ARTIGOS DIVERSOS I

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 7:58 pm

Pensamentos, emoções, palavras e actos formarão o conjunto de créditos ou débitos que determinarão o local mais justo e merecido a cada um de nós após o abandono do corpo físico.
Enquanto uns permanecerão extraviados, perturbados e perturbando por aqui, outros já serão contemplados com atenções especiais que auxiliarão a se recuperar rapidamente da transição readaptando-se à nova ordem de coisas.
Outros mais irão talvez directamente até para ambientes mais purificados, enquanto para muitos o destino será as zonas umbralinas, onde experimentarão sofrimentos atrozes, decorrentes do seu livre-arbítrio e em completo desrespeito às leis divinas.

2UMBRAL
Uma curiosidade comum dos seres humanos, ao menos para os que acreditam haver vida após a morte, é saber aonde vamos quando o desencarne físico ocorre.
Há correntes de pensamentos que entendem que a alma, uma vez desligada do corpo, mergulha num todo que seria o próprio Ser ou corpo divino; uma gota de água absorvida pelo oceano com perda da consciência e, consequentemente, da individualidade.
Outras admitem que tal alma encontre diante de si três possibilidades:
o céu ou paraíso para “eleitos” ou “salvos”, o inferno para os grandes pecadores, ambas as situações em carácter definitivo, ou o purgatório, estado transitório, de onde, após algum tempo de grandes aflições, poderá obter também a salvação.
O Espiritismo não admite penas ou gozos eternos.
A respeito tecemos diversos comentários no tópico “Reencarnação”, o qual recomendamos seja consultado.
O Umbral talvez guarde paralelo com o Tártaro pagão e o Inferno cristão, com a diferença de que seus habitantes não permanecem ali eternamente.
A verdade é que, justamente por esta razão, estaria mais associado à ideia do Purgatório, pois que este, como frisamos, seria a única região provisória da alma depois da experiência carnal.
O Umbral é constituído por regiões espirituais de grandes sofrimentos para onde seguem os Espíritos que desencarnaram com pesado endividamento moral, consumado aqui na Terra.
Muito próximas à crosta planetária e mesmo em furnas abaixo de sua superfície, essas regiões são muito bem descritas pelo autor espiritual André Luiz, onde ele próprio ficou por oito anos e descreveu a experiência através da psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Tal destino decretado pelo mau uso do livre-arbítrio individual, não constitui propriamente um castigo divino, mas uma consequência natural dos actos praticados que infringiram as leis de Deus.
A permanência nesses ambientes está condicionada ao número de faltas, sua gravidade e a dureza de coração, que retarda o toque Arrependimento, impedindo o auxílio sempre disponível dos socorristas espirituais.
No momento que voltam seu olhar humilde para Deus, reconhecem os erros e manifestam o desejo sincero de reparação, o Pai permite que os bons Espíritos os retirem de lá, conduzindo-os para colónias espirituais onde recebem os tratamentos necessários, inclusive o refazimento perispiritual e mental a primeira etapa e os estágios preparatórios à sua próxima encarnação em etapas subsequentes.
Ao desencarnar, o Espírito ou alma será atraído automaticamente para regiões espirituais cuja frequência vibracional lhe corresponda.
E isto ocorre em função da densidade de seu perispírito que, por sua vez, carrega em si todas as impressões causadas, positivas ou desequilibradas, pelos actos praticados na sua última existência.
Muitas vezes, o Espírito, por ignorar completamente a nova situação de desencarnado e impossibilitado de desligar-se de imediato do mundo material, permanece perambulando, semiconsciente, pelo antigo lar, pelas ruas, pelo cemitério.
De outras, a permanência nas faixas mais próximas da Terra decorre de decisão pessoal motivada por projectos de perseguição e vingança, quando milhares deles, atrasados moralmente, renteiam connosco em todos os lugares, interferem em nossos pensamentos e demais actividades, imiscuindo-se em tudo.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 7:58 pm

Verdade que dentre essa numerosa população de desencarnados há aqueles que se envolvem connosco com fins de auxílio e protecção.
“Descem” de planos mais elevados em tarefas normais ou missionárias, pois que o mundo espiritual não é feito de ociosidade, mesmo para os mais evoluídos, o que lhes seria um tormento.
Continuam actuantes por necessidade de aperfeiçoamento e para cumprir com o dever de colaborar com a obra de Deus.
Muitos Espíritos, após desencarnar, são conduzidos directamente para locais mais salutares, como as colónias, e a seguir encaminhados a hospitais para recuperação dos reflexos condicionados de enfermidades que lhes vitimaram os corpos físicos, ou apenas para um certo tempo de repouso.
Outros passam a integrar grupos de readaptação e depois, instruídos, e sempre por força do mérito pessoal e respeitando-se seu livre-arbítrio, a iniciar estudos e, seja ou quando capacitados, a colaborar nos serviços da colónia ou fora dela.
Uma das actividades que sabemos ocorrer no exterior das colónias, além do socorro a encarnados, é a actuação junto a Espíritos que habitam as chamadas zonas umbralinas.
Grandes criminosos, agentes fomentadores de sofrimentos individuais e colectivos, seres que devotaram a existência, às vezes, várias delas e sistematicamente, a práticas hediondas, suicidas, avarentos insaciáveis, sexólatras, abusadores do poder, enfim, todos aqueles que, desrespeitando as leis divinas do amor, da caridade e do perdão, perderam-se no labirinto trágico das paixões dissolventes e ali se reúnem por afinidade.
As descrições que os autores espirituais e mesmo médiuns em desdobramento perispiritual fazem desses locais são aterradoras.
O sofrimento ali é atroz e durará até que uma réstia de luz regeneradora consiga penetrar aquelas almas mortificadas. Um dos quadros mais pungentes ali presenciados é a visão das vítimas da sanha assassina ou do momento do próprio aniquilamento pelo acto tresloucado do suicídio.
Fome, frio, escuridão, odores fétidos, matérias viscosas e repugnantes são as sensações que, para os habitantes dali, parecem de carácter físico e absolutamente reais, além das dores morais da desesperança, do suplício de julgar que ficarão ali para sempre.
Por isso que, sob este ponto de vista, reafirmamos a semelhança do Umbral com o Inferno cristão.
Enquanto o arrependimento não bater à porta do coração, Deus permite que eles acreditem na eternidade da pena para que, sofridos e vergados em seu orgulho, admitam um poder superior e busquem, pelo auxílio da oração, uma oportunidade de recomeçar, reparar e reconstruir.
São clássicas as descrições de André Luiz sobre as expedições movidas por Espíritos tarefeiros do Bem até essas regiões densas, magneticamente perigosas e de sofrimentos lancinantes, onde milhares de irmãos nossos expiam suas insanidades e, vencidos, rogam ao Pai um acto de piedade.
E como Ele, ao ditado evangélico, não quer que nenhuma de suas ovelhas se perca, permite aos socorristas resgatá-los à medida que demonstrem chance e desejo sincero de recuperação.
São conduzidos, em geral, para as próprias colónias e ali submetidos a demorados tratamentos, até que um dia as circunstâncias íntimas e enquadradas no plano colectivo, permitam que sejam encaminhados para uma nova reencarnação, durante a qual poderão colocar em prática os propósitos renovadores do Bem, expiando ainda na forja da vida carnal os males praticados anteriormente, corrigindo rotas, desatando elos de discórdias, liberando as algemas de ódios seculares e enfrentando provas que, se bem-sucedidas, lhes proporcionarão dias mais venturosos no futuro.

3PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS
Seguiremos uma certa cronologia para efeito comparativo, recordando desde agora que a pluralidade dos mundos habitados é um dos princípios básicos do Espiritismo e, por consequência, embora não se firme em dogma pelo fato de que ele, o Espiritismo, se caracteriza exactamente por ausência de pontos de fé impostos e indiscutíveis, constitui um dos pilares do edifício kardequiano, sem o qual, como ocorreria caso lhe fosse subtraída a crença em Deus, a sobrevivência da alma, a mediunidade ou a reencarnação, simplesmente deixaríamos de tratar dele, para especularmos filosoficamente sobre um conjunto de idéias incompleto, indefinido, sem identificação.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 7:59 pm

