ARTIGOS DIVERSOS II

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Ensarilha-a!

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 21, 2018 10:25 am

por Claudio Viana Silveira

“... Sacrificando-se sobre uma espada simbólica, ensarilhada (deposta), é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz.”
(Emmanuel)

As guerras, mais ou menos sangrentas, ocorreram em todas as épocas:
Impérios se fizeram e desfizeram com elas.
Foram o alto preço de liberdades, progressos, fracassos, dores.

Não conseguimos imaginar que guerras pertençam ao passado, presente ou futuro; pertencem à imbecilidade; e esta parece não se esgotar.
É a insanidade roubando espaço à ponderação e conciliação.

Mil anos se gastam para erguer cidades, monumentos, obras de arte, vias de ligação; hoje, em segundos poderão ser destruídos... Pela guerra!
Mas... não ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta contra o semelhante? Sim!
O império do “eu” se ergue dentro de nós: nosso orgulho aí reina; manda; desmanda; desenvolve-se até um apogeu fugaz; se arruína e, junto a ele, a nossa felicidade.
Outrora odiávamos e guerreávamos por instinto; o instinto não era de todo mau; era nosso escudo!
Hoje afirmamos fazê-lo por inteligência.
E destruímos, também em poucos segundos, uma amizade que construímos desde nossa infância:
inocentes, amávamos; crescidos, nos detestamos!

* * *

A Cruz como patíbulo estava com a “lâmina” para baixo, deposta, ensarilhada!
A mesma Cruz, mais que paredão ao Sentenciado, é ponte para a evolução de todos que a desejam.
Não basta condenarmos a guerra de todos os tempos; nem a mais recente, que Kim Jong-un deseja; é necessário ensarilhar nosso orgulho – pois é em seus porões que toda guerra começa – para obtermos a bênção da paz.
“Embainha tua espada!” (João 18: 11) – “Ensarilha-a!” – recomendou o Pacífico a Pedro, quando este feriu a orelha de Malco no Horto das Oliveiras...

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 114. Embainha tua espada; 1ª edição da FEB.)

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Deus, na visão espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 21, 2018 8:29 pm

por Expedito Luiz Leão

Na questão 1ª de "O Livro dos Espíritos", tratado da filosofia espírita, Allan Kardec perguntou aos Espíritos: Que é Deus?

A pergunta de Kardec, só por si, revela-nos que Deus não é uma pessoa já que não pergunta:
Quem é Deus?
Revela-nos também que Deus não é um objecto ou uma coisa material, pois na pergunta o que não foi precedido do artigo o.
Feita a análise da pergunta, passemos à resposta dada pelos Espíritos:
"É a inteligência suprema, causa primária de todas as cousas".
Isto é, sem Deus nada do que existe existiria.
É a Inteligência Suprema:
Não existe nenhuma outra que sequer a iguale.
Os Espíritos, respondendo a Kardec quando desejava saber o que são os Espíritos, disseram:
"Os seres inteligentes da criação".
Criados por Deus à sua imagem e semelhança, isto é, seres inteligentes como Inteligente Ele o é.
O Ser Supremo é rico de atributos ou qualidades que O tornam ímpar no Universo.
Deus é eterno.
Existe de toda a eternidade.
Não teve princípio e nem terá fim.
É imutável. É sempre o mesmo hoje como o foi ontem e o será amanhã.
É por isso que disse a Moisés para que O revelasse ao Faraó:
"Aquele que é te mandou".
É soberanamente bom e justo.
É infinitamente misericordioso.
É omnisciente. É omnipresente. É omnipotente.
E em todos os atributos Ele o é infinitamente perfeito.
Na visão espírita, Deus jamais condenará uma criatura sua ao castigo eterno, pois, ao criar o Espírito, tinha e tem Ele ciência dos erros que essa sua criatura cometeria ao longo de sua vida, logo, cometeria "erros imperdoáveis" que a levariam ao "castigo eterno”?
Sendo infinitamente misericordioso, dará sempre ao faltoso – qualquer que seja a falta, porque o Espírito jamais poderá ser infinitamente mau – uma oportunidade a mais para refazer sua vida, corrigindo os erros.
Jesus nos ensinou, a nós, Espíritos imperfeitos, que devemos perdoar "setenta vezes sete vezes" as ofensas recebidas, logo, Deus, a perfeição absoluta, perdoará sempre as ofensas ou faltas de suas criaturas imperfeitas, porque a sua criatura jamais cometerá o mal infinito.
Não se pode, pois, punir com penas infinitas, eternas, as faltas finitas dos homens ou dos Espíritos.
Deus, na visão espírita, é o DEUS PAI que ama incondicional e desmedidamente todas as suas criaturas.
Soberanamente Bom e Justo, distribuirá a Sua Justiça com Misericórdia.

Este é o DEUS dos espíritas.

Expedito Luiz Leão faleceu em 9 de janeiro de 2012.

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Tragédias

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 22, 2018 10:16 am

por Nilton Moreira

Parece que de uns tempos para cá andam acontecendo tragédias em maior quantidade, mas elas sempre existiram, constando nos livros mais antigos e literaturas complementares, falando de continentes que desapareceram da Terra, como Lemúria, Atlântida e factos como dilúvio.
Entristece-nos, mas sabemos que nada acontece sem a permissão do Criador e nos restando pensamento em preces pelos que se vão e pelos familiares.
É da Lei de retorno, e exemplificando destacamos texto de revista do ano de 1997.
“Narra o querido cronista espiritual que, no ano de 177, em Lião, no sopé de uma encosta mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, com altas paliçadas em torno de enorme arena.
Era a época do imperador Marco Aurélio, que se omitia quanto às perseguições que eram infligidas aos cristãos.
Por isso a matança destes era constante e terrível.
Já não bastava que fossem os adeptos do Nazareno jogados às feras para serem estraçalhados, inventavam-se novos suplícios.
Mais de vinte mil pessoas haviam sido mortas.
Anunciava-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do imperador.
As comemorações para recebê-lo deveriam, portanto, exceder a tudo o que já se vira.
Foi providenciada uma reunião para a programação dos festejos.
Gladiadores, dançarinas, jograis, lutadores e atletas diversos estariam presentes.
Foi quando uma voz lembrou: ‘Cristão às feras!’
Todos aplaudiram a ideia, mas logo surgiram comentários de que isto já não era novidade.
Em consideração ao visitante era preciso algo diferente.
Assim, foi planeado que a arena seria molhada com resina e cercada de farpas embebidas em óleo, sendo reunidas ali cerca de mil crianças e mulheres cristãs.
Seriam ainda colocados velhos cavalos e ateado fogo.
Todos gargalhavam imaginando a cena.
O plano foi posto em acção.
E no dia seguinte, conforme narra Humberto de Campos, ao sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, encontraram a morte, queimadas ou pisoteadas pelos cavalos em correria.
Afirma o cronista espiritual que quase dezoito séculos depois, a Justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em dolorosa expiação em tragédia acontecida no ano de 1961.”

Exemplificações como a descrita continuam a acontecer nos dias de hoje, razão pelas quais tragédias com desencarnes em massa estão a se processar em dolorosas expiações.

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Ensinar o amor pelo livro

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 22, 2018 7:49 pm

por Eugênia Pickina

O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.
Mario Quintana

São poucos os pais, infelizmente, que se dedicam adequadamente a motivar os filhos a lerem mais e melhor.
O livro não é útil somente na escola.
A leitura, para se tornar um hábito, precisa fazer parte da rotina da família.
Se os pais gostam de ler, e lêem em casa com frequência, esse comportamento influencia naturalmente a criança e contribui para que ela também desenvolva o gosto pela leitura.
Sem desafiar o acaso, os pais têm o papel de assegurar à criança o acesso ao livro desde cedo.
Bebés necessitam brincar, manusear, tocar o livro – os de pano, os de banho, por exemplo.
À medida que a criança vá crescendo, pôr em prática o hábito de levá-la a bibliotecas, livrarias, feiras de livros, bancas de jornais, espaços onde ela possa ter contacto com os livros.
À noite, no silêncio do quarto, faz parte do ritual do sono ler para a criança pequena.
A meninazinha entra encantada no universo da história, sente medo, compaixão, a alegria de descobrir que João e Maria escapam da casa da bruxa, fortalecendo, no corpo que cresce, o desejo de se apropriar da leitura, de se tornar um convicto leitor por essas estradas do mundo.
Por si só, a leitura aumenta a imaginação, desenvolve habilidades criativa e linguística, permite a criança perceber emoções e sentimentos, aprimora habilidades comunicativas, enriquece o vocabulário, desenvolve afecto e disposição moral, apura o senso crítico, amplia o conhecimento, é motivo de entretenimento, enriquecendo as paisagens da infância...
É sabido que um em cada quatro brasileiros não sabe ler e escrever ou não compreende textos simples.
Além disso, o Brasil ocupa o 65º lugar entre 70 países avaliados pelo PISA, programa internacional que analisa o desempenho de alunos de 15 anos dos sistemas público e privado de ensino.
Deixando de lado aquela antiga brincadeira de fingir de estátuas, a falta de escolaridade é um impedimento não só para o crescimento individual, mas também para o colectivo.
Nutrir nas crianças o amor pelo livro é, sem dúvida, uma medida substantiva que nos ajudará a vencer a mediocridade que emperra a sociedade brasileira.
Saudade do futuro!
Abraços.

Notinha
Sugestões para estimular a leitura na infância:
a) monte em casa um cantinho da leitura – os livros devem ser organizados em um local de fácil acesso para as crianças (baús ou estantes baixas), porque o essencial é estarem à mão para estimular a leitura;
b) procure conhecer a programação de livrarias, bibliotecas, bienais e feiras do livro da região.
Em geral, é possível aproveitar a programação relacionada à leitura, como encontros com autores, debates e contações de histórias;
e c) além de ler, é muito importante conversar com a criança sobre a história.
Perguntar sobre o que ela entendeu, sobre qual personagem gostaria de ser, se ela daria um final diferente.
Pois ler é construir sentido, é encontrar significado.
Ao conversar sobre o que leu, a criança pensa, reflecte, e desenvolve a sua capacidade de compreensão.

