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.
__*No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras.
Colectam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral.
__*Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar.
Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam.
__*Acreditam que as pessoas que estão no Umbral só estão lá por merecimento:
__*E isto não deixa de ser verdade.
Mas no lugar de ajudar estas pessoas, eles a maltratam por vingança e ódio pelo mal que cometeram enquanto estavam vivas.
__*Somente quando estas pessoas se arrependem dos erros que cometem na Terra e esquecem os sentimentos negativos que ainda nutrem é que os espíritos mais elevados conseguem se aproximar para seu resgate.

*Postos de Socorro:
__*Os postos de socorro se encontram espalhados pelas regiões sombrias do Umbral.
Este local de ajuda, semelhante a um complexo hospitalar, normalmente é vinculado a uma colónia de nível superior.
__*Nele encontramos espíritos missionários vindos de regiões mais elevadas que trabalham na ajuda aos espíritos que vivem nas cidades e regiões do Umbral e que estão à procura de tratamento ou orientação.
__*Quando o espírito ajudado desperta para a necessidade de melhorar, crescer e evoluir é levado para uma colónia onde será tratado e passará seu tempo estudando e realizando tarefas úteis para seu próximo.
__*Quando se sentem incomodados e mergulhados em sentimentos como o ódio, vingança, revolta acabam retornando espontaneamente para os lugares de onde saíram.
Continuamos sempre com nosso livre arbítrio.
__*Os postos de socorro não são cidades, mas alguns deles possuem grande dimensão, se assemelhando a uma pequena cidade no meio do Umbral.
Muitos ficam nas regiões periféricas do Umbral.
__*Alguns se encontram dentro das cidades do Umbral.
Vistos à distância são pontos de luz e de beleza no meio da paisagem triste, escura, fria, nebulosa que compõe as paisagens naturais do Umbral.
__*Os postos de socorro são locais bonitos, iluminados, com grandes jardins, em meio a um cenário desolador e triste.
Os postos de socorro são constantemente procurados por pessoas desesperadas e perdidas no Umbral querendo abrigo e ajuda.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 10, 2018 10:59 am

__*Também é um local alvo de espíritos maldosos que desejam continuar mantendo o controle e o poder sobre as pessoas que moram nas regiões do Umbral.
Com isto realizam constantes ataques às instalações dos postos.
__*Todos os postos possuem sofisticados sistemas de segurança que monitoram as regiões ao redor do posto.
Sensores detectam a presença de vibrações a um raio de 3 km do posto.
Sistemas de defesa que emitem descargas eléctricas são utilizados para afastar os atacantes.
Os choques gerados pela força os fazem recuar, já que lhe fazem sentir dores insuportáveis.
__*Os espíritos que vivem no Umbral ainda estão ligados ao mundo material.
__*Muitos sequer compreendem que estão mortos e isto lhes gera grande agonia e sofrimento.
Por acreditarem estar vivos continuam sentindo seus corpos e suas necessidades físicas.
Sentem dor, sentem fome, sentem sede, sono etc.
__*Muitos sofrem de doenças, ferimentos, mutilações ocorridas na morte ou em situações sinistras vividas no Umbral.
A visão interna de um posto de socorro lembra um grande hospital.
Os espíritos atendidos lembram monstros de um filme de terror.
Se parecem realmente com mortos-vivos.
__*Sofrem movidos pelos sentimentos humanos que ainda cultivam:
__*O ódio, a vingança, egoísmo e outros sentimentos negativos.
Vinculados à matéria, ainda sofrem como se possuíssem um corpo.
E isto acaba se reflectindo em sua aparência monstruosa, que só pode ser modificada a partir da sua conscientização sobre sua realidade.
__*As enfermarias dos postos estão sempre repletos de espíritos necessitados de orientação, alimento, limpeza e cuidados.
É como ver mortos-vivos agonizando por ajuda em seus leitos.
__*Equipes chamadas de Samaritanos realizam incursões no Umbral em busca de espíritos que procuram ajuda.
Ao retornarem com dezenas de espíritos que mais parecem farrapos humanos são recebidos pelas equipes de socorro que iniciam o trabalho de acolhimento, alimentação, limpeza e orientação destes espíritos.
__*Ao serem internados podem se recuperar para serem enviados para colónias no plano mais elevado, fora do Umbral.
Também é comum que espíritos cheguem às muralhas dos postos à procura de ajuda e ali são socorridos.

