ARTIGOS DIVERSOS I

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ACÇÃO DAS TREVAS EM GRUPOS ESPÍRITAS.

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2016 8:06 pm

Na mensagem abaixo não consta o autor e nem mesmo o Centro Espírita no intuito de preservar sua identidade e, assim sendo, evitar represálias daqueles que não crêem na vida após a morte.
Encaminho a vocês para que repassem àqueles que acreditam e, principalmente, àqueles que fazem algum trabalho em alguma casa espírita.
Infelizmente, muitos de nós acreditamos que pelo simples facto de sermos espíritas as “portas do paraíso” já estão escancaradas (hum….) e deixamos que nosso ego fale mais alto em nossos trabalhos quando deveríamos deixar que apenas o AMOR e a HUMILDADE fossem nosso guia.
Para mim, este e-mail caiu como uma luva!!!!!
Um super abraço e que tenhamos uma semana repleta de paz e de luz!

“Prezados irmãos.
Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor.
Quando nos propomos a falar da Acção das Trevas nos Grupos Espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.
No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.
Eu estava presente na reunião na qual essa entidade se manifestou.
Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse:
“Seja bem vindo meu irmão!”.
Ele respondeu:
”em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento.
Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece.
Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.
Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse:
“mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”.
Ele respondeu:
“muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto”.
Ela disse:
“Sim”.
“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente?
Só porque eu penso diferente de você.
Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim?
Quem é que cuida de você?
Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu.
Porque eu faço o mal?
Porque sou combatente das ideias de Jesus?
Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.
Outro doutrinador disse:
“meu irmão, é preciso amar”.
O Espírito respondeu:
“acabou o argumento.
Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”.
“Mas o amor não é ladainha meu irmão”.
“Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa?
Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos.
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2016 8:07 pm

Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo?
O senhor nem me conhece.
Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse:
“Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces.
Nós temos plena consciência daquilo que somos.
Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.
“O Espírito respondeu:
“até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade.
Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.

COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?
Como vimos, os verdadeiros representantes das trevas além de maldosos são, também, extremamente inteligentes.
São Espíritos que não estão muito preocupados com as Casas Espíritas.
Eles têm suas bases nas regiões da Sub-Crosta.
São Espíritos que estiveram envolvidos, por exemplo, na 1ª e 2ª guerras mundiais.
São os mentores intelectuais de inúmeros ditadores que já passaram pelo mundo, porque eles têm um plano muito bem elaborado, que é o de dominar o mundo.
Os grupos espíritas não apresentam tanto perigo para eles.
Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas.
Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal, nós estamos falando destes Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral.
Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas.
Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles.
Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas actividades desses grupos.

Para ilustrar vou contar para vocês um facto verídico ocorrido numa Casa Espírita.

Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo:
“Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês.
Vamos para o outro grupo”.

Houve silêncio até que alguém perguntou:
“Vocês não vão mais nos obsediar, porquê?”.
O Espírito respondeu:
“existe nesta casa, tanta maledicência, tanta preguiça, tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, você mesmos são obsessores uns dos outros”.

PORQUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A ACÇÃO DAS TREVAS?
FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?

No livro a “Arte da Guerra” está escrito:
“se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas.
Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota.
Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2016 8:08 pm

Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma.
Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si.
Negam a transformação interior.
Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas.
Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles.
Para isso é preciso reflectirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda acção das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós.
É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.

E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?
Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio.
Uma Casa Espírita como esta, possui o seu campo de protecção, uma cerca eléctrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados.
Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflituando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram.
Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas, as entidades dos mal já entraram.
O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem.
A acção do bem em nossa vida é fundamental.
Por exemplo:
o Umbral não é causa, o Umbral é efeito.
Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores.
No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é consequência.
Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores.
Existe, sim, a protecção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.

COMO É QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?
• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.
• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual..
• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.
• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos, para verificar se os três itens anteriores estão realmente acontecendo .
” O mal não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam”. Emmanuel

FONTE- REDE SOCIAL ESPIRIT BOOK
Mensagem recebida em 19 de Abril de 1935

FIM...

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O QUE QUER DIZER “O VERDADEIRO ESPÍRITA?"

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2016 7:23 pm

Um companheiro de Doutrina chamou a atenção para um artigo, sob o título em epígrafe, objecto de acirrada discussão num grupo de estudo do centro.
Ele se referiu, na ocasião, a um gesto costumeiro em nosso meio por parte das pessoas que afirmam que não são Espíritas, mas estão tentando sê-lo.
Achei a matéria interessante para reflexão, pois percebi nas entrelinhas um grande esforço do autor em despertar os Espíritas para o perigo da interpretação literal dos textos que, neste caso, pode dar asas ao moralismo ou à intransigência dos que acham que, para ser espírita, a pessoa não pode ter defeitos; ou, então, o contrário, desde que tenha elevadas virtudes morais, já é espírita.
Nem uma coisa, nem outra, com certeza.
A expressão do pensamento, por mais elaborada, sempre esbarra na limitação da linguagem e, consequentemente, no emaranhado das interpretações, que seguem ao sabor das conveniências.
Veja como Allan Kardec escreveu "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."1
Entendemos que, ao dizer "verdadeiro espírita", Kardec estava se referindo ao ideal do Espiritismo, ou seja, à meta que o Espiritismo quer alcançar em relação aos seus adeptos, e essa meta ele a coloca no esforço em a pessoa se melhorar e nas transformações que ela quer atingir.2
E, ao comentar o tema "Pecado por Pensamento e Adultério", no Evangelho,3 estabelece um interessante critério para se ter uma ideia do desenvolvimento moral das pessoas, ao afirmar:
"A pessoa, que nem sequer concebe o mau pensamento, já realizou o progresso; aquela que ainda tem esse pensamento, mas o repele, está em vias de realizá-lo; e, por fim, aquele que tem esse pensamento e nela se compraz, ainda está sob toda a força do mal.
Numa, o trabalho está feito; nas outras, está por fazer".
Esse é o caminho natural que nós, os espíritas, vamos percorrer, por força do ideal que abraçamos.
Assim, Kardec entendia que, desde que uma pessoa se inteirasse da finalidade do Espiritismo, ela já teria motivos suficientes para iniciar essa caminhada.
Para tanto, por um compromisso consigo mesma, passaria a se esforçar para se tornar melhor e contribuir, assim, para o melhoramento da humanidade.
Mas, entre a expectativa e a realidade há uma significativa distância.
Nós, espíritas, não somos melhores ou superiores aos não-espíritas, só pelo facto de aceitarmos as ideias que o Espiritismo nos transmite.
É preciso muito mais.
No entanto, o facto de não correspondermos inteiramente ao ideal que abraçamos não nos tira o qualificativo de espíritas; apenas não nos dá a condição de bons espíritas ou espíritas verdadeiros, como quer Kardec.
Espírita, na verdade, é toda pessoa que aceita os princípios básicos da doutrina, conforme as obras de Allan Kardec, mas não é necessariamente só aquele que aplica esses princípios em sua vida.
Daí podermos dizer que, não havendo esforço em se fazer merecedor desse qualificativo, não se trata de um bom espírita.
Em artigo da Revista Espírita, escrito em agosto de 1865, chamado "O que ensina o Espiritismo", Kardec reconhece o quanto é difícil para nós alcançar uma só virtude numa encarnação.
Mas, ele não desiste dessa pretensão; pelo contrário, acredita nela, e quer que os espíritas insistam nessa luta interior para o seu progresso moral, como vemos no item 350 de O Livro dos Médiuns:
"De que serve acreditar na existência dos Espíritos, se essa crença não torna o homem melhor, mais benevolente e mais indulgente para com seus semelhantes, mais humilde, mais paciente na adversidade?
(...) Todos os homens poderiam crer nas manifestações e a humanidade permanecer estacionária; mas tais não são os desígnios de Deus".
Logo, ao usar a expressão "verdadeiro espírita", Kardec se referia aos espíritas que já assumiram consigo mesmos o compromisso de se melhorar, o que não aconteceria quando - aceitando, admirando e até divulgando a doutrina - ainda não empregamos nenhum esforço naquele sentido.

1- O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, 4.
2- O Livro dos Espíritos, cap. III, 28.
3- O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII.