Aliás, a existência de vida em outros mundos é o único dos cinco princípios citados que ainda não conta com o respaldo científico, como seria desejável, visto que a Doutrina Espírita está alicerçada em três pilares fundamentais: ciência, filosofia e religião.
Os demais preenchem todos os requisitos.
Quanto à existência de seres em outros planetas, a lógica filosófica nos obriga a aceitar tal evidência.
Do ponto de vista religioso, Jesus fala-nos em muitas moradas na casa do Pai e a Ciência não comprovou até o momento, mas já adivinha.
Pesquisas importantes têm recebido pesados investimentos de países como Estados Unidos para verificar se, de facto, o homem não está só no cosmo.
E quando chegar o dia oportuno, quer pela conveniência da descoberta, quer pelo desenvolvimento tecnológico humano, tal se dará para que cresça o nosso respeito para com o Supremo Criador.
Estará sendo desferido o golpe final contra o materialismo mecanicista, em sua constrangedora insensatez, curando o homem da soberba que o faz preferir a admissão do acaso como responsável pela génese do infinito, visto que não pode reivindicar para si esta autoria.
Cabe lembrar que, diante dos triliões de astros já detectados pelo homem, distribuídos em 120 biliões de galáxias, ante a verificação exploratória de vida extraterrestre, mal estamos esticando o pescoço por sobre o muro do quintal do vizinho.
Em O Livro dos Espíritos, questões 55 a 58, as entidades do plano espiritual superior informam que todos os globos que circulam no espaço são habitados, não possuem idêntica constituição física e, naturalmente, nem seus habitantes.
Ao falarem acerca dos Espíritos que estão na erraticidade e da existência de mundos transitórios, na questão 234, explicam que estes servem como lugares de repouso para serem habitados temporariamente por aqueles que estão desencarnados há muito tempo, o que lhes é algo penoso.
Sabemos que quando o Espírito desencarna, deixando o corpo físico no túmulo, segue-se um período mais ou menos longo até que volte a reencarnar.
Pode levar meses ou poucos anos, até vários séculos.
Isto basicamente por duas razões:
a) oportunidade – há seis biliões de encarnados para aproximadamente 20 biliões de desencarnados, só dos vinculados ao planeta Terra, aguardando nova chance de retornar e retomar a sua caminhada evolutiva;
b) suas próprias particularidades não recomendam, não permitem ou não é de seu desejo a reencarnação senão num determinado momento.
Nas questões subsequentes, os Espíritos complementam dizendo, em resumo, que:
1- nestes mundos, os Espíritos não ficam fixados; são como aves de arribação;
2- mesmo estando ali, progridem;
3- tais mundos não servirão eternamente à esta finalidade;
4- sua superfície é estéril – também em carácter passageiro – e não comportam seres corpóreos (note-se a diferença: não há seres como nós, encarnados, mas não deixam de ser habitados);
5- surpresa: a Terra já foi um deles durante a sua formação.
Segue-se meia página de comentários de Allan Kardec.
Outra referência fundamental sobre este assunto está no capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado com a assertiva do Cristo de que “na casa de meu Pai há muitas moradas”.
Ali, entre outros apontamentos, a de que há cinco tipos:
mundos primitivos, de expiação e provas, de regeneração, os felizes e os celestes ou divinos.
Infere-se desta classificação que o grau de materialidade diminui à medida que se caminha dos primeiros para os últimos.
Nos chamados de regeneração ainda prevalece a existência de corpos densos, enquanto, a partir dos felizes, o conceito de matéria muda.
O corpo nada tem da materialidade terrestre… a leveza específica dos corpos… a pouca resistência que a matéria oferece… a morte não tem os horrores da decomposição… não estando a alma encerrada na matéria compacta… são evidências de que seus habitantes não possuem mais corpos carnais como os nossos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 8:00 pm

Quanto aos mundos celestiais, cada um é uma “… morada dos Espíritos depurados… “.
Logo, é diferente da noção de termos os Espíritos vagando pelo espaço e mesmo de se fixarem em colónias espirituais como “Nosso Lar”, descrita pelo Espírito André Luiz.
Não se trata de cidades etéreas habitadas por Espíritos sem corpo físico, mas de mundos concretos, sólidos.
Na Revista Espírita, fundada em 1858 por Kardec, logo no seu terceiro número, referente ao mês de março, o Codificador analisa não só a possibilidade, mas sobre o tipo de vida que se poderia esperar encontrar em outros astros.
Diz que, segundo informações dos Espíritos, do nosso sistema solar, a Terra seria o segundo mais atrasado, apenas superando Marte, quanto ao grau evolutivo de seus habitantes que, neste último, seriam compostos predominantemente por Espíritos classificados na 9ª classe da Escala Espírita.
A seguir viriam Mercúrio e Saturno.
A Lua satélite natural da Terra, e Vénus se equivaleriam e Úrano e Neptuno, os mais adiantados, culminando com Júpiter, o superior de todos.
Inúmeros detalhes são fornecidos a respeito deste último, como a duração de 500 anos para cada encarnação, infância de poucos meses, ausência de enfermidades e alimentação compatível com a “formação do corpo mais ou menos a mesma que aqui, mas menos material e menos denso e de um peso específico muito pequeno”.
Quanto ao aspecto intelecto-moral, informam que são Espíritos bons, com vida social regida pela justiça e bondade, comunicação pelo pensamento, sem exclusão da linguagem articulada, presença permanente da dupla-vista ou clarividência e de animais com corpos mais semelhantes aos dos terráqueos, porém mais desenvolvidos, aponto de auxiliarem os homens de lá nos trabalhos manuais, pois os daqueles são inteiramente intelectuais.
Tais informações foram transmitidas, entre outros, por um Espírito que dizia habitar Júpiter.
Seu nome, quando na Terra, era Bernard Palissy, célebre oleiro do século VI.
Reportou-se à vida de sua pátria sideral através de notáveis desenhos recebidos mediunicamente por Victorien Sardou, um jovem literato do convívio de Kardec.
Em mundos superiores a Júpiter, o envoltório etéreo (corpo) nada mais tem das propriedades conhecidas da matéria.
Complementando a respeito, no capítulo referido de O Evangelho Segundo o Espiritismo (“resumo do ensinamento de todos os Espíritos Superiores”), observação de Kardec, afirma-se que a humanidade não é constituída só pelos encarnados e desencarnados que habitam a Terra, mas por todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo.
A forma é sempre a humana.
Nos mundos superiores eles deslizam pela superfície ou planam no ar; a infância é curta ou nula; a longevidade proporcional ao adiantamento do mundo.
Não há paixões nem sofrimentos.
Nos mundos de regeneração, há provas, mas não expiações; o corpo é de carne; há sensações e desejos, mas não ódio, inveja e orgulho.
Não há felicidade completa, entretanto ela já pode ser vislumbrada, tem-se a “aurora” da mesma.
Contudo, mesmo dali, pode-se recair aos mundos expiatórios.
É o que sucedeu com as ondas migratórias de Capela e parecido com o que poderá ou já está ocorrendo aqui na Terra.
Para não omitirmos algo que faz parte da questão, a despeito da situação evolutiva colocada pelos Espíritos em relação ao planeta Mercúrio, encontramos uma comunicação do Espírito General Hoche, na qual ele informa que se prepara para reencarnar naquele planeta e descreve-o como inferior à Terra, com seus habitantes mais materiais que nós.
Isto evidentemente contradiz o dito anteriormente.
Sobre comunicações mediúnicas, mencionamos uma do Espírito Maria João de Deus, mãe do médium Chico Xavier e pela sua psicografia, que, em 1935, informava ser Marte mais adiantado que o nosso planeta, física e moralmente.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 8:00 pm

Quatro anos depois, o Espírito Humberto de Campos, ainda pelo médium mineiro, parece confirmar as informações precedentes.
“… os homens de Marte… uma aura de profunda tranquilidade os envolve… não conhecem guerras…”.
A propósito, lembramos o alerta do filósofo espírita Herculano Pires e um dos tradutores das Obras da Codificação, em relação ao posicionamento de Kardec quanto ao tema.
As comunicações mediúnicas sobre a vida em outros mundos sempre foram tratadas com reserva por ele, pelo facto de não poderem ser comprovadas na época.
“Só ao futuro cabe confirmá-las ou não”, afirmava o mestre lionês.
Como bem ele observou, os Espíritos falam do que sabem e nem todos sabem tudo; aliás, bem poucos.
Por enquanto, poderíamos dizer que as coisas pouco mudaram.
A Ciência oficial, apesar de todos os esforços, investimentos em aparelhagens sofisticadas e incursões de naves pelo espaço e até alcançando a atmosfera e superfície de um outro planeta, ainda não detectou vida fora da Terra.
Talvez porque os cientistas estejam à procura do tipo errado de vida; talvez porque, por não estarem capacitados de ir mais longe, estejam procurando no lugar errado.
Para encerrar, atentemos para o seguinte.
A sonda Galileu lançada em outubro de 1989 pela NASA, sobrevoou a Terra e a Lua no dia 08/12/90.
Esta foi a primeira vez que o nosso planeta foi visto do espaço, utilizando-se dos mesmos métodos para pesquisa de vida em outros mundos e o resultado foi que, afora a presença de uma grande concentração de oxigénio, nenhum tipo de vida foi detectado.
Agora as declarações de dois cientistas.
O primeiro, o físico Nikolaj Kardashev.
Para ele, há três tipos de civilizações distribuídas no Universo.
As mais adiantadas fixadas nos centros das galáxias; algumas em regiões intermediárias e as como a nossa, nas periferias.
“Considero – diz ele – que os seres vivos e inteligentes, após determinado nível de desenvolvimento, devem modificar-se.
Ao atingir o ponto máximo desse desenvolvimento, prescindem de corpo.
Os seres são simplesmente fluxo s energéticos privados de massa”.
Não é uma confirmação do que ensinam os Espíritos?
O segundo cientista é Sergiej Petrovich, a respeito da possibilidade da vida justamente em Júpiter.
“Nós dependemos de oxigénio e água que produz anidro carbónico.
Outros seres poderiam beber amoníaco (quase tão bom solvente biológico como a água), respirar azoto e devolver cianeto de hidrogénio.
A atmosfera jupiteriana contém metano, amoníaco e hidrogénio em grandes quantidades”.
Como se vê, com 120 biliões de galáxias, cada uma delas com cerca de 100 biliões de estrelas e 150 planetas descobertos fora do nosso sistema solar, só de 1995 para cá, a perspectiva de encontrarmos vizinhos siderais, conforme as afirmativas categóricas dos Espíritos Superiores é bastante alvissareira.
Aliás, os cientistas calculam em 4.000 o número de planetas existentes de condições semelhantes às da Terra, inclusive com satélites.
Repetimos que este é o único dos cinco princípios básicos da Doutrina Espírita que aguarda a chancela da ciência oficial.