"*_ Gilmar.P . ..Grupo espirita kardecista amigos para sempre luz paz e amor.**

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Fascinação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 10, 2018 8:05 pm

Na linguagem comum, fascinação significa atracção irresistível, fascínio: deslumbramento, encanto, enlevo.
Na Doutrina Espírita representa um dos três níveis da obsessão, como coloca Kardec na questão nº 71 do livro “O que é o Espiritismo”:
a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples,
o médium tem perfeitamente consciência de que não logra nada de bom; ele não tem nenhuma ilusão quanto à natureza do Espírito que se obstina em se manifestar a ele e de quem deseja desenvencilhar-se.
Esse caso não apresenta nada de grave: trata-se de um mero desprazer, e o médium se livra dele ao deixar de escrever por uns tempos (no caso da psicografia).
Cansando-se o Espírito de não ser ouvido, termina indo embora.

A subjugação obsidiante, denominada outrora de possessão, é um constrangimento físico sempre exercido por Espíritos da pior espécie, que pode chegar a neutralizar o livre-arbítrio.
Ela se limita, amiúde, a simples sensações desagradáveis, mas provoca, às vezes, movimentos desordenados, actos insensatos, gritos, palavras incoerentes ou injuriosas, cujo ridículo todo, às vezes, quem é vítima dela compreende, mas de que não consegue safar-se.
Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual é confundido erroneamente, pois não existe nenhuma lesão orgânica.
A fascinação obsidiante é muito mais grave, uma vez que o médium se ilude completamente.
O Espírito que o domina absorve sua confiança a ponto de paralisar-lhe o próprio discernimento, no que concerne às comunicações, e faz que considere sublimes as coisas mais absurdas.
O carácter distintivo desse tipo de obsessão é o de provocar junto ao médium excessiva susceptibilidade; e de levá-lo a só achar bom, correcto e verdadeiro o que ele escreve (no caso da psicografia); a repelir, e mesmo a tomar pelo avesso, todo conselho e toda crítica; a romper com seus amigos, de preferência a aceitar que esteja errado; a sentir inveja de outros médiuns, cujas comunicações se julgam melhores que as suas; a querer impor-se nas reuniões espíritas, das quais se aparta quando não é capaz de dominá-las.
Chega, enfim, a sofrer uma tal dominação que o Espírito consegue forçá-lo às atitudes mais ridículas e mais comprometedoras.
Em “O Livro dos Médiuns”, nº 239, Kardec escreve:
A fascinação é uma ilusão produzida pela acção directa do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.
O médium fascinado não acredita que o estejam enganando:
o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ter o embuste e de compreender o absurdo do que escreve (no caso da psicografia), ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.
A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.
Fora erro acreditar que a este género de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso.
Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência sofrem.
Em “O Livro dos Espíritos”, questão 476, Kardec pergunta se uma terceira pessoa pode fazer que cesse a fascinação e tem a seguinte resposta:
Sendo ela um homem de bem, a sua vontade poderá ter eficácia, desde que apele para o concurso dos bons Espíritos, porque, quanto mais digna for a pessoa, tanto maior poder terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair.
Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso.
Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gestos e os desejos.
Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá.
Os bons Espíritos não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.

O exercício da reforma íntima representa vacina contra a fascinação

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Recado de um deficiente visual

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 11, 2018 10:48 am

Eu perdi um pouco de minha visão aos quatro anos.
Bastante visão aos dezasseis e, praticamente tudo, do pouco que me restava, uns três anos depois.
Tive momentos difíceis na hora de estudar, na hora de querer namorar, na hora de querer dançar em uma festa.
Não é fácil se adaptar ao mundo quando não se enxerga, mas é importante entender que poucas coisas realmente valiosas são fáceis.
Rapidamente, percebi que tinha só duas opções.
Eu podia ficar fechado em casa, chorando, porque era uma vítima.
Ou podia sair e viver a vida.
Foi fácil entender isso intelectualmente.
Emocionalmente, demorei um pouco para aceitar esta simples lógica.
Eu queria trabalhar, ter responsabilidade, ser produtivo, ser amado, casar, ser independente.
Nada disso me seria garantido se eu arriscasse e fosse à luta.
Mas, se eu ficasse me sentindo uma vítima, era certo que nunca teria nada do que queria.
A decisão era fácil, embora a luta não fosse.
Acredito que algo que sempre incomoda quando se está enfrentando um desafio, como a cegueira, é que acreditamos que tudo isso é injusto.
Por que eu?
Por que eu estou ficando cego?
Com certeza, outras pessoas se perguntam outras coisas como:
Por que eu tenho câncer?
Por que não tenho dinheiro?
Por que não sou o homem mais bonito ou popular?
O interessante é que sempre achamos que o nosso problema é o mais sério.
O certo é que não damos valor a nada do que temos.
Então, sempre parece que não temos nada. Só damos valor a coisas que perdemos.
Quando estava fazendo mestrado em Washington, triste por algum motivo, nem sei se era porque, como cego, estava tendo dificuldades ou se meu computador estava com problemas, escutei, através do rádio, as notícias de um professor universitário na Califórnia que era quadriplégico.
Ele precisava pegar um lápis com sua boca e escrever no seu computador, apertando uma tecla de cada vez.
Imagine: eu me sentindo a maior vítima.
No entanto, eu podia andar por todo o campus, sem ajuda de ninguém, podia escrever mais rápido à máquina do que qualquer pessoa na minha sala.
Aquele professor me ajudou a valorizar muitas coisas que eu não estava dando importância.
Perguntei-me:
O que é justo? O que é injusto?
É justo eu ter pernas quando não as utilizo para ganhar medalhas nas Olimpíadas?
Ou não as uso para ajudar o próximo e nem sequer as valorizo?
É justo eu ter um cérebro e não utilizá-lo ao máximo?
É justo eu ter braços fortes e não usá-los para abraçar, demonstrar meu amor a quem, todos os dias, me dá tanto?
É justo eu ter uma vida e não me lembrar de agradecer, todos os dias, aos meus pais por me terem permitido nascer?
É justo eu ter uma esposa, um curso universitário, um coração que pulsa, rins que funcionam, pulmões fortes, mãos rijas, e não me recordar de dizer ao meu criador:
Obrigado, Deus, por me teres criado?
A carta que acabamos de ler é de um jovem brasileiro, que trabalha em Nova Iorque.
Sua filosofia pessoal, com certeza, não alentará somente aqueles que estão enfrentando cegueira física, mas também a todos aqueles de nós que portamos a cegueira espiritual, que não nos permite enxergar as bênçãos de que somos portadores.
Pensemos nisso e mudemos o foco das nossas vidas de lutas, dissabores e dificuldades para vidas de oportunidades, testes e aprendizado.

