ARTIGOS DIVERSOS II

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 05, 2018 8:42 pm

Há algo que gostaria de destacar ao leitor?
A fé, dizia São Paulo, é a substância das coisas desejadas.
A palavra do Cristo, em suas parábolas e profecias, diz que a nossa Humanidade está caminhando para um novo Céu e uma nova Terra.
É uma Era de Paz onde as almas redimidas formarão finalmente um só rebanho para um só Pastor, que é ele mesmo, Jesus.
Se essa é a palavra do Cristo e se nós o elegemos para nosso único Mestre e Condutor, por que vamos duvidar de suas profecias?
Nossa fé tem que ombrear com a de Abraão.
Quando chamado, Abraão obedeceu, para ir a um lugar não especificado que devia receber por herança.
E ele, o empoeirado peregrino, de cajado nas mãos e olhar no Infinito, foi com todo o seu clã, apoiado em sua fé, porque aguardava a cidade que tem fundamentos, ou seja, a Nova Jerusalém Celestial, da qual Deus é o arquitecto e edificador.
Essa cidade simbólica é a Era de Regeneração que se aproxima, na qual poderemos entrar, se crermos com a mesma fé poderosa que moveu Abraão.

No caso do Espiritismo, como transformar o precioso documento do Sermão do Monte em roteiro prático para uso do público frequentador de nossas instituições?
Como fazer dele ferramenta de paz e serenidade em suas lutas?

A questão embutida em sua pergunta é muito grave.
A ferramenta é óptima, a obra é boa, o público é numeroso, mas o operário que maneja a ferramenta, embora perfectível, afigura-se-nos ainda inábil em parte, necessitando de mais traquejo, burilamento e conscientização.
Ouçamos o padre António Vieira no “Sermão da Sexagésima”, falando, porém, em tese, para não melindrar nossos esforçados semeadores.
Pergunta Vieira:
Por que João Baptista convertia tantos pecadores?
Porque enquanto as suas palavras pregavam aos ouvidos, os seus exemplos pregavam aos olhos.
A palavra do Baptista pregava penitência, e sua presença era o retrato vivo da penitência.
Pregava jejum, e seu aspecto dizia que ele vivia de gafanhotos e mel silvestre.
Pregava contra a soberba e a vaidade, e seu corpo era vestido de peles de camelo e cilício.
Pregava retiros do mundo, e seu aspecto era o de quem vivia numa cova.
Se os ouvintes ouvem uma coisa e vêem outra, como se hão de converter?
Se quando percebem os nossos conceitos, têm diante dos olhos as nossas manchas, como hão de conceber virtudes?
Se a minha vida é apologia contra a minha doutrina, se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como se há de fazer fruto?
E encerra seu Sermão com esta apóstrofe irretorquível:
Semeadores do Evangelho, eis aqui o que devemos pretender nos nossos sermões:
não que os homens saiam contentes de nós, senão que saiam muito descontentes de si; que não lhes pareçam bem os nossos conceitos, mas que lhes pareçam mal os seus costumes, as suas vidas, os seus passatempos, as suas ambições, e enfim, todos os seus pecados.

Algo mais que gostaria de acrescentar?
Quero acrescentar, em complemento à reflexão anterior, que o autêntico orador espírita só deve falar aos ouvintes sobre o que sabe, sente no coração e seja fruto de experiência própria, para não parecer um sino vão que soa.
Seja a meta do palestrante levar os ouvintes a sentir a sinceridade de suas palavras e a autenticidade de seus conceitos – hauridos em Jesus e Kardec –, convencendo-os, com divina subtileza, a abrir a alma a esse tesouro infinito.
A Doutrina Espírita é uma fonte de luz tão sagrada quanto o Sermão do Monte, simplesmente porque é a sua continuidade e desdobramento.
Com esse tesouro à disposição, não se concebe que o orador seja alguém imaturo, com cultura de almanaque, em busca de encantar o público com uma eloquência oca despojada de alma.
De lentejoulas retóricas estamos todos fartos.
Os ouvintes que hoje, em nosso meio, procuram a água da vida na casa espírita, estão para o palestrante como a multidão de há dois mil anos estava para Jesus:
um rebanho sem pastor, em busca de conforto espiritual, que o Amigo Sublime olhava com profunda compaixão.
Faça o nosso evangelizador o mesmo – a exemplo, apenas para ilustrar, de Divaldo Franco, Raul Teixeira e Richard Simonetti –, se quiser tornar-se um fecundador de corações.
Suas palavras finais.
Agradeço a oportunidade de dialogar sobre um tema que sempre foi muito caro ao meu coração.
Ave sem Ninho
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 05, 2018 8:42 pm

E aproveito o ensejo para oferecer a seus leitores, do Brasil e do Exterior, cinco estrofes de meu livro citado acima, que têm tudo a ver com o assunto abordado por nós neste colóquio fraterno:
Passará o céu e a terra,
Assim Jesus nos falou.
Tudo passa sobre a Terra,
E só Jesus não passou.

Sua palavra divina,
Com sabor de eternidade,
Sempre nos diz, em surdina:
Conhecereis a Verdade...

Quando o mundo, em áureo banho,
Transitar da treva à luz,
Haverá um só rebanho
Para um só Pastor – Jesus.

Faz a opção – e profundo
Discernimento põe nisto:
A cruz de ferro, com o mundo,
Ou a de palha, com o Cristo.

Dor, sofrimento, infortúnio...
Tua vida é vasta cruz?
Mas há luz no fim do túnel:
Experimenta Jesus!


§.§.§- Ave sem Ninho
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Nossos caminhos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 06, 2018 11:53 am

por Altamirando Carneiro

E disse-lhes:
Quando vos mandei sem bolsa, alforje ou sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa?
Eles responderam: Nada. (Lucas, 22:2)

Sabia Jesus que muitas vezes o coração dos desencarnados se conturba nas lutas do dia a dia.
Por vezes, falta-lhes a fé e sentem-se à margem da ajuda divina, como se esta faltasse em algum momento.
Recolhem-se ao desalento e, esquecidos dos compromissos assumidos e das lutas a vencer, sentem-se perdidos e sós.
Entretanto, a pergunta de Jesus é sempre oportuna e actual:
"Faltou-vos, por ventura, alguma coisa?"
Quando reencarnamos, trazemos compromissos bem definidos, com a finalidade de quitarmos débitos e aprendermos novos comportamentos.
Na maioria das vezes, são as dores o único recurso que deixamos a nós mesmos para evoluir e por isso somos nós que escolhemos os nossos caminhos.

Não há responsabilidade assumida que não possa ser vencida e não será por falta de ajuda do Alto que daqui sairemos vencidos.
Temos sempre ao nosso alcance a bênção da oração e quando a fazemos com um mínimo de fé, ela se transforma em imenso e abençoado meio de socorro do Alto a nosso favor.

Falta-nos forças para continuar?
Oremos e aguardemos confiantes.
Trazemos o coração magoado pelas forças da incompreensão?
Lembremo-nos do Mestre que, na cruz, perdoou os seus algozes.
Estamos torturados por achar que ainda não houve resposta aos nossos pedidos?
Continuemos o nosso esforço, porque se o momento de colher ainda não chegou, ele não tardará.
Sentimo-nos abatidos pela intensidade e quantidade de problemas que nos cercam?
Inspiremo-nos mais uma vez em Jesus, o Mestre Amigo, que no momento acerbo de seu martirológio, ainda encontrou forças para servir ao Pai, redimindo Dimas, na cruz.

Enfim, sejam quais forem os momentos por que passamos, jamais nos sintamos sós.
O Alto vela por todos, mesmo pelos que mais erram.
A qualquer momento que necessitarmos, valhamo-nos da Fé e estejamos conscientes de que a maior das orações, a que mais agrada aos Céus, é a prática da caridade.
Devemos nos dedicar a ela, sejam quais forem os problemas.

Só o amor ao próximo redime e não há situação que nos impeça de exercê-lo se estivermos atentos e com um mínimo de boa vontade.
Oremos, confiemos e sigamos sendo úteis.
Estaremos assim construindo um caminho de luz à nossa frente.

§.§.§- Ave sem Ninho
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Minha opção é ser feliz

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 06, 2018 8:27 pm

por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

Quando embarcamos nessa nova viagem, vivemos um período de nove meses no oceano de paz, no calor aconchegante da protecção e amor maternal incondicional.
Não mais que de repente estamos saltando de nosso mar de conforto e encontramos a marcha do aprendizado da vida material.
Cada despertar um desafio, cada dia uma lição.
E em cada alvorecer surge novo dia radiante de luz e esperança, convidando-nos a fazer escolhas.
Demora um tempo para decidirmos, e, com o tempo, com o amadurecimento espiritual, entendemos que todos temos que progredir e que a decisão será sempre nossa.
Aprendemos, demora um pouco, mas aprendemos a fazer uma escolha em cada amanhecer: ser feliz ou infeliz?
Mesmo com pobreza, com doença ou com morte.
Jesus nasceu na estrebaria, foi perseguido aos dois anos, traído, negado e crucificado e continuou a nos amar.
Aprendemos que não podemos transferir nossa opção de felicidade para coisas, bens ou pessoas.
Para ser saudável e viver com serenidade escolhemos ser felizes aceitando a vida e buscando a melhoria sempre.
Viver é conhecer.
Crescemos e temos que tomar decisões.
Tomada de atitudes sempre pode gerar crises.
E com elas aprendemos, porque são oportunidades que a vida nos oferece de crescimento.
Ao final dessa marcha construtiva, resta-nos saber se fizemos ou não o melhor.
A felicidade em relação à vida moral e ética consiste em viver com a consciência tranquila e continuar a ter fé no futuro, pois que somos herdeiros da imortalidade.
Acalentou Jesus a todos nós:
"Não se turbe vosso coração:
crede em Deus e crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas"
(João 14:1-2).

Ninguém morre, a existência continua de retorno à Vida Espiritual.
O mesmo caminho que levou nossos entes queridos nos levará também, e na mesma estação que eles chegaram nós chegaremos.
Abramos o coração para a vida e o enchamos de luz e esperança, acreditando que vai dar certo e que, se fizermos a nossa parte, na outra parte é Deus que está no controle e vai agir através de seus mensageiros.
Todas as manhãs temos duas oportunidades, continuar dormindo com nossos sonhos, ou erguer nosso corpo para a vida e a vitória, tornando-os realidade.
Temos que acreditar que o mundo melhor começa em nós; se cumprimos nossos deveres e se queremos a paz, a façamos realizar em nosso íntimo com tudo que nela couber.
O Universo é obra de uma Inteligência Superior que tudo organizou e que estabeleceu leis universais que nos controlam a vida e o destino; fazendo nossa parte, podemos depositar n’Ele nossa gratidão e confiança para sermos felizes.

