A Ciência confirma o Espiritismo?

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 06, 2013 9:27 pm

DETALHAMENTO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO
(sumário)

1. Liderança:
desenvolvimento de habilidades de liderança dos dirigentes dos Núcleos, dos membros de seus Conselhos, da equipe técnica.
Deverão se capacitar para inspirar confiança e demonstrar credibilidade e excelência na sua acção, e deverão poder treinar outros líderes comunitários.

2. Cooperação e colaboração entre os Núcleos:
estabelecimento da rede, Capacitar para que sejam catalisadores e mobilizadores de voluntários sobre problemas específicos enfrentados pelas suas comunidades. vês da organização e sistematização sensibilização, e torná-los perenes, atrás deste enorme potencial voluntário no Brasil.

3. Sistema de qualidade do modelo:
permitir que os Núcleos tenham acesso a informações actualizadas sobre as melhorias práticas.
Treinar para recolher, sistematizar e disponibilizar informações.

4. Planeamento financeiro:
auxiliar os Núcleos a encontrar equilíbrio financeiro e estabilidade, treinando líderes e Conselhos para se engajarem em planeamentos financeiros de longo alcance, para identificar e aceder a fontes apropriadas de financiamento.

5. Marketing:
treinar os Núcleos para obter visibilidade e posicionamento dentro de suas comunidade, para assumir um papel protagónico na mobilização de voluntários e na resolução dos problemas da comunidade.

6. Avaliação de impacto:
desenvolver entre os Núcleos a capacidade de determinar o sucesso reduzindo os problemas comunitários.

7. Tecnologia:
treinar as equipes dos Núcleos para poder avaliar e utilizar tecnologia apropriada, para melhorar todos os aspectos do funcionamento.

8. Treinar multiplicadores:
capacitar multiplicadores para proporcionar maior alcance da acção, melhor construção e desenvolvimento de habilidades da equipe e dos voluntários.
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Ave sem Ninho

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 06, 2013 9:27 pm

MARKETING SOCIAL E ESTRATÉGIA GERAL DE COMUNICAÇÃO
(sumário)

Na sociedade actual, o ser humano recebe milhares de mensagens diferentes por dia, em diversos meios e formatos.
Para que uma mensagem obtenha destaque na mente de uma pessoa e seja assimilada em detrimento de todas as outras, é necessária a confluência de vários factores: predisposição do indivíduo, adequação da linguagem, do momento, do canal, etc.

Os problemas sociais quase sempre pedem uma mudança, seja da sociedade como um todo ou de um grupo específico.
O desafio e o objectivo específico do marketing social é planear e gerar esta mudança social.

A maior parte da população sabe da existência dos problemas sociais.
Eles estão estampados nos jornais e noticiários de TV e rádio, que exercem relativamente bem seu papel de denúncia, e também no cotidiano, nas esquinas das ruas, no ar que se respira, basta olhar o ambiente que nos cerca.

Mas o que a maioria das pessoas não sabe é da existência dos canais para participar efectivamente do processo de mudança e melhoria da qualidade de vida da comunidade.
Ou não foram atingidos por campanhas que contivessem o argumento adequado para romper a inércia e engajá-los na luta por urna causa social.

Campanhas de cunho social existem há tempos, mas seu retorno não é facilmente rnensurável, e alguns exemplos indicaram que os resultados ficam aquém do esperado.
Após as campanhas publicitárias da Acção pela Cidadania, que contaram com a força da imagem singular do Betinho, e amplo apoio dos meios de comunicação para sua divulgação maciça, o nível de consciência em geral da população mudou; perdeu-se a vergonha de falar sobre o sonho de um país melhor.

Durante os três anos e meio da Campanha da Acção Pela Cidadania foram criados, produzidos e veiculados gratuitamente 28 comerciais, 32 anúncios, 11 spots de rádio.

Publicitários, fotógrafos, directores de cinema, cenógrafos, produtores de elenco, maquinistas, electricistas, locutores, produtoras, agências de propaganda e praticamente toda a mídia nacional, prestaram sua solidariedade através do seu trabalho voluntário.

Caso as actividades fossem pagas, calcula-se que seriam necessários cerca de 2 milhões de dólares para a produção, mais de 2,5 milhões para remuneração dos artistas participantes, e cerca de 20 milhões de dólares para a sua veiculação nestes três anos.

As mensagens chamavam “todos” a lutar em benefício do “outro”, a responsabilidade de “cada um...”
O desafio agora é colher os frutos desta sensibilização, e torná-los perenes, através da organização e sistematização deste enorme potencial voluntário no Brasil.

Em geral, campanhas de arrecadação de recursos sempre dão retorno mais imediato, especialmente quando o canal de participação está bem estruturado (doação a ser cobrada na conta telefónica, por exemplo).

Já para engajar indivíduos em trabalho voluntário as acções necessárias são mais complexas, e envolvem o uso de estratégias de comunicação mais dirigidas, orientadas a públicos específicos, num trabalho mais próximo, quase de corpo a corpo, para reforçar o apelo das campanhas massivas.

Para atingir uma efectiva mobilização e engajamento, devemos considerar diferentes públicos alvos:
> Instituições sem fins lucrativos que já utilizam ou que precisam de trabalho voluntário.

Elas seriam as parceiras iniciais e as geradoras de demanda.
> Empresas que desejem fomentar o espírito voluntário entre seus funcionários e que possam colaborar com recursos humanos e financeiros para a manutenção do Programa.
> Todas as pessoas com predisposição ao trabalho voluntário; aqueles que “querem fazer algo mas não sabem como... “
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 06, 2013 9:27 pm

> Governos, pela imprescindível articulação com as políticas públicas. Imprensa, pelo seu papel difusor.
> Agências de comunicação, promovendo a produção das diversas peças.
> Veículos de comunicação, fornecendo espaços gratuitos.

Neste Programa o “produto” a ser colocado no mercado são ideias e comportamentos.
O comportamento é resultado da conscientização e da internalização de atitudes e valores sobre a importância do voluntariado.

Uma campanha de mobilização em direcção ao trabalho voluntário deve ter duas fases iniciais:
a conscientização sobre o que é ser voluntário (valorização do conceito), e a geração de fluxo de candidatos para os Núcleos (incentivar a disponibilidade de fazer).

Em síntese, uma estratégia geral de Comunicação deve despertar a consciência e a participação de indivíduos, mostrando que eles podem ser agentes de transformação, quebrando a estrutura de cegueira e indiferença.

Ela teria os seguintes objectivos específicos:
> Relançar o conceito de Voluntário.

Criar uma identidade, mudar a imagem de um produto antigo e desgastado.
Valorizá-la, enfatizando o exercício da cidadania pela participação.
> Propor ferramentas concretas de acção.

Remetendo à informação e treinamento disponíveis nos Núcleos de Voluntários.
> Atrair e mobilizar participantes.
> Informar resultados, prestar contas para reforçar a credibilidade.

Este cuidado colabora para diminuir a desconfiança e o medo da corrupção.
> Levar a uma mobilização do meio político, através da pressão da opinião pública, para que soluções estruturais venham a ser adoptadas, objectivando mudanças.

MOTIVAÇÃO PARA A ACÇÃO: A NECESSIDADE E A POSSIBILIDADE CONCRETA DE FAZER O BEM, AOS OUTROS E A ELAS MESMAS.
A CHANCE REAL DE ROMPER COM A INÉRCIA.

ESTRATÉGIAS ESPECÍFICAS DE ESTÍMULO AO TRABALHO VOLUNTÁRIO

(sumário)

Para promover um efectivo engajamento, as estratégias são múltiplas e diferenciadas, dirigidas tanto ao público que já desenvolve alguma acção, como aos indivíduos voluntários em potencial; também precisam ser considerados como públicos alvos as próprias organizações que utilizam este tipo de serviço, sejam governamentais ou do Terceiro Sector, e os fornecedores de serviços (comunicação, veiculação, criação gráfica, impressão, distribuição, etc.).

Não se deve esquecer que líderes actuantes na comunidade, formadores de opinião, empresários sensíveis à problemática social, são importantes alvos a atingir para contribuir com sua experiência profissional na composição dos Conselhos das organizações e dar assim maior impulso, credibilidade e visibilidade às acções.

