Casos de Reencarnação

Página 32 de 35 Anterior  1 ... 17 ... 31, 32, 33, 34, 35  Seguinte

Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 08, 2013 8:57 pm

Continua...

Comentário:

O estreitamento da artéria pulmonar de DG correspondia bastante com o ferimento da artéria pulmonar de LS.
O ventrículo direito pouco desenvolvido de DG era secundário para o estreitamento da artéria pulmonar.

DG não tinha um defeito que combinasse precisamente com o ferimento do ventrículo esquerdo do seu avô.

Seu caso demonstra que casos com defeitos de nascimento podem ocorrer nos Estados Unidos que são semelhantes àqueles que ocorrem em muitas culturas asiáticas onde há uma crença predominante em reencarnação.

Casos Americanos anteriores foram observados antes (Stevenson, 1983) mas estes envolvem somente declarações por crianças sobre vidas prévias e não incluem quaisquer marcas de nascimento ou defeitos de nascimento que correspondessem a ferimentos sofridos nessa vida.

Um caso exactamente como o de DG não poderia ter se desenvolvido nas aldeias asiáticas onde muitos dos outros ocorreram porque uma criança com doença congénita severa de coração morreria na infância antes de ser capaz de fazer declarações sobre uma vida prévia.

Não obstante, alguns casos asiáticos incluíram defeitos internos significativos sem a pele ser envolvida (Stevenson, 1997 pp. 1655-1721) ainda que tais casos não sejam quase tão comuns quanto aqueles onde marcas de nascimento visíveis ou defeitos de nascimento são creditados serem associados com feridas numa vida passada.

Discussão da Parte II

Acreditamos que nós temos condições de descrever como “incomuns” os defeitos de nascimento nos quatro casos informados aqui.

Ao usar este termo nós nos referimos à incidência conhecida ou calculada de tais defeitos.

Os casos são adicionalmente raros nas alegações dos informantes que os defeitos de nascimento correspondem a ferimentos em vidas prévias específicas.

A evidência para esta alegação é reconhecidamente fraca em dois casos.
De facto, para estes casos (os de IA e NS) não obtivemos nenhuma evidência directa de tais correspondências.

Pode parecer provável a muitos leitores que nós fracassamos em conhecer sobre umas das conhecidas causas de defeitos de nascimento.

Talvez a mãe do indivíduo teve dado pouca atenção e logo esquecido uma infecção viral durante sua gravidez com do indivíduo;
ou durante a gravidez ela pode ter tomado algum medicamento “natural” local que pudesse causar defeitos de nascimento, ou, em termos médicos, teratogénicos.

Não obstante, nós acreditamos que obtivemos alguma evidência indirecta de uma relevância dos defeitos de nascimento às feridas impostas.

Isto vem da evidência que cada um dos indivíduos mostraram conhecimentos de acontecimentos na vida de uma pessoa morta que nós acreditamos que eles não obtiveram normalmente.

Sua demonstração de tais conhecimentos sobre acontecimentos não relacionados à morte na vida prévia dá as declarações dos indivíduos alguma autorização para creditar sobre como estas mortes ocorreram.

Sem levar em conta se os defeitos de nascimento estão ligados aos ferimentos em pessoas mortas, as crenças das crianças de que eram são importantes de anotar.

Como o caso de DG demonstra, tais crenças podem ocorrer tanto em famílias ocidentais quanto em asiáticas.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 08, 2013 8:58 pm

Continua...

Nota

1
Neste relatório nós designamos os indivíduos dos casos e outros informantes por iniciais sem pontuação, p.ex., AL.
Designamos os investigadores também por iniciais, mas com pontuação, p.ex., S. K. P.

Agradecimentos

A pesquisa da Divisão de Estudos de Personalidade é apoiada pela Azuma Nagamasa Memorial Fund, o Japan-US Fund for Health Sciences, à Sociedade para Pesquisa Psíquica, o Fundo de Perrott-Warrick, Richard Adams, e vários doadores anónimos.

Somos agradecidos à Dra. Bárbara Wilson do Departamento de Dermatologia, Universidade do Sistema de Saúde de Virginia, por ler a Parte I deste artigo e fornecendo comentários úteis.

Nós também agradecemos à Dra. Emily Kelly e a Patrícia Estes pelos úteis comentários em esboços deste artigo.