§.§.§- Ave sem Ninho
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Elucidações de Emmanuel

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 07, 2018 10:14 am

por Francisco Cândido Xavier

Evangelho e Espiritismo

Todos aqueles que negam a feição religiosa do Espiritismo, recusando-lhe a posição de Cristianismo Restaurado, decerto ainda não abarcaram, em considerações mais amplas, a essência evangélica em que se lhe estruturam os princípios, nos mais íntimos fundamentos.
Examinemos, pela rama, alguns dos pontos mais importantes de formação do Testamento Kardequiano:
- "O Livro dos Espíritos", que se popularizou com mil e dezanove questões, sabiamente explanadas, não obstante os primores filosóficos de que se compõe, é um código de responsabilidade moral, iniciado com duas proposições, acerca de Deus e do Infinito, e rematado com outras duas, que se reportam ao reino do Cristo nos corações e ao reinado do bem, no caminho dos homens.
- "O Livro dos Médiuns", volume de metodologia para o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, apresenta, de entrada, valiosa argumentação, alusiva à existência do Mundo Espiritual, e reúne, no encerramento, diversas comunicações de individualidades desencarnadas, ao mesmo tempo que nos convida a exame sério e imparcial de todas as mensagens recolhidas do Além, por via mediúnica, salientando-se que a primeira página da seleção exposta começa com significativa advertência de Agostinho:
"Confiai na bondade de Deus e sede bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que ele vos destina".
- “O Evangelho segundo o "Espiritismo" abre as próprias elucidações com judiciosos apontamentos, em torno de Moisés e da Lei Antiga, compendiando, em seguida, os ensinos de Jesus, em todo o texto, para concluir alinhando comovedores poemas de exaltação à prece.
- "O Céu e o Inferno", tomo de cogitações francamente religiosas, segundo a definição do título, começa analisando o porvir humano, do ponto de vista espiritual, e termina com o ditado de José, o cego, espírito de evolução mediana que encarece a necessidade do sofrimento no serviço expiatório da consciência culpada e destaca a excelência da reencarnação, na Justiça Divina.
- "A Génese", o livro final da Codificação e que enfeixa arrojadas teses de ciência e filosofia, enfileira dezoito capítulos, com mais de cem artigos, dos quais a terça parte se refere exclusivamente a passagens e lições do Divino Mestre, acrescendo notar que a obra principia aceitando o Espiritismo em sua missão de Consolador Prometido, com a função de explicar e desenvolver as instruções do Cristo, e despede-se com admiráveis reflexões sobre a geração nova e a regeneração da Humanidade.
Cremos de boa fé que todos os companheiros, propositadamente distanciados da tarefa religiosa do Espiritismo, assim procedem, diligenciando imunizar-nos contra a superstição e o fanatismo, que a plataforma libertadora da própria Doutrina Espírita nos obriga a remover, mas, sinceramente, não entendemos a Nova Revelação sem o Cristianismo, a espinha dorsal em que se apoia.
Isso acontece porque, se após dezanove séculos de teologia arbitrária, não chegaríamos a compreender agora, no mundo, o Evangelho e Jesus Cristo, sem Allan Kardec, manda a lógica se proclame que o Espiritismo e Allan Kardec se baseiam em Jesus Cristo, de ponta a ponta.

Do livro Opinião Espírita, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Se Deus está no leme, o que temer?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 07, 2018 8:15 pm

por Claudia Gelernter

Aproveitando os últimos dias de férias de meu filho, levei-o, junto de minha filha mais velha, para conhecer o Planetário do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Após um trânsito caótico, acrescido de muita dificuldade para conseguirmos uma vaga para estacionarmos o carro, consegui, no último minuto, adentrar o recinto, com a respiração para lá de ofegante.
Levei certo tempo para me recompor.
De início passaram breve filme mostrando uma pequena história envolvendo duas crianças: Marquinhos e Silvinha.
Ambos precisavam entregar na semana seguinte um trabalho na escola, uma pesquisa sobre o Sistema Solar.
Como é comum nos dias de hoje, os dois conversavam por um chat, e combinavam a melhor maneira de realizarem a tarefa pedida pelo colégio.
Marquinhos decidiu começar buscando na internet os dados necessários.
Despediu-se de Silvinha e passou a procurar sites com as informações sobre o sistema solar.
Acontece que já era tarde e Marquinhos sentia muito sono.
Depois de uma breve visita em um site bastante interessante, adormeceu em frente ao computador.
É quando se encontra com Silvinha, dando-nos a impressão, nesta parte do pequeno filme, que ambos estavam desdobrados de seus corpos, prontos para viverem uma grande viagem no Plano Espiritual.
Após se encontrarem eis que surge uma pequena nave com as características do computador de Marquinhos, aumentada com bancos e capota de protecção.
Subiram e aí começou a grande aventura dos pequenos.
Neste instante, apagam-se todas as luzes e, através de um aparelho moderníssimo alemão, reproduz-se no tecto do planetário, absolutamente escuro momentos antes, todas as estrelas que podemos perceber a partir do nosso planeta.
Milhares delas!
Da minha poltrona reclinada, comecei a vislumbrar aquele maravilhoso cenário.
Lágrimas começaram a verter de meus olhos:
Quanta gratidão senti pelo Criador!
Quanta beleza, quantos sóis com seus planetas, quantas moradas, quantas oportunidades de aprendizagem para seus filhos queridos... chorei, emocionada e feliz por estar reconhecendo ali parte do amor de Deus.
Então as crianças começaram sua grande aventura pelo nosso sistema:
Começaram por Mercúrio, Vênus, Marte... e, numa viagem interplanetária como aquela, onde me entreguei às sensações que o momento pedia, quando avistei o Planeta Terra, outro impacto:
quanto amor senti por aquela bola azul no céu... que sensação de lar, doce lar!
Por mais soubesse de nossas dificuldades, eis que me veio a sensação de acolhimento sem-fim.
Naquela visão não existiam fronteiras, países, etnias, credos... apenas uma grande Casa ocupada por uma enorme família de seres de inúmeras espécies, raças e jeitos.
A minha família terráquea - a nossa família!
Seguimos adiante e, passeando pelo espaço, visitamos todos os planetas do sistema, os sólidos e os gasosos, os maiores, os menores, inclusive os chamados planetas anões.
Retornamos para casa, as crianças acordaram e então passamos para outro filme, desta vez com uma viagem intergaláctica, visitando estrelas, galáxias, berços de estrelas, buracos negros etc.
Foi neste instante que tive novamente a sensação de pequenez e de privilégio.
Senti-me minúscula, porém enorme perante o amor do Pai.
Pequenina diante do Universo, entretanto gigante porque filha de Deus.
Quanto à minha pequenez, ela se evidenciou nas questões do saber.
Como nos considerarmos ‘sabidos’ diante disso tudo o que nos rodeia?
Sabemos tão pouco!
Nem mesmo o próprio corpo que habitamos é realmente conhecido.
Nem mesmo as profundezas da alma.
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 07, 2018 8:15 pm

Porém, arraigados nas teias de nosso orgulho gigante, seguimos os dias criando sistemas que desejam se sobrepor a outros sistemas, chegando ao cúmulo de matarmos nossos irmãos, usando nosso intelecto até mesmo para acusar o Criador ou ainda negá-lo...
No início, era para ter sido apenas uma tarde de entretenimento e cultura.
Mas se tornou bem mais que isso.
Um passeio que me levou para longe, bem longe, não apenas em distância, mas em reflexões.
Quem me conhece sabe que gosto de fotografar a natureza.
Esta prática é um tipo de meditação, pois me pede atenção plena, foco, percepção aguçada.
Enquanto busco os pássaros, as árvores, os insectos, o céu, vou me reconectando a tudo o que é, como eu, natural.
Sinto-me calma, cheia de força e protecção.
Reconheço a interdependência entre todos os seres.
Constantemente a vida nos presenteia com dicas sagradas sobre ela mesma.
Para podermos perceber sua actuação e sabedoria é preciso manter a atenção no momento presente, com os atentos olhos da alma desperta.
Quando fazemos isso, toda a ansiedade se vai, como poeira no vento.
Ficamos inteiros, pacificados, lúcidos.
Deus está no leme. Ele é a causa de tudo.
Ele é amor e suprema inteligência.
O que temer, então?
Com os “olhos de ver”, podemos nos reconhecer na grandiosidade do Universo como parte integrante, em comunhão com todas as bênçãos da Vida e perceber que, no fim, tudo está sob a Grande Lei e tudo seguirá para o melhor. Sempre!

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty A reencarnação é uma lei de amor