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Sob a Luz das Mensagens de Emmanuel

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 23, 2018 9:49 am

por Leonardo Marmo Moreira

Certa vez, Carlos Drummond de Andrade teria enunciado:
“O difícil não é fazer mil golos como Pelé...
o difícil é fazer um golo como Pelé”.
Parafraseando Drummond, poderíamos dizer:
“O mais difícil não é escrever milhares de mensagens evangélico-doutrinárias, como Emmanuel; o mais difícil é escrever uma mensagem evangélico-doutrinária como Emmanuel”.
Ao analisar Saulo de Tarso na estrada de Damasco, não temos como supor que ele tenha expandido drasticamente sua cultura e erudição naquele maravilhoso, porém, breve encontro com Jesus.
Todavia, supomos que o futuro Apóstolo dos Gentios desenvolveu amplamente sua sabedoria ao iluminar sua cultura e erudição, previamente conquistadas com muitas horas, suor e ardor pelas velhas escrituras, com o calor dos raios solares advindos da irresistível Ternura de Jesus, o que ocorreu em um diálogo de poucas palavras.
Portanto, foi o Amor de Jesus por Paulo e por todos nós que clareou a erudição paulina para que a mesma tivesse uma canalização pró-activa no campo do Bem.
Precisamos de Doutrina e Evangelho.
Mas necessitamos, igualmente, sentir a Doutrina e o Evangelho a fim de quebrar nossas crostas de egocentrismo e cegueira para que o acervo de informações acumulado não se torne pouco produtivo dentro de nossas tarefas e de nós mesmos.
Ao analisarmos o Evangelho puro à luz da Doutrina Espírita que provém abundantemente das mensagens de Emmanuel como a água cristalina que verte da fonte do mais belo oásis, percebemos que a cultura doutrinária requer o calor do Evangelho, assim como a emoção superior das passagens de Jesus requerem a lucidez kardequiana para libertar as consciências obnubiladas e encarceradas nos grilhões psicológicos criados por séculos de opressão religiosa.
Opressão essa gerada pelas religiões tradicionais e formais do passado e do presente e também pela nossa entrega preguiçosa e displicente a esse tipo de Fé não raciocinada.
De facto, muitos grupos, frequentemente, encontram-se esquecidos da essência das parábolas, ensinos, vivências, explicações e exemplificações de Jesus de Nazaré.
Analisemos nossos próprios corações, com sinceridade, para que a tendência ao formalismo e às discussões de importância secundária não se tornem centrais em nossas buscas e práticas religiosas.
Ler e estudar Kardec, para viver Kardec e viver Jesus!
Ler e estudar Emmanuel, para aprofundar o Evangelho à luz da Doutrina Espírita em nossa consciência, que é a Lei de Deus em nós.
Em diversas obras emmanuelinas, identificamos e sentimos textos que actuam concomitantemente em nosso entendimento, discernimento, sentimento e emoções, melhorando significativamente nosso estado espiritual e doutrinário.
Saibamos transcender os limites físicos e intelecto-morais da instituição religiosa a que nos vinculamos, através de um mergulho profundo no interior de nós mesmos, a fim de aprender com Kardec a viver Jesus, absorvendo a contribuição de todos os mensageiros dignos, tais como Emmanuel, que nos ajudam a desdobrar as bases kardequianas na busca por entendimento.

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O amor é a melhor resposta

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 23, 2018 8:36 pm

por Yé Gonçalves

Dividiram o amor em pedaços.
Cada pedaço recebeu um nome, sendo eles:
amor filial, amor materno, amor paterno, amor fraterno, amor erótico, amor ágape e outros mais.
Mas todas essas definições parecem inúteis, porque o amor é indivisível, o amor é um só, o amor é divino.
Todo amor se refere a Deus e nos encaminha para Deus.
Deus, os filhos, as mães, os pais, os irmãos, o namorado, a namorada, o marido, a esposa, a natureza, os bens materiais etc. são apenas instrumentos através dos quais devemos desenvolver o amor e nos libertar em direcção a Deus e descobrir Deus que está em cada um de nós.
Não é tão simples assim, mas podemos tornar esse processo simples quando todas as nossas respostas forem o amor.
O amor é a melhor resposta para todos os nossos questionamentos, porque o amor em acção faz valer a fé e a esperança, sendo a virtude divina que produz virtudes morais, tornando-nos mais pacientes, mais tolerantes, mais tranquilos, perseverantes e mais confiantes na vida e em nós mesmos.
Que possamos fazer do amor a melhor resposta para todos os nossos questionamentos, para todas as situações e circunstâncias, principalmente para as que julgamos adversas.
Diante da alegria e da tristeza, dos elogios e das críticas, da saúde e da enfermidade, da fartura e da crise, e das mais diversas adversidades, possamos ter como melhor resposta simplesmente o amor, que é força divina agindo através de todo aquele que dela se faz instrumento.
Se alguém nos ofendeu, a resposta deve ser o amor.
Se a enfermidade chegou, a resposta deve ser o amor.
Se a dificuldade ou a crise nos incomodou, a resposta deve ser o amor.
Se os nossos pedidos foram negados, a resposta deve ser o amor.
Que as nossas respostas devam ser sempre o amor, e que essa conduta deva ser o nosso modo de viver e de ser no universo, para evoluirmos e sermos felizes.
É para isso que nascemos: para sermos felizes.

Mas saibamos de uma coisa importantíssima:
a melhor resposta, o amor, está dentro de cada um de nós em particular.

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Aulas de concentração nos centros espíritas. Que tal?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 24, 2018 9:50 am

por Wellington Balbo

Outro dia, em conversa com o grupo mediúnico do qual faço parte, escutei dos colegas:
- Temos muita dificuldade de concentração, nossos pensamentos voam, viajam a qualquer ruído, estímulo ou interferência, seja deste ou do outro plano.
Nada diferente do que comentavam alguns expectadores, após as palestras:
- Estava tudo muito bom, mas no meio da apresentação perdi o foco, meu pensamento perdeu-se...
Um outro caso foi ainda mais engraçado.
Certa vez um rapaz me disse:
- Muito comum estar na sala de aula ou assistindo à palestra e brotar em minha mente, do nada, músicas da Legião Urbana, o que me tira atenção do que está ocorrendo ao redor.
Temos dificuldade enorme em controlar nossos pensamentos.
Poucos estão no centro espírita realmente, de corpo e alma.
Poucos estão prestando atenção quando conversam com os amigos.
Poucos conseguem se manter focados na actividade a executar.
Não raro estamos na escola com a cabeça em casa, e em casa com a cabeça na casa da namorada, e na casa da namorada com a cabeça no futebol... nosso pensamento pulando, pulando, pulando...
Por isso não me admira, ao menos em terras tupiniquins, chegarmos à idade adulta com dificuldades de concentração.
Observem que nossas crianças não são treinadas para isso, para aprenderem a controlar sua mente, a manter o foco, prestar atenção, a viver uma coisa de cada vez.
Digam-me: quantas escolas têm em seu currículo uma disciplina que trabalhe a meditação, o controle dos pensamentos, a boa utilização da capacidade mental?
Quantos centros espíritas têm aulas para crianças sobre essas questões, esses pontos tão importantes?
Quantos pais ensinam e treinam seus filhos para isso?
Recentemente estive lançando, ou melhor, relançando o livro Pérolas Devolvidas em COBEM – Casa de Oração Bezerra de Menezes, em Salvador.
Fiquei encantado com o cantinho que a Casa oferece a toda a comunidade, para meditação.
Sala ampla, confortável, música ambiente e, melhor, aberta o dia todo para quem quiser desfrutar de uns minutos de tranquilidade.
Eis um tema para os centros espíritas debaterem:
aulas e cursos de meditação a fim de que, dentro de seus limites, os colaboradores e frequentadores possam controlar um pouco mais a casa mental.
Concentração é treino, e, como poucos a valorizam, crescemos completamente alheios a essa importante capacidade.

Todavia, nunca é tarde para começar.
Que tal, escolas, pais e centros espíritas?

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O “toque do telefone” e os ensinos de Kardec

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 24, 2018 8:36 pm

ou

Ainda uma vez, o problema das evocações.

O tema evocação de espíritos é por demais recorrente no movimento espírita e, curiosamente, aquele a partir do qual demonstramos saber muito pouco sobre mediunidade e sobre O livro dos médiuns.
Tivemos oportunidade de enfrentá-lo em nosso livro Mediunidade:
para entender e reflectir, bem como temos um texto inédito, para um livro sobre O céu e o inferno, que aborda a questão a partir do olhar jurídico-espírita e das lições de Kardec, ele sim, extremamente abalizado para tratar desse e de outros assuntos mediúnicos.
É cansativo ter que “chover no molhado” sempre que tal questão vem à baila.
Entretanto, para alguns, a repetição é um meio oportuno de gerar entendimento, quando ainda resta um mínimo de abertura para se aceitar olhares que não sejam personalistas, que justifiquem novas abordagens.
Recentemente, li um texto na internet, escrito por conhecido articulista espírita, a quem respeitamos, bem como a seu trabalho, tecendo crítica a um grupo que promete ensinar, aos médiuns, “técnicas para receberem espíritos recém-desencarnados”.
Argumenta sobre a impossibilidade de tais técnicas (não explicadas no texto) serem válidas para o que se destinam; lembra a frase de Chico Xavier, que afirmava que “o telefone toca de lá para cá”; suscita o desaconselhamento de Emmanuel, no livro O consolador, para quem “EM CASO ALGUM” se deve evocar os espíritos; refere-se aos “kardecólogos de plantão”, aos “phd’s em Kardec”, a quem atribuí a pecha de “anti-emmanuellinos” (sic), que esqueceriam que as evocações foram excepcionais no trabalho do consolidador do espiritismo; cita trechos de Kardec fazendo ressalvas às evocações; e traz a opinião de André Luiz, no livro Conduta espírita, igualmente contrária à evocação de espíritos.
Vamos, então, à discussão das ideias, conquanto reafirmemos nosso respeito absoluto e irrestrito à(s) pessoa(s).
Tratar de técnicas de evocação, por si só, não é um problema.
Se fosse, Allan Kardec não nos teria ensinado aquela que ele mesmo usava, no trato com os espíritos.
Basta conferir o capítulo XXV de O livro dos médiuns, intitulado “Das evocações”, que muitos insistem em ignorar ou, em gesto de generosidade, considerar como “artigo de museu”, uma referência solta, vaga e meramente histórica no contexto da obra.
Aliás, não somente ali Kardec ensina uma “técnica” (“conjunto de procedimentos ligados a uma arte ou ciência”, como ensina o dicionário), como também no capítulo anterior – “Da identidade dos espíritos” – e no posterior – “Das perguntas que se podem fazer aos espíritos”, além de outras tantas ao longo do livro.
A grande questão, aqui, não é a técnica em si mesma, mas se ela é acertada, ou seja, se de facto se presta ao fim pretendido, bem como SE OS MÉDIUNS QUE A EMPREGAM SÃO APTOS PARA ESSE TIPO DE COMUNICAÇÃO.
Sim, isso mesmo! Nem todos os médiuns tem possibilidade para serem veículos das chamadas “cartas consoladoras”.
Para tanto, necessitam ter uma especialidade mediúnica, serem “médiuns para evocação”, conforme definição de Allan Kardec no capítulo “Dos médiuns especiais”, em O livro dos médiuns.
Segundo Kardec, “os médiuns maleáveis são naturalmente os mais próprios para este género de comunicação e para as questões de minudências que se podem propor aos Espíritos.
Sob este aspecto, há médiuns inteiramente especiais”.
Assim, se o médium não for para evocação, se não tiver a especialidade, o que somente se pode descobrir com a experimentação, nem mesmo a vontade do espírito mais superior que se possa imaginar será capaz de produzir uma comunicação válida, para esse tipo de fenómeno.
Kardec nunca disse que somente ele poderia usas as evocações.
A ser assim, jamais nos teria ensinado a fazê-las, com propriedade e assertividade.
Também não teria chamado O livro dos médiuns de Guia dos médiuns e dos evocadores.
Acreditasse ele que as evocações eram restritas a um tempo ou à “capacidade restrita aos doutos iluminados”, jamais teria escrito as palavras que se seguem, extraídas de O livro dos médiuns:
“269. Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 24, 2018 8:36 pm

