A Ciência confirma o Espiritismo?

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 18, 2013 9:06 pm

.. Isaías Claro > Aborto eugénico

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Condensado da palestra do Dr. ISAÍAS CLARO, na Escola de Pais Eurípedes Barsanulfo, promovida pelo Centro Espírita OBREIROS DO SENHOR (CEOS) e proferida na Instituição Assistencial Meimei (IAM) São Bernardo do Campo em março/94.

O tema é de uma actualidade impressionante.
Neste minuto uma alma foi impedida de reencarnar.

Alguém, em algum lugar do mundo, abortou.
Enquanto nos demoramos nesta abordagem necessariamente ligeira, dezenas de espíritos estarão sendo impedidos de retornar ao proscénio da luta corporal.

O artigo 128, do Código Penal, diz que o aborto não é punível, apenas em duas hipóteses.

Quando a mulher corre risco de vida.
É o chamado aborto necessário.
Sacrifica-se o ser em formação, porque é uma expectativa de vida.

Este postulado jurídico tem consonância com o pensamento espírita.
Se consultarmos a questão 359 de O livro dos Espíritos, verificaremos que o aborto necessário, que se realiza para salvar a vida da mãe, é moral.
Tem perfeito amparo nos códigos soberanos da Justiça Divina e não é contra a lei natural.

Porque se se preservar a mulher em detrimento da criança, o espírito, que iria reencarnar, não está impedido de fazê-lo outra vez e poderá retornar em uma nova experiência.

Para isso, evidente que os pais pratiquem conjunção carnal.
O espírito, portanto, poderá retornar sem prejuízo algum para a sua evolução.

O Código Penal ainda diz que se a gravidez decorre de estupro, a mulher pode praticar o abortamento, através de médico.
É o chamado aborto sentimental.

Este caso não tem amparo nas leis morais.
Não direi que a Doutrina Espírita é contra o aborto sentimental.
Direi que o aborto sentimental se opõe às leis morais.
Porque não sei se o Espiritismo é contra alguma coisa.

O Espiritismo esclarece para libertar consciências, mas a pessoa guarda certa relatividade na sua liberdade.
Então não direi que a Doutrina Espírita proíbe, direi que o aborto sentimental se opõe às leis morais.

Não é nada fácil para uma moça, uma mulher, trazer em sua cavidade uterina, na sua intimidade, um ser gerado em situações não desejadas, imprevistas, violentas, fruto de uma relação espúria, não nascido do amor, na entrega espontânea, buscada na plenitude fisiológica, emocional, espiritual.

E ficamos a imaginar que a mulher está grávida de um estupro.

Eu atendi algumas mulheres estupradas.
Pude perceber que elas são, até hoje, vivas-mortas ou mortas-vivas, porque se aniquilaram emocional e espiritualmente.

Incapazes de nos olhar nos olhos.
Sem coragem de enfrentar a vida com denodo, em virtude daquela acção violenta.

Mas se ela conseguir manter a gravidez e levá-la a termo, que progresso extraordinário está realizando, estará se sublimando.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 18, 2013 9:06 pm

Se isso não lhe for factível, depois de nascida a criança que a dê em adopção, é melhor que abortar.

Tramita no Congresso Nacional um outro inciso ao artigo 128 Projecto ou anteprojecto que permitirá à mulher abortar através de médico, até a 25ª semana de gestação, desde que tenha sido diagnosticada anomalia física ou mental do feto em formação.

Tudo em nome da eugenia, (do grego eu, bem + genos, de origem, isto é, boa geração), ciência criada no século passado por Francis que viveu de 1822 a 1911.

Esta nova ciência pretende o aperfeiçoamento físico, fisiológico e psicológico das raças.
Há que se matar todo o ser que apresente uma deformidade, uma anomalia qualquer.

Esta proposta não é nova no Brasil.
Surgiu em 1984 através de portaria do Ministério da Saúde, mas tem precedentes na França, na Inglaterra e em outros países da Europa.

Em Roma já existia o extermínio de crianças com deficiência física.
Eram mortas, pois não se prestavam aos fins bélicos do império romano.

Constituíam-se em peso morto, pois o Estado tinha que arcar com o ónus na manutenção daquelas criaturas que nunca se prestariam aos interesses dos romanos, que dominavam o mundo, naquela época.

Na segunda Guerra Mundial, com Adolfo Hitler, nós sabemos do extermínio de milhões de pessoas em nome da eugenia, da etnia.
Hitler anelava padronizar as pessoas humanas.

Os filmes, a literatura, mostram as experiências que eram feitas para que todos tivessem olhos azuis ou verdes, e milhares de criaturas foram cegas e mortas em nome desta eugenia, etnia, cujo objectivo era a padronização das raças.

O extremo da eugenia poderia levar muitas pessoas à morte por não alcançarem os padrões de estética, de plástica.
Se alguém não estivesse dentro das regras de beleza, poderia ser morto.

O que teria sido do nosso Aleijadinho e de todos os nomes ilustres da nossa história e mesmo dentro da Doutrina Espírita, como Jerónimo Mendonça, Hellen Keller, este exemplo para a humanidade, surda, cega, muda, realizou um trabalho notável.

Hellen Keller soube que uma professora estava ensinando surdos e mudos a falar, e ela se interessou.

Foi ter com Anne Sullivan que colocava o seu dedo na boca de Hellen Keller e colocava o dedo de Hellen na sua boca.
Emitia sons e a discípula não ouvia, mas sentia a ressonância do som na boca de Anne Sullivan.

Em uma semana a jovem já estava falando e disse:
"Eu já não sou mais muda, já posso falar", e foi lutando a vida inteira contra as suas deficiências físicas.

Viajou o mundo fazendo palestras e hoje se manifesta aqui, ali, alhures, livre das amarras físicas, demonstrando que as limitações são do corpo e não da alma.

Nada, portanto, poderia justificar o aborto eugénico.
Vamos a algumas razões.

Em nome do aborto eugénico o médico é quem praticaria o crime.
Vejam que paradoxo!
O médico, cuja profissão é salvar, preservar a vida, melhorar as condições físicas e psíquicas do homem, estaria a serviço da carnificina, transformando os nossos hospitais em matadouros.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 18, 2013 9:06 pm

É paradoxal.
O Código de Ética Médica, no Brasil, é explicito:
não é permitido práticas eugénicas ou eugenésicas, o Código de Ética Médica Internacional, o Código Lawyer Book depois do holocausto, fere a mentalidade médica.

Em nome da eugenia se praticariam abusos.
Qualquer gravidez indesejada seria interrompida.
Bastaria que um ou dois médicos atestassem anomalia física ou mental no feto em gestação e o aborto estaria consumado.

E cá entre nós, a Justiça ou a Polícia não tem meia técnica para desautorizar um atestado médico.

Para provar o contrário, precisaríamos de outro médico com coragem, independência de atestar outro diagnóstico contrário.
Mas como realizar uma necropsia num ser que já está sepultado e decomposto?

Tudo se invalida.
Nunca se conseguiu, na prática, uma condenação por aborto.
É necessária uma prova técnica, científica, palpável.

Há ainda o risco de erro no diagnóstico.
Será que a anomalia diagnosticada no feto não poderia ser revertida no futuro?

Fala-se, hoje, em terapia génica, na possibilidade muito concreta de se introduzir genes sadios nas pessoas.

Fala-se, também, abertamente, em doenças genéticas, em mutações, transformações dos genes que poderão impedir alguém nascer com alguma deficiência.

Os genes são corpúsculos invisíveis a olho nu, responsáveis pela transmissão aos descendentes das características físicas dos seus ancestrais.
Porque os filhos se parecem com os pais no aspecto físico, na moral nem sempre, salvo se forem espíritos simpáticos, se estiverem no mesmo patamar evolutivo, com as mesmas tendências, com as mesmas aptidões.

A parecença física depende das leis da hereditariedade.
Os genes estão inseridos nos cromossomos que fazem parte das células.

Através dos genes nós transmitimos aos nossos descendentes os caracteres físicos, não morais.

Estes genes, com o passar dos tempos, podem sofrer uma mutação, uma transformação, dando origem a uma doença genética.

Pela terapia genética, assim como se faz um transplante de rim, de coração, pode-se introduzir genes saudáveis no organismo, em substituição aos genes doentes.

Se o feto for portador de alguma anomalia, haverá a possibilidade de se reverter o quadro por esse processo e, assim, poderá ser evitado o aborto.

É a terapia genética vindo ao encontro da necessidade do aperfeiçoamento das raças.

A questão 692 de O Livro dos Espíritos mostra quão actual é este livro.
Só não tem a expressão eugénica, que é um neologismo.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 19, 2013 9:42 pm

P. O aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela Ciência é contrário à lei natural?
Seria mais conforme a essa lei deixar as coisas seguirem o seu curso normal?


R. Tudo se deve fazer para chegar à perfeição.
O próprio homem é um instrumento de que Deus se serve para atingir os seus fins.
Sendo a perfeição o alvo para que tende a Natureza, o favorecer a sua conquista é corresponder àqueles fins."