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 08, 2018 11:22 am

por Édo Mariani

Quando Jesus afirmou a Nicodemos ser preciso nascer de novo, Ele nada mais fez do que confirmar uma lei divina, e também mostrar aos homens que Deus, sendo Pai de Amor e Justiça, não poderia condenar seus filhos pelas faltas cometidas sem lhes dar oportunidade de reparação, uma vez que todos fomos criados simples e imperfeitos.
Concedeu-nos o livre-arbítrio e através da liberdade somos livres para escolher o que melhor desejamos para a nossa felicidade.
Ora, quem tem liberdade de escolha, tanto pode acertar, como errar.
Não há, por essa razão, qualquer punição, por parte de Deus, pelas nossas escolhas, pois afinal Ele nos concedeu o livre-arbítrio.
Segundo a óptica espírita, as escolhas não acarretam punição, mas aquisição de experiências e conhecimentos.
É excelente oportunidade para consertar no presente erros cometidos no passado, nada mais do que isso.
A equipe de redacção do Momento Espírita, com base em palestra proferida por José Raul Teixeira, na cidade de Cascavel-PR, no dia 14/09/01, elaborou o texto que transcrevemos, uma vez que demonstra de forma lógica a justiça da Reencarnação:
“As leis divinas são perfeitas em seus objectivos de nos fazer gravitar para Deus.
Cada existência no corpo físico é oportunidade bendita de aprendizado e crescimento.
Na escola, chamada Terra, estagiamos em todos os continentes, dentro do seio das várias raças, experimentando os mais variados costumes sociais.
Quando nascemos em um lar brasileiro, aprendemos as lições de vida que o Brasil nos propicia.
Temos a liberdade religiosa, liberdade de expressão, liberdade no vestir, na escolha da profissão.
Aprendemos a ser solidários, a ser um povo gentil, alegre, vivendo num país banhado pelo oceano e ensolarado quase o ano inteiro.
Numa outra encarnação, as leis divinas nos conduzem a outro país, para que aprendamos novas lições.
E aí nascemos em algum país da Europa onde o sol se esconde boa parte do ano.
Teremos que conviver com o frio intenso e com os dias cinzentos por vários meses.
Aprendemos a cultivar outros valores, outras maneiras de viver, outro jeito de ser.
E as leis nos direccionam a um país árabe.
Aprenderemos a conviver com uma cultura bem diferente; com a pouca liberdade da mulher, com a rigidez na educação dos filhos; com as várias restrições dos costumes característicos.
Depois iremos estagiar no Japão, na Índia, na África, e aprenderemos a amar outras tantas pátrias, outras tantas raças, outros tantos irmãos em humanidade.
Desenvolveremos nossa capacidade de amar num lar norte-americano, num lar soviético, numa família iraquiana, num lar australiano...
Passaremos por momentos de dor e alegria e abriremos em nossos corações um espaço para o amor que abrange todos os povos...
É por essa razão que muitos alemães sentem grande afecto pelo Brasil, pelo povo brasileiro.
É por essa razão que muitos árabes e japoneses nutrem amor por nossa pátria.
Não é por outro motivo que muitos brasileiros guardam especial carinho pelo povo africano, alemão, soviético, e por outros tantos povos.
É assim que vamos estendendo nossos laços de afecto pela humanidade inteira.
É assim que, quando alguma tragédia acontece num desses países em que já vivemos, nós sentimos como se fosse com o nosso próprio país.
Quando vemos as guerras cruéis infelicitando os povos distantes, nossos corações se entristecem como se fosse com nosso próprio povo.
Dessa forma, estagiando ora aqui, ora li, vamos aprendendo todas as lições e retendo o que há de melhor para nossa evolução, como Espíritos imortais que somos.
Chegará o dia em que nosso amor abrangerá a humanidade inteira, independente de raça, de posição social ou de religião.
E nesse dia não haverá mais guerras, nem disputas, e a verdadeira fraternidade será uma realidade entre todos os povos.
Não haverá mais a subjugação do mais fraco pelo mais forte, e todas as nações serão solidárias.
É assim que Deus governa os mundos.
E a reencarnação é a prova do amor divino pelos Seus filhos, conduzidos ao palco da Terra tantas vezes quantas sejam necessárias.
É assim que, estagiando no seio de todos os povos, aprenderemos a amar, sem distinção, a raça humana.
Nessa imensa escola chamada Terra, há alunos em diferentes estágios de aprendizado.
Alguns já aprenderam as lições básicas do respeito à vida e ao semelhante.
Outros ainda estão por aprender o bê-á-bá da fraternidade.
Mas muitos já estão ensinando, através do próprio exemplo, o amor incondicional que um dia será a tónica desta pequena escola clamada Terra.”
Bela e instrutiva página para reflectirmos!

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Qual a primeira obra espírita que deve ser lida?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 08, 2018 8:10 pm

Nosso objectivo com este texto é poder dividir com os confrades algo que nós descobrimos nas obras de Kardec sobre o assunto.
Anteriormente, orientávamos o que de comum se ouve nas Casas Espíritas, se não em todas, pelos menos na sua maioria:
se você quer aprender o Espiritismo deve começar pela obra “O Livro dos Espíritos”.
Com o tempo percebemos que muitos leitores não agradavam desse livro que, por não lhes despertar nenhum interesse, não liam senão algumas páginas.
Então, resolvemos indicar “O que é o Espiritismo”.
E isso o fizemos em muitas palestras que proferimos no meio espírita; porém, sempre ressaltava que isso era uma opinião pessoal, adquirida por experiência, não que fosse orientação doutrinária.
Entretanto, isso sempre nos causava um certo desconforto, porquanto muitos companheiros achavam que nós estávamos “inventando moda”.
Foi por isso que tomamos a iniciativa de pesquisar nas obras da codificação, para tentar encontrar algo que pudesse solucionar a questão.
Já desde a primeira edição de O que é o Espiritismo, que ocorreu em julho de 1859, Kardec dava a seguinte orientação:
A primeira leitura a fazer-se é a deste resumo, que apresenta o conjunto e os pontos mais salientes da ciência; com isso, pois, já se pode fazer dela uma ideia e ficar-se convencido de que, no fundo, existe algo de sério.
Nesta rápida exposição esforçamo-nos por indicar os pontos sobre o que particularmente se deve fixar a atenção do observador.
A ignorância dos princípios fundamentais é a causa das falsas apreciações da maioria daqueles que querem julgar o que não compreendem, ou que se baseiam em ideias preconcebidas.
Se desta leitura nascer o desejo de continuar, deve-se ler O Livro dos Espíritos, onde os princípios da doutrina estão completamente desenvolvidos; depois, O Livro dos Médiuns, para a parte experimental, destinado a servir de guia aos que desejarem operar por si mesmos, como aos que quiserem bem compreender os fenómenos.

Vêm depois as diversas obras onde são desenvolvidas as aplicações e as consequências da doutrina, como:
O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo etc.
(KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001, p. 149) (grifo nosso).
Como se vê, foi o próprio Kardec quem recomendou como primeira leitura o livro O que é o Espiritismo; e, uma vez convencido da seriedade da Doutrina, deve-se, na sequência, aí sim, ler a obra O livro dos Espíritos.
Achamos óptimo isso, pois confirma o que na prática havíamos percebido, ou seja, a obra O Livro dos Espíritos é, muitas vezes, maçante para quem não tem conhecimento e nem ainda despertou interesse pela Doutrina; entretanto, caso leia primeiro o livro O que é o Espiritismo, saberá se a Doutrina Espírita responde a seus anseios.
Em caso positivo, certamente, lerá a obra O Livro dos Espíritos e, assim, o que era “maçante” tornar-se-á prazeroso.
Além disso, também ficamos muito felizes em saber que é orientação doutrinária, já que ela provém de Kardec.
Em janeiro de 1861, Kardec publica a obra O livro dos médiuns, da qual transcrevemos da Primeira Parte, capítulo III – Do Método, o seguinte:

35. Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares, pela leitura das nossas obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem:
1º - O que é o Espiritismo?
Esta brochura, de uma centena de páginas somente, contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 08, 2018 8:10 pm

Em poucas palavras ele lhe percebe o objectivo e pode julgar do seu alcance.
Aí se encontram, além disso, respostas às principais questões ou objecções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer.
Esta primeira leitura, que muito pouco tempo consome, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.

2º - O Livro dos Espíritos.
Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas consequências morais.
E a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objectiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

3º - O Livro dos Médiuns.
Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se comunicarem com os Espíritos.
É um guia, tanto para os médiuns, como para os evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4º - A Revue Spirite.
Variada colectânea de factos, de explicações teóricas e de trechos isolados que completam o que se encontra nas duas obras precedentes, formando-lhes, de certo modo, a aplicação.
Sua leitura pode fazer-se simultaneamente com a daquelas obras, porém, mais proveitosa será, e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O Livro dos Espíritos.
Isto pelo que nos diz respeito.
Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor.
Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.
Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar.
Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras.
Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz.
Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.
(KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 1996, p. 51-52). (grifo nosso).

Aqui, Kardec confirma o que havia dito antes sobre a primeira obra a ser lida pelos que viessem a se interessar em conhecer a Doutrina Espírita, porquanto, ela “contém sumária exposição dos princípios da Doutrina, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito.
Em poucas palavras ele lhe percebe o objectivo e pode julgar do seu alcance”.
A novidade é a recomendação de se ler também a Revista Espírita, coisa que a grande maioria dos espíritas não faz, por achar que ela não faz parte das “Obras Básicas”, assunto que abordamos no texto:
Quais são as obras básicas?
Então, mesmo sem saber já estávamos seguindo as orientações de Kardec, quanto ao que recomendar para os interessados em saber ou conhecer o Espiritismo.

PAULO DA SILVA NETO SOBRINHO

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Indispensável vigiar e orar!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 09, 2018 10:51 am

por Gebaldo José de Sousa

“(...) a Humanidade terrena aproxima-se, dia a dia, da esfera de vibrações dos invisíveis de condição inferior, que a rodeia em todos os sentidos.
Mas, segundo reconhecemos, esmagadora percentagem de habitantes da Terra não se preparou para os actuais acontecimentos evolutivos.
E os mais angustiosos conflitos se verificam no sendal humano.
A Ciência progride vertiginosamente no planeta, e, no entanto, à medida que se suprimem sofrimentos do corpo, multiplicam-se aflições da alma.” 1
Espíritos amigos admoestam-nos quanto à necessidade da vigilância e da oração constantes, em todos os momentos de nossa vida.
Especialmente nos dias turbulentos ora em curso, em todo o planeta, mas, de modo especial, onde vivemos: no Brasil.
Aconselham-nos fugir da maledicência, das críticas mordazes, das discussões exacerbadas, para evitarmos o mau uso da mente e da palavra.
Cumpre-nos construir a paz à nossa volta e aonde formos!
Assim criaremos e preservaremos, com acendrado zelo, “abrigos anti-trevosos”.
No livro que contém o excerto acima, recebido em 1944, o mentor Aniceto, prevendo acontecimentos futuros – e as dores próprias dessas mudanças –, assinalava:
“É indispensável socorrer os que enfrentam, corajosos, as profundas transformações do planeta”. 1
E revela algumas causas desses sofrimentos:
“(...) a criatura terrestre assoberbada de problemas graves, não só pelas deficiências de si própria, senão também pela espontânea aproximação psíquica com a esfera vibratória de milhões de desencarnados, que se agarram à Crosta planetária, sequiosos de renovar a existência que menosprezaram, sem maior consideração aos desígnios do Eterno”. 1
Na mesma obra, colhemos outras passagens para nossas reflexões – eis que contêm preciosos comentários que devemos observar num mundo cada vez mais atribulado.
Referindo-se a factos da Segunda Grande Guerra mundial, regista ponderações de Alfredo, Espírito:
“Sangrentas batalhas estão sendo travadas na superfície do globo.
Os que não se encontram nas linhas de fogo, permanecem nas linhas da palavra e do pensamento.
Quem não luta nas acções bélicas, está no combate das ideias, comentando a situação.
Reduzido número de homens e mulheres continuam cultivando a espiritualidade superior.
É natural (...) que se intensifiquem, ao longo da Crosta, espessas nuvens de resíduos mentais dos encarnados invigilantes, multiplicando as tormentas destruidoras”. 1
“Enquanto houver discórdia entre nós, pagaremos doloroso preço em suor e lágrimas. (...) avançados núcleos de espiritualidade superior, dos planetas vizinhos, desde as primeiras declarações desta guerra, determinaram providências de máxima vigilância, nas fronteiras vibratórias mantidas connosco.
Ensinam-nos os vizinhos beneméritos que devemos suportar, nos próprios ombros, toda a produção de mal que levarmos a efeito. (...)” 1
O mesmo Espírito, assinala (p. 101 a 102):
“Nestes tempos (...), a prece é uma luz mais intensa no coração dos homens”. 1
E conta haver participado de missões de socorro, na Europa, a desencarnados em desespero.
Numa delas, viveu comovente experiência nos céus de Bristol (Inglaterra), onde aviões pesados de bombardeios eram assustadoras ameaças de destruição:
“No seio da noite (...) destacava-se, à nossa visão espiritual, um farol de intensa luz.
Seus raios faiscavam no firmamento, enquanto as bombas eram arremessadas ao solo”. 1
Ao descerem no ponto luminoso, verificou tratar-se de uma igreja, onde:
“(...) alguns cristãos corajosos reuniam-se ali e cantavam hinos.
O Ministro do Culto lera a passagem dos Actos, em que Paulo e Silas cantavam à meia-noite, na prisão, e as vozes cristalinas elevavam-se ao Céu, em notas de fervorosa confiança.
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 09, 2018 10:52 am