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UMBRAL - ZONA PURGATORIAL

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 09, 2016 7:38 pm

Um Espírito desencarnado contemplará tão-somente, por tempo equivalente à conturbação em que se encontre, os quadros terríficos que lhe digam respeito às culpas contraídas, sem capacidade para observar paisagens de outra espécie; escutará exclusivamente vozes acusadoras que lhe testemunhem os compromissos inconfessáveis, sem possibilidade de ouvir quaisquer outros valores sónicos.
Tanto quanto poderá recordar apenas acontecimentos que se lhe refiram aos padecimentos morais, com absoluto olvido de factos outros, até mesmo daqueles que se relacionem com a sua personalidade, motivo pelo qual se fazem tão raros os processos de perfeita identificação individual, na generalidade das comunicações mediúnicas, com entidades dementadas ou sofredoras, comummente estacionárias no monoideísmo que as isola em tipos exclusivos de recordação ou emoção, de vez que, nessas condições, o pensamento contínuo que lhes flui da mente, em circuito viciado sobre si mesmo, age coagulando ou materializando pesadelos fantásticos, em conexão com as lembranças que albergam.
E esses pesadelos não são realmente meras criações abstractas, porquanto, em fluxo constante, as imagens repetidas, formadas pelas partículas vivas de matéria mental, se articulam em quadros que obedecem também à vitalidade mais ou menos longa do pensamento, justapondo-se às criaturas desencarnadas que lhes dão a forma e que, congregando criações do mesmo teor, de outros Espíritos afins, estabelecem, por associações espontâneas, os painéis apavorantes em que a consciência culpada expia, por tempo justo, as consequências dos crimes a que se empenhou, prejudicando a harmonia das Leis Divinas e conturbando, concomitantemente, a si mesma.
Obliterados os núcleos energéticos da alma, capazes de conduzi-la às sensações de euforia e elevação, entendimento e beleza, precipita-se a mente, pelo excesso da taxa de remorso nos fulcros da memória, na dor do arrependimento a que se encarcera por automatismo, conforme os princípios de responsabilidade a se lhe delinearem no ser, plasmando com os seus próprios pensamentos as telas temporárias, mas por vezes de longuíssima duração, em que contempla, incessantemente, por reflexão mecânica, o fruto amargo de suas próprias obras, até que esgote os resíduos das culpas esposadas ou receba caridosa intervenção dos agentes do amor divino, que, habitualmente, lhe oferecem o preparo adequado para a reencarnação necessária, pela qual retornará ao aprendizado prático das lições em que faliu.
É dessa forma que os suicidas, com agravantes à frente do Plano Espiritual, como também os delinquentes de variada categoria, padecem por largo tempo a influência constante das aflitivas criações mentais deles mesmos, a elas aprisionados, pela fixação monoidéica de certos núcleos do corpo espiritual, em detrimento de outros que se mantêm malbaratados e oclusos.
E porque o pensamento é força criativa e aglutinante na criatura consciente em plena Criação, as imagens plasmadas pelo mal, à custa da energia inestancável que lhe constitui atributo inalienável e imanente, servem para a formação das paisagens regenerativas em que a alma alucinada pelos próprios remorsos é detida em sua marcha, ilhando-se nas consequências dos próprios delitos, em lugares que, retendo a associação de centenas e milhares de transviados, se transformam em verdadeiros continentes de angústia, filtros de aflição e de dor, em que a loucura ou a crueldade, juguladas pelo sofrimento que geram para si mesmas, se rendem lentamente ao raciocínio equilibrado, para a readmissão indispensável ao trabalho remissor.

Texto extraído do Livro Evolução em Dois Mundos, Chico Xavier (ditado pelo espírito André Luiz), p. 1, cap. 16, pág. 127

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PORQUE O ESPÍRITO FICA VAGANDO?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 10, 2016 7:38 pm

- Estado de Pertubação

Um espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que esta sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares.
Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão directo para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo.
Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.

- Presos à Matéria

Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos.
Ex: bebidas, cigarros, etc.
Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, suga a sua energia.
Deixando-a, cada dia mais debilitada, começam a surgir às doenças.

- Região de Sombra e Dor

Quando o espírito comete delitos graves aqui na Terra (assassinatos, crimes) ele é atraído para regiões de sombra e dor, o chamado umbral, onde pelo sofrimento chegará um dia ao arrependimento e o desejo de reparar o mal praticado, e então será socorrido por espíritos bons que irão retirá-lo de lá e serão conduzidos a postos de atendimento espiritual conhecido como colónias.
(...)Por não admitir o renascimento a maioria das igrejas não tem outra saída, a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos ressuscitarão, para o julgamento colectivo do juízo final.
Como nada prende um espírito, ele sai por aí para fazer o que quiser.
Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação há muito tempo.
É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e actos aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento.
Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar esses espíritos para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer a Verdade que os libertará das falsas doutrinas e das falsas promessas.

Fonte: Blog Tempo de reflectir

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SER ESPÍRITA.....

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 11, 2016 7:55 pm

O que é ser espírita?
Muitas vezes quando dizemos ser espíritas as pessoas nos perguntam o que é o espiritismo, quais nossas crenças, se acreditamos em Deus ou em Jesus, e por ai vai…

Mas nós sabemos o que é ser espírita?
Bem creio que vocês saibam, pois o espiritismo é para cada um algo de importância moral.
Allan Kardec afirmou, em O Evangelho segundo o Espiritismo, que o verdadeiro Espírita é reconhecido pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas más tendências.
O espiritismo é uma doutrina revolucionária que traz a fé raciocinada, pautada em revelações dos espíritos trazidas através da codificação de Allan Kardec em suas 5 obras básicas.
Delas Kardec discorre sobre todos os assuntos quotidianos que enfrentamos e chega até a questões religiosas e científicas complexas, tudo com explicações lógicas e intuitivas trazidas pelos amigos espirituais.
Daí podemos perceber a proposta da doutrina espírita através do pedido de Kardec em suas obras para a auto crítica e a auto-análise de nossos actos, de nossas crenças.
Kardec nos convida à elevação da conduta moral do ser, a fim de se progredir na escala evolutiva que é lei primeira do universo.

Ser espírita significa o olhar interior, a localização e a aceitação de nossa condição e a busca pela melhora e evolução de nossas aptidões e defeitos.
Entendemos que não existe o “CERTO” ou o “ERRADO” e sim a “ACÇÃO” e a “REACÇÃO” , lei de constante aplicação em nossas vidas e causador das nossas sucessivas necessidades de reencarnar e progredir.

Por fim, gostaria de deixar a reflexão para cada um de vocês…
Perguntem-se, internamente, para você… o que é ser espírita?

Muita Paz!

Fonte: Site Espiritismo da alma (Página de conteúdo Espírita cristão com base na doutrina codificada por Kardec)

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REENCARNAÇÃO: ELA SE COMPLETA DE FACTO AOS SETE ANOS!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 12, 2016 7:53 pm

A Reencarnação segundo a etimologia da palavra significa o ingresso repetido num involucro físico ou carnal.
Então, pode-se dizer que reencarnação é o retorno da alma ou espírito à vida corpórea, num novo corpo físico.
Em cada existência temos a oportunidade de ter novas experiências e de progredir com o objectivo de alcançar a perfeição, sendo assim, cada encarnação é um recomeço, uma nova oportunidade de reeducação espiritual.
A Reencarnação não é uma criação do espiritismo.
É um conhecimento milenar, vinda do oriente e de outras partes do mundo, alguns séculos antes de Jesus Cristo.
Quando o espiritismo trouxe novamente a ideia da reencarnação como um princípio, a reencarnação ganhou espaço dentro da ciência, e hoje temos diversas pesquisas extraordinárias desenvolvidas oficialmente dentro de universidades, por cientistas, anatomistas, sobre o tema, legitimadas com a descoberta científica do campo de vida, que é o responsável pela construção, organização de todo corpo físico.
Este campo de vida também é conhecido com o nome de períspirito, que faz a ligação do espírito ao corpo, e que acontece em regra geral na hora da fecundação.
Mas o espírito também pode começar a se ligar antes, durante ou depois da fecundação.
Este é o motivo pelo qual o espiritismo é contra o aborto, pois a partir da ligação do espírito ao corpo, materializa-se o processo de reencarne.
Abortar não é somente um crime perante a lei dos homens e de Deus, mas também negar a oportunidade da reencarnação e, portanto da evolução, pois o espírito perderá a chance de uma nova existência corporal, tendo que esperar para recomeçá-la em outra oportunidade.
A forma do corpo é determinada pela característica hereditária do material genético dos progenitores e seus antepassados, mas a construção e a organização do corpo físico são executadas pelo períspirito, que segue a ordem reencarnatória, num automatismo da natureza.
É neste processo de construção do corpo que pode se formar alguma deficiência física, caso exista alguma desarmonia em determinada região do períspirito, causada pelo impacto traumático construído durante a encarnação anterior.
Assim sendo, agressões feitas a si mesmo como suicídio, acidentes, excessos de toda ordem, utilizações de drogas, entre outros, marcam o corpo físico com defeitos e doenças que deverão ser superados ao longo da encarnação.
A reencarnação e o inicio na vivencia corporal é composta por varias fases.
André Luiz, no livro, “Missionários da Luz”, nos esclarece que: a reencarnação inicia-se na fecundação e se completa por volta dos sete anos de idade, já que é um processo e, portanto, não possui um ponto limite, uma fronteira a não ser seu início e seu fim.
A prova disso é que a memoria extra cerebral, a maior lembrança de criança é até os 7 anos de idade.

