COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 24, 2018 8:46 pm

Se a equipe de médiuns for maior do que o comum, por falta de espaço físico para o funcionamento de mais grupos, o médium estará cumprindo seu dever com apenas uma comunicação e permitindo que os demais componentes participem também dos trabalhos.
Agora, isso não é uma regra puramente matemática, pois dependendo do comunicante e da circunstância da reunião, esse limite ideal ao equilíbrio dos trabalhos e dos médiuns pode ser ampliado para até três manifestações, em casos, por exemplo, em que a equipe mediúnica esteja desfalcada no seu corpo de médiuns de psicofonia.

63. Há alguma vantagem para a eficácia dos trabalhos no facto de ser o doutrinador também vidente?
Não é bem vantagem o termo.
Há, possivelmente, uma maior confiança de parte do doutrinador e também do grupo quanto à realidade do fenómeno mediúnico.
Porém, como cada caso é um caso, aquilo que, em determinadas circunstâncias, possa ser encarado como factor aparentemente positivo em mediunidade, poderá ser, na realidade, factor negativo. Isso porque a entidade que o doutrinador esteja, eventualmente, vendo naquele momento poderá não ser aquela que está, de facto, se comunicando.
Também, o vidente não vê a hora que quer nem o que quer ver.
Por outro lado, a entidade poderá enganá-lo, confundindo sua vidência com o emprego da ideoplastia e outros recursos incontáveis de que os Espíritos embusteiros dispõem para mistificar, disfarçando a própria aparência.
Essa vantagem que se presume, portanto, é muito relativa e poderá vir a ser até uma tremenda desvantagem, se o doutrinador vidente não aliar às suas precauções outras cautelas que a experiência recomenda para o delicado intercâmbio entre os dois planos.
O Curso de Estudos Sobre Reuniões Mediúnicas, organizado pelo Centro Espírita Allan Kardec, de Campinas/SP, considera a vidência na doutrinação como um bom instrumento para fornecer ao doutrinador informações e detalhes que podem ajudar no seu trabalho.
São necessárias, porém, as devidas cautelas que a própria Doutrina Espírita nos recomenda tanto.

64. Como, então, o doutrinador pode perceber, por exemplo, um caso de mistificação no fenómeno mediúnico?
O Espírito mistificador, ou seja, aquele que se diz ser o que não é, com o objectivo determinado de enganar, fazendo-se passar por entidades, nomes respeitáveis, que estão muito acima da sua condição espiritual, pode ser detectado e desmascarado pelo próprio conteúdo de sua conversa.
Não se pega um mentiroso facilmente na mentira pelas contradições, a insegurança e o tom de leviandade no que diz?
Assim também dá-se com os desencarnados.
Ao se defrontar com essas situações, o doutrinador deve inclusive estimular a conversa, analisando psicologicamente o carácter do comunicante, para ver se o que ele fala combina bem com o que ele afirma ser.
O dirigente deve ter cuidado com os elogios, exaltações de cunho pessoal que esse tipo de comunicante costuma lançar ao orientador e demais componentes do grupo de encarnados, como estratégia para alcançar o seu intento.
Cabe ao doutrinador, ao perceber que se trata de mistificação, chamar o Espírito a responsabilidade, fazendo-o entender, com enérgica serenidade, que ele é quem está tentando enganar-se, e convidá-lo a modificar-se.
É bom que o dirigente se conscientize de que é imprevisível a engenhosidade do mistificador.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 24, 2018 8:46 pm

65. O doutrinador deve pedir informações ou descrições do que se passa no plano espiritual aos médiuns videntes ou clarividentes presentes à reunião?
Não há necessidade, para evitar que o grupo alimente ideias de insegurança quanto ao doutrinador, como também para não estimular vaidades entre médiuns.
Além disso, o médium clarividente pode registar — e isso é muito comum —quadros que reflictam tão somente pensamentos do mentor ou do Espírito comunicante, sob cuja influência magnética o médium esteja espiritualmente submetido.
Quer dizer, nessas condições, o que o médium está vendo não são os quadros referentes ao andamento da reunião no plano espiritual, mas as situações projectadas pelos pensamentos dos Espíritos participantes, que ganham forma e mobilidade como se fossem cenas vivas, embora muitas vezes destoantes do quadro central da reunião.
"Mediunidade é sintonia e filtragem", conforme adverte André Luiz, acrescentando que "cada Espírito vive entre as forças com as quais se combina, transmitindo-as segundo as concepções que lhe caracterizam o modo de ser".
Por isso é que, muitas vezes numa sessão, é comum ouvir de determinado médium que está vendo situações que nada têm a ver, aparentemente, com o motivo da reunião.
Convém, portanto, ao dirigente esclarecedor não se apegar demasiadamente a esse tipo de informação, deixando que a sua boa fé e a intuição sejam os recursos de rastreamento mais eficazes, ocupando o médium somente naquilo que for realmente necessário ao bom desempenho dos trabalhos.
Isso não impede, porém, que o médium que detenha uma informação que julgue importante no quadro geral da reunião faça-o com a devida precisão e discrição, em momento oportuno.

66. Como o doutrinador deve orientar os casos de desdobramento, para melhor utilização desses recursos nos serviços mediúnicos?
Basta seguir as orientações que André Luiz oferece, de forma abundante e claríssima quando narra as experiências, que acompanhou do lado espiritual, com o médium António Castro.
Nessa operação, em que se desdobra também a participação da equipe espiritual, o médium, orientado no plano material pelo dirigente da reunião Raul Silva, vai a uma colónia espiritual distante onde visita um companheiro recém- desencarnado da Casa Espírita, que de lá se comunica com os irmãos encarnados por seu intermédio.
É aí, nessas circunstâncias, que o desdobramento funciona como canal mediúnico.
São emocionantes as cenas descritas pelo médium viajante e mais ainda, a maneira como o grupo de encarnados recebe a mensagem falada do companheiro desencarnado de tão longa distância.
E a isso é que André Luiz refere-se como desdobramento em serviço.
São operações, sem dúvida, de grande valia para os trabalhos de socorro espiritual nos grupos de desobsessão responsáveis, mas que precisam, por isso mesmo, de conhecimento e maturidade dos participantes.
Não pode servir à simples curiosidade, e o médium tem que receber bom adestramento.

67. Como o doutrinador distinguir mistificação de fraude?
Mistificação é a fraude do Espírito comunicante.
Quer dizer, o Espírito desencarnado é quem engana, quem blefa.
Já a fraude é de iniciativa do médium, que resolve enganar e o faz conscientemente", como nos informa M. B. Tamassia em Você e a Mediunidade.
Fala-se também da fraude inconsciente, aquela que o médium praticaria sem o saber, em estado sonambúlico.
No caso da fraude consciente, há a intenção deliberada de ludibriar.
De qualquer forma, deve o dirigente estar atento e procurar por todos os meios evitá-la, porque ela traz grandes prejuízos para a Doutrina Espírita.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 24, 2018 8:46 pm

68. E nos casos de animismo, como o doutrinador deve se comportar?
No animismo, é a personalidade do médium que se manifesta "com ou no lugar do Espírito", segundo também Tamassia.
No primeiro caso, o médium influencia com seus pensamentos na comunicação do Espírito.
No segundo, o médium, em transe anímico, dá, inconscientemente, comunicação de seu próprio Espírito.
Hermínio C. Miranda diz que "o bom médium é aquele que transmite tão fielmente quanto possível o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer".
E sugere de forma muito abalizada:
"O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenómeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos Espíritos comunicantes".
Esta é a orientação que pode ser seguida pelo doutrinador.

69. Mas como o doutrinador pode diferenciar de uma forma bem prática o fenómeno anímico do mediúnico, numa sessão espírita?
No livro Palavras de Luz, o médium Divaldo Pereira Franco dá a seguinte resposta:
"O doutrinador pode descobrir quando ocorre um ou outro fenómeno, se conviver com o médium.
Todos temos fixações, vícios de linguagem.
Havendo, no fenómeno mediúnico, repetições dos vícios de linguagem, e os modismos fazendo-se exaustivos, o fenómeno é mais anímico do que mediúnico.
Quando, no fenómeno, ocorrem ideias que não são habituais ao médium, encadeadas, sem a contribuição do raciocínio, chegando prontas e enviadas em boa embalagem, o fenómeno é mediúnico porque não foi resultado de uma elucubração, de um trabalho da personalidade do sensitivo".
Agora, nem sempre podemos definir com exactidão quando o fenómeno está sendo coadjuvado por Espíritos, valendo ressaltar que cabe ao próprio médium, através do estudo e da experiência, auto avaliar-se não somente quanto a esse aspecto do animismo, mas igualmente quanto a todos os demais factores que concorrem na delicada tessitura dos fenómenos espíritas.