Wilson Czerski

§.§.§- Ave sem Ninho
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ESPÍRITOS PRESOS À TERRA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 24, 2016 7:14 pm

Pode uma alma, após a morte, permanecer presa à Terra?
Sim, pode. Isso acontece muitas vezes.
As almas presas à Terra são pessoas que, após a morte, não conseguiram desligar-se dos seus corpos físicos e da vida que levavam.
Eles permanecem envolvidos pelo magnetismo terrestre, presos ao nível da crosta planetária, e não conseguem se desprender do apego à existência que já se encerrou.
Geralmente eles acreditam ainda estar vivos, e não entendem por que as pessoas não falam mais com eles.
Essas almas possuem um acesso bem fácil aos encarnados, e podem mesmo se ligar psiquicamente a eles.
Com isso, eles atrasam sua entrada nos planos mais subtis e permanecem em estado de perturbação e sofrimento.
O médium mineiro Francisco Cândido Xavier diz o seguinte:
Quando o corpo é reclamado pelo sepulcro, o espírito volta à pátria de origem, e, como a natureza não dá saltos, as almas que alimentam aspirações puramente terrestres continuam no ambiente do mundo, embora sem o revestimento do corpo carnal.
É possível a alma evoluir nesse estado de prisão?
A evolução encontra-se em todos os estados e condições, mas pode-se dizer que ela é insignificante quando a alma está presa à Terra.
O ser desencarnado atrasa muito seu desenvolvimento espiritual, fica quase que estagnado; é como se ele ficasse congelado ou cristalizado dentro dos parâmetros de mente e comportamento.
Nesse sentido, eles tendem a repetir estereotipadamente os padrões da última personalidade e também do momento da transição.
Por exemplo, um rapaz morre num acidente de carro e fica chamando pelos seus pais.
Ele pode ficar invocando a presença dos pais por períodos bem longos, sem perceber que sofreu um acidente e não possui mais corpo físico.
Também contribui consideravelmente para a prisão no plano da Terra uma morte rápida e trágica.
A alma não tem tempo de perceber o que ocorreu e pode ficar confusa com o impacto da súbita transição.
O que uma alma faz quando fica presa à Terra?
Algumas vezes ela tenta realizar as mesmas actividades de quando estava encarnada; outras vezes fica próxima de parentes e amigos, tentando um contacto.
Em outras situações, como já dissemos, ela fica repetindo os mesmos padrões de acção e comportamento de sua última existência.
Em casos não tão raros, ela fica perambulando por locais que lhe foram familiares em vida ou peregrina por locais desconhecidos.
Quando isso ocorre, na maioria das vezes ela acaba se conectando com um encarnado, e participa de seus prazeres e de sua vida.
Sem que o encarnado se dê conta, ela pode guiar seus pensamentos, desejos e até as principais escolhas de sua vida.
Porém, o mais grave é a vampirização de energias vitais que se processa nessa conexão psíquica entre ambos.
A alma presa à Terra necessita da vitalidade de pessoas para se manter no nível da crosta terrestre.
Na maioria das vezes, suga as energias sem perceber o prejuízo que lhes causa.
Podeis enumerar um outro motivo da alma permanecer presa a Terra?
Geralmente, o cepticismo extremo ou mesmo o dogmatismo religioso podem ser a causa do aprisionamento.
Os cépticos conservaram ao longo da vida arraigadas concepções sobre a inexistência da vida após a morte, e, ao se deparar com uma realidade que negaram ao longo da existência corpórea, eles se recusam a enxergar sua nova condição.
Não acreditam que possam estar mortos e ainda assim vivendo, pois sempre guardaram uma inquebrantável convicção que a morte é o encerramento definitivo da existência humana.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 24, 2016 7:15 pm

Os cépticos da vida após a morte podem experimentar duas condições mais gerais:
a primeira é um estado de perturbação pós-morte, uma firme negação de sua nova condição, o que gera confusão e até desespero.
Por outro lado, os cépticos podem unir-se a outros cépticos, numa experiência colectiva, e podem acreditar que foram transladados para outro mundo, um local estranho que eles não sabe como chegaram ali, mas crêem ainda estar vivos.
O mesmo ocorre com os fanáticos religiosos; a ortodoxia, o sectarismo e o dogmatismo são grandes entraves a visão da realidade pós-morte.
O religioso fundamentalista crê firmemente que, caso estivesse mesmo morto, deveria estar agora nos céu, no reino de Deus que sempre almejou em sua passagem pela Terra.
Ele acreditava na sua salvação, e não pode admitir que, após a morte, ele não fosse recebido pelo ícone do seu culto.
Essa prisão é fato corrente para um número significativo de religiosos fanáticos, aprisionados em suas próprias concepções cristalizadas.
Por outro lado, ele pode encontrar-se frente a frente com suas convicções religiosas, que nada mais são do que suas próprias criações mentais produzidas quando encarnados.
Ele pode envolver-se nessa ilusão de suas formas de pensamento e viver de acordo com elas.
Porém, isso possui algo de providencial, pois a vida após a morte seria algo doloroso demais se as almas não pudessem, de certa forma, adaptar suas crenças ao novo ambiente e viver de conformidade com eles, caso ainda não estejam prontos para uma comunhão com estados subtis mais reais.
Há outros motivos para a fixação no nível da crosta terrestre?
Sim, esses motivos variam conforme a individualidade de cada alma.
Mas existem motivos gerais a se considerar:
Não cumpriram seu roteiro kármico (proposta encarnatória).
Suicidaram-se e deixaram assuntos inacabados.
Possuíam extremo apego a Terra e aos desejos materiais.
Viciaram-se em álcool, fumo, comida, sexo, lazer, prazeres diversos.
Tinham medo de morrer e após o desencarne continuaram negando a morte.
Dificuldade de aceitarem que passaram pela transição e não têm mais corpo físico.
Morte súbita (os espíritos não tiveram tempo de perceber que morreram).
Ódio e vingança a algum desafecto.
Apego a entes queridos ou a pessoas próximas.
Cepticismo fortemente arraigado.
Morte após deficiências mentais ou transtornos psíquicos graves.
Que dizer sobre as histórias sobre espíritos aprisionados em locais específicos?
Essas histórias podem ser reais.
Alguns espíritos podem fixar-se em lugares em que eram muito afeiçoados durante a sua vida.
Muitos ficam presos a sua própria residência; outros aos lugares onde ocorreu sua transição; outros ainda se unem a outras almas que escolhem um local propício a sua permanência.
Esse é o fundamento das chamadas “casas mal assombradas”, que reúnem grande número de almas perdidas e presas em locais específicos.
Ocorre com certa frequência uma ligação psíquica entre a alma recém-desencarnada e pessoas que compraram o imóvel onde a alma passou a maior parte de sua vida.
Disseste que uma alma pode ficar presa à Terra em decorrência do ódio a desafectos.
Podeis explicar melhor?

Enquanto o ódio aprisiona, o amor liberta.
No Novo Testamento está escrito:
Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos.
Quem não ama a seu irmão permanece na morte. (João 3: 14).
Isso significa que, aqueles que não amam, permanecem presos no ódio e aprisionados no nível terrestre após o passamento.
Não é possível neutralizar o ódio com o esquecimento, pois em épocas futuras esse ódio regressará numa outra roupagem, numa outra forma de manifestação.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 24, 2016 7:16 pm

O ódio só pode ser dissipado com amor e o perdão.
O amor vem da consciência de que todos nós estamos interligados, que somos uma mesma família universal e estamos numa mesma missão cósmica; todos somos almas ainda inferiores, dependentes, ignorantes e limitadas.
Compreender isto é uma forma de libertação de todo o ódio.
Devemos também compreender que ninguém pode nos tirar nada, nem destruir qualquer de nossos bens sem a nossa participação.
Nosso corpo pode ser queimado, torturado, destroçado e morto; mas nossa alma só sera tocada se assim permitirmos.
Esse foi o caso de Jesus: enquanto o corpo físico e a personalidade humana de Jesus estavam sofrendo dores lancinantes na cruz, sua alma, seu espírito imortal estava completamente ausente e invulnerável a mortificação de sua carne.
Ele assistia tudo de fora, sem se envolver no sofrimento que lhe acometera.
As maiores maldades podem ser realizadas conosco, mas uma alma de luz, um ser mais evoluído, não pode ser atingido, pois ele sabe que não é matéria, não é esse ego nem essa personalidade; ele é algo infinitamente maior e que não pode jamais ser destruído.
O espírito é indestrutível, é perene; vive para sempre e não é subjugado pelo caráter transitório da matéria e do mundo da manifestação.
As almas que carregam o ódio dentro de si invariavelmente se prendem nos liames da matéria e podem permanecer longos períodos esperando para consumar sua vingança.
Ela desconhece que estará tão presa e ficará tão mal quanto aquele que deseja prejudicar.
Almas de luz não poderiam resgata-las se assim desejassem?
Já dissemos que uma alma pode fixar-se em seus pensamentos, imagens mentais e padrões após a morte.
Pois bem, quando ela fica nesse estado, a comunicação com o que está a sua volta é perdida.
Ela está tão envolvida por uma autohipnose, tão cristalizada dentro de suas repetições, está de tal forma mergulhada em suas tendências, criando ilusões atrás de ilusões, que seu pensamento e percepção ficam girando em torno de si mesmo.
Dessa forma, ela se fecha em seu mundo psíquico e não entra em contato e nem enxerga o que está ao seu redor.
Quando é este o caso, as almas de luz sequer conseguem chegar até ela.
Muitas vezes, esse resgate, caso ocorresse, seria uma violação de seu livre arbítrio.
Se a alma ainda deseja estar naquele nível, uma alma mais evoluída não poderia contrariar sua própria vontade, mesmo que ela esteja seguindo um caminho que lhe seja prejudicial.
O mesmo ocorre na Terra.
Quando uma alma não fica presa à Terra, qual será o seu destino?
O grau de densidade de seu corpo etérico diminui, conforme ela vai se desvinculando de sua existência física.
Os resíduos de materialidade do seu antigo corpo físico vão se dissolvendo, e ela aceita sua nova condição vibratória.
Ela deixa para trás sua última vida, sem apego, assimilando as lições que necessita, revendo seus erros e compreendendo o que precisa fazer para melhorar-se.
Conforme o tempo vai passando, seus níveis de maior densidade e materialidade vão sendo dissipados.
Ela vai descartando os envoltórios menos pesados e adquirindo outros mais subtis.
Muitas tendências grosseiras vão sendo depostas na matéria primordial de seu nível, e isso a permite ascender a planos mais subtis.
É correcta a visão de algumas correntes esotéricas de que, após a morte, a alma vai ascendendo do corpo físico ao corpo etérico, do etérico ao astral, e do astral ao corpo mental?
Sim, é uma boa concepção, já que existem padrões de vibração diferentes para cada corpo, e nisso estão representados os corpos etérico, astral e mental.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 24, 2016 7:16 pm