Anete Guimarães medica e espírita, comenta em sua palestra sobre reencarnação, algumas fases de desenvolvimento do espírito e da criança, conforme abaixo:
a) Inicia-se no mundo espiritual a preparação do espírito que irá encarnar;
b) Após a Fecundação, gravidez e do nascimento teremos o abaixo:
c) De 0 a 6 meses de vida, o espírito fundamenta o seu “eu” e forma a base da sua personalidade.
Neste período ele passa a maior parte do tempo dormindo, pois está se adaptando a sua nova encarnação.
Esta fase é fundamental para o seu equilíbrio e se houver algum problema como: violência física, verbal ou rejeição, poderá surgir no futuro transtornos psicológicos de alta gravidade, pois ainda tem a consciência de sua vida adulta anterior e que irá influenciar muito no comportamento emocional do adulto.
d) Entre 6 meses e 4 anos de vida, o espírito já começa a ter a consciência de sua nova vida actual, desenvolve o reconhecimento das pessoas que vivem ao seu redor.
É comum a lembrança de suas experiências passadas e por isso às vezes são vistos como génios.
Eles têm intensa atividade cerebral e multiplicação de neurónios.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 12, 2016 7:54 pm

e) De 4 a 7 anos de idade, começam a estabelecer as hierarquias, o julgamento de valores, as preferências afectivas, a sua personalidade.
Por isso é uma fase perfeita para sua educação moral e espiritual.
f) Aos 7 anos o sistema orgânico (corpo) já está totalmente ligado ao espírito.
Nesta fase se houver algum problema psicológico, emocional ou violência física, é considerado de baixa gravidade, pois a personalidade da criança em termos estruturais já estará formada.
Havendo desencarne durante a fase infantil, é importante compreender que a reencarnação e a Justiça Divina estão ligadas a este acontecimento.
Não há nenhuma injustiça por se tratar de uma criança.
Dependendo da fase em que ocorre o desencarne, o espírito ao se desligar, vai ao mundo espiritual como adulto ou como criança, conforme abaixo:
a) Ocorrendo o desencarne na fase de 0 a 4 anos o espírito retorna como adulto, levando consigo a consciência do encarne anterior, pois não perdeu totalmente a sua lucidez.
b) Se ocorre após os 4 anos, o espírito retorna ao mundo espiritual como criança e completa as fases do seu desenvolvimento no mundo espiritual até retornar a fase da consciência adulta, podendo então prosseguir em sua caminhada rumo a evolução.
Por isso é um equivoco nos preocupamos mais em como falar com uma criança a partir dos 4 anos, quando na verdade deveríamos nos preocupar com ela desde a noticia da gravidez, pois até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para nova existência.
Nessa etapa ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica.
Suas recordações da existência anterior são, por isso, mais vivas, tornando-se mais susceptível de renovar o carácter e estabelecer um novo caminho nesta reencarnação.
Para concluir este assunto não podemos deixar de falar da justiça divina perante a reencarnação.
Segundo Kardec no livro dos espíritos item 171, todos os Espíritos estão destinados à perfeição, e Deus lhes fornece os meios de alcançá-la pelas provações da vida corporal.
Mas, na sua justiça, lhes permite cumprir, em novas existências, o que não puderam fazer, ou acabar, numa existência anterior.
Pensemos! Não estaria de acordo com a igualdade entre todos os seus filhos, nem com a justiça, nem com a bondade de Deus, condenar para sempre os que encontraram no próprio meio em que viveram, obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade.
Se a sorte do homem estivesse irrevogavelmente fixada após a morte, Deus não teria pesado as acções de todos, numa única e mesma balança e não agiria com imparcialidade.
A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem diversas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que fazemos da justiça de Deus em relação aos homens que se acham numa condição moral inferior; a única que pode nos explicar o futuro e estabelecer esperança de um futuro melhor, porque nos oferece o meio de resgatar nossos erros por novas experiências educativas.
O homem que tem consciência de sua inferioridade encontra na doutrina da reencarnação uma esperança consoladora.
Se acredita na justiça de Deus, não pode esperar achar-se, perante a eternidade, em pé de igualdade, com aqueles que agiram melhor do que ele.
Contudo, o pensamento de que essa inferioridade não o exclui para sempre do bem supremo que conquistará mediante novos esforços o sustenta e lhe reanima a coragem.
Quem é que, no término de sua caminhada, não lamenta ter adquirido muito tarde uma experiência que não pode mais aproveitar?
Porém, essa experiência tardia não está perdida; tirará proveito dela numa nova vida.

https://www.facebook.com/araoelea.oliveira/videos/1708254832744958/

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Animismo - Estudando a Mediunidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 13, 2016 7:12 pm

Reveste-se de profunda sabedoria e oportunidade as palavras do Assistente Àulus, no capitulo «Emersão do passado», quando afirma que muitos espíritos «vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelarem preciosas oportunidades de realização do bem».
Efectivamente essa é a verdade.
Muitos companheiros se mostram incapazes de remover os obstáculos criados pelo animismo, destruindo, assim, magnífica oportunidade de ajudarem elementos que, buscando os centros espíritas nessas condições, poderiam, posteriormente, contribuir em favor dos necessitados.
Que é Animismo?
Essa pergunta deve ser colocada em primeiro plano, no presente capítulo, como ponto de partida para as nossas singelas considerações.
Animismo é o fenómeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, «de onde recolhe as impressões de que se vê possuída».
A cristalização da nossa mente, hoje, em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a manifestação de fenómenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada no passado, se exterioriza no presente.
A lei é sempre a mesma, agora e em qualquer tempo ou lugar.
Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o médium, naturalmente o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo subconsciencial, fenómeno esse motivado pelo contacto magnético, pela aproximação de entidades que lhe partilharam as remotas experiências.
No fenómeno anímico o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar.
O médium nessas condições deve ser tratado «com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam» .
Por isso, a direcção de trabalhos mediúnicos pede, sem nenhuma dúvida, muito amor, compreensão e paciência - virtudes que, somadas, dão como resultado aquilo que os instrutores classificam como «TACTO FRATERNO», a fim de que não sejam prejudicados os que em tais condições se encontram.
Se o dirigente de sessões mediúnicas não é portador de sincera bondade, acreditamos que pouco ou nenhum benefício receberá o médium no agrupamento.
O médium inclinado ao animismo é um vaso defeituoso, que «pode ser consertado e restituído ao serviço», pela compreensão do dirigente, ou destruído, pela sua incompreensão.
Reajustado, pacientemente, com os recursos da caridade evangélica, pode transformar-se em valioso companheiro.
Incompreendido, pode ser vitimado pela obsessão.
Nos fenómenos psíquicos, comuns nos agrupamentos mediúnicos, há, por conseguinte, de se fazer a seguinte distinção:
- Factos anímicos,
- Factos espiríticos.
Factos anímicos são, como já acentuamos, aqueles em que o médium, sem nenhuma ideia preconcebida de mistificação, recolhe impressões do pretérito e as transmite, como se por ele um Espírito estivesse comunicando.
Factos espiríticos ou mediúnicos, propriamente ditos, são aqueles em que o médium é, apenas, um veículo a receber e transmitir as ideias dos Espíritos desencarnados ou. ... encarnados.
O estudo e a observação ajudam-nos a fazer tal distinção.
Uma pessoa encarnada também pode determinar uma comunicação mediúnica, isto é, fazer que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e as reproduza pela escrita ou pela palavra.
Em face da lei de sintonia, pessoas adormecidas igualmente podem provocar comunicações mediúnicas, uma vez que, enquanto dormimos, nosso Espírito se afasta do corpo e age sobre terceiros, segundo os nossos sentimentos, desejos e preferências.
Voltemos, porém, às considerações em torno da necessidade de os dirigentes e colaboradores do sector mediúnico se munirem de recursos evangélicos, a fim de que as tarefas assistenciais, a seu cargo, apresentem aquele sentido edificante e construtivo que é de se almejar nas actividades espiritistas cristãs.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 13, 2016 7:13 pm