Pensam algumas pessoas que todos devem abster-se de evocar tal ou tal Espírito e ser preferível que se espere aquele que queira comunicar-se.
Fundam-se em que, chamando determinado Espírito, não podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, ao passo que aquele que vem espontaneamente, de seu moto próprio, melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter cononsco“.
E completa, límpido com água pura:
“Em nossa opinião, isso é um erro:
primeiramente, porque há sempre em torno de nós Espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; em segundo lugar e mesmo por esta última razão, não chamar a nenhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar.
Numa assembleia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda a gente e sabe-se o que daí resulta”.
Essa seria a resposta de Kardec, ainda hoje, para todos os que não veem o espiritismo como ciência, muito menos o campo mediúnico como espaço de experimentação.
É UM ERRO, um erro que tem respondido por muitos dissabores, como tantos outros, numa prática mediúnica inodora, incolor e insipida, como essa que tem tomado espaço nas Casas Espíritas mundo afora...
Kardec diria isso para Emmanuel e André Luiz, sem tirar uma só vírgula, e talvez o próprio Emmanuel, se ouvisse os próprios conselhos, o diria para si mesmo.
Afinal, ele disse a Chico algo assim:
se minha opinião, em algum ponto, contrariar os ensinamentos de Kardec, abandone-me e siga Kardec.
Qual o quê! Emmanuel aconselha Chico a ser “Kardecólogo”!!!
Aliás, quanto às opiniões de Chico, Emmanuel e André Luiz, é preciso considerá-las como o que são – opiniões.
Fora do critério do Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos, o que um espírito diz, conforme as palavras de Kardec – no melhor estilo kardecólogo –, não passa de opinião pessoal, como tal devendo ser levada em conta.
E se o que um diz espírito contraria o bom senso e, porque não dizer, a lógica irretorquível de Kardec, mais motivo ainda nós temos para não segui-lo – como Emmanuel tinha razão nisso!
Agora, façamos justiça a Chico Xavier.
Sua frase “o telefone toca de lá para cá” vem sendo mal interpretada, segundo penso.
Até porque ele não estaria dando “um tiro no pé”, tendo em vista que praticava evocações a todo tempo – o que eram aquelas reuniões a céu aberto, em que familiares iam buscar notícia de seus entes queridos, senão grandes reuniões de evocação?
Parece-me que o Chico, acertadamente, dizia o seguinte:
“Não depende de mim que as comunicações aconteçam.
Eu posso estar disponível, ter a especialidade mediúnica e a boa vontade para o trabalho, mas quem determina o que virá são os próprios espíritos, os orientadores do trabalho e aqueles que, querendo se comunicar, estejam em condições para tanto e sejam autorizados, segundo os critérios estabelecidos”.
É isso que devemos entender por “o telefone toca de lá para cá”.
É possível chamar, mas o atendimento da chamada não depende tanto do chamado, mas da vontade de quem é “convidado”.
Evocar não é constranger, como certa vez ouvi de um médico espírita, mas convidar.
E convites são aceites ou não.
Muito ainda teria a dizer, mas sugiro a releitura dos capítulos citados de O livro dos médiuns, para fazermos jus ao colossal trabalho de Kardec, esse homem que construiu um império de conhecimento utilizando da evocação dos espíritos.
Fechando as ideias desses arrazoados, para não fugir do juridiquês, sirvo-me do seguinte trecho, também retirado de O livro dos médiuns:
“46. O melhor meio de se obviar aos inconvenientes da prática do Espiritismo não consiste em proibi-la, mas em fazê-lo compreendido.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 24, 2018 8:37 pm

Um receio imaginário apenas por um instante impressiona e não atinge a todos.
A realidade claramente demonstrada, todos a compreendem”.
Por que proibir as evocações?
Por que reeditar o interdito de Moisés?
O que ganhamos com um “espiritismo sem espíritos”?
Por que ceifarmos as iniciativas de experimentação, e o espiritismo é uma doutrina científica, de base filosófica e consequências ético-morais?
São perguntas que ficam no ar, à procura de respostas.
Se, para ser a favor de Kardec, eu tiver que ser “anti-emmanuelista”, então é isso que quero e prefiro ser.
Melhor ser antiemmanuelista do que antikardecista, não há o que duvidar!
E, com todo respeito ao articulista (e volto a afirmar, nossas considerações nada tem de pessoais, mas visam discutir ideias), a Chico, a Emmanuel e a André Luiz, se é para fazer parte de algum fã clube, não desejo ser Chiquista, Emmanuelista ou Andreluizista.
Neste, como em muitos pontos, eu prefiro ser Kardecólogo – ou, melhor dizendo, Kardecista...

O Autor:
Pedro Camilo (Salvador/BA)
Advogado. Mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia.
Professor Auxiliar de Direito Penal e Processual Penal da Universidade do Estado do Bahia.
Escritor e expositor espírita.
Trabalhador do Núcleo Espírita Telles de Menezes, de Salvador, Bahia.
Escreveu os livros "Yvonne Pereira: uma heroína silenciosa", "Devassando a mediunidade" e "Mediunidade: para entender e reflectir"; organizou o livro "Pelos caminhso da mediunidade serena"; mediunicamente, o Espírito Bento José escreveu, por seu intermédio, "Mente Aberta.

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Envelhecimento – Quando a idade chega

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 25, 2018 10:06 am

Para entender esse artigo devemos a priori entender o que é ser “idoso”, quando chegamos à chamada “terceira idade”?
A meia idade[1] é considerada para alguns pesquisadores[2], em termos cronológicos, a vida adulta intermediária como sendo dos 45 aos 65 anos; assim a partir daí é considerado “idoso” ou “terceira idade”.
Sabemos que envelhecer é um processo que, de facto, começa quando se é gerado e move-se inexoravelmente através de toda a vida.
No entanto, depois dos cinquenta anos de idade, ordinariamente, o processo é acelerado.
Várias mudanças ocorrem na vida do homem nessa idade. Essas mudanças se dão na vida física, emocional, intelectual e social.
Do ponto de vista fisiológico, o homem experimenta mudanças nos sistemas cardiovascular, digestivo, respiratório e nervoso, todas elas com profunda repercussão no seu comportamento em geral.
A isolação social e a solidão a que a pessoa idosa está sujeita, em muitos casos, é grandemente responsável pelo senso de inutilidade comum às pessoas idosas.

Deparamos assim com diversos factores conceituais, entre eles destacamos:
* A idade para o estabelecimento desta situação não coincide nem em todos os países nem em todas as culturas;
* O envelhecimento é um fenômeno natural, inerente à finitude biológica do organismo humano, mas é um processo diferencial em cada um de nós;
* Envelhecimento é:
Cronológico – idade objectiva;
Biológico – molecular, celular, orgânico, estrutural e funcional.
À medida que as pessoas envelhecem, aumenta de forma gradual o risco de adoecerem e de terem dificuldades funcionais motoras e sensoriais (entre outras); os indivíduos sentem-se mais fatigados e tornam-se mais lentos.
Segundo Mataix[3] (2002) sob o ponto de vista funcional velhice é quando se produz pelo menos 60% das funções fisiológicas atribuíveis a idade ou capacidade reduzida de manter a homeostase[4].
O envelhecimento é uma preocupação que sempre esteve presente na história da civilização, podemos exemplificar através dos textos do antigo Egipto, referencias de 2.890 aC de autoria do médico e arquitecto Imhotep[5]; O símbolo da medicina originário da Mesopotâmia o “Caduceu”, é representado por serpentes que significa também a preocupação com o rejuvenescimento.
Embora o envelhecimento tenha sido estudado por muitos no decorrer de nossa história somente como o livro “Gerontocomia”[6] de autoria do médico Gabriel Zerbi (1.468-1.505) que começaram-se a ser produzidos artigos e livros específicos sobre envelhecimento.
Não há duvidas quanto o crescimento da população de idosos em todo o mundo, em termos de percentuais hoje a já passa de 9%, o que dá 15 milhões de idosos acima de 60 anos.
Em 2020 a população mundial de idosos é estimada em 1,2 biliões, no Brasil a estimativa é de 30 milhões[7], e esse aumento na longevidade tem como principais causas os avanços tecnológicos como vacinas, remédios e equipamentos, também está havendo uma melhor condição de vida, a grande maioria dos idosos hoje mantêm um estilo de vida activo, aderindo à prática do exercício físico regular.
“O aumento da expectativa de vida e do contingente de idosos é um fenómeno mundial.
Os avanços médicos e tecnológicos vêm propiciando o aumento considerável tanto na expectativa de vida da população, quanto na queda da taxa de natalidade” [8].
Porém ao se falar em envelhecimento seria hipocrisia não ter consciência de que a morte é inevitável, e nesse sentido a religião pode ser um dos factores mais importantes na vida de uma pessoa idosa no sentido de ajustá-la ao processo do envelhecer e prepará-la par a continuidade persistente do “eu”, significando que o “eu” deve desenvolver-se rumo à maturidade; auto percepção, experiência que capacita a mente a projectar-se no mundo exterior e que resulta numa vida de actividade criativa; habilidade de mudar e modificar-se; capacidade de adaptação:
habilidade de ter visão global da vida, que implica na aquisição de uma compreensão tanto da temporalidade quanto da eternidade da vida.
A luz dessa visão, a existência humana tende a ser vista como um contínuo mais ou menos independente do corpo “Material” e que faz da realidade da morte matéria secundária.
A fé de um homem pode ajudá-lo na formulação de uma filosofia de vida que determinará sua atitude para com o seu próprio envelhecer e para com sua própria morte.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 25, 2018 10:07 am