As estratégias de estímulo ao engajamento voluntário da sociedade não necessariamente devem ser orientadas apenas por faixa etária, mas ligadas às habilidades, talentos e interesses das pessoas, porque muitas acções podem ser igualmente desempenhadas por jovens, adultos e idosos.
Podem ser considerados também outros grupos segundo diferentes critérios:
profissionais liberais activos, que podem doar horas de trabalho;
profissionais aposentados, que podem ensinar seu ofício;
funcionários de empresas, e outros.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 07, 2013 9:35 pm

Também é muito importante que as instituições informem claramente ao voluntário em potencial quais os objectivos do trabalho, a curto, médio e longo prazo.

Os objectivos quantitativos, as metas a atingir, devem ser bem explícitos, e a gerência orientada para os resultados;
os objectivos qualitativos devem contar com um minucioso plano de avaliação do impacto, sem descuidar dos objectivos para o desenvolvimento pessoal e profissional dos próprios voluntários.

Desta maneira, os candidatos sentem-se participantes de um processo bem planejado, bem controlado e que lhe fornece medidas concretas do alcance de sua acção, e do seu próprio crescimento.

Ao implantar estratégias específicas, deve existir previamente uma demanda clara e definida e, sempre que possível, devem se basear em pesquisas prévias.

Diversos grupos de público de voluntários:
> crianças (escoteiros, bandeirantes, alunos de 12 grau, etc.)
> jovens (estudantes de escolas, colégios, universidades, jovens da comunidade, membros de clubes e associações religiosas, culturais, de serviço)

> idosos, terceira idade em geral
> adultos, sociedade em geral (indivíduos, sindicatos, clubes, associações)

> profissionais aposentados
> profissionais liberais e/ou autónomos
> profissionais activos, funcionários de empresas e suas famílias - pessoas que estiveram doentes, ou sofreram emocionalmente por diversos motivos, ou que foram dependentes de tóxicos, etc.(para grupos de auto-ajuda).

Diversos grupos de público beneficiário:
> crianças e adolescentes (de rua, institucionalizadas, da comunidade; de diversas classes sociais, com diversos tipos de necessidades: dificuldades de aprendizagem, problemas de saúde, e outros; jovens em situação de risco: pré-delinquentes, prostituídos/as)

> idosos (asilos, casas de repouso, nas famílias da comunidade)
> população com carências, em geral (habitação, alimentos, serviços de saúde)
> doentes, deficientes, dependentes (pacientes e seus familiares)

> vítimas de desastres e catástrofes naturais
> meio ambiente, ecossistema
> artes, cultura: museus, orquestras, acervos, monumentos, manifestações de arte popular, diferentes etnias, etc.

Diversos tipos de acção:
> ajuda emergencial ou em situações extraordinárias (desastres: primeiros socorros, abrigos, alimentos, roupas, mutirão para reconstrução de casas danificadas; preparação para grandes eventos nacionais, como Olimpíadas, etc.)
> ajuda assistencial, (arrecadação e distribuição de alimentos, agasalhos, captação de recursos materiais e financeiros, serviços de atendimento em saúde e educação, etc.)

> campanhas pontuais de doações diversas: remédios, equipamentos, dinheiro companhia, lazer, recreação: visitas e passeios com crianças, idosos ou doentes
> aconselhamento de jovens: estudo, profissões

> saúde: serviços médicos, psicológicos, de enfermagem, nutrição, medicina preventiva, vacinação, pacientes e familiares em hospitais, conforto emocional; grupos de auto-ajuda;
> educação: de adultos -alfabetização, ofícios, ajuda a crianças/jovens com problemas de aprendizagem, orientação vocacional e profissional.

> defesa dos direitos (advocacy), diversas causas capacitação em geral, profissionalização, a jovens e adultos.
> meio ambiente: reflorestamento, prevenção de desastres ecológicos, denúncias, protecção de animais.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 07, 2013 9:36 pm

PROTAGONISMO SOCIAL DOS JOVENS
(sumário)

Acreditamos que um programa de voluntariado deve propiciar aos adolescentes e jovens o acesso a práticas em causas ligadas ao bem comum, ao meio ambiente, à preservação de bens culturais, ao resgate de memória histórica, assim como a proporcionar companhia e lazer a outros indivíduos.

Pode se estimular a participação promovendo debates e encontros em escolas e universidades, distribuindo material informativo (folhetos, brochuras, cartazes, fichas para cadastro), e estimular a reflexão sobre o tema através de concursos de textos, artigos e teses sobre voluntariado.

Seguem, apenas a modo de exemplo, alguns tipos de trabalho voluntário que os jovens podem realizar.

Trabalhos de tipo individual, estabelecendo relações pessoais sólidas com o beneficiário:
> jovens estudantes ajudando crianças com problemas de aprendizagem nas escolas da comunidade, como “tutores...
> jovens adoptando uma criança sem pai/ou mãe na comunidade, acompanhando seu desenvolvimento e desempenho escolar.

> jovens que superaram problemas de dependência, como drogas, álcool e outros comportamentos autodestrutivos, auxiliando jovens que estejam enfrentando a mesma situação.
> jovens que superaram doenças graves, fazendo companhia e aconselhamento a crianças ou jovens na mesma situação.
> jovens que adoptam um avó; fazem companhia, oferecem distracção e entretenimento, aulas de informática ou leituras para um idoso solitário, na comunidade ou em instituições.

Trabalhos em grupos:
> Programas de manejo e conservação da natureza em reservas ambientais, programas de limpeza e conservação de parques, praças, jardins e pátios de escolas ou entidades.

> Diversos tipos de actividades culturais para a comunidade: shows, mostras, exposições, feiras.
> Acampamentos de trabalho de fins de semana: estudantes universitários seleccionando uma comunidade e ajudando na reparação (pintura, telhado, parte eléctrica e hidráulica) das casas de habitantes de baixa renda.

VOLUNTÁRIOS DA TERCEIRA IDADE
(sumário)

As pessoas da terceira idade, geralmente já aposentadas, têm mais tempo disponível nesta etapa da vida;
também costumam sofrer as consequências da solidão, seja por não terem familiares próximos, ou pela falta de oportunidade de convivência assídua com filhos e netos. Por outro lado, numa cultura que sobrevaloriza a juventude, o idoso sente-se discriminado e inútil.

O trabalho voluntário apresenta-se assim como uma grande oportunidade de se manter activo, física e intelectualmente saudável, motivado e participante.

Sua experiência e suas habilidades, quando aproveitadas em programas bem planeados, são de grande valor para a comunidade; não se deve esquecer o valor cultural de transformação que representa a promoção da reinserção do idoso na sociedade, mostrando às crianças e jovens o quanto estas pessoas acumularam de experiência e o quanto podem ainda transmitir.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 07, 2013 9:36 pm

Os voluntários da terceira idade podem usar seus conhecimentos em actividades que beneficiem rápida e directamente os outros, por exemplo:

> Pessoas que levam distracção, jazer, cultura, (apresentam fitas de vídeo ou cinema, contam histórias, ensinam artesanato) a crianças doentes internadas em hospitais.
> Pessoas da terceira idade, saudáveis, que fazem companhia e pequenos reparos domésticos nas residências de idosos doentes, que moram sozinhos ou que não podem se locomover

> Voluntários que organizam passeios, viagens e programas culturais (aulas de actualização, artesanato, concertos, museus) para pessoas da sua mesma idade e interesses.

> Pessoas que “adoptam um neto”, acompanhando os estudos, ajudando nas lições, proporcionando lazer a uma criança da sua comunidade.
> Pessoas com experiência nos desportos, que podem organizar e treinar times comunitários, e formar novos treinadores.

> Professores, aposentados ou não, que gravam fitas de áudio de livros didácticos ou temas científicos para estudantes deficientes visuais: ou que dactilografam obras em sistema Braille.

PROFISSIONAIS LIBERAIS: MÉDICOS, ARQUITECTOS, ADVOGADOS, PSICÓLOGOS...
(sumário)

Em cada categoria profissional existem aqueles que possuem uma atitude transformadora.
Falta às vezes um reforço à vontade e um canal de participação.

Na área da saúde, são inúmeros os casos de experiências no Brasil em que médicos, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos e psiquiatras, oftalmologistas e tantos outros prestam serviços voluntários.

As associações de classe e os Sindicatos, podem se mobilizar para variados programas, de acordo com sua especialidade:

> seus próprios consultórios ou nas instalações da comunidade) pessoas que não poderiam pagar pelos seus serviços.
> arquitectos e engenheiros podem realizar trabalhos de reurbanização e melhoria de comunidades menos favorecidas, assim como mutirões de reparações e adequações nas casas populares.

