ARTIGOS DIVERSOS III

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jan 11, 2019 12:22 pm

O estado de erraticidade cessa quando o Espírito atinge o estágio da Perfeição Moral, tornando-se Espírito puro.
Nesta situação, ele não é mais considerado errante, pois não precisar reencarnar no planeta a que se encontra filiado, pois já alcançou o nível de conhecimento, moral e intelectual, que este mundo comporta.
Poderá, então, renascer em outro orbe planetário, prosseguindo em sua macha evolutiva.
A duração da erraticidade é extremamente variável, sendo mais ou menos prolongada conforme o nível evolutivo de cada Espírito.
Sabe-se, porém, que os Espíritos imperfeitos renascem mais vezes.
Ante tais argumentações, um fato se destaca dos demais: a necessidade premente de nos prepararmos adequadamente para a desencarnação e para a experiência em outra dimensão da vida.
Eis como Emmanuel fecha essa questão da reintegração do Espírito na nova realidade, após a morte do veículo somático, com sabedoria e simplicidade: (15)
A alma desencarnada procura naturalmente as actividades que lhe eram predilectas nos círculos da vida material, obedecendo aos laços afins, tal qual se verifica nas sociedades do vosso mundo.
As vossas cidades não se encontram repletas de associações, de grémios, de classes inteiras que se reúnem e se sindicalizam para determinados fins, conjugando idênticos interesses de vários indivíduos?
Aí, não se abraçam os agiotas, os políticos, os comerciantes, os sacerdotes, objectivando cada grupo a defesa dos seus interesses próprios?
O homem desencarnado procura ansiosamente, no Espaço, as aglomerações afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo género de vida abandonado na Terra, mas, tratando-se de criaturas apaixonadas e viciosas, a sua mente reencontrará as obsessões de materialidade, quais as do dinheiro, do álcool, etc., obsessões que se tornam o seu martírio moral de cada hora, nas esferas mais próximas da Terra.
Daí a necessidade de encararmos todas as nossas actividades no mundo como tarefa de preparação para a vida espiritual, sendo indispensável à nossa felicidade, além do sepulcro, que tenhamos um coração sempre puro.

Referências:
1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008, questão 85, p. 120.
2. Idem - O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Capítulo XXIII, item 8, p. 419.
3. Idem - O Céu e o Inferno. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Segunda parte. Capítulo I, item 14, 227.
4. Idem - O Evangelho segundo o Espiritismo. Op. Cit. Introdução IV, item XI, p. 50.
5. Idem - Capítulo XXVIII, item 62, p. 527-528.
6. Idem - O Céu e o Inferno. Op. Cit. Segunda parte. Op. Cit. Capítulo I, item 5, p. 221-222.
7. Idem, ibidem, Item 6, p. 222.
8. Idem, ibidem, Item 7, p. 223.
9. Idem, ibidem, Item 8, p. 223.
10. Idem, ibidem, Item 9, p. 224.
11.Idem, ibidem, Item 12, p. 225-226.
12. XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28. ed. especial. Rio de Janeiro: FEB, 2008, pergunta 160, p. 128.
13. DENIS, Léon. Depois da morte: exposição da doutrina dos Espíritos. 1ª edição especial. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Parte quarta, Capítulo XXXIII, p. 285.
14. Idem, ibidem, p. 285-287.
15. XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Op. Cit., pergunta 148, p.119 120.

EADE — Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita — Religião à luz do Espiritismo - TOMO III — ESPIRITISMO, O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS - Módulo II — A Morte e seus Mistérios.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty EXISTEM ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jan 11, 2019 7:48 pm

Os animais são como nossos irmãos mais novos, que precisam de amor e carinho.
E como estão em processo de evolução, podemos perguntar:
Existem animais no plano espiritual?
De acordo com Suraia Assumi, no mundo espiritual ou na erraticidade estão os espíritos que pensam, que fazem análises de suas próprias vidas.
“O plano espiritual serve para nós como um repositório de nossas energias, momento de tomar novos rumos, de fazer projectos, de preparar uma nova etapa.
Isso pertence a quem tem livre arbítrio”.

E os animais no plano espiritual?
Ainda de acordo com Suraia, os animais não possuem a consciência de si mesmo, não conseguem escolher entre o bem e o mal, além de não estarem submetidos a Lei de Causa e Efeito.
Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, também trata desta questão.
Segundo o codificador da doutrina espírita, os animais não são espíritos errantes, ou seja, não possuem o livre arbítrio, e por conta disso, não poderiam andar livremente pelo plano espiritual.

597 – a) Será esse princípio uma alma semelhante à do homem?
“É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra.
É, porém, inferior à do homem…
Vale lembrar que os animais são espíritos e que suas almas sobrevivem após o desencarne.
E que apesar de não serem espíritos errantes, fica sim em uma espécie de erraticidade.

Confira o que o Espírito da Verdade disse a respeito deste assunto:
Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, nem estado de erraticidade, como a do homem?
“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante.
O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade.
De idêntica faculdade não dispõe o dos animais.
A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito.
O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente.
Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”

Chegada no plano espiritual
Ou seja, após seu desencarne, os animais são recebidos por Espíritos de Luz quase que imediatamente para direccioná-los a determinados trabalhos, auxílios, aprendizados e até mesmo reencarne imediato, dependendo de sua necessidade e grau evolutivo.
Confira um trecho da obra “Evolução em Dois Mundo”, pelo espírito André Luiz:
“Plantas e animais domesticados pela inteligência humana durante milénios podem ser aí aclimatados e aprimorados por determinados períodos de existência.”
“À maneira de crianças tenras, internadas em jardim de infância para aprendizados rudimentares, animais (…) acolhem a intervenção de instrutores celestes, em regiões especiais, exercitando os centros nervosos.”

Fonte: Site Rádio Boa Nova

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Dos Desvios e das Distorções Doutrinárias

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 12, 2019 11:24 am

Orson Peter Carrara

Há que se dedicar muito cuidado e atenção na prática quotidiana da programação de nossas instituições espíritas.
O compromisso do adepto espírita é com o Espiritismo.
E Espiritismo está claramente definido nas obras básicas de Allan Kardec.
As inclusões indevidas, práticas que distorcem, inovações oriundas de nossas distracções doutrinárias e mesmo quando criamos o “nosso espiritismo”, correm por nossa conta e risco, gerando responsabilidades de expressão, face às noções indevidas que podemos estar semeando em pessoas que agora se aproximam da Doutrina Espírita e o conhecem distorcido de suas propostas verdadeiras.
O compromisso do Espiritismo é com a renovação moral do ser humano.
Totalmente conectado com o Evangelho de Jesus, suas bases visam esclarecer e orientar sobre nossa natureza, origem e destinação como filhos de Deus.
Fundamentado em bases racionais e exclusivamente voltado ao crescimento intelecto moral dos filhos de Deus, o Espiritismo dispensa condicionamentos, dependências de qualquer espécie, imposições, exigências e fanatismos que possam ou queiram se impor.
Quando se fala em condicionamentos e dependências, há um leque enorme de situações subtis que vamos nos permitindo e que deformam totalmente a genuína prática espírita.
Alguém poderia perguntar: mas qual ou quais?
Relacione uma ou mais.
Não há necessidade de citar, discriminar ou criar outros perigosos caminhos que são os do preconceito ou do orgulho ferido e mesmo possíveis imposições ou críticas que não cabem.
A resposta é fácil.
O Espiritismo possui e oferece ferramentas úteis e precisas para se evitar condicionamentos e dependências.
Basta que perguntemos a nós mesmos: o que espero ou faço do Espiritismo?
Como dirigente, palestrante, escritor ou colaborador/tarefeiro em qualquer área de actividade nas instituições – pois que não há qualquer actividade que seja mais importante ou mereça qualquer destaque, já que somos todos meros aprendizes –, como estou me portando?
Aprisiono ou liberto e motivo as pessoas?
Uso ameaças, chantagem e imponho minhas ideias e vontades como as únicas correctas?
Sou daqueles que recriminam e acusam, desprezam ou não desmerecem o esforço alheio?
Não é preciso continuar. Muitas outras situações podem ser incluídas.

Com tais posturas, onde vão se incluir os desdobramentos próprios do orgulho, da vontade de dominar, da vaidade e da prepotência, geram os problemas que aí estão, esperando nossa submissão à realidade do que realmente somos: todos meros aprendizes.
O pior de tudo isso é que deixamos que nossas tendências introduzam práticas estranhas ao Espiritismo na prática quotidiana dos Centros, como as actuais novidades incoerentes com a genuína prática espírita.
Quais são as novidades?
Novamente não é nem preciso citar.
Basta observar com atenção!
Os desvios surgem e as novidades aparecem quando esquecemos a prioridade do Espiritismo: nossa melhora e progresso moral.
E a orientação desse programa está claramente nas obras básicas, que esquecemos de consultar, de estudar, reflectir e divulgar.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 12, 2019 11:25 am

E principalmente de fazê-la amplamente compreensível, em suas riquezas, para aqueles que se aproximam – sedentos por entender – e são bombardeados com condicionamentos que, ao invés de libertarem, aprisionam e repetem os mesmos equívocos da história bem conhecida, ao longo do tempo.
É nosso dever respeitar o Espiritismo!
É nosso dever transmitir Espiritismo com fidelidade.
Muitas pessoas que agora se aproximam do Espiritismo não trazem uma formação anterior que lhes facilite entender os fundamentos do Espiritismo e estes precisam ser explicados, comentados, exemplificados com clareza.
E, infelizmente, diante de tanta grandeza moral à disposição para cumprir sua justa finalidade, ficamos usando nosso tempo, recursos e inteligência para finalidades absolutamente distantes da genuína prática espírita que não é outra senão a caridade, em sua ampla abrangência, que não se restringe à doação de coisas, mas à doação de nós mesmos na gentileza, na sensibilidade, na atenção, no estender das mãos, no trabalho em favor do bem geral, etc, etc.