Blog Espiritismo Na Rede , a partir de carta de Fernando Botelho, endereçada a um jovem cego de nome Juliano, residente em Curitiba, Estado do Paraná.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty O elogio do operário

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 11, 2018 8:20 pm

Às portas do Céu bateram, um dia, um político, um soldado e um operário.
Mas Gabriel, o anjo que na ocasião velava pela tranquilidade do paraíso, não quis atender-lhes as rogativas sem previamente consultar o Senhor sobre aquelas três criaturas recém-chegadas da Terra.
Depois de inquiri-las quanto às suas actividades na superfície do mundo, procurou o Mestre, a quem falou humildemente:
— Senhor, um político, um soldado e um operário, vindos da Terra longínqua, desejam receber vossas divinas graças, ansiosos de gozar das felicidades celestes.
— Gabriel — disse o Salvador —, que habilitações trazem do mundo essas almas, para viverem na paz da Casa de Deus?
Bem sabes que cada homem edifica, com a sua vida, o seu inferno, ou o seu paraíso…
Mas, vamos ao que nos interessa:
Que fez o político lá na Terra?
O anjo, bem impressionado com a figura do diplomata, que impetrara os seus bons ofícios, exclamou com algum entusiasmo:
— Trata-se de um homem de elevado nível cultural.
Suas informações revelaram-me um espírito de gosto refinado no trato da civilização e das leis.
Foi um preclaro estadista, cuja existência decorreu nos bastidores da administração pública e nos torneios eleitorais onde consumiu todas as suas energias.
Em troca de seus labores, os homens lhe tributaram as mais subidas honras nas suas exéquias.
Seu cadáver, embalsamado num ataúde de vidro, percorreu duzentas léguas para ficar guardado nos mármores preciosos do Panteão Nacional.
— Mas… — objectou entristecido o Mestre — esse homem teria cumprido as leis que ditava para os outros?
Teria observado a prática do bem, a única condição para entrar no paraíso, absorvido, como se achava, na enganosa volúpia das grandezas terrenas?
— A luta política, Senhor, tomava-lhe todo o tempo — respondeu solícito o anjo —; os tratados jurídicos, as tabelas orçamentárias, as fontes históricas, as questões diplomáticas, os compêndios de ciências sociais, não davam lugar a que ele se integrasse no conhecimento da vossa palavra…
— Entretanto, o meu Evangelho deveria ser a bússola de quantos se colocam na direcção da humanidade…
E, como se intimamente lastimasse a situação do infeliz, O Mestre rematou:
— Aqui não há lugar para ele.
Não se conquistam as venturas celestes com a riqueza de teorias da Terra.
Dir-lhe-ás que retorne ao mundo, a fim de voltar mais tarde ao paraíso, pela porta do bem, da caridade e do amor.
E o soldado, que serviços apresenta em favor da sua pretensão?
— Esse — replicou Gabriel — foi um herói na terra em que nasceu.
Seus actos de valor e de bravura deram causa a que fosse promovido pelos superiores hierárquicos à posição de chefe das forças militares em operações, na última guerra.
Tem o peito coberto de medalhas e de insígnias valiosas, das ordens patrióticas e das legiões de honra; seu nome é lembrado no mundo com carinhoso respeito.
Aos seus funerais compareceram representações de vários países do mundo e inúmeras colectividades acompanharam-lhe as cinzas ilustres, que, envolvidas na bandeira da sua pátria, foram guardadas num majestoso monumento de soberbo carrara.
— Infelizmente — exclamou amargurado o Senhor — o Céu está fechado para os homens dessa natureza.
É inacreditável que sejam glorificados no orbe terrestre aqueles que matam a pretexto de patriotismo.
Nunca pus no verbo dos meus enviados, no planeta, outra lei que não fosse aquela do — “amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a vós mesmos”.
Nunca houve uma determinação divina para que os homens se separassem entre pátrias e bandeiras.
De sul a norte, do oriente ao ocidente, todos os Espíritos encarnados são filhos de Deus, e qualquer deles pode ser meu discípulo.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 11, 2018 8:21 pm