Enquanto rebentavam estilhaços lá fora, os discípulos do Evangelho cantavam, unidos, em celestial vibração de fé viva.
Nosso chefe mandou que nos conservássemos de pé, diante daquelas almas heroicas, que recordavam os primeiros cristãos perseguidos, m sinal de respeito e reconhecimento.
Ele também acompanhou os hinos e depois nos disse que os políticos construiriam os abrigos antiaéreos, mas que os cristãos edificariam na Terra os abrigos anti-trevosos”. 1
De lá para cá os problemas avolumaram-se em todos os países, pelas guerras e por outras violências:
desconhecimento da realidade espiritual, da Lei de Causa e Efeito; proliferação do uso das drogas; truculência de governantes que malbaratam recursos escassos!
E por inúmeras outras causas!
Para nos conscientizar da extrema responsabilidade que nos cabe – sobretudo aos espíritas! –, eis outras revelações:
“Vivendo encarnados no Planeta quase dois biliões de individualidades humanas – dados de 1949, quando se realizou essa psicografia –, esclareceu o benfeitor que mais de um bilião é constituído por Espíritos semi-civilizados ou bárbaros e que as pessoas aptas à espiritualidade superior não passam de seiscentos milhões, divididas pelas várias famílias continentais. (...)
Compreensíveis, desse modo, se tornam as sombras que rodeiam a moradia da mente encarnada (...)”. 2
E Emmanuel, Espírito, em livro ditado em 1952, esclarece:
“Mais de vinte biliões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos biliões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, (...)”. 3
Concluindo as citações, ouçamos o Instrutor Eusébio:
“– Se o património da fé religiosa representa o indiscutível factor de equilíbrio mental do mundo, que fazeis de vosso tesouro, esquecendo-lhe a utilização, numa época em que a instabilidade e a incerteza vos ameaçam todas as instituições de ordem e de trabalho, de entendimento e de construção?
Não vos assombra, porventura, acordando-vos a consciência, a borrasca renovadora que refunde princípios e nações?
Supondes possível uma era de paz exterior, sem a preparação interior do homem no espírito de observância e aplicação das Leis Divinas?
Por admitir semelhante contra-senso, a máquina, filha de vossa inteligência, vos anula as possibilidades de mais alta incursão no reino do Espírito Eterno. 4
(...) Diante do mundo periclitante, alucinado por ambições rasteiras e dominado pelo ódio e pela miséria, sequências das guerras incessantes e aniquiladoras, harmonizemo-nos em Jesus-Cristo, a fim de equilibrarmos a esfera carnal”. 4
Certamente não houve alteração no percentual de pessoas ‘aptas à espiritualidade superior’.
Mas o aumento da população pressupõe ser crescente o número de encarnados que ignoram a realidade espiritual, agravando os problemas que todos vivenciamos.
É, pois, importante para a Espiritualidade – facilitando-lhes a exaustiva tarefa –, a participação activa e consciente de todos os espiritualistas, sobretudo de nós, os espíritas, na vigilância e na oração.
Neste ano de 2018 (e nos próximos) – pleno de conflitos e turbulências de variada ordem, em muitas esferas da vida na Terra –, é indispensável buscarmos o equilíbrio crescente, até que se conclua essa travessia dolorosa!
Que o façamos, por amor à nossa Casa Planetária, à nação brasileira – e de todos aqueles que a formam –, por amor do Evangelho e, sobretudo, por nossa descendência e por nós mesmos!
Nos dias hoje vivenciados é, pois, indispensável vigiar e orar!

Notas:
A. Todos os grifos são nossos.
B. Registamos aqui nossa imensa gratidão a Chico Xavier, que nos trouxe tantos esclarecimentos do mundo espiritual, certamente preparando-nos, também, para esses tempos turbulentos.
Seus livros merecem reiterados estudos e reflexões!

Referências:
1. XAVIER, Francisco C. Os Mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980. Cap. 5, pp. 33; 32 e 34, respectivamente; Cap. 18, pp. 97; 100; 101/102; Cap. 5, p. 32; p. 34, respectivamente.
2. XAVIER, Francisco C. Voltei. Pelo Espírito Irmão Jacob. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1979. Cap. 9, pp. 93 e 94.
3. XAVIER, F. Cândido. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1978. Cap. 9, p. 43.
4. XAVIER, Francisco C. No Mundo Maior. Pelo Espírito André Luiz. 8. ed. FEB: Rio de Janeiro, 1947. Cap. 15, pp. 202 e 208.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty O perdão das ofensas e o amor ao próximo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 09, 2018 7:39 pm

por Marcus De Mario

Diante de uma violência cometida contra nós, seja ela de carácter físico ou moral, como exercer o perdão àquele que nos feriu?
Essa é uma pergunta que merece profundas reflexões, e para a qual o Espiritismo oferece elementos de estudo muito importantes, demonstrando que o “amai os vossos inimigos”, proclamado por Jesus, não é impossível de ser colocado em prática, pelo contrário, e que os benefícios do perdão, mesmo aos inimigos, são inúmeros e nos fazem bem já aqui na jornada terrena, como na continuidade da vida após a morte, no mundo espiritual.
Allan Kardec, na questão 887 de O Livro dos Espíritos, indaga aos Espíritos Superiores:
“Disse Jesus também: Amai os vossos inimigos.
Ora, o amor por nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provém da ausência de simpatia entre os Espíritos?”.
A essa indagação, recebeu magistral resposta dos benfeitores espirituais da humanidade:
“Sem dúvida, não se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; não foi isso que ele quis dizer.
Amar os inimigos é perdoar-lhes e restituir bem por mal.
Por este meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles”.
Compreendemos com o Espiritismo que ainda somos Espíritos imperfeitos, trazendo muitos vícios morais e pouco desenvolvimento das virtudes, caracterizando assim o planeta Terra como mundo de expiações e provas, onde o mal prevalece sobre o bem, portanto, nem sempre fazemos bom uso do livre-arbítrio, da liberdade que temos em fazer escolhas.
É da lei divina que devemos sempre arcar com as consequências dos nossos actos, das nossas escolhas, pois ninguém está destinado para fazer o mal a alguém, ninguém reencarna para ferir, ofender, matar, roubar etc.
Se assim procedemos é por livre vontade, é por sucumbirmos à nossa inferioridade moral, pois não existe arrastamento que seja mais forte do que nossa força de vontade.
E também compreendemos que esse estado moral individual com repercussões colectivas é passageiro, pois o bem irá predominar sobre o mal na medida em que colocarmos em prática outro ensino de Jesus:
“amar o próximo como a si mesmo”.
Mas como alcançarmos esse novo patamar de progresso se ainda nos comprazemos em odiar, magoar, ferir, ou se dizemos:
“Nunca perdoarei!”?
O perdão das ofensas é um processo, ele não acontece de um momento para o outro.
Primeiro é preciso lembrar que todos somos filhos de Deus, que não tem limite para nos perdoar e permitir mais e mais oportunidades de arrependimento, reconstrução de nós mesmos e prosseguimento da jornada evolutiva rumo à perfeição.
Segundo, se somos filhos de Deus, isso quer dizer que somos irmãos, temos os mesmos direitos e o mesmo destino, então, da mesma maneira que queremos ter nova oportunidade, os outros também merecem uma nova chance, uma nova oportunidade.
Terceiro, perdoar é um acto individual no uso do livre-arbítrio que nos preserva dos males espirituais e orgânicos da mágoa, do ressentimento, da culpa, do remorso e do desejo de vingança.
Devemos deixar passar o impacto da ofensa e lembrar que devemos fazer ao outro somente o que gostaríamos que o outro nos fizesse, como muito bem ensinou e exemplificou Jesus.
Conta-se que Gandhi, a grande alma humana, foi avisado que determinada pessoa vinha fazendo discursos agressivos contra ele. Instado a reagir, Gandhi limitou-se a responder que nada faria.
Os amigos, inconformados com o que consideravam uma atitude passiva por parte de Gandhi, indagaram por que ele não iria reagir, não iria fazer discursos contra-atacando o opositor.
Então o líder hindu, que tantos belos exemplos nos deu com sua campanha de não violência, explicou que o opositor tinha todo o direito de pensar livremente e externar seu pensamento da melhor forma que lhe conviesse, e que ele, Gandhi, embora não concordando com o pensamento do outro, faria todos os esforços para defender seu direito de discursar, e que, em absoluto, não se sentia ofendido, motivos pelos quais nada faria, evitando uma polémica por certo inútil e que poderia gerar uma inimizade.
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 09, 2018 7:39 pm

Os benfeitores espirituais Simeão e Paulo, no capítulo 10 de O Evangelho segundo o Espiritismo, nos trazem belos textos reflexivos sobre o perdão das ofensas, constituindo os itens 14 e 15.
Trazemos ao leitor trecho da mensagem de Paulo, o apóstolo:
“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos, é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor.
Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe, porque, se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?
Oh! ai daquele que diz ‘Eu nunca perdoarei’, porque pronuncia a sua própria condenação”.
Essas palavras do Espírito Paulo nos fazem reflectir sobre a vida futura que o Espiritismo nos apresenta tão bem, pois a morte não existe.
Não perdoar hoje pode ter como consequência situações espirituais lamentáveis, como, por exemplo, o processo obsessivo, motivo pelo qual Jesus recomendou nos reconciliássemos com nossos adversários aqui e agora, enquanto caminhamos com eles, para que depois não acontecesse algo pior.
Quanto ao outro, aquele que fez o mal a nós, se ele vai aceitar ou não o nosso perdão, isso já não é connosco.
No exercício do amor devemos perdoar, ele é nosso irmão e no momento está equivocado quanto à lei divina que nos rege, mas haverá dia em que fará sua tomada de consciência, se arrependerá do que semeou e pedirá perdão a Deus.
Nesse momento, que possamos estar aptos a lhe estender as mãos, dizendo-lhe:
Venha, meu irmão, o passado já não importa, agora é construir no hoje as bases para um amanhã feliz, e eu o auxiliarei!