Victor Hugo brilhantemente nos brinda com a frase:
“Quando eu descer à sepultura, afirmarei, como muitos outros:
‘Terminei meu dia de trabalho.’
Mas não posso afirmar: ‘Terminei minha vida.
Meu trabalho começará de novo na manhã seguinte.
A tumba não é uma viela; é uma passagem livre.
Fecha-se ao lusco-fusco; abre-se ao romper da alva.”[9]
Para a Doutrina Espírita o ciclo o da vida se altera consideravelmente:
nascer, crescer, amadurecer, envelhecer, morrer e “renascer”.
Eis o que nos diz o espiritismo.
A morte é apenas um momento no infinito de nossas existências.
Essa afirmativa dá um golpe sério no conceito tradicional de morte.
“Quando o Júri de Atenas condenou Sócrates à morte ao invés de lhe dar um prémio, sua mulher correu aflita para a prisão, gritando-lhe:
“Sócrates, os juízes te condenaram à morte”.
O filósofo respondeu calmamente:
“Eles também já estão condenados”.
A mulher insistiu no seu desespero:
“Mas é uma sentença injusta!”
E ele perguntou:
“Preferias que fosse justa?”
“A serenidade de Sócrates era o produto de um processo educacional: a Educação para a Morte.”[10]
Na concepção espírita da vida a morte não é morte, é apenas passagem de um plano da vida para outro.
“Kardec lembrou que, se somos seres humanos, de natureza espiritual, temos também o ser do corpo, que mesmo na metamorfose da morte é vida e movimento.
A concepção estática das coisas é uma ilusão sensorial.
A Física actual abandonou a concepção material do Universo.
Vivemos em espírito e pelo espírito, desde a pedra até o anjo.”[11]

Sob esse prisma lembramos a famosa frase:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.[12]

Marcos Paterra

Referências:
[1] Termo apareceu pela 1ª vez nos dicionários em 1895, quando a expectativa de vida começa a se prolongar
[2] . Papalia DE, Olds SW, Feldman RD. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed; 2006.
[3] Lawrence, N., Wooderson, S., Mataix-Cols, D., David, R., Speckens, A., Phillips, M., (2002). Decision aking and set shifting impairments are associated with distinct symptom dimensions in obsessive-compulsive disorder. Neuropsychology, 20(4), 409-419.
[4] Equilíbrio entre mente e corpo.
[5] Imhotep (por vezes grafado Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep; É considerado o primeiro arquiteto, engenheiro e médico da história antiga.
[6] Fonte: NETO, M. PONTE,J. Envelhecimento: Desafio na transição do século. In: NETTO, Matheus Papaléo. Gerontologia. São Paulo. Ed. Atheneu.1996
[7] Fonte: Porto. Longevidade: Atividade Física e Envelhecimento, Maceió: EDUFAL, 2008.
[8] Freitas, E. V. (2004) Demografia e epidemiologia do envelhecimento. In: L. Py, J. L.Pacheco & S. N Goldman.
Tempo de envelhecer: percursos e dimensões psicossociais. pp. 19-38. Rio de Janeiro: Nova Editora.
[9] MARIOTTI, Humberto. Victor Hugo espírita. São Paulo, Correio Fraterno, 1989.
[10] PIRES. J. Herculano. Educação para a Morte. São Paulo, Correio Fraterno do ABC, 1984.
[11] PIRES. J. Herculano. Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas. Paideia, São Paulo, 1981.
[12] Epitáfio no túmulo e Kardec no Cemitério do PèreLachaise, na capital francesa.

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Ajuda-te e o céu te ajudará

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 25, 2018 8:18 pm

Bastante conhecida de todos, a máxima “Ajuda-te e o céu te ajudará” foi objecto de extenso comentário feito por Allan Kardec no cap. XXV d´O Evangelho segundo o Espiritismo.
Análoga à máxima “Buscai e achareis”, atribuída a Jesus, ela constitui, em verdade, o princípio da lei do trabalho e, por consequência, da lei do progresso.
Ajuda-te – ou buscai – eis a parte que nos compete, sinalizando que é preciso nos esforcemos para que as coisas se ajustem e consigamos concretizar nossos projectos.
O vocábulo céu, presente na frase, simboliza a Providência divina, o conjunto dos benfeitores da Humanidade que actuam de forma decisiva para que o indivíduo diligente, responsável e cônscio dos seus deveres consiga reunir os recursos de que necessita em face de sua programação reencarnatória.
Muitas pessoas, porém, não entendem como isso se dá.
Será somente por meio da inspiração?
Ou dispõe a Providência divina de outros meios?
É evidente que a chegada de uma criança ao cenário terrestre é precedida de uma série de medidas.
Determinado Espírito deve reencarnar.
Onde? Em que família?
Para quê? De que recursos será dotado?
Vê-se que não se verifica aí apenas um caso de inspiração, pois realizações concretas, tomadas antes mesmo do nascimento da criança, são viabilizadas.
A criança então nasce, desenvolve-se e torna-se adulta e, como tal, tem muitas vezes diante de si desafios, provas, vicissitudes que é preciso enfrentar e superar.
A Providência divina vale-se então, em alguns casos, do recurso da inspiração, seja aproveitando os momentos da oração, em que nos sintonizamos com o Alto, seja nos minutos de liberdade que o sono corpóreo nos propicia todas as noites.
A ajuda, porém, não se reduz a isso, porque pode requerer medidas que, em alguns casos, vão muito além do que, ignorantes do que se passa no mundo invisível, imaginamos.
É assim que, accionando os benfeitores espirituais, a Providência divina cuida para que se realizem encontros, muitos dos quais atribuímos ao puro acaso, e mesmo a reprogramação reencarnatória, cujo propósito é que tenhamos no curso de nossa existência corpórea as condições necessárias para atingirmos a meta traçada.
Eis um exemplo colhido na obra Missionários da Luz, de André Luiz, psicografada pelo médium Chico Xavier.
Raul, então casado com Ester, suicidou-se.
Soube-se depois que seu ato decorreu de um forte sentimento de culpa advindo de um crime por ele cometido, acrescido da ação obsessiva exercida por sua vítima, agora na vida espiritual.
A família de Ester, constituída da viúva, três filhos e um casal de velhos, ficou de repente em total desamparo e era preciso que a Providência divina agisse.
Os benfeitores espirituais, conforme relatado por André Luiz, foram incumbidos de ajudá-la.
Coube a tarefa a uma entidade de nome Romualda.
Em primeiro lugar, era necessário promover o encontro de Ester com o marido, encontro esse que transmitiu à viúva um sentimento de paz e esperança, fundamental em casos assim.
Mas se fazia necessário algo mais.
Afinal, os rendimentos da casa haviam cessado com a morte de Raul.
Romualda diligenciou então para realizar a segunda parte de sua tarefa:
a colocação de Ester num trabalho digno.
Ante a surpresa de André, ela explicou:
"Quando os companheiros terrestres se fazem merecedores, podemos colaborar em benefício deles, com todos os recursos ao nosso alcance, desde que a nossa cooperação não lhes tolha a liberdade de consciência".
Foi o que ocorreu na semana seguinte.
André estava em casa de Ester quando Romualda entrou acompanhando uma distinta dama que vinha ao encontro da viúva para oferecer-lhe trabalho honesto em sua oficina de costura.
Como Romualda – uma entidade desencarnada – chegou até à empresária?
E de que modo despertou nela a ideia de contratar Ester?
Quem é espírita não ignora como tais coisas se dão, porque os espíritas conhecem certamente o que os instrutores espirituais ensinaram a Kardec a respeito da acção dos desencarnados sobre nós, como adiante se lê:
Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos actos?
“Muito mais do que imaginais.
Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” (O Livro dos Espíritos, questão 459.)
De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
“Vossa alma é um Espírito que pensa.
Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros.
Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos.
Daí a incerteza em que vos vedes.
É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.” (Idem, questão 460.)