> advogados podem auxiliar uma determinada comunidade ou bairro, ajudando os moradores na obtenção de documentos, no encaminhamento de pequenas causas comerciais, trabalhistas, familiares, de direitos do consumidor
> contadores e analistas podem ajudar as instituições comunitárias com o planeamento financeiro, análise de orçamento, técnicas de levantamento de fundo.

VOLUNTARIADO EMPRESARIAL: MOTIVANDO OS FUNCIONÁRIOS ...
(sumário)

Muitos empresários com sensibilidade social já perceberam que a promoção do voluntariado entre seus recursos humanos traz grandes benefícios, e nesse sentido estão iniciando programas específicos.

Algumas vantagens detectadas na promoção do trabalho voluntário na empresa:
> é positivo para a comunidade, pois ajuda a diminuir os problemas da mesma.
> é positivo para os trabalhadores porque eles desenvolvem novas habilidades;
têm a oportunidade de experimentar novos papéis ou funções, ao participar de pequenos grupos de discussão e planeamento.

Estas novas habilidades de liderança e trabalho em equipe são trazidas para seu exercício profissional dentro da empresa.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 08, 2013 10:18 pm

Também adquirem uma maior consciência sobre a realidade social, o que favorece seu crescimento pessoal.
> é positivo para a empresa porque:
ganham um reforço positivo de imagem; contam com funcionários mais conscientes, mais preparados e mais produtivos (o facto de se sentirem úteis na comunidade pode ser um importante aspecto motivacional) podem ter uma sociedade melhor, ampliar mercados.

Podem ser um diferencial nas suas relações no meio empresarial.

Contudo, como grande parte da população, muitas empresas já sensibilizadas gostariam de realizar alguma acção, mas não sabem o que nem como fazer.

Existem algumas medidas básicas com que os empresários poderiam promover o trabalho voluntário nos seus quadros:
> estimular o trabalho voluntário em horários fora do período de trabalho
> liberando algumas horas mensais do seus funcionários para se dedicarem ao trabalho voluntário (esta tendência, bastante comum nos Estados Unidos, está decrescendo devido aos problemas enfrentados pela economia)

> criando projectos comunitários para serem implementados voluntariamente por seus funcionários
> motivando seus funcionários a criarem grupos de trabalho que, identificando problemas da comunidade, busquem soluções, podendo contar com apoio estrutural ou financeiro da empresa.

OUTROS TEMAS PARA ESTUDO E REFLEXÃO
(sumário)

Sugerimos a seguir algumas questões e temas que não foram abordados neste documento, mas que com certeza precisarão ser discutidos em vários sectores da sociedade para um melhor entendimento do espírito solidário em nosso país, e do potencial efectivo de trabalho voluntário dos indivíduos:

Marco conceitual
> A vida no Brasil no Século XX; perspectiva histórica.
Concepção actual de cidadania e democracia. Desafios nas escolhas.

Avaliação dos papéis das associações voluntárias e da filantropia em nosso país.
> De que maneira esta herança pode nos ajudar a desenvolver o engajamento social, na escolha pela participação.

O indivíduo na sociedade: motivações que levam a agir em benefício dos outros
> Por quê as pessoas escolhem (ou não) actuar em benefício de outros?
> Quais os factores em nossa sociedade que promovem o desenvolvimento da responsabilidade?
> O papel da auto-imagem no serviço ao próximo.

> Razões variadas para ajudar aos outros: altruísmo, reciprocidade, interesse próprio.
> A importância da legislação para protecção e promoção do trabalho voluntário.
> Escolhendo participar. Diferentes estratégias e tipos de mudança: dilemas da escolha.
> Caminhos para participar: locais, nacionais, globais.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 08, 2013 10:18 pm

Concepções actuais sobre a responsabilidade e a cidadania
> Noções sobre quem é responsável pelo bem estar da população.
> Discussão do papel do governo, da iniciativa privada, do Terceiro Sector, da sociedade civil.

> Cooperação e tensões entre os diferentes sectores.
> O papel das organizações voluntárias, as instituições filantrópicas, as fundações, na resolução de problemas da comunidade.

Participação política hoje; como praticamos a cidadania
> Por quê participar?
> O que significa ser um cidadão responsável?
> Ampliando os conceitos, do interesse individual para toda a comunidade; prevenção, posteridade.

> Desafios para a participação política em uma sociedade cada vez mais tecnológica;
quais os fóruns para discutir soluções possíveis?

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/assistencia/o-trabalho-voluntario.html

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 09, 2013 9:30 pm

.. Rodrigo Cunha > Criação versus evolução:
uma disputa pelo controle da política educacional

Artigos


Desde que o estado norte-americano de Kansas decidiu excluir a teoria da evolução, de Charles Darwin, das provas de ciências das escolas públicas, em 1999, tem crescido em vários países do mundo o movimento dos que defendem o criacionismo, corrente abraçada por religiosos e cientistas, segundo a qual a origem do universo e da vida é fruto da criação divina.

Em alguns países da Europa, o criacionismo se fortalece apenas gradativamente, mas em outros, o movimento já começa a dar sinais de poder na definição das políticas públicas de educação.

O jornal britânico The Independent publicou no dia 13 de junho deste ano uma matéria sobre a ligação do primeiro ministro Tony Blair com escolas que ensinam o criacionismo.
Segundo a matéria, ele inaugurou pessoalmente um desses estabelecimentos de ensino, dirigido por Peter Vardy, a quem Blair já havia concedido uma espécie de comenda, em 2001, por serviços prestados à educação.

O texto do Independent aponta o conselheiro de Blair, Andrew Adonis, como a principal força por trás da expansão das escolas religiosas no Reino Unido.

Nos últimos 10 anos, foram criadas na Inglaterra cerca de 180 novas escolas secundárias ligadas à igreja.
O primeiro ministro britânico, em entrevista na TV, já havia se declarado favorável ao que ele chamou de "diversidade no ensino":

a actual política educacional do Reino Unido determina que o currículo das escolas deve conter a teoria da evolução, mas permite que elas também ensinem o criacionismo.

A National Secular Society, uma organização racionalista fundada em 1866, que luta contra os privilégios religiosos, classificou a defesa do criacionismo no ensino como uma "deplorável aceitação de anti-ciência" por parte do primeiro ministro.

Não é apenas em países predominantemente protestantes, como os Estados Unidos e a Inglaterra, que o movimento anti-evolucionista vem crescendo.
Em fevereiro deste ano, o Ministério da Educação da Itália, um país fortemente católico, publicou o novo programa do ensino médio, que exclui do currículo o aprendizado da teoria da evolução.

Um grupo de renomados cientistas italianos, incluindo o vencedor do Prémio Nobel de medicina, Renato Dulbecco, publicou no jornal La Repubblica um apelo colectivo ao ministério para que reconsiderasse o programa, pois segundo eles, a exclusão "representa uma limitação cultural e uma renúncia ao desenvolvimento da curiosidade científica e da abertura da mente" da nova geração do país.

Em nota sobre o assunto, o Centro Studi Creazionismo afirmou que apesar de não compartilhar da teoria evolucionista, não é contrário ao seu ensino, mas defende que ela seja tratada de modo crítico e não dogmático.

Na Itália, onde o movimento anti-evolucionista já existe há mais de uma década, há quem adopte uma posição mais radical sobre essa questão.

Em 1991, Fernando De Angelis, doutor em Ciências Agrárias pela Universidade de Perugia, e fundador da Associação Cultural Evangélica Daniele-Baltazar, publicou um livro que ataca o darwinismo já em seu título:
A origem da vida por evolução, um obstáculo ao desenvolvimento da ciência.

Outros países europeus de maioria católica, como a Espanha, ou protestante, como a Alemanha, também possuem suas organizações criacionistas.
Já na França, berço do iluminismo racionalista, os religiosos aparentemente não vêem conflito entre a ideia da criação divina da vida e a evolução das espécies.

"Nas escolas francesas, a origem do universo e da vida é apresentada unicamente em seu aspecto científico", afirma Jacques Abbatucci, do Groupe d'étude Teilhard de Chardin, referindo-se à teoria do Big Bang que explica a origem do universo - e ao evolucionismo darwiniano.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 09, 2013 9:30 pm

Esse grupo de estudos é uma das várias associações francesas seguidoras da obra do geólogo, paleontólogo e padre jesuíta Pierre Teilhard de Chardin.
No livro Le Phénomène Humain, publicado no ano de sua morte, em 1955, o jesuíta e pesquisador Teilhard apresenta sua visão em torno do tema central da evolução, desenvolvendo o conceito de "noosfera" - um termo com certo sentido espiritual (algo como a rede cósmica das consciências individuais).