Marcus De Mario é do Rio de Janeiro, onde colabora no Grupo Espírita Seara de Luz e na Rádio Rio de Janeiro, a emissora da fraternidade.
É escritor, palestrante e consultor.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Homem-psi!

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 10, 2018 10:14 am

por Ricardo Di Bernardi

Até alguns anos atrás, tínhamos uma concepção de um Homem espiritual e a sua contraposição no conceito de um homem-animal.
Havia uma antropologia espiritualista e, do lado oposto, uma antropologia materialista.
O avanço das pesquisas científicas, no campo do conhecimento do Ser, levou a uma solução do dilema espiritualismo x materialismo.
O homem psicológico de antes não pode mais hoje se restringir à rede animal dos sentidos convencionais.
Teve, obrigatoriamente, que se abrir ao extra-sensorial, da mesma forma como o universo físico se ampliou no universo Energético.
O homem-psi é uma miniatura da nova concepção de universo.
Além de tudo, a própria concepção de energia mudou, ampliou-se.
O homem-psi actual não destrói o homem-psicológico, mas o amplia da mesma forma que o conceito universo físico foi superado pelo conceito de universo Energético.
A psique ou alma não é mais uma entidade meramente metafísica ou teológica nem um simples resultado das actividades bioquímicas do corpo.
A alma passou a ser a mente, um elemento extra-físico do Homem, capaz de sobreviver à morte biológica e susceptível à investigação científica em laboratório.
Na universidade de Cambridge, o professor Whately Carington formulou uma teoria post-mortem e Harry Price da Universidade de Oxford afirma que a MENTE humana sobrevive após a morte e continua sendo capaz de transmitir telepaticamente.
Embora haja parapsicólogos comprometidos com instituições religiosas, muitos são independentes, portanto livres para investigar, assim, dentre as investigações mais significativas citaremos as do Prof. Pratt da Duke University, dando origem à classificação de um novo tipo de fenómeno paranormal, denominado teta - oitava letra do alfabeto grego, com a qual se escreve Tanathos, que significa morte.
Quaisquer contactos com mentes que sobrevivem à morte estão inseridos nesses estudos.
Outro grupo de fenómenos pesquisados é o relacionado com a existência de vidas passadas (reencarnações), investigados em mais de 2000 (duas mil) crianças que se recordavam, espontaneamente, de suas existências anteriores, um trabalho minucioso do Prof. Dr. Ian Stevenson da Universidade da Virgínia.
Semelhante ao do Prof. Banerjee, da Universidade de Jaipur na Índia.
Trata-se de MEC, memória extra-cerebral.
Trabalhos rigorosíssimos e cercados de inúmeros cuidados.
Na Rússia, Dr. Vladimir Raikov também investigou a MEC, embora os considere como sendo fenómenos obtidos por alguma forma de sugestão hipnótica, os denominou de ‘reencarnações sugestivas’.
Essas informações nos levam a crer que há uma tendência dos grandes grupos de parapsicologia do mundo em aceitar a possibilidade da “tese da sobrevivência da mente humana” após a morte biológica, principalmente o grupo ocidental.
O casal Rhine da Duke University chega a dizer que, além da mente ser extra-física, sobrevive à morte física e, após a morte biológica, é capaz de transmitir comunicações telepáticas.
Actualmente, a Telepatia, clarividência, precognição (premonição), psicocinesia (acção da mente sobre a matéria) estão comprovadas em laboratório.
Sobrevivência após a morte, e reencarnação?
As comprovações laboratoriais estão a caminho.
Como pessoas ligadas à ciência, importante que tenhamos bom senso e equilíbrio.
Nem nos exaltarmos em voos com asa de cera, tal qual Ícaro que teve suas asas derretidas sob o sol, nem colocarmos chumbo nas asas do Espírito.
A visão independente dos fenómenos paranormais nos faculta abrir os olhos diante do sol do esclarecimento que nos traz inúmeras informações das escolas europeias e norte-americanas.
A alma ou Espírito deixa de ser do outro mundo, passa a se integrar neste mundo.
Gradativamente, o preconceito científico que embaraça as investigações vem reduzindo de intensidade.
Ao mesmo tempo, se reduz o preconceito religioso que se recusa a aceitar as investigações científicas sobre questões espirituais.

Dr. Ricardo Di Bernardi é médico em Florianópolis, SC.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty O arrependimento profícuo

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 10, 2018 8:08 pm

por Rogério Coelho

O arrependimento sempre visitará as consciências em débito com a contabilidade divina
“(...) Arrependimento sadio das faltas cometidas é compromisso assumido com as tarefas a executar.” - Joanna de Ângelis

Existem duas espécies de arrependimento:
o profícuo e o improfícuo.
Este último devemos evitar, vez que consiste tão somente em – improdutivamente – bater a mão no peito, assentados na esquina do remorso e, vezes sem conto, repetir:
“mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa...”
Tal atitude não nos leva a lugar algum a não ser à paralisia das possibilidades de reversão do quadro doloroso da dor moral.
Simão Pedro e Maria de Magdala são os símbolos máximos do arrependimento profícuo, aquele que devemos acoroçoar.
O primeiro, arrependido por ter negado o Divino Amigo no momento grave do testemunho, doou-se, empós, à cruz santificante de todas as renúncias, entregando-se à causa dos filhos do calvário, o mesmo acontecendo com a antiga obsidiada de Magdala que, arrependendo-se da vida triste que levava, doou-se em holocausto, em forma de mãezinha amorável dos leprosos em regime de abnegado devotamento...
O arrependimento sempre visitará as consciências em débito com a contabilidade divina.
Assim, faz-se necessário desdobrá-lo em acções edificantes no bem e não na paralisia das possibilidades de elevação espiritual e tampouco nas sufocantes malhas do remorso improdutivo e cruel...
Junto aos Espíritos Superiores, amigos da humanidade, Allan Kardec expõe a questão do arrependimento entre as perguntas 990 a 1007 de “O Livro dos Espíritos”, onde aprendemos que o Espírito arrependido, ao compreender as imperfeições que o privam de ser feliz, aspira a uma nova existência em que possa expiar suas faltas.
Quer encarnado, quer desencarnado, mais dia menos dia, o Espírito calceta experimentará as constrições do arrependimento; arrependimento esse que é o passo inicial do seu processo de reabilitação.
O arrependimento apressa a reabilitação, mas não tem o condão de absolver o Espírito.
Tal como na “parábola do filho pródigo”, diante dele sempre estará aberta a porta de acesso de retorno à protecção paternal de Deus, que lhe desdobra o futuro na Eternidade para remir suas faltas.
No livro “O Céu e o Inferno”, 2ª parte, está registado o testemunho de Lisbeth, classificada entre os Espíritos sofredores.
Segundo ela:
“(...) o arrependimento é inútil quando apenas produzido pelo sofrimento.
O arrependimento profícuo tem por base a mágoa de haver ofendido a Deus, e importa no desejo ardente de uma reparação”.
Kardec aduz o seguinte comentário:
“este ensinamento é uma grande verdade; às vezes o sofrimento provoca um brado de arrependimento menos sincero, que não é a expressão de pesar pela prática do mal, visto como, se o Espírito deixasse de sofrer, não duvidaria reencetá-la.
Eis por que o arrependimento nem sempre acarreta a imediata libertação do Espírito.
Predispõe-no, porém, para ela — eis tudo!
É-lhe preciso, além disso, provar a sinceridade e firmeza da resolução, por meio de novas provações reparadoras do mal praticado.
Encontrar-se-á nas palavras dos Espíritos — mesmo dos mais inferiores — profundos ensinamentos, pondo-nos a par dos mais íntimos pormenores da vida espiritual.
O homem superficial pode não ver nesses exemplos mais que pitorescas narrativas; mas o homem sério e reflectido encontrará neles abundante manancial de estudos”.
Arrependimento, expiação e reparação, tais o princípio, meio e fim do processo de reabilitação perante as Leis Divinas...
O arrependimento, além de sua característica de iniciador do processo de recuperação, constitui-se também na condição básica que possibilita a intervenção do Espírito Protetor em favor de seu tutelado.
Existe, portanto, uma estreita relação entre o arrependimento e o auxílio prestado pelos bons Espíritos.
Esse apoio do Plano Maior da Vida tem origem no amor de Deus e em Sua infinita misericórdia...
Eis, para nosso esclarecimento, a lição oferecida por Saint Paulin, guia espiritual do médium que incorporou Lisbeth:
“(...) nunca esqueçais os ensinos que bebeis nos sofrimentos dos vossos protegidos e notadamente nas suas causas, visto serem lições das quais todos podem aproveitar no sentido de se preservarem dos mesmos perigos e de idênticos castigos.
Purificai os corações, sede humildes, amai-vos e ajudai-vos sem esquecerdes jamais a fonte de todas as graças, fonte inesgotável na qual podem todos saciar-se à vontade, fonte de água viva que desaltera e alimenta, igualmente, fonte de vida e ventura eterna...
Ide a ela, meus amigos, e bebei com fé!
Mergulhai nela as vossas vasilhas, que sairão de suas ondas pejadas de bênçãos.
Adverti vossos irmãos dos perigos em que podem incorrer.
Difundi as bênçãos do Senhor, que se reproduzem incessantes; e quanto mais as propagardes, tanto mais se multiplicarão.
Está em vossas mãos a tarefa, porquanto, dizendo aos vossos irmãos — aí estão os perigos, lá os escolhos; vinde conosco a fim de os evitar; imitai-nos a nós que damos o exemplo — assim difundireis as bênçãos do Senhor sobre os que vos ouvirem.

