ARTIGOS DIVERSOS III

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:15 am

Estávamos todos profundamente emocionados.
A multidão, dos Dois Lados da Vida, não parava de crescer e, assim como no Plano Físico os policiais cuidavam da organização, na Dimensão Espiritual em que nos situávamos, Entidades diversas haviam sido encarregadas de disciplinar a intensa movimentação, sem que nenhum de nós se sentisse encorajado a reclamar qualquer privilégio com o propósito de uma maior aproximação.
Quase todos nos conservávamos em atitude de profundo silêncio e de reverência.
Os grupos de espíritos que haviam, ao longo de seus 75 anos de labor, trabalhado com o médium, com excepção, evidentemente, daqueles que já haviam reencarnado, se faziam representar pelos seus maiores expoentes no campo da Poesia e da Literatura.
Próximas a Cidália, em cujos braços Chico Xavier descansava, à espera de que o cortejo fúnebre partisse conduzindo os seus restos mortais, notei a presença de algumas entidades femininas que eu não soube identificar.
— Quem são? — perguntei a Odilon, que era um dos poucos dentre nós com plena liberdade de movimentar-se.
— Aquelas quatro primeiras, são as nossas irmãs Meimei, Maria Dolores, Scheilla e Auta de Souza; as demais são corações maternos agradecidos que, em uma ou outra oportunidade, se expressaram pela mediunidade psicográfica do nosso Chico.
— Quem estará na coordenação do evento? — insisti, ansioso por maiores esclarecimentos.
— O Dr. Bezerra de Menezes e Emmanuel, assessorados directamente por José Xavier — respondeu.
— José Xavier?…
— Sim, o irmão do médium, que está conduzindo um grupo de espíritos amigos de Pedro Leopoldo e região; quando Chico se transferiu para a cidade de Uberaba, em 1959, os seus vínculos afectivos com a sua terra natal não se desfizeram; os espíritas que constituíram o Centro Espírita “Luiz Gonzaga” sempre se sentiram membros de uma única família.
— E aquele casal mais próximo que, de quando a quando, dialoga com Cidália?
— José Hermínio e D. Carmem Perácio; foram eles que iniciaram Chico Xavier no conhecimento da Doutrina Espírita, doando-lhe exemplares de “O Livro dos Espíritos” e de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”…
Pude perceber, com clareza, que os filamentos perispirituais que uniam o espírito recém-desencarnado ao corpo enrijecido, se enfraqueciam gradualmente; sem dúvida, o médium, assim que se lhe cerraram os olhos físicos, desprendeu-se da forma material, no entanto, devido à necessidade de permanecer durante 48 horas exposto à visitação pública, conforme era seu desejo, exigia que o corpo, de certa forma, continuasse a receber suplementos de princípio vital, evitando-se os constrangimentos da cadaverização.
Embora aconchegado aos braços daquela que havia sido na Terra a sua segunda mãe e grande benfeitora, o espírito Chico guardava relativa consciência de tudo…
As expectativas de quase todos, porém, se concentravam sobre aquela faixa de luz azulínea, a qual, à medida que se abeirava a hora do sepultamento, se intensificava; tínhamos a impressão de que aquele caminho iluminado era a passagem para uma Dimensão Desconhecida, para a qual, com certeza, Chico Xavier haveria de ser conduzido.
Dentro de poucos instantes, o silêncio se fez naturalmente maior e um venerável senhor, ladeado por Irmão José e Herculano Pires, este um dos vultos mais importantes da Doutrina nos últimos tempos, assomou discreta tribuna e começou a falar.
— Quem é? Perguntei, à meia-voz…
— Léon Denis — respondeu-me Odilon com um sussurro.
— “Meus irmãos — disse o inesquecível discípulo de Allan Kardec — eis que aqui nos encontramos reunidos, para receber de volta ao nosso convívio, aquele que, uma vez mais, cumpriu exemplarmente a missão que lhe foi confiada pelo Senhor de nossas vidas.
Elevemos ao Infinito os nossos pensamentos de gratidão e de reconhecimento, porquanto sabemos das dificuldades que o espírito que moureja na carne enfrenta para desbravar caminhos à Verdade; o nosso amigo e mestre que, após longa e desgastante peleja, agora retorna à Pátria Espiritual, se constituiu num verdadeiro exemplo, não somente para os nossos irmãos encarnados, mas igualmente para os que necessitamos renascer no orbe e, por vezes, nos sentimos desencorajados…
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:15 am

(…) Um ciclo se encerra, mas outro deve começar(…)”
Passados alguns instantes da alocução proferida por Léon Denis, perfumada aragem começou a soprar, balsamizando o ambiente.
De onde será que provinha aquele suave perfume que, aos poucos, se intensificava, impregnando-nos o corpo espiritual?
Tínhamos a impressão de que, caindo de Esferas Resplandecentes, aquele orvalho celeste, constituído de diminutos flocos luminosos, antecedia o momento em que o espírito Chico Xavier seria conduzido à ignota região da Vida Sem Fim.
Quando o fenómeno a que tento me referir se fez mais evidente, algumas explosões começaram a ocorrer na extensa faixa de luz azulínea que, agora, ia mudando de tonalidade, como se um arco-íris se estivesse materializando diante dos nossos olhos.
Gradativamente, cinco entidades foram se fazendo visíveis para nós, tangibilizando-se no pequeno espaço que me parecia reproduzir produzir a abençoada estrebaria em Belém…
Os cinco espíritos, que não posso lhes dizer que tenham assumido forma propriamente humana, foram sendo identificados por nós:
eram Bezerra de Menezes, Emmanuel, Eurípedes Barsanulfo, Veneranda e Celina, a excelsa mensageira de Maria de Nazaré.
Diante da estupenda visão, todos sentimos ímpetos de nos ajoelharmos; muitos, efectivamente, se ajoelharam, com os olhos banhados de lágrimas.
Bezerra de Menezes, Emmanuel e Eurípedes Barsanulfo estavam, por assim dizer, mais humanizados, no entanto Veneranda e, especialmente, Celina, nos pareciam dois anjos alados, falenas divinas que se tivessem metamorfoseado apenas para que pudéssemos vê-las…
Eu tinha a impressão de estar participando de um sonho que transcendesse a mais fértil imaginação.
Adiantando-se aos demais companheiros, Veneranda, que o tempo todo pairava no ar, começou a orar com sentimento que a palavra não consegue traduzir:
— “Senhor da Vida — exorou, sensibilizando-nos profundamente — aqui estamos para receber, de volta ao nosso convívio, um dos Vossos servidores mais fiéis que, após quase um século de lutas acerbas pela causa do Vosso Evangelho na Terra, regressa ao Grande Lar, com a consciência do dever cumprido.
Que as Vossas bênçãos envolvam o espírito naturalmente exaurido, restituindo-lhe as energias que se consumiram de todo por amor do Vosso Nome entre os homens, nossos irmãos!
Que do seu extraordinário esforço não se perca, Mestre, uma única gota de suor, das que se misturaram às lágrimas anónimas vertidas por ele no testemunho da Fé.
Que o trabalho de sua profícua existência no corpo físico continue a ser prodigiosa sementeira para as gerações do porvir, apontando o Caminho para quantos anseiam por seguir os Vossos passos…
Senhor, os que tão-somente agora, depois de séculos e século de sombras, nos convencemos da Vossa magnanimidade, vos agradecemos por não terdes consentido que o nosso irmão sucumbisse diante das provas e, em nada, se afastasse da trajectória que lhe traçaste no mundo — sabemos que, nos momentos mais difíceis, sem que nós mesmos pudéssemos perceber, a Vossa mão o sustentava para que não tombasse sob o peso da cruz que lhe pusestes aos ombros…
Nós vos louvamos por terdes realizado nele a obra consagrada do Vosso amor, que, um dia, redimirá a Humanidade inteira.
E que, agora, ainda unidos ao espírito companheiro que soube transformar-se em exemplo de renúncia e de sacrifício, de desprendimento e de abnegação, possamos dar sequência à tarefa que iniciastes há dois mil anos, da edificação do Reino de Deus sobre a face da Terra!…
Que a claridade sublime das Altas Esferas não nos faça ignorar os vales de sombras dos quais procedemos e nos quais acendestes, para sempre, a Vossa Luz…
Que não nos seja lícito o descanso, enquanto o orbe planetário, onde tantas vezes expiamos as nossas faltas, se transfigure em estrela de real grandeza, a fulgir na glória dos mundos redimidos.
Abençoai, Senhor, os nossos propósitos que são os Vossos e que, hoje e sempre, possamos exaltar-Vos o Nome através de nossas vidas!…”
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:16 am

Terminando de orar, Veneranda e Celina se aproximaram de Cidália, que continuava a aconchegar em seu materno coração o espírito que foi nosso Chico, o qual, de quando a quando, estampava cândido sorriso, como se fosse uma criança participando de um sonho bom do qual jamais ousasse acordar.
O silêncio reinante era de tal ordem, que, aos nossos ouvidos, a voz inarticulada da Natureza nos parecia uma sinfonia; de minha parte, confesso-lhes que eu nunca tinha ouvido a música dos astros e nem podia imaginar que o próprio silêncio tivesse voz.
A faixa de luz azulínea que se transformara num arco-íris ainda se mostrava mais viva, e todos permanecíamos na expectativa do que não sabíamos pudesse acontecer.
Direccionando os sentidos, quis ver, naquela hora, como os preparativos para o féretro estavam desenvolvendo-se no Plano Físico e, justamente, quando começou a ser entoada a canção “Nossa Senhora” e os nossos irmãos começaram a movimentar-se, dando início ao cortejo, uma Luz indescritível, descendo por aquele leque iluminado que ligava a Terra ao Infinito — a faixa de luz que ali se instalara logo após ter sido armado o velório no “Grupo Espírita da Prece” —, uma Luz que, para mim, era muito superior à luz do próprio Sol e que me accionava a memória para a lembrança da visão que Paulo teve do Cristo, às portas de Damasco, repetiu com indefinível ternura:
— “Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Aquela Extraordinária Visão, que sequer povoava os meus sonhos mais remotos de espírito devedor, estendeu dois braços humanos reluzentes e, quando notei que o Chico em espírito se transferia dos braços de Cidália para aqueles Braços que o atraíam, digo-lhes que, desde quando fui beneficiado com o laurel da razão, não tenho recordação de jamais ter chorado tanto…
Aquela Luz, que se humanizava parcialmente para que pudéssemos vê-la, estreitou Chico Xavier ao peito e depositou-lhe um ósculo santo na fronte e, em seguida, partiu, levando-o consigo, despedindo-se com inesquecível sorriso dos que continuavam presos ao abismo, sentenciados pelo tribunal da consciência culpada.
Foi Odilon que, depois de muito tempo, conseguiu falar, comentando connosco:
— Eu sempre que lia as páginas do Velho Testamento, ficava intrigado e colocava em questão a narrativa de que o profeta Elias fora conduzido ao céu por “um carro de fogo”…
Agora sei que não se tratava de força de expressão ou algo semelhante.(…)
Um grande vazio se fez após e, gradativamente, a faixa de luz foi se recolhendo de baixo para cima, à medida em que o cortejo celestial se retirava.
A praça em que nos havíamos reunido já se encontrava praticamente vazia; diversos grupos, procedentes de várias regiões da Espiritualidade, haviam partido e, agora, os curiosos e desocupados de além-túmulo se aproximavam, como que para vasculhar os espólios do concorrido velório…
Contrastando com a luz do corpo espiritual de eminentes entidades, esses outros nossos irmãos se mostravam opacos em seu novo veículo de expressão, dando-me a impressão de que, embora desencarnados, ainda não tinham logrado completa emancipação; muitos caminhavam sem qualquer desenvoltura, qual se fossem doentes com dificuldade para mudar o passo…
Identificando- nos na condição de adeptos do Espiritismo e amigos de Chico Xavier, começamos a ser abordados por aquelas entidades infelizes que, aos meus olhos, se assemelhavam a sobreviventes onde houvesse sido travada intensa batalha.
A grande maioria exibia as vestes em farrapos e, além da obscuridade espiritual à qual já me referi, deixavam exalar de si quase insuportável odor…
— Por favor, auxiliem-nos! — disse-nos um deles, adiantando-se aos demais.
Estamos convencidos de que, realmente, o mal não compensa…
O que vimos acontecer hoje, aqui…
Olhando-me, significativamente, Odilon comentou:
— Quantas bênçãos a vida e a suposta morte de um verdadeiro homem de bem pode espalhar!
Quantos não estarão sendo motivados à renovação íntima, ante o episódio da desencarnação do nosso Chico!…
Ele que, no corpo, descerrou caminhos para tanta gente, ao deixar a vestimenta física, prossegue orientando com os seus exemplos os que se desnortearam além da morte.
Faz-me recordar o que disse Jesus, no capítulo 12, versículo 24, das anotações de João:
“Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”…