A terapia génica tem amparo moral.
É perfeitamente factível, mas sabemos que também poderão ocorrer abusos, principalmente com os animais: ratos, camundongos, que servem à pesquisa científica.

A medicina fetal também invalida a necessidade do aborto, quando se detecta alguma má formação no feto.
O médico abre o ventre materno, tira o nené, submete-o à cirurgia, devolve-o à cavidade uterina, fecha o útero e a gravidez continua.

Todos são enfoques científicos, culturais para evitar o aborto eugénico.

Devemos também levantar a questão filosófico-doutrinária que tão bem esclarece.

O que é o corpo?

É o instrumento que permite ao espírito reencarnante realizar o seu fanal, qual seja, o de construir a sua perfeição relativa.

A vida orgânica, material, não é o fim em si mesma.
O espírito pré-existe ao corpo e sobrevive a ele quando do recesso celular.
Vivíamos antes da concepção e continuaremos a viver.

Já estamos na imortalidade, não precisamos morrer para nos tornarmos imortais.
A deficiência física ou mental é reflexo das vidas anteriores.

O espírito é que tem a deficiência.
O corpo funciona como uma esponja, um escafandro e serve para limpar as impurezas.

Estamos aqui por pouco tempo e por mais que o corpo nos faça sofrer, que esteja doente, vai permitir ao espírito uma libertação.

E eu pergunto.
O que é saúde? O que é doença?
A definição será tão simples como parece?

Chico Xavier, do ponto de vista físico, é considerado uma pessoa extremamente doente, no entanto, tem uma saúde espiritual de ferro.

Hitler, perfeitamente saudável.
Era vegetariano e Chico alimenta-se de carne, só para mostrar a relatividade das coisas.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 19, 2013 9:42 pm

O que é saúde, então?
E como diz Jerónimo Mendonça "a doença do corpo trabalha a saúde da alma".

É uma bênção, um aguilhão benéfico", diz o Irmão X, porque dá ao espírito a condição de resgatar o passado.

Nem toda doença, porém, tem origens cármicas.
André Luiz relata, num dos seus livros, o caso de uma jovem que reencarnaria num corpo escultural.

Temerosa de que poderia "escorregar" de novo, pediu um defeitozinho para que não corresse o mesmo risco.

Muitas vezes, como diz Nancy Puhlmann di Girolamo, em seu livro O castelo das aves feridas", existem espíritos que amam os excepcionais e pedem para vir excepcionais e servirem de cobaias de experiências científicas.

Eles, que nada devem, auxiliam os que têm débito no passado.

Outro exemplo é o cego de nascença de quem os discípulos perguntaram à Jesus:
- Mestre, quem pecou?
E Jesus respondeu:
- Nem ele nem seus pais.

E como explicar a cegueira deste homem?
É provável que ele já era cristão antes de reencarnar e estava planeado de vir cego e ser curado pelo Mestre para contribuir a que os cépticos cressem em Jesus.

Muitos têm a missão de despertar os outros.

Se impedíssemos os espíritos de reencarnar por serem portadores de anomalias, eles não resgatariam o passado e não cumpririam a missão.

Com todo respeito e carinho, será que Jerónimo Mendonça teria feito tudo o que fez se tivesse uma saúde perfeita?
Os problemas ensinam, a dor é despertador.

O câncer, a AIDS, as deficiências estão na alma.
Se a lei a que me referi for aprovada, consentindo o aborto eugénico, a Lei a Deus terá outras formas para se cumprir.

Uma criança pode nascer sã, mas nos primeiros passos, num tombo bobo, torna-se deficiente.
E não vai se matar um filho com um ano ou dois.

Se formos abortar, abortemos o orgulho, o egoísmo, a ambição, a vaidade, pais do aborto eugénico, defeitos esses capazes de nos concentrar na vida material.

Porque hoje somos valorizados pelo que temos, ou que carregamos, ou pela nossa beleza plástica, ou pela apresentação.

Jerónimo Mendonça é um exemplo notável.
Portador de várias doenças ficou décadas numa mesma posição.
Sua cama era seu banheiro, sua tribuna.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 19, 2013 9:42 pm

Fundou dois centros espíritas, gravou muitas fitas e viajou por dezenas de cidades do Brasil.
Escreveu cinco livros, fundou uma creche em Ituiutaba.
Um espírito que, nesta condição, realizou tanto.
Isto mostra que o corpo não impede a realização da alma.

Quantos sadios estão se comprometendo, perdendo a oportunidade excelente na ociosidade, na preguiça, na acomodação, enquanto outros vitimados por estas limitações vão à luta, superam-se pela fé, pelo amor, pelo desejo de servir, realizam obras notáveis.

Morgana, minha filha, tem 12 anos, 16 cirurgias, já extraiu um rim e é portadora de hidrocefalia, tem válvula no cérebro;
não tem controle dos esfíncteres;
não têm sensibilidade nos membros inferiores motores;
vive na cadeira de rodas.

Eu sou uma pessoa abençoada.
Ela me ensinou a viver.
Estou longe de viver como deveria viver, mas com ela, tenho certeza, sou bem melhor.

Com ela, em nossa casa, tudo mudou, tudo ganhou beleza.
Ela demorou dois anos para sentar pela primeira vez, sem cair do lado, quatro anos para ficar em decúbito ventral.

Mostrou-nos o valor das coisas pequenas, que vamos de lá para cá, que nos sentamos sem perceber.

Se a minha filha veio para ficar, ela vai ficar.
Não conto para despertar compaixão, mas para dizer que um filho excepcional é um excepcional filho.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 20, 2013 9:34 pm

.. José Marcelo G. Coelho > O Pensamento

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Diferentemente dos orientais, nós, os representantes da chamada civilização ocidental, dificilmente nos dedicamos a aprofundamentos em torno das imensas potencialidades mentais de que dispomos.

A ciência académica, materialista por excelência, estabelece que o pensamento é um fenómeno meramente fisiológico, decorrente da incessante actividade neuronial.

Em tempos idos, acreditávamos que os pensamentos que emitíamos eram de nossa exclusiva propriedade, razão pela qual permaneceriam, por assim dizer, encarcerados em nossos cérebros.

Entretanto, nascida em berço europeu, a Doutrina Espírita fez surgir, sobretudo pelas vias da razão, um novo conceito daquilo que reputamos como sendo o mais importante atributo do Espírito.

A questão 833 de O Livro dos Espíritos nos esclarece que é pelo pensamento que o homem desfruta de uma liberdade sem limites.

A problemática que então se estabelece é a de não avaliarmos, com total exactidão, a verdadeira amplitude das consequências de nossas produções mentais.

André Luiz, em sua obra Mecanismos da Mediunidade, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, nos afirma que pensar é o ato de emitir matéria mental.
Assim sendo, o pensamento deixa de ter um aspecto de invisibilidade para assumir a condição de matéria em movimento.

Mas... de que modo isso se processa?

Recorrendo novamente à primeira obra basilar do Espiritismo, verificamos que Kardec, em nota correspondente à questão 495, nos esclarece que é exactamente através do fluido cósmico (presente em todo o universo) que os corpúsculos mentais se movimentam.

Por certo, não conseguimos visualizá-los com nossos olhos grosseiros, apenas lhes sentimos os resultados, da mesma forma como divisamos claramente a luz do sol reflectida na Terra, mas, nunca, a movimentação das partículas que lhe deram origem.

Importante ressaltar que, em virtude das ondas emitidas por sua mente, o homem se mantém enclausurado nas zonas inferiores da vida carnal, acometido por diversos males, de ordem física e psíquica, decorrentes das vibrações deletérias com as quais se ajusta.

Todavia, é também a partir do pensamento que todos nós, seres eternos que somos, nos candidatamos aos mais altos voos em direcção ao sublime caminho de luz que nos cumpre trilhar.

Ademais, bem sabemos que toda vibração, de qualquer matiz, ao ser lançada no espaço, certamente há de influenciar tantos outros seres, encarnados e desencarnados, que, conscientemente ou não, nutrir-se-ão das mesmas emanações, num fenómeno natural de afinização.

Lembremo-nos, finalmente, que a tão falada reforma íntima, que se traduz por constante renovação de atitudes, inicia-se, incontestavelmente, pela reformulação lenta e gradual de nossa vida mental.

Artigo publicado originalmente no Jornal "A Senda", Vitória, Espírito Santo, em edição de Fevereiro de 2003

Allan Kardec, no livro O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (cap. XXVII, item 10):
O Espiritismo nos faz compreender a acção da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele.

Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na terra estamos envolvidos pela atmosfera.

Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito.

Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade.
É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados”.

http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 20, 2013 9:34 pm

.. Humberto Schubert Coelho > A Mediunidade na Literatura - Grécia

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Como este texto pretendemos abrir caminho para discussões e exposições de factos incontestavelmente mediúnicos, seja na exposição de obras da literatura clássica, seja no processo de sua escrita.