70. O que fazer o doutrinador se um médium iniciante já começa logo transmitindo manifestações bombásticas ou dissertações mais ousadas que as atribui a Espíritos-guias, mentores ou a defuntos ilustrados?
Deve acompanhá-lo com interesse e critério, para não desestimulá-lo com opiniões precipitadas, mas também não deve encorajá-lo açodadamente sem que antes tenha segurança de que ele não está sendo vítima de puro animismo nem de mistificação.
Ele pode também está sendo treinado pelos Espíritos para voos mais altos, ou seja, para tarefas mediúnicas de maior alcance.
Por isso, o que esse iniciante tem a fazer é ser orientado para o estudo da Doutrina e exercício criterioso da mediunidade evangelizada, até que por ele mesmo descubra o rumo certo do seu potencial mediúnico e o coloque a serviço da caridade.
Leon Denis, em No Invisível, é categórico ao afirmar que "a mediunidade percorre fases sucessivas e que, no período inicial de desenvolvimento, o médium é sobretudo assistido por Espíritos de ordem inferior, cujos fluidos ainda impregnados de matéria se adaptam melhor aos seus e são apropriados a esse trabalho de bosquejo, mais ou menos prolongado, a que toda faculdade está sujeita".
J. Raul Teixeira, grande missionário do Espiritismo, fala na abertura do seu Correnteza de Luz da bateria de Espíritos menores pela qual teve de passar sua mediunidade até encontrar-se com seu Amigo de Luz, o Espírito Camilo, condutor espiritual de sua missão.
O bom senso, portanto, deve preceder a tudo. Todos temos de nos preparar, se quisermos servir.
E, como diz Emmanuel em Alma e Coração, "toda necessidade exige socorro, mas, se o socorro aparece destrambelhado, a necessidade faz-se maior".
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 24, 2018 8:46 pm

71. Como avaliar médiuns repetitivos, cujas comunicações, ao longo dessas sessões, se revelam geralmente improdutivas?
Para Divaldo Franco, eles estão sendo vítimas de fenómenos anímicos ou de variações da própria mediunidade.
E aconselha:
"O médium psicofónico que durante certo período não realize maiores progressos, deve passar a controlar suas manifestações e a colaborar como médium da caridade, de socorro pela prece, ajudando mentalmente aos que estão exercendo a faculdade activa".
E vejam o fecho desse raciocínio:
"A sessão propriamente dita é resultado do grupo de servidores passivos e activos.
Pessoas frias mediunicamente para colaborarem na realização do fenómeno devem contribuir com sua vibração mental".

72. O que o dirigente deve entender por compulsão, no fenómeno mediúnico?
Compulsão, como o próprio nome indica, é o envolvimento do médium por factores externos que o impulsionam para determinada direcção.
Na mistificação são os Espíritos que engendram o engano; na fraude, são os próprios médiuns; na compulsão são o dirigente do trabalho, o público assistente, os hábitos reinantes, o meio onde vive o médium, o desejo de obter comunicações espectaculares, o envolvimento político, além de outros factores de ordem cultural.
Quer dizer, o médium é levado por esse conjunto de influências externas a direccionar suas manifestações.
Por isso é que os doutrinadores devem evitar predispor o médium para determinado rumo de comunicações ao tratar com eles, antes das reuniões, sobre assuntos que possam influenciar a sua conduta sensitiva nos trabalhos.

73. O doutrinador pode ser médium ostensivo?
"Todos os componentes da equipe assumirão funções específicas", eis o que recomenda o Espírito André Luiz, no livro Desobsessão".
Também, no prefácio de Grilhões Partidos, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda define o perfil de uma equipe mediúnica chamando a atenção para o campo de acção específico de médiuns e doutrinadores.
Mas não há, contudo, nenhuma recomendação indicando essa posição como proibição absoluta, até mesmo porque em Doutrina Espírita a razão, a lógica e o bom senso são da essência dos seus ensinamentos.
É claro que cada pedra deve ter o seu lugar certo na construção.
E na equipe mediúnica, cada componente participa do trabalho com o instrumento que lhe é peculiar.
Isso não significa dizer que a necessidade não possa alterar a posição de determinados componentes, para atender ao objectivo maior da sessão, que é o socorro espiritual.
Conta-nos a grande médium Yvonne Pereira, falando de suas próprias experiências com desobsessões em Recordações da Mediunidade:
"Lembramo-nos aqui de um desses obsessores com o qual travamos conhecimento durante certos trabalhos para curas de obsessão, realizados na antiga Casa Espírita da cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, o qual dizia, quando, presidindo nós as sessões, o exortávamos (o grifo é proposital para mostrar que a médium estava não só dirigindo a sessão como dialogando com a entidade, o que significa dizer que estava doutrinando) a abandonar a infeliz atitude de perseguidor do próximo, usando então expressões quase integralmente idênticas às aqui lembradas".
E transcreve todo o diálogo, por sinal o mais digno de um doutrinador consciente do seu papel, que manteve com a entidade.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 24, 2018 8:47 pm

Fala, em seguida, sobre a transformação desse Espírito vingador e arremata:
"A instrução doutrinária, o exemplo, a paciência e o amor são, portanto, factores indispensáveis ao bom êxito dos trabalhos de curas de obsessão".
E nós aqui argumentamos:
na falta de doutrinadores preparados, não há, por exemplo, como um médium experimentado deixar de assumir a direcção do grupo para a realização dos trabalhos.
Também, numa emergência como negar atendimento aos necessitados alegando-se a falta de doutrinadores, se estiverem presentes médiuns controlados em condições de dialogar com as entidades sem perigo de envolvimento emocional?
O Projecto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas - orienta no final do capítulo que trata sobre essa questão que "havendo necessidades de serviço, os Guias Espirituais podem modificar o campo de sintonia de um médium de tal modo que ele passe a ser um doutrinador".
Argumenta, porém, assumindo a responsabilidade da orientação, que se tal facto acontecer, "dar-se-á de modo permanente e duradouro e, nesses casos, a pessoa mudará efectivamente de função; nunca, porém, exercendo ambas simultaneamente".
A verdade é que os Espíritos não se preocupam com esses detalhes de que o doutrinador, aquele que dialoga com os obsessores e os aconselha a renunciarem ao mal, não possa ser necessariamente um médium.
O item 5 da questão 254 de O Livro dos Médiuns contém a seguinte pergunta:
"Não se pode combater a influência dos maus Espíritos moralizando-os?"
Resposta:
"Sim, é o que não se faz e o que não é preciso negligenciar em fazê-lo; porque, frequentemente, é uma tarefa que vos é dada e que deveis cumprir caridosa e religiosamente."
(O grifo nosso é para chamar a atenção de que a resposta se dirige a todos nós indistintamente, médiuns e não médiuns, por ser um dever de caridade).
E arremata:
"Pelos sábios conselhos pode-se induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o adiantamento".

74. Pode o doutrinador ser alguém, por exemplo, analfabeto?
Poder pode porque a ninguém é proibido orientar, aconselhar, esclarecer alguém que está no erro e ajudá-lo a encontrar o caminho do bem.
Quantas mães, quantos pais iletrados não aconselham filhos tidos como sábios do mundo, mas que enfrentam grandes conflitos interiores e dificuldades morais de toda a sorte?
No livro Jesus no Lar, o Espírito Neio Lúcio nos diz, através da psicografia exemplar de Chico Xavier, que a sabedoria e o amor são as duas asas dos anjos que chegaram ao Trono Divino, "mas, em toda parte, quem ama segue à frente daquele que simplesmente sabe".
Contudo, nos esclarece André Luiz:
"A cultura intelectual pode não ser condição física de nossa felicidade, no entanto, é imperativo de engrandecimento de nossa alma".
E enfatiza:
"Quem não sabe ler, não sabe ver como deve".
Quer dizer, o doutrinador ideal é aquele que reúne bondade e conhecimento.
"De resto, o ascendente que o homem pode exercer sobre os Espíritos está em razão da sua superioridade moral", orienta-nos O Livro dos Médiuns, no final do item 5 da questão 254.

75. E quanto aos Espíritos que se apresentem falando línguas diferentes, de que o doutrinador não tenha qualquer conhecimento, como então encarar o comunicante?
Numa comunicação assinada conjuntamente pelos Espíritos Erasto e Timóteo, em O Livro dos Médiuns, tem-se a seguinte explicação sobre a linguagem dos Espíritos:
"... Com efeito, nos comunicamos com os próprios Espíritos encarnados, como com os Espíritos propriamente ditos, unicamente pela irradiação do nosso pensamento.
Nossos pensamentos não têm necessidade das vestes da palavra para serem compreendidos pelos Espíritos".
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:39 pm

Mas também nós sabemos que logo que desencarnam, os Espíritos não se libertam da linguagem articulada, como também dos gestos e expressões tais como cultivavam na Terra.
Os hábitos e costumes dos grupos determinam a sua reunião em famílias e núcleos no Mundo Espiritual, onde civilizações inteiras continuam na marcha evolutiva.
Por isso, a preferência dos Espíritos errantes, ainda apegados à crosta terrestre, por aglomerações afins em cultura, língua e nacionalidade.
Assim como acontece aqui no Mundo Material, nessa condições, a comunicação se torna mais fácil.
Com o tempo, à medida que passam a faixas vibratórias menos densas, a telepatia vai sendo empregada com mais constância, até atingir um estádio mais elevado de comunicação, ou seja, o nível das ideias, uma vez que a linguagem real do Espírito é a do pensamento.
Por isso, enquanto não estiverem ainda libertos desses condicionamentos, os Espíritos podem se manifestar nas sessões mediúnicas falando a língua que levaram do país ou região da Terra onde tiveram suas experiências.
Se eles conseguem se comunicar em suas línguas, é que há na reunião médiuns poliglotas que têm a faculdade de falar ou de escrever em línguas que lhes são estranhas — muitos raros, aliás.
Cabe ao doutrinador, se também não conhece a língua em que o Espírito se comunica, limitar-se a ouvir e acompanhar a mensagem para avaliações posteriores.
Se conhece e sabe que ela está sendo transmitida correctamente, deve registar o comunicado e dispensar a presença da entidade, sugerindo-lhe que o pensamento é a linguagem comum a todos e que ela procure, numa próxima oportunidade, comunicar-se na forma acessível da nossa linguagem, para possibilitar o diálogo franco.
Se o médium faz apenas aquele arranjo gutural, se pronuncia termos ininteligíveis, frases entrecortadas sem nexo, pensamentos truncados, é aconselhável mais cautela ainda.
De qualquer forma, tenta-se, de boa vontade, esclarecer as coisas.
Mas na insistência da mensagem indecifrável, o melhor que se faz é despachar o Espírito e passar a examinar o fenómeno com mais atenção, como também o médium.
Se for realmente um Espírito que tenha, de facto, necessidade de comunicar-se, ele vai encontrar os meios mais eficazes e menos complicados.