Os homens que semeiam a ruína e a destruição não podem participar da tranquilidade do paraíso.
E o operário, que factos lhe justificam a presença nas portas do Céu?
— Esse — elucidou Gabriel — quase nada tem a contar dos seus amargurados dias terrestres.
Os sopros frios da adversidade, em toda a existência, perseguiram-no através das estradas do destino, e a fé em vossa complacência e misericórdia lhe foi sempre a única âncora de salvação, no oceano de suas lágrimas por onde passava o barco miserável da sua vida. Trabalhou com o esforço poderoso das máquinas e foi colaborador desconhecido do bem-estar dos afortunados da Terra.
Nunca recebeu compensação digna do seu trabalho, e consumiu-se no holocausto à colectividade e à família…
Entretanto, Senhor, ninguém conheceu as tempestades de lágrimas do seu coração afectuoso e sensível, nem as dificuldades dolorosas dos seus dias atormentados, no mundo.
Viveu com a fé, morreu com a esperança e o seu corpo foi recolhido pela caridade de mãos piedosas e compassivas que o abrigaram na sepultura anónima dos desgraçados…
— O Céu pertence a esse herói, Gabriel — disse o Mestre alegremente.
Suas esperanças colocadas no meu amor são sementes benditas que frutificarão na percentagem de mil por um.
Se os homens o ignoram, o Céu deve conhecer os seus heroísmos obscuros e os seus sacrifícios nobilitantes.
Enquanto o político organizava leis que não cumpria, ele se imolava no desempenho dos deveres santificadores.
Enquanto o soldado destruía irmãos, seus braços faziam o milagre do progresso e do bem-estar da Humanidade.
Enquanto os despojos dos primeiros foram encerrados nos mármores frios e imponentes das falsas homenagens da Terra, seu corpo de lutador se dissolveu no solo, acentuando o perfumes na Natureza e enriquecendo o grão que alimenta as aves alegres, na mesma harmonia eterna e doce que regeu os sentimentos do seu coração e os actos do seu Espírito.
Esse, Gabriel, faz parte dos heróis do Céu, que a Terra nunca quis conhecer.

E, enquanto o político e o soldado voltavam ao caminho das reencarnações dolorosas da Terra, o operário de Deus se cobria com as claridades do Infinito, buscando outras possibilidades de trabalho para o seu amor e para o seu devotamento.

Blog Espiritismo na Rede baseado na obra Crónicas de Além-Túmulo, Espírito Humberto de Campos psicografada pelo médium Chico Xavier.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty As almas gémeas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 12, 2018 1:03 pm

1 – Existem as almas gémeas, metades eternas que se buscam para uma união perfeita, uma felicidade sem fim?
Segundo informações colhidas por Kardec (O Livro dos Espíritos, questões 298 e 299, e Revista Espírita, maio de 1958), os Espíritos não são criados aos pares.
Não existem metades eternas ansiosas por se encontrarem.

2 – Em O Consolador, psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel defende a ideia das almas gémeas.
Sim, mas como ele mesmo destaca, não se reporta a metades eternas que se buscam, mas a Espíritos que se ligam por laços de legítima afectividade, ao longo dos milénios, no desdobramento de experiências evolutivas.
Acredito que a Misericórdia Divina favorece esse tipo de ligação, a fim de que ambos se auxiliem e se amparem mutuamente.

3 – Certamente Emmanuel situa em Lívia, sua esposa no livro Há Dois Mil Anos, uma alma gémea.
No entanto, como fica a tese de auxílio mútuo, se ela era mais evoluída do que ele?
Não deveriam Espíritos ligados por laços tão fortes caminhar juntos nas veredas da evolução?

A evolução do Espírito depende, essencialmente, de seu esforço.
Uns seguem mais depressa, outros vão mais devagar.
E talvez esteja aí, em essência, a razão pela qual o Criador estabelece essas ligações tão profundas entre duas almas, favorecendo a retardatária com o amparo da que segue à frente.
Vemos um exemplo típico a respeito do assunto no livro Renúncia, psicografia de Francisco Cândido Xavier, que nos fala de Alcione, uma entidade angelical que renuncia às paragens celestes para ajudar sua alma gémea, um companheiro retardatário, ainda comprometido com os enganos humanos.