Ele esteve ligado ao longo de toda a sua carreira científica ao Museu Nacional de História Natural da França, sede da Fundação Teilhard de Chardin, fundada em 1962 em sua homenagem.

Já no continente americano, algumas organizações criacionistas, como a canadense, ainda lutam para obter espaço nas políticas educacionais de seus países.
"O ensino da evolução nas escolas públicas do Canadá é terrível", disse por e-mail à ComCiência Laurence Tisdall, presidente da Associação de Ciência Criacionista de Québec.

Essa entidade, ligada ao movimento da Criação Inteligente - segundo o qual, a natureza apresenta sinais evidentes de ter sido planeada por uma inteligência pré-existente integra a Access Research Network, uma organização de pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos dedicada a assuntos controversos como criação/evolução, engenharia genética e eutanásia, entre outros.

Segundo Tisdall, sua associação acaba de finalizar um artigo que critica página por página o manual de biologia usado actualmente no ensino secundário canadense.

"Esse livro menciona fraudes conhecidas desde 1937 como se fossem fatos!", ataca.
Uma das fraudes mencionadas pelo criacionista canadense é sobre a evolução da inteligência desde os ancestrais do Homo sapiens até o homem moderno.

Tisdall afirma que "há provas demonstrando que o homem das cavernas havia sido não apenas tão inteligente quanto nós, mas talvez até mais inteligente" (veja box ao final dessa reportagem).

Estados Unidos: onde a disputa ferve

"O clamor pelo ensino do criacionismo tornou-se mais forte nos anos que se seguiram à publicação de Voices for Evolution", conta Mollen Matsumura, do Centro Nacional para Educação da Ciência (NCSE, na sigla em inglês), uma organização norte-americana dedicada à defesa do ensino da evolução.

"É como se o brado pelo criacionismo fosse outrora um tímido ruído surdo e prolongado de trovão no horizonte, e agora, em mais e mais comunidades, o relâmpago esteja caindo", continua.
Esse livro, cuja primeira versão foi editada por Betty McCollister e publicada pelo NCSE saiu em 1981, contém dados sobre casos na justiça envolvendo a controvérsia evolução/criação, e o posicionamento de 15 organizações religiosas, 11 organizações de defesa das liberdades civis e dezenas de organizações científicas e educacionais sobre o assunto.

A segunda edição, revisada e ampliada, sob responsabilidade de Matsumura, foi publicada em 1995.

Nos Estados Unidos já existem associações criacionistas há décadas, como a Creation Research Society, criada por dez cientistas, no estado de Michigan, em 1963.

Mas foi só na década de 80 - após a publicação de Voices of Evolution - que os criacionistas norte-americanos conseguiram uma vitória significativa no campo educacional:
a Suprema Corte do país determinou que os estados não poderiam impedir o ensino do criacionismo nas escolas.

Uma das principais instituições responsáveis pelo lobby que levou a essa decisão foi o Institute for Creation Research, da Califórnia, que realiza seminários, conferências e debates sobre o assunto, possui uma rádio e um Museu da Criação e da História da Terra, além de publicar periódicos como Vital Articles on Science Creation, para o qual contribuem pesquisadores de diversas universidades do país.

Após a decisão da Suprema Corte, os estados do Alabama, Novo México e de Nebrasca adoptaram mudanças no currículo científico, apresentando o evolucionismo apenas como uma das possíveis teorias sobre a vida na Terra.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 09, 2013 9:31 pm

Os estados do Texas, de Ohio, Washington, New Hampshire e Tennesse adoptaram posição similar, incluindo a apresentação de evidências contradizendo a teoria da evolução, mas revogaram posteriormente essa última medida.

A mudança mais radical aconteceu em 1999, quando o Conselho de Educação de Kansas aprovou por seis votos a quatro o currículo padrão para as escolas públicas do estado, elaborado com o auxílio da Creation Science Association for Mid-America, excluindo questões sobre o evolucionismo em provas de admissão e de avaliação em vários níveis do ensino.

Essa medida, segundo os que defendem o evolucionismo, apesar de não impedir, desestimula o seu ensino nas escolas de Kansas.

"A controvérsia criação/evolução não é uma disputa intelectual ou científica, nem é um conflito entre ciência e religião", comenta Stanley Weinberg, fundador do primeiro dos 50 comités regionais que integram o Centro Nacional para Educação da Ciência - que conta ainda com cinco representações no Canadá.

"Basicamente, é uma disputa pelo controle da política educacional", completa.

Um caso exemplar na controvérsia

No final dos anos 90, uma descoberta de ossos de um Neandertal perto de Dusserldorf, na Alemanha, suscitou um grande interesse tanto entre evolucionistas quanto entre criacionistas.

Comparando o DNA mitocondrial do osso do Neandertal com o do homem moderno, pesquisadores evolucionistas afirmaram que a "linha neandertaliana" divergia da "linha dos hominídeos", sem contribuir para o DNA do Homo sapiens moderno.

Pesquisadores ligados ao criacionismo questionaram a cientificidade dos resultados, dizendo que a comparação de uma única amostra de Neandertal com o valor médio de resultados de 1669 homens modernos não é apropriada do ponto de vista estatístico.

"A anatomia do Neandertal é essencialmente humana, com o mesmo número de ossos, o mesmo funcionamento", afirma Dave Phillips, mestre em antropologia e doutor em paleontologia pela Universidade da Califórnia, em artigo publicado na Vital Articles on Science Creation.

Ele reconhece que existem diferenças no tamanho e na resistência dessa estrutura óssea, mas diz que elas não são significativas.
"Essas diferenças são sem importância e podem ser encontradas entre os humanos modernos", continua.

Phillips menciona no artigo a descoberta de uma pequena flauta feita a partir do fémur de um urso, junto a restos de ossos de Neandertal, uma evidência cultural que o leva a concluir que "os Neandertais eram humanos".

http://www.comciencia.br/200407/reportagens/04.shtml

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 10, 2013 8:57 pm

.. Mauro da Silva Costa > Ciência e Espiritismo

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A transcendental procura do homem pelos indícios do "Big Bang" que originou o universo.

A ávida busca do elo perdido, provando definitivamente teorias que nos tragam a certeza de nossa origem, da passagem macaco/homem.

A conquista do universo em busca de povos mais civilizados, de galáxias mais evoluídas, de novas e poderosas energias.

O avanço da medicina no controle genético visando seres mais perfeitos.

Questões relativamente complexas, levando-se em consideração a nossa intelectualidade científica incompleta e a nossa atrofiada evolução espiritual.

A natureza não dá saltos, a evolução é gradual e exige que o conhecimento seja absorvido como o ar que respiramos: de modo natural; que o conhecimento intelectual seja perfeitamente equilibrado com a moral como o pássaro que necessita das duas asas para voar.

É naturalmente lógico que nenhuma indagação ficará sem resposta, que o homem desvendará tudo o que ainda se lhe parece como mistério.

Existe o processo natural para se chegar da dúvida à solução da mesma forma que da semente desabrocha a flor, sem fugir das leis naturais que regem o universo, deve o homem desabrochar da ignorância para o saber.

A flor para desfrutar dos raios do sol, já crescida, se utilizou sem preconceito nenhum de todos os elementos disponíveis ao seu desenvolvimento.

O homem com sua pseudo-racionalidade, deixa de lado pontos importantes, que iriam ajudar em seu desenvolvimento, não por ser racional, mas por ser emocional como disse J. Herculano Pires, o homem não é racional e sim emocional, pois se deixa dominar pelas emoções ao invés de aplicar a razão.

Estamos oferecendo à Ciência a Doutrina Espírita que também é ciência.

Gostaríamos que os homens ligados a Ciência material percebessem o quanto a Doutrina Espírita "como ciência espiritual" pode lhes ajudar, deixar de lado o orgulho-emoção e admitirem as evidências.

O Espiritismo não é uma doutrina igrejeira, mística e rezadora (porém, a oração é necessária para elevar a alma a Deus), como ainda pensam alguns, é uma doutrina totalmente baseada na lógica, na razão e nas leis naturais, as mesmas leis que regem os astros do universo e as combinações físico-químicas dos experimentos científicos.

Com a união da ciência material e espiritual, chegaremos não a todas as respostas, ainda, mas com certeza estaremos bem mais próximos delas.