76. Como proceder o doutrinador diante do medianeiro que exibe muitos tiques, ruídos, assobios, respiração ofegante, expressões fixas, estalo de dedos, arrastado de pés, fungado, etc.?
Tudo isso pode nada ter a ver com os Espíritos comunicantes.
O médium geralmente sofre o contágio decorrente da sugestão ou irritação e isso, com o tempo, vira reflexo condicionado.
Quer dizer, sempre que o médium estiver sob esse clima de sugestão e irritação, ele se expressará com aquelas mímicas.
Há autores, como M. B. Tamassia, que recomendam não se dar excessiva importância a esse tipo de comportamento, embora seja dever não só do doutrinador, mas de todo espírita consciente orientar os companheiros em sentido contrário, para que eles operem como médiuns sem esses inconvenientes.
Nesses casos, é aconselhável ao orientador a atitude de prudência, tentando mudar o médium com habilidade, aconselhando-o e recomendando-lhe o estudo da Doutrina Espírita a esse respeito, uma vez que há médiuns que necessitam desses trejeitos tanto quanto certos músicos se exprimem melhor fazendo certas caretas, assumindo algumas posturas físicas bizarras até.
Hoje em dia, todas as casas espíritas desenvolvem, geralmente, programas de estudo para a formação de médiuns, de sorte que os candidatos ao intercâmbio ou mesmo médiuns já desenvolvidos entram em contacto com as orientações doutrinárias, superando pela auto-educação todos esses hábitos, influências culturais e amuletos que não têm nenhuma consequência positiva no exercício da mediunidade.
Todavia, não devem ser pressionados nem forçados a uma mudança abrupta para não criar inibições.
Tem médiuns que só acreditam que estão dando passividade ao Espírito se assumirem esses trejeitos que geralmente supõem ser exteriorizações dos Espíritos comunicantes.
Outros os adoptam inconscientemente.
E muitos por hábito, pura e simplesmente, como quem se habitua a só conversar gesticulando com as mãos e meneando a cabeça.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:40 pm

77. Como tratar, então, os pretos-velhos, caboclos e índios que se apresentam nas sessões espíritas, com aquele linguajar tradicional?
Divaldo Pereira Franco é muito objectivo, ao examinar o assunto em Palavras de Luz:
"O preto-velho de hoje pode ter sido o intelectual de ontem.
Mas o índio de agora não há de ter sido o homem sábio do passado.
O homem culto que exerceu mal o conhecimento, pode vir na área do analfabetismo para desenvolver outros sentimentos, ou na da escravidão para santificar o amor."
E é mais claro ainda:
"Se o preto-velho tem conhecimento, não é necessário manter aquela postura que lhe foi uma necessidade temporária.
Se vem falando um português errado, torna-se um prejuízo porque nos ajuda a deformar a instrução, quando nos deveria auxiliar a melhorá-la".
Divaldo diz-se inclusive testemunha de comunicações desse tipo em que se percebe mais atavismo do que autenticidade.
Outros autores como Carlos Imbassahy, analisando o mesmo problema em Quem Pergunta Quer Saber acha que a pureza do Espiritismo "não está nesses preconceitos e sim no conteúdo filosófico-doutrinário que encerre", para concluir que "se quisermos conservar a autenticidade do Espírito, temos que aceitá-lo como é e não como queremos que o seja".
E fecha seu raciocínio com esta frase bem directa:
"Um verdadeiro espírita não se preocupa com este problema:
sabe que o Espírito pode falar da forma que lhe aprouver.
Eis tudo."
A questão 223 de O Livro dos Médiuns, no seu item 15, é muito clara a respeito desse mecanismo da comunicação:
"O Espírito errante, em se dirigindo ao Espírito encarnado do médium não lhe fala nem Francês, nem Inglês, mas a língua Universal que é o Pensamento; para traduzir as suas ideias em uma linguagem articulada, transmissível, toma suas palavras no vocabulário do médium"

78. Isso significa dizer, então, que o médium não precisa mudar sua linguagem?
Não precisa, uma vez que o que ele está transmitindo é directamente o pensamento do Espírito comunicante.
"É o Espírito do médium que o interpreta, porque está ligado ao corpo que serve para falar, e é preciso um laço entre vós e os Espíritos estranhos que se comunicam, como é necessário um fio eléctrico (grifo nosso) para transmitir uma notícia ao longe, e no fim do fio uma pessoa inteligente a recebe e a transmite".
Vejamos esta explicação mais didáctica do processo, que nos dá a publicação da USE Subsídios para Actividades Doutrinárias:
"Os pensamentos do Espírito, por meio de seu perispírito, atingem o perispírito do médium, penetram até o corpo físico e chegam ao cérebro.
O médium transforma esses pensamentos ou esses quadros mentais em palavras ou em escrita.
Fica dessa forma caracterizada a comunicação".
E conclui o mesmo texto:
"Observe-se, portanto, que não é o Espírito desencarnado que fala ou escreve, é o médium que interpreta os pensamentos recebidos, segundo sua própria evolução ou desenvolvimento da faculdade.
Essa realidade muda por completo a visão que devemos ter da mediunidade".
E aqui completamos nós:
é por isso que médium significa intermediário, é uma antena que capta e transmite o pensamento de outros Espíritos, registando como um radar — dependendo do seu grau de sensibilidade — as sensações do Espírito comunicante, de alegria, de tristeza, de revolta, de resignação, de medo, de dúvida, etc., inclusive as sensações físicas que o Espírito tenha levado para o plano imaterial, as impressões predominantes em seu estado mental, por seu apego às coisas da matéria.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:40 pm

79. Mas essa linguagem típica não é usada pelo Espírito comunicante para facilitar ou comprovar sua identidade?
Escreve Celso Martins em Caboclos, Índios, Pretos-Velhos e Outros Assuntos "... que muitos Espíritos que, na Terra, animaram uma personalidade que fora um índio, um negro, um caboclo, mesmo fora do corpo denso podem achar que ainda são índios, Pretos-Velhos, caboclos.
E através de um médium dão estas características como meio de identificação".
Em seguida dá a sua posição na condição de estudioso do assunto:
"...Por isso, aceito, sim, e por que não haveria de aceitar a possibilidade de um Espírito que, na última passagem sobre a Terra, tenha vivido nas selvas amazónicas ou numa senzala do Brasil escravocrata, dar uma comunicação pensando que ainda é índio ou preto-velho, até usando um linguajar típico?..."
E, depois de outras considerações sobre as múltiplas razões que levam os Espíritos a manter ou assumir essas personificações, nas comunicações mediúnicas, o autor fala sobre a importância do esclarecimento fraterno para que essas entidades abandonem as antigas concepções da vida terrena e assumam a realidade do progresso inerente a todos os seres.
"Não é leal nem justo manter aquele Espírito na ilusão de que ele ainda é um preto-velho, ou um índio, ou um caboclo porque isto não vigora na Pátria da Verdade".
Ele recomenda que esse tipo de orientação cristã deve ser mais intensa ainda nos casos comprovados de mistificação e animismo, eliminando a ideia errónea, mas ainda muito arraigada na concepção de muitas pessoas que têm nos Pretos-Velhos, índios e caboclos seres inferiores que estão ainda na condição de serviçais para lhes atenderem os pedidos.
Todavia, é dever do doutrinador, como de todos os espíritas, atender essas entidades fraternalmente, sem preconceitos, conscientes de que sem a permissão das leis divinas elas não teriam como se manifestar nas reuniões.

80. E a mudança no timbre de voz do médium deve ou não ser vista pelo doutrinador como uma prova a mais de que existe aí, na verdade, um Espírito se comunicando?
A questão da transfiguração mediúnica pode funcionar também nas manifestações de psicofonia.
O Espírito pode sobre o órgão fonador do medianeiro construir uma garganta ectoplásmica que lhe permite comunicar-se quase por voz directa.
Na obra Mediunidade e Evangelho, psicografada por Carlos A. Baccelli, o Espírito Odilon Fernandes diz que os médiuns psicofónicos não devem se preocupar com o fenómeno da transfiguração mediúnica.
"A mudança de timbre de voz numa comunicação é até um facto corriqueiro, embora, a rigor, isto não tenha uma importância maior do que a mensagem em si; é como a mudança de caligrafia numa comunicação escrita que não deve significar mais do que o seu conteúdo, porque é através do seu pensamento que identificamos a natureza do Espírito comunicante".
E acrescenta ainda Odilon Fernandes:
"Timbres de voz e tipos de letra podem ser imitados, mas o plágio das ideias e sobretudo de emoções é muito mais difícil".
Como vemos, nem sempre a forma, mas a essência da comunicação é que melhor identifica a presença e a natureza do comunicante.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:41 pm