É bem conhecida a importância dos poetas e literatos de todas as épocas sobre a religião e a cultura.

Muitas vezes são indivíduos positivamente inspirados, além de trazerem grande bagagem de conquistas na área da sensibilidade e da memória, como frequentemente ocorre entre artistas.

A vantagem da literatura está em que este campo da Arte situa-se na fronteira entre a pura Arte, de um lado, e as Ciências Humanas e a Filosofia, de outro.

O argumento, portanto, está presente na grande obra literária, a discursividade, a exposição mais ou menos racional dos temas, enfim, elementos que põem a Literatura em condição privilegiada para a transmissão de uma mensagem, mais do que apenas um sentimento.

Sob o termo literatura também se englobam relatos menos artísticos, ensaios e trabalhos de carácter mais teórico, de modo que os diálogos de Platão (428/427-348/347 a.C.) ou os livros da Bíblia estão perfeitamente inseridos sob este termo.

Uma boa mostra da forte presença da mediunidade entre os gregos, e que nos ajuda a compreender como eles tinham consciência do fenómeno, é a passagem do diálogo platónico Timeu, onde os ministros do Deus Supremo, os deuses menores ou "demónios", deveriam seguir a ordem de criar o corpo humano de modo que ele fosse o mais próximo possível do Deus Supremo.

Neste propósito, deram ao homem um órgão (supostamente o fígado) que percebe a inspiração divina, destacando-se que a inspiração não acomete aos homens mais sábios, mas aos mais tolos ou que parecem loucos:
Nenhum homem em sua sobriedade atinge o estado de inspiração divina profética, mas quando ele recebe a palavra profética, ou a sua inteligência é afastada pela dormência, ou ela se torna equívoca pelo estado de possessão, e aquele que quiser interpretar as palavras divinas, seja obtidas em sonho ou acordado, ou determinar racionalmente o significado das visões de aparições, compreendendo os resultados destes fenómenos para o bem ou o mal dos homens, no passado, presente ou futuro, deve primeiramente recuperar sua sobriedade.

No entanto, continua Platão:
Nem sempre um homem se lembra daquilo que disse em estado profético, de modo que é conveniente haver uma ou mais testemunhas durante a profecia e as visões.

Assim, aqueles que estão em seu estado de perfeita sobriedade, podem interpretar melhor a narrativa daqueles que estiverem inspirados.

( http://www.classicallibrary.org/plato/dialogues/17_Timaeus.htm )

Observa-se claramente que Platão não está defendendo um argumento, está meramente descrevendo um facto, tal era a naturalidade com que lidava com fenómenos deste tipo.

Igualmente clara é a conclusão a que ele chega no Íon:
E assim Deus arrebata a mente dos poetas, e os utiliza como seus ministros, assim como também usa adivinhos e os santos profetas, de modo que nós que os escutamos sabemos que a sua fala não provém deles, e eles não pronunciam palavras vazias neste estado de inconsciência, mas é o próprio Deus quem fala, e através deles Ele conversa connosco.

( http://www.classicallibrary.org/plato/dialogues/8_Ion.htm )

Somando-se os dois relatos percebemos que o estado profético ou inspirado, descrito pelo filósofo, tem importantes implicações científicas.

Como Kardec, ele (ou talvez seu mestre Sócrates) parece ter avaliado rigorosamente o processo a ponto de formular uma compreensão teórica bastante correta da fenomenologia mediúnica.

Estão perfeitamente descritos o estado de passividade do médium e o facto de a comunicação não provir dele, o carácter transcendente da comunicação, o facto de poder se processar no sonho ou no estado de transe, o facto de a mediunidade ser, muitas vezes, uma missão atribuída aos "ministros de Deus".


Última edição por O_Canto_da_Ave em Sab Abr 20, 2013 9:36 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 20, 2013 9:35 pm

Platão também dava a entender, nestas e em outras obras, que o estado profético destes inspirados podia ser utilizado por outros para obter informações sobre a realidade maior, para além do mundo dos sentidos.

Muitos dos conhecimentos platónicos parecem ter sido obtidos por esta via, conforme ele mesmo admite, embora os historiadores prefiram imaginar que ele os obteve alhures, da Ásia Menor, da Índia, do Egipto.

Lembramos também que era costume entre os gregos consultar as pítias (ou pitonisas), seja no famoso oráculo de Delfos, seja em lugares e seitas menos famosos.

Os relatos de Heródoto (482-420 a.C.) e a literatura grega deixam a entender que as sacerdotisas do templo profetizavam tanto por "encomenda" quanto espontaneamente.

Também não nos perderemos na imensidão dos relatos mitológicos, que entre uma fantasia e outra sugerem fenómenos de vista mediúnica, incorporação, previsões, etc.;
nem na evidência directa da inspiração através das "musas".

Atentamos tão somente, a título de exemplo, à obra madura de Homero (c.850 a.C.), a Odisseia, onde ele dá importantes indícios de que as práticas mediúnicas lhe eram comuns.

No Canto XI, quando Odisseu (ou Ulisses) tem de descer ao Hades, ele encontra a sombra de sua mãe.
Após as apresentações e explicações necessárias o herói tenta abraçá-la três vezes, e não a podia tocar, percebendo que ela se desvanecia como uma sombra ou como se fora "feita de sonho".

Indignado, ele pergunta à mãe o que ocorre, e ela lhe responde:
(...) Está é a condição de todo homem mortal quando morre, pois os nervos já não unem mais carne e ossos:
A potente energia do fogo o consome todo quando toda a vida abandona a branca ossada e o princípio vital se nos torna o mesmo que um sonho.

Mas procura volver o quanto antes à luz, e recorda de tudo isto, de modo que possa contá-lo à tua esposa.
( Homero, Odisseia. Buenos Aires: Planeta, 2007. p. 195 )

Percebem-se diversas características interessantes neste encontro.

A primeira é o modo com que ambas as personagens se expressam sobre a substância da mãe, que "parece um sonho", sugerindo claramente que a viagem de Odisseu ao Hades não foi feita em sonho, mas que ele estava desperto diante dos mortos e podia constatar serem eles formados de outra substância.

A segunda informação importante é a recomendação da mãe de que ele deveria recordar do que se passou, recomendação importante, considerando-se que o próprio Platão já havia dito em sua análise da mediunidade que "[...] ou a sua inteligência é afastada pela dormência, ou ela se torna equívoca pelo estado de possessão [...]".

Homero, muito antes de Platão, apresenta a mesma ideia , sugerindo a necessidade de um esforço posterior ao contacto com os mortos, no sentido de se recordar do ocorrido.

Por fim, não é menos importante, embora subtil, a recomendação da mãe de Odisseu para que ele "conte à esposa" o que se passou.

É o carácter prático da comunicação, e denota o interesse caritativo do Espírito em instruir e alertar os encarnados.
Em toda a literatura, seja a mais artística ou mais ensaística, os relatos mediúnicos geralmente recomendam a divulgação ou a transmissão da informação a outros.

Só em raríssimos casos, quando a informação envolve riscos para alguém, há recomendações para que se mantenha o segredo.

A obra de Homero tem duas grandes vantagens: a de ser uma obra de formação da própria cultura helénica, estabelecendo paradigmas da própria religião a partir daí, e a de expressar um virtuosismo literário até hoje admirável, dando ideia de quão impressionante deve ter sido para a Grécia num momento em que ela sequer havia estabelecido a sua civilização.

A viagem de Odisseu ao Tártaro também se tornou um paradigma na literatura ocidental.

Virgílio (c. 70-19 a.C.) faz o seu Eneias descer ao mundo dos mortos, cerca de oito séculos depois de Homero, e depois Dante (1265-1321 d.C.) descreve na Divina Comédia uma viagem ao Inferno, passando pelo Purgatório, ao Céu, tomando a sombra de Virgílio como guia nesta inusitada peregrinação, mais de mil anos depois de seu conterrâneo da Roma Antiga.

Por este motivo, a Odisseia tem a prerrogativa de haver despertado as intuições latentes de inúmeros outros pensadores e artistas, os quais a partir de então estariam sempre mais próximos de semelhante viagem ao mundo dos mortos.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 21, 2013 8:47 pm

.. Rogério Coelho > Cizânias e dissidências

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Vim separar de seu pai o filho, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora;
e o homem terá por inimigos os de sua própria casa”.

Jesus. (Mt.; 10:35.36.)

Como toda escola de pensamento, o Espiritismo tem seus adeptos e contraditores, isto é, criaturas que o acoroçoam e outras que tem por inimigas...

Adversários e adeptos se dividem em várias modalidades, conforme podemos compreender pelas explicações oferecidas por Allan Kardec na Codificação Espírita.

Incompreensões existem não somente por parte dos inimigos do Espiritismo, mas também por parte dos adeptos, haja vista as tricas que nada deixam a dever às maquinações farisaicas do tempo de Jesus, e que pululam no movimento espírita, corporificadas pela saraivada de anátemas mútuos lançados indiscriminadamente em todas as direcções...