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Espiritismo para crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 26, 2018 11:12 am

O cavalinho insatisfeito

Apesar de morar numa linda cocheira cheia de conforto, o cavalinho estava sempre insatisfeito.
Tinha um grande campo verde para cavalgar e brincar com seus amigos, onde não lhe faltava erva tenra e macia para sua alimentação e água pura e límpida para beber num regato próximo.
E quando a noite chegava, recolhia-se à cocheira, onde um monte de capim novo e seco lhe servia de leito, enquanto pela janela aberta podia ver as estrelas brilhando no céu, lá longe.
João, um servidor amigo, banhava-o regularmente, escovando seu pelo com cuidado e deixando-o brilhante e sedoso.
Ainda assim, não estava contente e passava o tempo a reclamar da vida.
Reclamava de ter que levantar cedo, da grama que não estava bem verde e macia, da água que alguém turvara, do colchão de capim duro.
Quando o empregado vinha banhá-lo, reclamava que a água estava muito fria, e a escova, muito dura, o machucava.
Certo dia, quando João chegou sorridente para tratá-lo, encontrou-o ainda com humor pior do que nos outros dias.
Sem querer, o empregado descuidou-se e o balde com água caiu sobre a pata do cavalo.
Imediatamente, o animal reagiu, irritado, dando um coice no coitado do servidor e dizendo com maus modos:
— Desastrado!
Caindo de mau jeito, o rapaz não conseguiu levantar-se, gritando por socorro.
Quando vieram acudi-lo, vendo-o no chão, indagaram:
— O que houve, João?
Gostando realmente do cavalinho e não desejando que fosse punido, respondeu:
— Não foi nada.
Caí e machuquei a perna.
Levado a um hospital, constataram que João fracturara um osso de uma perna e seria preciso engessá-la.
Durante um mês teria que fazer repouso e não poderia trabalhar.
No dia seguinte, outro empregado foi encarregado de cuidar dos animais, substituindo João em suas funções.
Sendo muito preguiçoso, o novo empregado não se preocupava com nada.
Esquecia-se de soltar os animais para passear no campo, não trocava a água dos bebedouros, não tirava o capim velho substituindo por novo e não gostava de dar banho, deixando-os sujos e malcheirosos.
Como o cavalinho reclamasse do tratamento que lhe estava sendo dispensado, pois vivia cheio de moscas, ainda recebeu algumas chibatadas no lombo, que o deixaram ferido.
Assustado, visto que nunca tinha apanhado, o cavalinho ficou com medo e nunca mais reclamou de nada.
Lembrava-se, porém, com profunda saudade do servidor amigo que os tratava sempre com bondade e nunca lhe deixara faltar nada.
À noite, sozinho, olhando as estrelas, ele chorava de tristeza em seu leito sujo e malcheiroso.
Quando João retornou, após os trinta dias, foi com um relincho feliz que o recebeu.
O cavalinho encostou a cabeça em seu peito, satisfeito pela volta do amigo.
O empregado estranhou a atitude carinhosa do animal, antes tão mal-humorado, e se condoeu do seu aspecto, pois perdera o ar altivo, mantendo a cabeça baixa; estava todo sujo e seu pelo ferido sangrava, mordido pelos insectos que assentavam em seu corpo, atraídos pela sujeira.
Cheio de compaixão, abraçou o cavalinho, que suspirou feliz.
Em seguida lavou-o, cuidou das feridas e escovou o pelo, que readquiriu, em parte, o aspecto brilhante e sedoso.
Quando acabou, olhou o animal, exclamando:
— Pronto. Agora você já está com melhor aspecto!
O cavalinho, que tivera muito tempo para pensar durante aqueles trinta dias, falou-lhe comovido, demonstrando humildade:
— Agradeço seu cuidado e atenção.
Foi preciso que eu sofresse para saber valorizar sua amizade.
Agora compreendo como fui rude e malcriado com você, e como foi bom para mim.
Perdoe-me o coice que lhe dei.
Isso nunca mais acontecerá.
Fez uma pausa e, fitando o amigo com os olhos húmidos de emoção, concluiu:
— Aprendi que é preciso saber agradecer tudo o que temos.
Deus me deu uma vida boa onde nada me faltava, no entanto eu vivia insatisfeito com tudo.
Foi preciso que as coisas piorassem para que eu pudesse perceber como era feliz.
Entendi, também, que é preciso saber respeitar os outros se desejamos ser respeitados.

Tia Célia

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Micael – doce missão!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 26, 2018 8:28 pm

Com o sugestivo título O anjo das crianças, Allan Kardec publicou na Revista Espírita, edição de abril de 1860, o texto que se pode ler a seguir.
De grande doçura, o texto enternece.
Merece ser lido e deixar-se emocionar pelo conteúdo.
Mostra grande realidade esquecida desse desprendimento que orienta, que previne, que salva.

Leia, leitor, e deixe-se emocionar e reflectir sobre o doce conteúdo:
Meu nome é Micael.
Sou um dos espíritos designados para a guarda das crianças.
Que suave missão!
E que felicidade proporciona à alma!
A guarda das crianças? perguntareis.
Mas elas não têm suas mães, bons anjos designados para essa guarda?
E por que ainda é necessário um Espírito para delas se ocupar?
Mas não pensais nas que não têm mais essa boa mãe?
Não as há, e muitas?
E a mãe, ela mesma, por vezes não necessita de ajuda?
Quem a desperta em meio ao seu primeiro sono?
Quem a faz pressentir o perigo, inventar o alívio quando o mal é grave? Nós, sempre nós.
Nós, que desviamos a criança do barranco, para onde corre traquinas; que dela afastamos os animais perigosos e que afastamos o fogo que poderia misturar-se aos seus cabelos louros.
Nossa missão é suave!
Somos ainda nós que lhes inspiramos a compaixão pelo pobre, a doçura, a bondade.
Nenhuma, mesmo das piores, poderia perturbar-nos.
Há sempre um instante no qual seu coraçãozinho se abre para nós.
Quantos de vós admirar-se-ão desta missão.
Mas não dizeis sempre que há um Deus para as crianças, sobretudo para as crianças pobres?
Não, não há um Deus, mas anjos, amigos. Como poderíeis explicar de outro modo esses salvamentos miraculosos?
Há ainda muitos outros poderes, de cuja existência nem mesmo suspeitais.
Há o Espírito das flores, dos perfumes; há mil e um outros, cujas missões mais ou menos elevadas vos pareceriam deliciosas e invejáveis, após vossa dura vida de provas.
Eu os convidarei a virem ao vosso meio.
Neste momento sou recompensada por uma vida inteiramente dedicada às crianças.
Casada jovem com um homem que tinha muitas, não tive a felicidade de ter as minhas próprias.
Inteiramente devotada a elas, Deus, o bom e soberano Senhor, concedeu-me ser ainda guarda das crianças.
Suave e santa missão! eu o repito, e cuja plena eficácia as mães aqui presentes não poderiam negar.
Adeus, vou à cabeceira dos meus pequenos protegidos.
A hora do sono é a minha hora, e é preciso que visite todas essas lindas pálpebras fechadas.
O bom anjo que vela por elas, sabei-o, não é uma alegoria, mas uma verdade.

É de grande beleza a missão dos espíritos responsáveis por outros espíritos.
Seja pela maturidade que alcançaram ou pelo espírito de serviço e amor ao próximo, recebem essas missões de auxílio.
Para inteirar-se mais pelo assunto, veja em O Livro dos Espíritos as questões 489 a 521.
E mais especificamente na questão 495 para grande reflexão.

Orson Peter Carrara

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Eles vivem

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 28, 2018 10:34 am

por Jane Martins Vilela

No livro Luz Viva, Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, comenta que a mediunidade, colocada a serviço do bem com Jesus, enxuga lágrimas de saudade, diminui as dores, equaciona enfermidades complexas, dirime dúvidas, sustenta a fé, conduzindo à caridade luminosa e libertadora.
Como é bom ter a certeza da imortalidade da alma!
Bendito seja Jesus, que após o martírio e a morte, voltou em Espírito, para demonstrar aos seus seguidores a vida imortal!
Que farol se acendeu na noite tormentosa da Terra quando Allan Kardec fez brilhar a luz do Espiritismo, enviada pelo Cristo aos homens sofredores!

A morte, que tanto temor causa à humanidade, deixa de ser mistério para ser certeza da imortalidade, para um futuro melhor, à medida que as encarnações se sucedem e o Espírito vai galgando degraus de luz.
Milhares de lágrimas foram enxugadas com a mediunidade a serviço do bem e da consolação.
Como nem sempre se tem acesso aos médiuns, o amor de Deus permite que os Espíritos que se amam possam encontrar-se em sonhos.
Dizem os Espíritos, na questão 402 de O Livro dos Espíritos, que a liberdade do Espírito durante o sono pode ser avaliada pelos sonhos.
O Espírito no sono adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, seja deste mundo, seja de outro.
Por efeito do sono, comentam, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos, e é isso o que faz que os Espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar-se entre nós.
O sono é a porta que Deus lhes abriu para o contacto com os seus amigos do céu.
O sonho é a lembrança do que o Espírito viu, durante o sono.
Quantas mães vêem seus filhos queridos já desencarnados no sonho?
Conhecemos muitas delas.
Acordam tão felizes depois de verem os filhos nos sonhos!
Quantos filhos vêem seus pais e têm a certeza de que realmente os abraçaram!
Os relatos são inumeráveis e as pessoas de diversas religiões que nos procuram, independente da crença religiosa, têm a certeza absoluta de que realmente estão encontrando os seus queridos nesse momento.
A morte com sua aflição desmedida do passado está perdendo terreno para a serenidade, na certeza de um futuro reencontro.
Aqueles que se amam se procuram e, como o amor é lei do universo, e por amor Deus criou os seres, um dia todos os Espíritos afinizados e amorosos estarão reunidos.
Há poucos dias, conversando com uma jovem enfermeira, ela nos veio contar que o seu filhinho de três anos tem um “amigo imaginário”, chamado Filipe.
Ela lhe perguntou como é o Filipe, se é do tamanho dele.
Ele lhe disse:
- Não, mamãe, o Filipe é grande!
Descreveu o Filipe, para ela.
Pela descrição, percebeu tratar-se de um irmão desencarnado por acidente, afogado.
Ele se chamava Filipe.
Eles eram muito unidos e ela sempre sonha com ele.
No sonho, tão vívido, comenta ela, ele a chama até pelo apelido que ele usava para ela.
São sonhos nítidos e ela lembra todos os detalhes.
Queria saber se seria possível que o “amigo imaginário” de seu filho fosse ele.
Respondemos que poderia ser sim, se eles eram tão unidos e a morte não acaba com a vida.
Se ele estiver bem e recuperado, pode ser um Espírito amigo, ajudando a cuidar do sobrinho, e, quem sabe, se nos desígnios de Deus ele não haverá de reencarnar-se por ali?
Nada é impossível para Deus e esses “amiguinhos imaginários” costumam sumir quando um irmão mais novo nasce, o que faz com que a maioria dos observadores atentos pense que ele parou de aparecer para a criança porque reencarnou.
A consolação que o Espiritismo dá é muito grande.
Recomendamos à jovem enfermeira, depois de uma longa conversa, a pedido dela, que buscasse O Livro dos Espíritos, particularmente o capítulo sobre o sono e os sonhos.
Ela tem, verdadeiramente, sonhos muito interessantes.
O conhecimento lhe esclarecerá.
Ela ficou muito feliz com o pouco esclarecimento que lhe demos.
Nunca tinha imaginado isso, que seria assim, disse ela.
A vida é uma dádiva e a morte apenas um retornar para a verdadeira vida.
Isso consola.
A certeza de um amanhã junto àqueles que amamos é um reconforto.
Preparemo-nos para a vida real, além da matéria, a cada dia melhorando um pouco mais, crescendo nas virtudes, para que, quando voltarmos, estarmos em paz e podermos abraçar a quem amamos na condição de vencedores na reencarnação que recebemos, por misericórdia divina.