Abramos os olhos.
Nossa responsabilidade é enorme.
E nossa fragilidade também…


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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty 10 factos sobre a vida no umbral

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 12, 2019 7:23 pm

O umbral localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos, que vai do solo terrestre até algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera.
Confira abaixo 10 características da vida no umbral relatadas em livros psicografados, incluindo os de Chico Xavier.

1 - Dimensão extremamente sombria
O umbral é descrito por quem já esteve lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, fedorentos, de clima e ar pesado e sufocante.
A vegetação varia de acordo com a região do Umbral.
Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas.
As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem.
É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza.
No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra.

2 - Existem diversas cidades no umbral
Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes.
Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras.
Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes:
Chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis etc.
São espíritos inteligentes mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal.
São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança.

3 - As cidades possuem construções semelhantes às que encontramos nas cidades da Terra
As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos.
Sempre existem locais grandiosos para festas, e local para realização de julgamentos dos que lá habitam.
Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres.
Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir.
Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico.

4 - Ninguém vai para o Umbral por castigo
A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta à sua vibração espiritual.
Quando deseja melhorar existe quem ajude.
Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu.
Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores.
Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos.

5 - Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos
Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes.
Os agrupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas.
Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales.
Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são acoites e nem levados para as cidades em volta.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 12, 2019 7:23 pm

6 - Existem vales dos suicidas
Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram.
Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero.
Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo, já que não estão mortas como desejariam estar.

7 - Existem os núcleos de drogados
Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral.
Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas.
Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei.
Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados.
Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais.
Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios.

8 - As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres
São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem.
Como se pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra, onde temos exploradores e explorados.
Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência.
Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas.
Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros.
É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em suas missões.
Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades.

9 - As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra
Os espíritos, por estarem ainda muito atrelados à vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento, acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos.
As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos.
Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.
No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras.
Colectam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral.
Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar.
Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 12, 2019 7:26 pm

10 - Postos de Socorro
Os postos de socorro se encontram espalhados pelas regiões sombrias do Umbral.
Este local de ajuda, semelhante a um complexo hospitalar, normalmente é vinculado a uma colónia de nível superior.
Nele encontramos espíritos missionários vindos de regiões mais elevadas que trabalham na ajuda aos espíritos que vivem nas cidades e regiões do Umbral e que estão à procura de tratamento ou orientação.
Quando o espírito ajudado desperta para a necessidade de melhorar, crescer e evoluir é levado para uma colónia onde será tratado e passará seu tempo estudando e realizando tarefas úteis para seu próximo.
Quando se sentem incomodados e mergulhados em sentimentos como o ódio, vingança, revolta acabam retornando espontaneamente para os lugares de onde saíram.
Continuamos sempre com nosso livre arbítrio.

Fonte:
- Semeando e Colhendo” – Hercílio Maes (Ed. Freitas Bastos)
- Nosso Lar” – André Luiz (Espírito) / Psicografado por Francisco Cândido Xavier (Ed. FEB);
- Três Arco-Íris / Uma Colónia de Luz” – Josué (Espírito) / Psicografado por Eurípedes Kühl (Ed. Petit);
- Violetas na Janela” – Patrícia (Espírito) / Psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (Ed. Petit);
- Obreiros da Vida Eterna” – André Luiz (Espírito) / Psicografado por Francisco Cândido Xavier (Ed. FEB)
- Vivendo no Mundo dos Espíritos” – Patrícia (Espírito) / Psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (Ed. Petit);
- Após a morte do corpo físico, a alma se encontra tal qual vive intrinsecamente.” (Do livro “Nosso Lar” / Cap. 16 - André Luiz / Chico Xavier;
- Os sofrimentos que torturam mais dolorosamente os Espíritos, do que todos os outros sofrimentos físicos, são os das angústias morais.” (O livro dos Espíritos – Questão 255;
- Umbral, situado entre a Terra e o Céu, dolorosa região de sombras, erguida e cultivada pela mente humana, em geral rebelde e ociosa, desvairada e enfermiça.” (Do livro “Acção e Reacção” - André Luiz / Chico Xavier;
- O estado de tribulação é pertinente ao espírito e não ao lugar.
Esses lugares não são infelizes, de vez que infortunados são os irmãos que os povoam...” (Do livro “E a Vida Continua” - André Luiz / Chico Xavier;
- Se milhões de raios luminosos formam um astro brilhante, é natural que milhões de pequeninos desesperos integrem um inferno perfeito.
Herdeiros do Poder Criador, geraremos forças afins connosco, onde estivermos.” (Do livro “Libertação” - André Luiz / Chico Xavier)

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Os Laços Afectivos da Adopção

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jan 13, 2019 11:50 am

Somos seres essencialmente afectivos.
Estamos ligados a tudo e a todos que nos despertam desejo de vínculo.
O que caracteriza o ser humano é esse movimento interior de investir energia psíquica sobre coisas e seres aos quais se vincula.
Uma nova encarnação se confirma pela união de duas células germinativas, cada qual com uma carga de investimento amoroso, motor e motivo de suas aproximações na fantástica trajectória de confirmação da vida.
Em vista disso, quando o bebé nasce, já traz consigo uma bagagem estrutural de afectos.
Anterior a isso, o Espírito que conduz esse processo também já é depositário de valiosas expectativas, plenas de afeição e de carga amorosa dos que se dedicam ao sucesso de mais um projecto reencarnatório.
Tive contacto com o pensamento da psicóloga polonesa Joanna Wilheim, radicada no Brasil desde a infância, quando veio para o país com os pais, fugidos da perseguição nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.
Assistente social e psicóloga clínica, Joanna se dedica há mais de 40 anos a investigar os meandros do psiquismo pré e perinatal.
Com quase 80 anos, prossegue sendo uma pesquisadora incansável desse tema, além de manter seu trabalho diário como psicóloga, em São Paulo.
O texto que me chamou a atenção consta do livro Psicologia Pré-Natal.
Nele, Joanna apresenta os pressupostos fundamentais de seu trabalho.
Um dos capítulos tem o título “Vínculos afectivos e o bebé adoptado”.
O argumento fundamental defendido pela autora é o seguinte:
imagine um bebé que acabou de nascer, que saiu de dentro do corpo de sua mãe, a qual o albergou durante todo o período inicial de sua existência, e, de repente, se vê privado da possibilidade de retornar ao contacto com ela.
Wilheim ressalta o marcante painel de emoções que agita a frágil intimidade do pequenino ser que, ao nascer, é separado de sua mãe para ser dado em adopção.
Os espíritas costumamos considerar a adopção com os olhos da fraternidade e do desprendimento.
Inúmeros autores espirituais reforçam essas perspectivas.
Entre articulistas, destaco a opinião de Richard Simonetti, ao afirmar que “[…] o filho adoptivo constitui sempre um treino dos mais nobres no campo da fraternidade.
[…] talvez raros serviços na Terra sejam tão compensadores em termos de Vida Eterna”.
Hermínio Correia de Miranda apresenta opinião muito particular e carinhosa sobre o assunto, destacando que “se você percebeu por aquela criança o suave calorzinho do amor, tome-a nos braços e deixe que o amor o inspire.
Se não lhe parece aconselhável levá-la para sua casa, mesmo assim dê-lhe seu amor, materialize esse amor em ajuda concreta, não excessiva, não sufocante e não possessiva, mas sob forma de apoio, para que ela possa viver onde está, minorando dificuldades, sem remover de seu caminho os obstáculos de que ela precisa para se fortalecer, ao aprender a superá-los”.
O que me chamou a atenção no pensamento de Joanna Wilheim é o ponto de vista pelo qual ela analisa a questão – o da criança adoptada, de suas emoções, de sua ainda desconhecida capacidade de perceber o que ocorre consigo e que ficará registado indelevelmente em seu inconsciente, com força bastante para interferir de maneira marcante em seu destino.
Somos seres necessitados de continuidade.
É nela que se revela a coerência das escolhas, o resultado das opções de vida.
Assim também ocorre com o bebé.
É no espírito da continuidade que ele estabelece sua identidade, e as condições necessárias para isto lhe são dadas pelo contacto com os pais.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jan 13, 2019 11:51 am