Jesus foi e ainda é o Grande Incompreendido pelos que se consideram cristãos, vez que não obstante, sendo Sua a Lei de amor, na verdade, paradoxalmente, a cizânia é que é praticada em larga escala.

As incompreensões, as rixas partidárias, as ciumeiras, as invejas, fazem parte do acervo da limitada individualidade humana, e é por isso que todas as criaturas que viveram à frente de seu tempo, como pontas de lanças, sofreram as consequências danosas por suas ideias revolucionárias e pagaram alto preço pelo atrevimento de tentar acordar a Humanidade do ancilosante marasmo em que se locupleta.

Evidentemente o Espiritismo não se encontra infenso a essa particularidade antropológica, aliás, prevista por Jesus no versículo em epígrafe.

No livro Libertação, através da mediunidade de Francisco C. Xavier, André Luiz narra a lenda egípcia do peixinho vermelho, que por ter dito uma visão mais abrangente da realidade em que vivia junto com os seus companheiros, foi expulso do tanque, da mesma forma que foi expulso do templo aquele cego de nascença que Jesus curou, porque ostentava uma realidade insofismável que os fariseus, do alto pedestal do orgulho em que se colocavam, não puderam contemplar e muito menos admitir.

Sócrates, que viveu milénios à frente de seu tempo foi obrigado a beber cicuta;
e assim sempre aconteceu com os Espíritos de vanguarda que aqui aportaram para fazer com que a Humanidade avançasse na senda do progresso.

Allan Kardec tem sido o grande incompreendido tanto pelos não espíritas quanto pelos espíritas propriamente ditos.
E, em consequência, o Espiritismo também não tem tido melhor sorte...

Herculano Pires, atento a essas questões, oferece-nos uma explicação lógica e clara para a existência das cizânias e dissidências.

Segundo esse grande escritor espírita este estado de coisas se deve ao facto de que o Espiritismo é uma doutrina do futuro, e como tal, não foi ainda devidamente assimilada pelas criaturas;
daí as incompreensões que campeiam por todos os lados e até mesmo a explicação do absurdo dos absurdos que é a incompreensível e antecipadamente malograda tentativa de actualização de Kardec perpetrada por alguns entendidos (!?)

Segundo Herculano Pires[1],(...)
Mais de um século após o advento da Codificação do Espiritismo, reina ainda grande incompreensão a respeito da Doutrina Espírita, de sua própria natureza e de sua finalidade.

A Codificação, entretanto, foi elaborada em linguagem clara, precisa, acessível a todos.
À lucidez natural do espírito francês, Kardec juntava a sua vocação e a sua experiência pedagógicas, além da compreensão invulgar de tratar com matéria sumamente complexa.

Vemo-lo afirmar, a cada passo, que desejava escrever de maneira a não deixar margem a interpretações, ou seja, para divergências interpretativas.
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A Ciência confirma o Espiritismo? - Página 7 Empty Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 21, 2013 8:47 pm

Qual o motivo, então, por que os próprios adeptos do Espiritismo, ainda hoje, divergem, no tocante a questões doutrinárias de importância?

E qual o motivo por que os não-espíritas continuam a tratar o Espiritismo com a maior incompreensão?

Note-se que não nos referimos aos adversários, pois estes têm a sua razão, mas aos não-espíritas”.

Parece-nos que a explicação, para os dois casos, é a mesma.
O Espiritismo é uma doutrina do futuro.
À maneira do Cristianismo, abre caminho no mundo, enfrentando a incompreensão de adeptos e não-adeptos.

Em primeiro lugar, há o problema da posição da doutrina:
Uns a encaram como sistematização de velhas superstições; outros, como tentativa frustrada de elaboração científica;
outros, como ciência infusa, não organizada;
outros ainda, como esboço impreciso de filosofia religiosa; outros, como mais uma seita, entre as muitas seitas religiosas do mundo.

Para a maioria dos adeptos e não-adeptos, o Espiritismo se apresenta como simples crença, espécie de religião e superstição, ao mesmo tempo, eivada de resíduos mágicos.

Ao contrário de tudo isso, porém, o Espiritismo, segundo a definição de Kardec e dos seus principais continuadores, constitui a última fase do processo do conhecimento.

Última não no sentido de fase final, mas da que o homem pôde atingir até agora, na sua lenta evolução através do tempo.
É evidente que se trata do conhecimento em sentido geral, não limitado a um determinado aspecto, não especializado...

Nesse sentido geral, o Espiritismo aparece como uma síntese dos esforços humanos para compreensão do mundo e da Vida.
Justifica-se, assim, que haja dificuldade para a sua compreensão, apesar da clareza da estrutura doutrinária da Codificação.

De um lado, o povo não pode abarcá-lo na sua totalidade, contentando-se com o seu aspecto religioso; de outro, os especialistas não admitem a sua natureza sintética;
e de outro, ainda os preconceitos culturais levantam numerosas objecções aos seus princípios”.

Como então identificar os Verdadeiros Espíritas?
Em qual sector encontra-se o verdadeiro sentido do Espiritismo?
Quem, afinal está com a razão e caminhando na direcção certa?

Para responder a estas indagações, só mesmo recorrendo à Codificação Espírita[2], onde o Espírito de Verdade desenhou o perfil e a performance do Espírita Cristão, isto é, dos Verdadeiros OBREIROS DO SENHOR.

Ditosos os que hajam dito a seus irmãos:
Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá:
Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!

Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão:
Graça! graça! O Senhor, porém, lhes dirá:
Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes?

Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho?
Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes.
Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 21, 2013 8:48 pm

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo.

Cumprir-se-ão estas palavras:
Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.”

Segundo Fénelon[3],
(...) As criaturas que se acham imbuídas dos verdadeiros princípios do Espiritismo vêem unicamente irmãos em todos os espíritas, e não rivais.

Os que se mostrassem ciosos de outros grupos provariam existir-lhes no íntimo uma segunda intenção, ou o sentimento do amor próprio, e que não os guia o amor da verdade.

Afirmo que, se essas pessoas se achassem entre vós, logo semeariam no vosso grupo a discórdia e a desunião.

O verdadeiro Espiritismo tem por divisa benevolência e caridade.
Não admite qualquer rivalidade, a não ser a do bem que todos podem fazer.

Todos os grupos que inscreverem essa divisa em suas bandeiras estenderão uns aos outros as mãos, como bons vizinhos, que não são menos amigos pelo fato de não habitarem a mesma casa.

Os que pretendam que os seus guias são Espíritos melhores que os dos outros deverão prová-lo, mostrando melhores sentimentos.

Haja, pois, luta entre eles, mas luta de grandeza d`alma, de abnegação, de bondade e de humildade.
O que atirar pedra a outro provará, por esse simples fato, que se acha influenciado por maus Espíritos.

A natureza dos sentimentos recíprocos que dois homens manifestem é a pedra de toque para se conhecer a natureza dos Espíritos que os assistem”.

Em uníssono com Fénelon, S. Vicente de Paulo acrescenta[4]:
O Espiritismo deve ser uma égide contra o espírito de discórdia e de dissensão;
mas, esse espírito, desde todos os tempos, vem brandindo o seu facho sobre os humanos, porque cioso ele é da ventura que a paz e a união proporcionam.

Espíritas! Bem pode ele, portanto, penetrar nas vossas assembleias e, não duvideis, procurará semear entre vós a desafeição.

Impotente, porém, será contra os que tenham a animá-los o sentimento da verdadeira caridade.
Estai, pois, em guarda e vigiai incessantemente à porta do vosso coração, como à das vossas reuniões, para que o inimigo não a penetre.

Se forem vãos os vossos esforços contra o de fora, sempre de vós dependerá impedir-lhe o acesso em vossa alma.
Se dissensões entre vós se produzirem, só por maus Espíritos poderão ser suscitadas.

Mostrem-se, por conseguinte, mais pacientes, mais dignos e mais conciliadores aqueles que no mais alto grau se achem penetrados dos sentimentos dos deveres que lhes impõe a urbanidade, tanto quanto o vero Espiritismo.

Pode dar-se que, às vezes, os bons Espíritos permitam essas lutas, para facultarem, assim aos bons, como aos maus sentimentos, ensejo de se revelarem, a fim de separar-se o trigo do joio.

Eles, porém, estarão sempre do lado onde houver mais humildade e verdadeira caridade”.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 21, 2013 8:48 pm

Em inspirada peroração completa Dufêtre[5]:
Espiritismo!
Doutrina consoladora e bendita! felizes dos que te conhecem e tiram proveito dos salutares ensinamentos dos Espíritos do Senhor!

Para esses, iluminado está o caminho, ao longo do qual podem ler estas palavras que lhes indicam o meio de chegarem ao termo da jornada:
caridade prática, caridade do coração, caridade para com o próximo, como para si mesmo; numa palavra:
caridade para com todos e amor a Deus acima de todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres e porque impossível é amar realmente a Deus, sem praticar a caridade, da qual fez ele uma lei para todas as criaturas.