4 – Como ficam as famílias espirituais se assim considerarmos?
Não são constituídas, também, de Espíritos que se harmonizam ao longo do tempo, ajudando-se mutuamente?

Sem dúvida, e a tendência é ampliar-se cada vez mais a família espiritual, na medida em que outros Espíritos passem a fazer parte dela.
Não obstante, segundo a ponderável tese de Emmanuel, cada um de seus membros terá sua alma gémea.

5 – Pode ocorrer que esses pares afins, que Emmanuel situa como almas gémeas, reencarnem ligados pelo laços do sangue, tipo pai e filha, mãe e filho, irmãos?
Pode acontecer, atendendo às experiências evolutivas que escolham ou que lhes sejam impostas.
Temos aí a origem de ligações muito fortes entre dois membros de uma família, uma afinidade intensa e uma afectividade que transcende a mera ligação consanguínea.

6 –Podem as almas gémeas experimentar o dissabor de uma separação definitiva?
Se são Espíritos que a sabedoria divina ligou por sagrados elos, em favor de sua evolução, tal contingência nunca acontecerá, mas ao longo da jornada certamente haverá separações transitórias, como, por exemplo, a morte de um deles, quando juntos na carne, ou a reencarnação, quando juntos na Espiritualidade.
Ou pode acontecer de um reencarnar e o outro permanecer no Além.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 12, 2018 1:03 pm

7 – Pode ocorrer que, em face de determinados comprometimentos, o Espírito perca o contacto com a sua alma sêmea, que segue à sua frente na jornada evolutiva?
Alguns relatos de André Luiz e Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier, nos dão conta de que isso pode acontecer, não propriamente uma perda de contacto, mas uma impossibilidade transitória de união, até como um estímulo para que o retardatário apresse o passo, ensejando o reencontro, ideal que será intensamente acalentado por ambos.

8 – Pode ocorrer que nas lides humanas venham a encontrar-se almas gémeas que já estão vinculadas a outros compromissos afectivos, com famílias constituídas?
Sim, por imperativos cármicos, em face de desvios do passado e como ensejo para o exercício de renúncia e sacrifício.
Se mantiverem fidelidade aos seus compromissos, estarão crescendo espiritualmente e habilitando-se à realização de seus anseios de união, mais tarde, quando retornarem à Espiritualidade.
Se decidirem deixar a família humana para estarem juntos, fatalmente terão problemas pela frente, já que ninguém pode pretender construir a própria felicidade sobre a infelicidade alheia, no caso dos familiares negligenciados.

9 – Em altos planos do infinito, entre Espíritos puros e perfeitos, subsiste a ligação das almas gémeas?
Os que lá vivem não mais se ligam a alguém, na experiência das almas gémeas, ou a alguns na experiência da família espiritual.
Ligam-se a toda a criação, na divina experiência do amor universal.
O seu lar, o Universo; sua família, todos os filhos de Deus.

Richard Simonetti

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty O Mundo de Regeneração

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 12, 2018 8:33 pm

Steven Arthur Pinker, linguista e psicólogo, com doutorado em Psicologia Experimental, e escritor de livros de divulgação científica, foi durante 21 anos professor no Departamento do Cérebro e Ciências Cognitivas do Massachusetts Institute of Technology.

Ele demonstra, com estatísticas, que a humanidade passa por seu mais pacífico período histórico.
Nessa visão, o terrorismo islâmico, os massacres em escolas e locais públicos e a criminalidade urbana empalidecem diante da brutalidade sem limites das eras anteriores.
Pinker diz que o anjo civilizatório, enfim, aprisionou a maldade inata do homem, e que as estatísticas são imprescindíveis para justificar qualquer argumento científico.
Elas são um método válido e seguro de avaliação.
“É o que torna a minha tese legítima”.
Afirma ele:
“O facto é que, desde 1945, o número de mortos em guerras ou de vítimas de assassinatos e estupros é o menor dos últimos 5.000 anos, quando se leva em conta a relação com o total da população”.
Questionado por que então o mundo se tornou mais pacífico, ele afirma “que uma sucessão de eventos históricos fez com que o lado bom do homem sobressaísse ao violento e animalesco.
Todos temos demónios e anjos dentro de nós.
O processo civilizatório, com o advento do estado, a institucionalização da Justiça, a difusão e o aprimoramento da cultura, permitiu que os anjos derrotassem os demónios.
Foi o que livrou a espécie humana da barbárie”.
Foge do nosso escopo, neste momento, discutir sua afirmativa quanto a existência de “anjos e demónios dentro de nós”, mas vale muito a pena assistir, com legendas, a defesa de suas ideias no endereço electrónico http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/steven_pinker_on_the_myth_of_vi....
Em nome da ciência, e por método científico, Steven Pinker prova que a civilização está muito melhor em comparação com o passado.
A esse respeito, atentemos para O Livro dos Espíritos.
Em sua questão 784 encontramos:
“A perversidade do homem é muito grande.
Não parece recuar em vez de avançar, pelo menos do ponto de vista moral?