Segundo Joanna, a dor que a ruptura deste contacto produz na alma do bebé é muito grande.
“Uma dor que ele sente sem entender o que sente, porque lhe faltam as ‘ferramentas’ para ele poder ‘se pensar’.
Este imenso sofrimento da alma irá se expressar através de sintomas.
Será à linguagem do corpo que a alma sofrida irá recorrer”. (Op. cit., p. 203.)
A psicóloga não se revela contra a adopção, mas assevera a importância de que esse processo seja feito de forma a preservar a integridade da criatura em foco.
É por isso que ela destaca a importância de os pais adoptivos falarem a verdade ao filho adoptado sempre que possível, “desde os primeiros momentos da convivência”.
A condição ideal de uma adopção bem-sucedida, de acordo com a terapeuta, ocorre quando se preserva o sentimento de acolhida, sem que os pais se esqueçam de que o pequeno ser que passa aos seus cuidados foi, em primeiro lugar, rejeitado.
Ela pede que imaginemos a situação de um ser que passou nove meses de sua experiência intra-uterina recebendo mensagens negativas de sua mãe:
“eu não vou poder ficar com você”, “vou me livrar de você logo que você nascer”.
Ao agir assim, a mãe biológica evita vincular-se ao bebé que traz dentro de si, numa manobra psicológica defensiva para se proteger de sofrer.
E quais seriam as condições ideais de adopção?
Para a psicóloga, seria fundamental que os pais adoptivos estivessem presentes no nascimento do bebé, para lhe assegurar uma continuidade de ser.
Para ela, o ideal seria que, logo depois de nascer, o bebé, após sentir o cheiro do corpo de sua mãe biológica, possa ser colocado em contacto com o corpo de sua mãe adoptiva.
Ela diz ainda que “se esse pequeno ser puder levar consigo uma peça de roupa com o cheiro de sua mãe biológica, eventualmente uma gravação da voz dela, explicando porque precisa deixá-lo aos cuidados de outra mulher, estariam criadas as condições que se aproximariam das ideais”. (Op. cit.,p. 111.)
Observando a dramática situação em que inúmeros recém-nascidos abandonados têm sido encontrados, quando não são vítimas de aborto (o noticiário comenta vários casos de bebés jogados em rios, em latas de lixo ou terrenos baldios), percebe-se que estamos ainda muito distantes das condições ideais sugeridas pela nobre psicóloga.
Mesmo assim, é nosso dever destacar os aspectos elevados da decisão de adoptar uma criança, independentemente da melhor situação para que isso ocorra.
Sabemos que, por trás de uma opção desse teor, inúmeros mecanismos da realidade espiritual estão sendo operados para promover alterações significativas nos quadros cármicos das pessoas envolvidas.
Adoptar é, antes de mais nada, um ato de amor e de desprendimento.
Tenhamos nós a sensibilidade apurada o suficiente para que, se decidirmos realizar esse gesto, o façamos com a grandeza do sentimento de amor paternal, depositando no ser que entra em nosso lar todo o desejo de resgatar em nós a dignidade de sermos pais fiéis e amorosamente dedicados a nossos filhos do coração.

Carlos Abranches

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Desencarnes com Acidentes

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jan 13, 2019 8:16 pm

Segundo informações publicadas nos mais diversos veículos de comunicação, no feriado de natal recente, foram registadas 79 mortes em razão de acidentes de trânsito.

Isto só nas rodovias federais do Brasil, pois se formos contabilizar os desencarnes acontecidos nas demais rodovias, incluindo os perímetros urbanos das cidades, somados ao feriado de ano novo, as vítimas passaram de 200.

É verdade que o passamento de todos nós é uma realidade que temos de enfrentar, afinal este momento chega para todos, mas muitas vezes pela imprudência, negligência ou imperícia demos causa para que isso aconteça.

Para quem parte, dependendo de como viveu na Terra, não influi a maneira como aconteceu, mas para quem fica é bem traumático ver seu ente querido partir violentamente, quando poderia desencarnar em condição de menos sofrimento.

É lamentável que exista tanta irresponsabilidade por parte de motoristas que ainda insistem em dirigir em velocidade fora dos limites de segurança, ou sob efeito de bebida alcoólica, drogas, não só colocando em risco sua vida, mas sendo responsável por ceifar a trajectória reencarnatória daqueles que perecem.

Sujam as mãos de sangue como se diz popularmente.
Certamente esses são os causadores dos “escândalos” mencionados por Jesus, e terão uma triste chegada quando forem para o Plano Espiritual, pois terão de prestar contas e com certeza resgatarem as irresponsabilidades cometidas.

Muito se avançou na legislação de trânsito, mas o dirigir se faz necessário um salto na moralidade de cada um, para que desperte o senso de responsabilidade.

Desencarnam mais pessoas em feriadões do que em alguns locais onde existe guerra!
Isso é inadmissível.
Deus permite que tais desgraças aconteçam, pois ainda vivemos num planeta de categoria onde predomina o mal, e sendo assim, como explicado na literatura, o mal não precisaria existir, mas ele é uma consequência da falta do bem.

Façamos a nossa parte com responsabilidade seja no trânsito ou em qualquer outra actividade, e estejamos certos de que contribuiremos para a melhoria da aura planetária, carreando evolução e certamente teremos uma vida melhor, e um retorno à espiritualidade com menos violência e amparados pelos benfeitores espirituais, mensageiros do Mestre.

Nilton Cardoso

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty A arte da convivência conjugal

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 14, 2019 10:57 am

É comum se pensar que os casamentos mais sólidos são aqueles que sobrevivem a grandes traumas.
Digamos, uma infidelidade conjugal ou uma falência.
Contudo, a verdade é que a duração do matrimónio está na razão directa da arte da convivência conjugal.
Conviver todos os dias, aguentando as pequenas coisas um do outro, por exemplo.
Suportar que ele aperte o tubo de pasta de dentes bem no meio, enquanto ela insiste que deva ser bem no finzinho, por uma questão de estética e de economia.
Ou ainda, ele não auxiliar nas tarefas domésticas.
Ela ser sensível demais.
Ele ser muito mole com as crianças, permitir tudo.
Ela desejar manter a linha dura, investindo na disciplina e na educação dos filhos.
Conviver com as diferenças exige boa vontade diária.
Um casal, que convive há catorze anos, confessou que tem diferenças enormes quanto a desporto.
Ela adora ver futebol em casa. Ele adora aventuras.
Com uma filha de dez anos, aprenderam a conviver, apoiando um o prazer do outro.
Assim, quando o marido decidiu dar a volta ao mundo velejando, ela o acompanhou pela imaginação, sem sair de casa.
Mas não criou obstáculos para ele, nem fez papel de vítima.
Saber aceitar comentários feitos em momentos de pequenas rusgas também contribui para a manutenção da estabilidade conjugal.
Certo marido presenteou a esposa com dez roseiras, que ela teve de plantar sozinha.
Durante uma discussão, ela acabou por dizer a ele que odiava aquelas rosas que ele havia comprado.
Afinal, elas só serviam para dar trabalho.
Ele não se perturbou.
No Natal daquele mesmo ano ele lhe deu mais uma roseira.
Ela achou graça, comentando com as amigas:
Quando a gente pensa que eles entenderam o que se falou, descobre-se que nem ouviram.
E continuam a viver juntos, colhendo rosas no seu jardim.
Mas, possivelmente, o mais importante seja recordar os bons momentos.
Olhar para o passado, reavivar as chamas dos sentimentos positivos tem a capacidade de reacender o amor.
Um americano conta que ele e a esposa adoram recordar a forma como se conheceram.
Ela foi a um restaurante onde ele estava cantando.
Ela gostou muito da canção e aplaudiu entusiasmada.
Ele a notou e perguntou:
Você é casada?
Não, respondeu.
Você cantaria no meu casamento?
A resposta dele foi rápida e sorridente:
Eu vou cantar no nosso casamento.
Sete meses depois estavam casados.
Estão casados até hoje, passados anos. Continuam felizes.
* * *
Entre muitos casais, na Terra, o tédio aparece depois que arrefece a paixão e o quotidiano toma conta dos actos.
O tédio azeda a vida em comum.
A rotina a destrói.
Tão logo surja na relação conjugal a indiferença, a secura ou o relaxamento, é hora de reagir, antes que o casamento acabe por tolices.
Casamento, ou seja, a união permanente de dois seres, pode ser entendida como uma ligação afectiva que lembra o cérebro e o coração.
Para que a vida prossiga, é necessário que haja sintonia entre ambos.