[1] - Herculano Pires O Espírito e o Tempo- Edicel 3ª edição.
[2] - Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XX, item 5
[3] - Kardec, A. O Livro dos Médiuns 2ª parte - Capítulo XXXI, tomo XXII, § 2º e 3º.

[4] - Kardec, A. O Livro dos Médiuns 2ª parte - Capítulo XXXI, tomo XXVI,
[5] -Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X, item 18, § 2º.

http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/colunistas/rogeriocoelho/rc-0003.htm

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 22, 2013 10:02 pm

.. Rogério Coelho > Como conciliar Livre-arbítrio como Presciência Divina?

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“Na esfera individual, o livre-arbítrio é o único elemento dominante.
A existência de cada homem é resultante de seus actos e pensamentos.”

-Emmanuel[1]

Perante o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas, pode-se verdadeiramente afirmar a liberdade humana?

Eis aí um árduo problema de metafísica!...

Em sua obra admirável, Léon Denis vem em nosso socorro em tão intricado assunto, informando-nos que esta “questão aparentemente complexa e árdua que faz correr rios de tinta possui solução das mais simples.

Mas o homem não gosta de coisas simples;
prefere o obscuro, o complicado, e não aceita a verdade senão depois de ter esgotado todas as formas do erro...

Deus, cuja ciência infinita abrange todas as coisas, conhece a natureza íntima de cada homem e as impulsões, as tendências, de acordo com as quais poderá determinar-se.

Nós mesmos, conhecendo o carácter de uma pessoa, poderíamos facilmente prever o sentido em que, numa dada circunstância, ela decidirá, quer segundo o interesse, quer segundo o dever.

Uma resolução não poderá nascer de nada.
Está forçosamente ligada a uma série de causas e efeitos anteriores de que deriva e que a explicam.

Deus, conhecendo cada alma em suas menores particularidades, pode, pois, rigorosamente, deduzir, com certeza, do conhecimento que tem dessa alma e das condições em que ela é chamada a agir, as determinações que, livremente, ela tomará.

Notemos que não é a previsão de nossos actos que os provoca.
Se Deus não pudesse prever nossas resoluções, não deixariam elas, por isso, de seguir seu livre curso.

É assim que a liberdade humana e a previdência divina conciliam-se e combinam, quando se considera o problema à luz da razão.

O círculo dentro do qual se exerce a vontade do homem, é, de mais a mais, excessivamente restrito e não pode, em caso algum, impedir a acção divina, cujos efeitos se desenrolam na imensidade sem limites.

O fraco insecto, perdido no canto de um jardim, não pode, desarranjando os poucos átomos ao seu alcance, lançar a perturbação na harmonia do conjunto e colocar obstáculos à obra do Divino Jardineiro.

(...) A liberdade é a condição necessária da alma humana que, sem ela, não poderia construir seu destino.

É em vão que os filósofos e os teólogos têm argumentado longamente a respeito desta questão.
À porfia tem-na obscurecido com suas teorias e sofismas, votando a Humanidade à servidão em vez de a guiar para a luz libertadora.

A noção é simples e clara.
Os druidas haviam-na formulado desde os primeiros tempos de nossa História.

Está expressa nas “Tríades” por estes termos:
Há três unidades primitivas: Deus, a luz e a liberdade.

À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra:
necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 22, 2013 10:02 pm

Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que a alma tem sempre liberdade suficiente para quebrar este círculo e escapar às forças opressoras.

A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação;
é a responsabilidade do homem que faz a sua dignidade e moralidade.

Para todo Espírito, por menor que seja o seu grau de evolução, a Lei do dever brilha como um farol, através da névoa das paixões e interesses.

Por isso, vemos todos os dias homens nas posições mais humildes e difíceis preferirem aceitar provações duras a se abaixarem a cometer actos indignos.

O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência.

Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.

Isto só se pode obter por uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas:
libertação física pela limitação dos apetites;
libertação intelectual pela conquista da verdade;
libertação moral pela procura da virtude.

É esta a obra dos séculos.”

Allan Kardec publicou na “Revue Spirite” de outubro de 1863 uma página mediúnica, onde um Espírito familiar narra possuir o Universo uma grande lei que domina tudo: A Lei do Progresso.

“É em virtude dessa lei” – ensina o Espírito, na obra citada – “que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo quanto existe em nosso globo, percorrer as fases que o separam da perfeição.

Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um levará para chegar ao fim;
como, porém, todo progresso deve resultar de um esforço tentado para o realizar, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar este ou aquele caminho.

Não se poderia afirmar sem blasfémia, que Deus tenha querido a infelicidade de Suas criaturas, desde que os infelizes expiam sempre, tanto uma Vida anterior mal empregada, quanto sua recusa a seguir o bom caminho, quando este lhe era mostrado claramente.

Assim, depende de cada um abreviar a prova que deve sofrer; e, por isto, os guias seguros, bastante numerosos, lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos.

O livre-arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.

Vós todos que tendes acesso ao grande foco na nova ciência, (o Espírito refere-se ao Espiritismo), não negligencieis de vos penetrar das eloquentes verdades que ela vos revela, e dos admiráveis princípios que são a sua consciência.

Segui-os fielmente: é aí, sobretudo, que brilha o vosso livre-arbítrio.

Penetrai-vos de todos os preceitos que vos chegam do Mundo Espírita Superior e assim tereis contribuído em larga parte para a realização dos desígnios da Providência.”

[1] - Emmanuel/Xavier, F.C. Palavras do Infinito”

http://www.ieja.org/portugues/Estudos/Artigos

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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 23, 2013 8:27 pm

.. Rogério Coelho > As Tensões nossas de cada dia

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Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.
Jesus. (Mt., 11:28.)

Stress é um neologismo inventado por engenheiros ingleses para expressar o ponto de tensão máxima capaz de causar a ruptura de uma estrutura.

Hoje em dia, com a explosão demográfica e o novo status-quo vigente, isto é, a Vida interpessoal, deixando aquela característica pachorrenta e morigerada dos velhos tempos de nossos avoengos para o frenesi e desassossego da actualidade, a palavra stress transcendeu sua etimologia e emprego inicial e hoje é sinónimo do mal do século.

O stress tem motivado a maior parte das doenças que acometem o homem moderno...

José M. Martins que fez doutorado em Psicologia Clínica nos U.S. afirma:
(...) Ao longo de sua Vida o homem moderno vai se repletando de lixo psicológico, ou seja:
acumula na intimidade da personalidade situações psicológicas não equacionadas que, num processo de somatização provocam, a longo prazo, a implosão do stress.

O corpo humano possui defesas naturais para situações de conflito, mas são defesas que têm as suas limitações.
O arsenal defensivo presto se esgota e o indivíduo fica à mercê dos desgastes perniciosos.

O stress, segundo Martins, (...) é uma resposta de alerta diante de uma ameaça:
O coração dispara, o sangue foge das superfícies (colapso periférico) e a criatura fica pronta para atacar ou fugir como o homem primitivo ficava diante das feras.

Há descarga de hormônios no organismo, a musculatura fica tensa, pronta para a acção.
O organismo tem um dispositivo automático regulador do desarme dessa tensão, mas se a situação se repete com muita frequência, sem a respectiva resposta do esgotamento da tensão, o stress se torna crónico e daí surgem as doenças.

Se a pessoa dilui a carga descarga hormonal em uma consequente acção de defesa ou ataque, respondendo adequadamente ao conflito que a gerou, a situação passa, equaciona-se a situação stressante, e o seu organismo se reequilibra, voltando à normalidade.

Eliminar ou diminuir o stress nem sempre significa descansar, tirar férias, segundo ensina o psicólogo:
(...) As pessoas precisam reaprender ou permitir que aconteçam os períodos de restauração.

E esse período só ocorre se houver a expressão emocional.
Faz-se mister uma aprendizagem específica das relações da emoção com o corpo.

A mesma parte do sistema nervoso que coordena a relação emocional é responsável, também, pelo funcionamento da digestão, da circulação, etc...

Chama-se Sistema Nervoso Autónomo (SNA). Isso quer dizer que, pela lei natural, é um sistema independente, que deveria funcionar por si próprio, mas, nós estamos sempre tentando interferir nele com reacções do tipo: não posso, não devo...

O stress em si não é problema.
O problema é a forma como a pessoa reage a ele, tentando bloquear o sistema nervoso autónomo.

Portanto, não é uma situação externa que leva à doença:
O que nos faz adoecer é o jeito como a gente lida com a gente mesmo.

Há que se permitir - cada um - o seu momento de stacato.
Temos que ter a nossa ilha de sossego interno;
parar as correrias, as azáfamas...
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 23, 2013 8:28 pm

A prece e a meditação são componentes importantes de nosso arsenal defensivo;
uma leitura edificante, uma música suave, relaxante, também atendem à nossa necessidade de refazimento.

