ARTIGOS DIVERSOS III

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2018 10:47 am

O oitavo ponto nos deixa claro o quanto a vida mundana, que tanto valorizamos, é insignificante, estéril e sem valor.
As mensagens dos espíritos sempre afirmam a verdade de que a vida na matéria é passageira e pequena diante da imensidão, da glória, da harmonia e da felicidade da vida espiritual.
A maioria das pessoas se digladia e morre pelas migalhas do mundo perecível.
Trocamos facilmente nossa felicidade pelo dinheiro e pelos bens materiais deste mundo.
Passamos a vida tensos e angustiados para manter nosso sustento financeiro sempre com medo de tudo perder.
Ao desencarnar percebemos a imaturidade de tais actos; nos damos conta do carácter ínfimo, transitório e irrisório de tudo isso.
Os espíritos dizem que brigamos por coisas sem nenhuma importância; nos matamos pelas sobras dos ossos debaixo da mesa; perdemos nossa vida alimentando o ilusório ao invés de valorizar o eterno ser espiritual que somos.
Tudo isso para depois nada receber; vivemos para tudo conquistar apenas para nos dar conta que depois vamos tudo perder.
Sofremos pelas perdas como uma criança chora e se esperneia ao perder sua bola, e quando chega a idade adulta, admite que a perda da bola foi um episódio absolutamente sem valor.
Os espíritos descrevem a eterna luz da vida, o infinito sol espiritual que sustenta todas as almas , assim como o sol brilha e dá vida a tudo o que existe na Terra.
Mesmo a mais luxuosa mansão, o carro mais sofisticado, as festas mais badaladas, o vinho mais antigo e saboroso, a refeição mais opulenta, as viagens mais refinadas, tudo isso é irrelevante, ilusório, miserável, vazio e sem alma perto da felicidade suprema da vida cósmica.
Essa vida de bênçãos infinitas nos aguarda, mas para sentirmos essa inexplicável paz é preciso enfrentar com fé e resignação as lutas da vida humana; é preciso não guerrear contra aqueles que querem a batalha; é preciso acalmar nosso coração diante da mais estrondosa tempestade; é preciso entregar nossa vida a um plano maior que tudo organiza; é preciso abençoar as mazelas, os sofrimentos e as dores encarando-as como provas do infinito para nos elevar.
É preciso despertar o amor mesmo por aqueles que nos perseguem, nos caluniam, nos maltratam e nos agridem; é preciso neutralizar o ódio com o amor; o conflito com a paz de espírito; as pragas com a bem aventurança; não se importar de estar nos últimos lugares, de ser o marginalizado, o oprimido, o rejeitado, pois os últimos sempre serão os primeiros; o mais baixo sobre a Terra será o mais elevado no reino do infinito.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty MEU FILHO VÊ ESPÍRITOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2018 8:59 pm

COMO LIDAR COM ISSO?
A mediunidade infantil é um tema que instigou e ainda instiga alguns pesquisadores espiritualistas.
Até mesmo Allan Kardec se preocupou em abordar o tema em O Livro dos Médiuns.
O cinema soube explorar muito bem este tema por meio da película O Sexto Sentido, onde o garoto de 8 anos, Cole Sear, interpretado pelo actor Haley Joel Osment, é um médium que vê, constantemente, “pessoas mortas” que lhe procuram em busca de ajuda para solucionar assuntos mal resolvidos, pendências que lhes afligem o coração.
Mas as histórias de crianças médiuns não ficam apenas na ficção.
Temos relatos de médiuns famosos, como o nosso querido Chico Xavier, que desde os 5 anos de idade conversava com sua mãe, desencarnada, que o socorria quando sua madrinha lhe infligia maus tratos.
A consagrada médium Yvonne Pereira manifestou sua mediunidade ainda criança, e aos quatro anos já falava com espíritos.
Divaldo Pereira Franco, médium e palestrante espírita, declara ver espíritos desde criança, e que, aos quatro anos de idade viu a avó desencarnada, Dona Maria Senhorinha.
Inclusive, Divaldo Franco tinha como companheiro na infância um indiozinho de nome Jaguaruçu.
Conforme sua declaração “Jaguaruçu me apareceu quando eu contava cinco anos e se apresentava com a mesma idade que eu.
À medida que eu crescia, ele também.
Brincávamos, corríamos e conversávamos muito, a ponto de os meus familiares ficarem estranhando eu conversar, sorrir e correr sozinho.
Eu lhes falava, mas só minha mãe acreditava.
Quando eu completei doze anos, ele me disse que iria preparar-se para reencarnar, o que me causou uma grande dor e um susto, por identificar que ele não era uma criança física.
Posteriormente, quando eu comecei a exercer a mediunidade com a consciência doutrinária, ele se comunicou várias vezes em nossas reuniões até 1949, quando anunciou que iria reencarnar.
Eu o reencontrei na sua nova jornada e nos identificamos muito.
Ele viveu 38 anos e já desencarnou, continuando a aparecer-me, porém, agora com as características da existência recentemente encerrada”.
Não podemos esquecer-nos de ressaltar as irmãs Fox:
Kate, então com onze anos e Margareth, com catorze.
Elas deram uma contribuição memorável aos estudos do mundo espiritual, a partir do momento que passaram a ouvir sons semelhantes a arranhões nas paredes, assoalhos e móveis em sua casa, no vilarejo de Hydesville, Estado de New York.
A partir daí, Kate, em sua astúcia de criança, desafiou o mundo invisível se comunicando com os espíritos por meio de estalos de dedos, no qual a resposta foi imediata.
A cada estalo, um golpe era ouvido a seguir.
Assim, estabelecia a “telegrafia espiritual”, acontecimento histórico ocorrido na noite de 31 de março de 1848.
Em janeiro de 2007, a revista Istoé fez uma matéria de capa intitulada Mediunidade Infantil – Crianças que falam com espíritos.
Nesta matéria, pudemos ler como a Ciência vê estes fenómenos.
A psicanalista Ana Maria Sigal, coordenadora do grupo de trabalho em psicanálise com crianças, do Instituto Sedes Sapientiae, tem a seguinte visão:
"Há momentos em que a ilusão predomina e a criança transforma em real o que é apenas o seu desejo inconsciente.
Ao brincar com um amigo imaginário, ela nega a solidão e cria um espaço no qual é dona e senhora.
Já falar com parentes falecidos é uma forma de negar uma realidade dolorosa e se sentir omnipotente, capaz de reverter a morte".
Esta opinião não é unânime na medicina, pois como sabemos há médicos adeptos ao Espiritismo, tendo uma visão mais ampla e cuidando, também, do lado espiritual do paciente.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2018 9:00 pm

Mas, até que idade uma criança poderia apresentar a mediunidade de forma espontânea e ostensiva?
Richard Simonetti, conceituado escritor e palestrante espírita, explica que “até os sete anos, antes que complete o processo reencarnatório, o espírito conserva algumas percepções espirituais e pode ter experiências de contacto com o Além, sem que seja propriamente um médium.
Essa sensibilidade tende a desaparecer e vai ressurgir na adolescência, se ela realmente tiver mediunidade”.
E como saber se a criança é realmente médium ou se o que ela narra é fruto de sua imaginação?
Simonetti esclarece que “em princípio, é difícil definir.
O melhor é não interferir, tratando com naturalidade a criança.
A tendência é o fenómeno desaparecer, quer porque a criança se desinteressou em relação ao amigo imaginário, quer por que perdeu o contacto com ele, a partir da consolidação reencarnatória”.
Não é sempre que uma criança médium tem visão de coisas boas, como um ente querido ou um amigo espiritual.
Temos casos em que a visão é de antigos desafectos de vidas passadas, que procuram prejudicá-la em busca de vingança.
Quando a criança não é compreendida pelos pais, sendo considerada como louca perturbada ou vítima do demónio, a situação pode se complicar, trazendo como agravante profundos desequilíbrios psicológicos e emocionais.
Vale ressaltar que muitas crianças só voltam a ter uma “vida normal” quando passam a frequentar um centro espírita, recebendo os benefícios dos passes, das palestras e do culto do evangelho no lar.
A mediunidade, em certos casos, pode ser provocada, o que não é aconselhável de maneira alguma no caso das crianças.
Agnes Henriques, autora do livro Mediunidade em Crianças, escreveu em sua obra que em determinada época de sua infância participou da brincadeira do copo.
Esta brincadeira tem as letras do alfabeto em pedacinhos de papel, um copo no centro, e por meio de invocações a espíritos aguarda-se que alguma entidade responda as indagações, enquanto um dos participantes permanece com a mão imposta em cima do copo que circula pelas letras.
Ela conta:
“Quando pequena, presenciei através de uma sessão dessas a descoberta de um assassinato.
Em mim já se apresentavam indícios de faculdades mediúnicas.
Eu ouvia vozes, via algumas entidades, chegava a responder quando me chamavam nominalmente.
Minha mãe, sempre nessas horas, me incentivava a orar.
Muitas vezes orava comigo e eu saía tranquila sabendo que era um acontecimento normal.
Eu já havia sido alertada por ela da seriedade que deveríamos estar revestidos quando no trato com os espíritos, e sempre me afastava dos meus amigos quando eles resolviam brincar com o famoso copo”.
Eu tinha uma vizinha que sempre reclamava que dormia mal, pois sua filha de 3 anos, chorava a noite toda, parecia ver algo que a assustava muito.
Depois de algum tempo, convidei-a a levar sua filha no centro espírita que frequentava.
Naquela ocasião, quando a menina ia entrar na cabine de passes, ela gritava e segurava no portal com muita força.
O pavor era visível em seu rosto.
Toda semana ela levava a filha neste centro e até o terceiro passe a menina agia do mesmo jeito.
A partir da quarta vez ela foi ficando mais amistosa, e daí por diante não mostrou mais resistência ao tratamento, passando a dormir bem a noite toda.
Em uma entrevista pelo Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo, quando foi perguntado sobre o procedimento adequado diante de uma criança que vê constantemente determinada entidade e que se sente mal toda vez que recebe o passe, Agnes Henriques respondeu que “Normalmente nesses casos, a energização pelo passe, a água fluída e a oração são poderosos instrumentos de que se vale a espiritualidade na solução do problema (...).
Os pais devem mostrar-se aptos a efectuar mudanças na conduta diária em seu recinto doméstico.
Tudo que for para elevação do padrão vibracional deve ser cultivado, ao mesmo tempo em que se esforcem para afastar toda conduta que levar ao contrário (...).
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2018 9:00 pm