Blog Espiritismo Na Rede baseado no artigo Novas regras para um casamento feliz, de Selecções Reader's Digest, de janeiro de 2000 e no cap. 13, do livro Vida e sexo, pelo Espírito Emmanuel, ed. Feb

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Envelhecimento – Quando a idade chega

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 14, 2019 8:03 pm

Para entender esse artigo devemos a priori entender o que é ser “idoso”, quando chegamos à chamada “terceira idade”?
A meia idade[1] é considerada para alguns pesquisadores[2], em termos cronológicos, a vida adulta intermediária como sendo dos 45 aos 65 anos; assim a partir daí é considerado “idoso” ou “terceira idade”.
Sabemos que envelhecer é um processo que, de facto, começa quando se é gerado e move-se inexoravelmente através de toda a vida.
No entanto, depois dos cinquenta anos de idade, ordinariamente, o processo é acelerado.
Várias mudanças ocorrem na vida do homem nessa idade.
Essas mudanças se dão na vida física, emocional, intelectual e social.
Do ponto de vista fisiológico, o homem experimenta mudanças nos sistemas cardiovascular, digestivo, respiratório e nervoso, todas elas com profunda repercussão no seu comportamento em geral.
A isolação social e a solidão a que a pessoa idosa está sujeita, em muitos casos, é grandemente responsável pelo senso de inutilidade comum às pessoas idosas.
Deparamos assim com diversos factores conceituais, entre eles destacamos:
* A idade para o estabelecimento desta situação não coincide nem em todos os países nem em todas as culturas;
* O envelhecimento é um fenómeno natural, inerente à finitude biológica do organismo humano, mas é um processo diferencial em cada um de nós;
* Envelhecimento é:
Cronológico – idade objectiva;
Biológico – molecular, celular, orgânico, estrutural e funcional.
À medida que as pessoas envelhecem, aumenta de forma gradual o risco de adoecerem e de terem dificuldades funcionais motoras e sensoriais (entre outras); os indivíduos sentem-se mais fatigados e tornam-se mais lentos.
Segundo Mataix[3] (2002) sob o ponto de vista funcional velhice é quando se produz pelo menos 60% das funções fisiológicas atribuíveis a idade ou capacidade reduzida de manter a homeostase[4].
O envelhecimento é uma preocupação que sempre esteve presente na história da civilização, podemos exemplificar através dos textos do antigo Egipto, referencias de 2.890 aC de autoria do médico e arquitecto Imhotep[5]; O símbolo da medicina originário da Mesopotâmia o “Caduceu”, é representado por serpentes que significa também a preocupação com o rejuvenescimento.
Embora o envelhecimento tenha sido estudado por muitos no decorrer de nossa história somente como o livro “Gerontocomia”[6] de autoria do médico Gabriel Zerbi (1.468-1.505) que começaram-se a ser produzidos artigos e livros específicos sobre envelhecimento.
Não há duvidas quanto o crescimento da população de idosos em todo o mundo, em termos de percentuais hoje a já passa de 9%, o que dá 15 milhões de idosos acima de 60 anos.
Em 2020 a população mundial de idosos é estimada em 1,2 biliões, no Brasil a estimativa é de 30 milhões[7], e esse aumento na longevidade tem como principais causas os avanços tecnológicos como vacinas, remédios e equipamentos, também está havendo uma melhor condição de vida, a grande maioria dos idosos hoje mantêm um estilo de vida activo, aderindo à prática do exercício físico regular.
“O aumento da expectativa de vida e do contingente de idosos é um fenómeno mundial.
Os avanços médicos e tecnológicos vêm propiciando o aumento considerável tanto na expectativa de vida da população, quanto na queda da taxa de natalidade” [8].
Porém ao se falar em envelhecimento seria hipocrisia não ter consciência de que a morte é inevitável, e nesse sentido a religião pode ser um dos factores mais importantes na vida de uma pessoa idosa no sentido de ajustá-la ao processo do envelhecer e prepará-la par a continuidade persistente do “eu”, significando que o “eu” deve desenvolver-se rumo à maturidade; auto percepção, experiência que capacita a mente a projectar-se no mundo exterior e que resulta numa vida de actividade criativa; habilidade de mudar e modificar-se; capacidade de adaptação:
habilidade de ter visão global da vida, que implica na aquisição de uma compreensão tanto da temporalidade quanto da eternidade da vida.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 14, 2019 8:04 pm

A luz dessa visão, a existência humana tende a ser vista como um contínuo mais ou menos independente do corpo “Material” e que faz da realidade da morte matéria secundária.
A fé de um homem pode ajudá-lo na formulação de uma filosofia de vida que determinará sua atitude para com o seu próprio envelhecer e para com sua própria morte.
Victor Hugo brilhantemente nos brinda com a frase:
“Quando eu descer à sepultura, afirmarei, como muitos outros:
‘Terminei meu dia de trabalho.
Mas não posso afirmar:
‘Terminei minha vida.
Meu trabalho começará de novo na manhã seguinte.
A tumba não é uma viela; é uma passagem livre.
Fecha-se ao lusco-fusco; abre-se ao romper da alva.”[9]
Para a Doutrina Espírita o ciclo o da vida se altera consideravelmente: nascer, crescer, amadurecer, envelhecer, morrer e “renascer”.
Eis o que nos diz o espiritismo.
A morte é apenas um momento no infinito de nossas existências.
Essa afirmativa dá um golpe sério no conceito tradicional de morte.
“Quando o Júri de Atenas condenou Sócrates à morte ao invés de lhe dar um prémio, sua mulher correu aflita para a prisão, gritando-lhe:
“Sócrates, os juízes te condenaram à morte”.
O filósofo respondeu calmamente:
“Eles também já estão condenados”.
A mulher insistiu no seu desespero:
“Mas é uma sentença injusta!”
E ele perguntou:
“Preferias que fosse justa?”
“A serenidade de Sócrates era o produto de um processo educacional: a Educação para a Morte.”[10]
Na concepção espírita da vida a morte não é morte, é apenas passagem de um plano da vida para outro.
“Kardec lembrou que, se somos seres humanos, de natureza espiritual, temos também o ser do corpo, que mesmo na metamorfose da morte é vida e movimento.
A concepção estática das coisas é uma ilusão sensorial.
A Física actual abandonou a concepção material do Universo.
Vivemos em espírito e pelo espírito, desde a pedra até o anjo.”[11]
Sob esse prisma lembramos a famosa frase:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.[12]

Marcos Paterra

Referências:
[1] Termo apareceu pela 1ª vez nos dicionários em 1895, quando a expectativa de vida começa a se prolongar
[2] . Papalia DE, Olds SW, Feldman RD. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed; 2006.
[3] Lawrence, N., Wooderson, S., Mataix-Cols, D., David, R., Speckens, A., Phillips, M., (2002). Decision aking and set shifting impairments are associated with distinct symptom dimensions in obsessive-compulsive disorder. Neuropsychology, 20(4), 409-419.
[4] Equilíbrio entre mente e corpo.
[5] Imhotep (por vezes grafado Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep; É considerado o primeiro arquiteto, engenheiro e médico da história antiga.
[6] Fonte: NETO, M. PONTE,J. Envelhecimento: Desafio na transição do século. In: NETTO, Matheus Papaléo. Gerontologia. São Paulo. Ed. Atheneu.1996
[7] Fonte: Porto. Longevidade: Atividade Física e Envelhecimento, Maceió: EDUFAL, 2008.
[8] Freitas, E. V. (2004) Demografia e epidemiologia do envelhecimento. In: L. Py, J. L.Pacheco & S. N Goldman. Tempo de envelhecer: percursos e dimensões psico-sociais. pp. 19-38. Rio de Janeiro: Nova Editora.
[9] MARIOTTI, Humberto. Victor Hugo espírita. São Paulo, Correio Fraterno, 1989.
[10] PIRES. J. Herculano. Educação para a Morte. São Paulo, Correio Fraterno do ABC, 1984.
[11] PIRES. J. Herculano. Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas. Paideia, São Paulo, 1981.
[12] Epitáfio no túmulo e Kardec no Cemitério do PèreLachaise, na capital francesa,

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Mortes trágicas na visão espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 15, 2019 11:45 am

Inegavelmente, vivemos um período em que a violência se acentua, tomando conta, quase que integralmente, da mídia televisiva e escrita.
São notícias diárias de sequestros, roubos, estupros, homicídios e mortes causadas por acidente de carro.
A violência é fruto da nossa imperfeição moral, da predominância dos instintos agressivos (adquiridos pelos Espíritos nas vivências evolutivas no reino animal), que a razão ainda não converteu em expressões de amor.
Neste período de transição planetária, vivenciamos o ápice das provas e expiações, de forma que a violência atinge índices alarmantes, praticada por Espíritos ainda primários, que não desenvolveram os sentimentos nobres, os quais, nesse processo de expurgo evolutivo (separar o joio do trigo, como ensinava Jesus), após a desencarnação, já não terão mais condições vibratórias de reencarnar no planeta Terra.
Lembremos, ainda, a assertiva de Jesus:
Os mansos herdarão a Terra.
Anote-se que a tónica deste artigo é abordar a incidência do planeamento reencarnatório nos casos de mortes violentas, isto é, a vítima teria que desencarnar dessa maneira?
E o agressor, também teria assumido esse papel de algoz antes de reencarnar?
Alguns autores espíritas defendem a ideia de que a morte causada pela violência alheia não fazia parte do contexto reencarnatório, em virtude de que ninguém reencarna para o mal, portanto o agressor não havia planeado matar alguém, de tal sorte que a vítima desencarnaria em função do mau uso do livre arbítrio daquele (agressor).
Em que pese o nosso respeito por aqueles que nutrem esse tipo de ponto de vista, sabemos que as vítimas que desencarnam em razão da violência alheia estão inseridas, basicamente, em três tipos de situações:
1) Prova – a vítima vivencia uma situação de violência que gera a sua desencarnação, o que lhe trará um teste, um desafio para que ela exercite as virtudes no sentido de perdoar sinceramente o agressor (gera aprendizado, evolução – esse tipo de morte foi solicitado pela vítima antes de sua reencarnação).
Lembremos que prova pressupõe avaliação, ou seja, colocar em teste as virtudes aprendidas.
Caso vença moralmente a situação, podemos dizer que o Espírito alcançou determinada virtude.