Quando, porém, toda a nossa munição foi gasta e o desassossego íntimo continua;
quando não estamos mais sabendo lidar connosco mesmos, recorramos a Jesus, o Médico das Almas, lembrando-nos de Suas consoladoras palavras:
Vinde a mim, todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

O auto-conhecimento é outro expressivo factor de combate ao stress;
e Sócrates identificando isso, propalou alto e bom som a frase que encontrou gravada no Templo de Delfos, na Grécia:
Conhece-te a ti mesmo.

Hoje em dia, a psicologia vem reafirmando a necessidade de viajarmos aos escaninhos interiores do Self.

Segundo o psicólogo espírita Adenáuer Novaes (1)
(...) A mente humana cria mecanismos de defesa para seguir as tendências arquetípicas, face à necessidade de manutenção do complexo do ego, que, ao longo do processo evolutivo, vai se estruturando com muita autonomia, e, enquanto não se encontra fortalecido, evita o desabrochar da verdadeira personalidade que é o Espírito imortal.

A própria Vida nos ensina que devemos encontrar nossa via pessoal, que se constitui na descoberta do próprio caminho traçado por Deus.
Essa via é o fio condutor de nossas Vidas.
Somos como a seta do arqueiro que não sabe em que direcção vai, mas ela é previamente estabelecida e obedece ao impulso inicial de ir sempre para a frente.

Disse Jesus:
Todo aquele, pois, que ouve as minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

Certamente que Seu objectivo não é nos ensinar técnicas de construção de fundação de casas.
Ele apenas se utiliza de uma comparação de solidez da rocha à maturidade de quem segue e pratica os Seus ensinamentos.

Do ponto de vista psicológico, percebe-se que Ele nos leva à base do psiquismo humano, trazendo-nos a necessidade de perceber a dialéctica entre a prática e a teoria.

Construir a casa sobre a rocha equipara-se a construir, na consciência, um ego estruturado sobre a segura orientação do Self.

A consolidação do ego como agente consciente do Self é fundamental ao progresso espiritual.
Colocar o ego em sintonia com o Self equivale a descobrir os propósitos da encarnação, isto é, o por quê e o para quê se está encarnado.

Construir a casa sobre a rocha equivale a dizer que o processo é interno, e não externo, é profundo, e não superficial.

Jesus, o inigualável Psicólogo já nos orientava a respeito da importância do autoconhecimento como factor de alforria espiritual e liberação de toda e qualquer forma de stress ao informar que O Reino dos Céus está dentro de nós.

Encontrá-lo em nós mesmos, tal a finalidade da encarnação, tal o diploma da libertação, tal a profilaxia e ao mesmo tempo o antídoto para as enfermidades!...

(1) Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes Psicologia do Evangelho Cap. 18, Ed. Fundação Lar Harmonia

(Publicado no Boletim GEAE Número 347 de 1 de junho de 1999)

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/as-tensoes-nossas.html

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 24, 2013 9:19 pm

.. Rogério Coelho > O Espiritismo não faz milagres

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De maneira racional a Doutrina Espírita esclarece os "milagres" de acordo com as leis naturais:

“(...) O Espiritismo vem, a seu turno, fazer o que cada ciência fez no seu advento:
revelar novas leis e explicar os fenómenos na alçada dessas leis”.

Allan Kardec

Certa feita, um eclesiástico dirigiu a seguinte pergunta ao Mestre Lionês:
“Todos aqueles que tiveram missão de Deus de ensinar a verdade aos homens, provaram sua missão por milagres.
Por quais milagres provais a verdade de vosso ensinamento?”

A resposta de Kardec não se fez esperar:
“(...) Confessamos – humildemente -, que não temos o menor milagre a oferecer;
dizemos mais: O Espiritismo não se apoia sobre nenhum fato miraculoso;
seus adeptos nunca fizeram e não têm a pretensão de fazer nenhum milagre;
não se crêem bastante dignos para que, à sua voz, Deus mude a ordem eterna das coisas.

O Espiritismo constata um fato material, o da manifestação das almas ou Espíritos.

Esse facto é real, sim ou não?
Aí está toda a questão; ora, nesse facto, admitindo como verdadeiro, nada há de miraculoso.

Como as manifestações desse género, tais como as visões, aparições e outras, ocorreram em todos os tempos, assim como atestam as histórias, sagradas e profanas, e os livros de todas as religiões, outrora puderam passar por sobrenaturais;
mas hoje que se lhes conhece a causa, que se sabe que se produzem em virtude de certas leis, sabe-se também que lhes falta o carácter essencial dos factos miraculosos, o de fazer excepção à lei comum.

Essas manifestações, observadas em nossos dias com mais cuidado do que na antiguidade, observadas sobretudo sem prevenção, e com a ajuda de investigações tão minuciosas quanto as que se aplicam no estudo das ciências, têm por consequência provar, de maneira irrecusável, a existência de um princípio inteligente fora da matéria, sua sobrevivência aos corpos, sua individualidade depois da morte, sua imortalidade, seu futuro feliz ou infeliz, por conseguinte, a base de todas as religiões.

Se a verdade não fosse provada senão por milagres, poder-se-ia perguntar:
Por que os sacerdotes do Egipto, que estavam no erro, reproduziram diante do Faraó aquilo que Moisés fez?
Por que Apolónio de Tíana, que era pagão, curava pelo toque, devolvia a visão aos cegos, a palavra aos mudos, predizia as coisas futuras e via o que se passava à distância?

O próprio Cristo não disse:
"Haverá falsos profetas que farão prodígios"?

Um de nossos amigos, depois de uma fervorosa prece ao seu Espírito protector, foi curado quase instantaneamente de uma enfermidade, muito grave e muito antiga, que resistia a todos os remédios;
para ele o facto era verdadeiramente miraculoso;
mas, como ele acreditava nos Espíritos, um cura, a quem contou a coisa, disse-lhe que o diabo também pode fazer milagres.

"Nesse caso, disse esse amigo, se foi o diabo que me curou, é ao diabo que devo agradecer."

Os prodígios e os milagres não são, pois, o privilégio exclusivo da verdade, uma vez que o próprio diabo pode fazê-los.

(...) Há no Espiritismo duas coisas: o fato da existência dos Espíritos e de suas manifestações, e a doutrina que disso decorre.

O primeiro ponto não pode ser posto em dúvida senão por aqueles que não viram ou que não quiseram ver; quanto ao segundo, a questão é saber se essa doutrina é justa ou falsa: é um resultado de apreciação.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 24, 2013 9:20 pm

(...) Considerai o Espiritismo, se o quiserdes, não como uma revelação divina, mas como a expressão de uma opinião pessoal, a tal ou tal Espírito, a questão é saber se ela é boa ou má, justa ou falsa, racional ou ilógica.

A que se reportar para isso?
É ao julgamento de um indivíduo?
De alguns indivíduos mesmo?
Não; porque, dominados pelos preconceitos, as ideias preconcebidas, ou os interesses pessoais, podem se enganar.

O único, o verdadeiro juiz, é o público, porque ali não há o interesse de associação.
Além disso, nas massas há um bom senso inato que não se engana.

A lógica sã diz que a adopção de uma ideia, ou de um princípio, pela opinião geral, é uma prova de que ela repousa sobre um fundo de verdade.

Os Espíritas não dizem, pois:
"Eis uma doutrina saída da boca do próprio Deus, revelada a um único homem por meios prodigiosos, e que é preciso impor ao género humano."

Eles dizem, ao contrário:
"Eis uma doutrina que não é nossa, e da qual não reivindicamos o mérito;
nós a adoptamos porque a achamos racional.

Atribuí-lhe a origem que quiserdes: de Deus, dos Espíritos ou dos homens; examinai-a;
se ela vos convém, adoptai-a; caso contrário, ponde-a de lado."

Não se pode ser menos absoluto!

O Espiritismo não vem, pois, intrometer-se na religião;
ele não se impõe;
não vem forçar a consciência, não mais dos católicos do que dos protestantes, dos judeus;
ele se apresenta e diz:
"Adoptai-me, se me achais bom."

É culpa dos Espíritas se o acham bom?
Se nele se encontra a solução do que se procurava em vão alhures?
Se nele se haurem consolações que tornam felizes, que dissipam os terrores do futuro, acalmam as angústias da dúvida e dão coragem para o presente?

Não se dirige àqueles a quem as crenças católicas ou outras bastam, mas àqueles que elas não satisfazem completamente, ou que desertaram; em lugar de não mais crer em nada, os conduz a crerem em alguma coisa, e a crer com fervor.

Pergunta-se sobre que milagre nós nos apoiamos para crer a Doutrina Espírita boa.
Nós a cremos boa, não só porque é nossa opinião, mas porque milhões de outros pensam como nós;
porque ela conduz a crer aqueles que não crêem; dá coragem nas misérias da vida.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 24, 2013 9:20 pm

O milagre?!
É a rapidez de sua propagação, estranha nos fastos das doutrinas filosóficas;
foi por ter, em alguns anos, feito a volta ao mundo, e estar implantada em todos os países e em todas as classes da sociedade;
foi por ter progredido, apesar de tudo o que se fez para detê-la, de ultrapassar as barreiras que se lhe opôs; de encontrar um acréscimo de forças nas próprias barreiras.