Vejamos a conclusão de André Luiz, ante as ponderações de Àulus e o exame do caso da senhora objecto da assistência do grupo do irmão Raul Silva:
«Mediúnicamente falando, vemos aqui um processo de autêntico animismo.
Nossa amiga supõe encarnar uma personalidade diferente, quando apenas exterioriza o mundo de si mesma.»
A fixação mental - assunto abordado no capitulo próprio, neste livro - provoca o animismo.
Imaginemos, agora, o que pode ocorrer se uma criatura em tais condições busca um núcleo mediúnico onde apenas funciona o intelectualismo pretensioso, seguido da doutrinação periférica, sem o menor sentido de fraternidade!
Ao invés de compreensão, tal criatura encontrará, sem dúvida, a ironia e a má vontade, acompanhadas, via de regra, do comentário maledicente.
Ao invés de companheiros interessados no seu reajustamento, encontrará verdugos fantasiados de doutrinadores.
Ao invés do socorro que se faz indispensável, ver-se-á defrontada, impiedosamente, por companheiros, às vezes até bem intencionados, que, em nome da «verdade», ou melhor, das «suas verdades», não lhe compreenderão o aflitivo problema.
Ouçamos o Assistente Àulus:
«Por isso, nessas circunstâncias, é preciso armar o coração de amor, a fim de que possamos auxiliar e compreender.
Um doutrinador cem TACTO FRATERNO apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse corretivo inoportuno, ao invés de socorro providencial.
Primeiro é preciso remover o mal, para depois fortificar a vitima na sua própria defesa.»
O doutrinador usará sempre do carinho fraterno, fazendo que as suas palavras, dirigidas ao espírito do próprio médium, levem o melhor que a sua alma prosa oferecer.
A consolação e a prece, seguidas do esclarecimento edificante, são os recursos aplicáveis ao caso.
Recorramos ao livro «Nos Domínios da Mediunidade», reproduzindo-lhe alguns tópicos relativos ao assunto:
«Solucionados diversos problemas alusivos ao programa da noite, eis que uma das senhoras enfermas cai em pranto convulsivo, exclamando:
- Quem me socorre? quem me socorre ?!...
E comprimindo o peito com as mãos, acrescentava em tom comovedor:
- Covarde? porque apunhalar, assim, uma indefesa mulher?
serei totalmente culpada?
meu sangue condenará o seu nome infeliz...»
Lembremos que André Luiz e Hilário, em companhia do assistente Àulus, visitam o grupo dirigido pelo irmão Raul Silva, e que a cena acima descrita aparece no capitulo «Emersão do passado».
Notemos que todos os indícios revelam, à primeira vista, as características de uma comunicação mediúnica.
Contudo, estamos apenas diante de um autêntico fenómeno de animismo.
A senhora enferma, com a mente cristalizada no pretérito, identifica-se com cenas desagradáveis, às quais está directamente ligada.
«Ante a aproximação de antigo desafecto, que ainda a persegue de nosso plano, revive a experiência dolorosa que lhe ocorreu, em cidade do Velho Mundo, no século passado.»
É ainda Àulus quem explica:
«Sem dúvida, em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque, ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemónicos tão somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento.
Para o psiquiatra comum é apenas uma candidata à insulinoterapia ou ao electrochoque; entretanto, para nós, é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo AMPARO MORAL E CULTURAL para a renovação intima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.»
Esse amparo moral, a que alude o Assistente, podemos defini-lo como paciência, carinho e consolo.
O cultural ser-lhe-á ministrado pelo estudo evangélico e doutrinário que, além do esclarecimento, operar-lhe-á a modificação dos centros mentais, reajustando-lhe a mente.
E, concluindo, é oportuno perguntemos:
Podem os serviços mediúnicos prescindir do Evangelho e da Doutrina?
A resposta cada um a encontrará na própria consciência..
.
Martins Peralva

§.§.§- Ave sem Ninho
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JESUS ENSINANDO AOS QUE NÃO SABEM "ORAR"....

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 14, 2016 7:28 pm

"Senhor, Ensina-nos a Orar"?
"De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11:1).

A oração é importante.
Todos os que querem seguir o Senhor sabem que a oração é parte essencial da vida do discípulo.
Entretanto, poucos oram e muitas vezes, quando oramos, parece que lutamos para nos expressarmos a Deus.
Embora possa parecer que a oração deveria vir a nossa boca como uma expressão confortável de nossa fé e confiança em Deus, ela frequentemente parece difícil, talvez ineficaz.
Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração.
Eles o viram frequentemente procurando um lugar deserto para falar com seu Pai.
Numa ocasião dessas, eles pediram sua ajuda.
Também desejamos comunicar- nos com Deus como seu filho estava fazendo.
"Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1).

Jesus fez como eles pediram.
Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo.
Ele orava frequentemente, fervorosamente e com grande fé naquele que estava ouvindo aquelas orações.
Através do exemplo de sua vida, ele está ainda nos ensinando a orar.
A resposta imediata de Jesus ao pedido dos apóstolos é encontrada em Lucas 11:2-4
Então, ele os ensinou:
Quando orardes, dizei:
Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso quotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo o que nos deve.
E não nos deixes cair em tentação.
Nem esta oração, nem a semelhante encontrada em Mateus 6:9-13, são destinadas a repetição palavra por palavra.
Jesus não estava ensinando palavras para serem memorizadas e recitadas; ele estava ensinando a orar.
Ele deu um exemplo que mostra que tipo de coisas devemos incluir em nossas orações.

Devemos:
1. Reverenciar e glorificar a Deus:
"Pai, santificado seja o teu nome".
Grandes orações de grandes homens e mulheres são sempre proferidas com grande respeito a Deus.
Quando Moisés, Ana, Davi, Daniel, Neemias e outras importantes personagens da era do Velho Testamento oraram, começaram com declarações de genuína reverência a Deus, como criador e comandante do universo.

2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino".
A oração não é um instrumento para manipular Deus para que faça nossa vontade.
Aqui, Jesus orou pelo reino de Deus, sabendo que esse reino só poderia vir com todo o seu poder através da avenida de sua própria morte.
Aqui, como na oração agonizante no Getsémani, Jesus colocou a vontade do Pai acima de seus próprios interesses:
"Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39).
Quando vemos a oração como nada mais do que uma oportunidade de fazer pedidos a Deus, colocamos a vontade do servo indevidamente acima da vontade do Senhor.
Deveremos sempre procurar fazer a vontade de Deus.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 14, 2016 7:28 pm

3. Reconhecer nossa dependência de Deus para as necessidades físicas:
"O pão nosso quotidiano dá-nos de dia em dia".
Esta não é uma exigência de abundância e riqueza.
Jesus nem praticou, nem ensinou a noção materialista de que o discípulo pode "dizer e exigir" o que quer na oração.
Diferentemente das orações de certas pessoas hoje em dia, que se aproximam de Deus como pirralhos mal criados exigindo tudo o que querem, Jesus mostrou aqui uma dependência de Deus para as necessidades básicas da existência diária.
Precisamos de Deus todos os dias.

4. Reconhecer nossa dependência de Deus para as bênçãos espirituais:
"Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve.
E não nos deixeis cair em tentação".
Encontramos algumas lições valiosas no versículo 4.
Primeiro, precisamos do perdão.
As palavras de João 8:7 e Romanos 3:23 nos recordam nossa culpa.
Pecamos. Necessitamos do perdão.
Só Deus tem o direito e o poder para perdoar (Marcos 2:7).
Segundo, precisamos perdoar.
Nossa comunhão com Deus é condicionada a várias coisas, incluindo-se como tratamos as outras pessoas.
Quem se recusa a perdoar outro ser humano simplesmente não será perdoado por Deus (Mateus 6:14-15; 18:15-35).
Terceiro, precisamos do auxílio de Deus para que não pequemos.
Deus não é apenas um guarda-livros registando os pecados cometidos e apagando-os depois.
Ele tem poder para nos auxiliar a derrotar o inimigo.
Paulo garantiu que há um jeito de escapar de cada tentação (1 Coríntios 10:13).
Jesus "é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2:18).
Ele nos deixou um exemplo perfeito de obediência para encorajar nossa fidelidade (1 Pedro 2:21-24).
Na hora de sua mais difícil tentação, Jesus voltou-se para seu Pai em oração fervorosa.
Depois daquelas orações ele saiu do Getsémani preparado para suportar o poder das trevas, e sofreu o ridículo e a morte para cumprir a vontade de seu Pai.
Jesus encontrou o auxílio necessário quando apelou para seu Pai, em oração.