2) Expiação – são as situações mais frequentes.
A vítima foi a autora de violência em vidas anteriores que lesou alguém e, como não se liberou desse compromisso através do amor, sofre as consequências na actual existência.
Expiar é reparar, quitar, harmonizar-se com as leis divinas.

3) Missão – algumas almas nobres morrem de forma violenta, uma vez que seus exemplos de amor e tolerância geram antipatias nas pessoas mais embrutecidas.
Menciono como exemplos os casos de Jesus e Gandhi.

Notem que estamos abordando a questão das violências mais graves, que acabam gerando a nossa desencarnação, pois as violências menores que vivenciamos em nosso quotidiano, tais como calúnias, traições, indiferença e outras, normalmente são circunstâncias naturais da vida num mundo atrasado moralmente como o nosso, a estimular nosso aprendizado espiritual (veja questão nº 859 do Livro dos Espíritos).
Jesus já nos orientava: “No mundo só tereis aflições”.
Dessa forma, à luz do Espiritismo e da justiça divina (a cada um segundo suas obras), temos a certeza de que a desencarnação violenta fazia parte de seu cronograma reencarnatório.
Aliás, O Livro dos Espíritos, na questão nº 853-a, nos ensina que nós somente morreremos quando chegar a nossa hora, com excepção do suicídio, conforme acima exposto.
Não há acaso, mesmo nas hipóteses de “bala perdida” e erro médico.
Não há desencarnação casual, produzida por falha de terceiros ou mau uso do livre arbítrio alheio.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 15, 2019 11:46 am

Caso não tenha chegado a hora de morrer, os benfeitores espirituais interferirão para evitar essa afronta às leis divinas, como inúmeros casos que conhecemos (veja o capítulo X – lei de liberdade – da 3º parte d´O Livro dos Espírito, no subcapítulo “fatalidade”).
A questão crucial diz respeito aos autores dessas violências graves.
Concordo que ninguém reencarna com o compromisso de matar outra pessoa (veja questão nº 861 do Livro dos Espíritos).
Quando, por exemplo, o agressor opta por assassinar alguém, ele o faz em virtude de sua inferioridade espiritual, ou quando atropela alguém por estar alcoolizado e/ou em excesso de velocidade, o faz em razão de sua imprudência, de forma que, em ambas as hipóteses, está usando indevidamente sua liberdade de escolha e acção, o que gerará compromissos expiatórios.
Consigne-se, ainda, que num mundo de provas e expiações, como a Terra, há muitos Espíritos na faixa evolutiva do primarismo, que se comprazem na violência e na imprudência, de forma que não faltará matéria-prima ou instrumentos para que se cumpram as leis divinas quando algum Espírito necessite desencarnar de forma violenta.
Assim sendo, quando a vítima reencarna com o compromisso de morrer violentamente, não haverá nesse momento algum Espírito predeterminado a matá-la, que assuma esse compromisso reencarnatório antes de nascer, mas haverá na Terra inúmeros Espíritos atrasados que, ao dar vazão à sua inferioridade (violência e/ou imprudência), ceifarão a vida daquela (vítima).
Esses autores da violência funcionarão como instrumentos das leis divinas.
Todavia, tal situação não os isentará das consequências morais e espirituais de suas acções, pois, repita-se, os agressores não estavam predeterminados a agirem dessa forma, poderiam ter elegido outro tipo de conduta, e foi Jesus quem nos ensinou que os escândalos eram necessários, mas ai de quem os causar.
Para fixar o ensino, recordemos do recente e trágico caso da escola de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro.
O assassino poderia ter deixado de agir daquela forma, pois ele não havia planeado aquilo na espiritualidade (antes de nascer), e se não tivesse adentrado na escola e efectuado os disparos com a arma de fogo, os menores que morreram naquela circunstância sobreviveriam, mas, mais adiante (dias, semanas ou meses – não há dia e hora certa para a desencarnação, mas um período provável), desencarnariam em outra situação violenta.
Poder-se-ia perguntar:
Mas como o agressor identifica a pessoa que deve desencarnar?
Aprendemos com o Espiritismo que o indivíduo que deve desencarnar de forma violenta, notadamente nos casos de expiação, tem uma vibração espiritual específica, que denuncia e reflecte esse débito, de forma que o agressor, inconscientemente, identifica-se com aquele e promove-lhe a desencarnação.
É essa particularidade vibracional que, da mesma forma, explica outros tipos de violência (estupro, roubos, sequestros,…), fazendo com que o autor do delito aja em desfavor daquele que deve vivenciar a situação traumática.
É dessa maneira que compreendemos a justiça divina, mas convém enfatizar que a lei divina maior é a lei de amor, portanto, conforme assevera o apóstolo Simão Pedro, o amor cobre uma multidão de erros, de tal sorte que aquele que venha com o compromisso expiatório de desencarnar de forma violenta, poderá amenizar ou diluir integralmente esse débito com as leis divinas através do bem que realize em sua vida, que poderá libertá-lo de uma possível desencarnação violenta.
Não nos esqueçamos de que Deus é amor.

Alessandro Viana - O Consolador

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Embaixadores do Reino

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 15, 2019 7:50 pm

A sinfonia da Boa Nova encontrava-se no auge da sua musicalidade, enternecendo os corações antes em angústia e confortando as mentes que se encontravam desarvoradas.
Em toda parte, no abençoado solo de Israel, o doce canto penetrava a acústica das almas, da mesma forma que o sândalo suavemente é absorvido por qualquer superfície porosa.
Tratava-se de uma epopeia que atingia o clímax e nunca mais se repetiria na Terra, jamais igualada em todo o seu esplendor.
A passagem iridescente por onde Ele deambulava, enriquecia-se de belezas espirituais e uma permanente aragem de esperança e de paz permaneceria assinalando as ocorrências ditosas.
Em madrugada que se fazia bordada de luz, Ele reuniu os Seus, em Cafarnaum, às margens do mar-espelho, e lhes explicou ternamente como seria o programa de engrandecimento moral que estava traçado para toda a Humanidade.
Era necessário empreender a desafiadora façanha de informar às gentes de todo lugar o seu conteúdo invulgar.
Na Sua condição de rei, deveria visitar as regiões bravias e difíceis de comunicação, nas quais necessitava instalar os alicerces do reino, para tanto, enviaria embaixadores que se encarregariam de anunciá-lO, de abrir clareiras nas selvas dos sentimentos devastados pelas paixões primárias, proporcionando espaços para a fixação dos pilotis do amor e da compaixão, sobre os quais seria erguido o altar da caridade.
Aqueles eram dias de egoísmo, de soberba, de intérminas batalhas nas quais predominavam os ódios e as rixas perversas.
O ser humano era escravo dos dominadores mais astutos e impiedosos, que os submetiam ao talante das suas misérias morais interiores.
Não brilhava o sol da esperança e muito menos a doce possibilidade de compaixão.
A miséria espiritual transbordava, e as pessoas encontravam-se submetidas aos preconceitos, às situações, de penúria e de abandono.
De certo modo, ainda hoje é quase assim...
O processo da evolução íntima do Espírito, que deve abandonar o primarismo de onde procede, na busca dos alcantis do infinito, é longo e penoso...
Envolvendo os discípulos seleccionados para o mister especial, tocou-os, um a um, transmitindo-lhes a santificada energia que O caracterizava, e esclareceu:
-Ide em paz e com irrestrita confiança no Pai.
Nunca temais, seja o que for, porquanto estais investidos do mandato superior e conseguireis avançar imunes às agressões, às picadas dos escorpiões e das serpentes que ficarão esmagados sob vossos pés, enquanto as vossas vozes calarão a agressão dos Espíritos perversos, zombeteiros e causadores do pânico nas multidões desavisadas...
Seguireis amparados pelas legiões angélicas, encarregadas de trabalhar a Humanidade e nela renascer através dos séculos para recordar e ampliar as sublimes propostas que apresentareis.
Inspirar-vos-ão e ouvir-vos-ão, num contínuo intercâmbio de amor.
Ninguém terá como silenciar-vos as vozes, e todos se vos submeterão ao canto incomparável com as revelações da verdade...
Depois, eu próprio vos seguirei, fixando as estrelas do Evangelho no zimbório das almas em escuridão.
Abençoo-vos em nome de meu Pai e despeço-me em paz.
* * *
Eram setenta discípulos preparados para a propaganda e difusão da Sua mensagem insuperável.
Estavam assinalados pela autoridade moral e identificados pelo profundo sentimento de fraternidade.
Haviam renascido para participar da grandiosa envergadura espiritual e deveriam trabalhar enriquecidos pela alegria inaudita do bem fazer.
Quando o Sol diluía nas águas doces e transparentes do mar os seus raios de ouro disparados com certeira pontaria, eles partiram em cânticos de júbilos...
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 15, 2019 7:51 pm