Está aí o carácter de uma utopia?
Uma ideia falsa pode encontrar alguns partidários, mas nunca tem senão uma existência efémera e circunscrita;
perde terreno em lugar de ganhá-lo, ao passo que o Espiritismo ganha-o em lugar de perdê-lo.

Quando é visto germinar por todas as partes, acolhido por toda a parte como um benefício da Providência, é que ali está o dedo da Providência;
eis o verdadeiro milagre, e nós o cremos suficiente para assegurar o seu futuro.

(...) Em resumo:
O Espiritismo, para se estabelecer, não reivindica a acção de nenhum milagre;
não quer, em nada, mudar a ordem das coisas;
procurou e encontrou a causa de certos fenómenos, erradamente reputados como sobrenaturais;
em lugar de se apoiar no sobrenatural, repudia-o por sua própria conta;
dirige-se ao coração e à razão; a lógica lhe abre o caminho”.

1- KARDEC, Allan. A Génese. 43ª. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003, cap. XIII, item 4, § 1º.
2- KARDEC, Allan. Revue Spirite. Araras: IDE, 1993, p. 40 e seguintes.

O autor é Presidente-fundador da Soc. Muriaense de Estudos Espírita, expositor e escritor.

http://www.oclarim.com.br/revista/texto_2/texto_2.html

§.§.§- O-canto-da-ave
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 25, 2013 7:49 pm

Médium Mãe Iassan > Consciência Espírita - Jornal Consciesp

> Allan Kardec: a mensagem do antigo druida para as gerações futuras

Artigos

"E haverá no mundo uma religião única, bela e digna de Deus, dirigida pela ‘A Verdade’.
Os seus fundamentos já foram lavrados".

Comunicação recebida pela mediunidade da menina Ruth, uma das quatro sensitivas adolescentes que serviram de instrumentos para o recebimento de O Livro dos Espíritos, cujas informações, transmitidas pelos Espíritos Superiores, foram compiladas por Allan Kardec.

Muitos mestres, muitas verdades e muitos discípulos confusos

Ao longo da história, tomamos conhecimento de inúmeros missionários, disseminadores de revelações espirituais específicas, fundadores de novas escolas espiritualistas das mais diferentes interpretações.

Nos dias de hoje enxameiam sacerdotes, pastores, médiuns, gurus, mestres, magos, sensitivos, hierofantes, mediadores entre homens e forças superiores.

Todos são portadores de novas revelações.
Alguns são bem intencionados e sinceros, outros excêntricos e egocêntricos.
Mas, a maioria destes novos missionários, atribuem para si mesmos a posse do verdadeiro conhecimento, ou, no mínimo, auto proclamam-se os verdadeiros propagadores da verdade.

Assim, podemos constatar: há muitos "mestres", muitas "verdades", mas também, muitos discípulos confusos.

A desmistificação do conhecimento secreto

Allan Kardec, embora tido pelos espíritas como um missionário, jamais se proclamou como tal.
Sua doutrina não é produto de uma tese pessoal, de cunho personalista, elaborada por revelação em algum "lugar santo", isolado, após alguma superexperiência mística e solitária, totalmente subjectiva.

Sua mensagem não tem carácter dúbio, secreto, iniciático, simbólico, ainda que em sua essência estejam elementos do conhecimento perdido das antigas escolas de mistério, outrora revelado por luminares guardiões desse conhecimento espiritual, cuja disseminação perpetuava-se de boca a ouvido, à meia luz dos grandes templos de mistérios de todas as grandes civilizações do passado.

Seu corpo doutrinário é exposto de forma exotérica (exposto ao público e não esotérica = fechada dentro de um grupo) e didáctica, desmistificando a aura de mistério, de sobrenatural e maravilhoso que tanto impressiona os incautos, mas que também fascina os orgulhosos e manipuladores do bom senso.

Três tipos de pessoas que hostilizam Allan Kardec e sua mensagem

Este insigne missionário ainda é praticamente desconhecido em nossos dias, assim como sua mensagem, que se constitui uma exaltação à lógica e à moral para o homem contemporâneo, mais emancipado de atavismos.

Allan Kardec é hostilizado por três classes de pessoas:
a - Pessoas de mentalidade materialista, espiritualmente incultas, incapacitadas para compreender algo que transcenda o limitado alcance dos cinco sentidos.

b - Pessoas bem intencionadas, porém, presas a dogmas de fé, ainda inaptas a apreender a essência abrangente de sua mensagem.
São sinceros em suas convicções, embora estas sejam frágeis, embasadas na fé cega e no comportamento imediatista, hiper atrofiado pelo excessivo enfoque ao culto exterior.


c - Pessoas que reconhecem mas temem o alcance e a profundidade de sua revelação, em função de interesses escusos e mundanos.
Às vezes também, por estarem atados, consciente ou inconscientemente, a convicções próprias e, assim, preferem combatê-lo e repudiá-lo.
Normalmente, são de mentalidade preconceituosa e fundamentalista, vivendo acomodados aos mais aprisionadores atavismos.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 25, 2013 7:49 pm

A mensagem que satisfaz mente e coração

Allan Kardec traz uma mensagem libertadora.
Uma revelação interessantíssima, com impacto directo sobre o coração, pelas vias do raciocínio, a todo ser humano não preconceituoso, com ouvidos para ouvi-la e disposição para estudá-la, discerni-la, senti-la, praticá-la, para só assim, então, começar a compreendê-la.

Este incomparável missionário da religião interior, cujo exemplo, senso moral e aspiração elevada dão testemunho da grandeza intocável de seu espírito superior, pode ser conhecido em plenitude através do legado incomparável de sua obra que, na verdade, nada mais é senão a compilação de um sopro provindo de horizontes mais longínquos, tingidos pelas cores de um novo e desconhecido alvorecer faixas vibracionais onde atua a existência supradimensional do homem.

O menino de olhos claros, de personalidade enérgica e perseverante

Aquele que hoje conhecemos pelo nome de Allan Kardec chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail. Nascido em Lyon, França, às 19h do dia 3 de outubro de 1804, era filho de antiga família lionesa, católica, nobre e de tradição.
Foram seus pais Jean-Baptiste Antoine Rivail, respeitável advogado e juiz do tribunal de Lyon, e Jeanne Louise Duhamel.

Hippolyte desde cedo mostrou inclinação para os estudos filosóficos e científicos.

Privilegiado pela atmosfera de um lar harmonioso, teve seu desenvolvimento espiritual e cultivo de sua notável inteligência favorecidos pela sabedoria e bondade de seus pais.

Era um menino simpático e robusto, de testa ampla, olhos cinzentos, bem claros, quase azuis e de grande vivacidade. Tranquilo e moderado, seu temperamento equilibrado denotava personalidade enérgica e perseverante.

Época de guerras e descrença

O pequeno Rivail nasceu em uma época de graves agitações políticas, conflitos sociais e religiosos, não apenas na França, mas em todo o mundo.
Era a época de Napoleão I.
Os franceses sofriam o peso de intermináveis chacinas e toda a Europa se transformara em sangrento campo de batalha.

O materialismo, a descrença, a intolerância religiosa predominavam.
Os membros proeminentes do clero, com raras excepções, compartilhavam avidamente da roda dos interesses mundanos, tragicamente esquecidos do exemplo do Sublime Nazareno, de quem se auto-intitulavam legítimos representantes na Terra.

Em razão dos abusos desses sacerdotes, que jamais esconderam sua predilecção por César, além de suas superficiais interpretações teológicas que unicamente fomentavam o culto exterior, os homens do povo se revoltavam e os mais cultos passavam a duvidar das realidades espirituais.

O alvorecer da religião interior

Surgiam, então, novos filósofos, escritores, cientistas e artistas que negavam a existência de Deus e a imortalidade da alma.

O materialismo erguia o seu ceptro sobre o império do cepticismo e da indigência existencial.

Todas as exterioridades da Igreja, as semeaduras de descrença da filosofia, da ciência e da arte, geravam enorme inquietação espiritual nas almas, fomentavam um amargo vazio interior.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 25, 2013 7:50 pm

Mas justamente quando o Positivismo de Auguste Comte preconizava o absurdo da negação e o Catolicismo extravagantemente proclamava, com Pio IX, a infalibilidade papal (o papa não erra), o céu deixava cair a revelação abençoada dos túmulos, que começaria a germinar, gradativamente, nos canteiros da razão e do sentimento do homem contemporâneo, promovendo a essencial revolução íntima e silenciosa, que culmina no alvorecer da religião interior.

Lyon, a "cidade dos mártires"

O menino Hippolyte tinha o hábito de meditar sobre as águas contrastantes de dois rios de sua cidade natal:
o Sona, sereno e inspirador, quase imóvel, e o Ródano, impetuoso e lendário.