Porém, para efeito de melhor compreensão e simplificação, a ideia geral é essa:
a alma vai subtilizando-se cada vez mais, desprendendo-se da matéria e dos resíduos de energias mais densas.
Seus veículos mais próximos ao nível da matéria vão sendo descartados para que se torne possível a expressão de veículos mais subtis.
Tendo em vista essas considerações, podemos concluir que os contos e histórias sobre obsessões e possessões são reais, e não mera fantasia?
Sim, são reais e podem estimular a formação de diversos males ao ser humano.
Podeis nos dar exemplos desses males causados pela ligação psíquica entre as almas presas a Terra e os encarnados?
As repercussões desse processo são bem numerosas, mas podemos citar os prejuízos mais gerais:
Sintomas físicos: doenças, dores, mal estar, náusea, dor na nuca, enjoo, arrepios, tontura, cansaço excessivo, estafa.
Problemas mentais: problemas de memória, desatenção, dissociação, falta de clareza, embotamento, parada do pensamento, confusão mental, ideias suicidas, despersonalização, pesadelos recorrentes, alucinações auditivas e visuais.
Descontrole emocional: ansiedade, angústia, medo, irritação, depressão, tristeza, choro sem causa aparente, impulsividade.
Inclinação às drogas: abuso de álcool, maconha, tabaco, drogas injectáveis, remédios.
Problemas com peso: Pelo estímulo à compulsão pela comida ou à perda de apetite, como obesidade, anorexia, bulimia.
Problemas de relacionamento: timidez, fobia social, introversão, dificuldade de comunicação.
Problemas sexuais: falta ou excesso de desejo sexual.
Fechamento dos caminhos: tudo parece dar errado, oportunidades não aparecem, dificuldade de expressar nosso potencial.

Autor: Hugo Lapa

§.§.§- Ave sem Ninho
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Fluido Universal

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 25, 2016 8:56 pm

“O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?
‘Não, não há o vácuo.
O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.’”
(“O Livro dos Espíritos”, questão 36)

O fluido universal, também referido por fluido cósmico, é a matéria elementar primitiva.
Na obra “Evolução em Dois Mundos” [1], André Luiz assim discorre a seu respeito:
“O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.
(…) na essência, toda a matéria é energia tornada visível e que toda a energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio.
Compete-nos, pois, anotar que o fluido cósmico ou plasma divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou, e com toda a razão, que ‘em Deus nos movemos e existimos’” (Paulo de Tarso, em Actos 17:28).

Tudo o que existe de matéria, ponderável e imponderável — ou seja, a matéria que forma nossos corpos densos e perispirituais —, é originário do Fluido Universal.
Considerando matéria como energia tornada visível, também segundo o mesmo autor e obra acima citados, entende-se que toda energia também advém do Fluido Universal.
O Princípio Inteligente, outra criação divina, se utiliza de todas essas formas de energia para se manifestar; não é o Princípio Material, mas faz uso deste.
Como antenas emissoras e receptoras de radiofrequência, emitimos e recebemos pensamentos constantemente.
Nossos pensamentos, como energia que são, se propagam por meio do fluido universal, razão pela qual Espíritos podem “ouvir” nossos pensamentos e se afinizar com os mesmos, independente de qualquer conotação de mediunidade ostensiva.

Na obra “A Génese”, encontramos diversas explanações acerca do fluido universal, como, por exemplo:
“Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos.
Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres.
São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo.” [2]
“A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais, fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.
Ela é a mãe fecunda de todas as coisas, a primeira avó e, sobretudo, a eterna geratriz.
Absolutamente não desapareceu essa substância donde provêm as esferas siderais; não morreu essa potência, pois que ainda, incessantemente, dá à luz novas criações e incessantemente recebe, reconstituídos, os princípios dos mundos que se apagam do livro eterno.
A substância etérea, mais ou menos rarefeita, que se difunde pelos espaços inter-planetários; esse fluido cósmico que enche o mundo, mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações de estrelas; mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha; mais ou menos modificado por diversas combinações, de acordo com as localidades da extensão, nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais, donde a Natureza há tirado todas as coisas. [3]
Pesquisas científicas do final do século XX e primeira década do século XXI indicam que o Universo não é dotado de vácuo, ou seja, não é vazio, em lugar algum.
Também se constatou que uma radiação de fundo, existente desde a formação do Universo, está presente em cada canto deste.
Foi descoberta uma forma de energia ainda não detectável fisicamente, porém com sua influência verificável de forma teórica e prática.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 25, 2016 8:57 pm

Esta se denomina energia escura.
Em nossa interpretação, a partir das constatações de diversos artigos científicos, a energia escura pode ser um componente do fluido universal ainda em seu estado primitivo, ou seja, não transformado em outras formas de energia e matéria.
Vejamos alguns trechos de publicações científicas baseadas em medições de sondas espaciais como WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) e COBE (Cosmic Background Explorer).
Verifica-se, em artigos como os abaixo, que cientistas constatam uma ordem perfeita na distribuição de massa e energia em cada etapa da existência do Universo, incompatível com uma formação “ao acaso”.
De facto, uma Inteligência Superior preside a tudo.

“(…) o universo realmente é repleto de uma radiação em microondas (se os nossos olhos fossem sensíveis a essa radiação, veríamos um brilho difuso no espaço à nossa volta) cuja temperatura é de aproximadamente 2,7 graus acima do zero absoluto, o que coincide exactamente com a expectativa da teoria do big-bang.
Em termos concretos, em cada metro cúbico do universo — inclusive esse em que você está — existem em média 400 milhões de fótons que compõem colectivamente o vasto mar cósmico da radiação em microondas, o eco da criação.” [4]
“Energia escura: essa é uma forma verdadeiramente estranha de matéria, ou talvez uma propriedade do próprio vácuo, que é caracterizada por uma grande pressão negativa.
Esta é a única forma de matéria que pode fazer a expansão do universo acelerar.” [5]
“WMAP mede a composição do universo.
A composição varia conforme o universo expande: a matéria escura e átomos tornam-se menos densos à medida que o universo expande (…).
Parece que a densidade de energia escura não diminui de forma alguma, então ela agora domina o universo ainda que tivesse uma minúscula contribuição há 13,7 biliões de anos.” [6]
“(…) WMAP confirmou a existência de uma energia escura que age como uma anti-gravidade, levando o universo a acelerar sua expansão.
Se a energia escura tivesse dominado mais cedo, o universo teria expandido rápido demais para comportar o desenvolvimento de vida.
Nosso universo aparenta ter o princípio de Goldilocks [da fábula “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”]:
nada demais e nada de menos — exactamente a massa e energia suficientes para comportar o desenvolvimento de vida.” [7]
“(…) a densidade de energia do vácuo permanece constante mas a energia total do vácuo cresce conforme o universo cresce (expande).
Esta energia adicional provém da energia potencial gravitacional do universo.
(…) se a densidade de energia escura mudou, não pode consistir de energia do vácuo.
Para solucionar este problema, Robert R Caldwell, Paul J Steinhardt e Rahul Dave, em 1998, propuseram a quintessência:
(…) uma forma de energia dinâmica, que evolui com o tempo e depende do espaço, com pressão negativa o suficiente para acelerar a expansão do universo.
(…) O nome provém da ideia de um 5º elemento como um tipo especial de matéria que preenche o cosmos introduzida pelos gregos.
Na cosmologia aristotélica, por exemplo, o universo seria finito, estático e formado por cinco elementos primordiais: água, ar, terra, fogo e quintessência.” [8]
Graduação colorida de temperaturas do Universo, na faixa de ±200 µK (-273,1498°C a -273,1502°C), ao longo de 13,7 biliões de anos.

Fonte: NASA / WMAP Science Team

Allan Kardec apresentou, aos Espíritos da falange do Consolador, diversas questões acerca de tal fluido.
Vejamos alguns exemplos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 25, 2016 8:58 pm

“Será o fluido universal uma emanação da divindade?
‘Não.’

Será uma criação da divindade?
‘Tudo é criado, excepto Deus.’

O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal?
‘Sim, é o princípio elementar de todas as coisas.’(…)

Já disseram que o fluido universal é a fonte da vida.
Será ao mesmo tempo a fonte da inteligência?

‘Não, esse fluido apenas anima a matéria.’
Pois que é desse fluido que se compõe o perispírito, parece que, neste, ele se acha num como estado de condensação, que o aproxima, até certo ponto, da matéria propriamente dita?
‘Até certo ponto, como dizes, porquanto não tem todas as propriedades da matéria.
É mais ou menos condensado, conforme os mundos.’