Se o pequenino demonstrar medo, é bom que os pais o acompanhem nas sessões necessárias ao tratamento espiritual, até que ele se acostume e encare com naturalidade tal facto.
O ambiente da cabine de passes, ou locais destinados para tal, apesar de serem locais simples, destituídos de muita decoração, pode ser intimidante para uma criança que já deve estar assustada com os factos que porventura estiverem lhe acontecendo.
Normalmente, logo elas se acostumam, desde que os pais estejam tranquilos e passem para elas essa tranquilidade”.
Vale ressaltar que o apoio familiar é de vital importância para que a criança consiga superar esta primeira fase da infância, quando poderá, na fase seguinte (dos 8 aos 12 anos), ter o conhecimento doutrinário e esclarecedor, caso a família venha a frequentar um centro espírita que lhe proporcione este estudo, desenvolvendo assim, futuramente e com segurança, a mediunidade que porventura continue a se manifestar.
A falta de preparo de alguns pedagogos em lidar com a mediunidade faz com que as crianças não recebam a devida atenção que merecem.
Infelizmente, ignorar o problema ou fingir que ele não existe é a saída mais prática para os educadores e a família.
A escritora e ilustradora de livros infantis, Rita Foelker, que também psicografa obras mediúnicas, esclarece que:
“A criança, como espírito encarnado, é naturalmente médium, sujeita a influências sobre seu humor e seu comportamento.
Se os educadores aprendessem a lidar com essa realidade, muita coisa seria diferente, não só na sala de aula, como nas reuniões de pais e no encaminhamento de situações que, actualmente, dão trabalho e deixam os professores sem saber o que fazer.
Algum dia será assim, mas quem começa a levar a realidade espiritual em conta tem visão de futuro e está alguns passos à frente”.
Vários são os cuidados que se deve ter quando os pais notarem a mediunidade na criança, mas um é primordial e vale a pena repetir:
jamais estimular a criança a desenvolver a mediunidade.
Outras precauções também são importantes:
não valorizar excessivamente o fenómeno; não ridicularizar a criança, pois pode deixá-la nervosa, provocando o seu afastamento e causando outros problemas; não demonstrar medo, o que irá deixar a criança insegura; e desacreditar simplesmente, sem apurar os factos, pode deixá-la se sentindo mentirosa.
O correcto é prestar bem atenção nestas mudanças de comportamento da criança, analisando se suas visões são reais ou fazem parte de um mundo de fantasias, influenciadas por programas de televisão ou por necessitarem de afecto e atenção.
A terapêutica espírita é muito eficaz nestes casos, e quando os pais não conhecem o assunto, o centro espírita tem pessoas capacitadas para a devida orientação e encaminhamento ao tratamento.
A mediunidade, para ser estimulada, não necessita de uma idade precisa.
Tudo depende inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral, mas sabemos que para tudo na vida há o momento certo.
Para finalizar, aconselho a todos os que desejam um aprofundamento maior no assunto, o estudo de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

Fonte: Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 48, ano 2007.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty O QUE É PECADO - VISÃO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 11, 2018 10:23 am

Qual a definição de pecado?
Quais acções configuram pecados?
Em que consistiu e o que traz de impacto a todos nós o assim chamado “pecado original”?

Somos pecadores?


Em várias religiões busca-se analisar o tema.
A título de exemplo, o Catecismo Maior de Westminster [1], um dos símbolos de fé do Protestantismo Calvinista, indica, à pergunta 24 (“Que é pecado?”):
“Pecado é qualquer carência de conformidade com, ou transgressão de qualquer lei de Deus, dada como regra para a criatura racional”.
Ocorre, porém, que a visão de “qualquer carência de conformidade” ficou sujeita a diversas interpretações e intenções subjectivas, acabando por banalizar o conceito de pecado.
Em sua acepção original, a expressão hebraica chatta’th, passando para o grego hamartia e depois, para o latim, peccatu, não indicava pecado como ofensa a Deus, mas sim qualquer tipo de erro, como errar o caminho para um endereço ou um lançamento de flecha errar o alvo.
Carlos Torres Pastorino [2] orienta:
“Literalmente, ‘hamartia’ é ‘erro’ no sentido de ‘errar o alvo’ ou ‘desviar-se do caminho certo’, isto é, perder-se (no deserto, no mato), enganando-se de rumo (...)”. ?µa?t??? (“hamartión”), relacionado a “hamartia”, significa erro em geral, não um pecado na acepção vigente da palavra.
O termo “pecador” (“hamartolós”) tem um sentido próprio em grego: “desorientado”, “errado”, isto é, “o que está fora do caminho certo”.
Pastorino, a respeito da tradução dessa palavra, cita [3]:
“Não dizemos ‘pecado’, nem ‘pecador’, pois estas palavras assumiram o significado específico de ‘ofensa a Deus’, como se a Divindade fosse uma criatura mutável que pudesse ofender-se, zangar-se com os homens, e depois, perdoasse, quando estes se arrependessem.”
A citação “remissão de pecados”, muito utilizada em várias traduções vigentes da Bíblia (e.g. Marcos 01:04; Lucas 01:77, 03:03 e 24:47; Actos dos Apóstolos 02:38, 05:31 etc.), vem da expressão grega ?fes?? t?? ?µa?t??? (“aphesis tôn hamartíôn”) [4], mais propriamente traduzida por “afastamento dos erros”, e mais coerente com a lógica cristã de auto-descobrimento e reforma íntima.
A ideia de remir pecados traz um referencial externo, em que Deus escolhe me perdoar ou não, enquanto que me afastar do erro é um referencial interno, em que, parando de cometer um erro, reparando meus erros anteriores e perdoando os erros do próximo, me harmonizo com a Lei Divina.
Pastorino ilustra a ideia acima na interpretação da parábola da dracma perdida [5], como vê-se em Lucas 15:08-10:
“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma não acende a candieiro, varre a casa e a procura diligentemente até achá-la?
E achando-a convoca as amigas e vizinhas, dizendo:
alegrai-vos comigo porque achei a dracma que perdera.
Assim, digo-vos, há alegria na presença dos mensageiros de Deus por um errado que muda sua mente.”
Na interpretação de Pastorino:
“No meio do desconchavo da vida e de seus atropelos, perdemos de vista a moeda preciosa de nossa ligação com o espírito.
Quando percebemos — se percebemos — esse extravio, esforçamo-nos em reavê-lo, dando os passos necessários, que foram bem delineados no texto:
1º – acendemos a candeia, gesto indispensável, para quebrar as trevas densas em que estamos mergulhados, e poder vislumbrar o caminho a seguir,
2º – varremos a casa, isto é, procedemos à catarse de nossos veículos personalísticos, a fim de possibilitarmos a procura interna da moeda extraviada sem que nenhum embaraçamento no-la faça perder de vista, sem nenhum véu de poeira a possa isolar de nosso contacto.
Os espíritos "Mensageiros de Deus" alegram-se quando um errado (que se extraviou do caminho certo) muda seu modo de pensar (...)”
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 11, 2018 10:24 am

Allan Kardec pontua, na obra “O Céu e o Inferno” [6], os passos para um efectivo afastamento do erro:
- Arrependimento
- Expiação
- Reparação


Em suas palavras:
“Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências.
O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa.
Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação”.
A respeito do pecado original, há segmentos que afirmam que carrega-se, de geração para geração, o pecado cometido por Adão e Eva.
“Adam” se refere aos seres humanos, homens e mulheres (vide “A Génese”, capítulo XII, itens 16 a 26; e “Hava”, em hebraico, significa “vida”, não um nome próprio feminino.
Em “A Génese” [7], Kardec orienta:
“A raça adâmica apresenta todos os caracteres de uma raça proscrita.
Os Espíritos que a integram foram exilados para a Terra, já povoada, mas de homens primitivos, imersos na ignorância, que aqueles tiveram por missão fazer progredir, levando-lhes as luzes de uma inteligência desenvolvida. (...)
A doutrina vulgar do pecado original implica, conseguintemente, a necessidade de uma relação entre as almas do tempo do Cristo e as do tempo de Adão; implica, portanto, a reencarnação.
Dizei que todas essas almas faziam parte da colónia de Espíritos exilados na Terra ao tempo de Adão e que se achavam manchadas dos vícios que lhes acarretaram ser excluídas de um mundo melhor e tereis a única interpretação racional do pecado original, pecado peculiar a cada indivíduo e não resultado da responsabilidade da falta de outrem a quem ele jamais conheceu.
Dizei que essas almas ou Espíritos renascem diversas vezes na Terra para a vida corpórea, a fim de progredirem, depurando-se; que o Cristo veio esclarecer essas mesmas almas, não só acerca de suas vidas passadas, como também com relação às suas vidas ulteriores e então, mas só então, lhe dareis à missão um sentido real e sério, que a razão pode aceitar.”
Em suma, incorremos em erro quando transgredimos nossa consciência, local onde Deus nos equipou com Suas Leis, conforme orientado pelos Espíritos a Allan Kardec à questão 621 de “O Livro dos Espíritos” [8].
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” [9], um Espírito protector envia a seguinte mensagem:
“(...) Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.
Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará.
Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal.
Ela, então, se cala.
Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso.
Ouvi-a, interrogai-a e com frequência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.”
Jesus foi enviado por Deus à Terra para, por seus exemplos e ensinamentos, conforme as traduções mais adequadas do Evangelho, nos afastar do erro e, assim, nos salvarmos, ou seja, evoluirmos