81. Como tratar, porém, o Espírito que se diz consciente da sua situação, mas que assume a personificação e o linguajar de preto-velho por ter sido esta uma das encarnações mais profícuas para sua reabilitação?
Será que ele está consciente mesmo da sua situação, ou será que não transporta, no fundo, os atavismos das suas crenças primitivas, sobre os quais já falamos?
Divaldo Pereira Franco conta que, no começo de suas actividades mediúnicas, recebeu muita ajuda de uma entidade que se dizia preto-velho.
Num determinado instante, o Espírito Joanna de Ângelis, que tinha real conhecimento da situação dessa entidade, dirigiu-se a ela advertindo-a, como reproduz em Palavras de Luz:
"Se o meu amigo pretende o médium de que me utilizo, vai mudar de comportamento ou não poderá comunicar-se mais, porque não podemos perder tempo com frivolidades.
Nosso tempo é muito reduzido".
A entidade compreendeu a orientação e passou a comunicar-se com o nome que teve em outra encarnação, conclui Divaldo.
A colecção Estudos e Cursos - Reuniões Mediúnicas dá a seguinte orientação:
"Se o Espírito diz que se apresenta assim porque tal encarnação lhe foi muito útil por lhe haver permitido adquirir virtudes, especialmente a humildade (por não se rebelar nem odiar ante o domínio injusto que sofreu) e o deseja exemplificar, nossa atitude será:
dizer que entendemos o seu propósito, mas que a humildade não consiste em aparências exteriores, nem em atitudes servis; ser humilde é não se considerar melhor e mais merecedor que os outros, não se colocar jamais acima de ninguém".
É por aí a postura do doutrinador que se mantém consciente de que os Espíritos que ensinam buscam realmente a verdade, procurando superar a todo custo fantasias e enganos.
Mas inconvenientes mesmo só há quando existe engodo, trama, mistificação ou fraude.
Nos nossos trabalhos, no Grupo Espírita Paulo e Estêvão, quando surgem esses tipos de manifestações, nós acolhemos discretamente sem dar-lhes, entretanto, estímulos, mantemos o nosso diálogo ao nível das orientações da Doutrina, acompanhamos o médium e lhe recomendamos a reforma íntima e o estudo.
Geralmente, as que têm ocorrido têm como instrumentos mais médiuns egressos de grupos envolvidos com as crenças e práticas afro-brasileiras.
Com o tempo, elas acabam sumindo, depois que o médium se informa e adere ao seu novo campo de sintonia no exercício da mediunidade.
Alguns não conseguem se adaptar às novas práticas mediúnicas e terminam deixando nossos trabalhos e voltando aos seus antigos núcleos.
Com certeza, não estavam preparados para os novos encargos.
Mas um dia chegarão lá conduzidos pelas mãos transformadoras da evolução, pela lei do progresso.

82. Como se comportar, contudo, nas situações em que essas entidades se apresentam como preto-velho, índio ou caboclo na condição de colaboradoras e até orientadoras de determinados núcleos de encarnados que se auto proclamam espíritas, mas não cumprem as orientações mediúnicas deixadas por Allan Kardec nas obras da Doutrina?
O Espírito Manoel P. de Miranda, no livro Loucura e Obsessão, narra a belíssima história de renúncia de Emerenciana, uma antiga fidalga dinamarquesa que, depois de insuflar a guerra e a morte, reencarna na África sofrida com o ex-marido e o ex-filho, para purgarem juntos na escravidão o passado de orgulho e prepotência.
Aí, ainda jovens, foram traficados para o Brasil, situando-se na Bahia.
O filho rebelde desencarna assassinado e, na erraticidade, se converte num vingativo Exu.
Ela, aceitando a corrigenda, progride e termina em Pernambuco, separada forçosamente do marido.
Voltando ao plano espiritual, volta-se mais uma vez para ajudar o filho, agora reencarnado em condições aflitivas de perturbação espiritual.
Com esse objectivo e por gratidão às experiências dolorosas da escravatura que lhe valeram o progresso, ela assume a condição de mentora espiritual, junto a um médium, apresentando-se como entidade do sincretismo afro-brasileiro numa casa de atendimento caracterizada pela prática de todos os rituais correspondentes.
Sobre seu primeiro contacto com essa entidade, Manoel P. de Miranda descreve:
"Depois de saudar-nos, utilizando-se de linguagem diferente daquela em que se expressara através da psicofonia, foi-nos apresentada pelo Dr. Bezerra".
(A referência aqui é ao Espírito Bezerra de Menezes, que propiciava os estudos ao autor espiritual da obra).
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:41 pm

Ao final de algumas orientações psicofónicas que a mentora da Casa proporcionou através do médium, em linguagem típica, Manoel P. de Miranda concluiu que "as elucidações apresentadas, apesar da linguagem forte, estavam perfeitamente concordes com os códigos da Doutrina Espírita e seguiram a linha do pensamento evangélico...."
Nesses casos, se a entidade é esclarecida e apenas a forma exterior de conduzir a orientação é que difere, temos que considerar a estratégia utilizada para alcançar o nível de entendimento do grupo social em que o Espírito atua.
E nesta história, é o próprio Dr. Bezerra de Menezes quem esclarece:
"Os Espíritos, portanto, avançam conforme as motivações que os estimulam".

83. E como encarar as entidades que se apresentam como índios e se proclamam, às vezes, protectoras de determinados pessoas?
Allan Kardec nos informa, através de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no seu capítulo XXVIII, item 11, que, além do nosso Anjo-Guardião, que é sempre um Espírito superior, temos Espíritos protectores que são de ordem menos elevada, mas que nos assistem também com seus conselhos, etc.
Eles estão entre os nossos amigos, parentes ou até pessoas que não conhecemos na existência actual.
A este propósito, a médium Ivonne A. Pereira nos fala de uma entidade que a guardava às vezes dos Espíritos perseguidores, nos desdobramentos que ela tinha durante o sono.
Era um índio brasileiro, mas que lhe falava em linguagem normal como a dela.
Por insistência da médium, ele se revelou seu parente noutras encarnações e, para surpresa dela, contou que fora antes civilizado em outras plagas de onde mantinha com ela ligações espirituais.
Reencarnou como índio, no Brasil, como punição pela longa série de erros e infracções cometidas contra as leis de Deus.
Segundo ele, ser banido para as matas é o equivalente ao banimento para mundos primitivos.
A médium quis saber, então como explicar o facto de ele já ter sido um civilizado encarnado e conservar ainda hoje uma configuração indígena, tão primitiva.
Não já seria tempo de corrigir os complexos mentais, ou a aparência indígena seria uma preferência às das antigas existências odiosas que o levaram ao banimento?
Ele se explicou com outra pergunta:
"Como parecer a mim mesmo ou a outrem com a personalidade de um déspota, um tirano, um celerado, um traidor?".
É importante, portanto, o conhecimento aliado à experiência e à caridade, para superar contradições e dúvidas pela supremacia do bem.
O tempo, a paciência e a sinceridade são técnicas infalíveis na elucidação da verdade.

84. Como o doutrinador deve conduzir médiuns que predizem tragédias ou que anunciam acontecimentos bombásticos a pretexto de prevenir pessoas e até instituições de experiências nefastas?
Deve evitar que as reuniões tomem esse rumo espectaculoso, geralmente impróprios para médiuns e instituições espíritas sérias.
Qualquer mensagem de teor profético, seja ditada pelo Espírito que for e venha através do médium de maior respeitabilidade possível, deve ser analisada criteriosamente, mesmo porque as profecias, como podemos constatar no Livro de Jonas, não são infalíveis.
É preciso, portanto, muita cautela, submeter qualquer manifestação nesse campo da profecia,. ao crivo da lógica e da razão para não cair na malha dos charlatães que estão a todo instante a anunciar desastres e tragédias que só servem para desacreditar as coisas sérias, suscitando o pânico e propagando a mentira.
Por isso é que O Livro dos Médiuns, na questão 190, do Capítulo XVI (2a. Parte), diz a propósito dos chamados médiuns profetas:
"Se há verdadeiros profetas, mais ainda os há falsos e que tomam os sonhos de sua imaginação por revelações, quando não são velhacos que, por ambição, se fazem passar como tais".
E vejamos ainda o que diz O Livro dos Espíritos, no Livro III, Capítulo I, questão 624:
"O verdadeiro profeta é um homem de bem inspirado por Deus.
Pode-se reconhecê-los por suas palavras e por suas acções.
Deus não pode se servir da boca do mentiroso para ensinar a verdade".
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:41 pm

85. Como encaminhar os Espíritos que manifestam pavor da morte?
No capítulo 48 do livro Os Mensageiros, sob o título "Pavor da Morte", André Luiz narra uma cena que presenciou no interior de um necrotério:
"O cadáver de uma jovem com menos de 30 anos ali jazia gelado e rígido, tendo ao seu lado uma entidade masculina, em atitude de zelo.
Parecia recolhida a si mesma, sob forte impressão de terror.
Cerrava as pálpebras, deliberadamente, receosa de olhar em torno."
Havia uma outra entidade desencarnada junto dela, apontada como seu ex-noivo, que lhe chamava pelo nome tentando desvencilhá-la, há mais de seis horas depois de feito o desligamento.
Mas ela fechava os olhos, tomada de terror, para não vê-lo.
Foi que o instrutor Aniceto interveio sugerindo ao ex-noivo que não convinha se fazer visível a ela que não poderia revê-lo, naquelas circunstâncias, sem experimentar terrível comoção.
Em seguida, aproxima-se dela e lhe fala exactamente como um doutrinador deve abordar qualquer Espírito que se manifeste em idêntica situação de pavor:
—Vamos, Cremilda, ao novo tratamento.
Ouvindo-o, a moça abriu os olhos espantadiços e exclamou:
— Ah, doutor, graças a Deus! que pesadelo horrível!
Sentia-me no reino dos mortos, ouvindo meu noivo, falecido há anos, chamar-me para a Eternidade!...
— Não há morte, minha filha! — objectou Aniceto, afectuoso — creia na vida, na vida eterna, profunda, vitoriosa!
— É o senhor o novo médico? — indagou, confortada.
— Sim, fui chamado para aplicar-lhe alguns recursos em base magnética.
Torna-se indispensável que durma e descanse.
A jovem dormiu quase imediatamente.
Aniceto, bondoso, afastou-a dos despojos e a entregou ao ex-noivo para encaminhá-la convenientemente.
E depois comentou:
— Como vêem, a ideia da morte não serve para aliviar, curar ou edificar verdadeiramente.
É necessário difundir a ideia da vida vitoriosa".