Como pode um Espírito produzir o movimento de um corpo sólido?
‘Combinando uma parte do fluido universal com o fluido, próprio àquele efeito, que o médium emite.’” [9]

“Será o fluido universal o veículo do pensamento, como o ar o é do som?
‘Sim, com a diferença de que o som não pode fazer-se ouvir senão dentro de um espaço muito limitado, enquanto que o pensamento alcança o infinito.
O Espírito, no Além, é como o viajante que, em meio de vasta planície, ouvindo pronunciar o seu nome, se dirige para o lado de onde o chamam.’” [10]

“Como se comunicam entre si os Espíritos?
‘Eles se vêem e se compreendem.
A palavra é material: é o reflexo do Espírito.
O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veiculo da transmissão de seus pensamentos, como, para vós, o ar o é do som.
É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.’” [11]

“De onde tira o Espírito o seu invólucro semi-material?
‘Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos.
Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.’
a) — Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?
‘É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.’” [12]

Ponderando sobre as orientações acima, dentre outras, Kardec assim conclui a respeito do elemento que forma os corpos densos e semi-materiais:
“O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza (Cap. X).
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele.
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.
Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.” [13]
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 25, 2016 8:58 pm

“(…) O corpo perispiritual e o corpo humano têm, pois, sua fonte no mesmo fluido; um e outro são matéria, conquanto em dois estados diferentes.
Assim, tivemos razão de dizer que o perispírito é da mesma natureza e da mesma origem que a mais grosseira matéria.
Como se vê, nada há de sobrenatural, já que o perispírito se liga, por seu princípio, às coisas da Natureza, das quais não passa de uma variedade.
Sendo o fluido universal o princípio de todos os corpos da Natureza, animados e inanimados e, por conseguinte, da terra, das pedras, razão tinha Moisés quando disse:
“Deus formou o corpo do homem do limo da terra.” [Génesis 02:07]
Isto não quer dizer que Deus tomou terra, petrificou-a e com ela modelou o corpo do homem, como se modela uma estátua com argila e como acreditaram os que tomam as palavras bíblicas ao pé da letra; mas, sim, que o corpo era formado dos mesmos princípios ou elementos que o limo da terra.
Moisés acrescenta:
“E lhe deu uma alma vivente, feita à sua semelhança.” [Génesis 05:01]
Ele faz, assim, uma distinção entre a alma e o corpo; indica que ela é de natureza diferente, que não é matéria, mas espiritual e imaterial como Deus.
Diz: uma alma vivente, para especificar que nela só está o princípio da vida, ao passo que o corpo, formado da matéria, por si mesmo não vive.
Estas palavras:
à sua semelhança, implicam uma similitude e não uma identidade.
Se Moisés houvesse considerado a alma como uma porção da Divindade, teria dito:
Deus o anima dando-lhe uma alma tirada de sua própria substância, como disse que o corpo tinha sido tirado da terra.
Estas reflexões são uma resposta às pessoas que acusam o Espiritismo de materializar a alma, porque lhe dá um envoltório semimaterial.” [14]
Outra função do fluido universal é a de veículo do pensamento.
Compreendendo tal propriedade, a prece deixa de ser ritual místico e se torna mecanismo lógico de comunicação, como pontua o Codificador da Doutrina Espírita a seguir:
“O Espiritismo torna compreensível a acção da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento.
Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera.
Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito.
Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade.
É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.
Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística.
Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer acção directa e efectiva.
Nem por isso deixa essa acção de estar subordinada à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la eficaz.” [15]
O entendimento de que tudo, mundos e criaturas, provêm do mesmo Criador, nos traz a noção de todos sermos irmãos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 25, 2016 8:59 pm

A compreensão de que, na totalidade do universo, estamos imersos no mesmo fluido universal, interligando tudo e todos, faz perceber que somos irmãos muito próximos, estejamos em lados opostos da Terra ou em mundos sitos a milhões de anos-luz de distância do planeta que ora habitamos.
O que pensamos, dizemos e fazemos, ecoa por todos os mundos; influi nessa teia energética que a todos interconecta e, portanto, faz toda a diferença.
Nossa escolha por vencer nossas más tendências, traduzidas por acções em prol do Bem do próximo, irradia vibrações de frequências mais elevadas — e, portanto, de maior energia — nesse fluido.
Evolui a atmosfera psíquica ao nosso redor e, por extensão, do próprio Universo.
Eis o nosso compromisso.
Bons estudos! Carla e Hendrio

Referências:
[1] XAVIER, Francisco Cândido. “Evolução em Dois Mundos”. Pelo Espírito André Luiz. 14ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995. Primeira Parte. Capítulo 1.
[2] KARDEC, Allan. “A Génese”. 34ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991. Capítulo VI, item 10.
[3] Ibidem, item 17.
[4] GREENE, Brian. “O universo elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva”. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2001. Capítulo 14. “O Teste do Big-Bang”.
[5] National Aeronautics and Space Administration (NASA). “Cosmology: The Study of the Universe”. Publicado em 19 de outubro de 2009. Disponível em http://wmap.gsfc.nasa.gov/universe/WMAP_Universe.pdf. Acesso em 03/08/2010.
[6] NASA/WMAP Science Team. “Content of the Universe”. Publicado em 07 de março de 2008. Disponível em http://wmap.gsfc.nasa.gov/news/5yr_release.html. Acesso em 02/08/2010.
[7] National Aeronautics and Space Administration (NASA). “Understanding the Evolution of Life in the Universe”. Disponível em http://map.gsfc.nasa.gov/universe/uni_life.html. Acesso em 02/08/2010.
[8] BERGMANN, Thaisa Storchi. “Constante Cosmológica”. Departamento de Astronomia. Instituto de Física. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Disponível em http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/cosmologia/Constante_Cosmologica1.htm. Acesso em 02/08/2010.
[9] KARDEC, Allan. “O Livro dos Médiuns”. 55ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Segunda Parte, Capítulo IV, item 74, questões I, II, III, VI, VII e VIII.
[10] Ibidem, Capítulo XXV, item 282, questão 5ª-a.
[11] KARDEC, Allan. “O Livro dos Espíritos”. 66ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Questão 282.
[12] Ibidem, Questão 94.
[13] KARDEC, Allan. “A Gênese”. 34ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991. Capítulo XIV, item 2
[14] KARDEC, Allan. “Revista Espírita de março de 1866”. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2004. “Introdução ao Estudo dos Fluidos Espirituais”, Item VII.
[15] KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 97ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Capítulo XXVII, item 10.

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Crianças no Plano Espiritual

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:03 pm

1Como encarar a manifestação de uma criança apavorada, que se diz num lugar escuro, onde apanha muito?
Há três possibilidades:
trata-se de uma mistificação do Espírito, com a intenção de envolver o grupo; uma fantasia anímica do médium, que guarda afinidade com crianças, ou um desajuste do comunicante, que regrediu a um comportamento infantil, como acontece, não raro com doentes mentais.

2 – E quando se trate de Espírito imaturo, desencarnado na infância, não seria interessante o esclarecimento que poderia receber?
Seria totalmente ocioso.
Geralmente o adulto recém-desencarnado, sem nenhuma noção sobre a vida espiritual, enfrenta dificuldades de adaptação em virtude de seus comprometimentos com os vícios, as paixões, as ambições do mundo.
A criança não tem esse problema.

3 – Por quê?
Ao reencarnar o Espírito adormece e somente começará a acordar para a vida física a partir dos sete anos, quando se completa a reencarnação.
Até então não detém o comando de sua existência, nem a possibilidade de envolvimento com as seduções da vida física.
Embora possa trazer tendências inferiores cultivadas em existências pretéritas, elas ainda não se manifestaram e nem o comprometeram, razão pela qual a criança é considerada o símbolo da inocência.

4 – E o que acontece com as crianças recém-desencarnadas?
São imediatamente recolhidas por familiares ou mentores, que lhes darão ampla assistência.
Se são Espíritos evoluídos, retomam a personalidade anterior.
Se de mediana evolução, conservam a condição infantil, que será superada com o tempo, como ocorre com as crianças na Terra.
Podem, também, retornar à reencarnação.

5 Isso significa que crianças nunca se manifestam em reuniões mediúnicas?
Pode acontecer, mas em carácter de excepção.
Um Espírito evoluído que desencarnou em tenra infância, atendendo à sua programação evolutiva, já reintegrado na vida espiritual, poderá manifestar-se como criança, com o propósito de consolar seus pais.

6Como deve o doutrinador agir quando lidando com suposta manifestação de criança?
Conversar normalmente, mas com a subtileza de quem sabe que está lidando com uma das três situações a que nos referimos, dispondo-se a abordar o assunto com o grupo, após a reunião, para os esclarecimentos necessários.

7 Há grupos espíritas que se dizem especializados em doutrinar crianças desencarnadas. Como situá-los?
Provavelmente estão sendo envolvidos por Espíritos mistificadores, que exploram a ingenuidade dos participantes.
As pessoas emocionam-se quando um Espírito situa-se como uma criança que estava sendo judiada num antro escuro da espiritualidade, sem considerar o absurdo de semelhante ideia.
E onde estavam os mentores e familiares desencarnados, a permitir que isso acontecesse com um inocente?

8 Além dos argumentos apresentados, que mais se poderia dizer para os que têm dificuldade em aceitar que crianças desencarnadas não precisam de reuniões mediúnicas para receber ajuda?
É significativo considerar que não há uma única manifestação de criança nas obras de Allan Kardec, principalmente em O Livro dos Médiuns, o grande manual de intercâmbio com o Além, nem nos livros de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, onde temos a mais clara e objectiva visão do relacionamento entre o plano físico e espiritual.