Esta descrição foi realizada pelo Espírito Inácio Ferreira, e está presente no livro “Na Próxima Dimensão”, psicografado pelo médium Carlos Alberto Baccelli.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty ENJOOS DURANTE A GESTAÇÃO, VISÃO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 8:24 pm

Com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando, conforme o molde energético dado pelas matrizes perispirituais da entidade reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas ou energéticas, entre o perispírito da mãe e o espírito reencarnante.
Já se observa, a certa altura, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio de campos energéticos.
Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes (espiritualmente falando) ou sadias.
As vivências das encarnações anteriores, indelevelmente registadas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante.
As experiências de sofrimentos ainda não resolvidas psicologicamente, os ressentimentos mantidos, são concentrações de força a irradiar sobre a estrutura psicofísica materna.
As experiências comuns entre mãe e filho, vividas em estâncias pretéritas, se reencontram agora com anestesia apenas parcial.
Não resta dúvida, que é a grande oportunidade da reaproximação e solução dos débitos passados.
Também é importante se reafirme toda a assistência espiritual presente no transcurso da gravidez, amparando à dupla.
As trocas fluídico-energéticas entre ambos, frequentemente produzem enjoos à mãe.
A intensidade destes enjoos muitas vezes está relacionada (também) a diferenças de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante.
Em determinadas situações, no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as limitações dos menos evoluídos.
Frequentemente são os reconhecimentos inconscientes das experiências comuns vividas.
São as sensações decorrentes do espelhar mútuo, da situação espiritual vivenciada no passado e ainda não resolvida.
Cuidemos, no entanto, para não cometer injustiça ou erros de julgamento.
Os enjoos tem também causas meramente orgânicas ligadas a factores anatómicos e fisiológicos do processo gestacional.
Atribuir aos enjoos apenas significado de ordem espiritual seria empobrecer a ciência espírita e comprometer sua imagem perante as pessoas de bom senso.
Os estranhos desejos da gestante:
As aparentes extravagâncias da mulher grávida podem ter, também, causas ligadas às influências do espírito reencarnante.
Não estamos aqui, portanto, excluindo de maneira alguma o componente fisiológico.
As profundas alterações hormonais sob o comando da hipófise são sem dúvida co-factores que interferem no psiquismo da gestante determinando tendências na esfera alimentar.
Tendo sido feita esta ressalva, cumpre-nos estudar a outra face da moeda.
Estando a estrutura do corpo espiritual da entidade reencarnante unida ao chakra genésico materno, passa a sofrer a influência de fortes correntes electromagnéticas que lhe impõem a redução volumétrica necessária.
O corpo astral (perispírito) que possuía digamos 175cm deverá se adaptar a um organismo fetal bem menor.
Ocorre então a redução dos espaços intermoleculares da matéria perispiritual.
Tal facto ocorre pela diminuição da vibração das moléculas do corpo espiritual.
A energia cinética se reduz, as moléculas se aproximam reduzindo os espaços intermoleculares.
Além desta redução, toda molécula excedente, que não serve ao trabalho fundamental de refundição da forma é devolvida ao plano “espiritual” e reintegrada ao fluido cósmico universal.
No organismo materno, mais especificamente no chakra genésico, há uma função que lembra o trabalho de um exaustor de cozinha.
Neste aparelho doméstico se processa a absorção da gordura excedente, eliminando-a do ambiente.
Conforme encontramos no livro "Entre a Terra e o Céu", cap. XXX, André Luiz que se expressa da seguinte forma.
O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos estes que nem sempre são aprazíveis ou suportáveis pela sensibilidade
feminina”.
Há espíritos que por se acharem zoantropizados ou licantropizados (isto é, tão deformados que se parecem com animais,lobos etc), portanto com morfologia tão alterada e acrescida de fluidos prejudiciais que sofrerão intenso processo de reabsorção fluídica por parte do chakra genésico materno.
O facto citado gera intensas e frequentes sensações psíquicas na gestante.
Estas sensações não tem tradução lógica em valores conhecidos aos sentidos físicos.
Como são sensações, o cérebro descodifica em algo material e expressa como:
Desejo de comer, cheirar
ou fazer alguma coisa diferente.
Portanto, embora seja inverdade que desejos insatisfeitos possam determinar defeitos físicos no bebé, mera crendice, os desejos existem e quando não são tão absurdos como comer sabonete com cebola, não custa nada (às vezes) satisfazer a pobre da gestante….
Mas não exageremos….

Ricardo Di Bernardi (SC)

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty SOBRE O PARTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:03 am

O parto cesariano traz repercussões espirituais?
R: Espirituais não.
O bebé pode querer nascer a qualquer hora do dia ou da noite.
A tranquilidade do médico e sua felicidade em fazer o que faz é importante para que ele possa se conectar com a equipe espiritual que auxiliará o parto.
Estando tudo bem com a mãe e com o bebé fisicamente, o parto normal é a melhor via de parto.
O nascimento de um bebé encerra uma etapa importante no processo de reencarnação.
Durante meses, inúmeras foram as preocupações e os questionamentos que envolveram a mente dos pais, amigos e familiares.
Apesar de os exames de ultra-sonografia permitirem a visualização do feto ainda no ambiente intra-uterino, todos esperam ansiosamente por segurar a criança em seus braços.
A cesariana, como toda cirurgia, possui riscos associados à anestesia, infecção e complicações intra e pós-cirúrgicas.
É um importante instrumento do arsenal obstétrico, quando o parto normal será contra-indicado ou implique em risco para a vida da mãe e/ou do feto.
Infelizmente, tem sido utilizada, indevidamente, para maior conforto de muitos obstetras.
Isso porque, todos sabemos que não há horário comercial quando o assunto é o nascimento de um bebé.
Realizando a cesariana, evitam surpresas indesejáveis durante uma festa ou na madrugada.
Portanto, para que o parto transcorra bem, é importante a participação de cada um dos seguintes envolvidos:
- Obstetra: a palavra obstare, utilizada para designar essa especialidade médica, significa estar ao lado.
Esse deve ser o verdadeiro compromisso assumido por aquele que se disponha a acompanhar uma mulher durante a gestação e o parto.
Sua actuação não pode se restringir ao controle das funções vitais e exames laboratoriais da mãe e do feto.
É essencial que acolha e oriente, para que as histórias de vizinhas e conhecidos não se sobreponham ao que fala.
E para as futuras mamães, que desejem o parto normal, é importante que procurem saber se o seu médico compartilha da mesma vontade.
- Mãe: após meses de alterações em seu corpo, quando chega o momento do parto, é fundamental que a gestante participe activamente de todo o processo.
Ela não pode achar que sozinho o médico poderá fazer tudo.
Há muitos casos onde, apesar de excelentes condições físicas para o parto normal, por não haver colaboração materna, precisa-se optar pelo parto cesariana.
O trabalho de parto pode não ser algo indolor, mas a mãe deve manter em mente o foco de que, no final, terá em seus braços seu querido filho.
Actualmente, existem medicamentos capazes de aliviar bastante a dor.
Também é importante que saiba que após a saída do bebé, as dores diminuem significativamente.
- Bebé: como sabemos, ele possui um espírito que orientou a formação do seu corpo desde o encontro dos gametas de seus pais e está sujeito às influências mentais de sua mãe.
Assim, se ela não estiver tranquila durante o trabalho de parto, dificilmente ele estará.
Mesmo desprovido da consciência do que está ocorrendo, seu subconsciente já constata e regista o que acontece ao seu redor.
Caberá a sua mãe tranquilizá-lo durante esse momento tão importante, inclusive explicando-lhe o que está acontecendo.
Todos os envolvidos não estão desamparados na hora do parto.
Relatos psicográficos nos contam que existem equipes no plano espiritual especializadas no auxílio ao nascimento.
Tranquilidade e harmonia são ferramentas essências para que possamos facilitar o seu trabalho.
Com isso, os benefícios serão inúmeros e o espírito reencarnante se sentirá ainda mais confiante para iniciar uma nova etapa na sua jornada evolutiva.

-fonte: matéria publicada na Folha Espírita em setembro de 2006-

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Divergências doutrinárias

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 8:19 pm

Há, na actualidade, grande quantidade de médiuns que recebem informações sobre a vida espiritual.
São, não raro, surpreendentes e assustadoras.
Como lidar com essa situação?

A Terra é morada da opinião.
O mesmo ocorre com o mundo espiritual, nas esferas próximas à Terra.
Espíritos falam da vida-além túmulo, conforme sua visão, sua maneira de ser, suas fantasias.

Não têm todos os Espíritos acesso à realidade espiritual?
Em planos mais altos, no infinito, sim.
Nas vizinhanças do planeta, os Espíritos guardam uma visão compatível com sua cultura e discernimento.
Imaginemos uma pirâmide.
Perto da base, há espaço para a diversidade.
No topo, atinge-se a unidade.