86.. Como atender os Espíritos que se apresentam nas sessões como crianças, como se estivessem desamparadas chorando e chamando pela mãe, com a mesma linguagem, idênticas aflições e preocupações comuns às dos seres da sua idade, com os quais nos defrontamos a toda hora aqui mesmo encarnados na Terra?
Vamos seguir aqui, num primeiro enfoque, a orientação de Herculano Pires, em Obsessão, O Passe, A Doutrinação:
"Nos casos de crianças desamparadas que chamam pela mãe o quadro é tocante, emocionando as pessoas sensíveis.
Mas a verdade é que essas crianças estão assistidas".
E aqui fazemos um rápido parêntesis para lembrar que Emmanuel Swedenborg, um dos precursores do Espiritismo, já revelava sobre as crianças no Mundo Espiritual:
"As crianças são bem recebidas no Outro Mundo, sejam ou não baptizadas.
Aí elas crescem e são adoptadas por mulheres jovens, até que lhes apareçam suas mães verdadeiras".
O trecho sublinhado por nós é para chamar a atenção para a informação, hoje amplamente confirmada e difundida pelo Espiritismo, segundo a qual as crianças mortas continuam crescendo e desenvolvendo no Plano Espiritual.
Quanto à sua adopção por mulheres jovens, como já detalhava Swedenborg, convém citar aqui também a experiência do Espírito Cláudia Pinheiro Galasse, desencarnado aos 19 anos, que teve como tarefa inicial cuidar de crianças desencarnadas com até dois anos, num educandário no Mundo Espiritual.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:41 pm

No livro Escola no Além, que ela escreveu através de Chico Xavier, Cláudia revela detalhes da assistência às crianças e diz textualmente:
"Estou feliz porque estou aprendendo a amar os filhinhos de lares alheios quais se fossem nossos familiares".
Então, voltando a Herculano Pires, vejamos o que ele recomenda ao doutrinador nesses casos:
"Tratados com amor e compreensão, esses Espíritos logo percebem a presença de entidades que na verdade já as socorriam e as levaram à sessão para facilitar-lhes a percepção do socorro espiritual antes não percebido por motivos diversos:
a incapacidade de compreender por si mesmas a situação, a completa ignorância do problema da morte em que foram mantidas ou consequências do passado reencarnatório em que abandonaram as crianças ao léu, ou mesmo em que as mataram".
Nessas condições, segundo nos esclarece ainda Herculano Pires, a reacção moral da Lei de Causa e Efeito as obriga a passar pelas mesmas situações a que submeteram outros seres em vida anterior".
Tratá-los, portanto, com amor e compreensão, como orienta Herculano Pires, significa falar-lhes como se fala a uma criança encarnada que surpreendamos juntos de nós, em idêntica situação: acolhê-la, consolando-a, dizendo-lhe que tudo está bem, que a mamãe não desapareceu, que ela está sendo protegida, que tem pessoas amigas cuidando dela, tentando enfim confortá-la através de uma psicologia adequada, fundada no amor e no bom senso.

87. E quanto às manifestações de Espíritos na condição de crianças que se apresentam em quadros obsessivos junto de crianças encarnadas, sugerindo-lhes posturas agressivas, proezas diversas, brincadeiras extravagantes, com fim premeditado de conduzi-las a acidentes fatais, ou até mesmo ao suicídio?
A obsessão na infância é uma realidade.
Estão por toda parte e em todas as épocas.
É muito conhecido, no Evangelho, a passagem em que Jesus expulsa um Espírito que atormentava um menino:
"Senhor, tem piedade de meu filho, que é lunático e sofre muito:
cai ora no fogo, ora na água..." , queixa-se um homem ao Mestre, apresentando o menino que os apóstolos tinham, em vão, tentado curar.
Grifamos a palavra lunático, usada para designar pessoas desequilibradas, sob influência da Lua, doidas, maníacas, visionárias.
Mas vamos a uma situação mais local:
Carlos Bernardo Loureiro fala, em A Obsessão e seus Mistérios, de uma menina de cinco anos que conversava com um Espírito que se apresentava também como menina, sob o nome de Lene.
A entidade sugeria à garota pular do alto do sobrado onde brincavam, que ela a apararia embaixo.
Na verdade, ela estava induzindo a criança ao suicídio.
Apavorada, depois que a filha lhe contou que ainda não havia pulado porque tinha muito medo de se ferir, a mãe correu com a menina para os psicólogos e psiquiatras imaginando que a criança estivesse sofrendo de distúrbios mentais.
A coisa piorou, obrigando a mãe, em pânico, a recorrer ao Espiritismo.
Não foi fácil atrair a entidade às sessões de desobsessão, até que ela cedeu, revelando-se um Espírito sofrido, cheio de mágoas, traumatizado, obcecado por incontido desejo de vingança.
Sua vítima, no caso a menina que induzia ao suicídio, fora seu desafecto noutra existência e escapara da justiça dos homens por tráfico de influência, em virtude do poder de que desfrutava na sociedade em que ambos, obsessor e obsidiado, viveram.
Conta Loureiro que a melhor estratégia para convencer o obsessor foi respeitá-lo, levando em consideração as suas ideias, embora torpes, com que tentava impor como legítimo o facto de estar procurando fazer justiça com as próprias mãos.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:41 pm

88. E qual a orientação quando a entidade que se manifesta como criança se inclui entre os Espíritos protectores, guias espirituais ou membro de falanges de socorristas espirituais?
Mais uma vez recorremos à opinião respeitável do professor Herculano Pires, que se referindo directamente a este aspecto por demais delicado das manifestações espíritas, recomenda textualmente:
"Quanto às manifestações de crianças que são consideradas como Espíritos pertencentes a legiões infantis de socorro e ajuda, o doutrinador não deve deixar-se levar por essa aparência, mas doutrinar o Espírito para que ele retome com mais facilidade a sua posição natural de adulto, o que depende apenas de esclarecimento doutrinário."
Ele se refere ainda às correntes de crianças que se manifestam nas linhas de Umbanda e noutras formas do mediunismo popular, que estão, na sua opinião, em condições de ser encaminhadas como Espíritos adultos no Plano Espiritual.
"Se lhes dermos atenção, continuarão a manifestar-se dessa maneira, entregando-se a simulações que, embora sem intenções malévolas, prejudicam a sua própria e necessária reintegração na vida espiritual de maneira normal".
E adverte:
"Esses Espíritos apegados à forma carnal em que morreram (como crianças) entregam-se a fantasias e ilusões que lhes são agradáveis, mas que ao mesmo tempo os desviam de suas obrigações de após morte".
Esta não deve ser uma regra, porque a diversificação, as nuanças infinitas do Mundo Espiritual não comportam regras, mas um roteiro que pode ser mudado de acordo com as circunstâncias e o bom senso.
Não será este, certamente, o tratamento que o doutrinador deverá dispensar a Espíritos que, por uma circunstância especial, conservam as suas aparências infantis.
O Espírito Irmão Jacob, por exemplo, nos dá notícias, na sua obra Voltei, psicografada por Chico Xavier, dos Escoteiros do Heroísmo Espiritual, Espíritos de excepcional adiantamento moral e que fazem parte de caravanas em missão de socorro a adultos e crianças desencarnadas.
Em Colónias Espirituais, Lúcia Loureiro nos diz que "muitas dessas crianças se tornam mentoras dos próprios pais".
Têm ainda os casos de reuniões de desobsessão em que os Espíritos mentores utilizam outros com características perispirituais infantis para sensibilizar obsessores embrutecidos.
Mostram, por exemplo, a pais vingadores filhos pequeninos deles separados apenas pelas vibrações do ódio nos seus propósitos cristalizados de vingança contra antigos algozes.
A orientação do professor Herculano Pires, todavia, permanece como altamente válida também para os que se manifestam nas sessões como crianças, alegando de forma aparentemente ingénua e melíflua que não querem fazer mal, mas apenas brincar com as crianças encarnadas que acompanham.
Que elas vão brincar nos parques das instituições educativas do Mundo Espiritual com outros amiguinhos em tratamento.

89. E quando os Espíritos se apresentam condicionados como debilóides, loucos, exibindo defeitos, limitações físicas, ou ainda formas larvares ou animalescas?
De volta à erraticidade, os Espíritos não rompem de imediato com as aptidões, vícios e inibições que o caracterizaram na experiência física.
Como desencarnado, o Espírito continuará exibindo e experimentando as mesmas limitações e condicionamentos de sua existência carnal, por mais ou menos tempo, dependendo do seu grau de evolução, do preparo espiritual.
Assim, continuam com seus defeitos físicos, suas limitações psíquicas, as antigas enfermidades, os mesmos desequilíbrios, vícios e imperfeições, até que, assistidos por benfeitores e tratados em instituições espirituais apropriadas, tenham superado suas inadaptações e se vejam, finalmente, reintegrados à vida normal do Outro Mundo.
Ora, nesse período de readaptação à erraticidade, eles poderão se manifestar nas sessões de desobsessões como recurso de orientação e esclarecimento.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:42 pm

O professor Herculano Pires é de acordo que esses seres "sejam chamados à razão" pelo doutrinador.
E justifica sua orientação esclarecendo que esses Espíritos são da classe dos que "se entregam comodamente à lei de inércia, querendo continuar indefinidamente como eram na sua encarnação".
Ele aconselha que o doutrinador não deve contemporizar com essas situações, devendo empregar todos os meios para retirá-lo da acomodação, induzindo-os à reflexão e ao exame de suas responsabilidades na recomposição da própria caminhada evolutiva, utilizando-se dos imensos recursos que a Providência Divina lança em profusão ao alcance de todas as almas.