Abençoados sejam os vossos esforços.
O Senhor ama os corações puros:
fazei por merecer-Lhe o amor”.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Transplantes na concepção espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 11, 2018 10:18 am

Nas práticas médicas de todas as especialidades, o transplante de órgãos é a que demonstra com maior clareza a estreita relação entre a morte e a nova vida, o renascimento das cinzas como Fénix:
o mitológico pássaro símbolo da renovação do tempo e da vida após a morte.(1)
A temática "doação de órgãos e transplantes" é bastante colectâneo no cenário terreno.
Sobre o assunto as informações instrutivas dos Benfeitores Espirituais não são abundantes.
O projecto genoma, as investigações sobre células-tronco embrionárias e outras sinalizam o alcance da ciência humana.
Os transplantes, em épocas recuadas repletas de casos de rejeição, tornaram-se práticas hodiernas de recomposição orgânica.
O esmero "in-vivo" de experiências visando regeneração de células e a perspectiva de melhoria de vida caminham adiante, em que pese às pesquisas ensaiarem, ainda, as iniciantes marchas.
Isso torna auspiciosa a expectativa da ciência contemporânea.
Contudo, o receio do desconhecido paira no imaginário de muitos.
Alguns espíritas recusam-se a autorizar, em vida, a doação de seus próprios órgãos após o desencarne, alegando que Chico Xavier não era favorável aos transplantes.
Isso não é verdade!
Mister esclarecer que Chico Xavier quando afirmou "a minha mediunidade, a minha vida, dediquei à minha família, aos meus amigos, ao povo.
A minha morte é minha.
Eu tenho este direito.
Ninguém pode mexer em meu corpo; ele deve ir para a mãe Terra", fê-lo porque quando ainda encarnado Chico recebeu várias propostas [inoportunas] para que seu cérebro fosse estudado após sua desencarnação.
Daí o compreensível receio de que seu corpo fosse profanado nesse sentido.
Não podemos esquecer que se hoje somos potenciais doadores, amanhã, poderemos ser ou nossos familiares e amigos potenciais receptores.
"Para a maioria das pessoas, a questão da doação é tão remota e distante quanto à morte.
Mas para quem está esperando um órgão para transplante, ela significa a única possibilidade de vida!"(2)
Joanna de Angelis sabendo dessa importância ressalta "(...) Verdadeira bênção, o transplante de órgãos concede oportunidade de prosseguimento da existência física, na condição de moratória, através da qual o Espírito continua o périplo orgânico.
Afinal, a vida no corpo é meio para a plenitude - que é a vida em si mesma, estuante e real" (3)
Em entrevista à TV Tupi em agosto de 1964, Francisco Cândido Xavier comenta que o transplante de órgãos, na opinião dos Espíritos sábios, é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e deve ser levado adiante.
Os Espíritos, segundo Chico Xavier, não acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais.
Pois é muito natural que, ao nos desenvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com proveito. (4)
A doação de órgãos para transplantes é perfeitamente legítima.
Divaldo Franco certifica:
se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse património, oferecê-lo, graças as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada(5)
Não há, também, reflexos traumatizantes ou inibidores no corpo espiritual, em contrapartida à mutilação do corpo físico.
O doador de olhos não retornará cego ao Além.
Se assim fosse, que seria daqueles que têm o corpo consumido pelo fogo ou desintegrado numa explosão?(6)
Quando se pode precisar que uma pessoa esteja realmente morta? conforme a American Society of Neuroradiology morte encefálica é o estado irreversível de cessação de todo o encéfalo e funções neurais, resultante de edema e maciça destruição dos tecidos encefálicos apesar da actividade cardio-pulmonar poder ser mantida por avançados sistemas de suporte vital e mecanismo e ventilação".(7)
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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 11, 2018 10:18 am

A grande celeuma do assunto é a morte encefálica, na vigência da qual órgãos ou partes do corpo humano são removidos para utilização imediata em enfermos deles necessitados.
Estar em morte encefálica é estar em uma condição de parada definitiva e irreversível do encéfalo, incompatível com a vida e da qual ninguém jamais se recupera.(8)
Havendo morte cerebral, verificada por exames convencionais e também apoiada em recursos de moderna tecnologia, apenas aparelhos podem manter a vida vegetativa, por vezes por tempo indeterminado.
É nesse estado que se verifica a possibilidade do doador de órgãos "morrer" e só então seus órgãos podem ser aproveitados - já que órgãos sem irrigação sanguínea não servem para transplantes.
Seria a eutanásia?
Evidentemente que caracterizar o facto como tal carece de argumentação científica (...) para condenarem o transplante de órgãos:
a eutanásia de modo algum se encaixaria nesses casos de morte encefálica comprovada.(8)
A medicina, no mundo todo, tem como certeza que a morte encefálica, que inclui a morte do tronco cerebral(10), só terá constatação através de dois exames neurológicos, com intervalo de seis horas, e um complementar.
Assim, quando for constatada cessação irreversível da função neural, esse paciente estará morto, para a unanimidade da literatura médica.
Questão que também amiudemente é levantada é a rejeição do organismo após a cirurgia. Chico Xavier nos vem ao auxílio, explicando:
André Luiz considera a rejeição como um problema claramente compreensível, pois o órgão do corpo espiritual está presente no receptor.
O órgão perispiritual provoca os elementos da defensiva do corpo, que os recursos imunológicos em futuro próximo, naturalmente, vão suster ou coibir.(11)
Especialistas, a partir de 1967, desenvolveram várias drogas imuno-supressoras (ciclosporina, azatiaprina e corticóides), para reduzir a possibilidade de rejeição, passando então os receptores de órgãos a terem uma maior sobrevida.(12)
Estatisticamente, o que há é que a taxa de prolongamento de vida dos transplantes é extremamente elevada.
Isso graças não só às técnicas médicas, sempre se aperfeiçoando, mas também pelos esquemas imuno-supressores que se desenvolveram e se ampliaram consideravelmente, existindo actualmente esquemas que levam a zero por cento (0%) a rejeição celular aguda na fase inicial do transplante, que é quando ocorrem.(13)
André Luiz explica que quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo laboratorialmente para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada em outro organismo [por transplante, por exemplo], tenderá a adaptar-se ao novo comando [espiritual] que a revitalizará e a seguir coordenará sua trajectória.(14)
Condição essa corroborada por Joanna de Angelis quando expõe:
(...) transferido o órgão para outro corpo, automaticamente o perispírito do encarnado passa a influenciá-lo, moldando-o às suas necessidades, o que exigirá do paciente beneficiado a urgente transformação moral para melhor, a fim de que o seu mapa de provações seja também modificado pela sua renovação interior, gerando novas causas desencadeadoras para a felicidade que busca e talvez ainda não mereça.(15)
Os Espíritos afirmaram a Kardec que o desligamento do corpo físico é um processo altamente especializado e que pode demorar minutos, horas, dias, meses.(16)
Embora com a morte física não haja mais qualquer vitalidade no corpo, ainda assim há casos em que o Espírito, cuja vida foi toda material, sensual, fica jungido aos despojos, pela afinidade dada por ele à matéria. (17)
Todavia, recordemos de situação que ocorre todos os dias nas grandes cidades: a prática da necropsia, exigida por força da Lei, nos casos de morte violenta ou sem causa determinada:
abre-se o cadáver, da região esternal até o baixo ventre, expondo-se-lhe as vísceras toracoabdominais.(18)
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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 11, 2018 10:19 am

Não se pode perder de vista a questão do mérito individual.
Estaria o destino dos Espíritos desencarnados à mercê da decisão dos homens em retirar-lhes os órgãos para transplante, em cremar-lhes o corpo ou em retalhar-lhes as vísceras por ocasião da necropsia?!
O bom senso e a razão gritam que isso não é possível, porquanto seria admitir a justiça do acaso e o acaso não existe!(19)
Em síntese, a doação de órgãos para transplantes não afectará o espírito do doador, excepto se acreditarmos ser injusta a Lei de Deus e estarmos no Orbe à deriva da Sua Vontade.
Lembremos que nos Estatutos do Pai não há espaço para a injustiça e o transplante de órgãos (façanha da ciência humana) é valiosa oportunidade dentre tantas outras colocadas à nossa disposição para o exercício da amor.

JORGE HESSEN

FONTES:
1- Mário Abbud Filho Ex-Presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos. Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São José do Rio Preto.Membro da American Society Transplant Physician. Membro da International Transplantation Society, disponível acesso em 12/04/2005
2- In Doação de Órgãos e Transplantes de Wlademir Lisso / Cleusa M. Cardoso de Paiva, disponível acesso em 15/04/2004
3- Franco, Divaldo Pereira. Dias Gloriosos, Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis. Salvador/Ba: Ed. LEAL, 1999, Cf. Cap. Transplantes de Órgãos
4- Publicada na Revista Espírita Allan Kardec, ano X, n°38
5- Franco, Divaldo Pereira. Seara de Luz, Salvador: Editora LEAL [o livro apresenta uma série de entrevistas ocorridas com Divaldo entre 1971 e 1990.]-
6- Simonetti, Richard. Quem tem medo da morte? - São Paulo /SP: Editora Lumini ,2001
7- In: "Dos transplantes de Órgãos à Clonagem", de Rita Maria P.Santos, Ed. Forense, Rio/RJ, 2000, p. 41
8- Bezerra, Evandro Noleto. Transplante de Órgãos na Visão Espírita, publicado na Revista Reformador- outubro/1998
9- Idem
10- O tronco cerebral, e não o coração, é reconhecido como o organizador e "comandante" de todos os processos vitais.
Nele está alojada a capacidade neural para a respiração e batimentos cardíacos espontâneos; sem tronco ninguém respira por si só.
11- Cf. Revista Espírita, Allan Kardec, ano X, n°38
12- Folha de S.Paulo, A3, "Opinião", 15.Maio.2001
13- Entrevista com o Prof. Dr. Flávio Jota de Paula Médico da Unidade de Transplante Renal do HC/FMUSP.
1º Secretário da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
Diretor da I Mini Maratona de Transplantados de Órgãos do Brasil. Publicado em Prática Hospitalar ano IV n º 24 nov-dez/2002
14- Xavier, Francisco Cândido. Evolução em dois Mundos - Ditado pelo Espírito André Luiz. 5ª Ed. Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 1972, cap. "Células e Corpo Espiritual"
15- Franco, Divaldo Pereira. Dias Gloriosos, Ditado pelo Espírito Joana de Angelis. Salvador: Ed. LEAL, 1999
16- Kardec, Allan,. O Livros dos Espíritos, RJ: Ed FEB/2003, questão n° 155, Cap. XI.
17- Kühl Eurípedes DOAÇÃO DE ÓRGÃOS TRANSPLANTES Entrevista Virtual disponível acesso em 24/04/2005
18- Cf. Bezerra, Evandro Noleto. Transplante de Órgãos na Visão Espírita, publicado na Revista Reformador- outubro/1998
19- Bezerra, Evandro Noleto. Transplante de Órgãos na Visão Espírita, publicado na Revista Reformador- outubro/1998

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty PORQUE “ENCARNADOS” PARTICIPAM DE TRABALHOS MEDIÚNICOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 11, 2018 8:28 pm