Isso explica porque vemos Espíritos que continuam ligados a movimentos religiosos e ideias que caracterizaram sua actividade, quando encarnados?
Exactamente. Sempre imaginamos que todos os Espíritos convertem-se, automaticamente, aos princípios espíritas, ao desencarnar.
Não é o que vemos, no processo mediúnico, com católicos que continuam católicos, evangélicos que continuam evangélicos, muçulmanos que continuam muçulmanos, vinculados às suas igrejas.

E, quanto ao Espiritismo?
Não confirmam, “in loco”, os desencarnados, princípios como a Reencarnação, a Lei de Causa e Efeito, a Mediunidade?

Depende de seu estágio de entendimento e dos condicionamentos a que se submeteram na Terra.
Na Inglaterra, por exemplo, temos grupos que cultivam o intercâmbio com o Além e não aceitam a reencarnação, o mesmo acontecendo com os Espíritos que ali se manifestam.
É surpreendente!
Lembro a história hindu sobre os seis cegos, examinando um elefante.
Cada qual teve uma ideia, segundo a parte apalpada.
O que tocou na tromba imaginou ser uma serpente; o que tocou nas orelhas concebeu imensas ventarolas; o que tocou no corpo pensou numa montanha a se mover.
Cada Espírito vê a dimensão espiritual, conforme seu “tacto”, quando não tenha evolução suficiente, olhos de ver, como diria Jesus, para encarar a realidade.

O médium pode exercer influência nesse processo?
Sem dúvida.
Se, por exemplo, o médium não aceita a reencarnação, um Espírito que queira explicar como se processa o retorno à carne terá grande dificuldade, esbarrando nas suas concepções.
Esse problema só seria resolvido com um médium psicógrafo mecânico.
Neste tipo de mediunidade, a interferência do médium é praticamente nula.

E quanto à possibilidade de mistificação?
Pode um médium fazer “revelações”, a partir de um Espírito mistificador?

Acontece com frequência.
Por isso o Espírito Erasto, um dos mentores da Codificação Espírita, adverte, em O Livro dos Médiuns, que é preferível negar dez verdades a aceitar uma só mentira.
Há, ainda, algo mais grave:
o próprio médium mistificar, para adquirir notoriedade com “revelações”.
Considerando os “cegos a descreverem o elefante”, como podemos apreciar as informações que chegam da espiritualidade, buscando separar a realidade da fantasia?
Em princípio, cotejando-as com a Codificação.
Não obstante o carácter progressista da Doutrina, desdobramentos não podem colidir com elementares princípios doutrinários.
Paralelamente, observando a universalidade dos ensinos, como propõe o próprio Codificador.
Se vários mentores espirituais, manifestando-se por intermédio de médiuns respeitáveis que não têm contacto entre si, informam que há muitas cidades no plano espiritual, tipo Nosso Lar, é bem provável que estejam reportando-se a uma realidade.
Atendendo a esse mesmo princípio, informações solitárias sobre a vida espiritual pedem prudência em sua apreciação e aceitação.

Richard Simonetti

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty A visão de um neurocirurgião sobre o plano espiritual?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 21, 2018 8:57 am

O neurocirurgião Eben Alexander era um céptico com 25 anos de profissão,Há quatro anos, após contrair uma meningite bacteriana, ele viveu uma experiência de quase morte (EQM) durante sete dias de coma e escreveu o livro “Uma prova do Céu” (Ed. Sextante) contando a história que mudou sua vida.

Leia sua entrevista abaixo:
No livro o senhor diz que a consciência não depende do cérebro porque seu neocórtex estava destruído pela meningite bacteriana e, mesmo assim, o senhor viveu uma experiência intensa durante o coma.
Os médicos fizeram algum exame para provar que seu neocórtex estava destruído?

As evidências para isso estão exames neurológicos, nas tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas que foram feitas durante o coma.
Eu adoraria que tivessem feito um electroencefalograma de alta resolução, mas meus médicos não viram razão para isso, já que eu estava devastado pela meningite e não estava em questão o quanto de meu cérebro funcionava, mas se funcionava.
Os exames que foram feitos mostram que todo o meu cérebro foi afectado pela meningite de forma profunda.

A neurociência diz que isto é impossível...
Isto porque alguns neurocientistas têm uma visão muito limitada de que a consciência é criada pelo cérebro.
E esta visão está fora de moda.
Um dos livros que usei como referência é o “Irreducible mind: Towards a Psychology for the 21st Century”, 800 páginas com informações e dados que apoiam que a consciência não é local.
A neurociência convencional é falha, errada, falsa, cairá em breve e há alguns neurocientistas que dizem que isso não pode ter acontecido comigo, que foi alucinação porque meu neocórtex estava danificado.

Mas os danos no neocórtex não poderiam ter criado as imagens e a experiência, como uma ilusão?[/i]
Não. E eu menciono estas hipóteses no livro, antes de escrever tentei descobrir como isso tinha acontecido no meu cérebro.
Para mim e para os médicos, com todos os exames e o estado do meu cérebro, não teria como essas experiências terem acontecido.
O que parecia inicialmente é que as experiências tinham acontecido quando eu estava voltando do coma, pouco antes de acordar.
Mas isto aconteceu 18 horas antes de eu acordar, embora pareça que tenham durado meses.
Mesmo depois que eu saí do coma eu falava e interagia com as pessoas como se eu estivesse em um delírio paranóico que durou 36 horas e isto explica meu cérebro tentando voltar.
As memórias daquele delírio se perderam em semanas; as memórias do coma profundo estão claras hoje como há quatro anos.

O senhor ainda lembra então?
Sim, no início comecei a escrever tudo com medo de esquecer, mais ou menos como um sonho, que escrevemos com medo que a lembrança vá embora.
Mas a memória do período de coma profundo está afiada e clara como se tivesse acontecido hoje.

Quando o senhor saiu do coma questionou a experiência?
Sim, desde o início.
Eu achava que o que tinha acontecido não poderia passar de um fenómeno cerebral.
Quando saí do coma lembrei de tudo durante o coma e nada antes disso, nada da minha vida, nenhuma palavra, não tinha ideia do que as palavras queriam dizer.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 21, 2018 8:58 am

Como se o senhor fosse de outro planeta?
Exactamente. Não havia linguagem na experiência de coma profundo, apenas conceitos mais profundos que nossa mente linguística, por isso foi tão difícil trazê-los de volta.

Mas lendo o livro parece impossível voltar de um coma com o cérebro tão danificado...
Exactamente. Meus médicos dizem que não têm ideia de como isso aconteceu, não há explicação médica para isso.
Minha melhor explicação, depois de ler vários relatos de EQM é que as pessoas que voltam, voltam porque escolhem voltar.
E têm uma cura milagrosa.
Um dos exemplos disso é um livro publicado um ano antes do meu, chamado “Dying to be me”, no qual uma mulher com linfoma em coma tinha linfonodos do tamanho de laranjas por todo o corpo, passou por uma EQM, voltou à vida e nos dias seguintes o câncer desapareceu.
Para mim, como curador, isto traz à tona muitas questões interessantes sobre como conseguimos ser curados, como o poder da oração age, como alguém pode usar este poder para curar o corpo físico.

Qual foi a maior mudança na sua vida?
Acredito que a maior mudança tenha sido que minha jornada prova que a consciência não depende do cérebro, está num nível muito mais elevado e esta é a transformação mais profunda que muda tudo.
Hoje eu percebo que doenças e dificuldades são oportunidades de crescimento, que estamos aqui por uma razão e que nossas vidas não devem ser fáceis.
Estar aqui nos permite exercer o livre arbítrio e podemos escolher um caminho de amor incondicional ou algo completamente diferente.
É um entendimento completamente diferente sobre a natureza da existência, do por quê estamos aqui, percebendo que este mundo material é uma ilusão persistente, passado e futuro não são o que parecem ser.

Como no filme “Matrix”?
Algo como aquilo, mas com mais propósito e significado, com mais poder de amor incondicional, que tem poder infinito.
Não há nada como o amor incondicional.
O mal e a injustiça são distracções para que possamos fazer escolhas, que são o grande presente que Deus nos dá.
Mas isto tem um preço que muitas vezes são em forma de dor e sofrimento.

O senhor viu Deus?
Este Deus não é algo que se vê, você sente aquela presença na sua existência.
Minha primeira consciência disso foi quando cheguei no portão, vi o vale de borboletas, a luz brilhante, a menina bonita que me acompanhava e os anjos acima.
Esta foi minha consciência do divino, do amor incondicional.
Deus não tem um rosto, um género, é mais poderoso do que se possa imaginar e está acima de qualquer palavra, por isso o chamo no livro de Om, que era o som que eu ouvia quando estava naquele lugar.
Deus é uma palavra humana pequena e qualquer descrição que demos está aquém.
Por isso é uma piada que a ciência moderna tenha uma teoria para tudo, é como se a ciência fosse um chimpanzé perto do entendimento de tudo.

O senhor é um homem religioso?
Sim, sou muito religioso, sei que Deus é absolutamente real.
Mas de alguma religião específica?
Eu frequento a Igreja Episcopal, sou cristão, embora saiba que as religiões que dizem que são as melhores são parte do pensamento humano disfuncional porque este Deus ama igualmente cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, hindus, cépticos porque o amor é incondicional e infinito.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 21, 2018 8:58 am

Por que o senhor acha que isso aconteceu?
Primeiro eu achava que era um fenómeno cerebral, depois me convenci de que era real mas achava que tinha acontecido no meu cérebro e me perguntava sobre esta situação tão rara que é uma meningite bacteriana em um adulto, geralmente letal, não tenho ideia de como a contraí; passei pelo coma que aparentemente era sem recuperação e eu voltei sem explicação alguma e algumas pessoas dizem que estou melhor do que eu era, em termos de funcionamento cerebral.
Tudo isto para mim me ajudou a me manter focado.
Tudo isto não tem a ver comigo, não sou eu que sou especial, esta mensagem é que é especial.

O senhor acha que se pode prescindir do cérebro, já que ele não cria a consciência?
O cérebro não cria consciência, ele é um filtro que a reduz para que possamos compreendê-la e funcionar aqui no nosso aqui e agora.
Eu tenho um exemplo de um colega de profissão que viu o pai em estado terminal conversar com a alma de sua mãe que tinha morrido num campo de concentração.
Ele não via a alma da avó, mas via o pai conversando com ela no quarto do hospital e ouvia as histórias que o pai já tinha contado a ele mas que não tinha podido reproduzir em dois anos porque sofria de demência.
Meu amigo sabia que aquilo era real, mas era um neurocientista top e não conseguia explicar aquilo.
Quando eu contei minha história ele ficou pasmo e ligou as duas coisas.
Outro exemplo são as pessoas que sofrem algum acidente como uma batida na cabeça ou passam por uma doença como um derrame e acessam uma espécie de super habilidade, como memorizar um catálogo telefones ou olhar para um mapa por segundos e reproduzi-lo.
Isto é comum no meu campo de actuação e não há explicação.
E é este meu ponto:
quando se danifica o cérebro se permite o acesso a outras habilidades, a uma consciência maior.

