Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

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Re: Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:09 am

E repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
(...) certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade.
Mas, com a conivência da esposa, reteve parte do preço.
Levando depois uma parte, depositou-o aos pés dos apóstolos.
Disse-lhe então Pedro:
‘Ananias, por que encheu Satanás o teu coração para mentires ao Espírito Santo, retendo parte do preço do terreno?
Porventura, mantendo-o não permaneceria teu e, vendido, não continuaria em teu poder?
Por que, pois, concebeste em teu coração este projecto?
Não foi a homens que mentiste, mas a Deus.
Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu e expirou.
E um grande temor sobreveio a todos os que disto ouviram falar.
Os jovens, acorrendo, envolveram o corpo e o retiraram, dando-lhe sepultura.
Passou-se um intervalo de cerca de três horas.
Sua esposa, nada sabendo do que sucedera, entrou.
Pedro interpelou-a:
‘Diz-me, foi portal preço que vendestes o terreno?’
E ela respondeu:
‘Sim, por tal preço.’
Retrucou-lhe Pedro:
‘Por que vos pusestes de acordo para tentardes o Espírito do Senhor?
Eis à porta os pés dos que sepultaram teu marido; eles levarão também a ti.’
No mesmo instante ela caiu a seus pés e expirou.
Os jovens, que entravam de volta, encontraram-na morta; levaram-na e a enterraram junto a seu marido.
Sobreveio então grande temor à Igreja inteira e a todos os que tiveram notícia destes factos.”
(Cap. IV - w. 34 e 35; cap. V - w. 1 a 11)
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Ave sem Ninho

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Re: Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:09 am

XXIV - MÉDIUNS FRACASSADOS
“Em resumo, repetimos, a melhor garantia está na moralidade notória dos médiuns e na ausência de todas as causas de interesse material ou de amor-próprio, que poderiam estimular nele o exercício das faculdades medianímicas que possui; porque essas mesmas causas podem animá-lo a simular as que não tem."
(O Livro dos Médiuns - Segunda Parte - Cap. XXVIII)

Allan Kardec não se cansa de repetir que a moralidade dos médiuns é a melhor garantia contra a fraude no fenómeno.
Os próprios médiuns é que deveriam ser os primeiros a se conscientizar disto, evitando que, ludibriando os outros, ludibriassem a si mesmos.
Sim, porque o médium que não crê em si é o maior dos descrentes...
Ao tempo do Codificador, o Espiritismo muito sofreu com os médiuns que foram flagrados simulando intercâmbio com o Mundo Espiritual.
Este assunto sempre foi um “prato cheio” para os adversários da Doutrina que, propositadamente, buscam confundir a opinião pública.
O Espiritismo não pode responder pelas atitudes de seus profitentes como, de resto, nenhuma religião o pode.
Sendo livre, qualquer um pode dizer-se adepto da Terceira Revelação e trabalhar segundo lhe aprouver.
Mas ninguém brinca com o Plano Espiritual impunemente!
Não há médium que consiga sustentar uma farsa por muito tempo...
Se, a princípio, os Espíritos infelizes o auxiliam, acabam, mais tarde, por dominá-lo completamente, obrigando-o a satisfazer as suas ambições...
Acompanhem a trajectória dos médiuns interesseiros e observem como eles terminam os seus dias...
Vampirizados pelas Entidades a que serviram, mostram-se doentes e dementados, quando não estirados nas sarjetas...
É lamentável a situação dos médiuns que chegam à Vida Espiritual, depois de terem falhado fragorosamente nas responsabilidades que, antes do retomo ao corpo, assumiram!
E triste vê-los ensimesmados, recriminando-se por terem desperdiçado tão abençoada oportunidade de elevação!...
São esses médiuns fracassados que transformam-se nos Espíritos protectores das reuniões de desobsessão, responsabilizando-se pelo encaminhamento das Entidades que carecem de expressar-se...
São eles que passam a proteger os grupos mediúnicos e os médiuns novatos, como se assim procurassem reparar, em parte, os deslizes cometidos; entretanto, só se satisfarão completamente quando a Lei Divina lhes facultar a bênção do recomeço.
Se a nossa palavra despretensiosa pode servir de orientação para alguém, que os médiuns, inexplicavelmente ausentes da tarefa, retomem-na o mais breve possível, não deixando a solução de semelhante problema para a Outra Vida... “Desenterrem" os talentos que lhes foram confiados e os multipliquem pelo suor do trabalho digno!
Que médium algum se sinta insignificante e, portanto, dispensável.
Deixe de ser “médium-problema”, passando para os outros uma ideia distorcida da mediunidade e da Doutrina...
Existem pessoas que dizem assim:
- “Fulano passou a frequentar o Espiritismo e, invés de melhorar, piorou...”
Outras sentenciam, irónicas:
“Beltrano está precisando é de fazer um tratamento psiquiátrico e deixar esse negócio de mediunidade de lado...”
De fato, a mediunidade impõe ao médium determinada cota de sacrifício, mormente quando ele não tem a experiência necessária para lidar com os Espíritos...
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Re: Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:09 am