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Mérito pessoal

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 11, 2018 8:01 pm

A cada um segundo suas obras, ensinou o Mestre de Nazaré, há mais de 2000 anos.
A frase sintetiza perfeitamente a Lei de Justiça.
E o homem tem sofrido amargamente toda vez que não segue a preciosa máxima.
Recordamo-nos de um professor de tradicional escola, que promovia um concurso anual.
Tratava-se de eleger César.
Isto mesmo, o Imperador romano de tantas glórias.
O concurso objectivava, naturalmente, estimular os alunos a debruçar-se de forma ímpar, sobre a História romana.
Ano a ano, o concurso, um verdadeiro duelo na área do conhecimento, movimentava professores, pais e alunos.
O César, além da toga romana, recebia a coroa de louros da vitória.
Sua foto passava a figurar na ala do colégio dedicada aos Césares.
O coordenador tinha em sua classe um aluno muito problemático.
Indisciplinado, desordeiro, agressivo, era o terror de todos os professores.
Pois o coordenador resolveu nele investir.
Falou-lhe de suas potencialidades e o desafiou a ser César.
O garoto pareceu se modificar.
Passou a estudar, aplicando-se.
Tão entusiasmado ficou que o coordenador resolveu lhe dar uma mãozinha.
Emprestou-lhe um livro, sinalizando, embora subtilmente, o capítulo que ele deveria estudar.
Seu desejo? Que ele ficasse entre os três finalistas para disputar a coroa de louros.
Como ele não conseguisse a classificação, o professor conferiu-lhe nota indevida, em detrimento de quem deveria ser o verdadeiro classificado.
Ninguém ficou sabendo disso, a não ser a própria consciência de quem agiu incorrectamente.
Mas, no teste oral, perante todos, o professor percebeu que o garoto colava.
Fingia pensar e consultava apontamentos que trazia presos ao braço esquerdo.
E somente não venceu porque, percebendo a desonestidade, o professor lhe fez uma pergunta que não constava do capítulo específico.
O tempo passou...
Vinte anos depois, aquele ex-aluno, agora rico industrial, pede uma revanche.
Em sua propriedade, em um final de semana, reúne o velho professor, os colegas de classe e os finalistas da época da adolescência.
Aqueles mesmos com os quais ele havia disputado o título de César, não alcançando êxito.
Começa o interrogatório, nos moldes da velha e longínqua escola.
Os colegas vibram.
As esposas torcem por seus maridos.
As crianças, por seus pais.
Terá o rapaz, homem agora, se preparado de forma digna?
Saberá mesmo a temática?
Para tristeza do professor, em meio à inquirição, descobre que seu protegido continuava usando de malícia e desonestidade.
Através de minúsculo aparelho em seu ouvido direito, as respostas lhe estavam sendo transmitidas por alguém que ele contratara, mediante polpuda soma em dinheiro.
* * *
Toda vez que desejes investir em alguém faz-lo de forma correcta.
Nunca prejudiques a outrem, em nome dessa vontade de auxiliar.
Nunca entregues prémios, cargos e encargos imerecidos.
Salutar é o investimento em quem deseja verdadeiramente crescer, melhorar, modificar-se.
Bom é o investimento em amor, confiança, incentivo.
Jamais o que privilegia, age com parcialidade, porque então, não estará auxiliando.
Antes, prejudicando ao alvo dessas atenções.
A cada um segundo as suas obras. Pensa nisso.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Mediunidade em crianças, o que fazer? - Parte I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 9:07 am

A criança merece um estudo à parte nesse tema que vamos desenvolver, uma vez que o reencarnante tem necessidade de acompanhamento constante dos pais, por se tratar de um espírito milenar.
A família, como um todo, precisa estabelecer um ambiente tranquilo para que todos possam viver em harmonia com as leis divinas.
Não são raros os casos em que pais trazem seus filhos, ainda em idade infantil, à Casa Espírita, relatando sintomas como visão e comunicação com espíritos.
Obviamente, um caso é diferente do outro, sendo necessária uma melhor observação para que se possa verificar o que está realmente acontecendo com aquela criança.É comum, e do conhecimento de todos, que as crianças têm amiguinhos espirituais e passam longas horas falando e brincando com eles.
Os pais sempre perguntam o que fazer quando a mediunidade se manifesta em crianças.
O Livro dos Médiuns, obra que todos os espíritas deveriam conhecer com mais profundidade, nos traz informações preciosas sobre esse assunto.
Nele, temos a orientação clara dos Espíritos Superiores a Allan Kardec, que diz que não se deve desenvolver a mediunidade em crianças, devido à fragilidade de seu organismo e à sua excessiva susceptibilidade, como a imaginação muito fértil.
As crianças não possuem, ainda, bases sólidas do raciocínio para lidar com as manifestações mediúnicas, por isso não devem ser estimuladas a desenvolver essa faculdade.
Os pais devem esclarecer rapidamente e, superficialmente, evangelizar pois não podemos descartar a possibilidade de estarem sendo vítimas de uma obsessão.
Não podemos nos esquecer de que a idade cronológica da criança não é a mesma idade do espírito, que traz muitas memórias pretéritas.
É sabido que as crianças não vêm com manuais de instrução, elaborados com explicações minuciosas de como funcionam e de como seus pais devem agir. Os filhos não nascem prontos.
Também não trazem certificado de garantia que possa ser apresentado em caso de algum defeito de fabricação.
A primeira coisa que temos que aprender com relação às crianças é de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.
Cada indivíduo é único em sua estrutura psicológica, com sua personalidade, preferências e inclinações.
Diríamos que somente as características físicas são genéticas:
os olhos, os cabelos, a cor da pele, a predisposição a certas enfermidades, enfim coisas dessa ordem.
Estamos falando apenas do aspecto material, imaginem os leitores sob o ponto de vista espiritual:
quantas nuances não devem ser consideradas para essa avaliação.
Convém lembrarmos de que não somos um corpo físico passando por uma experiência espiritual, mas um espírito passando por uma experiência no corpo físico.
Assim, esses pequeninos, espíritos já embalados no corpo físico e gerados por nós, já têm um passado e uma história, eles já existiam e cada um tem sua própria biografia pessoal, trazendo vivências e experiências, aportando aqui em nosso planeta para reviver novas oportunidades.
Uns trazem saldos positivos, outros negativos, outros com muitos débitos pesados a ressarcir e, dentro desse contexto, muitos pais, por não entenderem a lei do retorno, ou causa e efeito, consideram essa criança como uma coitada, que já sofre desde pequena.
Ledo engano.
Se esses pais tivessem um mínimo conhecimento das leis divinas e de que somos caminhantes no tempo, entenderiam, com maior facilidade, que todos somos devedores dessas leis, não importando a fase cronológica em que nos encontremos.
As crianças são espíritos milenares como qualquer outro ser.
É necessário muita cautela no trabalho de “auxilio fraterno”, quando os pais vêm falar sobre os problemas de seus filhos.
A criança pode estar passando por problemas obsessivos, o que merece toda atenção, para que possa ser tratada com muito cuidado, ainda maior em relação àquele dispensado a um adulto.
É muito simples de explicar como é esse “cuidado“ a que nos referimos.
A infância é muito propícia à assimilação dos princípios educativos até os sete anos.
Nessa fase, o Espírito se encontra em fase de adaptação para a nova existência, tanto no lar quanto na companhia daqueles com quem terá que conviver, não havendo, ainda, integração adequada e perfeita para essa nova existência.
Outro factor a ser considerado é a integração à nova matéria orgânica, com as recordações do plano espiritual que são, por si só, mais nítidas.
Será necessário renovar o carácter, os caminhos a serem estabelecidos e consolidar princípios de responsabilidades, além da possibilidade, também, do novo reencarnante nascer num lar onde antigas desavenças tenham que ser acertadas para a harmonia perfeita de todos que viverão sob o mesmo tecto.
Desnecessário, porém importante frisar, que o equilíbrio dos pais, para formar esse convívio harmonioso, é extremamente necessário perante as Lei Divinas.

Paz a seu espírito.

(Continua na próxima Edição)

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Mediunidade em crianças, o que fazer? - Parte II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 12, 2018 8:06 pm

(Alfredo Zavatte)

Continuação do numero anterior.

Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim, pois que minha filha está miseravelmente possuída de espírito demoníaco.
Amélia Rodrigues / Divaldo Franco – Primícias do Reino
Embora o leitor possa achar que estou mudando do assunto principal que é a obsessão pra mediunidade, que não se preocupe, pois, esses dois podem estar intercalados causando grande preocupação aos pais em ver os seus filhos ainda em tenra idade, sofrer de causar que a medicina terrena, não conseguir diagnostica-las havendo pois, a necessidade de que haja um acompanhamento e tratamento aos pequenos para equilibra-los e continuarem a sua vida normal, para mais tarde quando estiverem em idade mais avançada, tratá-los.
Na maioria das vezes quando falamos em mediunidade ou obsessão, logo pensamos que esses acometimentos se manifestam somente nos adultos, mas a criança pode ser médium e pode também ser obsidiada, cabe então a pergunta:
quem é afinal esse ser tão pequenino que já se presencia alguns acontecimentos como mediunidade ou obsessão?
Nos primeiros momentos que sucedem ao nascimento da criança, ainda embrulhada no lençol, os pais, olham-na e começam a elucubrações sobre aquele pequenino ser que acabou de chegar:
quem seria aquele ser: de onde vinha? O que pretende da vida?
Como será seu futuro?
Que papel caberia aos pais, na vida daquele ser que acabara de chegar ao plano físico?
Será que estaria começando ou apenas continuando?
São indagações de qualquer pai ou mãe àquele pequenino ser que acaba de chegar trazendo alegria dos pais, avós, tios e seus irmãos.
Elas não vem com esses folhetos bem elaborados, impressos que nos explicam com minúcias como funcionam os aparelhos que adquirimos, não trazem um manual de instrução, como abrir o pacote, como coloca-lo para funcionar, não trazem certificado de garantia caso apresente algum defeito e ainda não se aceita devolução.
Embora haja no pequeno que chega, um pouquinho de nós, os pais, sempre haverá a preocupação de que o filhote e nossa memória não se satisfará como aquele pequeno bolinho de gente esteja em nossos braços, em bem pouco tempo ele já não precisará estar em nossas mãos e partisse para viver sua própria vida, assim sempre haverá um pequeno temos de que ele poderá não conseguir acertar os caminhos invisíveis que surgirão do céu, podendo percorrer caminhos incertos.
Temos coisas a aprender e desaprender com esses pequeninos que vieram sob nosso custódia e a primeira coisa a desaprender é que eles não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.
Cada ser é único , em uma estrutura psicológica, preferências, inclinações ou aquele conjunto de temperamentos, e carácter.
Somente características físicas são geneticamente transmissíveis; cor da pele, dos olhos, ou dos cabelos, tendência a uma forma física, predisposição a esta ou aquela enfermidade, ou saúde mais estável, traços fisionómicos, etc.
Assim, vamos definir o mais importante nesses seres recém chegados ao planeta:
os pais produzem apenas o corpo físico dos filhos e não o seu espírito ou alma.
Assim, vamos abrir espaço para novos conceitos, mais inteligentes, racionais e competentes acerca da vida.
Esses seres são espíritos milenares que nos foram confiados pelo Pai, embalados no corpo físico que nós os vestimos, através do processo gerador, não são criados novinhos, sem passado e sem história, eles já existiam antes, em algum lugar, tem a sua biografia pessoal, trazem vivências e experiências e aqui aportam para reviver e não para viver, portanto eles estão renascendo e não apenas nascendo.
Dessa forma, temos em nossas mãos, em nossa família um ser que não temos o acesso ao seu passado, assim como também não temos ao nosso, mas que trazem consigo uma carga de experiências de todos os tipos e que cabe aos que os geraram fisicamente, encaminha-los da melhor forma possível, para que não se percam nos meandros das incertezas da vida.
Qualidades e defeito, créditos ou débitos, talentos ou não, eles também como espíritos milenares, trarão consigo tudo o que necessitam para evoluir espiritualmente e cabe aos pais trabalharem para que não aumentem sua carga de débitos, mas sim os créditos.
Em meio a tudo isso, esses pequeninos, poderão trazer já de outras épocas problemas que já em tenra idade física, terão indícios tanto obsessivos de antigos comparsas do passado e/ou a predisposição para a mediunidade prematura que carece de cuidados para não criarem mais complicadores, toda a atenção que pudermos dar à eles, deve ser bem dosada, tanto pelos pais, quanto pelas casas Espíritas que possam abriga-los, sempre com muito amor e muito carinho, dentro dos preceitos Evangélicos e com um direccionamento a lhes proporcionar paz, tranquilidade, orientação e acima de tudo, dar um norte para essas manifestações a fim de não permitir-lhes sofrimento.
Assim é que, os pequeninos que nos são apresentados, em que os pais, nos mostram o que eles estão atravessando e que nos relatam a maratona que já fizeram de médico em médico, sem sucesso, acabam sendo levados até nós nas casas espíritas, alguns até como último recurso, pois, já não sabem mais o que fazer e ai então a doutrina esclarecedora que abraçamos, os acolhemos e dentro das nossas possibilidades, vamos trabalhando para que esse espírito vá aos poucos , encontrando a paz e a tranquilidade que necessita para continuar sua vida, pois eles tem um longo caminho pela frente.
Esses pais, na maioria das vezes, desconhecem os meandro de uma mediunidade e de uma obsessão, não estão acostumados à isso e é até difícil deles acreditarem que aquele pequeno ser, seja uma espírito milenar e que já traz consigo os atavismos do passado como nos ensina Joanna de Angelis.

Continua no próximo numero...

§.§.§- Ave sem Ninho
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Mediunidade em crianças, o que fazer? - Parte III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 13, 2018 9:31 am

Continuação do numero anterior...

A criança é um espírito imortal, e, apesar de aparentar inocência e fragilidade, traz experiências milenares.
Essa inocência e fragilidade são necessárias para despertar nos pais a necessidade de cuidados, afecto, ternura. Se assim não fosse, como os pais agiriam se soubessem que um antigo credor estaria habitando em seu lar e que, no futuro, poderiam surgir problemas diversos?
O espírito somente reencarna com o propósito de melhorar e progredir.
E os pais são os prepostos de Deus, que os utiliza para auxiliarem nessa tarefa.
Os espíritos obsessores poderão assediar os pequeninos que vêm com tarefa mediúnica e com cargas atávicas angariadas no passado.
Seus pais também podem ser os responsáveis pelo assédio de espíritos maldosos e cobradores, o que é muito comum, uma vez que a dor é muito maior quando se atinge um filho.
Em sessões mediúnicas, quando começamos o tratamento com crianças em extremo sofrimento, notamos que a causa às vezes recai sobre seus pais.

Vamos definir o que é mediunidade e o que é obsessão, alinhando nossos pensamentos dentro dos conceitos espíritas, trazidos por Kardec:
Mediunidade: “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse facto, médium.
Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.
Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
E de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos.
Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenómenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações” (1) .
Obsessão: “No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha.
Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas.
São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento.
Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se.
Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender.
Se chegarem a dominar alguém, identifica-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança.
A obsessão apresenta características diversas que precisamos distinguir com precisão, resultantes do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que este produz.
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenómenos, cujas principais variedades são:
a obsessão simples, a fascinação e a subjugação”.(2)

CAUSAS DA OBSESSÃO:
“As causas da obsessão variam, de acordo com o caráter do Espírito.
E, às vezes, uma vingança que este toma de um indivíduo de quem guarda queixas da sua vida presente ou do tempo de outra existência.
Muitas vezes, também, não há mais do que o desejo de fazer mal:
o Espírito, como sofre, entende de fazer que os outros sofram; encontra uma espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a impaciência que por isso a vítima demonstra mais o exacerba, porque esse é o objectivo que colima, ao passo que a paciência o leva a cansar-se.
Com o irritar-se e mostrar-se despeitado, o perseguido faz exactamente o que quer o seu perseguidor.
Esses Espíritos agem, não raro por ódio e inveja do bem; daí o lançarem suas vistas malfazejas sobre as pessoas mais honestas...” (3)
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 13, 2018 9:32 am

MEIOS DE COMBATÊ-LA:
“Os meios de se combater a obsessão variam, de acordo com o carácter que ela reveste.
Não existe realmente perigo para o médium que se ache bem convencido de que está a haver-se com um Espírito mentiroso, como sucede na obsessão simples; esta não passa então, para ele, de facto desagradável.
Mas, precisamente porque lhe é desagradável constitui uma razão de mais para que o Espírito se encarnice em vexá-lo.
Duas coisas essenciais se têm que fazer nesse caso:
provar ao Espírito que não está iludido por ele e que lhe é impossível enganar; depois, cansar-lhe a paciência, mostrando-se mais paciente que ele.
Desde que se convença de que está a perder o tempo, retirar-se-á, como fazem os importunos a quem não se dá ouvidos.
Isto, porém, nem sempre basta e pode levar muito tempo, porquanto Espíritos há tenazes, para os quais meses e anos nada são.
Além disso, portanto, deve o médium dirigir um apelo fervoroso ao seu anjo bom, assim como aos bons Espíritos que lhe são simpáticos, pedindo-lhes que o assistam.
Quanto ao Espírito obsessor, por mau que seja, deve tratá-lo com severidade, mas com benevolência e vencê-lo pelos bons processos, orando por ele.
Se for realmente perverso, a princípio zombará desses meios; porém, moralizado com perseverança, acabará por emendar-se.
E uma conversão a empreender, tarefa muitas vezes penosa, ingrata, mesmo desagradável, mas cujo mérito está na dificuldade que ofereça e que, se bem desempenhada, dá sempre a satisfação de se ter cumprido um dever de caridade e, quase sempre, a de ter-se reconduzido ao bom caminho uma alma perdida.”(4)
Assim, com estas elucidações feitas por Kardec, podemos dizer que ele foi quem melhor estudou a mediunidade.
O Livro dos Médiuns traz, com detalhes, o que vem a ser a mediunidade e a obsessão, como elas se manifestam, suas características, os cuidados necessários, as responsabilidades e as consequências de seu uso e prevenção, nos esclarecendo também sobre a mediunidade e a obsessão em crianças.

Alguns exemplos podem ser citados:
- as irmãs Fox, que em 1848, em Hydesville, Estados Unidos, eram médiuns de efeitos físicos. Kate e Margareth, com apenas 11 e 14 anos, respectivamente, comunicavam-se através da tiptografia - uso de pancadas, onde o espírito Charles Rosna conta detalhes de sua vida e morte, ocorridas na casa onde elas moravam.
- o grande médium Francisco Cândido Xavier, exemplo para todos nós, que, desde seus 5 anos de idade, via e se comunicava com sua mãe já desencarnada, que lhe aparecia principalmente quando sofria maus tratos por parte de sua madrasta.
- Yvone do Amaral Pereira, que publicou diversos livros espíritas, era portadora de uma mediunidade muito aflorada e desde os 4 anos conversava com os espíritos.
- Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, também desde os 4 anos via os espíritos.
Aos 5,tinha um amigo, um indiozinho chamado Jaguarassu.
Brincavam juntos, conversavam e, à medida em que Divaldo crescia, Jaguarassu crescia também.
Quando Divaldo fez 12 anos, Jaguarassu disse a Divaldo que teria de se afastar, pois estava se preparando para reencarnar.
Divaldo teve um susto, pois pensou que Jaguarassu era uma pessoa encarnada.
Após um tempo, Divaldo teve oportunidade de conhecer Jaguarassu em sua nova reencarnação, que durou 38 anos.
Após seu desencarne, tornou a aparecer a Divaldo, porém com a aparência de sua última existência.
A mediunidade é uma faculdade espiritual e também orgânica.
Espiritual, pois é faculdade do espírito, e orgânica, porque, uma vez exercida por encarnados, necessita de órgãos especiais do corpo físico para captar as informações que são comunicadas.
André Luiz, no livro Missionários da Luz, tem um capítulo intitulado A epífise, onde aborda a importância da glândula pineal como o órgão sede da mediunidade no corpo biológico.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 13, 2018 9:33 am

A glândula pineal é uma estrutura do cérebro e tem a sua função despertada na puberdade.
“Ela preside de elevada expressão no corpo etéreo.
Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas ás outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.” (5)
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, psiquiatra, realizou uma pesquisa utilizando-se de equipamentos de microscopia electrónica e de ressonância magnética e concluiu que, em médiuns ostensivos, ou seja, aqueles com mediunidade mais aflorada, a glândula pineal apresenta um número maior de cristais de apatita.
Estes cristais não são calcificações, são estruturas funcionais que agiriam como antenas capazes de captar estímulos electromagnéticos e decodificá-los em estímulos neuro-químicos, que são aqueles onde o cérebro seria capaz de compreender. (6)
Diante de todas essas considerações e advertências, há pais que, sabendo sobre a mediunidade em crianças, agem de forma precipitada, desejando seu desenvolvimento.
Kardec, cauteloso, pergunta aos mentores Espirituais:
“Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?”
Os Espíritos instruem:
“Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessivas, sobre-excitação.
Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas ideias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das consequências morais."(7)