O mesmo conceito aplica-se aos espíritas que desprezam a ciência material, causando uma estagnação doentia e prejudicial à Doutrina Espírita.

A Ciência material vem justamente comprovar, dar o apoio para que a Doutrina Espírita perca o ar de milagre e de sobrenatural.

Doutrina Espírita e Ciência material, estamos batendo essas nossas duas asas ainda de forma descompassada.

Estamos voando ainda meio sem jeito como um pássaro ferido.
Basta apenas que nos conscientizemos da importância que cada segmento possui, para que o voo possa nos levar as esferas mais altas e mais distantes.

A revelação espírita possui um duplo carácter:
ela participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 10, 2013 8:58 pm

Allan Kardec
1804-1869
in A GÉNESE, cap. I

Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem.
Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam.

Ao homem, além do instinto, deste a inteligência e a razão;
também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas acções.

Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações.
Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão.
Desaparecido terá, então, a incredulidade.
Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra.

Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.


Allan Kardec in cap. XXVIII do livro O Evangelho segundo o Espiritismo.

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 11, 2013 10:27 pm

.. Renato Costa > Atendimento fraterno na Internet

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Em mais de uma ocasião, quando escrevíamos em listas espíritas, aparecia uma irmã ou um irmão reclamando que pessoas andavam escrevendo à lista para pedir auxílio espiritual e que o objectivo da lista era o estudo da Doutrina, devendo o atendimento fraterno ser feito apenas nas casas espíritas.

Sempre discordamos da opinião de tais irmãos e irmãs e várias vezes dissemos que o único motivo que nos levava a escrever em tais listas era tentar ajudar a quem necessitasse, no limite de nossas possibilidades.

Infelizmente, cada vez menos necessitados passaram a procurar as listas que frequentávamos, talvez melindrados por tais comentários, o que nos acabou levando a abandoná-las.

Neste pequeno artigo tentaremos dizer o que pensamos sobre atendimento fraterno em listas e foros espíritas na Internet.

Uma pessoa passando por sérios problemas físicos ou emocionais e que ainda esteja em estágio evolutivo pouco avançado não vai pegar O Livro dos Espíritos ou O Evangelho Segundo o Espiritismo para estudar e discutir com os outros seu entendimento, em meio às suas aflições e angústias.

O Senhor Jesus repreendia os eruditos fariseus por não estudarem convenientemente a Lei e os Profetas e por não colocarem em prática os ensinamentos contidos em tais obras, mas jamais disse aos homens do povo, doentes e miseráveis, que O procuravam aflitos, que fossem estudar as Escrituras, nem que procurassem ajuda nas sinagogas ou em outra parte.

Quando chega um enfartado no Pronto-socorro do hospital, o médico de plantão não o manda voltar para casa para cuidar da sua saúde, aprender a se alimentar com equilíbrio e fazer exercícios regulares.

Não, primeiro ele cuida do enfartado para evitar o agravamento do quadro doentio e, somente após o doente estar fora de perigo, é que ele dá as orientações preventivas.

Pessoas que não vão a uma casa espírita por vergonha ou preguiça valem-se do anonimato da Internet para nos revelar suas mazelas e pedir conselhos.

Repreendê-las, dizendo estarem elas no local inadequado, encaminhando-as, a seguir, a uma casa espírita, não só se constitui em falta de caridade cristã, como vimos, mas até na falta de um bom senso que a medicina humana possui e põe em prática.

Tal atitude, ao invés de lograr o encaminhamento do necessitado a um centro espírita, como o conselho dado procura orientar, fará, no mais das vezes, que o mesmo procure auxílio alhures na Internet, o que, talvez, se dê em listas de outras crenças onde ele seja bem recebido e amparado, mas onde não terá o esclarecimento que a Doutrina Espírita possibilita.

Quando respondemos a um questionamento de uma pessoa que se encontra em situação difícil, devemos, como Cristãos e como Espíritas, socorrê-la com o melhor que temos dentro de nós, mesmo que isso não seja mais que umas pobres palavras ou uma manifestação de carinho.

Se o necessitado demorar a se equilibrar, sejamos pacientes com ele.
Nossos guias espirituais estão connosco há séculos, talvez milénios, e nunca desistiram de nós.

Saibamos ser, nós, os guias daqueles que nos procuram pedindo ajuda, não importa se isso nos tomar horas, dias, meses ou seja lá o tempo que for.

Somente ao vermos restabelecido um mínimo de equilíbrio emocional no necessitado é que poderemos encaminhá-lo a uma casa espírita.
Caso ele vá e queira nos contar suas experiências e impressões, saibamos escutá-lo com a mesma calma e atenção com que um pai deve escutar o filho pequeno contando o que fez na escola.

Um momento chegará quando nosso protegido se sentirá bem, seguro consigo mesmo, e, quando isso ocorrer, ele não mais nos procurará.
Teremos feito, então, o que era esperado de nós pela espiritualidade maior.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 11, 2013 10:27 pm

A Internet é uma tecnologia maravilhosa que aproxima de nós pessoas fisicamente distantes, ampliando enormemente nossas oportunidades de servir.

Saibamos fazer bom uso dessa tecnologia e façamos de nosso endereço de email, das listas e dos foros que frequentamos uma extensão do atendimento fraterno da casa espírita.

Dizem alguns que nada iguala o olho no olho, o contacto pessoal.

É verdade, não há dúvida.
No entanto, muitos perturbados sequer conseguem relatar a alguém os problemas cruéis que os atormentam, sentindo tamanha vergonha de si mesmos que preferem se esconder sob apelidos no anonimato das listas e foros virtuais.

Aproveitemos essa oportunidade e sejamos cristãos.
Como nos ensinou o Mestre, de nada vale a lâmpada escondida debaixo da mesa. Uma lista de estudos onde não há lugar para os necessitados é uma lâmpada debaixo da mesa.

Coloquemos nossa lâmpada no ponto mais alto da sala para que ela espalhe claridade em todo o ambiente.

Que a nossa lista ou foro na Internet seja como a casa espírita, de porta sempre aberta para todos que a ela venham, seja por qual motivo for.

Artigo publicado originalmente em O Espírita Fluminense, Ano L, No 306, maio/junho de 2006

http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 12, 2013 8:58 pm

.. Renato Costa > Bem-aventurados os Pobres de Espírito

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Bem-aventurados os Pobres de Espírito

in O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VII

Estudo apresentado na Sociedade Espírita Irmão Francisco de Assis Duas Barras, RJ, em 16 de abril de 2005

Recordações

No poético e magnífico manual de vida que o Mestre nos legou, chamado pela tradição de "O Sermão da Montanha", lembramos ter lido que, no elenco das bem-aventuranças, Jesus nos ensinou:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus"

Acreditando estar ouvindo tal afirmação vinda de Jesus, nosso entendimento actual fica, de imediato, confuso.
Sem aceitar a primeira impressão que ela nos dá, recorremos ao Aurélio e, no verbete próprio, lemos a seguinte definição para a expressão "pobre de espírito":

Pobre de espírito.
Pessoa simplória, ingénua, parva, tola.

O que é isso?, nos perguntamos, surpresos.
É evidente, para nós, que o Mestre dos Mestres não estaria a dizer que o Reino dos Céus pertence aos parvos, aos tolos ou ingénuos.

Somos espíritas e, como tal, nada deve ser aceite por nós como chega aos nossos sentidos, sem que antes analisemos a informação percebida usando da razão e do bom-senso.

Desse modo, se a informação que nos chega nos parece absurda, cabe a nós investigarmos mais aprofundadamente a questão até que o sentido se faça.
Façamo-lo, pois, sem mais delongas.

O que diz a Codificação

O Capítulo VII de O Evangelho Segundo o Espiritismo leva o título que demos ao nosso estudo, isto é, "Bem-aventurados os pobres de espírito".

Como era de se esperar, dados a lógica impecável e o bom-senso lapidar do Consolador, ele abre o capítulo com o tema "O que se deve entender por pobres de espírito", iniciando seus comentários com as seguintes sábias palavras:

A incredulidade zombou desta máxima:
Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende.

Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos? - e os concluindo com estas, não menos sábias:
Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito;
que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus.

Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 12, 2013 8:59 pm

Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

A explicação de Kardec é clara e faz total sentido, dando às palavras de Jesus o carácter que se pode esperar delas.