* * *
A partitura imensa, na qual estavam grafadas as harmonias da Boa Nova, alcançava aldeias humildes e cidades orgulhosas, perpassavam pelos caminhos impérvios e se expandia pelas estradas bem cuidadas, em perfeita identificação com o Cantor, onde quer que se encontrasse.
A sociedade terrestre sempre aflita e sofrida, que transpirava horror e decomposição espiritual, passou a receber o bálsamo sarador e a força revigorante para que pudesse superar a difícil conjuntura do seu estágio primitivista.
Ele inaugurava, naqueles dias, a era das provas e expiações, proporcionando os recursos valiosos para que se pudessem suportar as dificuldades da evolução.
O largo período de selvageria e impiedade cederia lugar lentamente a uma fase nova de esperança e de certeza de paz.*
Os dias correram céleres na ampulheta do tempo e os embaixadores desincumbiram-se da responsabilidade que lhes foi concedida.
Num entardecer de sol desfiando plumas de luz de cor variada, eles retornaram exultantes.
Diante da multidão, na mesma praia de Cafarnaum, de onde saíram, eles se apresentaram e depuseram:
Em toda parte proclamamos a Era Nova, explicando que um reino de paz se acercava, iniciando-se no coração do ser humano, e que avançará ditoso no rumo do futuro feliz.
Desafiados por saduceus hipócritas e pretorianos insensíveis, perseguidos por fariseus fanáticos e cínicos, assim como pela malta sempre revoltada, demonstrando o poder que nos foi conferido, curamos as suas mazelas em nome do nosso Rei, submetemos Espíritos vingativos, saramos feridas, restituímos visão aos cegos, audição aos surdos, movimentos aos paralíticos e alegria aos tristes em momentos de inconfundível ligação com Deus.
Nenhum mal nos aconteceu, e sempre conseguimos anunciar o amanhecer de um novo tempo com os olhos iluminados pela alegria e os corações pulsando felicidade.
Algumas cidades de prazer e de loucura gargalharam das nossas palavras, mas sempre encontramos infelizes à espera de compaixão e de ajuda.
Vimos rostos desfigurados pela lepra sorrir de alegria e vidas despedaçadas recompor-se ao toque da esperança.
A vossa palavra em nossas bocas soava como cânticos nunca dantes enunciados ou ouvidos e nossas presenças tornaram-se fortaleza para os fracos e apoio para os oprimidos.
Estão lançadas as balizas do reino que Vos pertence, Senhor!
Jubiloso,o Rabi sábio novamente os abençoou, e dirigindo-se à massa em expectativa emocionada, lamentou:
Ai de ti, Corazim! Ai de ti Betsaida!
Porque, se em Tiro e em Sidon se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza.
Contudo, no juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidon, do que para vós outras.
Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até o céu?
Descerás até o inferno?
Leve palor tomou-Lhe a bela face, como resultado da percepção de que as grandiosas Corazins e Betsaidas do futuro, por largo período prefeririam o bezerro de ouro à ave de luz do Seu amor.
*
Passaram-se muitos séculos.
Seus embaixadores continuam renascendo em todas as épocas, proclamando a Boa Nova, e os ouvintes permanecem moucos com os sentimentos enregelados nas paixões vergonhosas.
Em consequência, acumulam-se as nuvens borrascosas na imensa Galileia moderna, a Sua voz continua chamando vidas para o Seu reino, enquanto o corcel rápido da fantasia e da luxúria, é conduzido pelos seus cavalgadores na direcção dos abismos...
Ai de vós, que tendes ouvido e visto o amanhecer de bênçãos e optais pela triste noite de pesadelos e de horror!
Os embaixadores estão ao vosso lado:
cuidai de ouvi-los, quando se inicia o período de regeneração da Humanidade!

Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião da noite de 16 de julho de 2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.Em 2.1.2013

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty 12 factos sobre a influência dos espíritos em nós

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 16, 2019 10:50 am

Muitas pessoas nos perguntam, com frequência, sobre como funciona a influência dos espíritos em nossas vidas, incluindo as obsessões.
Pensando nisso, trazemos abaixo 12 perguntas e respostas retiradas de O Livro dos Espíritos, obra referência para estudo da doutrina espírita.

Confira:
1. Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
“Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam.
Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção.
Não se ocupam com o que lhes é indiferente.”

2. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?
“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos.
Nem actos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?
“Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”

3. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para que sofrais como eles sofrem.”
a) - E isso lhes diminui os sofrimentos?
“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”
b) - De que natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?
“Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus.”

4. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?
“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências.
Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e actos."

5. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos actos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

6. As fórmulas de exorcismo têm qualquer eficácia sobre os maus Espíritos?
“Não. Estes últimos riem e se obstinam, quando vêem alguém tomar isso a sério.”

7. A prece é meio eficiente para a cura da obsessão?
“A prece é em tudo um poderoso auxílio.
Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja.
Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir.
É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atracção dos maus Espíritos.”

8. Que se deve pensar da expulsão dos demónios, mencionada no Evangelho?
“Depende da interpretação que se lhe dê.
Se chamais demónio ao mau Espírito que subjugue um indivíduo, desde que se lhe destrua a influência, ele terá sido verdadeiramente expulso.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 16, 2019 10:51 am

Se ao demónio atribuírdes a causa de uma enfermidade, quando a houverdes curado direis com acerto que expulsastes o demónio.
Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa, conforme o sentido que empresteis às palavras.
As maiores verdades estão sujeitas a parecer absurdos, uma vez que se atenda apenas à forma, ou que se considere como realidade a alegoria.
Compreendei bem isto e não o esqueçais nunca, pois que se presta a uma aplicação geral.”

9. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós.
Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más.
Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco.
Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer:
“Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”

10. Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?
“Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom génio.”

11. Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião?
“O Espírito protector, pertencente a uma ordem elevada.”

12. Qual a missão do Espírito protector?
“A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida.”

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty "NO VELÓRIO"

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 16, 2019 7:41 pm

PSICOGRAFIA DE UM "ESPÍRITO ESTAGIÁRIO NESSE ASSUNTO", QUE PARTICIPA NO SOCORRO AOS IRMÃOS DESENCARNADOS, FALANDO COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR NESSES LOCAIS,

Amigos, quando formos chamados a comparecer num velório, pensemos nisso:
- Guardar serenidade e pensamentos bons;
- Prece em favor do desencarnado e familiares;
- Silêncio e educação.
Como temos visto a presença de irmãos encarnados quando participam de um velório e o comportamento, muitas vezes, deplorável desses irmãos nos levam a crer que ainda somos muitos insensíveis às dores alheias. (1)
Devemos guardar serenidade porque ali não está só um corpo sem vida, na grande maioria das vezes o irmão desencarnado ainda se encontra ali, próximo ao corpo inerte.
Às vezes, nem mesmo os familiares do desencarnado conseguem manter serenidade, para a família a dor faz, muitas vezes, com que percamos a razão.
Ao participar de um velório, é importante que saibamos nos comportar de maneira correcta, pois ali, naquele local, se encontram espíritos trabalhadores que precisam de silêncio e tranquilidade para realizar os propósitos de fazer com que aquele irmão ali “exposto” se desligue da matéria.
A espiritualidade trabalha intensamente nessas horas, por isso é desagradável ver a conduta de companheiros de ideal encarnados.
Vamos, nessas ocasiões, dar o exemplo, vamos nos manter em silêncio, em prece, evitar a conversa em torno dos assuntos referentes ao companheiro ali desencarnado e manter as vibrações de paz e de amor em favor do companheiro que está passando por uma fase difícil.
Auxiliemos a espiritualidade no trabalho prestado em favor desse companheiro, respeitemos a dor dos familiares que ali estão sofrendo a perda de um ente amado.
Deixemos o falatório para depois, se for imprescindível dar algumas palavras com alguém que se tenha encontrado ali naquele local, vamos sair da sala de velório para poder ter essa conversa; a sala onde o corpo está sendo velado é um local sagrado para a espiritualidade, seja o desencarnado quem for.
Vamos ser breves e dar um abraço amigo nos familiares e não dizer meus pêsames.
Vamos fazer diferente: pedir a Jesus que dê forças para o momento difícil pelo qual estão passando sem, entretanto, ficar tentando saciar a nossa curiosidade em relação ao que está ocorrendo.
A pessoa mostra que tem educação em várias circunstancias, mas, em especial, essa é a maneira de mostrarmos que temos educação.
Silêncio. O silêncio é uma prece.
Vestir-se conveniente para a ocasião, uma pessoa de boa educação jamais se apresentará nessas circunstâncias com roupas impróprias; devemos nos vestir de maneira a não ferir os olhares da família.
Não digo que devemos nos vestir de preto e chorar sem estar com vontade, mas devemos nos vestir com uma roupa que imponha respeito.
Tenho participado como assistente em várias situações como essas e fico triste em ver como ainda damos pouco valor ao trabalho da equipe espiritual ali presente.
Vamos, como irmãos de ideal, dar o exemplo quando chamados a um velório.
Desculpem-me se não consegui transmitir minhas ideias com clareza.
Como vocês, ainda sou um aprendiz.
Um espírito estagiário nesse assunto.

Psicografia postada em 09/12/2017.
Médium: Débora S C.