§.§.§- Ave sem Ninho
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LIVRE PENSAMENTO E LIVRE CONSCIÊNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:26 pm

Por Allan Kardec
(Revista Espírita, fevereiro de 1867)
Num artigo do nosso último número, sob o título de Olhar retrospectivo sobre o movimento do Espiritismo, destacamos duas classes distintas de livres-pensadores:
os incrédulos e os crentes, e dissemos que, para os primeiros, ser livre-pensador não é apenas crer no que se quer, mas não crer em nada; é libertar-se de todo freio, mesmo do temor a Deus e ao futuro; para os segundos, é subordinar a crença à razão e libertar-se do jugo da fé cega.
Estes últimos têm como órgão de publicidade o Libre Conscience (Livre Consciência), título significativo; os outros, o jornal Libre Pensée (Livre Pensamento), qualificação mais vaga, mas que se especializa pelas opiniões formuladas, e que vêm em todos os pontos corroborar a distinção que fizemos.
Aí lemos, no nº 2, de 28 de outubro de 1866:
"As questões de origem e de fim até aqui preocuparam a Humanidade a ponto de, por vezes, perturbar-lhe a razão.
Esses problemas, que foram classificados de temíveis, e que julgamos de importância secundária, não são do domínio imediato da Ciência.
Sua solução científica não pode oferecer senão meia certeza.
Tal qual é, entretanto, ela nos basta, e não tentaremos completá-la por argúcias metafísicas.
Ademais, nosso objectivo é nos ocuparmos apenas de assuntos abordáveis pela observação.
Pretendemos ficar com os pés no chão.
Se por vezes dele nos afastamos para responder aos ataques dos que não pensam como nós, a excursão fora do real será de curta duração.
Teremos sempre presente à lembrança este sábio conselho de Helvetius:
"É preciso ter coragem de ignorar o que não podemos saber."
"Um novo jornal, o Libre Conscience, nosso irmão alguns dias mais velho, como faz notar, deseja-nos boas-vindas em seu primeiro número.
Nós agradecemos pela maneira cortês como usou o seu direito de primogenitura.
Nosso confrade pensa que, malgrado a analogia dos títulos, não estaremos sempre em completa afinidade de ideias.
Após a leitura de seu primeiro número estamos certos disso; também não compreendemos a livre consciência nem o livre pensamento com um limite dogmático previamente estabelecido.
Quando alguém claramente se declara discípulo da Ciência e campeão da livre consciência, é irracional, em nossa opinião, se em seguida considera como dogma uma crença qualquer, impossível de ser comprovada cientificamente.
A liberdade assim limitada não é a liberdade.
Por nossa vez, damos as boas-vindas ao Libre Conscience e estamos dispostos a ver nele um aliado, pois declara o desejo de combater em favor de todas as liberdades... menos uma."
É estranho ver a origem e o fim da Humanidade serem considerados como questões secundárias, próprias para perturbar a razão.
Que dizer de um homem que, ganhando apenas o necessário para seu sustento, não se inquietasse com o dia de amanhã? Passaria por um homem sensato?
O que pensaríamos daquele que, tendo uma mulher, filhos, amigos, dissesse:
Pouco me importa se amanhã eles estarão vivos ou mortos!
Ora, o amanhã da morte é longo, portanto, não há por que admirar-se que tanta gente com ele se preocupe.
Se fizermos a estatística de todos os que perdem a razão, veremos que o maior número está precisamente do lado daquele que não crê nesse amanhã, ou que dele duvida, e isto pela razão muito simples que a grande maioria dos casos de loucura é produzida pelo desespero e pela falta de coragem moral que faz suportar as misérias da vida, ao passo que a certeza desse amanhã torna menos amargas as vicissitudes do presente, e os faz considerá-las como incidentes passageiros, motivo pelo qual o moral não se afeta senão mediocremente ou não se afecta.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:27 pm

Sua confiança no futuro lhes dá uma força que jamais terá aquele que tem apenas o nada como perspectiva.
Ele está na posição de um homem que, arruinado hoje, tem a certeza de ter amanhã uma fortuna superior à que acaba de perder.
Neste caso, ele facilmente toma uma decisão e fica calmo.
Se, ao contrário, nada espera, ele se desespera e sua razão pode sofrer com isso.
Ninguém contestará que saber diariamente de onde viemos e para onde vamos, o que fizemos na véspera e o que faremos amanhã não seja uma coisa necessária para regular os negócios diários da vida, e que isso não influa na conduta pessoal.
Seguramente o soldado que sabe para onde o conduzem, que vê o seu objectivo, marcha com mais firmeza, com mais disposição, com mais entusiasmo do que se o conduzissem às cegas.
Assim é com as pequenas e com as grandes coisas, com os indivíduos e com os grupos.
Saber de onde se vem e para onde se vai não é menos necessário para regrar os negócios de vida colectiva da Humanidade.
No dia em que a Humanidade inteira tivesse a certeza de que a morte era certa, veríamos uma confusão geral e os homens se atirando uns contra os outros, dizendo:
Se temos que viver apenas um dia, vivamos o melhor possível, não importa às custas de quem!
O jornal Libre Pensée declara que pretende manter os pés no chão, e se dele eventualmente se afastar, será para refutar os que não pensam como ele, mas que suas excursões fora da realidade terão curta duração.
Compreenderíamos que assim fosse com um jornal exclusivamente científico, tratando de matérias especiais.
É evidente que seria intempestivo falar de espiritualidade, de Psicologia ou de Teologia a propósito de Mecânica, de Química, de Física, de cálculos matemáticos, do comércio ou da indústria; mas, como ele inclui a Filosofia em seu programa, não poderia cumpri-lo sem abordar questões metafísicas.
Embora a palavra filosofia seja muito elástica e tenha sido singularmente desviada de sua acepção etimológica, ela implica, por sua própria essência, pesquisas e estudos que não são exclusivamente materiais.
O conselho de Helvetius:
"É preciso ter coragem de ignorar o que não podemos saber" é muito sábio e se dirige sobretudo aos sábios presunçosos que pensam que nada pode ser oculto ao homem, e que o que eles não sabem ou não compreendem não deve existir.
Entretanto, seria mais justo dizer:
"É preciso ter coragem de confessar a própria ignorância sobre aquilo que não se sabe."
Tal qual está formulado, poder-se-ia traduzi-lo assim:
"É preciso ter a coragem de conservar a sua ignorância," de onde esta consequência:
"É inútil procurar saber o que não sabemos."
Sem dúvida há coisas que o homem jamais saberá, enquanto estiver na Terra, porque, por maior que seja a sua presunção, a Humanidade aqui está ainda no estado de adolescência.
Mas quem ousaria traçar limites absolutos ao que ele pode saber?
Considerando-se que ele sabe hoje infinitamente mais que os homens dos tempos primitivos, por que, mais tarde, não poderia saber mais do que sabe agora?
É o que não podem compreender os que não admitem a perpetuidade e a perfectibilidade do ser espiritual.
Muitos dizem para si mesmos:
Estou no topo da escada intelectual; o que não vejo e não compreendo, ninguém pode ver e compreender.
No parágrafo acima, relativo ao jornal Libre Conscience, diz ele:
"Também não compreendemos a livre consciência senão como o livre pensamento com um limite dogmático previamente estabelecido.
Quando claramente nos declaramos discípulos da Ciência, é irracional estabelecer como um dogma uma crença qualquer impossível de ser cientificamente comprovada.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:28 pm

A liberdade assim limitada não é a liberdade."
Toda a doutrina está nestas palavras; a profissão de fé é clara e categórica.
Assim, porque Deus não pode ser demonstrado por uma equação algébrica e a alma não é perceptível com o auxílio de um reactivo, é absurdo crer em Deus e na alma.
Todo discípulo da Ciência deve, pois, ser ateu e materialista.
Mas, para não sair da materialidade, a Ciência é sempre infalível em suas demonstrações?
Não a vimos tantas vezes dar como verdades o que mais tarde foi reconhecido como erro, e vice-versa?
Não foi em nome da Ciência que o sistema de Fulton foi declarado uma quimera?
Antes de se conhecer a lei da gravitação, não demonstrou ela cientificamente que não podia haver antípodas?
Antes de conhecer a de electricidade, ela não demonstrou por a + b que não existia velocidade capaz de transmitir um telegrama a quinhentas léguas em alguns minutos?
Muitas experiências haviam sido feitas com a luz, contudo, ainda há poucos anos, quem teria imaginado os prodígios da fotografia?
Entretanto, não foram os cientistas oficiais que fizeram essa prodigiosa descoberta, nem as do telégrafo eléctrico e da máquina a vapor.
Em nossos dias, conhece a Ciência todas as leis da Natureza?
Só ela sabe todos os recursos que podem ser tirados das leis conhecidas?
Quem ousaria dizê-lo?
Não é possível que um dia o conhecimento de novas leis torne a vida extra-corpórea tão evidente, tão racional, tão inteligível quanto a dos antípodas? Um tal resultado, cortando cerce todas as incertezas, seria então para desdenhar?
Seria menos importante para a Humanidade que a descoberta de um novo continente, de um novo planeta, de um novo engenho de destruição?
Pois bem! Esta hipótese tornou-se realidade; é ao Espiritismo que a devemos, e é graças a ele que tanta gente que acreditava morrer uma só vez e para sempre, agora está certa de viver para sempre.
Falamos da força de gravitação, dessa força que rege o Universo, desde o grão de areia até os mundos.
Mas, quem a viu?
Quem pôde segui-la e analisá-la?
Em que consiste ela?
Qual a sua natureza e a sua causa primeira?
Ninguém sabe, contudo, ninguém hoje dela duvida.
Como a reconheceram?
Por seus efeitos; dos efeitos concluíram a causa.
Fizeram mais:
calculando a força dos efeitos, calculou-se a força da causa, que jamais foi vista.
Dá-se o mesmo com Deus e com a vida espiritual, que julgamos por seus efeitos, conforme o axioma:
"Todo efeito tem uma causa.
Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
A força da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito."
Crer em Deus e na vida espiritual não é, pois, uma crença puramente gratuita, mas um resultado de observações tão positivas quanto as que nos permitiram crer na força da gravitação.
Depois, na falta de provas materiais, ou concorrentes a estas, a Filosofia não admite as provas morais que por vezes têm tanto ou mais valor que as outras?
Vós, que não tomais por verdadeiro senão o que está provado materialmente, que diríeis se, sendo injustamente acusado de um crime cujas aparências fossem todas contra vós, como se vê com frequência na justiça, os juízes não levariam em consideração as provas morais que vos fossem favoráveis?
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:28 pm