Virgílio, o famoso poeta romano, cantou o Sona em seus versos.
Já o Ródano, fora o rio dos navegadores gauleses, dos fenícios, dos gregos e dos romanos.

Sobre suas águas Potino trouxera para Lyon o Evangelho de Jesus Cristo.

Rivail amava sua querida Lyon.
Sentia prazer em visitar as velhas ruínas e os lugares tradicionais da cidade que fora, outrora, a capital da Gália Romana.

Absorto em meditações, o pequeno missionário visitava os teatros romanos em ruínas, as antigas construções cristãs, os bairros operários e os museus.

Aprendera que Lyon fora a "cidade dos mártires" e que, nos primórdios do Cristianismo, abrigara o sangue de inúmeros mártires, sacrificados pela intolerância dos romanos, tais como Potino, quase centenário, arrastado e espancado por cruéis verdugos... a jovem escrava Blandina, submetida a torturas e à morte no anfiteatro... o menino Pôntico, de apenas quinze anos...
Átalo, Alexandre e muitos outros...

Assim, seus olhos mergulhavam num tempo perdido e insondável, naquela presente e, ao mesmo tempo, distante terra dos gauleses, tida pelos antigos autores, Lucano, Horácio e Florus como "depositária dos mistérios do nascimento e da morte..."

O professor que era chamado de "pai"

Aos 12 anos, Rivail concluiria seus estudos em sua amada Lyon.
Seus pais, desejosos em lhe oferecer boa educação, vivendo o clima das lutas religiosas reinantes na França de então, entenderam por bem confiar o único filho ao famoso educador Johann Heinrich Pestalozzi, o mais sábio, respeitado e célebre professor daquele tempo, precursor da moderna educação, da chamada "escola activa" e fundador da primeira escola profissional do mundo, na Suíça.

Doutor em direito e professor de história na Universidade de Zurique, Pestalozzi consagrou sua inteligência, seu tempo, seu coração e sua vida à causa dos órfãos e da infância desamparada, vitimada pelas guerras.

Foi inspirador dos famosos "jardins de infância" de Froebel e disseminador de abrigos educativos em várias cidades de sua pátria.
Seus evoluídos conceitos sobre educação espalharam-se pela Europa e pela América, reformando o antigo sistema das escolas.

Benfeitor da humanidade, manuseava a bíblia todos os dias.
Educador de órfãos e de príncipes, era justo e bom, sustentador de ideias liberais.

Desfrutaria o menino Rivail a companhia desse mestre em excelência, verdadeiro formador de carácter.
Tão amado era que seus alunos o chamavam de "pai" Pestalozzi.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 26, 2013 9:24 pm

No castelo às margens de um antigo lago gaulês

O famoso Instituto Pestalozzi ocupava um antigo castelo em Yverdon a mesma cidade gaulesa antiquíssima de Elbrodunum.
O edifício, ladeado por quatro grandes torres, erguia-se às margens do Lago de Neuchatel.

Foi na atmosfera inspiradora e pacífica deste velho castelo que Rivail conviveu com seu educador durante oito anos, preparando-se para o magistério.

Dele absorveu a bondade e a sabedoria proveniente de seu espírito superior, cujo coração grandioso abrigava com carinho e afecto as crianças ricas, mas também as pobres, fazendo de seu famoso instituto um oásis de harmonia e estudo num mundo, lá fora, de guerras e ignorância.

O discípulo substitui o mestre

Após dois anos de sua chegada à Suíça, com 14 anos, o adolescente Rivail já leccionava para alguns de seus colegas, em classes a ele confiadas por Pestalozzi.

Dedicado ao estudo das diversas disciplinas do curso normal do Instituto, estudou ainda teologia, filosofia e diversas línguas.
Adquiriu consistentes conhecimentos em medicina, apresentando brilhante tese por ocasião de sua formatura.

Ainda em Yverdon, aos 19 anos, interessou-se pelos estudos do magnetismo, na época, catalisador do interesse dos sábios e médicos da França e outros países europeus.

Já moço, Rivail recebeu toda a confiança de seu mestre, tornando-se o discípulo predilecto.
Todas as vezes que Pestalozzi se ausentava do Instituto, o jovem lionês assumia sua direcção, coordenando e leccionando os mais variados cursos.

Mentalidade tolerante e liberal

Nessa atmosfera pacífica e de fertilidade cultural-espiritual, o jovem, católico até então, conheceu dissabores e desgostos por parte de alguns protestantes de Yverdon.

Mas ele nunca se abateu.
Ao contrário, fortaleceu e aprimorou seu sentimento de tolerância e respeito às crenças alheias.

Talvez, até, sob as sombras do castelo do Instituto, tenha cogitado uma reforma espiritual que fizesse desaparecer ódios religiosos e reunificasse o Cristianismo, de acordo com o Espírito de Amor de Jesus.

Em 1824, Pestalozzi, já velho e esgotado, providenciava o fechamento do famoso instituto, em decorrência dos incontáveis sofrimentos morais por que passava. Rivail, completara vinte anos.

Mestre e discípulo se abraçam e se despedem.
O jovem professor parte para Paris, França, levando na intimidade de sua alma, as lições inesquecíveis do grande educador, cuja influência moral jamais deixaria de inspirá-lo, durante todos os grandes momentos de sua vida missionária.

O jovem professor Rivail, seu Instituto e suas obras

Com larga experiência de magistério, pois iniciara aos 14 anos, na Suíça, o jovem professor Rivail, como passa a ser conhecido, inicia sua carreira, bacharelado em ciências e letras.

Em 1824, publica, na capital francesa, suas primeiras obras:
"Aritmética do 1.º Grau" e um "Curso Teórico e Prático de Aritmética", segundo o método de Pestalozzi (em dois volumes).

Um ano depois, com vinte e um anos, publica nova obra:
"Escola de Primeiro Grau" e funda um colégio nos moldes do Instituto de Yverdon, denominado "Instituto Educacional Técnico".
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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 26, 2013 9:24 pm

Disposto ao trabalho, mas não dispondo de recursos financeiros, torna-se então sócio de um tio, irmão de sua mãe, que lhe provê o capital necessário para as instalações da escola.

Publica vários outros livros com ampla aceitação em todo o país: obras sobre matemática, sobre a língua francesa, sobre física, fisiologia e astronomia.
Muitas de suas obras foram adoptadas pela Universidade da França, o que atesta o alto valor dos livros do jovem professor.

Notoriedade e vigor cultural

Rivail continua seus estudos linguísticos na França. Além de sua língua pátria, conhecia profundamente o inglês, o alemão e o holandês.
Falava, também, o italiano e o espanhol e possuía sólidos conhecimentos do latim, do grego e do gaulês.

Essa grande capacitação do jovem professor deu-lhe notoriedade ao mundo da cultura francesa, principalmente, com a publicação de uma obra importantíssima, editada em 1831, aos 27 anos:
"Gramática Francesa Clássica".

Ainda no mesmo ano, o já famoso professor apresenta à Academia Real de Arrás um importante trabalho:
"Qual o Sistema de Estudos mais em Harmonia com as Necessidades da Época?".

Nesta obra, ele abrange o tema da reforma dos estudos clássicos.
Essa tese alcançou o primeiro prémio da Academia, que lhe conferiu medalha de ouro e reconhecimento no meio cultural.

Tornou-se conhecido na Alemanha por traduzir para o alemão várias obras de educação e de moral, principalmente de Fénelon que, posteriormente, se apresentaria, em espírito, a Allan Kardec como um dos integrantes da equipe de espíritos encarregados em transmitir a Terceira Revelação.

Amélie Boudet, companheira inseparável de todos os momentos

Hippolyte Rivail prossegue pela vida revelando-se um trabalhador de fôlego, sempre acordando muito cedo, leccionando, escrevendo, traduzindo.

Depois de algum tempo, com os frutos de seu trabalho honesto, conquista uma relativa estabilidade económica.

Aos 27 anos, casa-se com distinta professora, a senhorita Amelie Boudet, uma jovem culta, poetisa e pintora que conhecera no "Instituto Educacional Técnico".
Leccionava letras e belas-artes.

Foram muito felizes, verdadeiramente unidos na alegria e na dor dos grandes testemunhos.
O amor de ambos transcendeu os estreitos limites de um casamento comum, estendendo-se à humanidade, no esforço pela divulgação de uma imprescindível revelação do Alto concedida à Terra.

"Trabalho, Solidariedade e Tolerância"

Rivail notabilizou-se através de inúmeras sociedades culturais da França.

Torna-se sócio honorário da "Sociedade de Estudos Gramáticos de Paris";
sócio catedrático do "Instituto Histórico da França", membro da "Sociedade de Ciências Naturais da França" e de muitas outras instituições parisienses e outras cidades.

Em razão da inconsequência de seu tio e sócio, jogador inveterado, Rivail atravessa seríssimas dificuldades em 1835, sendo forçado a fechar seu Instituto para não acarretar prejuízos a terceiros.
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