(1) Explicação nossa:
“No nosso Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerónimo Mendonça Ribeiro, temos 1 Médium, que pela sua actividade profissional, visita constantemente Cemitérios e Velórios.
Como Ela é dotada de Mediunidade de Efeitos Físicos, conduz aos nossos Trabalhos Mediúnicos da Mesa da Caridade, muitos Irmãos Desencarnados, que apesar já ter deixado o Corpo Físico, sem saber que o fizeram, continuam nesses locais, a maioria “Zombeteiros”, ou seja, Irmãos Menos Esclarecidos, que muito contribuem para levar mais sofrimentos aos Entes Queridos Encarnados e Desencarnados.
Com a Graça de Deus, através dessa querida Irmã Médium, podemos socorrê-los e encaminhá-los às Unidades Socorristas do Espaço, sempre de acordo com a Santa, Sábia e Soberana Vontade de Deus e o Merecimentos de cada um”.


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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Como se livrar do sentimento de culpa

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 17, 2019 10:32 am

Primeiramente procure saber de onde vem esse sentimento de culpa!
Sempre que você costuma se sentir culpado, apenas dê um passo para trás e procure a crença em sua “mente” que faz você sentir que fez algo errado.
Então perceba que uma crença é apenas um “condicionamento mental” passado.
Não há verdade definitiva em uma crença, é apenas uma ideia.
Essa compreensão simples libera você da culpa.
Poucos de nós são simples o suficiente em nossas mentes para entender essa verdade.
No fundo, todos nós queremos parar de nos sentir culpados porque isso corrói nosso estado emocional.
Então, vamos estudar a culpa com mais detalhes.

Entenda qual a verdadeira razão desse sentimento para depois saber como lidar com a culpa
A culpa é sentida quando você percebe que fez algo errado (de acordo com seus padrões / crenças pessoais).
Sua mente compara o que você fez com sua “moral / crenças” e chega a um veredicto de que você está errado.
A ideia da sua mente de certo e errado (padrões morais) vem do seu condicionamento – isso inclui o condicionamento de dentro e de fora de você.
Condicionado de fora vem do que você aprendeu com seus pais, professores ou amigos.
A menos que você se torne consciente desse condicionamento, você pode ficar preso em bloqueios mentais e de medo.
Eventualmente, todas as crenças criadas pelo condicionamento são apenas ideias.
Eles são apenas uma falsa perspectiva que você carrega em sua mente que você usa para se julgar.
Quando você se julga como estando “errado”, você se sente culpado.
Este julgamento vem da nossa mente.
Seu “coração” lhe permite saber quando você está perdido, mas não o julga por isso.
Como se livrar do sentimento de culpa e a propensão a ter esse sentimento?
É importante notar que alguns de nós estão propensos a sentir mais culpa do que outros.
Podemos nos criticar por coisas muito pequenas, pois haverá outros que não se sentirão culpados nem mesmo por alguns grandes crimes cometidos.
Tomemos por exemplo os ditadores que governaram muitas nações.
Você realmente acha que eles se sentiram culpados por cometer todos esses crimes?
Você pode ter certeza de que não.
Se você tem uma alma sensível, você está fadado a sentir mais culpa do que alguém que não é tão sensível.
De facto, há estudos que sugerem que pessoas propensas à culpa têm mais empatia e são capazes de decifrar facilmente as emoções e o estado de espírito das outras pessoas.

O sentimento de culpa e o Espiritismo

Para explicarmos o sentimento de culpa na visão espírita, vamos recorrer ao texto do material intitulado “No Mundo Maior – cap.12 – Enfermidade Estranha ” do Grupo de Estudo André Luiz (Outubro de 2003):
A Sabedoria Divina permitiu assim que através desta essência divina, o nosso Espírito tivesse uma verdadeira sentinela vigilante a nos orientar incessantemente, que costumeiramente denominamos “nossa consciência”, ou “voz da consciência”.
Quando cometemos um erro, uma falta ou não cumprimos com nossos deveres, segundo os referenciais que já desenvolvemos em nosso Eu interior (nosso Espírito), nossa consciência nos dá um sinal, um alarme, um aviso, notificando-nos que estamos em desacordo com estes referenciais e sendo assim, estamos em divergência de conduta real / conduta possível.
Normalmente, devido a nossa imperfeição, não estamos atentos o necessário para identificarmos estes sinais ou alertas, e na maioria das vezes ignoramos, não valorizamos, não escutamos, não reconhecemos, desprezamos, fugimos às vezes intencionalmente, direccionamos nossa atenção para outras alternativas, nos esquivamos entre outras atitudes que não levem em consideração esta “voz da consciência”.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 17, 2019 10:33 am

E assim, de erro em erro, vamos levando a vida, esquivando-se dos sinais, às vezes com facilidade outras vezes com mais dificuldade, mas, parece que esta voz vai ganhando espaço e força dentro de nós.
Num determinado instante da vida, talvez pelas reincidências sucessivas nos mesmos erros esse sinal ou alerta passa a encontrar eco dentro de nós, passa a repercutir de maneira efectiva, ganhando valor e significado.
E aos poucos a intensidade desta consciência vai ficando muito desconfortável, e cada vez mais se torna difícil de fugir ou esquivar-se, gerando verdadeiro conflito, via de regra, associado a sofrimento efectivo, e surge, então, o sentimento de culpa.
O sentimento de culpa se caracteriza por um ciclo vicioso mental, que induz a uma estagnação, onde não conseguimos nos desenvencilhar, conduzindo-nos a auto-punição, e nem sempre identificamos o erro ou o ponto divergente e nos perdemos em desequilíbrio.
Naturalmente, decorrem processos negativos, tais quais a depressão, angustia, tristeza, desanimo, abatimento, isolamento, agressividade, entre outros, caminhando para a obsessão e seus distúrbios psicossomáticos.
Ao constatarmos a ocorrência do sentimento de culpa, busquemos ajuda da espiritualidade, dos amigos, dos recursos de assistência na Doutrina Espírita, mas identifiquemos o erro, arrependamo-nos das faltas cometidas, através do auto-perdão e aceitemos nossa inferioridade sem reclamar, resignando-nos da expiação, mas aproveitemos a provação para torna-la significativa, buscando a reparação sem mais demora.
Aprendamos a servir ao próximo, exercitando nossa capacidade de amar, pois assim tornaremos possível combater nossos defeitos e aprimorar nossas qualidades, reduzindo a possibilidade de errar, cada vez mais.
Situações comuns que nos fazem sentir culpados e dificultam saber como lidar com o sentimento de culpa

Alguns exemplos comuns do dia a dia de situações que nos fazem sentir culpados são os seguintes:
1.) Auto-estima
Isso tem que estar no topo da lista e de facto engloba a motivação que nos leva a cometer a acção que nos causa culpa.
Auto-estima de qualquer tipo geralmente acaba nos tornando culpados.
Exemplo: participar de uma fantasia, fumar, beber, fazer sexo ou mesmo comer (o que você acha que não deveria estar comendo).

2.) Traição, trapaça ou corrupção
Todos nós fomos criados em um código de conduta que valoriza muito a honestidade.
Então, quando mentimos ou nos enganamos, nos sentimos profundamente culpados por dentro.
Mesmo os criminosos mais endurecidos sentem uma pontada de culpa dentro deles por fazer algo anti-ético.
Quando crianças nos disseram que somos “ruins” porque roubamos ou mentimos.
Esse condicionamento permanece na mente.

3.) Sentir-se inútil
Nossa sociedade tem doutrinado a importância da “Actividade” tão profundamente na psique de cada criança que ela cresce se sentindo culpada por relaxar.
Exemplo: Se você simplesmente ficar em um dia de semana, começará a sentir uma pontada de culpa dentro de você sabendo que há muitas pessoas se arrastando em seu trabalho.
As pessoas até se sentem culpadas se não estão stressadas, sentem que não estão fazendo o suficiente.


4.) ficar com raiva
Muitas pessoas se sentem culpadas por seus estados emocionais.
A raiva é um grande “não” nos livros de muitas mentes.
Claro que a raiva é uma emoção negativa porque causa sofrimento eventualmente.
Nos sentimos terríveis sobre nós mesmos depois de um episódio de raiva, e essa culpa parece surgir do coração.
Exemplo: Gritar com alguém no estacionamento por ser lento e depois perceber que não foi culpa deles.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 17, 2019 10:34 am

5.) Dizendo Não
Dizer não a alguém pode causar uma enorme culpa em nós.
Isso é especialmente verdadeiro se você tiver um elemento de “agradar as pessoas” em seu blog.
Você pode valorizar as necessidades e desejos de outras pessoas acima das suas e se sentir automaticamente mal quando não for capaz de acompanhar esse padrão.
Exemplo: Dizer não a um relacionamento ruim ou terminar quando a outra pessoa quiser ficar em casa.

6.) Revivendo a infância ou experiências passadas
Acções que você fez em seus dias mais jovens podem vir a assombrá-lo no presente.
Essas acções não pareciam tão ruins naquela época, mas em seu nível actual de consciência, você as acha ruins.
Exemplo: Você era um valentão nos dias de aula e causou mágoa a alguém de quem se arrepende agora.