O senhor ainda trabalha como neurocirurgião?
Não fazendo cirurgias.
No momento estou muito ocupado e não teria como cumprir as exigências que um paciente exige.
Mas espero voltar a lidar com pacientes terminais, com cuidado com pacientes que hoje é diferente para mim.

O senhor se sente estranho sendo um neurocirurgião sem acreditar tanto no cérebro?
Não. Tudo tem a ver com o entendimento de nossa existência.
Estou fascinado sobre a consciência mas a ciência convencional não tem conseguido explicar e há uma razão para isso.
Estou muito interessado em investigar mais a fundo.

Entrevista publicada no jornal "o Globo! 13/04/13

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty FASCINAÇÃO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 21, 2018 8:23 pm

Quando o médium começa receber” espíritos respeitáveis em quaisquer lugar, a qualquer hora, sem nenhuma justificativa, está auto-fascinado, por si mesmo, pela sua mediunidade e sob o comando de entidades que o querem levar ao ridículo.
Seria o mesmo que eu agora entrar em transe e receber um espírito.
Para que esse exibicionismo desnecessário?
Em uma conversação entre amigos eu "receber" um espírito.
Para quê?
Ele não virá dizer nada além do que o médium poderia dizer.
Os espíritos bons têm as suas ocupações e não podem estar como capatazes, ao nosso lado governando os servidores.
Daí a fascinação é perigosa porque o médium fascinado não se dá conta.
Tudo que ele faz é melhor do que os outros poderiam fazer...
É diferente dos outros...
É superior...
Se toca em algum lugar aquele lugar reluz...
Então a fascinação é um grande escolho à mediunidade.
Quando encontrarmos a pessoa nessa fase é um acto de caridade dizer-lhe que volte a ler o capítulo 23 de "O Livro dos Médiuns".
Dizer-lhe que é uma coisa natural que todos nós passamos.
Basta que mudemos de humor para que atraiamos espíritos equivalentes.
Eu me recordo que havia psicografado e publicado o livro “Messe de Amor”.
Este livro foi traduzido ao Espanhol em 1965 por Juan Durant.
E ele me mandou o livro pedindo que Joanna de Ângelis desse o prefácio.
Eu então pedi a ela em uma das nossas reuniões mediúnicas.
Nessa mesma reunião em desdobramento, e ao lado dos espíritos, acompanhando a reunião, ela disse-me que não iria escrever o prefácio e que tinha convidado o nobre espírito Amália Domingos Soller para que ela prefaciasse a obra.
Convidou-me então a recebê-la à porta.
Chegando lá, observei que uma claridade oscilante aproximava-se, como se alguém viesse carregando uma lanterna, que a luz avançava e retrocedia.
Então subitamente apareceu-me um espírito de uma beleza incomum.
Trajava-se à espanhola do século dezassete.
Aproximou-se e nesse momento, Joanna disse-lhe:
- "Veneranda amiga, gostaria de lhe apresentar o médium através do qual a senhora vai escrever".
Ela estendeu-me a mão e eu curvei-me para beijá-la.
Entramos os três e vi que ela dobrou-se sobre o meu corpo, tomou-me o braço e começou a escrever.
Do meu braço saiam fluidos luminíferos e a medida que ela escrevia, o papel ficava com miríades de pequeninas estrelas.
A ponta do lápis parecia portadora de energia estranha, que não obstante escrever com um lápis Faber número 1, a letra era prateada.
Ao terminar, despediu-se e fomos levá-la até a porta.
Terminada a reunião, voltei ao normal e fui ler a mensagem.
Ela escreveu em espanhol.
Fiquei tão comovido naquela noite que voltei-me para Joanna e disse-lhe:
- Eu já posso "receber" Amália Domingos Soller!?
Ela então respondeu-me:
- "Não pode não senhor!
Ela veio por misericórdia...
Portanto não aguarde uma volta tão cedo!
Por enquanto você vai ficar mesmo é com os sofredores do seu tipo para baixo, o que já é uma grande coisa.
Já é merecimento sintonizar com eles...".
Assim Joana tirou a minha presunção antes de começar.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 21, 2018 8:23 pm

Ela cortou logo.
Toda vez que uma entidade generosa vinha e vem escrever, Joana pede-me que fale com naturalidade sobre a identidade do espírito, sem alarde.
Que os outros se espantem, mas eu não.
Mas às vezes eu sou muito emocional e quando vejo quem é o espírito escrevendo, fico louco que ele acabe só para dizer o nome.
Eles então põem um pseudónimo (nome falso) tirando toda minha galanteria.”.

Atendimento fraterno e a subjugação
"A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado.
Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.”
(Allan Kardec, "O Livro dos Médiuns", capítulo 23, item 240).
Dentro das leis cármicas a subjugação não é expiatória (o indivíduo ter que passar pelo problema), excepto quando danifica a aparelhagem nervosa do sistema central do indivíduo.
Mas se a pessoa está subjugada, o espírito subjugador pode ser orientado nas sessões especializadas, e arrependendo-se, liberta aquele que aflige e o indivíduo se recupera.
Allan Kardec conta um exemplo no capítulo 23 de "O Livro dos Médiuns", onde um rapaz, toda vez que via uma moça bonita, caia de joelhos e fazia-lhes declarações de amor...
Era um caso curioso de obsessão física.
Eu observo em algumas das nossas reuniões, que os amigos que trabalham no atendimento fraterno - o atendimento fraterno, instituído nas casas espíritas.
Esclarecido e estimulado pelo grupo que faz o Projecto Manoel Philomeno de Miranda, da cidade do Salvador, Bahia, tem como finalidade atender aqueles que se encontram problematizados e que buscam a orientação da Doutrina Espírita.
É uma equipe composta de companheiros conhecedores do Espiritismo e com experiência na área do comportamento humano - que durante a semana estiveram em contacto com os sofredores, obsessos, doentes, acabam levando essas entidades para o trabalho mediúnico, providencia esta tomada pelos benfeitores espirituais.
Algumas dessas entidades comunicam-se e são doutrinados.
Quando eles desistem da perseguição e são conduzidos a uma estância superior, o paciente, onde estiver, fica bem, melhora, ainda mesmo em situação de subjugação.
Pessoas que me dão nomes e nós levamos para o trabalho mediúnico.
Lá se apresentam os seus obsessores e são esclarecidos e as suas vítimas logo melhoram.
Só que eles não vêm dizer que melhoraram.
Elas virão depois quando acontecer outra vez.
Daí a subjugação pode ser eliminada.“.

Escrito por Divaldo Franco

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Síndrome de Down - Visão Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 9:45 am

Segundo a doutrina espírita, reencarnar com a Síndrome de Down é uma oportunidade abençoada de evolução, inclusive para os pais que assumem esta sublime missão.
O nascimento de um bebé, sem dúvida, é um momento mágico dentro de uma família.
É a manifestação da essência divina através de uma nova vida de corpo frágil e pequenino que necessita de cuidados especiais para poder crescer e se desenvolver.
Mas quando essa gravidez foge dos padrões planeados e os pais recebem o diagnóstico da chegada de um filho portador da Síndrome de Down, assim como qualquer outro tipo de deficiência, surge uma sensação de medo e angústia em lidar com a situação inesperada.
Mesmo diante do turbilhão de dificuldades, um novo caminho pode ser trilhado quando se descobre que, apesar das limitações e de necessidades especiais, existe um potencial a ser desenvolvido e que deve ser estimulado por meio de uma educação que permita o aprendizado, além do amor, que é factor fundamental no desenvolvimento de qualquer criança.
Mergulhando neste universo desconhecido por muitas pessoas e fugindo de regras consideradas normais pela sociedade, vamos conhecer os aspectos de ordem física e espiritual da Síndrome de Down.
Actualmente, existe muito mais informação a respeito do que há algumas décadas.
A primeira descrição foi dada pelo médico inglês John Langdon Down, em 1866, chamada também de trissomia do 21, pela existência de um cromossomo extra no material genético.
Porém, essa alteração cromossómica passou a ser estudada mais profundamente a partir das pesquisas do geneticista francês Jerome Lejeune, em 1958.
Portanto, a Síndrome de Down, chamada anteriormente de mongolismo (semelhança na aparência dos portadores com os povos mongóis), passou a ser considerada uma alteração genética e não uma doença, que ocorre pela presença de um cromossomo a mais.
Ao invés de um par de cromossomas, ocorre a formação de um trio, elemento extra que se une ao par número 21, daí o nome Trissomia do 21.
Essa má formação congénita é considerada a forma mais frequente de retardo mental causada por uma alteração cromossómica e ocorre com maior probabilidade na medida em que a mãe envelhece, além de outros aspectos que devem ser considerados.
As estatísticas mostram um para cada mil recém-nascidos de possibilidade na gestante na faixa dos 30 anos, enquanto na faixa dos 40 anos o número sobe para nove a cada mil, embora qualquer pessoa esteja sujeita a ter um filho com tal anomalia genética.
Estima-se, hoje, que de cada 650 crianças nascidas, uma tenha Síndrome de Down.
Em termos percentuais, esses números representam de 3% a 5% da população mundial.
No Brasil, nascem por ano cerca de 8.000 bebés com a síndrome.
A Síndrome de Down pode ser diagnosticada por algumas características físicas diferentes de outras crianças, que gera atraso nas funções motoras do corpo e mentais, o que representa maior lentidão no processo de aprendizado.
Esse atraso no desenvolvimento pode ser minimizado com uma intervenção precoce por meio de fisioterapia, fono-audiologia, terapia ocupacional, além de abordagens psicológica e pedagógica adequadas.
Dentro deste quadro de características existem muitos mitos, vejamos alguns:
a Síndrome de Down não é hereditária; não é resultado do grau de parentesco dos pais; problemas durante a gestação não influenciam na geração de um portador e é importante lembrarmos que o problema está presente em todas as raças e sexos.
Em relação à expectativa de vida dos portadores, ocorreram muitas mudanças nos últimos dez anos com os avanços científicos, principalmente em relação a problemas cardíacos, uma das maiores causas de mortalidade entre os portadores.
De todos indivíduos com a síndrome, 50% apresentam má formação no coração.

Aspectos espirituais

Embora as causas que ocasionam a Síndrome de Down não sejam conhecidas ainda pela Ciência, quando os questionamentos abrangem os aspectos espirituais, as explicações ganham outra dimensão muito além das pesquisas humanas.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Do ponto de vista espiritual, tudo tem uma razão de ser.