– Engano vosso.
Observai bem o conjunto e vereis que o homem avança, uma vez que compreende melhor o que é o mal e a cada dia corrige abusos.
É preciso o mal chegar a extremos para fazer compreender a necessidade do bem e das reformas.”
Avançar significa progredir, e como o progresso é parte da Lei Natural, o Codificador questionou na questão 779:
O homem traz em si o impulso de progredir ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?
– O homem se desenvolve naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e do mesmo modo; é assim que os mais avançados ajudam pelo contacto social o progresso dos outros.
A resposta acima nos leva à particularidade do desenvolvimento dos espíritos, em função do Livre Arbítrio de cada um, e à “obrigatoriedade” dos que estão em posição superior, qualquer que seja essa posição, espiritual ou material, de socorrer os mais necessitados.
Com relação a dualidade do progresso do espírito, a questão 780 é muito clara:
“O progresso moral é sempre acompanhado do intelectual?
– É sua conseqüência, mas nem sempre o segue imediatamente”.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 12, 2018 8:34 pm

Desta forma, há uma diversidade de entendimento moral entre os espíritos vinculados ao nosso globo, e a explicação vem pela questão 755, onde Kardec pergunta:
“Como se explica existirem, no seio da civilização mais avançada, seres algumas vezes tão cruéis quanto os selvagens?
– Exactamente como numa árvore carregada de bons frutos há os que ainda não amadureceram, não atingiram o pleno desenvolvimento.
São, se o quiserdes, selvagens que têm da civilização apenas o hábito, lobos extraviados no meio de ovelhas.
Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar em meio a homens avançados na esperança de avançarem; mas, sendo a prova muito pesada, a natureza primitiva os domina”.
O futuro é promissor, e é evidenciado pela questão 756:
“A sociedade dos homens de bem estará um dia livre dos malfeitores?
– A humanidade progride; esses homens dominados pelo instinto do mal que se acham deslocados entre as pessoas de bem desaparecerão pouco a pouco, como o mau grão é separado do bom depois de seleccionado.
Então renascerão sob um outro corpo e, como terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal.
Tendes um exemplo disso nas plantas e nos animais que o homem conseguiu aperfeiçoar e nos quais desenvolveu qualidades novas.
Pois bem! É somente depois de muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna completo.
É a imagem das diferentes existências do homem”.
E o método utilizado pela Inteligência Suprema é descrito pela questão 783:
“O aperfeiçoamento da humanidade segue sempre uma marcha progressiva e lenta?
– Há o progresso regular e lento que resulta da força das coisas; mas quando um povo não avança rápido o suficiente a Providência provoca, de tempos em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma”.
Como o estágio de regeneração é coisa para o futuro, convém nos inteirarmos a respeito da bênção que temos nas mãos, entendendo que a mensagem do Consolador é redentora, conforme esclarece a questão 799:
“De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso?
– Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, e fazendo os homens compreenderem onde está seu verdadeiro interesse.
A vida futura, não estando mais encoberta pela dúvida, fará o homem compreender melhor que pode, desde agora, no presente, preparar seu futuro.
Ao destruir os preconceitos de seitas, de castas e de raças, ensina aos homens a grande solidariedade que deve uni-los como irmãos”.
Então, as perguntas que se seguem é:
o que estamos fazendo com nossas possibilidades de progresso?
Como estamos direccionando nossas conquistas?
A quem temos ajudado?
O que temos feito pelos nossos inimigos e pelos inimigos da sociedade?

O Senhor Jesus deixou claro que a seara é grande, e por isso há necessidade de muitos trabalhadores, e para que tenhamos o “direito” de viver em um mundo regenerado, será preciso crescer moral e intelectualmente, socorrendo os que se encontram à nossa rectaguarda, desenvolvendo e exemplificando a confiança e o optimismo, porque, assim como o Senhor disse que iria nos preparar o lugar, disse também que a cada um sempre é dado segundo suas próprias obras.

Pensemos nisso.

António Carlos Navarro

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty O que Acontece Depois da Morte?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Dez 13, 2018 10:46 am

A maioria das pessoas, apesar de acreditar na imortalidade da alma, sente muito medo da morte.
Esse medo ocorre pelo desconhecimento do que acontece durante a morte, do que vem depois ou para onde vão assim como do receio de perder afeições.
As religiões pouco fazem para esclarecer os fiéis sobre a vida além-túmulo, assustando-os ainda mais.
A Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec é o Consolador prometido por Jesus, que vem eliminar esse medo, preparando-nos para enfrentá-lo serenamente, pois todos morreremos um dia.
Orienta-nos sobre a vida e a morte.
Informa que toda pessoa é formada por três partes essenciais:
– o corpo físico ou ser material, animado pelo princípio ou fluido vital;
– a alma, que é o espírito encarnado, habitando o corpo;
– o perispírito ou corpo espiritual que une a alma ao corpo.