Citações
1)- KARDEC, Allan - Livro dos Médiuns Cap XIV – Q 159 – Ed Feb- 43ª edição -1981)
2)- _____/_____ Q 237
3)- _____/_____ Cap XXIII – Q 245
4)- _____/_____ Q 249
5)-XAVIER. Francisco C. Ditado pelo espírito André Luiz. Missionários da Luz – Ed. Feb- 13 edição - 1980
6)- Site : http://blog.canoro.com.br/glandula-pineal-e-mediunidade/ - Acessado em 23.01.2018
7)- KARDEC, Allan Livro dos Médiuns- Cap. XVIII ( Dos Inconvenientes e perigos da Mediunidade) Item 6- Ed. FEB- 43 Edição- 1981

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Animismo - Estudando a Mediunidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 13, 2018 8:31 pm

Reveste-se de profunda sabedoria e oportunidade as palavras do Assistente Àulus, no capitulo «Emersão do passado», quando afirma que muitos espíritos «vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelarem preciosas oportunidades de realização do bem».
Efectivamente essa é a verdade.
Muitos companheiros se mostram incapazes de remover os obstáculos criados pelo animismo, destruindo, assim, magnífica oportunidade de ajudarem elementos que, buscando os centros espíritas nessas condições, poderiam, posteriormente, contribuir em favor dos necessitados.

Que é Animismo?
Essa pergunta deve ser colocada em primeiro plano, no presente capítulo, como ponto de partida para as nossas singelas considerações.
Animismo é o fenómeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, «de onde recolhe as impressões de que se vê possuída».
A cristalização da nossa mente, hoje, em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a manifestação de fenómenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada no passado, se exterioriza no presente.
A lei é sempre a mesma, agora e em qualquer tempo ou lugar.
Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o médium, naturalmente o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo subconsciencial, fenómeno esse motivado pelo contacto magnético, pela aproximação de entidades que lhe partilharam as remotas experiências.
No fenómeno anímico o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar.
O médium nessas condições deve ser tratado «com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam» .
Por isso, a direcção de trabalhos mediúnicos pede, sem nenhuma dúvida, muito amor, compreensão e paciência - virtudes que, somadas, dão como resultado aquilo que os instrutores classificam como «TACTO FRATERNO», a fim de que não sejam prejudicados os que em tais condições se encontram.
Se o dirigente de sessões mediúnicas não é portador de sincera bondade, acreditamos que pouco ou nenhum benefício receberá o médium no agrupamento.
O médium inclinado ao animismo é um vaso defeituoso, que «pode ser consertado e restituído ao serviço», pela compreensão do dirigente, ou destruído, pela sua incompreensão.
Reajustado, pacientemente, com os recursos da caridade evangélica, pode transformar-se em valioso companheiro.
Incompreendido, pode ser vitimado pela obsessão.
Nos fenómenos psíquicos, comuns nos agrupamentos mediúnicos, há, por conseguinte, de se fazer a seguinte distinção:
- Factos anímicos.
- Factos espiríticos.

Factos anímicos são, como já acentuamos, aqueles em que o médium, sem nenhuma ideia preconcebida de mistificação, recolhe impressões do pretérito e as transmite, como se por ele um Espírito estivesse comunicando.
Factos espiríticos ou mediúnicos, propriamente ditos, são aqueles em que o médium é, apenas, um veículo a receber e transmitir as ideias dos Espíritos desencarnados ou. ... encarnados.
O estudo e a observação ajudam-nos a fazer tal distinção.
Uma pessoa encarnada também pode determinar uma comunicação mediúnica, isto é, fazer que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e as reproduza pela escrita ou pela palavra.
Em face da lei de sintonia, pessoas adormecidas igualmente podem provocar comunicações mediúnicas, uma vez que, enquanto dormimos, nosso Espírito se afasta do corpo e age sobre terceiros, segundo os nossos sentimentos, desejos e preferências.
Voltemos, porém, às considerações em torno da necessidade de os dirigentes e colaboradores do sector mediúnico se munirem de recursos evangélicos, a fim de que as tarefas assistenciais, a seu cargo, apresentem aquele sentido edificante e construtivo que é de se almejar nas actividades espiritistas cristãs.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 13, 2018 8:32 pm

Vejamos a conclusão de André Luiz, ante as ponderações de Àulus e o exame do caso da senhora objecto da assistência do grupo do irmão Raul Silva:
«Mediúnicamente falando, vemos aqui um processo de autêntico animismo.
Nossa amiga supõe encarnar uma personalidade diferente, quando apenas o exterioriza o mundo de si mesma.»
A fixação mental - assunto abordado no capitulo próprio, neste livro - provoca o animismo.
Imaginemos, agora, o que pode ocorrer se uma criatura em tais condições busca um núcleo mediúnico onde apenas funciona o intelectualismo pretensioso, seguido da doutrinação periférica, sem o menor sentido de fraternidade!
Ao invés de compreensão, tal criatura encontrará, sem dúvida, a ironia e a má vontade, acompanhadas, via de regra, do comentário maledicente.
Ao invés de companheiros interessados no seu reajustamento, encontrará verdugos fantasiados de doutrinadores.
Ao invés do socorro que se faz indispensável, ver-se-á defrontada, impiedosamente, por companheiros, às vezes até bem intencionados, que, em nome da «verdade», ou melhor, das «suas verdades», não lhe compreenderão o aflitivo problema.

Ouçamos o Assistente Àulus:
«Por isso, nessas circunstâncias, é preciso armar o coração de amor, a fim de que possamos auxiliar e compreender.
Um doutrinador cem TACTO FRATERNO apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse correctivo inoportuno, ao invés de socorro providencial.
Primeiro é preciso remover o mal, para depois fortificar a vitima na sua própria defesa.»
O doutrinador usará sempre do carinho fraterno, fazendo que as suas palavras, dirigidas ao espírito do próprio médium, levem o melhor que a sua alma prosa oferecer.
A consolação e a prece, seguidas do esclarecimento edificante, são os recursos aplicáveis ao caso.
Recorramos ao livro «Nos Domínios da Mediunidade», reproduzindo-lhe alguns tópicos relativos ao assunto:
«Solucionados diversos problemas alusivos ao programa da noite, eis que uma das senhoras enfermas cai em pranto convulsivo, exclamando:
- Quem me socorre? quem me socorre ?!...
E comprimindo o peito com as mãos, acrescentava em tom comovedor:
- Covarde? porque apunhalar, assim, uma indefesa mulher? serei totalmente culpada? meu sangue condenará o seu nome infeliz...»
Lembremos que André Luiz e Hilário, em companhia do assistente Àulus, visitam o grupo dirigido pelo irmão Raul Silva, e que a cena acima descrita aparece no capitulo «Emersão do passado».
Notemos que todos os indícios revelam, à primeira vista, as características de uma comunicação mediúnica; Contudo, estamos apenas diante de um autêntico fenómeno de animismo.
A senhora enferma, com a mente cristalizada no pretérito, identifica-se com cenas desagradáveis, às quais está directamente ligada.
«Ante a aproximação de antigo desafecto, que ainda a persegue de nosso plano, revive a experiência dolorosa que lhe ocorreu, em cidade do Velho Mundo, no século passado.»
É ainda Àulus quem explica:
«Sem dúvida, em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque, ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemônicos tão somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento.
Para o psiquiatra comum é apenas uma candidata à insulinoterapia ou ao electrochoque; entretanto, para nós, é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo AMPARO MORAL E CULTURAL para a renovação intima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.»
Esse amparo moral, a que alude o Assistente, podemos defini-lo como paciência, carinho e consolo.
O cultural ser-lhe-á ministrado pelo estudo evangélico e doutrinário que, além do esclarecimento, operar-lhe-á a modificação dos centros mentais, reajustando-lhe a mente.

E, concluindo, é oportuno perguntemos:
Podem os serviços mediúnicos prescindir do Evangelho e da Doutrina?
A resposta cada um a encontrará na própria consciência..

Martins Peralva

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty A história de Mary Jane MacLeod Bethune?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 14, 2018 10:33 am

Uma americana, Mary Jane MacLeod Bethune, começou a educar crianças num depósito de lixo.
A lei da segregação racial nos Estados Unidos era muito severa contra os negros.
Ela era negra, havia ganhado uma bolsa de estudos de uma costureira, e, ao se formar não tinha alunos.
Quando foi nomeada não havia escola.
Ela então reuniu três caixões vazios de cebola, colocou-os embaixo de uma árvore, num depósito de lixo, convocou três descendentes de escravos e começou a ensinar-lhes a ler e escrever.
Oportunamente, quando Henry Ford foi a Osmond, uma praia da Califórnia, ela foi visitá-lo.
Ao chegar à porta, foi barrada, porque, no hotel, negro não podia entrar, somente na condição de serviço.
Ela subiu a escadaria de incêndio de nove andares, saltou a janela, tocou a campainha da porta, e, quando o mordomo veio abri-la, disse-lhe:
-Quero falar com Mr.Ford.
O mordomo, que também era negro, respondeu:
-Mas ele não recebe negros!
E falou-lhe baixinho:
-Como você se atreve a vir aqui?
Ela reagiu bem alto:
-Eu tenho uma entrevista marcada com Mr. Ford, que assinalei por telefone.
Eu sou Mary Jane.
Ouvindo-a, Mr. Ford redarguiu:
Entre, senhora.
Quando ela se adentrou, ele, que era humanitário e acreditava na reencarnação, exclamou surpreso:
-Mas eu não sabia que a senhora era uma negra!
Ela sorriu, elucidando:
-Não totalmente.
Eu duvido que o senhor conheça dentes mais alvos e um olho mais brando do que o meu.
Ele a adorou, porque uma mulher que era superior a essas mesquinharias humanas merecia respeito.
Perguntou-lhe:
-O que a senhora deseja de mim?
- Desejo que o senhor me ajude a construir a minha escola, a ampliá-la.
Gostaria de levá-lo ao meu terreno, a fim de que o senhor construa comigo a escola dos meus sonhos.
Ele aquiesceu.
Desceu com ela pelo elevador por onde não pudera subir.
Quando ela passou pela porta e o atendente a viu, ela ainda, só para surpreender, pegou o braço de Mr.Ford, com a maior intimidade.
Sentou-se num carro coupé aberto, desfilando pela cidade de Osmond e olhando para todo mundo.
Isso há mais ou menos sessenta anos.
Era muita coragem!
Levou-o ao seu terreno.
Quando chegou ao depósito de lixo, disse-lhe:
É aqui, senhor, que eu quero construir a minha escola.
Ele, surpreso, retrucou:
- Aqui? E onde está sua escola?
Ela apontou:
- Ali.
- Senhora, ali é um depósito de lixo.
Eu sempre me esqueço dos detalhes!
Em verdade a minha escola está aqui na cabeça.
Eu quero que, com o seu dinheiro, o senhor arranque daqui (apontou a cabeça) e a coloque ali.
Ele deu-lhe, então, vinte mil dólares.
Essa mulher educou, até o ano de 1969, milhões de negros americanos.
Tornou-se o símbolo da educadora mundial.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 14, 2018 10:34 am