Pinga Fogo – Richard Simonetti
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:04 pm

CRIANÇA ESPIRITUAL Mediunidade

Perguntas e Respostas – Parte I
Onde se localiza a mediunidade?
A mediunidade tem base na organização física, corpórea, a qual permitirá maior facilidade na emancipação parcial do perispírito; assim o espírito do médium readquire percepções e faculdades espirituais que geralmente o corpo material embota.
A mediunidade corresponde tanto a merecimentos como a necessidades espirituais.
Qual a relação entre mediunidade e a moral do médium?
A do emprego que o médium dá à sua faculdade, para o bem ou para o mal, o que determina que espíritos, bons ou maus, ele atrai para secundá-lo. (Vide LM, XX e EM pg. 18 e 93)
Como identificar a mediunidade?
Para que se saiba se a pessoa é médium ou não, Kardec (falando da psicografia mas servindo para todas as faculdades) diz:
“Infelizmente, até hoje, por nenhum diagnóstico se pode inferir ainda que aproximadamente, que alguém possua essa faculdade.
Os sinais físicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis.
Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral.
Nenhum só meio existe de se lhe comprovar a existência. É experimentar.
Experimentando, verificaremos, pelo tipo de fenómenos produzidos quais as mediunidades que a pessoa possui, qual a mais destacada, e se há possibilidade de um exercício regular e produtivo através desse médium.
Quando eu participo de reuniões mediúnicas, me ocorre pensamentos que eu não estava ligado e eu fico em dúvidas, será que isto é mediunidade?
Se é ou não mediunidade, só o saberemos se você der passividade a esses pensamentos falando ou escrevendo, para que o dirigente da reunião os possa observar e analisar em repetidas oportunidades e verificar se caracterizam ou não espíritos se comunicando.
Há possibilidade de uma pessoa quando criança ter visões e depois de adulta não ter mais?
Ela pode ter sido uma vidente ou continuar apenas adormecida a sua mediunidade?


Obs. Quando criança acreditava muito em santo, inclusive os pais prometeu sua 1ª filha para N.S.ª Aparecida.
Até aos 7 anos, mais ou menos, os órgãos do corpo da criança ainda não estão plenamente desenvolvidos e não oferecem ao espírito todas as possibilidades de manifestação corpórea.
Nessa fase em que, por assim dizer, a sua encarnação ainda não se completou, o espírito com facilidade transcende ao corpo e usa as de faculdades espirituais.
Daí não ser raro a criança manifestar percepções extra sensoriais (ver/ouvir além do físico), sem que isso indique, propriamente, a existência de mediunidade, tanto que, com o passar dos anos, essas percepções desaparecem. Entretanto, há crianças que são real e espontaneamente médiuns.
Nelas, as percepções e manifestações não se interrompem ao longo dos anos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:05 pm

Não convém, porém, estimular nem querer “explorar” a mediunidade em crianças, porque:
– seu organismo, débil e em formação, pode sofrer indesejáveis abalos;
– a imaginação está em grande actividade e pode sofrer sobre-excitação;
– ainda não têm discernimento suficiente para lidar com os espíritos,
valorizar sua faculdade e empregá-la com a gravidade necessária.
A criança médium deve ser esclarecida com simplicidade e naturalidade sobre a vida espiritual e a comunicação entre os dois planos.
Deve, também, ser encaminhada para o aprendizado moral/espiritual adequado à sua idade, pois precisará estar bem orientada na vida, quando mais tarde chegar a sua época de trabalhar mediunicamente.
Quanto a acreditar muito em santo, nada a opor, desde que se entenda que se trata de confiança em um espírito amigo e benévolo, que na Terra teve uma vida exemplar, de fé e acção caridosa.
Prometer um filho para uma entidade santa é um hábito religioso muito antigo mas não recomendável, pois não temos o direito de dispor da vida de nossos filhos; o que podemos rogar a Deus e aos bons espíritos, em favor de nossos filhos, é a sua protecção, seu amparo.

Texto extraído dos encontros em diversas casas espíritas e entrevistas concedidas por Therezinha Oliveira, onde ela responde as dúvidas questionadas pelo público.

Crianças no Plano Espiritual

Estima a ONU que seis mil crianças morrem diariamente na Terra, a maioria por causas derivadas da precariedade do saneamento ambiental (falta de água, saneamento básico, fome).
A esses sintomas nascidos na visão imediatista dos políticos, em sua maioria sem maiores comprometimentos com o povo pelo qual deveria trabalhar, deve-se acrescer, segundo autoridade espiritual o “infanticídio inconsciente e indirecto largamente praticado no mundo, havendo mulheres cujo coração ainda se encontra em plena sombra, mais fêmeas que mães, obcecadas pela ideia do prazer e da posse”.
Acrescenta que, “embora haja um programa estruturado na Espiritualidade para as nossas tarefas humanas, pertence-nos a condução dos próprios impulsos dentro delas.
Em regra geral, multidões de criaturas cedo se afastam do veículo carnal, atendendo a serviços de socorro e sublimação, mas, em numerosas circunstâncias, a negligência e a irreflexão dos pais são responsáveis pelo fracasso dos filhinhos”.
De um ângulo mais abrangente, Allan Kardec ouviu daqueles que o auxiliaram na elaboração d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 199, que “a duração da vida de uma criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais”.
A propósito, comentando sobre a dor de pais diante dessas perdas inesperadas, no livro ACÇÃO E REACÇÃO, o Instrutor Druso, diz que “as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias, são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente, ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família”.
O que acontece, porém com esses Espíritos, em sua maioria, praticamente expulsos da vida física recentemente iniciada?
Responde-nos a autora do comentário anterior:
“- Antigamente, na Terra, conforme a teologia clássica, supúnhamos que os inocentes, depois da morte, permaneciam recolhidos ao descanso do limbo, sem a glória do Céu e sem o tormento do inferno e, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino reencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto. Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva”.
(…) “Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:06 pm

Por acharem-se relativamente longe do auto-governo, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento, período condicionado à ‘aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de luz interior, através do próprio aperfeiçoamento moral’.
Via Chico Xavier, não só o assunto ganhou conteúdo mais dilatado, como objectivo.
Já em NOSSO LAR (feb,1943), encontramos referências a educandário para jovens e crianças.
No ENTRE A TERRA E O CÉU (feb,1954), André Luiz ouve explicações de Blandina (Irma de Castro, ou Meimei em sua última encarnação) sobre o Lar da Bênção, parte de vasto estabelecimento de assistência e educação, com capacidade para atender duas mil crianças, distribuídas em grande conjunto de lares abrigando até doze assistidos, quase todos destinados ao retorno à nossa Dimensão para a reintegração no aprendizado que lhes compete.
Indagada, responde ela que possuem até mesmo os cursos primários de alfabetização, salientando que “a inércia opera a coagulação de nossas forças mentais, nos planos mais baixos da vida” e “a evolução, a competência, o aprimoramento e a sublimação resultam do trabalho incessante”.
Um manancial de informações do ponto de vista quantitativo desprende-se das centenas de cartas psicografadas pelo médium nas reuniões públicas de Uberaba, entre os anos 70 e 90.
Nelas, muitos elementos para reflexões.
Numa das escritas por Moacyr Stella aos pais dos quais se separou aos 32 anos, em consequência de um câncer de cabeça, formado recentemente em Medicina, especialização em pediatria, conta que, ultrapassados os difíceis primeiros tempos após sua desencarnação, integrara-se ao serviço em um berçário, que o prendia a duzentos pequeninos, crianças desterradas do lar em que nasceram, que o chamavam de “tio”.
“Pequeninos que procuram o papai e a mamãe, vasculhando pavilhão a pavilhão, “chovendo” perguntas sobre ele:
– Tio Moacyr, quando meu pai virá buscar-me?; “-quero sair daqui sem esperar mais tempo… e voltar para os meus”; “-onde está Deus que me mandou buscar do colo de mamãe?”; “-eu não quero ficar, quero partir”; “- procure um carro que me leve de volta à casa em que nasci… o meu pai pagará qualquer despesa”., levando Moacyr a dizer à própria mãe:
“- Que fazer, senão doar-lhes mais amor?
”Há, todavia, interessante livro publicado em 1988, assinado por Cláudia Pinheiro Galasse, desencarnada, seis anos antes, aos 18 de idade.