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Amparo dos céus!

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 28, 2018 8:23 pm

por Gebaldo José de Sousa

Nobre amigo pediu-me que redigisse algo para confortar família ligada ao seu e aos corações de sua casa.
Seus amigos experimentam dor em longo calvário vivido com filhos prematuros.
E isso os comove, eis que, solidários, participam dos dias dessa dolorosa provação!
Seguem, pois, breves reflexões que servirão, quem sabe, para confortar outras famílias a vivenciar dores semelhantes.
Com a gentil lembrança, ofereceu-me oportunidade de tecer ligeiras considerações sobre a experiência que também ele e sua família viveram: drama pungente junto a filhos muito amados, submetidos também a prolongados sofrimentos!
Tiveram a grandeza de alma de ampará-los de variadas formas, no sentido de minimizar suas dores!
Afastaram-se das actividades profissionais para dedicar-se, dia e noite, a essas almas muito queridas.
Com extremas renúncias, desenvolveram a capacidade de amar, amadureceram e assimilaram, em pouco tempo, lições preciosas que levamos séculos para compreender.
Confiaram em Deus e em nosso Mestre Jesus, recorrendo à Ciência médica, sem descurar de preces constantes, que os confortaram nesses longos dias!
-.-
Certamente ao ler estas palavras, com humildade dirão que não fizeram nada demais, que apenas cumpriram o dever.
Ah! Se todos cumprissem com tal zelo os próprios deveres!
Aprendemos a admirá-los e a respeitá-los, não só pela dedicação a esses filhos tão frágeis, mas pela confiança na Providência de nosso Pai, que nos conduz a caminhos que nos libertam de erros do passado, nas inúmeras vivências que tivemos.
Ampliaram, pois, sua capacidade de amar e podem, assim, confortar aqueles que sofrem, porque compreendem que o amparo do Alto não nos falta, quando, mesmo em nossa fragilidade, nos dispomos a amenizar dores!
-.-
Filhos gravemente enfermos necessitam de muito amor!
E Deus só os confiam a pais que sabem amar.
Essas sublimes missões lhes ampliarão a compreensão desse nobre sentimento e da vida mesma!
Indispensável não só amá-los, mas expressar esse amor de viva voz, infinitas vezes, associados a gestos de ternura.
Isto é para eles alimento psíquico, que os fortalece na prova a que não podem e não têm como fugir!
E o amor tem o dom de enriquecer não só os corações dos que são amados, mas também os daqueles que amam!
Digam-lhes: Coragem!
Deus está com todos nós e a prova de que Ele os ama é que lhes deu pais para, em nome Dele, amá-los e protegê-los!
Confiemos no Pai de Amor Infinito!
Ele dará coragem e forças a todos os que amenizam dores, para amparar sempre filhos em provas, a nós confiados!
Jesus nos disse que o Pai não põe fardos pesados em ombros frágeis.
Se nos deu a bela tarefa de revelar amor, é porque nos conhece e confia em nós, sabendo-nos capazes de bem cumpri-la!
O amor de Deus criou e sustenta o Universo!
Quando doamos de nós mesmos, mergulhamos nesse mar de Amor que flui da Fonte da Vida e permeia o espaço infinito!
E somos os primeiros beneficiados.
E nossos corações se reconfortam para, de ânimo renovado, confiantes na Divina Providência, nos submetermos humildemente aos desígnios celestes.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 28, 2018 8:23 pm

A partir daí, nunca mais seremos os mesmos:
aprenderemos a valorizar cada minuto e a sermos gratos pelo aprendizado de todos os instantes!
Que o Pai de Amor e Jesus – nosso Mestre – nos amparem e fortaleçam, para essas sagradas tarefas!
Saibamos que o Amor redime e triunfa sempre, eis que a vida a Ele nos conduz!

NOTA: Para encorajar sobretudo mães que passam por dores semelhantes – e às vezes com filhos adoptivos! –, colhemos na Internet belíssimo poema escrito por Dom Ramon Angel Jara (02.08.1852 – 09.03.1917), Bispo de La Serena, Chile, em homenagem ao “Dia das Mães”, num álbum de alguém que o acolheu:

“Retrato de mãe
Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus.
Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo.
Que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude.
Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida.
Quando sábia, assume a simplicidade das crianças.
Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama.
Rica, sabe empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos.
Forte, estremece ao choro de uma criancinha.
Fraca, se revela com a bravura dos leões.
Viva, não lhe sabemos dar valor porque, à sua sombra, todas as dores se apagam.
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum.
Porque eu a vi passar no meu caminho.
Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página.
Eles lhes cobrirão de beijos a fronte.
Digam-lhes que um pobre viajante, em troca da sumptuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe”.

(Tradução de Guilherme de Almeida)

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Lembrando Leopoldo Machado

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 29, 2018 10:36 am

por Celso Martins

Como forma de homenagear a memória de Leopoldo Machado Barbosa, um dos mais destacados vultos do Movimento Espírita em nosso país, registamos algumas das memoráveis ocorrências de sua proveitosa existência, lembrando que ele nasceu em 30 de setembro de 1891 em Cepa Forte, interior da Bahia (actualmente Jandaíra) e desencarnou em Nova Iguaçu (RJ) na noite do dia 22 de agosto de 1957.

1. Leopoldo recebeu, da parte de sua mãe Anna Izabel Machado, orientação católica. Escrevendo, porém, na Revista Internacional de Espiritismo, sob a rubrica “Memórias de um Espírita Baiano”, deu a perceber que ainda menino já questionava os dogmas eclesiásticos.
No dia em que fez a primeira comunhão, na saída da igreja com outras crianças de sua idade vestidas de branco e bem-comportadas, teria dito o Padre:
- “Não fosse sacrilégio, bom seria que vocês todos morressem agora.
Purinhos, limpinhos, iriam logo para o céu”.
Pouco depois, Leopoldo passou a atirar pedras contra umas vacas que pastavam perto da igreja.
Vendo aquela peraltice, o padre o adverte:
“Mas você fazendo esta maldade, menino!
Ainda há pouco estava eu desejando o ingresso de vocês todos no céu...”
Ao que retruca o menino, já arguto:
- “Ora, padre, depois eu me confesso e volto a ficar todo puro, todo limpo e poderei entrar no céu”.
Mal sabia aquele clérigo que no futuro essa mesma criança viria a ser um destemido defensor do Espiritismo!

2. Ainda pequeno, Leopoldo fora acometido de estranha febre.
O médico que o atende sentencia:
“Se escapar, ficará retardado”.
Mas como sequela disso ficou-lhe apenas a leve gagueira.
A moderna Foniatria acena, quanto a isso, para causas genéticas.
O facto é que ele, sempre lúcido, nos legou trinta livros de versos, contos, biografias e relatos de viagens, estes visando à unificação dos espíritas, como o sempre lembrado “A Caravana da Fraternidade” (1952), fruto do histórico “Pacto Áureo” da Federação Espírita Brasileira.

3. Contava Leopoldo Machado dezoito anos (1909) e residia em Salvador (BA) quando seu pai, Eulálio de Souza Barbosa, retorna ao lar do qual estivera ausente durante anos, por razões políticas.
Nasce a 26 de fevereiro do ano seguinte sua irmã Leopoldina.
O pai manifestou insatisfação, pois desejava que viesse um menino.
Todos os filhos anteriores eram do sexo masculino.
Leopoldo assumiu, então, diante do pai, a responsabilidade de cuidar da irmãzinha.
A própria Professora Leopoldina Machado, revelaria anos mais tarde ao Celso Martins que a conheceu em 1960, dela se fazendo amigo até o seu desenlace no ano 2000:
- “Leopoldo me foi mais que irmão.
Foi meu segundo pai”.
Ele teria dito, naquela ocasião, ao progenitor:
- “Pai, se o Senhor não quiser, deixe que eu eduque a criança.
O Senhor andou foragido durante um bom tempo e nem por isso morremos de fome.
Deixe comigo a criação de minha irmãzinha”.
Leopoldo, de facto, cumpriu sua promessa.
Dele herdou Leopoldina a honradez do carácter, o dinamismo, a franqueza e a sinceridade, conforme o Celso Martins pôde de perto comprovar.
Habitualmente e às vezes sem que ninguém soubesse, ela dava auxílios a muitas anciãs viúvas, carentes.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 29, 2018 10:37 am

4. Rapazola, descrente das pregações religiosas, durante uma quadra de sua vida, Leopoldo Machado chegou a ser materialista.
Mas, casado com Marília Barbosa, em 1917, graças ao desvelo desta companheira, fez-se adepto do Espiritismo e mais que isto, tornou-se um de seus maiores defensores na tribuna, no rádio, no livro, assim como nas revistas e jornais do Brasil e do Exterior.
Um facto digno de nota:
Seu terceiro livro “Ideias” (1920), um compêndio de poesias elogiado por renomados escritores, dentre os quais o poeta Amaral Ornellas, enviado a um crítico literário da época, autografado, foi-lhe devolvido com essas ríspidas palavras:
“Quando o Senhor tiver ideias, manda-me um exemplar”.
Consta que o Professor autodidata, marido da Professora formada Marília Barbosa, a isso respondeu com uma de suas sonoras gargalhadas.
Era o jeito Leopoldo de encarar a vida.
Uma curiosidade:
No seu livro “Natal dos Cristãos Novos” – que este velho articulista leu com muito interesse e maior proveito, Leopoldo Machado estampou um soneto ao qual deu o sugestivo título “Destino Sereno e Nobre” onde, deliberadamente, ele não faz aparecer a vogal “a”.