Infelizmente, há pessoas que iniciam as actividades Mediúnicas sem saber por quê.
Outros as frequentam durante algum tempo sem saber o que estão fazendo e permanecem desatentos ao que se passa ao seu redor.
Uma parte dos que comparecem se dirige à actividade por curiosidade, gosta e fica.
Outra parte, são as dores e os sofrimentos que a conduzem a buscar o socorro do Centro Espírita.
Não há, de modo geral, motivos únicos para que as pessoas busquem a reunião mediúnica.
Cada caso é um caso.
Por outro lado, nem todas as Instituições Espíritas estabelecem requisitos, procedimentos ou rotinas organizadas para o acesso ao grupo mediúnico, que requer, seguramente, um nível mínimo de conhecimentos específicos e preparo no assunto.
A situação fica sem solução quando o grupo não promove estudo da mediunidade sob a óptica espírita e, portanto, se dedica exclusivamente à prática mediúnica.
O mesmo acontece quando o estudo carece de planeamento adequado e de aprofundamento, sendo feito ao sabor da improvisação ou de orientações esparsas recebidas por um ou outro médium. Irmão Jacob faz referência a aulas dadas por Leopoldo Cirne a Espíritos menos evoluídos.
“Era uma aula perfeita na qual o velho amigo preparava futuros companheiros para a contribuição espiritual de ordem elevada.”
A tónica fundamental dos esclarecimentos de Cirne era a fraternidade, que, mesmo depois da morte do corpo físico, segue sendo o caminho da salvação.
Um pouco mais adiante, no mesmo capítulo de Voltei, Jacob faz referência a “ajudantes intermediários, pertencentes aos cursos preparatórios de Espiritualidade superior”.
Se no mundo espiritual há cursos e aulas para preparar trabalhadores para tarefas diversas, não seria isso também conveniente para nós, os encarnados?
Os objectivos norteadores da participação dos encarnados em actividades mediúnicas estão relacionados com o servir ao próximo e com o aperfeiçoamento individual necessário para ampliar o potencial de serviço, com a educação moral proporcionada pelos exemplos que a actividade mediúnica revela.
Alexandre, uma vez mais, esclarece sobre o assunto, na continuação da citação de Missionários da luz.
[...] mas, quando é possível e útil, valemo-nos do concurso de médiuns e doutrinadores humanos, não só para facilitar a solução desejada, senão também para proporcionar ensinamentos vivos aos companheiros envolvidos na carne, despertando-lhes o coração para a espiritualidade. [...]
Ajudando as entidades em desequilíbrio, ajudarão a si mesmos; doutrinando, acabarão igualmente doutrinados.
Irmão Jacob regista um esclarecimento de Guillon Ribeiro (Espírito) que aponta nessa mesma direcção.
Segundo Guillon, ainda que os desencarnados endurecidos pudessem ser instruídos no plano espiritual, “os benefícios decorrentes da colaboração atingiriam particularmente os amigos encarnados, não somente lhes aumentando o conhecimento e a experiência, mas também lhes suprimindo lastimáveis impulsos para o mal.”
Ou seja, o intercâmbio mediúnico visa também à orientação dos encarnados pelos exemplos que oferece das consequências da ignorância e do mal.
Cabe à Instituição Espírita, portanto, promover condições para que as pessoas que se vinculem às actividades mediúnicas compreendam que aprender, educar-se e cooperar com fraternidade são os objectivos que devem nortear os esforços dos interessados em trabalhar com a mediunidade.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty PORQUE OS ESPÍRITOS NECESSITAM DE ATENDIMENTO MEDIÚNICO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 12, 2018 9:35 am

IMPORTÂNCIA DAMESA DA CARIDADE”.
Parece natural que os Espíritos necessitados, estando no mundo espiritual, sejam atendidos por Espíritos bons, lá mesmo, sem necessidade de se comunicarem em grupos mediúnicos.
Em realidade, a actividade mediúnica não é imprescindível para os Espíritos necessitados. André Luiz nos auxilia a compreender o assunto quando pergunta a Alexandre:
— Por que a Doutrinação em ambiente dos encarnados? — indaguei.
Semelhante medida é uma imposição no trabalho desse teor?
— Não — explicou o instrutor — não é um recurso imprescindível.
Temos variados agrupamentos de servidores do nosso plano, dedicados exclusivamente a esse género de auxílio.
[...] Em determinados casos, porém, a cooperação do magnetismo humano pode influir mais intensamente, em benefício dos necessitados que se encontrem cativos das zonas de sensação, na Crosta do Mundo.
Mesmo aí, contudo, a colaboração dos amigos terrenos, embora seja apreciável, não constitui factor absoluto e imprescindível [...].
Dessa forma, apesar de não ser imprescindível, o processo de diálogo, com a doação de recursos magnéticos pelos encarnados, resulta positivo para os desencarnados.
Em certos casos, os irmãos desorientados no plano espiritual não compreendem nem aceitam sua situação, sendo facilitado o seu despertamento pelos recursos oferecidos no conjunto do trabalho entre encarnados e desencarnados que se devotam ao seu auxílio e recuperação.
Há Espíritos em processos de dor, restrições perispirituais ou em estado de rebeldia que, em função de diferenças vibratórias e fluídicas, têm dificuldades para perceber os Espíritos superiores, em nível mais avançado de evolução, não podendo, assim, ouvir e entender aqueles que os buscam para auxiliá-los.
Ilustrativo sobre o assunto é o que descreve Irmão Jacob ao referir-se a certo trabalho mediúnico visitado por ele na companhia de Guillon Ribeiro e Cairbar Schutel:
Que os infortunados ali, diante de nós, eram perseguidores sombrios não padecia dúvida.
Não viam os benfeitores que até ali acorriam para melhorar-lhes as condições, embora agissem constrangidos pelas forças magnéticas que deles emanavam; contudo, ouviam-lhes as instruções e advertências edificantes, através daqueles mesmos aprendizes das aulas do Cirne.
Reparei, então, com mágoa, a diferença que existia entre mim e os abençoados companheiros que me haviam trazido.
Ao passo que nenhum deles era visível aos irmãos ignorantes e perturbados, não obstante as irradiações brilhantes que lhes marcavam a individualidade, notavam-me a presença, entre os ajudantes intermediários, pertencentes aos cursos preparatórios de Espiritualidade superior.
Em outras situações, os Espíritos precisam do atendimento mediúnico para passar por momentos de verdade, de despertamento, que são facilitados pela utilização dos recursos mais materializados com os quais ainda se afinizam.
São, portanto, encaminhados às actividades mediúnicas para que, com o apoio vibratório dos participantes da reunião e no contacto com os médiuns, se revigorem, sejam escutados, ouçam a orientação de que necessitam, tenham e vivenciem recordações do passado, passem por embates psíquicos difíceis, mas que permitem finalmente que os Espíritos trabalhadores consigam encaminhá-los a estações de socorro e recuperação na espiritualidade.
Mesmo quando intermediários de mediana evolução se prestam a auxiliar os Espíritos superiores no trabalho de assistência aos mais ignorantes, muitas vezes, o resultado almejado é muito facilitado pelo concurso de uma equipe encarnada. Esse é o caso do Espírito Marinho, referido por André Luiz.
Marinho foi sacerdote quando encarnado na Terra.
Sua mãe, que já o conduzira ao atendimento mediúnico em oportunidades anteriores, notando-lhe disposições modificadas e certo tédio diante da situação de desequilíbrio em que vivia, solicitou ao mentor Alexandre novo concurso mediúnico para o filho.
No dia do atendimento, Marinho foi conduzido ao círculo magnético da reunião mediúnica, onde foi necessária a colecta de forças mentais dos presentes e do organismo mediúnico, que envolveram a benfeitora materna de modo a torná-la visível ao filho, propiciando-lhe o reavivamento da emotividade positiva e renovadora.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 12, 2018 9:35 am

Explica o instrutor Alexandre a André Luiz que a doutrinação no ambiente dos encarnados é um recurso valioso nos casos em que é necessária a cooperação do magnetismo humano, para os necessitados que se encontrem cativos das zonas de sensação, na crosta do mundo.
Ao mesmo tempo, o recurso à mediunidade serve como ensinamento aos encarnados e exemplificação edificante.
O atendimento a seguir, descrito por André Luiz, é representativo de situações como aquelas a que nos referimos: [...]
Quando a hora de amor cristão aos desencarnados começou a funcionar, os orientadores trouxeram Gaspar (Espírito obsessor) à organização medianímica, a fim de que pudesse ele recolher algum benefício, ao contacto dos companheiros materializados na experiência física, que lhe haviam fornecido energias vitalizantes, tal como acontece às flores que sustentam, sem perceber, o trabalho salutar das abelhas operosas.
Reparei que os sentidos do insensível perseguidor ganharam inesperada percepção.
Visão, audição, tacto e olfacto foram nele subitamente acordados e intensificados.
Parecia um sonâmbulo, despertando.
À medida que se lhe casavam as forças às energias da médium, mais se acentuava o fenómeno de reavivamento sensorial. [...]
Escutando agora, com aguçada sensibilidade, conversou detidamente com o doutrinador. [...]
A gama de Espíritos atendidos nos grupos mediúnicos é ampla.
Há os que nem sequer percebem que desencarnaram.
Outros há que desencarnaram em acidentes terríveis e precisam do choque anímico que proporciona o contacto com o médium para que possam ter seus perispíritos recompostos.
Outros, ainda, empedernidos no mal, não aceitam aproximação e contacto com os bons, sendo atraídos para o grupo medi- único, muitas vezes, de modo imperceptível para eles.
Outros integram grupos de enfrentamento ao Espiritismo que vêm ameaçar os trabalhadores da mediunidade, sendo beneficiados, sem o esperar, por meio do esclarecimento e do magnetismo, elementos que contribuem para promover mudanças de rumos em suas vidas, seja pela reencarnação, seja pelo remorso e desejo de reconstrução interior, seja pela imersão em estado de sono provocado.
Um grande et cetera teria que ser aqui colocado, pois são muitos os motivos que desencadeiam a necessidade do atendimento mediúnico aos Espíritos necessitados desencarnados.
A série André Luiz está repleta de exemplos esclarecedores a esse respeito.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Deus em nós