Não seríeis o primeiro a invocá-las; a fazer valer sua preponderância sobre os efeitos puramente materiais, que podem iludir; a provar que os sentidos podem enganar o mais clarividente?
Se, pois, admitis que as provas morais devem pesar na balança de um julgamento, não seríeis consequente convosco mesmo negando seu valor quando se trata de formar uma opinião sobre as coisas que, por sua natureza, não pertencem à materialidade.
O que há de mais livre, de mais independente, de menos perceptível por sua própria essência do que o pensamento? Entretanto, eis uma escola que pretende emancipá-lo, subjugando-o à matéria; que sustenta, em nome da razão, que o pensamento circunscrito sobre as coisas terrestres é mais livre do que aquele que se lança no infinito e quer ver além do horizonte material!
Seria o mesmo que dizer que o prisioneiro que apenas pode dar alguns passos em sua cela é mais livre do que o que corre pelos campos.
Se crer nas coisas do mundo espiritual, que é infinito, não é ser livre, vós o sois cem vezes menos, vós que vos circunscreveis no estreito limite do tangível, vós que dizeis ao pensamento:
Não sairás do círculo que te traçamos, e se dele saíres, declaramos que não és mais um pensamento são, mas loucura, tolice, engano, porque só a nós cabe discernir o falso do verdadeiro.
A isto responde o espiritualismo:
Nós formamos a imensa maioria dos homens, dos quais sois apenas a milionésima parte.
Com que direito vos atribuís o monopólio da razão?
Dizeis que quereis emancipar nossas ideias impondo-nos as vossas?
Mas não nos ensinais nada; nós sabemos o que sabeis; cremos sem restrições em tudo o que credes:
na matéria e no valor das provas tangíveis, e mais que vós:
em algo fora da matéria; numa força inteligente superior à Humanidade; em causas inapreciáveis pelos sentidos, mas perceptíveis pelo pensamento; na perpetuidade da vida espiritual, que limitais à duração da vida do corpo.
Nossas ideias são, pois, infinitamente mais amplas que as vossas; ao passo que circunscreveis vosso ponto de vista, o nosso abarca horizontes sem fronteiras.
Como aquele que concentra o pensamento sobre uma determinada ordem de factos, que assim põe um ponto de parada em seus movimentos intelectuais, em suas investigações, pode pretender emancipar aquele que se move sem entraves, e cujo pensamento sonda as profundezas do infinito?
Restringir o campo de exploração do pensamento é restringir a liberdade, e é isto que fazeis.
Dizeis ainda que quereis arrancar o mundo do jugo das crenças dogmáticas.
Fazeis, ao menos, uma distinção entre essas crenças?
Não, porque confundis na mesma reprovação tudo quanto não é do domínio exclusivo da Ciência, tudo quanto não se vê pelos olhos do corpo, numa palavra, tudo quanto é de essência espiritual, por consequência Deus, a alma e a vida futura.
Mas se toda crença espiritual é um entrave à liberdade de pensar, dá-se o mesmo com toda crença material.
Aquele que acredita que uma coisa é vermelha, porque a vê vermelha, não é livre de julgá-la verde.
Se o pensamento é detido por uma convicção qualquer, ele não é mais livre.
Para ser consequente com a vossa teoria, a liberdade absoluta consistiria em não crer absolutamente em nada, nem mesmo em sua própria existência, porque isto seria ainda uma restrição.
Mas, então, em que se tornaria o pensamento?
Encarado deste ponto de vista, o livre pensamento seria uma insensatez.
Ele deve ser entendido num sentido mais amplo e mais verdadeiro, isto é, do livre uso que fazemos da faculdade de pensar, e não de sua aplicação a uma ordem qualquer de ideias.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:28 pm

Ele consiste, não em crer numa coisa em vez de outra, nem em excluir tal ou qual crença, mas na liberdade absoluta de escolha das crenças.
É, pois, abusivamente que alguns o aplicam exclusivamente às ideias antiespiritualistas.
Toda opinião raciocinada, que não é imposta nem encadeada cegamente à de outrem, mas que é voluntariamente adotada em virtude do exercício do raciocínio pessoal, é um pensamento livre, quer seja religioso, quer político, quer filosófico.
Em sua concepção mais larga, o livre pensamento significa livre exame, liberdade de consciência, fé raciocinada.
Ele simboliza a emancipação intelectual, a independência moral, complemento da independência física; ele não quer mais nem escravos do pensamento nem do corpo, porque o que caracteriza o livre-pensador é que ele pensa por si mesmo e não pelos outros; em outros termos, sua opinião lhe é própria.
Assim, pode haver livres-pensadores em todas as opiniões e em todas as crenças.
Neste sentido, o livre pensamento eleva a dignidade do homem; dela faz um ser activo e inteligente, em vez de uma máquina de crer.
No sentido exclusivo que alguns lhe dão, em vez de emancipar o espírito, ele restringe a sua actividade, escravizando-o à matéria.
Os fanáticos da incredulidade fazem num sentido o que os fanáticos da fé cega fazem em outro.
Enquanto estes dizem:
Para ser segundo Deus é preciso crer em tudo o que cremos; fora da nossa fé não há salvação, os outros dizem:
Para ser segundo a razão, é preciso pensar como nós e não acreditar senão em tudo o que nós acreditamos; fora dos limites que traçamos à crença não há liberdade nem bom-senso, doutrina que se formula por este paradoxo:
Vosso espírito só é livre com a condição de não crer no que ele quer, o que significa dizer para o indivíduo:
Tu és o mais livre de todos os homens, com a condição de não ir mais longe do que a ponta da corda a que te amarramos.
Certamente não negamos aos incrédulos o direito de não crerem em nada além da matéria, mas eles hão de convir que há contradições singulares na sua pretensão em atribuir-se o monopólio da liberdade de pensar.
Dissemos que pela qualidade de livre-pensador certas pessoas procuram atenuar o que a incredulidade absoluta tem de repulsivo para a opinião das massas. Suponhamos, com efeito, que um jornal se intitule abertamente:
O Ateu, O Incrédulo, ou O Materialista.
Podemos imaginar a impressão que este título deixaria no público.
Mas, se ele abrigar essas mesmas doutrinas com a capa de Livre-Pensador, diante desse rótulo, dirão:
É a bandeira da emancipação moral; deve ser a da liberdade de consciência e sobretudo da tolerância; vejamos.
Vemos que nem sempre é preciso reportar-se à etiqueta.
Aliás, seria erro amedrontar-se além da medida com as consequências de certas doutrinas.
Momentaneamente podem seduzir certos indivíduos, mas nunca seduzirão as massas, que a elas se opõem por instinto e por necessidade.
É útil que todos os sistemas venham à luz, para que cada um lhes possa julgar o lado forte e o fraco e, em virtude do direito de livre exame, possa adoptá-los ou rejeitá-los com conhecimento de causa.
Quando as utopias tiverem sido vistas em acção e quando tiverem provado sua impotência, elas cairão para não mais se erguer.
Por seu próprio exagero, elas agitam a Sociedade e preparam a renovação.
Também nisto está um sinal dos tempos.
O Espiritismo é, como pensam alguns, uma nova fé cega em substituição a outra fé cega?
Em outras palavras, uma nova escravidão do pensamento sob uma nova forma?
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 15, 2016 8:29 pm

Para acreditar nisto é preciso ignorar os seus primeiros elementos.
Com efeito, o Espiritismo estabelece como princípio que antes de crer é preciso compreender.
Ora, para compreender é necessário usar o raciocínio, por isto ele procura apurar a causa de tudo antes de admitir qualquer coisa, a saber, o porquê e o como de cada coisa.
Assim, os espíritas são mais cépticos do que muitos outros, em relação aos fenómenos que escapam do círculo das observações habituais.
Ele não repousa em nenhuma teoria preconcebida ou hipotética, mas na experiência e na observação dos factos.
Em vez de dizer:
"Crede, para começar, e depois compreendereis, se puderdes", ele diz:
"Compreendei, para começar, e depois crereis, se quiserdes".
Ele não se impõe a ninguém, mas diz a todos:
"Vede, observai, comparai e vinde a nós livremente, se vos convier."
Falando assim, ele entra no número dos concorrentes e disputa as chances com a concorrência.
Se muitos vão a ele, é porque ele a muitos satisfaz, mas ninguém o aceita de olhos fechados.
Àqueles que não o aceitam, ele diz:
"Sois livres e não vos quero; tudo o que vos peço é que me deixeis minha liberdade, como vos deixo a vossa.
Se procurais destruir-me, por medo de que vos suplante, é que não estais muito seguros de vós mesmos."
Não procurando o Espiritismo afastar nenhum dos concorrentes da liça aberta às ideias que devem prevalecer no mundo regenerado, está nas condições do verdadeiro livre pensamento; não admitindo nenhuma teoria que não seja fundada na observação, está, ao mesmo tempo, nas do mais rigoroso positivismo; ele tem, enfim, sobre seus adversários das duas extremadas opiniões contrárias, a vantagem da tolerância.