Conta Emmanuel que, “em janeiro de 1987, institui-se entre vinte, das dezenas de institutos educativos de certa região, um concurso para apresentação de um livro, em pequenas dimensões, tão simples quanto possível, para esclarecimento e reconforto dos familiares que choram a perda de crianças no mundo, especialmente os pais.
Seria elaborado por professores vinculados às áreas do ensino, devendo contar com simplicidade o quotidiano das crianças desencarnadas, retratando lhes a Vida Espiritual, em traços rápidos.
Cinco mentores examinaram os trabalhos de duzentos educadores que compareceram ao certame e, depois de meses, os resultados apontaram a contribuição de Cláudia como vencedora”.
Contando um pouco sobre ela, diz o Orientador Espiritual que após seu desencarne, em tratamento de recuperação, só em princípios de 1983, conseguiu equilibrar-se à custa de persistente esforço mental.
Admitida em 1984, em um dos vários Institutos de apoio à infância no Além, promovida a professora em 1985, realizou notáveis diálogos e palestras, em 1986, destinados à elevação do nível mental dos envolvidos.
No livro intitulado ESCOLA NO ALÉM (ideal,1988), Cláudia revela dedicar-se com amigas durante o dia a uma espécie de creche onde as crianças são separadas por faixa etária (no seu caso, de meses até dois anos), sendo substituídas à noite, por mães desencarnadas.
Explica serem as crianças enviadas pela Direcção Geral, com instruções e avisos referentes a cada uma, que as abrigadas onde trabalha em sua maioria são de São Paulo, que trabalha com mais de cem, aplicando-se programas educativos recebidos semanalmente de Departamento Superior.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:07 pm

Disciplina, horários específicos, passeios e hora de recreio fazem parte dessas actividades.
Afirma ainda, entre inúmeras informações, não existir nenhuma desamparada e que muitas mães, durante o repouso físico, são levadas a visitar os filhos já domiciliados no Plano Espiritual (ver postagem Sono e Sonhos – Uma Visão Original)

jesus e as crianças

MEDIUNIDADE INFANTIL
Na novela “Páginas da Vida” do ano de 2006, Nanda, morta após dar à luz Clara e Francisco, tem visitado os filhos com uma frequência cada vez maior.
Os gémeos vêem a mãe e até conversam com ela!
Parece coisa de ficção.
Mas, na vida real, há muitos relatos de crianças que, assim como os gémeos de Páginas da Vida, já viram ou conversaram com pessoas que já morreram (confira os casos reais no final da matéria).
De acordo com a doutrina espírita, a meninada tem mesmo mais facilidade para interagir com quem já se foi, conforme explica Sónia Zaghetto, assessora de comunicação social da FEB (Federação Espírita Brasileira):
“Isso ocorre porque as crianças ainda têm ligações ligeiramente mais ténues com o corpo físico, assim como os doentes terminais, em que a ligação espírito-corpo já se enfraqueceu e eles podem ver os espíritos.
Há medida que a pessoa cresce, vai se tornando ainda mais forte a ligação com o corpo e ela vai deixando de vê-los”.
No entanto, Sónia alerta: nem todas as crianças vêem os espíritos.
“É natural que os vejam, mas não é obrigatório que aconteça”, explica.
O que também pode confundir quem não está muito por dentro do tema é achar que a criança é médium só porque teve um episódio em que viu, ou ouviu um espírito.
“Nem sempre a visão de espíritos pelas crianças caracteriza mediunidade.
Somente com o tempo se pode discernir, pois o fenómeno pode ser passageiro.
Pode ser aquela questão relacionada à ligação do espírito com o corpo.
Quando não é mediunidade, essas visões desaparecem entre 6 e 8 anos de idade.
Como, por exemplo, os amiguinhos imaginários, que costumam desaparecer por volta dessa idade”, esclarece Sónia.
Alguns indícios de mediunidade:
Ela conta ainda que um sinal de mediunidade é quando a criança começa a relatar visões e conversas com os espíritos.
“Se essas manifestações ganham carácter mais constante, bem ostensivo e persistem até a pré-adolescência e juventude, tudo indica mediunidade.
Logo, uma visão que ocorreu apenas uma vez, por exemplo, não é considerada indício”, conclui ela.
O que fazer quando a criança é médium?
– Os pais devem observar cuidadosamente o comportamento da criança para ver se elas não estão influenciadas por algo que viram na TV ou em filmes.
– Pode ser também que elas estejam adoptando tais posturas apenas para chamar a atenção.
É importante discernir e checar tudo isso na hora de avaliar se a criança está realmente vendo espíritos.
– Os pais jamais devem estimular as crianças a desenvolver mediunidade.
– Se a criança tiver idade suficiente para compreender o que está acontecendo, os pais devem explicar a ela a situação, procurando não fazer disso um fenómeno extraordinário que gere medo ou desconforto.
“Se os pais não se acharem em condições de conversar com a criança (por desconhecimento do assunto), podem recorrer a um centro espírita, em que as pessoas mais experientes poderão orientá-los sobre a forma abordar o assunto com a criança”, aconselha Sônia.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 26, 2016 8:08 pm

O que os pais devem evitar?
– Negação pura e simples, pois a criança pode se sentir acusada de ser mentirosa e desenvolver outros problemas.
– Valorização excessiva do fenómeno.
– Demonstrar medo, pois só deixará a criança mais nervosa e insegura.
“Além de que, não se deve temer os espíritos”, completa Sónia.
– Criar expectativas.
“É uma imprudência.
Os pais devem agir com a máxima naturalidade e ouvir a criança quando ela falar espontaneamente do assunto, sem criticá-la ou ridicularizá-la, sem se mostrar assustados, nervosos, inquietos ou vaidosos e orgulhosos diante do fenómeno que acontece com o filho”, orienta Sónia.
Casos conhecidos e comprovados de mediunidade em crianças*

CHICO XAVIER (1910-2002)
– Um dos mais conhecidos e respeitados médiuns do mundo, Chico via o espírito da mãe morta e conversava com ela desde os 5 anos de idade.
Em 1922, no centenário da Independência do Brasil, ele tinha 12 anos e ganhou menção honrosa quando escreveu uma bela redação sobre o Brasil.
Na ocasião, afirmou que um espírito havia lhe ditado o texto.
Os amigos duvidaram e acharam que ele tinha copiado a redacção de um livro.(…)
As visões de Chico fizeram com que ele fosse obrigado pelo pai a frequentar a Igreja Católica e ele via hóstias brilhando de luz, pessoas mortas sorrindo e carregando rosas.
Sebastião Scarzello – padre de Pedro Leopoldo (MG) – nunca duvidou, mas aconselhava Chico a orar mais para afastar aquelas visões.”

DIVALDO PEREIRA FRANCO
– Médium baiano, Divaldo é hoje o mais conhecido palestrante espírita do mundo, com milhares de palestras em mais de 80 países e mais de 150 livros psicografados.
Ele declara publicamente que vê os espíritos desde criança.
Aos 4 anos de idade, viu o espírito de sua avó, Maria Senhorinha, e a descreveu para sua mãe, gerando muito espanto na família católica.

JOSÉ RAUL TEIXEIRA
– Médium e conferencista espírita de Niterói – RJ, professor de Física da UFF (Universidade Federal Fluminense) e Doutor em Educação, José Raul afirma que via os espíritos desde criança e, muitas vezes, conversava com eles.
Em uma ocasião, ao ver o espírito de um amigo, quase se atirou nos braços dele.
Mas a mãe – que também era médium – impediu que o filho se machucasse, pois notou que ele ia em direcção ao espírito e o impediu de cair no vazio, quando se atirou nos braços do amigo invisível.

*Depoimentos cedidos pela FEB (Federação Espírita Brasileira)

§.§.§- Ave sem Ninho
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CLARO QUE O TERMO CORRECTO É DOUTRINADOR.

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 27, 2016 7:59 pm

POR VALÉRIA PESSÔA

Claro que o termo correcto é Doutrinador!!
Rejeitar e contestar o que é muito adequado é pouco produtivo.
Para o termo dialogador, exige sempre um complemento, uma explicação, enquanto Doutrinador abrange a complexidade do acto.
Porque ser genérico quando o específico representa o que fazemos?
Kardec pergunta, em o Livro dos Espíritos, se a inteligência é o espírito e recebe como resposta que a inteligência é um atributo do espírito.
Diálogo é um atributo da Doutrinação, que não pode ser reduzida, mesmo que conceitualmente a uma simples conversa!!
Quando Doutrinamos o fazemos com objectivo específico, acolher, consolar e dar esperança ao nosso irmão sofredor através de uma Doutrina que fala das Verdades do Cristo e é por isso que só faz sentido esse termo.

Um bom Doutrinador não tem opiniões, tem conhecimento.
Não tem neutralidade, tem direccionamento e objectivo específico!!
Outro dia discordei de alguém que assemelhou o Doutrinador a um psicólogo em processo terapêutico com o paciente e me posicionei mostrando a diferença que explica exactamente o que já falei aqui.
Um psicoterapeuta se utiliza de um método para se conduzir um diálogo mas sem querer apresentar um caminho correcto, sem nada definido previamente.
Neste caso se faz necessário um deslocamento para o modelo mental do paciente e suas noções de adequação e felicidade.
O que importa é estimular a reflexão e ajudá-lo a melhorar sua capacidade de decisão e escolhas baseadas nos seus valores, sem julgamento, com neutralidade e isenção!

O Doutrinador sabe, pela sua crença e fé que não é uma conversa que aquele irmãozinho que foi trazido para nós naquele breve momento precisa, é uma apresentação confortadora de uma Doutrina que aceitamos como O Consolador prometido.
Precisamos realmente nos preocupar com um termo tão perfeito e adequado por conta de modismos?

§.§.§- Ave sem Ninho
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Sentimento e Obsessão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 28, 2016 7:35 pm

"Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração."
(S. Mateus, cap. XIII, vv. 18 a 23.) O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XVII - item 5

Costuma-se relacionar obsessão com condutas viciosas como alcoolismo, tabagismo, sexolatria e outros vícios corporais.
Entretanto, existe uma infinidade de conúbios obsessivos ainda não investigados que se operam em decorrência dos estados psicológicos e emocionais do ser humano.
Obsessão é uma interacção de mentes que evolui no tempo através da sustentação de vínculos pela Lei de Sintonia, mantendo duas ou mais criaturas ligadas pelos seus interesses.
Alterando ou deixando de existir tais interesses, a vinculação passa a ser circunstancial.
Chamamo-la de pressão psíquica.
Que processos interiores experimenta a alma para que estabeleça um circuito de forças mentais dominadoras?
Que estados psicológicos e emotivos servem de base na constrição mente a mente?
Analisemos, didacticamente, nesse terreno subtil, a sequência de interacção mental mais frequente a partir da intenção obsessiva, nutrida por um Espírito desencarnado sobre as "brechas" oferecidas pelo encarnado.