Então, o que acontece durante a morte, também chamada desencarnação?
O que acontece é uma mudança do lado material para o lado espiritual.
Você que está lendo tem um corpo físico, adaptado à vida material, utilizado pelo seu espírito que está unido a ele através do perispírito.
Isto é necessário para que você possa cumprir a sua finalidade na Terra, que é progredir em conhecimentos e sentimentos, através do esforço pessoal e do relacionamento com o próximo.
O organismo funcionando ao longo do tempo e segundo as circunstâncias vai se desgastando, diminuindo o fluido vital e a morte acontece.
Você deixa o corpo físico mas a sua alma (ou espírito) que é imaterial e imortal muda-se para o lado espiritual continuando a viver com o corpo espiritual (perispírito).
Acontece um desligamento dos laços que uniam o perispírito ao corpo físico.
Quando mudamos de um lugar para outro continuamos a ser o que somos, apenas nos desfazemos do que não é necessário.
ssim, também, quando desencarnamos, continuamos a ser a mesma pessoa, mas, nos desfazemos do corpo físico, pois não é necessário no mundo espiritual.

Agora que você já sabe que a morte é mudança, pense no seguinte, para perder o medo:
– Aqui na Terra temos hospitais, escolas, instituições beneficentes etc.
Quantas pessoas dedicadas ao bem em todos os níveis sociais!
Só não é auxiliado quem não quer.
Imagine agora no Plano Espiritual.
Nele está também a Bondade Divina, através dos Espíritos Protectores, dos Anjos de Guarda, dos Grupos de Socorro e Esclarecimento.
Aqui é uma cópia do que tem lá e sendo assim a assistência, o amparo, o esclarecimento no mundo espiritual são maiores.
Há também técnicos em auxílio aos que desencarnam.
– Também fique sabendo que a família terrena continua fazendo parte do nosso relacionamento juntamente com a família espiritual.

Há três tipos de desencarnação
a-) A desencarnação lenta, a mais usual e ideal.
A pessoa adoece por um prazo mais ou menos longo.
Tem tempo para meditar, reformular pontos de vista, fazer acertos, modificar-se.
Pode ser por velhice também, o fluido vital vai se esgotando.
Não é uma desgraça como pensam, é um factor de equilíbrio.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Dez 13, 2018 10:47 am

b-) A desencarnação súbita, o espírito é apanhado de surpresa, despreparado e se não praticou o bem fica apegado à vida material e sensações físicas.
As pessoas dedicadas ao bem com sinceridade não sofrem neste tipo de desencarnação.
c-) A desencarnação colectiva, semelhante à súbita, mas em conjunto com outras pessoas, por meio de desastres variados.
Não se dá por acaso.
Espíritos com débitos semelhantes reúnem-se para uma expiação colectiva.

A perturbação da passagem
Na passagem da vida corporal para a espiritual acontece também um outro fenómeno: a perturbação.
A alma experimenta um torpor, espécie de sono ou desmaio e por isso quase nunca testemunha conscientemente o último suspiro.
A perturbação pode ser considerada o estado normal no instante da morte e pode durar de algumas horas a muitos anos, dependendo do estado moral e dos actos praticados.

O despertar do torpor ou sono apresenta variantes:
1.-) O espírito acorda ouvindo choro, lamentações etc, de entes queridos que não se conformam.
Isto dificulta a sua adaptação à nova vida.
Essa situação só melhora com a mudança do comportamento de tristeza dessas pessoas, substituindo-o por equilíbrio, preces e conformação.
O espírito desencarnante também pode expressar os mesmos sentimentos chorando muito pela separação, necessitando também se esforçar para superar a crise e consolar os que ficaram.
2.-) O despertar se dá em hospital ou casa de repouso.
Devido ao atendimento médico e aos cuidados que recebe, o espírito pensa que permanece no mundo material.
É esclarecido, pode receber a visita de alguém que já desencarnou ou, então, perceber, à distância, o que se passa no antigo lar, sentindo que já não vive mais lá.
3.-) Há espíritos que acordam surpresos porque se sentem vivos, sabendo que passaram por situações em que iriam deixar a vida física, como doenças terminais, acidentes, etc.
Há também um fenómeno que se verifica com alguns espíritos antes ou após o desencarne.
É a revisão total ou parcial dos acontecimentos que vivenciaram ao longo da existência material que se finda.
Seria como a exibição de um “vídeo-tape” guardado nos arquivos do pretérito, documentando factos importantes da última existência.
Assim revela uma comunicação do espírito Germano Sestini, extraída do livro “Vida no Além”, psicografado por Chico Xavier:
“Meu espanto foi enorme.
Parecia que estava retornando aos tempos de menino…
Na mente apareceu a paisagem de Cravinhos e tornei a ver meu pai João e minha mãe, acariciando-me e ensinando-me a rezar.
Mariquinha, revi tudo… a nossa felicidade, o nascimento dos filhos…
Os dias difíceis, o duro trabalho para melhorar…”