Fica, no entanto, a dúvida.
Se Jesus quis se referir aos humildes de espírito e aos simples de coração, por que ele usou a expressão "pobres de espírito" e não outra mais adequada?

Mas... será que Jesus usou mesmo a expressão "pobres de espírito"?

Para conferir se a expressão usada pelo Mestre foi mesmo "pobres de espírito", consultamos três edições da Bíblia em Português e uma na sua versão em Francês.

Vejamos o resultado de nossa consulta:
Recorremos, primeiramente, uma edição feita pela Enciclopédia Barsa de uma das Bíblias católicas mais utilizadas no Brasil, isto é, a tradução feita pelo padre António Pereira de Figueiredo no século XVIII, com base na Vulgata Latina, tradução feita por Jerónimo no Século V.

A outra tradução mais usada no Brasil é aquela feita pelo Padre Matos Soares, em 1930, igualmente a partir da Vulgata latina.

Como veremos abaixo, a fala de Jesus aparece transcrita nas traduções da Vulgata de forma idêntica a como aparece em O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Essa constatação confirma o que era de se esperar, isto é, que a Bíblia em francês utilizada por Kardec era, também ela, uma tradução da Vulgata.

Dizemos isso porque a comunidade católica, durante séculos, desde o Concílio de Trento, em 1546, até algum tempo após 1943, ano em que o Papa Pio XII liberou oficialmente que novas traduções fossem feitas a partir dos originais, só tinha à sua disposição para consulta e estudo a Vulgata ou traduções da Vulgata para suas línguas nativas.

E o que será que diz a Vulgata?
"Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus"
Jesus (Mt: 5.3)

A expressão ?pobres de espírito? foi traduzida para o português como para vários outros idiomas, tendo como base a tradução do grego existente na Vulgata latina, feita por Jerónimo, no final do século IV, quando os manuscritos originais hoje disponíveis, mais antigos e confiáveis, ainda não haviam sido encontrados.

Divulgada por séculos em toda a comunidade católica como a única versão aceita pela Igreja, a Vulgata acabou imprimindo na memória dos milhões de Espíritos que reencarnaram nas comunidades católicas ao longo desse imenso período, a lembrança de Jesus ter dito que o reino dos céus seria herdado pelos pobres de espírito.

Não é por outro motivo que muitos estudos actuais sobre o tema, mesmo em meios espíritas, costumam manter a tradução proveniente da Vulgata latina, ignorando ser ela tida pelos estudiosos da Bíblia como das menos confiáveis.

A segunda Bíblia que consultamos foi uma edição em português, pela Editora Ave-maria, da tradução feita pelos Monges de Mardesous.
Esta tradução foi feita para o francês a partir dos originais em hebraico e grego, tendo já contado com manuscritos descobertos mais recentemente.

Foi publicada somente em 1957.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 12, 2013 8:59 pm

Mais confiável, pelas razões expostas, que as traduções feitas a partir da Vulgata, veremos que ela dá um significado compreensível às palavras de Jesus:
"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o reino dos céus!"
Jesus (Mt: 5.3)

Quem tem um coração de pobre são os humildes.
E que os humildes venham a herdar o reino dos céus faz sentido, apesar de ainda nos parecer uma afirmação um tanto vaga para ter vindo do Mestre dos mestres.

Afinal, um pobre pode ter o coração humilde externado no seu comportamento social, mas pode, por outro lado, ser revoltado com sua situação e, desse modo, não possuir humildade moral.

A terceira Bíblia consultada foi uma edição digital da chamada edição revisada de Almeida.
A tradução para o português iniciada por João Ferreira de Almeida no século XVII não seguiu à Vulgata, pois o autor se havia convertido à fé protestante, tendo ele e seus sucessores se baseado nos originais em aramaico e grego disponíveis então.

A chamada "edição revisada de João Ferreira de Almeida", publicada em 1967, seguiu os melhores manuscritos originais hoje conhecidos, gozando, assim, de boa consideração pelos estudiosos actuais.

A transcrição dela é a seguinte:
"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus"
Jesus (Mt: 5.3)

A expressão "humildes de espírito" nos parece precisa, pois o adjectivo humilde, como vimos, pode ser entendido como acanhado, tímido, mas, quando ouvimos falar em "humilde de espírito", sabemos que estamos falando de uma qualidade moral e não de um aspecto comportamental.

A Bíblia de Jerusalém, preparada a partir dos anos da segunda guerra e que teve sua primeira versão brasileira publicada em 1981 pela Editora Paulina, foi por nós consultada em sua versão revisada, editada em francês em 1973.

Diz ela:
"Felizes os pobres em espírito, pois o reino dos céus a eles pertence"

O pobre em espírito certamente é humilde pois se sabe necessitando de ajuda para crescer.
Mais que isso, ele sabe que a ajuda que necessita é espiritual pois é nesse aspecto que está sua pobreza.

Resta certo, portanto, que ele ora a Deus e aos bons Espíritos suplicando tal ajuda ao mesmo tempo em que se esforça para enriquecer seu espírito com as virtudes das quais se vê carente.

Vejamos, finalmente, o que nos ensina o Professor Pastorino em A Sabedoria do Evangelho:
Uma variedade imensa de traduções tem sido dada às palavras de Mateus ptôchoi tôi pnéumati.

Vamos analisá-las.

O primeiro elemento, ptóchos, significa, exactamente, "aquele que caminha humilde a mendigar".

Sua construção normal com acusativo de relação poderia significar o que costumam dar as traduções correntes:
"mendigos (pobres, humildes) no (quanto ao) espírito".
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 13, 2013 9:14 pm

Acontece, porém, que aí aparece construído com dativo, à semelhança de tapeinoús tôi pnéumati (Salmo 34: 18), "submissos ao Espírito";
ou zéôn tôi pnéumati (At. 18:25), "fervorosos para com Espírito";
ou hagía kai tôi sôrnati kaì tôi pnéumati (1 Cor. 7:34), "santos tanto para o corpo, como para com o espírito".

Após havermos considerando numerosas traduções, aceitamos a que propôs José de Oiticica, MENDIGOS DE ESPIRITO, por ser mais conforme ao original grego, e por ser a mais lógica e racional: pois realmente são felizes aqueles que mendigam o Espírito; aqueles que, algemados ainda no cárcere da carne, buscam espiritualizar-se por todos os meios ao seu alcance, pedem, imploram, mendigam esse Espírito que neles reside, mas que tão oculto se acha.

Humildes de espírito, humildes em espírito ou mendigos de espírito são traduções que levam, em nossa opinião, ao mesmo entendimento, pois aquele que é humilde de espírito ou em espírito sabe-se no início da jornada e tem consciência da ajuda que precisa da Espiritualidade, a ela recorrendo com frequência em suas preces.

O que Jesus quis nos ensinar, portanto, é que o reino dos céus, aquele estado que está no mais íntimo do nosso ser e que nós, no mais das vezes, desconhecemos, só será atingido pelos humildes que, com paciência e perseverança buscam as coisas do espírito, procurando, a cada dia, sem cessar, ser um pouco melhores que no dia anterior, aceitando as expiações e provações por que passam como lições a serem aprendidas, jamais se revoltando contra a vida ou contra Deus e constantemente orando à Espiritualidade Maior para que os ajude nessa empreitada.

Como podemos ver, mesmo com a tradução precária que Kardec tinha nas mãos, o Codificador soube, inspirado pela falange de Espíritos de escol, liderada por Jesus, utilizar a razão e o bom-senso para captar a verdadeira mensagem do Mestre.

Os Dois Caminhos da Humildade

Sabemos, da Codificação, que o Espírito necessita evoluir em Conhecimento e Bondade para alcançar a perfeição.

A evolução predominante em uma das sendas evolutivas, com descaso pela outra, causa distorção, não sendo dela que estamos falando.

Espíritos que evoluem em conhecimento, negligenciando a bondade, revelam-se como os grandes líderes das trevas que tanto mal fazem à humanidade antes de se darem conta de sua distorção evolutiva e tomarem o caminho do bem.

Espíritos que ignoram a necessidade de conhecimento, julgando que, para evoluírem, só precisam ser bons, ignoram oportunidades preciosas de praticar o bem por serem incapazes de identificá-las, devido à sua falta de conhecimento, até que, frustrados pelo pouco que logram realizar, aceitam instruir-se, compreendendo que o conhecimento é necessário para melhor praticar a bondade para com o próximo.