Quando o presidente Franklin Delano Roosevelt cancelou as subvenções por causa da guerra, ela lhe pediu uma entrevista na Casa Branca, e disse-lhe:
-O senhor não vai cortar as subvenções das minhas escolas.
Ele redarguiu:
-A senhora não se esqueça de que eu sou o presidente.
E ela repostou:
-Nem o senhor esqueça que eu sou eleitora, e eu vou me lembrar.
Ela sentou-se.
E a sua foi a única rede de escolas que não teve as subvenções canceladas naquele período.
Certa feita, ela estava numa cidade do Sul, onde a intolerância racial era muito grande e teve uma crise de apendicite.
Foi levada de emergência ao hospital e colocada na mesa cirúrgica.
Quando os médicos entraram e a viram, disseram:
"Operar uma negra?"
E saíram da sala.
Ela pôs a mão no lugar dorido, olhou para a janela e orou:
"O Senhor deve estar brincando comigo.
Acho que o Senhor só me deu essa apendicite para me desafiar.
Porque se o Senhor me ajuda a sair desta mesa, eu Lhe prometo que, na América, onde o Senhor me pôs na Terra, nunca mais morrerá ninguém de apendicite pelo crime de ser negro, porque eu não deixarei."
Levantou-se e ergueu uma Faculdade de Medicina.
É uma das histórias mais lindas do século, mas, infelizmente, desconhecida dos brasileiros.
Quando estourou a guerra da Coreia, ela já era um vulto venerando no mundo.
Foi conselheira da UNESCO e da ONU para assuntos raciais.
Outra vez, ela vinha atravessando o corredor para negros, no aeroporto de uma cidade do Sul.
Um rapaz branco saltou a cerca, abraçou-a e chamou-a de mamãe.
Então o colega reagiu:
-É louco? Como pode abraçar esta negra?
Ele explicou:
-É por causa desta negra que eu vou dar a minha vida na Coreia.
Quando eu fui convocado para a guerra, em um país que jamais eu havia ouvido falar o nome, fui ao meu professor de geografia e perguntei:
Onde é que fica mesmo essa Coreia?
Ele mostrou no mapa uma região miserável, perdida, que eu não sei quem estava lá.
E eu vou pará lá, porque me disseram que eu vou salvar a democracia, que eu aprendi com esta negra, que ama a todos os homens, sem perguntar o nome, a cor, a raça ou a crença.
Ela escreveu mais tarde:
Eu poderia ter morrido naquele dia, porque minha missão, na Terra, havia acabado.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Responsabilidade do Médium

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 14, 2018 7:00 pm

O que os Espíritos nos falam sobre a responsabilidade e a conduta do médium, e o que fazer para melhorar o nosso serviço do Cristo?
Todos nós somos médiuns, uns com a mediunidade mais aflorada do que outros, porém, a mediunidade é um trabalho constante que o médium precisa realizar para cooperar como fonte passiva do circuito da comunicação.
A mediunidade deve ser um trabalho a ser realizado com Jesus, portanto, exercitar a mediunidade como um exemplo de caridade e responsabilidade, sem interesses materiais envolvidos.
Todo ser humano é um trabalhador do Cristo, mas ao médium, cabe responsabilidades maiores, pois são fonte de comunicação dos dois lados da vida.
Temos na Obra "Mecanismos da Mediunidade" de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz, a sintetização dos mecanismos que envolvem os processos de comunicação mediúnica, que colabora e complementa com detalhes a obra de Allan Kardec "O Livro dos Médiuns".
Foram psicografados e estudadas muitas obras dentro da doutrina espírita, mas neste presente artigo gostaria de estudar um parágrafo que acredito ser muito importante que está na obra "Mecanismos da Mediunidade" no capítulo chamado de Analogias de Circuitos, na página 55.
"Anotamos simplesmente as necessidades da sintonia do trabalho das Inteligências associadas para fins enobrecedores, porque, em verdade, os médiuns trazidos ao serviço de reflexão do plano superior, quer nas obras de caridade e esclarecimento, quer nas de instrução e consolo, precisarão abolir tudo o que lhes constitua preocupações extras, tanto no que se refira à perda de tempo quanto no que se reporte a interesses subalternos da experiência vulgar, sustentando-se, por esforço próprio e não por exigência dos Espíritos benevolentes e sábios, em clima de responsabilidade, alegremente aceita, e de trabalho voluntário, na preservação e enriquecimento dos agentes condutores da sua vida mental, no sentido de valorizar a própria cooperação, com fé no bem e segura disposição ao sacrifício, no serviço a efectuar-se" - Analogias de Circuitos: Mecanismos da Mediunidade, pag. 55
Inicia André Luiz comentando que a sintonia do trabalho mediúnico exigem necessidades que devem ser praticadas tanto pelo Espírito que atua ou que comunica quanto por parte do médium. E quais seriam essas necessidades?
Uma das necessidades bases para que o trabalho mediúnico seja realizado é a capacidade de ambos agentes (Médium e o Espírito) sintonizarem-se fechando um circuito de pensamentos e aceitação, que se operam por afinidade.
“Estabelecido um fio condutor de um para o outro que, em nosso problema, representa o pensamento de aceitação e de adesão do médium, a corrente mental desse ou daquele teor se improvisa em regime de acção e reacção, atingindo-se o necessário equilíbrio entre ambos, anulando-se, desde então, a diferença existente(de elevação espiritual e moral), pela integração das forças conjuntas em clima de afinidade.” - Corrente Eléctrica e Corrente Mental: Mecanismos da Mediunidade, pag. 45
Esses laços se fortalecem e se afinizam com maior facilidade quando ambas as partes procuram o trabalho para os fins nobres.
Neste trecho anteriormente descrito, pertencente ao capítulo Analogias de Circuitos: Mecanismos da Mediunidade, pag. 55:
" os médiuns trazidos ao serviço de reflexão do plano superior, quer nas obras de caridade e esclarecimento, quer nas de instrução e consolo, precisarão abolir tudo o que lhes constitua preocupações extras, tanto no que se refira à perda de tempo quanto no que se reporte a interesses subalternos da experiência vulga, sustentando-se, por esforço próprio e não por exigência dos Espíritos benevolentes e sábios..."
Entenderemos que o médium tem um papel fundamental a cumprir, para que o trabalho mediúnico seja realizado de forma mais "limpa" e de maior elevação espiritual e moral da comunicação, para que isso ocorra, será necessária renúncia de algumas práticas que sejam perniciosas e fúteis.
Mas qual é a renúncias que são necessárias?
Simplesmente aquelas de caráter moral e material, onde visamos lograr os "benefícios" dos nossos vícios, pois é verdade que nós não desejamos deixar os nossos vícios mais perniciosos e, que prejudicam a mediunidade, pois é gostoso e prazeroso para nós, mas que criam barreiras na sintonia e afinização do médium com o Espírito que se comunica.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 14, 2018 7:00 pm

Os vícios químicos, a raiva, o ódio, o rancor, o melindre, e todas as imperfeições morais que prejudicam o trabalho médiunico, tornando a comunicação imperfeita, podendo haver a perda da ligação do médium e do Espírito.
Porém, os Espíritos sabem que não podemos mudar da água para o vinho em uma noite, e conhecem os nossos esforços para superar esses vícios, e por isso, trabalham connosco, mas sabem também daqueles vícios químicos e morais que já poderíamos ter eliminados de nosso Ser e que por prazer ainda cultivamos, e estes são os mais prejudiciais para o médium e que comprometem o trabalho.
É necessário, que o médium despoje de si, todos esses vícios já superados pelo seu esforço e que deles se desligue, para que a ferramenta (o médium) do Cristo possa ser melhor utilizada pelos Espíritos.
Outro esforço que todo médium deve fazer, é educar o seu pensamento, trocando pensamentos ruins por bons, eliminar os pensamentos de erros do passado e da culpa, perdoando-se, vivendo o presente para construir o seu futuro.
Pois os Espíritos buscam valorizar no médiuns a educação moral e a disciplina, para que haja fácil assimilação de seus pensamentos e de suas ideias, e quanto melhor soubermos utilizar a disciplina sincera e séria, educando os pensamentos, acções e condutas, maior qualidade ofereceremos a comunicação.
"em clima de responsabilidade, alegremente aceita, e de trabalho voluntário, na preservação e enriquecimento dos agentes condutores da sua vida mental, no sentido de valorizar a própria cooperação, com fé no bem e segura disposição ao sacrifício, no serviço a efectuar-se" Analogias de Circuitos: Mecanismos da Mediunidade, pag. 55
Todo médium é responsável pela comunicação, por cooperar com a qualidade do trabalho e da comunicação, por servir a Jesus, e amar o seu semelhante.
É um Dever do médium se esforçar e sacrificar-se para o bom desempenho do serviço mediúnico.
Os Espíritos fazem sua parte, nós, seres humanos, precisamos fazer a nossa parte, pois se não fizermos, não estaremos servindo ao Cristo, mas a si próprio, e com responsabilidade e conhecimento de causa, que nos torna duas vezes responsáveis pelos esforços que deixamos de realizar para a cooperar.
Por fim, todos somos médiuns, e esta responsabilidade é de cada um, e cabe a todos nós cultivar os princípios cristãos onde quer que estejamos, servindo a mediunidade de elevação no centro espírita e a colaboração moral, ética, familiar, profissional e do lazer com responsabilidade, seriedade, sinceridade, amor e equilíbrio.
Dessa forma, estaremos entendendo o trabalho com Jesus, pois o aperfeiçoamento da mediunidade em nós, não está somente dentro do centro espírita, mas onde estivermos e com quem interagirmos.
Estude as obras que recomendamos e todas as outras que se relacionam a mediunidade e que aqui não foram relacionadas:

"O Livro dos Médiuns" - Allan Kardec
"Nos Domínios da Mediunidade" - Francisco Cândido Xavier - Espírito André Luiz
"Mecanismos da Mediunidade" - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Espírito André Luiz
"Na Seara do Bem" - Luiz Antônio Ferraz - Espírito Antônio Carlos Tonini

Aprecie também o nosso artigo: Mediunidade Espírita
Muita paz!