90. Mas o Espírito de um louco pode também se manifestar, em alguma reunião, sem a loucura?
A questão 375, do Livro II, Capítulo VII, de O Livro dos Espíritos, nos remete ao seguinte raciocínio:
"O Espírito, no estado de liberdade, recebe directamente suas impressões e exerce directamente sua acção sobre a matéria; encarnado, porém, encontra-se em condições muito diferente e na contingência de só o fazer com a ajuda dos órgãos especiais".
Conclusão, portanto:
se não é o Espírito que é louco, mas, sim, as distorções do seu cérebro que o levam a se comportar como tal, é claro que gozando da liberdade, ou seja, sem as restrições que lhe impõe o cérebro lesado, ele terá condições de se manifestar sem a loucura; como o cego, sem a cegueira; o surdo, sem a surdez; o mudo, sem a mudez.
E a Revista Espírita nos dá exemplos dessa natureza de manifestações, inclusive com um idiota encarnado que, evocado, comparece à reunião e fala normalmente de suas limitações de encarnado.
Mas é ainda O Livro dos Espíritos que nos adverte na mesma questão: como a matéria reage também sobre o Espírito, transmitindo-lhe, via perispírito, as impressões e sensações, "pode acontecer que com o tempo, quando a loucura durou bastante, a repetição dos mesmos actos acabe por ter sobre o Espírito uma influência da qual não se livra senão depois de sua completa separação de todas as impressões materiais".
É por isso que temos, às vezes nas sessões, Espíritos que se manifestam como se fossem realmente loucos, sem ligar nada com nada, dominados pelas mesmas limitações de quando estavam encarnados.
Com a continuidade das reuniões, eles vão sendo esclarecidos até se reencontrarem finalmente.

91. Como distinguir a loucura patológica (decorrente de lesão cerebral) da loucura produzida por obsessão (influência espiritual inferior)?
Na primeira, existe a lesão no órgão físico.
Na segunda, não existe a lesão. Todavia, as reacções e apresentações dos actos são idênticas.
No caso da loucura obsessional, é o próprio perispírito que se acha afectado pela subjugação de um Espírito estranho que domina o Espírito do enfermo.
Entretanto, se ela for prolongada, poderá provocar a lesão orgânica e aí se converter em loucura real patológica.
Estas são as explicações de Luiz Schvartz, em Obsessão - Estudo Introdutório.
Ele explica que a distinção entre uma e outra pode ser conseguida através da mediunidade (consulta aos Espíritos) , ou mesmo pelos resultados de encefalogramas, radiografias, tomografias mostrando se há ou não lesão cerebral.
Eis um caso típico de loucura por obsessão narrado na obra A Obsessão, que reúne informações da Revista Espírita editada por Allan Kardec:
"A obsidiada tinha 22 anos; gozava de saúde perfeita.
De repente foi acometida de um acesso de loucura.
Os pais a trataram com médicos, mas inutilmente, pois o mal, em vez de desaparecer, tornou-se mais e mais intenso, a ponto de, durante as crises, ser impossível contê-la.
A conselho dos médicos, os pais obtiveram sua internação num hospício de alienados, onde seu estado não apresentou qualquer melhora". Levada a uma sessão de Espiritismo, obteve-se precisamente a informação dos guias espirituais de que a jovem estava subjugada por um Espírito muito rebelde.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 25, 2018 7:42 pm

Evocado oito dias seguidos, ele terminou mudando as disposições, renunciando, finalmente, a sua vítima.
A jovem ficou totalmente curada.
O Dr. Bezerra de Menezes, no seu livro A Loucura sob Novo Prisma, diz que não é fácil fazer-se essa distinção entre loucura real e loucura obsessional, "porque quem vê um louco vê um obsidiado, tanto que até hoje se tem confundido um com o outro".
Ele cita as muitas experiências que teve com fatos dessa natureza, inclusive com um filho, para sugerir ao final que o método que seguiu "sempre com resultado" foi o da consulta mediúnica a um Espírito.
De qualquer modo, temos que considerar a dedicação, a vivência e a intuição como recursos providenciais para um diagnóstico à primeira vista, caso não haja meios seguros para a consulta mediúnica.
No próprio GEPE, tivemos algumas experiências próximas com pacientes totalmente recuperados sem a intervenção de psiquiatras.
Um dado forte, que contribuiu muito para o êxito do tratamento de três meses, foi a participação em peso de toda a família do paciente.

92. Como tirar o Espírito comunicante de uma ideia fixa?
Se o Espírito demonstra que está dominado por uma ideia fixa, ou seja, andando em círculo sem conseguir sair dele, o médium esclarecedor deve tomar a iniciativa de tentar quebrar esse monólogo.
Há casos em que a entidade repete de tal forma o objecto causa da sua fixação mental que não consegue nem ouvir o doutrinador.
É como se fosse um disco emperrado, alguém com todas as suas atenções centradas numa única preocupação da qual não consegue se libertar.
Cabe ao doutrinador fazer perguntas oportunas e com interesse fraterno, tentando chamar a atenção do Espírito para algo diferente, ou entrar no seu tema para logo puxá-lo para outros ângulos ou assuntos que possam atrair seu interesse e descongestionar o seu campo mental.
Num dado momento, no Grupo Espírita Paulo e Estêvão, o doutrinador tentava convencer um Espírito de que não lhe interessava mais a farda que desaparecera em combate e que ele tentava reaver desesperadamente aos gritos:
— Eu quero a minha farda!
Eu quero a minha farda!...
De nada valia o esforço de esclarecimento do doutrinador, porque o Espírito continuava gritando que queria a farda, não podia ficar sem a farda.
Foi aí que um dirigente militar pediu permissão ao doutrinador, tomou-lhe a palavra e se voltou, solícito e com firmeza, para a entidade dizendo-lhe:
— Você está com a razão, meu amigo... um militar não pode ficar sem a farda!
E concluiu, incisivo:
— Está aí a sua farda... está tudo bem, agora.
A entidade acalmou-se, dando a ideia de contentamento, e passou a ouvir o doutrinador.
Quer dizer:
não adianta teimar com o Espírito fixado numa ideia.
É preciso, primeiro, removê-lo da fixação, para tentar, então, o diálogo esclarecedor.

93. Como encaminhar o diálogo com um Espírito que se julga protector de determinados pacientes, sem que na verdade o seja?
Nesses não há maldade, propriamente falando.
Há mais ignorância quanto ao seu verdadeiro estado.
Eles acreditam que estão ajudando as pessoas às quais se mantem vinculados, geralmente por parentesco, mas involuntariamente estão é prejudicando-as.
Compete ao doutrinador examinar esses quadros com segurança e chamar esses Espíritos à realidade que ainda ignoram.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:36 pm

Considerar justas e nobres suas intenções, fazendo-os ver, porém, a necessidade, primeiro, de se melhorarem para ter condições reais de ajudar a pessoa ou pessoas pelas quais demonstram afeição, se assim for permitido pelos Espíritos superiores.
Por enquanto, deverão se ater ao tratamento de si próprios, se é que são, de fato, ignorantes de sua verdadeira situação.
Se forem Espíritos embusteiros, mistificadores, terão de ser desmascarados e chamados a reformular a conduta moral.
Aí entra outra psicologia de doutrinação já abordada noutros itens deste trabalho.

94. Que orientação o doutrinador deve dar a esses Espíritos que se dizem sofrendo porque não pagaram promessas a santos feitas em vida, que pedem para mandar celebrar missas, acender velas, rezar ofícios ou queimar incensos, etc.?
O médium Divaldo Franco comenta, em Directrizes de Segurança, ser inevitável que muitos Espíritos, que são as almas dos homens e que estavam habituados às tradições dos cultos externos, rituais e místicas a que se afeiçoaram nas experiências religiosas, retornem do além-túmulo fazendo esses pedidos e recomendações absurdas quanto a uma aparente necessidade dessas manifestações de crenças baseadas nos dogmas e fórmulas exteriores.
Allan Kardec formulou aos Espíritos codificadores a seguinte pergunta na questão 553 de O Livro dos Espíritos:
"Qual pode ser o efeito das fórmulas e práticas com ajuda das quais certas pessoas pretendem dispor da vontade dos Espíritos".
Resposta dos Espíritos:
"... Todas as fórmulas são enganosas; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum sinal cabalístico, nenhum talismã que tenha uma acção qualquer sobre os Espíritos, porque estes são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais".
Por isso, conclui Divaldo Franco, seguindo o raciocínio inicial da sua abordagem em Directrizes de Segurança:
"Qualquer manifestação de culto externo, por desnecessária, é de segunda ordem, não merecendo maior consideração no que tange à educação mediúnica".
Nós achamos, assim, que o doutrinador não deve alimentar essas ilusões no Espírito inconsciente, mas antes persuadi-lo quanto aos deveres e responsabilidades do verdadeiro crente, mas isso o fazendo fraternalmente e não com o sentimento de presunção, nem de querela, nem de imposição.