NOTA: Algumas pessoas nos censuraram as explicações teóricas que desde o princípio temos procurado dar dos fenómenos espíritas.
Essas explicações, baseadas numa observação atenta, remontando dos efeitos às causas, provavam, por um lado, que queríamos perceber a causa, e não crer cegamente; por outro lado, que queríamos fazer do Espiritismo uma ciência de raciocínio e não de credulidade.
Por estas explicações que o tempo desenvolveu, mas que ele consagrou como princípio, porque nenhuma foi contraditada pela experiência, os espíritas creram porque compreenderam e não há dúvida de que é a isto que se deve atribuir o aumento rápido do número de adeptos sérios.
É a estas explicações que o Espiritismo deve o facto de ter saído do domínio do maravilhoso, e de se ter ligado às ciências positivas.
Por elas é demonstrado aos incrédulos que isto não é uma obra da imaginação.
Sem elas ainda estaríamos por compreender os fenómenos que surgem a cada dia.
Era urgente, desde o princípio, estabelecer o Espiritismo no seu verdadeiro terreno.
A teoria fundamentada na experiência foi o freio que impediu a credulidade supersticiosa, tanto quanto a malevolência, de desviá-lo de sua rota.


Porque aqueles que nos censuram por ter tomado esta iniciativa, não a tomaram eles próprios?

§.§.§- Ave sem Ninho
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Mortes violentas e planeamento reencarnatório

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 16, 2016 7:34 pm

Inegavelmente, vivemos um período em que a violência se acentua, tomando conta, quase que integralmente, da mídia televisiva e escrita.
São notícias diárias de sequestros, roubos, estupros, homicídios e mortes causadas por acidente de carro.
A violência é fruto da nossa imperfeição moral, da predominância dos instintos agressivos (adquiridos pelos Espíritos nas vivências evolutivas no reino animal), que a razão ainda não converteu em expressões de amor.
Neste período de transição planetária, vivenciamos o ápice das provas e expiações, de forma que a violência atinge índices alarmantes, praticada por Espíritos ainda primários, que não desenvolveram os sentimentos nobres, os quais, nesse processo de expurgo evolutivo (separar o joio do trigo, como ensinava Jesus), após a desencarnação, já não terão mais condições vibratórias de reencarnar no planeta Terra.
Lembremos, ainda, a assertiva de Jesus:
Os mansos herdarão a Terra.
Anote-se que a tónica deste artigo é abordar a incidência do planeamento reencarnatório nos casos de mortes violentas, isto é, a vítima teria que desencarnar dessa maneira?
E o agressor, também teria assumido esse papel de algoz antes de reencarnar?
Alguns autores espíritas defendem a ideia de que a morte causada pela violência alheia não fazia parte do contexto reencarnatório, em virtude de que ninguém reencarna para o mal, portanto o agressor não havia planeado matar alguém, de tal sorte que a vítima desencarnaria em função do mau uso do livre arbítrio daquele (agressor).
Em que pese o nosso respeito por aqueles que nutrem esse tipo de ponto de vista, sabemos que as vítimas que desencarnam em razão da violência alheia estão inseridas, basicamente, em três tipos de situações:
1) Prova – a vítima vivencia uma situação de violência que gera a sua desencarnação, o que lhe trará um teste, um desafio para que ela exercite as virtudes no sentido de perdoar sinceramente o agressor (gera aprendizado, evolução – esse tipo de morte foi solicitado pela vítima antes de sua reencarnação).
Lembremos que prova pressupõe avaliação, ou seja, colocar em teste as virtudes aprendidas.
Caso vença moralmente a situação, podemos dizer que o Espírito alcançou determinada virtude.
2) Expiação – são as situações mais frequentes.
A vítima foi a autora de violência em vidas anteriores que lesou alguém e, como não se liberou desse compromisso através do amor, sofre as consequências na atual existência.
Expiar é reparar, quitar, harmonizar-se com as leis divinas.
3) Missão – algumas almas nobres morrem de forma violenta, uma vez que seus exemplos de amor e tolerância geram antipatias nas pessoas mais embrutecidas.
Menciono como exemplos os casos de Jesus e Gandhi.
Notem que estamos abordando a questão das violências mais graves, que acabam gerando a nossa desencarnação, pois as violências menores que vivenciamos em nosso quotidiano, tais como calúnias, traições, indiferença e outras, normalmente são circunstâncias naturais da vida num mundo atrasado moralmente como o nosso, a estimular nosso aprendizado espiritual (veja questão nº 859 do Livro dos Espíritos).
Jesus já nos orientava: “No mundo só tereis aflições”.
Dessa forma, à luz do Espiritismo e da justiça divina (a cada um segundo suas obras), temos a certeza de que a desencarnação violenta fazia parte de seu cronograma reencarnatório.
Aliás, O Livro dos Espíritos, na questão nº 853-a, nos ensina que nós somente morreremos quando chegar a nossa hora, com excepção do suicídio, conforme acima exposto.
Não há acaso, mesmo nas hipóteses de “bala perdida” e erro médico.
Não há desencarnação casual, produzida por falha de terceiros ou mau uso do livre arbítrio alheio.
Caso não tenha chegado a hora de morrer, os benfeitores espirituais interferirão para evitar essa afronta às leis divinas, como inúmeros casos que conhecemos (veja o capítulo X – lei de liberdade – da 3º parte d´O Livro dos Espírito, no subcapítulo “fatalidade”).
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 16, 2016 7:34 pm

A questão crucial diz respeito aos autores dessas violências graves.
Concordo que ninguém reencarna com o compromisso de matar outra pessoa (veja questão nº 861 do Livro dos Espíritos).
Quando, por exemplo, o agressor opta por assassinar alguém, ele o faz em virtude de sua inferioridade espiritual, ou quando atropela alguém por estar alcoolizado e/ou em excesso de velocidade, o faz em razão de sua imprudência, de forma que, em ambas as hipóteses, está usando indevidamente sua liberdade de escolha e acção, o que gerará compromissos expiatórios.
Consigne-se, ainda, que num mundo de provas e expiações, como a Terra, há muitos Espíritos na faixa evolutiva do primarismo, que se comprazem na violência e na imprudência, de forma que não faltará matéria-prima ou instrumentos para que se cumpram as leis divinas quando algum Espírito necessite desencarnar de forma violenta.
Assim sendo, quando a vítima reencarna com o compromisso de morrer violentamente, não haverá nesse momento algum Espírito predeterminado a matá-la, que assuma esse compromisso reencarnatório antes de nascer, mas haverá na Terra inúmeros Espíritos atrasados que, ao dar vazão à sua inferioridade (violência e/ou imprudência), ceifarão a vida daquela (vítima).
Esses autores da violência funcionarão como instrumentos das leis divinas.
Todavia, tal situação não os isentará das consequências morais e espirituais de suas acções, pois, repita-se, os agressores não estavam predeterminados a agirem dessa forma, poderiam ter elegido outro tipo de conduta, e foi Jesus quem nos ensinou que os escândalos eram necessários, mas ai de quem os causar.
Para fixar o ensino, recordemos do recente e trágico caso da escola de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro.
O assassino poderia ter deixado de agir daquela forma, pois ele não havia planejado aquilo na espiritualidade (antes de nascer), e se não tivesse adentrado na escola e efectuado os disparos com a arma de fogo, os menores que morreram naquela circunstância sobreviveriam, mas, mais adiante (dias, semanas ou meses – não há dia e hora certa para a desencarnação, mas um período provável), desencarnariam em outra situação violenta.
Poder-se-ia perguntar:
Mas como o agressor identifica a pessoa que deve desencarnar?
Aprendemos com o Espiritismo que o indivíduo que deve desencarnar de forma violenta, notadamente nos casos de expiação, tem uma vibração espiritual específica, que denuncia e reflecte esse débito, de forma que o agressor, inconscientemente, identifica-se com aquele e promove-lhe a desencarnação.
É essa particularidade vibracional que, da mesma forma, explica outros tipos de violência (estupro, roubos, sequestros,…), fazendo com que o autor do delito aja em desfavor daquele que deve vivenciar a situação traumática.
É dessa maneira que compreendemos a justiça divina, mas convém enfatizar que a lei divina maior é a lei de amor, portanto, conforme assevera o apóstolo Simão Pedro, o amor cobre uma multidão de erros, de tal sorte que aquele que venha com o compromisso expiatório de desencarnar de forma violenta, poderá amenizar ou diluir integralmente esse débito com as leis divinas através do bem que realize em sua vida, que poderá libertá-lo de uma possível desencarnação violenta. Não nos esqueçamos de que Deus é amor.