Mas quem sofre porque seja médium, se não o for sofrerá muito mais. Disto não tenhamos qualquer dúvida.
A mediunidade quando exercida com responsabilidade é um factor de equilíbrio espiritual.
A mediunidade só desequilibraria quem, porventura, já fosse desequilibrado.
Que ninguém diga:
-“Fracassei na mediunidade";
“Tentei desenvolver-me mas não pude";
“A minha luta para perseverar era muito grande”;
Não obtive o apoio de que precisava”;
"Quem sabe na outra encarnação”...
O médium que não alimenta outra pretensão que não seja o cumprimento de seu humilde dever, não fracassará!
Há médiuns que desistem da mediunidade, porque não conseguem ser os médiuns que gostariam de ser...
Contentem-se com o que são e, um dia, serão o que desejam ser, desde que não abandonem o único caminho para isto:
o trabalho que são chamados a executar, aqui e agora!
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Re: Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:09 am

XXV- OS FALSOS PROFETAS DA MEDIUNIDADE
“Pode-se, pois, estabelecer em princípio que quem, em uma reunião espírita, provoque a desordem ou a desunião, ostensivamente ou sub-repticiamente, por quaisquer meios, é, ou um agente provocador, ou pelo menos um muito mau espírita..."- (O Livro dos Médiuns - Segunda Parte - Cap. XXIX)

Allan Kardec, em mais de uma oportunidade, alerta-nos para o facto de que os maiores adversários da Doutrina estariam dentro de suas próprias fileiras...
Estes seriam aqueles em que o personalismo falaria mais alto; os que, criando movimentos paralelos, provocariam a desordem ou a desunião; os que, crendo-se investidos de mandatos missionários e inspirados pelos Espíritos Superiores, proporiam inovações doutrinárias ao Espiritismo...
De quando em vez, ali e alhures, despontam esses medianeiros que, sem nunca terem lido Kardec em profundidade, falam em sua superação; propõem-se a revisar a obra do Codificador, levantam estranhas bandeiras de separatividade, reclamam uma liderança que não possuem, chegando, para isto, ao cúmulo de evocar os seus pretensos dotes intelectuais e medianímicos...
Esses invigilantes confrades, sem o suspeitarem, são passivos instrumentos dos Espíritos que pugnam pelo atraso moral da Humanidade, desejosos de obstaculizar a marcha vitoriosa da Doutrina entre os homens, na libertação do pensamento ainda escravizado a preconceitos de toda espécie.
Faltando-lhes o bom senso que sobrava no Codificador, sem nenhuma auto-crítica para o conhecimento das próprias limitações e fascinados pela ideia de grandeza espiritual, - quais modernos Narcisos embevecidos com a própria beleza - ocupam a tribuna e frequentam a imprensa como se fossem os donos absolutos da Verdade...
Esses médiuns inovadores, quase sempre acompanhados por um número razoável de adeptos, posto que no mundo há clientela para todas as ideias, nunca trazem consigo as marcas de um verdadeiro reformador; preocupam-se em copiara energia de Allan Kardec e esquecem-se da humildade do grande mestre de Lyon...
Felizmente, por falta de eco, o barulho que provocam desaparece entre tantos outros dos que se rivalizam pelo poder, esquecidos da sublime lição de Jesus:
“Todo aquele, pois, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será maior no reino do céus...”
Esses falsos profetas da mediunidade chegam, a fim de serem ouvidos, a proclamarem-se a Reencamação de Espíritos que se notabilizaram em existências pregressas, já que na actual existência não possuem eles nenhum credencial de moralidade que os garanta...
Teóricos são e teóricos talvez continuarão sendo por toda a vida...
São capazes de proferir belos discursos sobre a fraternidade, mas não sabem o que seja partir o pão com as próprias mãos...
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Re: Mediunidade e Caminho - Odilon Fernandes /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:09 am

Os grupos que dominam, pouco ou quase nada produzem para a Doutrina...
Cercados por livros em seus gabinetes, verberam sentenças condenatórias contra os companheiros que lutam nas frentes- de trabalho da caridade...
Enquanto discutem há superfície, devotados companheiros da mediunidade com Jesus manejam a charrua evangélica e arroteiam o solo das almas, nele deitando a boa semente que, no momento justo, frutificará...
As obras que escrevam ficarão empoeiradas nas estantes, por não se identificarem com as necessidades espirituais do povo...
Eles, os falsos profetas da mediunidade, passarão como passam as nuvens tocadas pelo vento...
Nenhuma tarefa que não tenha vínculo espiritual com o Cristo permanecerá!
Que ninguém projecte as suas frustrações existenciais na Doutrina, maculando-a com os seus delírios de grandeza...
Que cada médium se aceite tal qual é, por fora e na intimidade de si mesmo, para vacinar-se contra a obsessão.
Creiam que, ainda aqui na Espiritualidade, onde presentemente nos encontramos, nós, os amigos desenfaixados do corpo físico, oramos todos os dias pedindo ao Senhor para que nos ensine qual seja o nosso lugar, não permitindo que, em nosso lugar, não permitimos que, em nosso intercâmbio, com os homens, nos iludamos quanto à nossa própria pequenez.

§.§.§- Ave sem Ninho
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