5. Em 1932, o Professor Leopoldo Machado que havia fundado no dia 1º de fevereiro de 1930, em Nova Iguaçu, com apoio da esposa Marília Barbosa, de sua irmã Leopoldina e da cunhada Marília Ferraz de Almeida, o Gymnázio Leopoldo (nome dado em homenagem ao Príncipe Belga, seu xará, futuro Rei Leopoldo III, que visitava o Brasil), deveria proferir palestra na Instituição Espírita Legionárias de Maria, fundada por Sarah Morais e outros – um prédio de dois pavimentos que se localiza na Rua Rio Grande do Sul, 43 – Bairro do Meier (RJ).
Era o aniversário de fundação dessa notável Instituição que manteve por diversos anos a publicação semestral da revista “Vozes do Coração”, a qual era distribuída gratuitamente até para o Exterior.
Nesse dia, ele estava em casa febril.
Marília, a esposa, não permitiu que fosse nem mesmo no carro e sob a assistência de seu amigo Lindolfo – um dos fundadores do Centro Espírita Amor e Justiça, erguido no bucólico bairro de Engenho Pequeno, quase na Estação Ferroviária de Andrade Araújo.
No seu lugar, para lá seguiu Marília. De volta ao lar, altas horas da noite, ela – comovida - recebeu do marido acamado belos sonetos sobre a figura da mulher – mãe, filha, esposa, amiga, irmã.
Com efeito, na poesia foi também gigante o nosso Leopoldo.
Haja vista que entre outras façanhas literárias compôs um interessante poema sobre as dez palavras mais lindas de nosso idioma.
Entre estas: Deus, Paz, Luz, Fé, Mãe...

6. No ano de 1936, Leopoldo Machado comparece gripado e febril ao auditório repleto da S. C. Filhos de Iguaçu. Havia sido desafiado a debater com o padre holandês Jacob Huddleston Slater.
Este falava bem o nosso idioma e era exímio orador eclesiástico.
No desejo de enquadrar a prática espírita como criminosa, o padre trouxera consigo um exemplar do velho Código Civil.
O sempre lembrado letrista da “Canção da Alegria Cristã” propôs que iniciassem o debate – já que se tratava de um debate sobre religião – com a oração do “Pai Nosso”.
Presidiu a “Sensacional Polêmica” (título, aliás, do livro que Leopoldo depois escreveu) o Coronel reformado do Exército e farmacêutico, Sebastião Herculano de Mattos.
Ao fim do longo debate, o velho espírita baiano saiu nos braços do povo que o aplaudiu entusiasticamente.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 29, 2018 10:37 am

7. A professora Leopoldina, irmã de Leopoldo Machado, certa vez disse a este articulista que as únicas brigas que ele e sua dileta esposa, Marília, tinham eram irrelevantes.
Em dias de intensa chuva, por exemplo, contrariando-a, ele insistia em sair usando velho e surrado guarda-chuvas embora tivesse um mais novo em casa.
Em 25 de dezembro de 1940, com diversos familiares e amigos espíritas, Marília Barbosa fundou o “Lar de Jesus” – orfanato destinado a acolher meninas órfãs carentes – o qual funciona até hoje na Rua Professor Leopoldo Machado, 50 - bairro Caonze (K-11), em Nova Iguaçu (RJ).
Essa iniciativa de Marília Barbosa teria sido inspirada no trabalho de Ruth Sant’Anna, outra importante seareira do movimento espírita (autora do livro “Quanto Vale um Ideal”), a qual havia fundado em 11 de outubro de 1938 a “Casa de Lázaro” – renomado Educandário Social de Assistência e Amparo à Criança – situado na Rua Torres Sobrinho, 57 – no Meier (RJ).
Inspirou da mesma forma a criação do “Lar de Maria” em Macaé por iniciativa do Professor Pierre Maciel Ribeiro e a fundação do “Lar de Maria”, na capital do Pará, graças aos esforços do Oli de Castro, coautor da música “Canção da Alegria Cristã” (cuja letra é de Leopoldo Machado).

8. Em meados de 1949, com meus sete anos incompletos, conheci o Padre alemão João Müsch.
Ele dava aulas de religião na Escola Municipal Dr. França Carvalho, perto das ruinas da Igreja de Santo Antônio da Jacutinga, patrono de Nova Iguaçu.
Foi lá que fiz o curso primário.
Certo dia, o Padre João pediu permissão a Leopoldo Machado para dar aulas de catequese no seu colégio (Gymnázio Leopoldo).
O líder espírita respondeu que consentiria uma vez que o clérigo abrisse espaço para o autor de “Catolicismo x Espiritismo” (1937) dar aulas de Doutrina Espírita no Colégio das Irmãs.
Como o Padre não aceitasse essa contraproposta jamais voltou a tocar no assunto.
Vim a saber, através do Léo, (Leopoldo Machado Barbosa de Barros), sobrinho do nosso biografado, que, apesar das divergências, o Padre João e Leopoldo Machado eram amigos e quase todos os domingos almoçavam juntos.
Aí entendi porque melancolicamente dobraram os sinos da Igreja Católica quando passou diante dela, pela Rua Marechal Floriano, o grande cortejo fúnebre que conduzia ao “campo santo” o corpo do inesquecível autor de obras valiosas, como o “Ide e Pregai!” – série de relatos das frequentes viagens que Leopoldo fez pela unificação dos espíritas de nossos vastos brasis.

9. Conta-se que Leopoldo Machado e amigos, durante algum tempo, divulgaram o Espiritismo através de uma emissora de rádio do Rio de Janeiro, então sede do Distrito Federal.
Após o programa espírita entrava no ar o de um pastor evangélico.
Num desses dias, aquele seguidor de Lutero, ao cruzar com Leopoldo nos corredores, em tom de ironia, lhe fez a seguinte provocação:
_ “Eu me converterei imediatamente ao Espiritismo se o Senhor fizer aparecer agora aqui o Espírito de minha falecida mãe”.
O intrépido defensor da Doutrina Espírita respondeu:
- “Meu amigo, eu teria pelo menos três razões para provar ao Senhor que não basta querermos que um Espírito se comunique.
Vou ser breve.
Primeiramente é preciso saber se ele está em condições de fazê-lo, depois, se haveria um médium adequado e com o qual ele tivesse afinidade e, por último, restaria saber se ele, o Espírito, quer essa comunicação.
Se o Senhor não respeita a sua mãezinha, saiba que ela tem todo o meu respeito.
Saiba, por fim, que o Espiritismo nada teria a ganhar ou perder com sua adesão. Passe bem!”

10. Certa ocasião, Leopoldo Machado voltava do Orfanato Lar de Jesus, fundado por Marília Barbosa, no natal de 1940 e localizado no bairro iguaçuano Caonze (K-11).
Um padre se aproxima (não se sabe se o teria reconhecido) e pede-lhe auxílio financeiro para a construção de uma igreja naquele bairro.
De imediato, Leopoldo abre a carteira e concede algum dinheiro.
Todavia, assim que o padre se afasta, um dos amigos que estavam com ele o censura dizendo que aquele religioso iria depois atacar os espíritas.
O esclarecido autor do livro “Espiritismo e Cientismo” (editado em Lisboa, Portugal) replica, com altivez:
- “Caso me pedissem auxílio para fundar um casino, um bordel ou botequim no bairro, claro que não ajudaria.
Mas, em se tratando de uma casa religiosa, estarei sempre pronto a apoiar.
Trará progresso para a comunidade.
E se ele usar o púlpito para atacar o Espiritismo, eu serei o primeiro a defendê-lo em nossas tribunas”.

Sergio de Sersank colaborou na revisão com pequenos acréscimos e revisão do texto.

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O Espiritismo responde

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 29, 2018 8:16 pm

por Astolfo O. de Oliveira Filho

Recebemos do leitor Welton de Castro a mensagem abaixo:
Assisti a uma palestra em que o orador afirmou que a Terra é considerada no Espiritismo como um mundo de provas e expiações. Quanto ao nível evolutivo dos habitantes da Terra existe alguma informação confiável?
De facto, na classificação dos diferentes mundos que circulam no espaço, a Terra ainda se encontra, conforme o ensino espírita, entre os chamados mundos de expiação e provas.
Quanto ao grau evolutivo dos seus habitantes há, sim, em inúmeras obras espíritas informações que reputamos confiáveis.
A primeira está publicada no livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, em que lemos no cap. III uma mensagem assinada pelo Espírito de Santo Agostinho, da qual reproduzimos o trecho abaixo:
(...) nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação.
As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados.
Vêm depois as raças semi-civilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso.
São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já estiveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons.
Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram.
Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes.
Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida.
É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, item 14.)
À vista da mensagem transcrita, concluímos que a Terra abriga Espíritos em diferentes níveis evolutivos:
alguns se encontram em estágio inicial de evolução, ao lado de Espíritos que o autor chama de semi-civilizados e, por fim, de Espíritos endividados, em expiação, facto que indica claramente que são seres ainda atrasados em processo de regeneração.
Há 47 anos, no livro Vida e Sexo, obra escrita em 1970, Emmanuel disse que há no planeta um grupo numeroso de homens e mulheres psiquicamente não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos.
Essa informação é coincidente com duas outras, firmadas por autores diferentes.
Na obra Libertação, publicada em 1949, André Luiz também se referiu ao tema.
No cap. VI dessa obra, Gúbio disse e André registou que a determinadas horas da noite, três quartos da população da Crosta se acham nas zonas de contacto com os Espíritos e a maior percentagem permanecia detida em círculos de baixas vibrações, como aquele em que ambos estavam, uma região que o autor classifica como trevosa.
"Por aqui – disse Gúbio – muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne.
Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho activo e constante dos Espíritos protectores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas.”
Em 1948, ano em que escreveu o livro Voltei, obra psicografada por Chico Xavier, disse Frederico Figner (verdadeiro nome de Irmão Jacob, autor do livro) que dos dois biliões de encarnados que viviam então no planeta mais da metade era constituída por Espíritos semi-civilizados ou bárbaros e que as pessoas aptas à espiritualidade superior não passavam de 30% da população global, distribuída pelos diferentes continentes.
Verifica-se, pois, à vista das informações acima, que nosso planeta é um mundo ainda muito atrasado e distante da perfeição, o que explica as guerras constantes, os conflitos étnicos, a violência, a corrupção, o racismo e todo tipo de preconceito que deparamos na sociedade contemporânea, tanto nos países ricos como nos países pobres.

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UM DIA TODOS NOS REUNIREMOS DO OUTRO LADO.