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 9:46 am

É a lei de acção e reacção (karma) que deve ser compreendida com a visão reencarnacionista.
Diversas obras espíritas relatam o processo desde o momento da fecundação do feto ao seu nascimento, prova de que existe um planeamento muito grande no momento da reencarnação.
O livro Missionários da Luz, o terceiro livro ditado pelo espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, descreve o Ministério da Reencarnação e o empenho dos espíritos encarregados desta função.
Dentre milhões de espermatozóides e óvulos existentes, apenas um é escolhido para ser fecundado e essa escolha ocorre de acordo com as provas necessárias do espírito.
A necessidade de evolução do espírito possibilita a união do perispírito (o corpo astral e os corpos mais subtis) com o corpo físico, união esta capaz de gerar os órgãos que servirão como instrumento necessário de aprendizado. Segundo o capítulo XI do livro A Génese, de Allan Kardec, é o próprio espírito quem fabrica seu envoltório de acordo com suas necessidades.
“Ele o aperfeiçoa, o desenvolve e completa o organismo à medida que sente a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, ele o talha conforme sua inteligência...
Assim se explica igualmente o cunho especial que o carácter do espírito imprime aos traços da fisionomia, e às linhas do corpo”.
Podemos encontrar em O Livro dos Espíritos, perguntas 371 a 374, respostas dos espíritos a Kardec sobre a idiotia (como a deficiência mental era chamada séculos atrás).
A resposta à pergunta 373 sobre esses deficientes diz:
“É uma expiação decorrente do abuso que fizeram de certas faculdades.
É um estacionamento temporário”.
Complementa dizendo:
“O génio se torna por vezes um flagelo, quando dele abusa o homem”.
Porém, é importante lembrarmos que cada caso é um caso.
Generalizarmos algo é sempre complicado.
Existem espíritos que pedem aos mentores espirituais a oportunidade de reencarnar com algum tipo de deficiência que julgam ser necessária para um melhor aproveitamento evolutivo que a reencarnação oferece.
Por outro lado, cabe também aos pais escolhidos para essa responsabilidade, claro que não por acaso, educar o espírito que chega ao lar, com amor, dedicação e acima de tudo, muita paciência, por ser realmente uma prova de muita coragem para ambas as partes.
No caso do portador da Síndrome de Down, suas limitações o impedem de poder utilizar o corpo – que é um instrumento de manifestação do espírito – livremente.
Na maioria dos casos – e lembre-se que cada caso é um caso –, em encarnações anteriores, a inteligência pode ter sido mal direccionada.
Espíritos que se valeram do brilho intelectual para prejudicar em demasia outras pessoas, ou abreviaram suas próprias vidas por não suportarem suas dores, gerando como consequência, distúrbios energéticos no perispírito.
Estes desequilíbrios energéticos acabam prejudicando a formação do novo corpo, em nova encarnação.
Como nada acontece sem uma razão, os pais escolhidos para essa difícil missão, em razão de compromissos assumidos anteriormente ou por amor, recebem como “joalheiros da vida” o papel de transformar uma pedra bruta em jóia preciosa.
Como lembra o título do livro As Aves Feridas na Terra Voam, de autoria de Nancy Pullman, que aborda a trajectória dos excepcionais como espíritos encarnados no plano terrestre, esses espíritos precisam voltar a voar, mesmo com as asas quebradas na actual encarnação.
Seus mais altos vôos dependerão daqueles que o receberem em seus ninhos.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 9:46 am

Conquistando o Brasil

A Síndrome de Down é um dos temas abordados pela novela global, Páginas da Vida, aliás, assuntos polémicos relacionados ao comportamento humano e que gerem debate são comuns nas tramas do autor Manoel Carlos.
Na história, Clara (Joana Mocarzel), é portadora da síndrome e sua mãe adoptiva, a médica Helena, personagem protagonizada pela actriz Regina Duarte, luta pela inclusão social de sua filha.
No enredo, a estudante Nanda engravida de gémeos do namorado Leo, e um dos bebés é portador da Síndrome de Down.
Nanda sofre um atropelamento, não resiste ao acidente e morre.
Dentre as duas crianças, Clara, com necessidades especiais, é rejeitada pela avó.
A partir daí, como na vida real, a inclusão social de crianças especiais é sempre um desafio.
A iniciativa do autor em abordar o tema em pleno horário nobre tem o objectivo de despertar o público para a existência do preconceito.
A menina Joana, que vive a personagem Clara, com apenas 6 anos de idade vem encantando todo o País com sua graciosidade, e acima de tudo, tem provado seu potencial a ser desenvolvido.
A liberdade de expressão conquistada pelo fim da censura e repressão representa uma via de mão dupla, que se bem utilizada, pode ajudar a despertar muitas consciências, propondo um olhar mais profundo para o ser humano.
Apesar das limitações na compreensão na totalidade dos problemas humanos, por não levarem em conta a dimensão espiritual do Ser, aspecto realmente causador das dificuldades terrenas de modo geral, o facto de abordarem essas diferenças no contexto social já significa uma grande conquista.
Na vida real, muitos portadores da síndrome já conseguiram provar que é possível vencer obstáculos e conquistar seu espaço.
É o caso de Maria Cristina de Orleans, de 16 anos, que lançou o livro Carta de Amor, durante o Festival Literário Internacional de Paraty.
Outro exemplo que merece ser destacado é do judoca Breno Viola, 25 anos, o único faixa preta de judô portador da síndrome.
Além desses, José Rogério, funcionário do Mac Donald’s de Santos há 14 anos e Felipe Badim, actor no Rio de Janeiro que trabalhou em várias novelas.
Estes são alguns, entre tantos outros personagens que são heróis da vida real.
Em uma sociedade onde, infelizmente, os diferentes são excluídos, é fundamental que sejam levantadas discussões saudáveis, como a inclusão social dos portadores de alguma deficiência.

Pedagogia do Amor

A anomalia cromossómica causa alteração e mau funcionamento de diversos órgãos.
E por afectar o cérebro, ocasiona também a dificuldade na manifestação intelectual, que varia de intensidade.
Conforme esclarece a doutrina espírita, a inteligência é um atributo do espírito, mas para que esta se manifeste livremente no plano físico é necessário que o cérebro esteja em condições apropriadas.
Pesquisadores do mundo todo têm se surpreendido cada vez mais com o potencial de desenvolvimento das pessoas portadoras de alguma deficiência, algo que algum tempo atrás não era reconhecido.
Como todas as potencialidades na vida precisam ser estimuladas, no caso da Síndrome de Down é preciso doses ainda maiores de uma educação social e atenção afectiva, desde o nascimento da criança.
Os avanços da Medicina têm permitido uma duração no tempo de reencarnação delas maior e com mais saúde, porém, todo progresso científico não terá o sentido que merece enquanto a exclusão social não for banida e substituída pela palavra dignidade.
É bastante comum, no meio familiar e escolar, as pessoas subestimarem a capacidade de aprendizado dos portadores de necessidades especiais.
Cabe, portanto, àqueles que se norteiam pelos paradigmas espirituais das múltiplas existências, não se deixarem contaminar por ideias preconceituosas.
Porque afinal de contas, apesar do corpo se encontrar limitado, essas dificuldades são transitórias e são necessárias para sua evolução.
A compreensão dos paradigmas que vão além da visão física dão um novo significado às dores da alma e ajuda na compreensão da importância do convívio social, tanto para o crescimento dos portadores, quanto da sociedade no exercício da compreensão e da fraternidade.
Somente assim os muros do preconceito poderão ser substituídos pela pedagogia do amor, que sem dúvida, representa a mais eficaz das ferramentas renovadoras.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty COMO IDENTIFICAR E SE LIVRAR DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 8:47 pm

Alguns muitos relacionamentos já começam marcados para fracassar.
Triste realidade.
O facto pode ocorrer, pois há principalmente na maioria feminina uma pressa para iniciar um namoro ou casamento a qualquer custo, sem ao menos parar para fazer uma análise pessoal do futuro companheiro.
Quando se percebe, acabamos nos metendo em um relacionamento infeliz, muitas das vezes, uma prisão.
Os príncipes e princesas revelam-se verdadeiros sapos.
As vezes essas características podem até estarem salientes no companheiro, mas a pressa e a falta de atenção é tamanha, que terminamos por ignorar.
Dessa forma, a máscara termina de cair quando já estamos nos relacionando com essas pessoas.

E agora?! Muitas vezes, o homem é o sujeito mais controlador, que se possível usa da violência para manter o controle.
Mas o que faz uma pessoa manter-se num relacionamento desses, que mais parece um inferno?
Os motivos são muitos.
Mas se tomarmos um exemplo de uma mulher, que sofre um tipo de relacionamento como esse, segundo especialistas, alguns dos motivos que a fazem permanecer nesse relacionamento, são:
baixa auto-estima: por achar que ao abandonar o companheiro, não conseguirá mais se relacionar com ninguém, pois considera-se uma pessoa “travada”, introvertida ou até não se considera bonita o suficiente para chamar a atenção de outra pessoa.

O pensamento mais comum que gera esse tipo de comportamento é:
– “Se eu terminar este relacionamento, nunca mais conseguirei outra pessoa e irei morrer solitária”
Frequentes promessas de mudanças:
o companheiro promete, promete… tudo da boca para fora, mas sua animalidade permanece, quando colocado à prova, ele recua, dizendo que:
– “Nasci assim e não vou mudar.”

Dependência emocional:
infelizmente é um dos piores factores, pois a pessoa dependente acaba sendo passiva de todas as formas de abuso sem ter coragem de tomar sérias atitudes.
Algumas vezes a coragem vem, denuncia o companheiro, o que seria uma grande vitória.
Mas a consciência pesa, a abstinência chega; a pessoa volta atrás e retira as queixas, reatam o relacionamento agora sob ameaças mais pesadas, pois o companheiro não quer voltar para a prisão e as ameaças de mais agressões e até de morte.
Dependência financeira:
configura-se semelhante ao item anterior.
Geralmente é a mulher a mais afectada.
Para de trabalhar para tomar conta de casa e dos filhos, enfim, dedicar-se inteiramente ao casamento.
As agressões começam, o companheiro não era aquilo que ela pensou e não há como se livrar, pois não teria como viver financeiramente sem o dinheiro do mês.
Algumas vezes a coragem vem, denuncia o companheiro, o que seria uma grande vitória.
Mas dessa vez é a necessidade que bate à porta.
Daí já sabe, né?
A pessoa volta atrás e retira as queixas, reatam o relacionamento agora sob ameaças mais pesadas, pois o companheiro não quer voltar para a prisão e as ameaças de mais agressões e até de morte.
A vítima não soube lidar com a manipulação do parceiro desde o início do relacionamento:
saber identificar uma pessoa com tendências manipuladoras é essencial para nosso bem-estar na sociedade.
É importante distinguir a influência social saudável da manipulação psicológica.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 8:47 pm

Na manipulação psicológica, uma pessoa é usada para o benefício de outra.
O manipulador deliberadamente cria um desequilíbrio de poder, e explora a vítima para satisfazer a sua vontade.
Um manipulador é o famoso “lobo em pele de cordeiro”.
Pessoa afável, aquele tipo que sempre queremos ter por perto.
Para ele, as pessoas são meras “pontes” que as levarão rumo aos seus objectivos.
Muitas vezes, quando se percebe, a vítima já tem se tornado dependente emocional.