§.§.§- Ave sem Ninho
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Desencarnes colectivos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 17, 2016 7:25 pm

A jovem Baya Bakari, de 14 anos, foi a única sobrevivente do Airbus A310, da empresa Yemenia Air, que caiu no Oceano Índico, pouco antes do pouso nas Ilhas Comores, com 153 pessoas a bordo.
Temos notícia de outros acidentes aéreos que tiveram, também, um único sobrevivente, a exemplo de Vesna Vulovic, aeromoça sérvia, que, no momento em que a aeronave sobrevoava a ex-Checoslováquia, resistiu à explosão, supostamente, causada por atentado terrorista, em janeiro de 1972.(1)
Dias antes, na véspera do Natal de 1971, um avião de passageiros, também, explodiu, depois de ser atingido por um raio, ao sobrevoar a Amazónia peruana.
Todos morreram, à excepção da jovem Juliane Koepcke, de 17 anos, que caiu de uma altitude de 3 mil metros, aproximadamente, ainda presa ao seu cinto de segurança.(2)
História semelhante é a de George Lamson Jr, que tinha 17 anos, quando sobreviveu à queda do Lockheed L-188, Electra da Galaxy Airlines, matando outras 70 pessoas a bordo, em janeiro de 1985.
Os episódios de sobreviventes nessas circunstâncias incluem o de uma criança, de quatro anos, que escapou da queda do voo 255, da Northwest Airlines, em agosto de 1987, em que mais de 150 pessoas morreram no acidente, segundo os organizadores de um memorial pelas vítimas da catástrofe.
Em 1995, uma menina, de nove anos, foi a única sobrevivente da explosão, em pleno ar, de um avião, na Colômbia.
Em 1997, um menino tailandês escapou de um acidente, que matou 65 pessoas, durante um voo da Vietnam Airlines.
Em 2003, uma criança, de três anos, foi a única sobrevivente de um acidente aéreo, no Sudão, que matou 116 pessoas.
Lamentemos, sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma, pois nada acontece sem que Deus consinta.
Esses fatos nos remetem a reflectir sobre as ideias dos cientistas materialistas que crêem que a sobrevivência “não é uma questão de destino”, pois mais de 90% dos acidentes aéreos têm sobreviventes, hoje em dia, graças aos “avanços tecnológicos” (!!!…).
Mas, a justificativa de “avanços tecnológicos” não explica as causas de uns morrerem e outros sobreviverem na mesma cena trágica.
Como se processa a convocação de encarnados para uma desencarnação colectiva?
Qual a explicação espiritual para o facto de pessoas saírem ilesas das catástrofes, algumas, até mesmo, desistindo da viagem ou, então, perdendo o embarque, em transportes a serem acidentados?
As respostas são baseadas nas premissas de que o acaso não pode reger fenómenos inteligentes e na certeza da infalibilidade da Lei Divina, agindo por conta de espíritos prepostos, sob a subordinação das entidades superiores.
“A cada um será dado segundo as suas obras”.
Ensinam os espíritos, mediante comparação simples, mas de forma altamente significativa, que justiça sem amor é como terra sem água.
O pensamento da espiritualidade superior sobre o tema significa que a justiça é perfeita, porque Deus a fez assistida pelo amor, para que os endividados não sejam aniquilados.
A Doutrina dos Espíritos, embasada em O Livro dos Espíritos, não respalda a ideia de fatalidade, tratando especificamente do assunto, merecendo, por isso, leitura e reflexão.(3)
Então, qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas?
Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações?
Por que algumas pessoas escapam, como vimos acima?
Lembrando que fatalidade, destino e azar são palavras sempre citadas em situações como essas, vejamos como os Espíritos nos esclarecem:
“Fatalidade”, “Destino” e “Azar” são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma a palavra “sorte”, usada para aqueles que escapam desse tipo de situação.
Que conceitos estão por trás dessas palavras?
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 17, 2016 7:26 pm

O Livro dos Espíritos explica, dentre outras informações a respeito, que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; feita a escolha, ele traça, para si mesmo, uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra.
Em verdade, “fatal”, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte.
Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podemos fugir”.(4)
Em chegando a hora de retornar ao Plano Espiritual, nada nos livrará e, inconscientemente, guardamos em nós o género de morte que nos aguarda, pois isso nos foi revelado quando fizemos a escolha desta ou daquela existência.
Não nos esqueçamos de que somente os acontecimentos importantes, e capazes de influir nossa evolução moral, são previstos por Deus, porque são úteis à nossa purificação e à nossa instrução.
Nas mortes colectivas, como os casos tão dramáticos ocorridos nos recentes desastres aéreos, somente encontraremos uma justificativa lógica para os respectivos acontecimentos, se analisarmos, atentamente, as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nesses DESASTRES, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma o Codificador, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.
Todos os nossos irmãos que pereceram, em desastres aéreos, carregavam, na alma, motivos para se ajustarem com a Lei Maior, a fim de quitar seus débitos com a Justiça Divina, que não falha jamais, encontrando, aí, a oportunidade sublime do resgate libertador.
“Salvo excepção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objectivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita”.(5)
Vamos encontrar em o livro Chico Xavier Pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Colectivas”, as sábias explicações para o fenómeno das mortes colectivas, quando o benfeitor Emmanuel responde pergunta endereçada a ele, por algumas dezenas de pessoas, em reunião pública, realizada na noite de 22/08/1972, em Uberaba, MG, e que aqui transcrevemos:
“Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios (e de quedas de aeronaves)?
Responde Emmanuel
-” Realmente, reconhecemos em Deus o Perfeito Amor, aliado à Justiça Perfeita.
“E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio”.(6)
Como se processa a provação colectiva [resgate]?
O mentor do Chico esclarece:
“Na provação colectiva, verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro.
O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona, então, espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”.(7)
Diante de tantos lúcidos esclarecimentos, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua acção, exactamente, com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e, por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-se-ão, inexoravelmente, com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirem, com a máxima proferida pela sabedoria popular:
“A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória”.
É importante destacar que, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o mestre lionês assinala:
“Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento, porque se passa neste mundo, seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta:
trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento”.(8).
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 17, 2016 7:27 pm

Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para, realmente, vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio.
Por isso, diante dos compromissos “cármicos”, em expiações colectivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nessa direcção, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando, ao máximo, o peso dos débitos do ontem.

Jorge Hessen

FONTES:
(1) Vesna, que recebeu um prémio da organização Guinness World Records pela “mais alta queda do espaço sem para-quedas”, despencou de mais de 10 mil metros de altitude junto com uma parte da fuselagem do avião, para cair nos montes nevados da hoje República Checa.
(2) Acredita-se que os fortes ventos que sopravam de baixo para cima suavizaram a queda, fazendo o assento descer em espiral e não em queda livre.
A adolescente alemã passou 11 dias vagando na selva, sem comida, em busca de civilização.
(3) Kardec, Allan. O Livros dos Espiritos, RJ: ed Feb, 1999, questões 851 a 867, do Livro III, capítulo X
(4) idem
(5) Kardec, Allan. Obras Póstumas, RJ: Ed Feb, 1993, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo: Questões e problemas
(6) Xavier F Candido / Pires j. Herculano. Chico Xavier pede Licença, no capítulo 19, “Desencarnações Coletivas”, SP: Ed GEEM, 1972
(7) Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed Feb 1972, perg. 250
(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V

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Perseverai no bem e não vacileis

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 18, 2016 7:29 pm

Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objectivos essenciais.
Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir.
Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.
Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior.
Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos.
É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.
Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração.
Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.
A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.
Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma.
É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objectivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento.
Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas.
Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.
Não temais o mal, nem os maus.
As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado.
Perseverai no bem.
Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objectivos essenciais.
Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir.
Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.
Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre.
O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos.
E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração.
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