5 dicas para você saber como se livrar do sentimento de culpa

Por que você quer viver com culpa?
Não serve a nenhum propósito, excepto para fazer você se sentir infeliz.
Você pode ver que a sua mente se torna seu verdadeiro inimigo na medida em que continua reforçando sentimentos de culpa sobre coisas que você fez no passado?
Você pode usar esses ponteiros simples para impedir a mente de vitimá-lo pela culpa:
1.) O passado não define o seu presente
Se você estiver disposto a ser realmente honesto, verá que o passado é apenas memória.
Você reforça isso pensando no seu presente.
O que você é agora não é o que você era no passado.
Na realidade você é uma pessoa diferente todos os dias e a cada momento.
A culpa só pode surgir quando você se associa com quem você era no passado.

2.) “Errado” é apenas uma ideia
Na verdade, não há nada certo ou errado.
Tudo é apenas uma manifestação neste mundo de forma.
As circunstâncias são neutras até que a mente as rotule.
Você pode simplesmente ignorar sua mente quando ela tenta fazer você se sentir culpado.
Saiba que sua mente é apenas um computador que está executando um script condicionado.
Pare de ter uma consciência culpada ao saber que é apenas uma ideia da mente.

3.) “Perdoa-os porque não sabem o que fazem”
Um belo ponteiro dado por Jesus que pode ser aplicado em nossas vidas.
Todas as nossas acções são inconscientemente impulsionadas pelo instinto ou impulso.
Podemos nos perdoar por estarmos inconscientes?
Claro, não há nada pessoal sobre a inconsciência humana.
A vida é perdoadora para sempre.

4.) Você pode aprender sem se sentir culpado
Então você fez algo “errado”.
Será que serve algum propósito para se punir continuamente por isso?
Por que não usar a experiência para se tornar mais maduro?
Tudo na vida é uma abertura para o crescimento.
Abrace a mensagem de que sua culpa lhe traz, mas não associe com o sentimento.
Seu coração está sempre disposto a perdoar, é a mente que sempre joga o jogo da culpa.

5.) Torne-se consciente de suas crenças
A culpa pode facilmente fornecer uma oportunidade de crescimento.
Olhe profundamente para perceber a crença disfuncional ou o pensamento que faz com que você se sinta culpado e esteja aberto o suficiente para ver através de sua tolice.
Todas as crenças são basicamente bobas.
A culpa também pode nos ajudar a nos tornar mais justos e virtuosos, desde que não nos iludamos.

A maior virtude é permanecer fiel ao nosso coração e não à nossa mente.
Mas perdoe-se primeiro antes de esperar aprender alguma coisa com a experiência.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Negativismo dispensável

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 17, 2019 8:08 pm

Incrível como ondas ocasionais de ameaças disfarçadas, negativismo acentuado e divulgação de supostas forças dominadoras que tudo podem, invadem a nobreza do movimento espírita causando atrasos nos programas do bem para o planeta.
Sim, aí estão.
São livros, palestras, expositores, simpósios, temas e encontros oferecendo foco destrutivo e pessimista a ouvidos atentos que buscam exactamente o contrário.
Ora, convenhamos!
A proposta do Espiritismo é proposta consoladora, confortante ao coração, motivadora ao bem e especialmente orientadora na superação dos desafios próprios de nossa condição humana e de espíritos em aprendizado.
Fico a pensar na inutilidade de abordagens ameaçadoras ou de autênticos sermões morais que destacam simplesmente a acção das trevas, sem oferecer exactamente o carácter lúcido e esclarecedor dos textos claros do Codificador e do pensamento de Jesus.
Ninguém ignora que a ignorância promove prejuízos em toda parte.
Espíritos ainda em estágio de imperfeição, somos capazes de ocasionar desordens no plano material e mesmo no plano espiritual ou entre eles, como tão bem descritos na realidade humana que podemos observar ou na inesgotável literatura espírita, mediúnica ou não.
Todavia, o que se observa em muitos casos, é o foco para destacar essas infelizes acções, quando, antes, deveríamos focar nossos esforços para construir o bem, continuamente.
Temos o dever de espalhar esperança, de disseminar a clareza e orientações constantes dos códigos do Evangelho e do Espiritismo.
Temos o impostergável dever de auxiliar continuamente para que o bem prevaleça.
Será que já paramos para pensar nos prejuízos que causamos em pessoas ainda indecisas, impressionáveis ou abatidas por provações?
Temos noção da responsabilidade do que estamos transmitindo através da palavra escrita ou falada?
Trazer o assunto a público nesta rápida abordagem tem um único objectivo: motivar-nos a perguntarmos a nós mesmos o que podemos fazer para auxiliar o próximo que está a nossa frente, no público ouvinte ou leitor.
Ao invés de transmitir-lhe medo, insegurança, pavor mesmo em muitos casos.
Cobranças de reforma moral, ameaças do umbral e de obsessões, sermões impositivos ou manipulações que criem dependentes não integram o salutar programa de aprimoramento intelecto-moral tão bem descrito do Espiritismo.
Valorizar o mal é fornecer-lhe combustível.
Sejamos aqueles que transmitem alegria, esperança, motivação.
Afinal, todo esse negativismo que vez por outra invade nosso movimento, é absolutamente dispensável.
É ele que promove divisões, melindres, disputas e incentiva a maledicência e as conhecidas manifestações de orgulho e egoísmo que tanto nos prejudicam...
Não precisamos dele.
Optemos, antes, por construir o bem, onde estivermos.

Orson Peter Carrara

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 27 Empty Estranhos credores

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jan 18, 2019 10:09 am

Vale a pena ler, e ficamos a saber porque, por vezes, tanto sofrimento em nossa vida
Poucas vezes, tive ao meu lado entidade tão bela.
Tratava-se da nobre Diana que, desde muito, segundo me informaram, se consagrara ao ministério de iluminação das almas cegas e infelizes.
Demorava-se longas semanas no abismo.
Acendia luz evangélica entre gemidos e sombras.
Ao contrário de muita gente envolvida, resistia, heróica, ao peso da atmosfera baixa e espessa.
Inúmeros criminosos impenitentes rendiam-se-lhe à palavra persuasiva e maternal.
Jamais falava como quem reprova condenando, mas como quem esclarece amando, em nome de Deus.
Certo dia, visitou-nos o grupo em elevada tarefa.
Ouvi-a dissertar sobre grandes teses humanas, deslumbrando-me com a sabedoria que lhe vibrava em cada definição.
O que mais impressionava, contudo, em sua venerável figura feminina, era a luz que a rodeava inteiramente.
Parecia viver num ambiente maravilhoso, exclusivamente seu, tão sublime era o halo radioso que a circundava, isolando-a das influências exteriores.
Asseverou-me um amigo que a abnegada mensageira possuía direito indiscutível para desfrutar semelhante situação, não só por trabalhar em círculos de criaturas positivamente inferiores a ela, como também porque vencera, em si mesma, as deficiências mais rudes da condição animal.
Alma divina, Diana reunia beleza e a bondade, a ciência e a expressão.
Quando terminou a palestra encantadora que a trouxera ao nosso núcleo de serviço, aproximei-me, curioso e enlevado.
Outros companheiros imitaram-me o gesto.
A singular posição luminosa daquela mulher arrebatava-nos o espírito.
A emissária, no entanto, muito simples, parecia desconhecer a própria elevação.
Sorria fraternalmente e comentava os problemas terrestres, como se estivesse ainda envolta na roupagem carnal.
Soberano entendimento de todas as coisas lhe transparecia das mínimas expressões.
Emocionado, em lhe observando a renúncia a favor das almas embrutecidas, indaguei do porquê de seu sacrifício, retendo-lhe as respostas surpreendentes.
— Sim, meu amigo — respondeu sem afectação —, num impulso espontâneo de minha própria consciência, ofereci cinquenta anos de trabalho aos nossos irmãos das zonas mais baixas da vida e não me envergonho de explicar-lhe a razão de meu gesto.
E sorridente, ante o interesse geral, prosseguiu delicada:
— Não sei se conhecem as extremas dificuldades do Espírito para alijar as vestes animalizadas do sentimento.
Sorrimos, de modo significativo, dando-lhe a entender a nossa inferioridade.
— Pois bem — continuou a embaixatriz da caridade e da sabedoria —, confesso que pertenci à classe das piores mulheres que já existiram nos círculos do Planeta.
O ciúme, o egoísmo e a vaidade eram o meu trio de verdugos cruéis.
Voltei à carne, numerosas vezes.
Somente para atacar o ciúme fulminante, recebi a oportunidade de nove existências sucessivas, sem resultado eficiente.
Para combater o egoísmo e a vaidade, regressei ao corpo físico muitas vezes, falhando nas mais insignificantes promessas.
Sempre a recapitulação do momento vicioso.
Envenenava meu companheiro pelo ciúme, destruía o lar pelo egoísmo e perdia os filhos, através da vaidade.
Amigos desvelados seguiam-me, carinhosos, de esferas mais altas, estendendo-me braços fraternais; entretanto, fracassei, de modo invariável.
Valia-me da bênção do esquecimento na reencarnação, para perpetrar novos erros e espezinhar as sagradas leis.
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