No site Clínica Super Acção, há um artigo interessante, que falam 8 motivos que prendem uma pessoa a um relacionamento abusivo:
1 – Quando a vítima é uma mulher:
A mulher é direccionada seja por aspectos sociais, seja por aspectos culturais, a adoptar o papel de submissão nos relacionamentos.
Assim, muitas preferem evitar os confrontos, aceitam as exigências do parceiro ou parceira ou desvia o problema através de racionalizações e outras formas de negação.

2 – A opinião das outras pessoas:
É comum que os (as) parceiros (as) abusivos (as) manipulem a opinião das pessoas ao seu redor e com isso, sejam capazes de criar uma imagem de que ele (ela) é perfeito (a).
Deste modo, estas pessoas não vão entender, validar e dar crédito para os sentimentos e relatos da vítima.

3 – A necessidade de negação:
Devido a dolorosa e dura realidade, muitas vítimas enfrentam este tipo de relacionamento através da negação.
Movidas por motivos sociais, psicológicos e financeiros, as vítimas temem um possível confronto e consideram que o (a) agressor (a) explodiria como uma bomba-relógio caso o assunto fosse discutido.

4 – A esperança de que o (a) agressor (a) mude Relacionamento Abusivo:
A esperança de que algo aconteça e ele (ela) mude costuma fazer com que a vítima permaneça no relacionamento e fique numa posição vulnerável aos insultos, mudanças de humor e humilhações do (a) parceiro (a).

5 – A culpa é minha:
Para muitas vítimas de relacionamentos abusivos, é mais fácil assumir a culpa pelo comportamento do (a) parceiro (a) do que encarar o parceiro como abusivo (a).
Para isso, ela procura em si algo que tenha provocado o comportamento do (a) parceiro (a).

6 – Fisgadas (os) pelo amor:
Por causa da intensidade de seus sentimentos amorosos, muitas mulheres toleram um relacionamento amoroso violento para experimentar bons momentos.
Elas acreditam que o sofrimento emocional é um componente de qualquer relacionamento amoroso.
Esta situação também pode ser encontrada em homens.

7 – O paradoxo do amor independente:
Muitas mulheres acreditam que sua existência emocional está vinculada ao amor do parceiro.
Seu senso de valor está atrelado à avaliação do parceiro e desconsidera todas as realizações que tenha feito na vida.
Assim, para ela, a coisa mais importante é a necessidade de amor do parceiro.

8 – O medo: Este é o aspecto eminentemente encontrado quando as vítimas são mulheres.
As aflições físicas e emocionais de mulheres envolvidas em relacionamentos abusivos podem fazer com que as mulheres não façam nada para evitar o parceiro e tolerem o comportamento do parceiro.
Além de temer a perda do amor do parceiro, muitas temem do que ele pode fazer com elas ou mesmo as crianças.
Quando mais desamparada se sente, mais opressores são seus medos.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 8:48 pm

Agora vamos identificar se você está entrando num relacionamento abusivo

O site WikiHow elencou algumas características que apontam um relacionamento complicado e abusivo e como se livrar dele:
1- Verifique se algum dos sinais de abuso ou manipulação estão presentes.
Para isso seria importante que você lesse o artigo falando como identificar e conseguir se afastar de uma pessoa manipuladora.

2- Fique atento a histórias ou rumores sobre o parceiro.
Já ouviu várias versões da mesma história?
Os amigos contam coisas sobre ele que você nunca tomou conhecimento ou que o parceiro sempre rejeitou?
As “meias-verdades” e memórias selectivas geralmente significam que a pessoa está “modelando” a verdade para você, o que é um indicativo grave de manipulação; descubra o que é realmente mentira e o que é verdade.

3- Mantenha os amigos por perto, principalmente se o parceiro estiver tentando fazer com que você se distancie deles.
O isolamento é uma táctica para dominar você, e o parceiro abusivo buscará até uma maneira de fazer com que pareça que a decisão de ficar longe deles é sua.
Verifique se o parceiro está sempre falando pelas costas dos amigos, fazendo piadas sobre sua família ou discutindo com você em noites em que você for sair com amigos.
Se for o caso, o relacionamento é nocivo e deve ser evitado a qualquer custo.

4- Dispense comportamentos excessivos de possessividade e ciúme.
É legal quando o parceiro te protege, mas exageros são sempre assustadores e incómodos.
Ele fica “interrogando” e perguntando onde você estava ao se atrasar cinco minutos por chegar em casa ou ao sair sem comunicar a ele?
O manipulador pergunta com muita agressividade sobre o porquê de conversar com um certo indivíduo?
Ou diz que você não se importa com ele só porque saiu uma vez com os amigos?

5- Ao se ver em situações em que você não leva vantagem, distancie-se.
Por exemplo: o seu parceiro pode atrasar duas horas, mas você é “atacado” ao atrasar cinco minutinhos?
Ou se o manipulador flertar com outro é “só uma brincadeira”, mas ao cumprimentar alguém, você é acusado de ser infiel?
O manipulador reclama se você poupa dinheiro, mas também se o gasta?
Ou seja, a culpa é sempre sua, o que é algo imperdoável e que não pode acontecer.
São formas que esse indivíduo usa para mexer com sua cabeça, muito comuns em relacionamentos manipulativos.
Como ele sempre tem razão e você está sempre errado, saia o quanto antes de perto dele!

6- Ignore as tentativas falsas do manipulador em ser “legal”.
Isso acontece depois que a pessoa faz algo imperdoável e depois quer o seu perdão.
Fique atento e verifique se o comportamento inadequado dele volta a acontecer assim que ele acredita que já o “fisgou” novamente e conta com sua “complacência”.

Agora vamos ver algumas dicas de como se livrar desse tipo de relacionamento

1- Seja honesto com você mesmo, ainda que seja doloroso.
Não vai ser algo legal; afinal, relacionamentos manipulativos nunca são.
Mas é necessário fazer uma “reciclagem” para saber quais são as preocupações e os sentimentos que nunca entenderá.
Esse relacionamento é saudável ou não?
Tente ser o mais objetivo possível, analisando como as coisas mudaram desde que conheceu a pessoa.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 8:48 pm

2- Pense em como ele faz você se sentir.
A pessoa que mais deve ser valorizada em sua vida é você mesmo, não é?
Não ache que seus sentimentos são exagerados, sem importância ou tendenciosos; ao não ficar à vontade no relacionamento, quer dizer que o outro indivíduo não está tratando você bem.
Distancie-se dele e ponto final.
Isso é ainda mais válido se ao identificar as seguintes situações:
Sentir-se assustado pela forma como parceiro vai agir ou reagir.
Sentir-se responsável pelos sentimentos do parceiro.
Arrumar desculpas para justificar o comportamento do manipulador a outras pessoas.
Acreditar que tudo é sua culpa.
Evitar qualquer coisa que possa causar conflito ou irritar o parceiro.
Sentir que o parceiro nunca está feliz com você.
Fazer sempre o que ele quer e nunca o que você deseja.
Ficar com o parceiro pois tem medo do que ele pode fazer ao terminarem o relacionamento.

3- Analise o resto dos seus relacionamentos.
A relação que possui com parentes e amigos estão cada vez mais tensas sempre que o nome do manipulador é trazido à tona, ou quando você fala sobre amigos e família com o parceiro?
Se todos que se importam com você demonstram preocupação quando o nome do sujeito é falado, algo está errado.

4- Ignore suas próprias desculpas, pois está sendo tendencioso devido ao amor.
Apaixonar-se intensamente não é algo necessariamente ruim, mas não é saudável ter olhos apenas para essa pessoa por muito tempo, pois você poderá “fingir-se de cego” aos sinais de que algo está errado, mesmo quando amigos e familiares avisarem a mesma coisa.
É importante ter momentos para reflectir e saber o que é certo e o que é errado.
Distancie-se do relacionamento durante alguns – da maneira que puder – e pergunte a si mesmo:
Está sempre se desculpando ou defendendo o comportamento do parceiro em relação a você?
Em relacionamentos saudáveis, isso não deve ser algo normal, pois a outra pessoa deve ser boa o suficiente para mostrar que é óbvio o porquê de estarem juntos.
Você esconde coisas das pessoas?
É necessário ter privacidade, claro, mas não “esconda o monstro” embaixo da cama.
O problema não é ocultar fatos, mas sim que você está saindo com alguém que não é boa pessoa, exigindo que mantenha certos segredos.
Você faz sempre o que o parceiro quer?
Com certeza você não está em um relacionamento sério para sofrer com outro “chefe” mandando também em sua vida, não é?
Todos têm direito a dar uma opinião e que elas sejam respeitadas.
Esqueça pessoas que não o levam em consideração.
Perdeu o contacto com amigos e parentes?
Independentemente da paixão que tiver pela pessoa, nunca perca o contacto com grandes amigos e familiares por causa do namorado.
Se for manipulador, ele tentará isolar você devido à facilidade de controlar suas acções, em especial se for do tipo que sempre falar mal de seus amigos e parentes.

5- Pare de odiar a si mesmo por amá-lo e termine o relacionamento o mais rápido possível.
Reconheça que a pessoa é incrível – superficialmente – e que você não deve se punir por sentir atracção por ela.
É normal que os manipuladores tenham características de inteligência e charme, e é exactamente por isso que conseguem controlar outras pessoas.
O melhor a se fazer é cortar as relações com esses indivíduos, pois são rasos e não merecem seu tempo.
Além disso, a culpa disso é do manipulador, não do manipulado; isso só está ocorrendo é porque você é melhor que ele, o que é mais uma razão para deixá-lo a ver navios.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 22, 2018 8:49 pm

Fique atento a estas dicas adicionais, pois elas podem SALVAR A SUA VIDA:
Não seja ruim com o parceiro.
Não é necessário ser igual a ele para fugir do relacionamento; apenas diga que não há compatibilidade e você não deseja continuar o namoro ou casamento.
Ponto final. É desnecessário ficar explicando todos os “sinais de aviso” desse artigo, pois esse tipo de pessoa nunca vai reconhecer que está errada.
É como ensinar um porco a cantar – você perderá seu tempo e o porco vai ficar mais nervoso ainda.
Se o manipulador já o ameaçou, leve isso a sério e tenha um plano de segurança.
Nunca subestime o quão longe certas pessoas podem chegar para manter alguém sob seu poder.
Não hesite em ligar para a polícia caso julgue necessário.
Confesse os erros aos amigos e famílias.
Peça desculpas para para eles – nunca para o manipulador – por marginalizá-los e não considerar a opinião ruim que tinham sobre essa pessoa.
Diga também que deveria ter dado ouvido a eles ao mesmo tempo em que externa toda a mágoa e raiva que sentiu, pois seus amigos e parentes ficarão felizes em compartilhar esse momento.
Fale que cortou a relação com a pessoa e que o relacionamento acabou, para a felicidade de todos.
Não despreze as opiniões de amigos e parentes, pois eles apenas querem o seu bem. Uma pessoa pode ser ignorada, mas não todas; elas estão dizendo que seu comportamento está estranho ultimamente, ou que parece estar diferente, mas não de maneira positiva?
Alguém que você ama já mostrou descontentamento com seu parceiro?
O estabelecimento de controle é subtil e geralmente ocorre com o passar do tempo.
Todo o propósito do artigo é ajudar a examinar seu relacionamento e procurar sinais que indiquem que isso está acontecendo, já que eles podem ser subtis.
Um sinal por si só pode não ser problema, mas vários deles já é motivo para conversar sobre o assunto com parentes e amigos.
Caso eles afirmem que já perceberam esses indícios, pode ser hora de reavaliar a relação – se possível, fora do controle do parceiro.
Quando tais manipuladores parecem dizer uma coisa, mas fazem outra, abra os olhos e não ouça o que dizem.
Decida-se com base no comportamento e a conduta dele em vez de ouvir o que ele fala.
Muitas vezes, as desculpas não são sinceras – o que os controladores querem de facto dizer é “Desculpe por não gostar, mas eu farei isso de novo”.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Mediunidade não se desenvolve apenas em salas mediúnicas