Neuza Brienze

Bibliografia:
“O Céu e o Inferno”, Allan Kardec
“Espiritismo e Vida Eterna”, Ariovaldo Caversan e Geziel Andrade
“O que nos Espera Depois da Morte”, George Gonzalez
“Cidade no Além”, Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha, ditado pelos espíritos André Luiz e Lucius
“Evolução para o Terceiro Milênio”, Carlos Toledo Rizzini.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 22 Empty CARTA DE UM MORTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Dez 13, 2018 7:54 pm

Pede-me você notícias do cemitério nas comemorações de Finados.
E como tenho em mãos a carta de um amigo, hoje na Espiritualidade, endereçada a outro amigo que ainda se encontra na Terra, acerca do assunto, dou-lhe a conhecer, com permissão dele, a missiva que transcrevo, sem qualquer referência a nomes, para deixar-lhe a beleza livre das notas pessoais.
Eis o texto em sua feição pura e simples :
"Meu caro, você não pode imaginar o que seja entregar à terra a carcaça hirta, no dia dois de Novembro.
Verdadeira tragédia para o morto inexperiente.
Lembrar-se-á você de que o enterro de meu velho corpo, corroído pela doença, realizou-se ao crepúsculo, quando a necrópole enfeitada parecia uma casa em festa.
Achava-me tristemente instalado no coche fúnebre, montando guarda aos meus restos, reflectindo na miserabilidade da vida humana...
Contemplando de longe minha mulher e meus filhos, que choravam discretamente num largo automóvel de aluguei, meditava naquele antigo apontamento de Salomão – «vaidade das vaidades, tudo é vaidade» –, quando, à entrada do cemitério, fui desalojado de improviso.
Na multidão irrequieta dos vivos na carne, vinha a massa enorme dos vivos de outra natureza.
Eram desencarnados às centenas, que me apalpavam curiosos, entre o sarcasmo e a comiseração.
Alguns me dirigiam indagações indiscretas, enquanto outros me deploravam a sorte.
Com muita dificuldade, segui o ataúde que me transportava o esqueleto imóvel e, em vão, tentei conchegar-me à esposa em lágrimas.
Mal pude ouvir a prece que alguns amigos me consagravam, porque, de repente, a onda tumultuária me arrebatou ao circulo mais íntimo.
Debalde procurei regressar à quadra humilde em que me situaram a sombra do que eu fora no mundo...
Os visitantes terrestres daquela mansão, pertencente aos supostos finados, traziam consigo imensa turba de almas sofredoras e revoltadas, perfeitamente jungidas a eles mesmos.
Muitos desses Espíritos, agrilhoados aos nossos companheiros humanos, gritavam ao pé das tumbas, contando os crimes ocultos que os haviam arremessado à vala escura da morte, outros traziam nas mãos documentos acusadores, clamando contra a insânia de parentes ou contra a venalidade de tribunais que lhes haviam alterado as disposições e desejos.
Pais bradavam contra os filhos.
Filhos protestavam contra os pais.
Muitas almas, principalmente aquelas cujos despojos se localizam nos túmulos de alto preço, penetravam a intimidade do sepulcro e, de lá, desferiam gemidos e soluços aterradores, buscando inutilmente levantar os próprios ossos, no intuito de proclama aos entes queridos verdades que o tímpano humano detesta ouvir.
Muita gente desencarnada falava acerca de títulos e depósitos financeiros perdidos nos bancos, de terras desaproveitadas, de casas esquecidas, de objectos de valor e obras de arte que lhes haviam escapado às mãos, agora vazias e sequiosas de posse material.
Mulheres desgrenhadas clamavam vingança contra homens cruéis, e homens carrancudos e inquietos vociferavam contra mulheres insensatas e delinquentes.
Talvez porque ainda trouxesse comigo o cheiro do corpo físico, muitos me tinham por vivo ainda na Terra, capaz de auxiliá-los na solução dos problemas que lhes escaldavam a mente, e despejavam sobre mim alegações e queixas, libelos e testemunhos.
Observei que os médicos, os padres e os juízes são as pessoas mais discutidas e criticadas aqui, em razão dos votos e promessas, socorros e testamentos, nos quais nem sempre corresponderam à expectativa dos trespassados.
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