95. E quando o Espírito comunicante receita para o paciente que está sendo tratado na desobsessão banhos de sal, chás extravagantes, xaropes e práticas estranhas, como o doutrinador deve recebê-las?
Com muita cautela, uma vez que esse tipo de orientação apenas demonstra tratar-se de entidade sem maiores conhecimentos, ainda apegada a crenças e superstições que estão na base da sua cultura sócio religiosa.
Por ingénua ignorância ou maldade mesmo, há Espíritos que se aproveitam dessas sessões para continuar iludindo os homens sobre as chamadas "curas milagrosas", ritos e práticas bizarras que atendem plenamente àquelas pessoas que preferem as fórmulas mágicas — o uso por exemplo da água benta, a recitação de oblatos sacramentados — ao racional dever de se melhorarem pelo esforço digno e o combate sem trégua às suas imperfeições.
"O homem procura sempre soluções milagrosas para suas aflições, para suas angústias ou dificuldades físicas, esquecidos de que tais efeitos decorreram de suas acções nesta ou noutra vida"— adverte-nos um trecho do Curso de Educação Mediúnica (Edições FEESP).
E acrescenta que, por ser o homem imediatista, tem ele às vezes uma visão infantil de Deus, acredita que Deus faz concessões sobrenaturais, não conseguindo visualizar a diferença fundamental entre a verdade das Leis Divinas e as suas crenças interesseiras.
Tanto as entidades como os encarnados que se prendem a essas práticas precisam do esclarecimento.
Temos aí a necessidade de uma dupla doutrinação.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:36 pm

96. Como o doutrinador deve tratar os Espíritos que se identificam como padres, freiras, pastores e outros tipos de religiosos que se ocupam unicamente de combater o Espiritismo, mantendo a mesma postura de quando eram encarnados?
Vamo-nos socorrer mais uma vez das luzes deixadas pelo professor Herculano Pires em suas obras.
Em Santos, Diabos e Cléricos, Capítulo IV de Obsessão, o Passe, a Doutrinação, ele diz que quanto aos Espíritos de padres, freiras, frades e outros clérigos que se apresentam mais insistentes nas reuniões, querendo discutir sobre interpretações evangélicas, "o melhor que se pode fazer é convidá-los a orar a Jesus.
Embora manhosos, são Espíritos necessitados de ajuda e esclarecimento.
Com sinceridade e amor, são facilmente doutrináveis".
E prossegue nas suas orientações:
"Mais raras são as manifestações de pastores protestantes e de rabinos judeus, mas também ocorrem.
Manifestam-se sempre demasiadamente apegados à letra dos textos bíblicos e evangélicos.
Inútil entrar em discussão com eles.
Tratados com amor e sinceridade acabam retirando-se e já entregues a antigos companheiros de profissão, já esclarecidos, que geralmente os trouxeram à sessão mediúnica para aproveitar as facilidades do ambiente".
Nós mesmos da Mediúnica do Grupo Espírita Paulo e Estêvão, temos testemunhado muitas manifestações de religiosos que terminaram inclusive se integrando aos trabalhos espirituais da Casa.
Muitos deles revelam depois nomes de superiores, que jamais imaginávamos, como sendo os Espíritos de religiosos que os trouxeram ao esclarecimento:
são padres, bispos, frades e freiras.
"Nossa função nas sessões"— orienta Herculano Pires — "é ajudar essas criaturas a se libertarem do passado, integrando-se na realidade espiritual que não atingiram na vida terrena, enleados nos enganos e nas ilusões de falsas doutrinas".

97. E qual a atitude a assumir diante da visita de outros Espíritos que se proclamam Santos e que ali estão para ajudar as pessoas com velhas promessas do céu beatífico e da salvação pela fé cega?
Da mesma maneira como agem geralmente os Espíritos de religiosos, outros Espíritos comparecem a essas reuniões se anunciando santos e condenando sempre as práticas espíritas.
Aqui, o doutrinador deve ter habilidade suficiente para saber distinguir dos Espíritos brincalhões e mistificadores as entidades ainda realmente apegadas aos seus títulos e hábitos religiosos.
Os supostos santos usam uma linguagem melíflua, dando a ideia de falsa bondade, para iludir os incautos.
Basta o doutrinador lembrar-lhes que se eles fossem realmente santos não estariam preocupados em combater as sessões mediúnicas sérias, envolvidas unicamente com a caridade e a prática dos ensinos de Jesus.
Aconselha-nos o professor Herculano Pires a não perdermos muito tempo com eles, mostrando-lhes que eles é que estão no mau caminho e que nada vão conseguir com suas manhas.
Muitas dessas entidades, que precisam também de esclarecimento, se proclamam mensageiras de Nossa Senhora, de São Francisco e do próprio Jesus Cristo, vivenciando ainda as mesmas ilusões que cultivaram em suas experiências religiosas.
Fora delas, há os Espíritos brincalhões e mistificadores que não perdem oportunidade para impressionar as pessoas excessivamente crédulas.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:36 pm

98. Quanto às entidades que se exibem como Diabos, não só ameaçando as sessões, como também prometendo demonstrações de força e poder?
Esses Espíritos costumam se manifestar sempre de forma grotesca, procurando fazer estardalhaço, ameaçando e roncando como bicho.
São mais fanfarrões do que mesmo perversos.
"Com paciência e calma, mas sem lhes dar trelas, o doutrinador não terá dificuldade em afastá-los".
Sabemos que nos planos inferiores da Espiritualidade, os Espíritos encontram situações favoráveis à continuidade de suas actividades terrenas, mas a doutrinação tem o duplo poder da verdade e do amor, a que eles não podem resistir por muito tempo.
Cabe ao doutrinador compreender bem esses problemas, lendo e estudando as obras doutrinárias e se fortalecendo moralmente para melhor ajudá-los na libertação definitiva de todos esses condicionamentos.
E como insiste o professor Herculano Pires:
"A doutrinação espírita equilibrada, amorosa, modifica a nós mesmos e aos outros, abre as mentes para a percepção da realidade real que nos escapa quando nos apegamos à ilusão das nossas pretensões individuais, geralmente mesquinhas".
A verdade é que, como diz ainda Herculano Pires, "o trabalho maior é realizado pelos Espíritos incumbidos dessas tarefas no Mundo Espiritual".

99. O dirigente deve prolongar uma sessão mediúnica quando nenhuma comunicação se recebe dentro do horário normal, mesmo contando com médiuns desenvolvidos e bem educados?
Que deve prolongar não é bem o termo, porque quando se fala deve se imaginar logo uma obrigatoriedade.
E o dirigente da sessão não é obrigado a prolongá-la em nenhuma circunstância, mas a conduzi-la com equilíbrio para produzir os resultados benéficos a que ela se destina.
A razão, segundo o professor Herculano Pires, é o método utilizado pela Doutrina Espírita.
O que for racional, portanto, numa actividade mediúnica, nada tem a temer.
Se o bom senso indica que uma sessão mediúnica deve ser prolongada por necessidade real dos trabalhos, e nunca para atender a interesses particularizados ou a curiosidades não recomendáveis, o dirigente pode prolongá-la além do horário habitual, desde que não se torne isso uma rotina.
Aliás, o próprio capítulo da sessões espíritas, na segunda parte de O Livro dos Médiuns, fala apenas do horário fixado para o início das reuniões no Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, embora esteja implícito que tudo que tem um horário para começar deve tê-lo também para terminar.
É parte do processo de organização de qualquer actividade a distribuição racional do tempo, pois assim como as pessoas responsáveis, os Espíritos superiores não podem ficar a mercê dos nossos caprichos e das conveniências especificamente humanas.
E André Luiz, sobre a pontualidade nas sessões de desobsessão, diz:
"A hora de início das tarefas precisa mostrar-se austera, entendendo que o instante do encerramento é variável na pauta das circunstâncias".
O mais estranho mesmo na pergunta não é ter que se adiar o término da sessão, mas ter que adiar por não terem os médiuns recebido qualquer comunicação no período normal dos trabalhos.
Aí é que deve ter alguma coisa errada que a Casa Espírita precisa imediatamente avaliar para corrigir, apesar de sabermos que nem todos os Espíritos que são evocados podem atender naquele horário e que uma reunião nem sempre é suficiente para encerrar um problema, que pode perfeitamente ter sequência noutra ou em várias outras reuniões.
"Para comer o pão da verdade só necessitamos dos dentes do bom senso", ensina ainda o professor Herculano Pires.
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:37 pm

A título ainda de informação, vejamos esta outra orientação de André Luiz no mesmo livro Desobsessão:
" Terminada a prece final, o director, com uma frase breve, dará a reunião por encerrada e fará no recinto a luz plena.
Vale esclarecer que a reunião pode terminar antes do prazo de duas horas, a contar da prece inicial, evitando-se exceder esse limite de tempo."
Como vemos, os Espíritos nos oferecem a melhor orientação a respeito do encerramento da sessão mediúnica, deixando connosco, porém, o dever de discernir.

100. As sessões mediúnicas só podem ser realizadas em recintos fechados e totalmente escuros?
Em recintos fechados sim, mas totalmente escuros não.
Quanto a recintos fechados, é porque esse tipo de reunião requer recolhimento, meditação e profundo silêncio, o que se torna impossível num ambiente aberto.
Mas vamos às instruções do professor J. Herculano Pires, no Capítulo VII da sua obra Mediunidade:
"Há pessoas que desejam fazer sessões à plena luz, por entender que a penumbra habitual dá motivo a desconfianças e representa uma modalidade de formalismo.
Mas a penumbra é necessária à boa concentração dos médiuns e mesmo dos assistentes.
A iluminação normal da sala provoca distracções, penetra nas pálpebras e quebra o ambiente de recolhimento.
Claro que não se deve fazer o escuro excessivo e muito menos completo, mas a penumbra do ambiente não é um aparato formal, é uma exigência natural da concentração serena.
Além dessas razões evidentes, convém lembrar que o excesso de luz exerce influência inibitória sobre os médiuns e a emanação fluídica do ectoplasma."
Como na Doutrina Espírita não há posições radicais e definitivas, as orientações do professor Herculano Pires sobre esse aspecto das sessões em recinto fechado não significam que elas não possam, eventualmente e por uma circunstância justificada, realizar-se em ambiente público e sob plena luz, uma vez que os Espíritos superiores não se preocupam com as formalidades, mas exclusivamente com o fundo e o sentido justo da assistência em qualquer sector.
Todavia, a organização e a disciplina são recursos inerentes à qualidade e eficácia dos trabalhos.
Assim sendo, as sessões em ambiente público, com a presença de pessoas estranhas ou mesmo dos enfermos encarnados em tratamento, têm ainda como inconvenientes a curiosidade dos assistentes, o risco de ficarem impressionados com as ameaças dos obsessores e de tomarem conhecimento sem a devida preparação de factos grotescos relacionados com as vidas pretéritas dos pacientes, ou que sejam tornadas públicas experiências já vividas nesta existência.
Também tem que se respeitar o obsessor em sua situação de desequilíbrio por um princípio básico da Doutrina que tem por fundamento a moral de Jesus — a caridade.
Por tudo isto é que as sessões espíritas de desobsessão são realizadas em recinto fechado e sob penumbra, de preferência na Casa Espírita.
Aí há uma preparação toda especial, como nos informa Bezerra de Menezes, através da mediunidade de Yvonne A. Pereira, em Dramas da Obsessão:
"As vibrações disseminadas pelos ambientes de um Centro Espírita, pelos cuidados de seus tutelares invisíveis; os fluidos úteis, necessários aos variados quão delicados trabalhos que ali se devem processar, desde a cura de enfermos até a conversão de entidades desencarnadas sofredoras e até mesmo a oratória inspirada pelos instrutores espirituais, são elementos essenciais, mesmo indispensáveis a certa série de exposições movidas pelos obreiros da Imortalidade a serviço da Terceira Revelação".
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:37 pm