Fonte: Jeferson Souza/ Espiritismo na Prática

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty A CRIANÇA OBSIDIADA

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 15, 2018 10:40 am

“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.
Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa Idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?”
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a.)

Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.
Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, desejando mesmo que nada as fizesse sofrer.
Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço.
Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal.
Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.
São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam.
São reminiscências de vidas anteriores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo.
Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.
O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava.
Ou no ódio e revolta em que se consumiam.
E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas conturbadas.
A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarão por vias indirectas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.
Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evidenciando a quase possessão por desafectos do pretérito.
Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.
Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio.
Tentemos cativá-las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.
Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, provavelmente, os cúmplices ou desafectos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras.
Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.
A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.
O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente.
Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simultaneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresentavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.
Um desses casos era gravíssimo.
Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos:
um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite.
Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especialmente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.
Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado actual.
Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.
As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes:
acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.
Todas são menores de cinco anos.
Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensivelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.

Suely Caldas Schubert, Do livro: Obsessão e Desobsessão.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Sofrimentos e resignação

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 15, 2018 7:19 pm

Temos que admitir que na Terra todos sofremos.
Sim, todos sofremos na Terra.
Este é um planeta de provações e de expiações.
Isso não é bom, nem é ruim, é a condição evolutiva do planeta.
Desde os mundos primitivos destinados às primeiras existências humanas até os mundos divinos, celestes, conforme a classificação dos Espíritos, encontramos os mundos de provas e expiações.
Afirmam os Guias da Humanidade que, nos mundos de provas e expiações predomina o mal.
O bem ainda se elabora, mas predomina o mal.
Se nesses mundos predomina o mal, todos aqueles que neles vivemos, estamos, de certa maneira, sujeitos ao mal desse mundo.
É muitíssimo importante pensar nessa questão.
Cada vez que olhamos a nossa volta encontramos sofrimentos de todos os níveis.
Sofrimentos na área social.
Há indivíduos que nascem, que vivem em estado de tamanha pobreza, de miséria sociologicamente ditos, abaixo da linha da pobreza, economicamente também entendidos assim.
E ficamos a nos perguntar:
Como é que no mundo onde se põe fora, onde se exorbita, onde há lixo rico, nas grandes cidades, pode existir tanta fome?
Encontramos criaturas que, desde que nascem são marcadas por enfermidades soezes, indivíduos que são autistas, hidrocéfalos, microcéfalos, macrocéfalos, cegos, surdos-mudos, criaturas que nascem com lesões intransponíveis como os anencéfalos, os descerebrados; crianças que nascem com parte do tronco cerebral apenas e, por isso, a vida orgânica não pode avançar.
Olhamos para outro lado deste mesmo mundo e achamos criaturas que nascem em berço de ouro, ricas, de famílias poderosas, mas elas próprias marcadas por insidiosas paralisias, lesões cerebrais, com esquizofrenias, tormentas no campo psicológico, no campo psiquiátrico.
Então ficamos a pensar:
Que mundo é este? Um mundo de provas e expiações.
Desta maneira, temos dois caminhos:
ou entendermos por que é que vivemos neste mundo e por que este mundo tem essas características ou desarvorarmo-nos ou nos perdermos na revolta.
Este segundo caminho é completamente inábil.
Não nos serve, não nos levará a lugar algum que não seja o enlouquecimento maior.
Resta-nos a primeira possibilidade: tratar de compreender porque nesse mundo se sofre tanto.
Ora, na medida que entendemos que esse é um mundo de provações e de expiações fica claro porque todos sofremos, de uma maneira ou de outra.
Não existe uma só criatura que não tenha as suas lesões.
Pessoas bonitas, bem postas mas, quando conversamos com elas, são dadas a enxaquecas, têm problemas de coluna, têm crises hepáticas, carregam mil e um problemas que o rosto não mostra.
Ficamos a pensar nas condições deste mundo.
Se é um mundo onde o mal ainda predomina, nós que estamos aqui ainda carregamos muitas marcas desse mal que na Terra predomina.
Por que carregamos essas marcas?
Porque proviemos de outras existências onde essas coisas foram realizadas e Cristo afirmou que não sairíamos daqui até pagarmos o último quadrante, a última moeda, para usar uma linguagem figurada do mundo.
Por causa disso, vale a pena pensar numa saída para toda essa gama de sofrimentos, de males, que encontramos ao longo do nosso planeta.
Fugir deles? Impossível.
Para onde quer que vamos, lá estará o problema, a dificuldade, o acicate da Lei Divina, as Leis naturais funcionando.
E cada qual de nós precisará se acostumar com essas ocorrências do planeta Terra, a driblar esse mal que exacerba no nosso mundo e procurarmos, ao longo dos dias, trabalhar para que a Terra seja mais feliz do que é hoje.
* * *
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 15, 2018 7:20 pm

Quando pensamos nessa gama de sofrimentos do nosso planeta, muitas vezes ficamos a nos perguntar a respeito do sofrimento dos bichos, dos animais.
Por que é que eles sofrem?
Chegamos a compreender porque é que nós, seres humanos, sofremos.
Nossos erros, nossos delitos, nossos crimes cometidos em outras existências, em outras experiências aqui no mundo, nesta mesma vida, em vidas passadas.
Mas e os bichos?
Os bichos não erram, eles não cometem erros.
Os animais seguem a Lei do determinismo e, dentro da Lei do determinismo, eles não erram nunca.
Jamais uma serpente dá o bote em alguém porque não gostou do rosto, porque não simpatizou com a pessoa.
Ela dá o bote para se defender, porque se sente acuada.
Assim fazem todos os demais animais com as suas defesas.
Quando pensamos no sofrimento dos animais temos que perceber que, cada ser que sofre neste mundo, tem um objectivo determinado pela Lei Divina.
Os bichos sofrem não para resgatar os erros cometidos.
É para despertar-lhes os centros psíquicos.
Os animais são princípios espirituais, são Espíritos em evolução e, certamente, precisam da dor, do sofrimento para se acostumarem a buscar no planeta os recursos salvadores.
Jamais a Humanidade soube existir veterinários, nas florestas.
No entanto, os animais sofriam e buscavam recursos na floresta.
Sofrem e buscam recursos na floresta.
Naturalmente que tudo isso se deveu a esse processo evolutivo.
A dor, nos irracionais, não tem o mesmo objectivo que a dor no ser humano.
No ser humano, a dor nos fustiga o lado moral para que a gente aprenda a perdoar, a ser humilde, a baixar a crista do orgulho.
Mas, nos irracionais não, a dor tem outro sentido.
É de fazê-los crescer, fazê-los progredir.
Olhamos o nosso gato em casa, o nosso cão e, de repente, eles vão comer grama, comem capim.
A gente não sabia o que eles estavam sentindo.
Põem para fora, regurgitam e ficam sãos.
Quem foi que ensinou a esses animais a buscar em a natureza vegetal o remédio para seus problemas?
Assim se passa com as aves, com as feras, na intimidade da floresta e, naturalmente, temos que convir que há um caminho importantíssimo a trilharmos, que é o da compreensão.
Na medida em que sabemos disso, encaramos melhor as dores do mundo, as dores da Terra, com uma virtude que se chama resignação.
A resignação, de maneira alguma, será acomodação.
Não temos que cruzar os braços porque sofremos ou diante das dores e deixar que Deus resolva.
Se estamos desempregados, temos que correr atrás do trabalho.
Se estamos enfermos, temos que buscar a medicina, a medicação, o tratamento.
Se temos qualquer problema neste mundo, neste mundo teremos que resolvê-lo.
Mas a resignação não é sinônimo de acomodação, vale repetir, a resignação é o olhar que temos para esses fenômenos, é a maneira como vemos esses fenômenos.
Se não fosse a resignação, entraríamos na rota do desespero, entraríamos no circuito da desolação porque, quando não compreendemos porque sofremos, sofremos duas vezes.
A primeira vez pelo sofrimento em si, a segunda vez pela ignorância a respeito dele.
Por isso, é a Doutrina dos Espíritos que tem, no seu contexto e nos seus textos, essas explicações, esses recursos para nos fazer pensar na razão pela qual os seres humanos sofremos e por qual razão os irracionais sofrem na Terra.
Vale a pena pensar que os animais sofrem por um sentido: para despertar-lhes a vida psíquica, acordamento dos seus valores psíquicos enquanto o ser humano sofre para resgatar seus débitos e realizar aprendizagens no campo moral.
Daí começarmos a perceber como é importante essa virtude da resignação.
O Evangelho segundo o Espiritismo, a terceira obra da Codificação da Doutrina Espírita, feita por Allan Kardec nos explica que, enquanto a obediência corresponde ao consentimento do raciocínio, da razão, a resignação corresponde ao consentimento do coração.
É o nosso sentimento que nos dá ensejo à resignação.
Ser resignado não é ser paralisado, estagnado, acomodado, inerme, inerte.
Resignado é ter o entendimento da razão das coisas, o que não nos impede de sofrer, nem de chorar, mas que nos dá a alegria de saber que estamos dando conta do nosso recado no mundo.