Etapa um
. Existe a intenção do agente (obsessor).
. São accionados elementos de sintonia no receptor (obsidiado).

Etapa dois
. O agente invade os limites psicológicos e emocionais do receptor.
. Permissão do receptor.

Etapa três
. Produção de clichés induzidos.
. Assimilação de ideias intrusas e surgimento do conflito mental.

Etapa quatro
. Sugestões hipnóticas de manutenção.
. Enfraquecimento da vontade.

Etapa cinco
. Implantação de tecnologias
. Adesão intencional ao plano do agente indutor através do sentimento.

Etapa seis
. Evolução e sofisticação do domínio sobre o receptor.
. Dependência através de simbiose afectiva compartilhada.

Adoptando a progressividade didáctica utilizada pelo senhor Allan Kardec no capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns, assim se enquadram as etapas acima referidas:
1) Obsessão simples - estabelecimento da sintonia - etapas 1 a 3.
2) Fascinação - invasão dos limites alheios - etapas 4 e 5.
3) Subjugação - simbiose - etapa 6.

Na educação interior, certos comportamentos sujeitam-se à obsessão.
Ao longo do tempo, os embates interiores causam em alguns discípulos espíritas a sensação de "fadiga na alma".
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 28, 2016 7:35 pm

Os esforços e vitórias parecem insignificantes e infrutíferos.
Um nocivo sentimento de inutilidade toma conta da vida mental.
Desponta a dúvida e com ela multiplicam-se as perguntas sobre a validade de perseverar.
Não estará faltando algo?
Melhorei de facto?
Estarei sendo hipócrita?!
Nessa "hora psicológica" nascem muitas obsessões.
Discípulos sinceros que sacrificaram longamente na conquista de si próprios estacionam em lamentação e descrença, desprezando as vitórias e fixando-se no derrotismo e na acomodação.
Um dos pontos educacionais da auto-aceitação consiste em valorizar os nossos esforços de reeducação espiritual - ponto crucial na conquista de condições psicológicas adequadas ao crescimento interior.
Quando não valorizamos o que já podemos realizar, abrimos a frequência da vida interior para a descrença, o desânimo e a desmotivação, convidando os famanazes da maldade para que dilapidem os tesouros de nossa vida íntima.

Façamos agora, portanto, uma radiografia da exploração obsessiva sobre o sentimento de "menos valia" ou baixa auto-estima", valendo-nos das etapas supra enumeradas.

Etapa um
. O agente encontra campo vibratório para sua intenção constritora.
. A sensação de incapacidade é aceita pelo receptor, através de suas próprias crenças derrotistas programadas no inconsciente.

Etapa dois
. O agente penetra a vida psíquica do receptor e estimula o sentimento de indignidade já presente na "vítima".
. Adesão espontânea no clima da revolta em função das frustrações da vida.

Etapa três
. O agente trabalha com informações sobre as mazelas de seu alvo.
. São criadas as justificativas Auto defensivas para a conduta invigilante.

Etapa quatro
. Sugestões hipnóticas de auto-desvalorização através de ideias imaginárias do desprezo de outrem.
. Estado íntimo de insatisfação consigo próprio, levando à culpa e apatia ante os ideais superiores.

Etapa cinco
. Tecnologias avançadas para instalar a descrença - o sentimento básico para consumar uma queda moral.
. Estado íntimo de falência cujo nome é desânimo - a doença de quem desistiu.

Etapa seis
. Exploração do receptor nos programas de ataque e interferência na sociedade carnal.
"Assalariado carnal".
. Total dependência em quadros de adoecimento psíquico.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 28, 2016 7:35 pm

O conceito de vigilância vai muito além de disciplinar os pensamentos.
É no campo do sentimento que nasce esmagadora maioria das obsessões.
A capacidade de "pensar livre" ou decidir por nós é "quase nula" no concerto universal.
Vivemos em regime de contínuo intercâmbio e interdependência.
Nesse contexto fenomenológico da vida mental não será incoerente afirmar que todos respiramos, em maior ou menor grau, nas faixas da obsessão.
A questão é saber se somos por ela dominados ou se a temos sob nosso controle.
Sob essa óptica as obsessões são convites educativos contidos nas Leis Naturais para nosso aprimoramento.
Somente a oração ungida pelos sentimentos elevados, a intenção nobre e perseverante, seguidas da conduta recta, podem estabelecer um clima de autonomia psíquica desejável, que nos defenda da dominação dos interesses inferiores à nossa volta.
Essa autonomia interrompe o processo na "etapa dois", quando elabora no terreno dos sentimentos o auto-amor - reconhecimento de nossa pequenez, seguido da alegria de poder contar sempre com a manifestação da Divina Providência em favor de nossas vastas necessidades espirituais.
"Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração."
Com sua habitual lucidez Jesus estabeleceu em Mateus, capítulo quinze, versículo dezanove: Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfémias.
Só carregamos por fora o resultado do que temos por dentro.

por Ermance Dufaux e Wanderley S. de Oliveira

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Respeitar sim, repetir não

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 29, 2016 7:27 pm

Sabemos que os textos evangélicos sofreram muitas alterações ao longo dos séculos, para atender a interesses do mundo, ditados pelo culto do poder e da ambição, ou até pela fé ingénua e cega que pretendia converter, fazendo concessões. Nesse processo, incorporaram-se rituais e crenças mágicas, muito anteriores a Jesus, dando-se-lhes estatuto cristão.
A fé raciocinada encara sem medo esses fatos, já constatados pela História, e busca a essência dos ensinamentos do Mestre.
Aliás, já nos advertia Kardec, no primeiro parágrafo da introdução a “O Evangelho segundo o Espiritismo”:
“Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos:
os actos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral.
As quatro primeiras têm sido objecto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável”.
O ensino moral do Evangelho é inatacável, sem dúvida.
É o evangelho propriamente dito.
O mais pode até ser lenda, ou é, pelo menos, questionável, passível de investigação histórica e científica.
Portanto, não há por que se repetirem, em nosso meio, velhas abordagens fantasiosas que vestem Jesus de magia e ilusão.
O Mestre se basta, dispensa enfeites que não concorrem para amadurecer o Espírito, como é o caso das festas marcadas no calendário oficial.
Tais festas representam uma tradição dos católicos e, embora merecendo nosso respeito, não fazem o menor sentido para a Doutrina Espírita.
Portanto, não se justifica nas escolinhas de evangelização a comemoração de datas como a Páscoa, nos moldes do convencionalismo cristão.
É certo, porém, que as crianças trazem informações veiculadas pelos meios de comunicação, pela família, pela escola e que não devemos agredi-las com doutrinações radicais, negando tudo o que conhecem e vivenciam no mundo.
Mas podemos aproveitar esses saberes, para construir o novo ou resgatar, adequadamente, o ponto de vista histórico e cultural.
No caso da Páscoa, é preciso situá-la entre as festas ligadas a rituais de fertilidade e seus símbolos, dissociando-a da figura de Jesus, com o cuidado de não repetir a crença de que Ele a instituiu ou de que lhe deu outro sentido, assumindo a posição do cordeiro sacrificado nessa época pelos judeus, para justificar a ressurreição e dar ao corpo do Deus a função de alimento.
O mito do deus morto e do deus ressurrecto é comum a muitas culturas da antiguidade.
Quando Jesus encarnou entre nós, essa crença já era conhecida e os judeus, de sua parte, haviam conferido a ela características próprias, associando-a a episódio que remonta ao tempo de sua submissão ao Egipto.
Jesus insere-se naquele contexto, é verdade, e participa dos eventos da época, mas frisa:
“Meu reino não é deste mundo”.
E mais:
“Não quero sacrifício, mas misericórdia.”
Recuperemos a formação da palavra sacrifício: sacro + ofício.
Na realidade, o Mestre da Galileia rompe o ciclo de repetição dos velhos rituais e propõe o mandamento do amor.
Misericórdia é expressão do amor.
Não cobrava Jesus oferendas nos templos, nem rituais mágicos, como aquele que se realizava na páscoa.
Não pretendia que se lhe oferecessem ofícios sagrados, mas sim que praticássemos a caridade.
A Terceira Revelação nos convida, através do Espírito de Verdade:
“Amai-vos e instruí-vos”.
Portanto, o conhecimento que nos traz a própria Doutrina assinala um compromisso com o estudo, ensejando a oportunidade de superar uma mentalidade mágica para alcançar o direccionamento da fé, pela razão.
Assim, a evangelização espírita não precisa comemorar as festas da tradição cristã, mas deve constituir a festa de todo dia, porque oferece roteiro seguro para a vida e suas surpresas.
Este terceiro milénio do calendário ocidental está marcado, ao que parece, por descobertas científicas arrojadas e por inquietantes constatações da História, provocando a derrubada de velhas crenças.
Se, inadvertidamente, repetimos tais crenças na Casa Espírita, estaremos entravando o progresso e perdendo a chance de esclarecimento que o próprio Espiritismo nos oferece.
A criança e o jovem precisam desenvolver uma fé robusta e vigorosa que resista não só aos ventos das novidades – com as quais são alvejados pela escola, pela mídia, pela comunicação virtual – mas também aos embates da vida.
Educar-se pelo Evangelho à luz do Espiritismo é abrir uma janela para o futuro, é atravessar a linha do horizonte da acomodação, é libertar-se do velho círculo das ilusões.
Respeitar sim, repetir não.
Essa deveria ser a postura dos evangelizadores na casa espírita, diante dos atavismos da tradição cristã.

Por Victor Manuel

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