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 10:31 am

por Rogério Miguez

Observa-se como orientação básica em algumas agremiações espíritas a ideia de ser absolutamente necessário aos médiuns formados na Instituição estarem sempre envolvidos nas reuniões de prática mediúnica da Casa, afinal, “formaram-se” com qual objectivo?
Nota-se, de igual modo, inadvertidamente nos programas “caseiros” de orientação aos médiuns, o ensino de que médium, propriamente dito, só trabalha em actividade mediúnica específica.
Alguns instrutores de mediunidade, com pouca ou escassa experiência, mas com a já famosa “boa vontade”, aventuram-se a coordenar programas de mediunidade, quando, sem embasamento teórico e, muito menos prático, acabam não por formar médiuns, mas desorientá-los em relação aos princípios básicos do entendimento espírita, fundamentos estes que os acompanharão pelo resto da vida.
Caso estes últimos não tenham a oportunidade de frequentar outras Casas, e, nestas, filiarem-se novamente a outro programa de formação mais conforme com os postulados da Doutrina espírita, permanecerão prisioneiros dos equivocados princípios inicialmente apreendidos.
Um médium com a sua mediunidade mal desenvolvida e, igualmente deseducado doutrinariamente, acaba acreditando deva passar as vinte e quatro horas do dia em salas mediúnicas, criando embaraços e dificuldades para a Casa em que busca servir, pois crê, conforme lhe foi ensinado: quanto mais presente estiver em trabalhos mediúnicos, melhor para sua vida mediúnica, certeza de cumprimento de sua vida missionária.
Uma das corriqueiras atitudes destes médiuns, no afã de trabalhar diariamente é envolver-se em mais de uma reunião de assistência espiritual por semana, caso existam na Casa, e, se por ventura não lhes for permitida esta conduta, procuram e descobrem outros Centros, se apresentam e passam a trabalhar mediunicamente, quando autorizados nestas outras Instituições, satisfazendo assim o seu entendimento distanciado dos princípios doutrinários.
Surpreendentemente, há ainda aqueles, não satisfeitos em trabalhar apenas em Centros espíritas, envolvendo-se ainda com actividades mediúnicas ligadas aos cultos africanos, locais, de modo geral, onde prevalece apenas a prática mediúnica, sendo raros os estudos, alegando, para perplexidade dos estudiosos espíritas, ser tudo a mesma coisa, afinal, em última instância, o importante é o fenómeno, enfatizam do alto de suas cátedras do saber.
Estas condutas só se fazem presentes no meio espírita em função dos dirigentes das Casas, nas figuras de seus conselheiros, coordenadores, directores de doutrina, quando efectivamente existem, às vezes até por desconhecimento, não actuarem doutrinariamente, pois, de facto, muitos nada entendem de mediunidade, aceitando as idiossincrasias dos médiuns, como se eles estivessem com a razão, afinal, são médiuns e precisam interagir objectivamente com os Espíritos.
Um quadro preocupante dentro do movimento, pois não se enxerga, a curto espaço de tempo, solução para tal conduta, aumentada na razão directa do desconhecimento de um livro raro hoje em dia de ser lido e escassamente estudado nos arraiais espíritas, o único tratado sobre mediunidade, deveria ser a “Bíblia” dos médiuns, o cada vez mais desconhecido O Livro dos Médiuns.
Lançado em 1861, há mais de cento e cinquenta anos, com tradução para o idioma português desde o ano de 1875, teve o seu tempo de glória em passado distante, quando era livro de cabeceira dos médiuns, e qualquer programa de formação destes trabalhadores tinha por base este compêndio singular sobre mediunidade.
Agora, observam-se programas de formação à moda da Casa, cada qual com suas apostilas redigidas por alegados conhecedores da Doutrina, quando muitos ditam normas e condutas, sem jamais terem sequer folheado O Livro dos Médiuns, muito menos o estudado.
E assim caminha o movimento, conscientizar estes médiuns é tarefa espinhosa, pois, malformados, resistem a qualquer argumentação contra as suas distanciadas rotinas de trabalho do verdadeiro Espiritismo, mesmo quando a orientação é baseada em O Livro dos Médiuns, porquanto, para estes trabalhadores, este livro é coisa do passado, plenamente superado pelas “modernas técnicas” difundidas na actualidade, por exemplo, a apometria.
Mas, afinal, onde posso desenvolver a minha mediunidade, trabalhar em prol da grande massa de necessitados encarnados e desencarnados, cumprir plenamente a minha missão, senão nas reuniões mediúnicas?
Há outros caminhos? Quais seriam?
Antes de alinhar algumas recomendações espíritas, seria interessante reflectir como agiam os médiuns na antiguidade para trabalhar mediunicamente, pois sempre os houve em quantidade na Terra, tempos onde nem existiam salas reservadas para mediunidade, aliás, nem existia a palavra mediunidade.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 10:32 am

Todos eles trabalhavam, não há sombra de dúvida, pois seria um contra-senso dos Espíritos encarregados nos processos das reencarnações permitirem ser este ou aquele portador de mediunidade, sem haver condições plenas de se actuar mediunicamente.
Por qual motivo estes encarnados seriam médiuns?
Lembremo-nos de ser a mediunidade lei de Deus, não é privilégio de ninguém.
A razão assim nos informa: deveria haver actividade mediúnica, sem existir sequer programa de formação, muito menos reunião de médiuns, ou seja, a actuação mediúnica propriamente dita era viabilizada na figura dos Hierofantes, Xamãs, Feiticeiros, Bruxos, Pitonisas, Magos, Benzedeiras, todos estes, detentores de certas percepções espirituais mais acentuadas – mediunidades – desempenhando o papel de intermediários – médiuns – entre os encarnados e os desencarnados. Isto ao ar livre, nas cavernas, nas catacumbas, de casa em casa...
Fazendo menção ao cenário do passado, de forma alguma, estamos sugerindo aos modernos médiuns do século XXI se embrenharem pelas selvas e grutas para estabelecer contacto mais íntimo com os Espíritos; muito menos bater de porta em porta oferecendo seus préstimos mediúnicos a qualquer um, o objectivo da lembrança do que acontecia nos tempos antigos seria apenas para demonstrar ter o intercâmbio mediúnico possibilidade de acontecer fora da sala mediúnica.
Outro facto valendo a pena ser comentado se relaciona aos muitos médiuns não espíritas da actualidade, pois, não foram e não são adeptos do Espiritismo, no entanto, são tão médiuns quanto os médiuns espíritas.
Como fizeram e fazem para exercitar a mediunidade, considerando desconhecerem Allan Kardec, muito menos as obras fundamentais?
A actuação propriamente dita mediúnica ocorre em variadas situações:
1. em uma orientação a um amigo ou desconhecido a nos procurar no dia a dia;
2. através do atendimento às muitas necessidades materiais humanas, por exemplo, ajudando na distribuição de sopa aos famintos;
3. no ambiente de trabalho em conversas edificantes com os conhecidos;
4. no seio da família, distribuindo ensinos;
5. evangelizando os pequeninos;
6. em actividades de passe, Johrei...;
7. na actuação sincera religiosa dentro das igrejas, templos, pagodes...

Sem qualquer necessidade de incorporações ou psicografias, estas sim, actividades típicas de salas mediúnicas em Centros espíritas, concretizando-se:
1. pelas intuições recebidas ou captadas e transmitidas aos necessitados;
2. pelos fluidos transmitidos quando do envolvimento sincero com os semelhantes;
3. através da leitura de obras de cunho moral e ético elevado;
4. pela disciplina dos pensamentos não dando guarida às más ideias;
5. se afastando das conversas maliciosas;
6. durante estudos sérios sobre a Doutrina, não precisando ser necessariamente sobre mediunidade;
7. pela leitura atenta de O Livro dos Médiuns, em momentos de recolhimento íntimo;
8. pela interacção com o guia espiritual que tudo acompanha ao solicitar orientação via mensagens espíritas;
9. orando com fervor pelos necessitados de toda ordem...
Se não fosse assim, só registaríamos médiuns após Kardec e somente entre os espíritas.
A propósito do último item, inter-acção com o guia espiritual, recordemos os dizeres de um dos mais actuantes médiuns que já existiu, e viveu aqui no Brasil - Francisco Cândido Xavier - quando há décadas já exercitava suas várias mediunidades1:
1- Chico, aos quarenta anos de serviço mediúnico, pode você explicar o que seja desenvolvimento de mediunidade?
“Do ponto de vista técnico, não sei responder.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 10:32 am

Pela prática da vida, creio, porém, que desenvolvimento mediúnico é o aumento da intimidade do médium com as entidades espirituais ou a penetração gradativa da pessoa humana na esfera de actividades da alma, habitualmente invisível para os olhos.”
Vale a pena também lembrar aos médiuns sobre a concreta possibilidade de actuarem mediunicamente durante o sono, contudo, raros são aqueles se lembrando de orar ao deitar, se preparando para tanto, e raríssimos são aqueles verdadeiramente se colocando à disposição para trabalhar no plano espiritual durante o período de descanso do corpo físico.
A espiritualidade ligada aos trabalhos mediúnicos nas Casas, após a actividade rotineira do dia a dia, sempre está conclamando os médiuns a dar continuidade ao serviço no plano astral, contudo, infelizmente, estes encarecidos pedidos encontram pouca ressonância junto aos muitos trabalhadores.
Desta forma, deixemos de lado a falsíssima ideia de que só as salas mediúnicas viabilizam o intercâmbio mediúnico, vejamos o mundo como uma imensa região de variadas possibilidades e nos coloquemos à disposição dos sofredores; em situação delicada, emocionalmente ou materialmente, nossos guias estarão atentos, como sempre, e nos ajudarão a bem exercer o compromisso mediúnico firmado ainda no plano astral, de modo satisfatório e produtivo tanto para nós mesmos, quanto para aqueles interagindo connosco.