Por outro lado, é de se esperar que, aquele que evoluiu notadamente em conhecimento, mas sem deixar de evoluir em bondade, demonstre a mesma humildade que aquele outro que tenha evoluído de forma destacada na senda da bondade, tampouco deixando de evoluir em conhecimento.

Vejamos se é assim que acontece.

A Humildade na Senda do Conhecimento

Sócrates, o grande pensador grego da antiguidade, nos legou o ensinamento:
"O sábio é aquele que sabe que nada sabe".

A humildade é uma característica de quem estuda muito, pois aquele que estuda pouco e fica satisfeito, o faz por julgar que tudo sabe, ao passo que quem deseja realmente entender um campo do saber, jamais para de estudá-lo por perceber que, quanto mais o estuda, mais se lhe abre a compreensão do quanto ainda falta estudar.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 13, 2013 9:15 pm

Isaac Newton é considerado o Pai da Física Moderna.

Incluído pela história entre os grandes Génios da Humanidade, quando, uma vez, o cobriam de elogios pela sua obra, ele afirmou:
"Se pude ver mais longe é porque me ergui sobre os ombros de gigantes."

A humildade reflectida por essa frase de Newton está no entendimento de que ninguém, sozinho, descobre coisa alguma, inventa nada, cria o que quer que seja.
Toda conquista do saber humano é uma obra colectiva, uns partindo de onde outros pararam e parando onde outros irão começar.

Albert Einstein, inquestionavelmente, o maior génio do século XX, era, segundo aqueles que o conheceram, totalmente imune a louvores, ofensas, sucessos ou fracassos.
Nada disso, que tanto abala a maioria dos homens, tinha significado algum para o seu estado emocional.

A humildade de Einstein nos ensina que devemos nos manter imperturbáveis quando em busca do saber, conscientes de que, sempre que erramos, poderemos, mais tarde, reparar o erro e ir e frente e que, sempre que nos elogiam ou nos ofendem, isso em nada irá alterar para melhor ou para pior nossas chances de obter sucesso se nos dedicarmos a tal.

Em seu exemplar de 12 de dezembro de 2004, o periódico americano The New York Times trouxe a público uma entrevista com o Professor Stephen Hawking.
Nessa entrevista, uma pergunta feita ao notável físico inglês merece especial atenção para o proveito de nosso estudo.

"Como podemos saber se o senhor se qualifica como um físico genial, como invariavelmente o descrevem?", perguntou a entrevistadora.

Ao que o Prof. Hawking respondeu:
"A mídia tem necessidade de super-heróis na ciência, como em todas as esferas da vida, mas o que existe, na verdade, é uma faixa contínua de habilidades, sem qualquer linha divisória clara."

Aqui, vemos outro aspecto da humildade na senda do conhecimento.
Não existem génios, pessoas medianas e indivíduos parvos.

A estratificação da raça humana em classes é necessária para nossa melhor compreensão, mas não corresponde à realidade.

Uma faixa contínua de habilidades, sim.
Com humildade devemos perceber que, se somos muito bons em uma área do conhecimento, nada sabemos de uma outra que, por certo, é dominada por outra pessoa.

Logo, nem nós nem a outra pessoa somos génios, apenas pontos discretos num imenso mapa de saber onde se espalha toda a humanidade.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 13, 2013 9:15 pm

A Humildade na Senda da Bondade

Uma vez, orando fervorosamente defronte a um crucifixo na velha capela abandonada de São Damião, na cidade de Assis, Francisco ouviu a exortação de Jesus:
"Francisco, não vês que a minha casa está em ruínas? Restaura-a para mim!".

Em sua humildade, aquele grande Espírito pensou que o Mestre se referia à capela abandonada onde ele estava a orar e, de pronto, com suas próprias mãos, começou a restaurá-la.

Na verdade, Jesus se referia à Igreja como instituição, convertida que se tinha em uma sociedade política e militar, tendo abandonado por completo os ensinamentos que Ele nos havia trazido.

Ao longo dos anos seguintes, Francisco se engajou de corpo e alma na tarefa de trazer essa Igreja de volta ao rumo certo.

Mas o fez desposando-se da pobreza, sempre humilde, sabendo ser a cada instante, como Jesus nos havia ensinado:
"... aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos".

A Humildade Conquistada em Um e no Outro Caminho São Excludentes?

A separação que fizemos entre a humildade conquistada no caminho do conhecimento e aquela conquistada no caminho da bondade tem o propósito, exclusivamente, didáctico.

Ë inconcebível que um Espírito de grande adiantamento intelectual, que tenha chegado ao estágio de ser humilde em relação ao seu conhecimento, se ufane de actos de bondade que porventura pratique.

Do mesmo modo, é impensável que um Espírito seja capaz de um imenso amor pelo semelhante sem disto se jactar e, ao mesmo tempo, se envaideça do seu conhecimento em alguma área do saber.

A corroborar o que acabamos de dizer, veremos, analisando os homens da ciência citados mais acima, que os três demonstraram evolução moral e entendimento das questões espirituais, ingredientes suficientes para os sabermos humildes na senda da bondade.

Segundo regista a história, Newton, na fase mais criativa de sua produção científica, teve sua atenção voltada para as questões espirituais.
Rejeitando os ensinamentos religiosos de então, pesquisou obras teológicas antigas e a alquimia em busca de uma exegese bíblica que fizesse sentido para o seu génio inquiridor.

Tornou-se um unitariano, reedição inglesa do século XVIII do arianismo, doutrina que negava a Trindade, pregando a unicidade de Deus, e que havia sido condenada pelo Concílio de Nicéia, no ano de 325.

Como podemos ver, Newton tinha preocupações de ordem espiritual.
Ao longo de sua vida, ele fez o melhor que pode para conciliar seu conhecimento científico com o entendimento das coisas espirituais, para tanto indo buscar, na sabedoria antiga, valores que a religião dita do Cristo há muito havia abandonado.

Einstein procurou Deus na natureza que, com tanto amor, ele estudou.
Para ele, Deus se expressava na natureza através de suas leis.

Einstein acreditava em Deus como a alma do Universo, sendo, por isso, julgado ateu por muitos de seus contemporâneos, acostumados ao deus pessoal que cuida de cada uma de nossas necessidades pessoais.

Quão próximo é esse entendimento de Einstein daquele expresso pela resposta à primeira questão de O Livro dos Espíritos!

Uma frase magistral de Einstein precisa ser analisada neste estudo.

Disse ele uma vez:
"Deus resiste aos soberbos mas dá Sua graça aos humildes."
Quanta sabedoria nessa frase!
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Ave sem Ninho

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 14, 2013 9:21 pm

A experiência pessoal de cada um de nós já nos deve ter mostrado que, quando nos ensoberbamos, julgando que o sucesso nos será certo, devido à nossa capacidade intelectual e dedicação, ele nos escapa, enquanto que, nas ocasiões em que nos fizemos humildes e, além de darmos tudo de nós, oramos pela ajuda divina, o sucesso nos vem sem demora.

Na mesma entrevista citada mais acima, a repórter do New York Times perguntou a Stephen Hawkin:
Você acredita em Deus?

Ao que Stephen Hawking respondeu:
Eu não acredito em um Deus pessoal.

O Prof. Hawkin, como maioria dos cientistas, sobretudo os físicos, é um agnóstico. Isso não impede, no entanto, que quando ele pondera sobre Deus fora da sua actividade científica, ele o faça utilizando seu raciocínio e o faz, como se vê, negando a possibilidade de um Deus pessoal e mostrando, assim, estar em total sintonia com o entendimento espírita nessa questão.

Afinal, como nos ensinaram os Espíritos, Deus é a Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas.
Nada pode ser tão diferente de um Deus pessoal, não é mesmo?

Para quem tem dificuldade em ver o adiantamento moral do Professor Hawking, basta conhecer sua figura imóvel e contorcida, sentado em uma cadeira de rodas e falando através de um sintetizador de voz.

Acometido de uma doença neurológica chamada de esclerose lateral amiotrópica, quando ainda na faculdade, Hawking conta em suas biografias que se sentiu feliz por ter escolhido física teórica como campo de estudo, o que não lhe requereria qualquer esforço físico.

Sempre bem-humorado e extremamente produtivo como pesquisador, Hawking é uma demonstração viva de que como é possível superar as limitações do corpo físico e ter uma vida plena, cumprindo a missão que se traz ao mundo.

Para melhor entendermos o porque de a humildade intelectual e a humildade moral estarem sempre juntas, é bom recorrermos a O Livro dos Espíritos.