Raul Teixeira

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty O VALE DOS SUICIDAS NO PLANO ESPIRITUAL

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 16, 2018 9:26 am

O vale dos suicidas é uma região do umbral onde os espíritos desencarnados que praticaram o suicídio quando em vida se agrupam pela lei da atração ou afinidade, uma das leis universais, que pode ser traduzida na máxima “Os iguais se atraem”.
A médium Yvonne Pereira, em seu livro psicografado “Memórias de um suicida”, descrito pelo espírito Camilo Castelo Branco, fala do Vale dos Suicidas, onde os seres desencarnados suicidas vivem os mesmos dramas, dores e aflições, agrupando-se no mesmo vale das trevas.
Da mesma forma, agrupam-se também nas trevas, em vales, por afinidade, os espíritos ligados às drogas, à loucura, aos desequilíbrios sexuais, às guerras, aos abortos.
Mas todo suicida vai parar no Vale dos Suicidas?
Na minha experiência clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, onde os pacientes descrevem suas vidas passadas no umbral após terem praticado o suicídio, posso afirmar que cada caso é um caso.
Muitos – após cometerem o suicídio na vida pretérita – ficam presos ao local do crime, pois não conseguem se libertar por terem transgredido a lei da vida.
Eu me recordo de uma paciente que numa existência passada fora um general autoritário, vaidoso, arrogante e centralizador.
Numa das reuniões com seus comandados foi questionado por um auxiliar de sua estratégia de guerra equivocada, onde iria colocar em risco a vida de suas tropas.
Mandou o auxiliar calar a boca por se sentir afrontado em sua autoridade.
Mas seu auxiliar estava certo, pois toda a tropa fora dizimada, inclusive seu filho (o general não sabia que ele fora convocado para participar dessa batalha).
Desolado, cabisbaixo, viu seu filho e os soldados ensanguentados, mortos no chão.
Pegou o corpo do filho e o enterrou.
Após isso, subiu em seu cavalo e foi em direcção a um estábulo e pegou uma corda, jogando-a por cima de uma viga do tecto, e deu cabo da sua vida, enforcando-se.
Após o suicídio, em espírito, ficava observando seu corpo físico balançando na corda.
Não conseguia sair da cena do crime e, mesmo após um longo tempo, continuava vendo seu corpo se decompondo.
Transcorrido muitos e muitos anos, apareceu uma senhora vestindo uma túnica branca – era sua mentora espiritual – que lhe disse que havia chegado o momento de sair daquele local e o levou para o plano de luz.
Eu me recordo também de outra paciente, cujo tio, irmão de seu pai, e que havia se suicidado em seu quarto dando um tiro em sua cabeça, apareceu em espírito numa de suas sessões de regressão em meu consultório pedindo ajuda.
Ele não conseguia sair daquele quarto, pois se sentia culpado, bastante arrependido por ter tirado sua própria vida.
A paciente orou muito por ele, emanando-lhe diariamente a luz dourada de Cristo, até que em uma das sessões de regressão, seu tio foi levado pelos seres amparadores de luz para uma Luz Maior.
Quero finalizar esse artigo dando um recado aos que pensam em suicídio.
O suicídio não é a solução.
O suicida materialista pode achar que seja a porta de saída para seus problemas, mas, para o espiritualista que acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.

***********
Fonte: Site mensagem espírita

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty O erro

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 16, 2018 7:41 pm

Nós que habitamos um orbe de expiações e provas, desde o primeiro suspiro até o último, faz-nos companhia perene “o erro”.
Ora! Devemos saber que “o engano” é coisa inerente ao ser humano.
Entretanto, temos uma defesa: nosso livre-arbítrio!
Assemelhamo-nos a um dial de um rádio.
No aparelho radiofónico, se quer ouvir música basta girar o botão um pouco mais para lá ou para cá.
Se futebol, continue rodando-o.
Ah!... Quer jornal, mova-o mais um pouco.
Também nós agimos assim, escolhendo onde queremos ficar sintonizados; se no bem ou no mal.
Insano é todo aquele que não tenta seguir o mandamento do Altíssimo:
“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” Mt 22,34-40; e aqueloutro do Mestre Jesus: “que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros”, daí “conhecerão todos que sois meus discípulos” Jo 13,34-35; as várias outras palavras do Divino Jardineiro e etc.
Sei que é difícil.
Mas, se você tentar, com firme vontade, certamente melhorará sua sintonia.
Como nos diz Kardec:
“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. (ESE, cap. 17, it. 4)
Nós dizemos sempre uma frase:
“não é fácil ser Espírita, o Espiritismo só é para aqueles que aguentam”.
Achamos que essa prática de se equivocar mais ou menos é dos principiantes na Doutrina Kardeciana.
Todavia, o conselho que iremos lhes dar serve para todas as escalas daqueles que seguem Allan Kardec.
Conhecimento de si mesmo
919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atracção do mal?
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém, a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo.
Qual o meio de consegui-lo?
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra:
ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar.
Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.
Aquele que, todas as noites, evocasse todas as acções que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria.
Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objectivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma acção que não ousaríeis confessar.
Perguntai ainda mais:
‘Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado’.
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos.
As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual.
Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo?
Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis?
O avarento se considera apenas económico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade.
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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty Re: ARTIGOS DIVERSOS III

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 16, 2018 7:42 pm

Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos.
Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas acções, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa.
Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.
Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.
Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas.
Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las.
Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.
Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice?
Não constitui esse repouso o objecto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias?
Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços?
Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro.
Ora, esta é exactamente a ideia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma.
Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenómenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar.
Com este objectivo é que ditamos O Livro dos Espíritos”. (SANTO AGOSTINHO)
Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas.
Se, efectivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos actos.
A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos.
Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais.
E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.

Hugo Alvarenga Novaes
Referências bibliográficas:
OLE q. 919.

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ARTIGOS DIVERSOS III - Página 5 Empty A gratidão na visão espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 17, 2018 10:03 am

A dor é um constante convite da vida, a fim de que aceitemos uma entrevista com Deus.” - Emmanuel

Por que devemos agradecer?
Qual o sentido da gratidão?
Seria o sentimento de gratidão a força que nos conecta a Deus?

A gratidão é o sentimento que desencadeia o reconhecimento da necessidade da nossa reforma íntima, nossa mudança interior e nos proporciona uma posição de aceitação frente às dificuldades.
Porque a gratidão nos oferece uma pequena e substancial amostra do que é felicidade.
Quando você sente gratidão, você está concentrando sua atenção em Deus e nas bênçãos que Ele lhe presenteia.
Joanna de Ângelis, mentora do nosso querido Divaldo Franco, nos alerta que a “reclamação é perda de tempo”...
Somos Espírito imortal encarnado e estamos na vida para aprender a desenvolver a disciplina, para aprender a exercer o controle do pensamento, amar, perdoar, trabalhar, realizar tudo que for bom para nossa evolução, mas sempre com um sentimento de gratidão. Nesse exercício vamos desenvolvendo harmonia íntima, paz e uma relação profunda com a espiritualidade superior e, portanto, com Deus.
Todos gostamos de viver, e por que será?
Ora, porque viver é bom e assim precisamos ser gratos à vida que Deus nos presenteou.
Se temos o costume de reclamar, vamos nos esforçar para evitar esse sentimento e mudar esse padrão mental.
Vamos trocar a reclamação pela gratidão.
Sejamos gratos, vamos agradecer a Deus por todas as coisas que Ele nos proporciona. Difícil agradecer nos momentos difíceis da vida, mas vamos lá, está valendo a tentativa...
A gratidão vai gerar uma aura de luz em torno da pessoa, e, portanto, vai abrir portas, mostrar saídas, soluções e tudo mais para os conflitos internos e por que não também as dificuldades externas, colocando-nos numa posição de equilíbrio e paz interior?
A vida é um presente a todos nós por mais dolorida que ela se apresente.
Reclamar não vai resolver, mas a oração sempre conforta, acalma e nos apresenta, na medida que nos sintonizamos com a espiritualidade maior, possibilidades de correcção e solução para os problemas e dificuldades.
Por que não na oração pedir ao Céu que nos ajude e agradecer tudo que nos é proporcionado e que normalmente não percebemos?
Divaldo Franco pelo Espírito de Amélia Rodrigues nos mostra no belíssimo “Poema da gratidão” como deveríamos sentir e viver a vida.
Quando num momento mágico ela diz:
...Mas, se eu ninguém tiver, nem um tecto para me agasalhar, uma cama para eu deitar, um ombro para eu chorar, ou alguém para desabafar..., não reclamarei, não lastimarei, nem blasfemarei. Porque eu tenho a Ti! ...
Ela nos mostra nesse sublime poema todo o seu amor a Deus, nos presenteando de uma forma ímpar o seu agradecimento pela vida que esse Deus de amor lhe oferece.
Existe uma frase atribuída a William Shakespeare que diz:
A gratidão é o único tesouro dos humildes.
Podemos perceber que o sentimento de gratidão está sendo proferido em todos os recantos da vida, desde a natureza em suas profundas manifestações até os anjos nos seus cânticos a Deus.
A doutrina espírita nos ensina a ser gratos, pois a reencarnação, um ato de amor, é uma oportunidade que Deus nos oferece de recomeçar e, portanto, devemos agradecer esse retorno à existência terrena e suas infinitas possibilidades de nos reconstruir e crescer.
Os encontros, os supostos desencontros – e por que não os reencontros? – são oportunidades que se nos apresentam para a nossa melhoria íntima, evolução e, portanto, mudanças em busca da sonhada felicidade, paz e equilíbrio.
Não nos esqueçamos do que nos ensina Paulo: Em tudo dai graças..

Wagner Ideali

Referências:
XAVIER, Francisco Cândido. Material de construção. Pelo Espírito Emmanuel. São Paulo: Ideal, 1982.
Acção e reacção. Pelo Espírito André Luiz. 30. ed., 5. imp. Brasília: FEB, 2016.
FRANCO, Divaldo P. Desperte e seja feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 6. ed. Salvador: LEAL, 2000.

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