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 30, 2018 10:51 am

Em que se transforma a alma no instante da morte?
— Volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos que ela havia deixado temporariamente.
A alma conserva a sua individualidade após a morte?
— Sim, não a perde jamais.
O que seria ela se não a conservasse?
Como a alma constata a sua individualidade, se não tem mais o corpo material?
— Tem um fluido que lhe é próprio, que tira da atmosfera do seu planeta e que representa a aparência da sua última encarnação: seu períspirito.
A alma não leva nada deste mundo?
— Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor.
Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego que tenha dado à vida.
Quanto mais pura para ela for, mais compreenderá a futilidade daquilo que deixou na Terra.
Que pensar de que a opinião de que a alma, após a morte, retorna ao todo universal?
— O conjunto dos Espíritos não constitui um todo?
Quando está numa assembleia, fazes parte da mesma e, não obstante, conservas a tua individualidade.
Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?
— Não tendes esta prova pelas comunicações que obtendes?
Se não estiverdes cegos, vereis; e se não estiverdes surdos, ouvireis; pois frequentemente uma voz vos fala e vos revela a existência de um ser que está ao vosso redor.
Os que pensam que a alma, com a morte, volta ao todo universal, estarão errados, se por isso entendem que ela perde a sua individualidade, como uma gota d’água que caísse do oceano. Estarão certos, entretanto, se entenderem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos de cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem no todo, não teriam senão as qualidades do conjunto, e nada as distinguiria entre si; não teriam inteligência nem qualidades próprias.
Entretanto, em todas as comunicações elas revelam a consciência do eu e uma vontade distinta.
A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a consequência da sua individualização.
Se não houvesse, após a morte, se não o que se chama o Grande Todo, absorvendo todas as individualidades, esse todo seria homogéneo e, então, as comunicações recebidas do mundo invisível seriam todas idênticas.
Desde que encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados, e de que os há de todos os caracteres:
alegres e tristes, levianos e sérios etc., é evidente que se trata de seres distintos.
A individualização ainda se evidencia quando esses seres provam a sua identidade através de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena e que podem ser contestados; ela não pode ser posta em dúvida, quando eles se manifestam por meio de aparições.
A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente, e de certa maneira material.
Em que sentido se deve entender a vida eterna?
— É a vida do Espírito que é eterna; a do corpo é transitória, passageira.
Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.
Não seria mais exacto chamar a vida eterna a dos Espíritos puros, que, tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas a sofrer?
— Essa é a felicidade eterna.
Mas tudo isto é uma questão de palavras:
chamais as coisas como quiserdes, desde que vos entendais.

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A trajectória do Cristianismo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 30, 2018 7:54 pm

A força e a influência do Cristianismo primitivo foram consequências dos ensinos e dos exemplos de Jesus, manifestados através da caridade, da fraternidade e do amor.
Há muito o espírito do Mestre parece ter-se ausentado da religião que domina há vinte séculos um reino que é deste mundo e não mais um sonho superior e divino.
Jesus limitava-se a orar nos sítios solitários e a meditar nos templos naturais que têm por colunas as montanhas e por cúpula a abóbada celeste, de onde o pensamento se eleva facilmente ao Criador.
Agora, de há muito, a simplicidade natural foi substituída pelo fausto, pelos cânones e pelas encíclicas.
O Mestre jamais pretendeu dominar os reis e os poderosos, mas vivenciar, neste mundo, a humildade e o amor, exemplificando entre os homens o que ensinava.
Por força das leis divinas, tanto as almas encarnadas quanto os Espíritos livres, todos têm vida eterna e se aproximam de Deus, o Criador, na medida da evolução e progresso alcançados.
O Cristo, na sua passagem pela Terra, nada deixou escrito.
Naturalmente houve importantes motivos para que assim procedesse.
Seus ensinos foram sempre verbais, em todos os lugares por onde transitou.
Durante cerca de meio século, após a tragédia do Calvário, continuava a tradição cristã oral e viva, pregada pelos apóstolos, homens simples, com poucos conhecimentos, mas assistidos e iluminados pelo Mestre amado.
As primeiras narrações escritas só aparecem dos anos 60 aos 80, sendo a primeira a de Marcos, seguida das de Mateus e Lucas, todas constituídas de trechos fragmentários, em língua hebraica, nas quais houve sucessivos acréscimos, como no Evangelho de Lucas, que se tornou definitivo no fim do século I, entre os anos 80 e 98.
Já o Evangelho de João, que emigrara para a cidade de Éfeso, só apareceu entre os anos 98 e 110, com estrutura diferente dos três anteriores, denominados sinópticos, no qual, além da língua grega, percebe-se a influência da filosofia de Sócrates e Platão.
Os quatro Evangelhos citados foram os únicos reconhecidos pela Igreja Católica, mas um maior número de outros, cerca de vinte, vieram à luz.
O Cristianismo primitivo, baseado nos ensinos e exemplos de Jesus, e seguido pelos apóstolos em todo o século I, a partir dos séculos II, III e IV, foi-se alterando de tal maneira que se afastou de suas formas primitivas, ensinadas e exemplificadas pelo Cristo aos seus apóstolos e discípulos.
Durante os 300 anos após o primeiro século, a tradição cristã não mais permaneceu a mesma, afastando-se cada vez mais dos seus fundamentos e práticas do tempo de Jesus e de seus discípulos.
Com o Evangelho de João a crença cristã evolui, ao substituir a ideia de um homem honrado, que se tornou divino, pela certeza de que um ser divino se apresenta como um homem.
Depois da proclamação da divindade do Cristo, no século IV, e da introdução no sistema eclesiástico do dogma da Trindade, no século VII, diversas passagens do Novo Testamento foram modificadas, para que exprimissem a concordância com os novos acréscimos (ver João, 1:5 e 7).
Existem manuscritos,“na Biblioteca Nacional, na de Santa Genoveva, e na do mosteiro de Saint- Gall”, em que o dogma da Trindade está acrescentado à margem e, mais tarde, foi intercalado no texto. (Cristianismo e Espiritismo, León Denis. Nota complementar n. 3, Ed. FEB.)
Outro fato de grande importância, ocorrido no ano 325, foi a aliança dos cristãos com constantino, pretendente ao trono imperial romano, em disputa com outro candidato.
Vencida a disputa, Constantino prestigiou os aliados cristãos, que se deixaram iludir pelo poder temporal, passando de perseguidos a perseguidores, em diversas situações.
Santo Hilário, Santo Agostinho, São Jerónimo e outros luminares da Igreja afirmavam que os Evangelhos, além da letra, encerram um sentido oculto, que era preciso descobrir, para dar-lhe a interpretação espiritual.
Infelizmente a advertência não foi considerada.
A letra e o cerimonial acabaram prevalecendo sobre o essencial.
O objectivo de Jesus, ao pregar às criaturas simples “o Evangelho do Reino dos Céus”, era pôr ao alcance de todos, apesar da dificuldade de entendimento de seus ouvintes, o conhecimento de Deus, como Pai, cuja voz se fazia ouvir na consciência de todos, e a imortalidade da alma.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 30, 2018 7:55 pm

Entretanto, esses ensinos básicos, transmitidos verbalmente nos primeiros tempos do Cristianismo, foram alterados posteriormente, sob a influência de outras correntes, que agitavam o mundo cristão, e espalhados por todo o Império Romano.
Para terminar com as discussões sobre a natureza de Jesus, em diversos concílios, São Jerónimo recebeu, em 384, a missão de redigir uma tradução latina do Velho e do Novo Testamento.
Essa tradução, denominada Vulgata, tornou-se ortodoxa como norma das doutrinas da Igreja.
Entretanto, essa tradução oficial, que deveria ser definitiva, foi retocada e modificada em várias épocas, por determinação dos pontífices.
Antes da Vulgata, latina, existia a versão grega das Escrituras, denominada Septuaginta.
O pensamento do Cristo subsiste nos Evangelhos, nos textos sagrados, apesar de mesclados com elementos e opiniões introduzidos, através dos séculos, por vários concílios da Igreja, visando a predominância de seus conceitos.
Com a Nova Revelação, o Consolador prometido e enviado aos homens pelo Cristo, que sabia das confusões que ocorreriam sobre seus ensinos, tornou-se muito mais fácil escoimar-se a Doutrina do Mestre das obscuridades que a envolveram no decorrer dos séculos.
O Consolador, o Espiritismo, traz de volta o Cristianismo primitivo, com o acréscimo do conhecimento de coisas novas, como a doutrina das reencarnações, a vida neste mundo e sua continuação nas esferas espirituais.
O ideal do Reino de Deus e de sua Justiça, cultivado pelos primeiros cristãos, induzidos pelos ensinos de Jesus, foi mais tarde substituído pelas profecias do fim do mundo e do juízo final, tomados ao pé da letra, levando muitos crentes a acreditarem na salvação individual mediante vantagens materiais oferecidas às organizações religiosas.
Essa e várias outras práticas instigadas aos cristãos deram motivo à discordância de muitos, inclusive levando Martinho Lutero a formular os motivos que deram origem à Reforma.
Diz Emmanuel em A Caminho da Luz que [...] Os postulados de Lutero constituíram, antes de tudo,modalidade de combate aos absurdos romanos, sem representarem o caminho ideal para as verdades religiosas.
Ao extremismo do abuso, respondia com o extremismo da intolerância, prejudicando a sua própria doutrina.
Mas o seu esforço se coroou de notável importância para os caminhos do porvir.1
A verdadeira doutrina do Cristo acha-se enunciada nos Evangelhos, no seu todo, mas não em partes que possam contrapor-se por interpretações isoladas.
O essencial é a compreensão de que Deus é o Criador universal, o Pai, como o definia Jesus.
A vida é eterna para todos os Espíritos, permitindo o Pai, a cada um, realizar em si mesmo o “Reino de Deus”, ou seja a perfeição, pelo desprendimento dos bens materiais, pelo amor a Deus sobre todas as coisas e pelo amor ao próximo como a si mesmo, com o perdão das ofensas.
O Sermão da Montanha resume os ensinos de Jesus de modo simples, mas em traços indeléveis.
Nele a lei moral é expressa de forma admirável, para que os homens aprendam a elevar-se moralmente pelas virtudes humildes:
Bem-aventurados os pobres de espírito (isto é, os Espíritos simples e rectos), porque deles é o Reino dos Céus.
– Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
– Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
– Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
– Bem- aventurados os limpos de coração, porque esses verão a Deus. (Mateus, 5:1 a 12; Lucas, 6:20 a 25.)2

1 XAVIER, Francisco C. A caminho da luz.
item Renascença religiosa, p. 211.
2 DENIS, Léon. Cristianismo e espiritismo.

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

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