Na Questão 780, Kardec perguntou aos Espíritos:
780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual? - ao que os Espíritos responderam:
"Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente."

Continuou o Codificador:
a) Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?

Tendo esclarecido os Espíritos:
"Fazendo compreensíveis o bem e o mal.
O homem, desde então, pode escolher.
O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos actos."

Por último Kardec quis saber:
b) Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?

Tendo os Espíritos respondido:
"O progresso completo constitui o objectivo.
Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem.
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Ave sem Ninho

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 14, 2013 9:21 pm

Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal.
O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se."

Quem se revela humilde na senda do saber já avançou bastante moralmente para perseguir o progresso na senda da bondade e o faz com a humildade já conquistada.

A conquista da humildade é, portanto, o ponto de equilíbrio entre a inteligência e a moral.

Jesus, Humilde em Espírito por Excelência

Contam os evangelhos canónicos (Mc 10, 17 e Lu 18, 18) que, em dada ocasião, aproximou-se um jovem de Jesus e perguntou:
"Bom Mestre, o que é preciso que eu faça para adquirir a vida eterna?"

Ao que o Mestre respondeu:
"Por que me chamais bom? Só Deus é bom."
Jesus foi o exemplo maior de humildade.
De Si nunca disse nem mais nem menos do que realmente era.

Quando afirmou, conforme relata João, "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (Jo 14, 11) ou "Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim."(Jo 14, 14), nada falava além da verdade que tão bem conhecemos.

A quantos milhões de anos Jesus tem cuidado de nós, jamais abandonando a uma só de suas amadas ovelhas?
Mais do que o sofrimento no Gólgota, é essa dedicação contínua por nós que mostra o quanto Jesus tem dado a vida por nós.

E quem tem dúvida de que Jesus, ao longo desse tempo imenso, conhece a cada um de nós na mais profunda intimidade?
Quando Jesus disse "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida..." (Jo 14,6) , cada atributo desses reflecte a mais pura verdade.

Jesus é, de facto, o caminho, sendo por todos sabido que quem segue os Seus passos chegará mais cedo à perfeição.
É, sem dúvida, a verdade, uma vez que nada que saiu de Sua boca jamais deixou de representar a verdade em sua mais pura essência.

É, sem sombra de dúvida, a vida, a verdadeira vida, pois seu exemplo nos mostra como estar neste mundo sem a ele pertencer, como aproveitar ao máximo o nosso potencial de "vivos", no entender profundo do termo, representando aqueles que despertaram para o sentido da existência.

Tudo o que Jesus disse de si foi exactamente o que Ele é, sem aumentar nem diminuir nada.

Espírito de imensa envergadura, responsável maior pelo nosso orbe e pela humanidade terrena, Jesus poderia ter escolhido nascer em berço de ouro, filho, talvez, do poderoso imperador romano.

No entanto, preferiu nascer em um estábulo, na simplicidade de uma classe humilde e em uma nação dominada.

Questionado pelos poderosos da época quanto ao facto de se misturar com os excluídos, chamados de pecadores por aqueles que se julgavam sem culpa, o Mestre replicava "Os sãos não precisam de médicos e, sim, os doentes."
(Mt 9,12; Mc 2, 17 e Lu 5, 31).

Quando queriam, ora endeusá-lo, ora condená-lo pelos notáveis prodígios que fazia, Ele apenas respondia que as obras que fazia era o Pai que fazia através d'Ele, exortando-nos a fazer obras iguais ou até maiores, como relata João (Jo 14, 12).

Toda a vida de Jesus entre nós foi uma aula de humildade. Jesus poderia ter sido rei na Terra, mas Ele não tinha vindo para isso.
Poderia ter sido um grande rabino de seu tempo, o maior de todos, mas não era essa a missão a que se tinha proposto.
Poderia ter sido um mago, respeitado e temido por todos, mas tal não era a sua natureza.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 14, 2013 9:21 pm

Quanto mais evoluído um Espírito menos ele valoriza seu estágio evolutivo diante dos homens, pois, ao evoluir, todos os sentimentos ligados ao ego vão sendo abandonados.

Aquele que se Eleva será Rebaixado

Tendo esclarecido o que o Mestre queria dizer por Pobres de Espírito no sermão das Bem-aventuranças, Kardec apresenta, na sequência de O Evangelho Segundo o Espiritismo, três passagens, que abaixo transcrevemos, realçando a mensagem que devemos fixar:
Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
Quem é o maior no reino dos céus?

Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu:
Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus.
Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.

(Mateus, XVIII, 1 a 5.)

Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa.

Disse-lhe ele:
"Que queres?"
"Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda.? - Mas, Jesus respondeu, ?Não sabes o que pedes;
podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?"

Eles responderam: Podemos.
Jesus lhes replicou: É certo que bebereis o cálice que eu beber;
mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder;
isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.

Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos.

Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse:
Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império.

Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo;
- e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo;
- do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.
(Mateus, XX, 20 a 28)

Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição.

Os que lá estavam o observaram.

Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo:
"Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos:
dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 15, 2013 8:46 pm

- Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga:
meu amigo, venha mais para cima.
Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa;
- porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (Lucas, XIV, 1 e 7 a 11.)

Como o reino dos céus não se encontra ali ou acolá, mas no mais íntimo de nós, ser grande no reino dos céus não significa uma posição de destaque em relação aos outros, um parâmetro com que possamos nos avaliar melhores ou maiores que alguma outra pessoa.

Ser grande no reino dos céus é uma vitória íntima que relaciona, entre os inimigos derrotados, o orgulho, a vaidade, a inveja, o desdém e todos os sentimentos negativos que nos fazem avaliar os outros com base em nós mesmos e a nós mesmos com base nos demais.

A busca humilde do reino dos céus exige disciplina e força de vontade.
Assim, a postura que assumimos diante dos outros deve ser objecto constante de nossa vigilância.
A postura que temos em lugar público, em nosso lar ou no movimento espírita deve ser a de humilde servidor.

Se isso nos é difícil assumir no íntimo, que, pelo menos, nos esforcemos para que tal seja nosso comportamento exterior.
De tanto nos disciplinarmos para não externar emoções negativas, elas aos poucos vão desaparecendo do nosso psiquismo.

Sim, porque a vaidade e o orgulho se alimentam de elogios, agradecimentos efusivos, comemorações.
Quando não externamos vaidade, quando não deixamos transparecer o prazer que nos dão os elogios, as outras pessoas, aos poucos, deixam de nos louvar as qualidades e, em persistindo nossa determinação, com o tempo, nosso sentimento se vai modificando para melhor.

Podemos estar com o coração inflado de orgulho pelos nossos feitos, mas, já que nossos sentimentos se encontram camuflados em um corpo físico, saibamos usar dessa facilidade para não externarmos nossas emoções.

Mantenhamos o rosto sereno perante elogios que se nos dirijam, evitando responder com agradecimentos efusivos ou contestações veementes, que, no fundo, somente realçam o que foi dito por aquele que nos enalteceu.

Se, em qualquer ocasião formos elogiados, saibamos sorrir discretamente, fazer uma pequena mesura com a cabeça ou algum outro gesto subtil que demonstre educação, simpatia, mas não revele concordância com o que foi dito e deixe claro que a manifestação não nos perturbou.

Podemos nos considerar importantes pela nossa posição na sociedade, mas saibamos ser gentis e prestativos para com quem quer que seja, principalmente, porém, para com aqueles que a sociedade vê como párias, destituídos, estropiados.

O adiantamento moral de um indivíduo não se revela em sua indumentária, na sua profissão ou na educação que possui.
Sejamos servos de todos, dos que nos são superiores na vida social, dos que nos são subordinados e daqueles outros com que travamos contacto ao longo da existência.

Servir com humildade não é baixar a cabeça, estar todo o tempo a olhar para o chão, sentar sempre no canto mais escuro e frio de uma sala.
Não, servir com humildade é manter a cabeça erguida, mas sem jamais olhar os outros de cima para baixo.

Servir com humildade é olhar nos olhos de todos com serenidade, sejam eles os poderosos do mundo ou os mais humildes rejeitados e, ma medida de nossas possibilidades, tudo fazermos para ajudá-los em sua senda evolutiva.

Servir com humildade é sentar, sempre que possível, perto de um irmão ou irmã que precise de nosso apoio, seja na forma de um ouvido amigo a escutar suas lamentações e a lhe aconselhar no que for possível, seja na de um companheiro silencioso, em prece compenetrada enviando vibrações de amor para lhe acalmar a mente confusa.
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