Referência:
1 BARBOSA, Elias. No mundo de Chico Xavier. 1. ed. São Paulo: Edição Calvário, 1968. Encontro com Chico Xavier - capítulo 5 - pergunta 1.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 2 Empty Em busca de sentido para a vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 8:48 pm

Qual o livro que fez mais diferença na vida das pessoas?”
A pergunta estava estampada nas páginas do jornal New York Times de novembro de 1991.
Tratava-se de uma pesquisa da qual participaram milhares de leitores.
O primeiro lugar foi alcançado pela Bíblia, mas surpreendentemente não muito abaixo, em nono lugar, constava o livro Em Busca de Sentido – Um Psicólogo no Campo de Concentração, publicado em 1946, de autoria do Dr. Viktor Emil Frankl (1905-1997), nascido em Viena, Áustria.
A pesquisa é citada pela Dra. Elisabeth Lukas, em seu livro Histórias que Curam...
Entre lágrimas de Frankl [recordando o terrível calvário que viveu nos campos de prisioneiros dos nazistas], os manuscritos foram ditados a três secretárias, durante nove dias, um pouco antes do Natal de 1945.1
Médico psiquiatra e doutor em Filosofia, Viktor Frankl foi professor de Psiquiatria e de Neurologia na Universidade de Viena e lente de Logoterapia na Universidade Internacional da Califórnia. Leccionou, ainda, nas universidades de Harvard, Stanford, Dallas e Pittsburgh.
Recebeu 29 títulos de doutor Honoris Causa.
É considerado um dos últimos fundadores de escolas psicoterápicas e da análise existencial.
Escreveu 27 livros que foram publicados em 22 idiomas.
Sua abordagem teórica é conhecida como “Psicologia das Alturas”, ao invés de “Psicologia das Profundezas”, “porque reconhece a capacidade humana de aspirar aos factores motivacionais além do mero instinto”.2
Frankl, prisioneiro dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, sobreviveu 34 meses em campos de concentração, onde sua mulher, seu filho não nascido, sua mãe, seu pai e seu irmão foram dizimados, constituindo, assim, um exemplo “da capacidade do homem de dominar até mesmo o mais trágico dos destinos”.3 Em Busca de Sentido..., seu famoso best-seller, “ajudou mais pessoas em dificuldades psíquicas do que as que ele pôde tratar em suas consultas durante os 25 anos como chefe da Secção Neurológica da Policlínica de Viena”.4
A Dra. Elisabeth Lukas (1942-), psicóloga clínica e psicoterapeuta, também nascida em Viena, considera o Dr. Viktor Frankl como “pai espiritual”, destacando que ele desenvolveu sua própria antropologia, cuja tese central consistia em que o homem possui uma dimensão espiritual ou noética [da palavra grega nous, ‘espírito’].
As pesquisas do famoso psiquiatra que, no campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, foi registado e conhecido como prisioneiro 119.104, passaram a ter como foco central “tornar fecunda essa dimensão espiritual do homem, com o fim de aliviar e superar as perturbações da alma”.5
Viktor Frankl, desde jovem, negava-se a aceitar a orientação mecânico-organicista do pensamento científico de sua época.
Em notas autobiográficas, ele relata que certa vez, aos 14 anos, na escola, um professor de Ciências Naturais afirmava que a vida humana “não é outra coisa senão um processo de combustão”, ao que o adolescente replica, dizendo-lhe:
“Se assim é, qual o sentido da vida humana?”.6
Ao proferir suas disputadas palestras e escrever os seus textos, o Dr. Frankl esboçou o que seria a imagem do homem livre:
“Aquele capaz de se adaptar em todas as circunstâncias e ocorrências; (...) que não é obrigado a sucumbir a seus impulsos instintivos, sentimentos de inferioridade, frustrações, etc., porque consegue elevar-se espiritualmente acima de tudo isso”.7
Essa ausência de entendimento no homem acerca de sua “dimensão espiritual” pode ser considerada a causa motriz de muitos dos seus infortúnios e fracassos morais.
Nota-se o ser deste terceiro milénio ausente ao interesse sobre a sua verdadeira realidade espiritual, e indiferente ao seu futuro após a morte.
Em outra de suas obras, Um Sentido para a Vida (Psicoterapia e Humanismo), o Dr. Frankl enfatiza que “Em nossos dias um número cada vez maior de indivíduos dispõe de recursos para viver, mas não de um sentido pelo qual viver”.8
Há um acontecimento curioso narrado no livro Em Busca de Sentido..., ocorrido com ele quando prisioneiro dos alemães:
sua participação em uma sessão espírita, a convite do médico-chefe, realizada na enfermaria do campo de concentração de Auschwitz.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 8:49 pm

Espíritos são evocados e o médium do grupo, numa tentativa de psicografia, escreve apenas uma frase, em latim: Vae victis! [Ai dos vencidos!].
O Dr. Frankl, contudo, enfatiza o seu cepticismo em relação à autenticidade da sessão, atribuindo o fato ao “espírito do inconsciente” do sensitivo.9
*
Noventa anos antes desse episódio, um pedagogo francês é convidado a assistir a uma sessão de experimentações paranormais, e teria diferente reacção.
Tratava-se do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), educador emérito, formado no instituto dirigido por Pestalozzi (1746-1827), localizado em Yverdon, à beira do lago Neuchâtel, no cantão suíço de Vaud.
Rivail aí estudara desde os onze anos, sob a atenção paternal e amorosa do “educador da Humanidade”.
Em Paris, ao iniciar aos 22 anos sua carreira como pedagogo, dedicar-se-ia à formulação e prática da Educação como “Arte de formar os homens; de fazer eclodir neles os germes da virtude e abafar os do vício”.10
Rivail seria, contudo, na condição de “reformador”, futuro epicentro de uma missão especial que lhe seria revelada em condições particularíssimas pelo Espírito de Verdade, em 12 de junho de 185611.
Trazendo no consciente espiritual as inúmeras perguntas que o inquietavam e que acumulara durante séculos de capacitação para o empreendimento, testemunharia, no mês de maio de 1855, na residência de uma paranormal francesa, a Sra. Plainemaison, os fenómenos das mesas girantes e da irrefutável comunicação dos Espíritos dos mortos.
Sua mente científica, sua visão do método experimental, que adoptava desde os 15 anos de idade12, fizeram com que assumisse a postura de observador sereno mas perspicaz.
Anteviu nos fenómenos, em vez de futilidades, “a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade”, a solução que ele procurara em toda a sua existência, “uma revolução nas ideias e nas crenças”.13
Pode-se afirmar, sem embargo, que Rivail era um homem em busca de sentido para a vida e explicação para os acontecimentos da História.
Mais tarde, com quase meio século de jornada no corpo físico e de experiência educacional, ainda mantém o sonho de “criar uma escola teórica e prática de pedagogia”:
“estudar-se-ia aí tudo o que concerne à arte de formar os homens”, o “estudo do espírito humano, de sua marcha progressiva, dos meios apropriados para dar ideias justas”14.
Esse ideal, certamente tentado inúmeras vezes pelo futuro Codificador do Espiritismo, foi interrompido quando foi cerceada na França a liberdade de ensino, devido à Lei Falloux (1853).
É nesse intervalo compulsório de suas actividades pedagógicas, como docente e escritor, que Rivail irá enveredar pelos caminhos que o levariam a concretizar o advento da Terceira Revelação, a Doutrina Espírita.
Após a sua iniciação com os fenómenos das mesas girantes e participação em reuniões de experiências mediúnicas e de intercâmbio com os Espíritos, deles receberá ensinamentos que se harmonizariam com o universo pedagógico em que vivia, concluindo magistralmente, amparado nas vigas mestras da existência de Deus, da imortalidade da alma, da reencarnação e da lei de causa e efeito, que “a Educação era a arte de formar caracteres”, e que “só a educação poderá reformar os homens”; “não pela educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem”, tal como consignou na obra básica da Doutrina Espírita, O Livro dos Espíritos, publicada em 18 de abril de 1857.15
Em 29 de abril de 1864, impacta a opinião pública e o conservadorismo das directrizes da Igreja, estampando nas livrarias de Paris a obra Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo, a qual, a partir de 1865, mudaria o título para O Evangelho segundo o Espiritismo.
Nessa obra, estruturada sobre a selecção e os comentários que fez das máximas morais do Cristo, insere profundas Instruções dos Espíritos acerca dos textos evangélicos interpretados conforme os postulados do Espiritismo.
Por meio dela, Kardec oferece ao homem de sua época e dos dias modernos seguro roteiro para os que se encontram “em busca de sentido para suas vidas”.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 23, 2018 8:50 pm

Nesse contexto, sem embargo, todo o chamado pentateuco kardequiano constitui os pilares fundamentais para que as pessoas encontrem as provas da existência de Deus, a lógica, a justiça e racionalidade de Suas Leis e, consequentemente, uma razão maior para viver.
Fascina a dedicação de homens como o Dr. Viktor Frankl e Denizard Rivail/Allan Kardec.
O primeiro, utilizando o seu conhecimento da Psiquiatria e da Antropologia, dando-lhes novas conotações, e criando um novo segmento na Ciência para explicar a verdadeira dimensão do homem:
a Logoterapia, a Psicologia do Significado.
O segundo, num esforço e visão sem precedentes, e lastreado por seus sólidos conhecimentos em Pedagogia, estabelecendo - em conjunto com seres do Mundo Invisível, Espíritos de homens e de mulheres que no passado forjaram a epopeia da história terrestre - princípios científicos, filosóficos e éticos capazes de oferecer a cada ser humano um sentido para a Vida e para a sua vida, possibilitando-lhe o conhecimento de si mesmo, de sua procedência divina e do seu destino, tornando-o capaz de desenvolver o seu potencial, superar seus medos e limitações e conquistar a felicidade.

Adilton Pugliese

1. www.logoterapiauruguai.org.uy/viktor.html. Acesso em 19.07.2005.
2. www.reocities.com/Athens/Acropolis/6634/frankl.htm. Acesso em 20.05.2012.
3. Idem. Ibidem.
4. LUKAS, Elisabeth. Histórias que Curam... Verus Editora, 2005, p.145.
5. IDEM, p.146.
6. www.logoterapiauruguai.org.uy/viktor.html. Acesso em 19.07.2005.
7. LUKAS, Elisabeth. Histórias que Curam... Verus Editora, 2005, p.147.
8. FRANKL, Viktor. Um Sentido para a Vida. Editora Santuário, 1989, p.15.
9. IDEM, Em Busca de Sentido. 26.ed.Editora Vozes, 2008, p.52 e 53.
10. RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard. Textos Pedagógicos. Tradução e notas de Dora Incontri. Editora Comenius, p.15.
11. KARDEC, Allan. Obras Póstumas.Ed.FEB, tradução de Evandro Noleto Bezerra, p.366.
12. KARDEC, Allan. Obras Póstumas.Ed.FEB, tradução de Evandro Noleto Bezerra, p.349 e 350.
13. IDEM, Ibidem, p.350.
14. RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard. Textos Pedagógicos. Tradução e notas de Dora Incontri. Editora Comenius, p.43.
15. KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra, 1.ed.FEB, questões 685a, 796 e 917.

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