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 12, 2018 8:26 pm

por Americo Domingos Nunes Filho

O amoroso Mestre Jesus revelou-nos que o “Reino de Deus” está dentro de nós (Lucas 17:21), o que foi ressaltado pelo “Apóstolo dos Gentios”, Paulo, arrematando:
“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus e que não sois de vós mesmos?”. (1 Coríntios 6:19)
No momento de nossa formação na Eternidade, o Excelso Criador nos concedeu imensidade de potencialidades, as quais são despertadas e exteriorizadas, nas inumeráveis reencarnações, ascendendo os seres paulatinamente os degraus sublimes da evolução espiritual.
Portanto, Deus vive em nós e o Seu Absoluto Amor será ainda inteiramente vivenciado, concedendo-nos sem-fim as dádivas da felicidade e da paz.
Avançando no crescimento espiritual, depois da eclosão da razão e da responsabilidade, com todo o seu contingente de elementos morais, sobressaindo as bases seguras do raciocínio e da intelecção, exterioriza-se a intuição, expressão mais pura do “Eu Superior” ou “Centelha Divina em nós”.
Então, com a razão intelectual cedendo lugar à intuição, a busca da verdade mediante a análise será percebida interiormente através da síntese.
Exemplificando a manifestação da faculdade intuitiva, citamos primeiramente duas passagens da Bíblia:1 ´
- O Evangelho de Mateus (16: 13-17) faz menção ao episódio significativo do afloramento do poder intuitivo dos discípulos, suscitado por Jesus, quando o Mestre lhes pergunta:
"Quem os homens dizem que o Filho do homem é?”
Eles responderam:
Alguns dizem que é João Baptista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.
E vocês?, perguntou ele, quem vocês dizem que eu sou?
Simão Pedro respondeu:
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo".
Respondeu Jesus:
"Feliz é você, Simão, filho de Jonas!
Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus” (os grifos são nossos).
Naquele momento, em Pedro, manifestava-se a intuição.
O “Eu interior” do discípulo exteriorizava-se, testemunhando a realidade da presença do “Ungido”, o Messias prometido no seio terreno.
Jesus, depois, advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo.
A seguir, confirma o Mestre a revelação intuitiva de Pedro e acrescenta:
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...” (Mateus 16:18)
Algumas considerações podem ser explanadas:
Primeiramente, o Mestre, com essas palavras endereçadas a Pedro, reafirma que o Cristianismo seria por excelência a religião da fé e da intuição, alicerçada na pedra, símbolo da presença viva de Jesus no íntimo de cada ser.
Por sua vez, o termo latino “ecclésia” (convocação) foi traduzido erroneamente como igreja, desde que as primeiras comunidades cristãs não tinham semelhanças com as religiões organizadas:
não possuíam templos, nem pompas, nem rituais, nem dogmas, nem sacerdócio remunerado.
Estavam bem próximas, em verdade, das actividades realizadas hodiernamente nos centros espíritas;
2- O último exemplo vem do Evangelho de João, exactamente no capítulo 11, versículos 51-52, quando, em uma reunião do Sinédrio, Caifás, o sumo sacerdote, afirma que “Jesus morreria pela nação judaica, e não somente por aquela nação, mas também pelos filhos de Deus que estão espalhados, para reuni-los num povo”.
O evangelista ressaltou que o religioso “não disse isso de si mesmo”.
Certamente, afastando a possibilidade da mediunidade, podemos enfatizar que, naquele momento, o “Cristo Interno” ou “Eu Divino” de Caifás se projectava, afirmando algo que se encontrava armazenado nos refolhos mais íntimos do seu ser.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 12, 2018 8:27 pm

Felizes são as criaturas que, em decorrência da evolução espiritual, através das sucessivas reencarnações, apresentam, com maior facilidade, lampejos do “inconsciente puro” ou zona mais interna do psiquismo, como aconteceu com célebres personalidades, como Carl Gustav Jung, eminente psicanalista, discípulo de Freud, que, entrevistado pela BBC de Londres, já idoso, exibe diante de todos os ouvintes sua marcante faculdade intuitiva.
Foi-lhe perguntado se acreditava em Deus, e o insigne cientista afirmara:
“Eu não acredito em Deus. Eu sei!”
Sabemos que acreditar é uma coisa, já saber é outra bem diferente.
Jung tinha certeza da existência da Divindade, porquanto ele a sentia dentro de si mesmo, de antemão conquistara o “Reino de Deus” que está dentro de nós.
Jesus disse a Tomé:
”Porque me viste, creste?
Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).
Outro ser intuitivo foi Jean-François Champollion, famoso decifrador da escrita hieroglífica e que, desde os 10 anos de idade, era chamado de “O Egípcio”, pelo motivo de ostentar aspecto físico semelhante a um árabe e por devotar profunda identidade com as coisas do Antigo Egipto.
Na casa do conhecido físico e matemático Joseph Fourier, o menino Champollion, com 11 anos de vida, observando as vetustas inscrições egípcias, perguntou ao Professor se alguém podia decifrá-las, recebendo, de imediato, a negativa do sábio.
Pois bem, das profundezas do seu psiquismo, exteriorizou-se uma profunda determinação, afirmando que, dentro de alguns anos, “quando for grande, eu os lerei”.
Mais tarde, saindo da adolescência, é aclamado membro da Academia de Grenoble.
Voltando a Paris, na carruagem, junto com seu irmão, mais uma vez reafirma a certeza de que decifraria os hieróglifos, o que verdadeiramente aconteceu.
Ele sabia intuitivamente que tinha domínio da escrita antiga dos habitantes do Nilo, possibilitando ressuscitar o pensamento dessa estranha e mística civilização, trazendo para o presente a grandeza de uma época transacta.
Outra personalidade eminente da arqueologia foi o alemão Heinrich Schliemann, o qual, assim como Champollion, era portador igualmente da faculdade intuitiva.
Aos 7 anos de idade, vendo uma gravura a respeito da guerra de Troia e cientificado pelo seu progenitor da incerteza de realmente ter existido tal facto, o ardoroso menino, circunspecto, exclamou que descobriria a cidade de Páris e Priamo.
Pois bem, dedicou toda a sua vida nessa tão aguardada empreitada e tudo que se relacionasse com a Antiga Grécia chamava a atenção do idealista alemão.
Em 1868, com 46 anos de vida, abandona seus negócios e parte para a Grécia. Dominando inteiramente a língua grega, parecia um nativo e, à vontade, se comportava como um verdadeiro helênico.
Seu desejo era encontrar Troia e, quando se deparou com a colina de Hissarlik, intuitivamente sabia ser ali o lugar onde se encontrava submersa a tão amada cidade, a qual, desde criança, tinha certeza de encontrar.
Escavando nesse monte, impulsionado pela vontade férrea de provar algo que sabia ter existido, Schliemann descobriu nove cidades subterrâneas, estando Troia situada nas ruínas de uma delas.
O que se pensava ser ficção era realidade.
Através do idealista arqueólogo alemão, o historiador Homero, com sua Ilíada e Odisseia, foi legitimado.
Através da intuição, “Deus dentro de nós” se corresponde com “Deus em tudo”, penetrando na essência dos factos e das realidades.
Portanto, trata-se de uma capacidade psíquica inconsciente poderosa e profunda, emergindo no mundo consciente, aflorando à mente espontaneamente, sem qualquer transmissão exterior.

Nota do Autor:
Para mais subsídios referentes ao tema em tela, sugiro leitura da obra de minha autoria intitulada “Reencarnação-questão de lógica”, publicado pela Editora EME.

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ARTIGOS DIVERSOS II - Página 40 Empty Amizade

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 13, 2018 9:39 am

por Flávio Bastos do Nascimento

“Amigo é coisa para se guardar…”
Amigo é alguém que escolhemos para ser nosso irmão, morando em casas diferentes.
Aquela pessoa sempre presente, mesmo ausente.
A conversa pode ter sido interrompida há alguns anos, mas quando nos reencontramos, não perdemos o fio da meada e a prosa segue como se fosse ontem.
Quem tem apoio de um amigo tem mais confiança em si e na vida.
Não à toa amizade rima com bondade, caridade e felicidade.
Ainda que distantes geograficamente, espiritualmente estão próximos, pelas ondas do pensar e do sentir.
Vale lembrar o que o nobre Codificador nos legou a respeito do assunto.

Em O Livro dos Espíritos:
“289. Nossos parentes e amigos costumam vir-nos ao encontro quando deixamos a Terra?
“Sim, os Espíritos vão ao encontro da alma a quem são afeiçoados.
Felicitam-na, como se regressasse de uma viagem, por haver escapado aos perigos da estrada, e ajudam-na a desprender-se dos liames corporais.
É uma graça concedida aos bons Espíritos o lhes virem ao encontro os que os amam, ao passo que aquele que se acha maculado permanece em insulamento, ou só tem a rodeá-lo os que lhe são semelhantes.
É uma punição”.

342. No momento de reencarnar, o Espírito se acha acompanhado de outros Espíritos seus amigos, que vêm assistir à sua partida do mundo incorpóreo, como vêm recebê-lo quando para lá volta?
“Depende da esfera a que pertença.
Se já está nas em que reina a afeição, os Espíritos que lhe querem o acompanham até o último momento, animam e mesmo lhe seguem, muitas vezes, os passos pela vida em fora.”

343. Os que vemos, em sonho, que nos testemunham afecto e que se nos apresentam com desconhecidos semblantes, são alguma vez os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida?
“Muito frequentemente são eles que vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado.”

414. Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono?
“Certo, e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se.
Podeis ter, sem que o suspeiteis, amigos em outro país.
É tão habitual o facto de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas.”

417. Podem Espíritos encarnados reunir-se em certo número e formar assembleias?
“Sem dúvida alguma.
Os laços, antigos ou recentes, da amizade costumam reunir desse modo diversos Espíritos, que se sentem felizes de estarem juntos.”
Pelo termo antigos se devem entender os laços de amizade contraída em existências anteriores.
Ao despertar, guardamos intuição das ideias que haurimos nesses colóquios, mas ficamos na ignorância da fonte donde promanaram.

488. Os parentes e amigos, que nos precederam na outra vida, maior simpatia nos votam do que os Espíritos que nos são estranhos?
“Sem dúvida, e quase sempre vos protegem como Espíritos, de acordo com o poder de que dispõem.”
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, item 3:
“Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo.
Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo.
A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude.
Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias.
Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo”.

Ora, se Jesus nos recomendou o amor aos inimigos, que tipo de sentimento não deveremos nutrir com relação aos amigos...
Amizade é o amor que cresce com a idade, é o vínculo que nos irmana, que aproxima os corações, é querer bem, é cuidar, cultivar, torcer pelo sucesso, não só material – até, principalmente, pelo êxito espiritual.
Ter amigos é possuir amparo, aconchego, afago, apoio e estímulo; amizade, enfim, pode ser comparada ao oásis, fonte de água pura que fornece a linfa para nossa subsistência em meio à aridez de tantas almas.

§.§.§- Ave sem Ninho
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