Bibliografia
1. Bíblia Sagrada
2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos – Rio de Janeiro – RJ, Editora FEB 41ª Ed. 1997.
3. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns - Rio de Janeiro – RJ, Editora FEB 62ª Ed. 1997.
4. KARDE, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – Rio de Janeiro – RJ, Editora FEB 113ª 1997.
5. KARDE, Allan. O Céu e o Inferno – Rio de Janeiro –RJ Editora FEB 41ª Ed. 1997.
6. KARDEC, Alan. A Génese – Rio de Janeiro- RJ Editora FEB 37ª Ed. - 1997
7. KARDEC, Allan. Obras Póstumas – Araras – SP Editora IDE, 2ª Ed. 1997.
8. KARCEC, Allan, Obsessão -
9. XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar – ( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro – RJ Editora FEB 45ª Ed. 1996
10. XAVIER, Francisco Cândido. Os Mensageiros ( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro – RJ Editora FEB, 5ª Ed. 1987.
11. XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz -( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro – RJ Editora FEB, 20ª Ed. 1987.
12. XAVIER, Francisco Cândido. Entre a Terra e o Céu – ( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro RJ Editora FEB 5ª Ed. 1972.
13. XAVIER, Francisco Cândido. Acção e Reacção – ( Espírito de André Luiz ) Rio de Janeiro RJ, Editora FEB 4ª Ed. 1972.
14. XAVIER, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade ( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro RJ, Editora FEB 7ª Ed. 1972.
15. XAVIER, Francisco Cândido. Desobsessão – ( Espírito de André Luiz ) Rio de Janeiro- RJ, Editora FEB 3ª Ed. 1975.
16. XAVIER, Francisco Cândido. Conduta Espírita ( Espírito de André Luiz ) Rio de Janeiro -RJ, Editora FEB 8ª Ed. 1981.
17. XAVIER, Francisco Cândido. Mecanismos da Mediunidade ( Espírito André Luiz ) Rio de Janeiro -RJ, Editora FEB 8ª Ed. 1981.
18. XAVIER, Francisco Cândido. Libertação - ( Espírito de André Luiz ) Rio de Janeiro– RJ, Editora FEB 14ª Ed. 1990.
19. SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão Desobsessão – Rio de Janeiro RJ, Editora FEB 1ª Ed., 1981.
20. TAMASSIA, M. B. Você e a Mediunidade – Matão –SP, Editora O Clarim 2ª Ed. Jan. 1987.
21. AZEVEDO, Geraldo – CALAZANS, Nilo – FERRAZ, José. Projecto Manoel P. de Miranda Salvador – BA, Editora Alvorada 2ª Ed. 1994.
22. LOUREIRO, Carlos Bernardo. A Obsessão e seus Ministérios. Salvador –BA Editora Mnênio Túlio 2ª Ed. 1995.
23. CUIN Waldir Aparecido. Perguntando e Aprendendo (Entrevistas)
24. USE. Subsídios para Actividades Doutrinárias - Série A-1.
25. ROQUE Jacinto Doutrinação – São Paulo SP Editora Luz no Lar, 11ª Ed.
26. BARCCELLI, Carlos A. Mediunidade e Doutrina (Espírito Odilon Nunes) São Paulo SP, Editora IDE 3ª Ed. 1990.
27. BARCCELLI, Carlos A. ABC da Mediunidade - (Espírito Odilon Nunes) São Paulo SP, Editora IDE 3ª Ed. 1990.
28. BARCCELLI, Carlos A. Mediunidade e Evangelho - (Espírito Odilon Nunes) São Paulo SP, Editora IDE 3ª Ed. 1990.
29. BARCCELLI, Carlos A. Somos Todos Médiuns - (Espírito Odilon Nunes) São Paulo SP, Editora IDE 3ª Ed. 1990.
30. AKSAKOF, Alexandre. Animismo e Espiritismo – Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB, 3ª Ed.,1978.
31. XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva – ( Espírito de Emmanuel ) Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB, 21ª Ed..
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Re: COMO DOUTRINAR OS ESPÍRITOS / Vanderley Pereira

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 26, 2018 7:37 pm

32. DENIS, Leon. No Invisível – Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB, 17ª Ed. 1996
33. XAVIER, Francisco Cândido. Reportagens de Além-Túmulo – ( Pelo Humberto de Campos )
34. NETO, Aureliano Alves – MARTINS Celso – RODRIGUES António F. Caboclos, Índios, Pretos-Velhos e Outros Assuntos -
35. BEZERTA, Menezes. A Loucura sob Novo Prisma Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB 9ª Ed. 1996.
36. FRANCO, Divaldo Pereira. Loucura e Obsessão ( Espírito Manoel P. de Miranda ) Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB, 1ª Ed. 1990.
37. FRANCO, Divaldo Pereira. Palavras de Luz
38. IMBASSAHY, Carlos Brito. Quem Pergunta Quer Saber - São Paulo, Editora Petit, 3ª Ed. 1993.
39. PEREIRA, Ivonne A Recordações da Mediunidade – Rio de Janeiro – RJ, Editora FEB
40. MIRANDA, Manoel Philomeno. Vivência Mediúnica – Salvador –BA Editora Alvorada 2ª Ed. 1994.
41. MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos Carismas - Teoria e Prática da Mediunidade. Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB
42. MIRANDA, Hermínio C. Diálogo com as Sombras – Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB 10ª Ed. 1997.
43. Reuniões Mediúnicas - Colecção Estudos e Cursos - Centro Espírito Allan Kardec, Campinas - SP.
44. SCHUTEL, Caibar Médiuns e Mediunidades Matão –SP, Editora O Clarim 8ª Ed. 1984.
45. SCHUTEL, Caibar Conversando sobre Mediunidade - Matão –SP Editora O Clarim
46. FRANCO, Divaldo Pereira- TEIXEIRA, Raul. Directrizes de Segurança – Niterói -RJ Editora Frater, 1ª Ed..
47. TEIXEIRA, José Raul, Correnteza de Luz - FRANCO, Divaldo Pereira, Diálogo (Com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas) – Rio de Janeiro –RJ Editora Frater, 2ª Ed. 1996.
48. XAVIER, Francisco Cândido. Instruções Psicofónicas (vários Espíritos) Rio de Janeiro –RJ, Editora FEB, 1991.
49. PIRES, J Herculano. Obsessão, o Passe, a Doutrinação – São Paulo –SP, Editora Paidéia 5ª Ed. 1992.
50. XAVIER, Francisco Cândido – GALASSE, Claudia Pinheiro. Escola no Além – São Paulo –SP 1ª Ed.
51. LOUREIRO, Lúcia. Colónias Espirituais - Salvador –BA Editora Mnênio Túlio 3ª Ed. 1996.
52. FRANCO, Divaldo Pereira. Temas da Vida e da Morte – Rio de Janeiro – RJ Editora FEB, 4ª Ed. 1996.
53. PEREIRA, Ivonne A Devassando o Invisível. Rio de Janeiro –RJ Editora FEB, 4ª Ed. 1996
54. XAVIER, Francisco Cândido. Jesus no Lar ( Espírito de Neio Lúcio ) Rio de Janeiro – RJ, Editora FEB, 21 Ed. 1996.
55. XAVIER, Francisco Cândido. Alma e Coração – ( Espírito Emmanuel ) São Paulo–SP Editora Pensamento 1ª Ed.
56. PETRONE, Moacyr. Manual Para Orientação e Encaminhamento Espiritual São Paulo -SP Edições FEESP 1ª Ed. 1990.
57. Curso de Educação Mediúnica - São Paulo -SP Edições FEESP, 7ª Ed. 1996
58. PIRES, J. Herculano. Mediunidade - Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais São Paulo –SP, Editora Edicel.
59. FRANCO, Divaldo Pereira. Intercâmbio Mediúnico (Espírito João Cléofas) Salvador –BA, Editora Alvorada, 4ª Ed., 1985.
60. CARVALHO, Helena M. Craveiro. Obsessões Graves: Sinais (Colecção Estudos Espíritas no 2) -
61. PEREIRA, Yvonne A. Dramas da Obsessão (Espírito Bezerra de Menezes) Rio de Janeiro –RJ Editora FEB, 8ª Ed.,1994.
62. KARDEC, Allan. Revista Espírita, julho-1859. São Paulo – SP Editora Edicel, 1ª Ed. 1964.

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