Referências

Abbe, T. (1916). Report of a case of congenital amputation of fingers. American Journal of Obstetrics,73, 1089-1092.
Al-Qattan, M. M. (2000). Classification of the pattern of intrauterine amputations of the upper limb in constrição ring syndrome. Annals of Plastic Surgery, 44, 626-632.

Baker, C. J., & Rudolph, A. J. (1971). Congenital ring constriçãos and intrauterine amputations. American Journal of Diseases of Children, 121, 393-400.

Birch-Jensen, A. (1949). Congenital Deformities of the Upper Extremities. Copenhagen, Denmark: Andelsbogtrykkeriet i Odense and Det danske Forlag.

Castilla, E. E., da Graca Dutra, M., & Orioli-Parreiras, I. M. (1981). Epidemiology of congenital pigmented naevi: I. Incidence rates and relative frequencies. British Journal of Dermatology, 104, 307-315.

Cook, E. W., Pasricha, S., Samararatne, G., Win Maung, & Stevenson, I. (1983). A review and analysis of "unsolved" cases of the reincarnation type: II. Comparison of features of solved and unsolved cases. Journal of the American Society for Psychical Research, 77, 115-135.

Denaro, S. J. (1944). The inheritance of nevi. Journal of Heredity, 35, 215-218.
Estabrook, A. H. (1928). A family with birthmarks (Nevus spilus) for five generations. Eugenical News, 13, 90-92.

Fatteh, A. (1976). Medicolegal Investigation of Gunshot Wounds. J. B. Lippincott.
Flatt, A. E. (1977). The Care of Congenital Hand Anomalies. C. V. Mosby.

Freedberg, I. M., Eisen, A. Z., Wolff, K., Austen, K. F., Goldsmith, L. A., Katz, S. I., Fitzpatrick, T. B. (Eds.). (1999). Fitzpatrick's Dermatology in General Medicine (5th ed.).

McGraw-Hill. Habif, T. F. (1996). Clinical Dermatology (3rd ed.). C. V. Mosby.
Keil, J. (1996). Cases of the reincarnation type: An evaluation of some indirect evidence with examples of "silent" cases. Journal of Scientific Exploration, 10, 467-85.

Keith, J. D., Rowe, R. D., & Vlad, P. (Eds.). (1967). Heart Disease in Infancy and Childhood (2nd ed.). Macmillan.
Kohler, H. G. (1962). Congenital transverse defects of limbs and digits. Archives of Disease in Childhood, 37, 263-276.

Lockwood, C, Ghidini, A., & Romero, R. (1988). Amniotic band syndrome in monozygotic twins: Prenatal diagnosis and pathogenesis. Obstetrics and Gynecology, 71, 1012-1016.

Mastroiacovo, P., & Calabro, A. (1980). Amniotic adhesion malformations in Italy. Lancet, ii, 801.
Moerman, P., Fryns, J-P., Vandenberghe, K., & Lauweryns, J. M. (1992). Constrictive amniotic bands, amniotic adhesions, and limb-body wall complex: Discrete disruption sequences with pathogenetic overlap. American Journal of Medical Genetics, 42, 470-479.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 08, 2013 8:58 pm

Continua...

Nelson, K., & Holmes, L. B. (1989). Malformations due to presumed spontaneous mutations in newborn infants. New England Journal of Medicine, 320, 19-23.

Pack, G. T., & Davis, J. (1956). Moles. New York State Journal of Medicine, 56, 3498-3506.
Pack, G. T., Lenson, N., & Gerber, D. M. (1952). Regional distribution of moles and melanomas. A. M. A. Archives of Surgery, 65, 862-870.

Pasricha, S. K. (1998). Cases of the reincarnation type in northern India with birthmarks and birth defects. Journal of Scientific Exploration, 12, 259-293.

Pedersen, T. K., & Thomson, S. G. (2001). Spontaneous resolution of amniotic bands. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, 18, 673-674.
Poland, A. (1841). Deficiency of the pectoral muscles. Guy's Hospital Reports, 6, 191-193.

Pratt, A. G. (1953). Birthmarks in infants. Archives of Dermatology, 67, 302-305.
Rassner, G. (1994). Atlas of Dermatology. Lea & Febiger.

Schwarzler, P., Moscoso, G., Senat, M. V., Carvalho, J. S., Gould, D., & Ville, Y. (1998). The cobweb syndrome. First trimester sonograph diagnosis of multiple amniotic bands confirmed by fetoscopy and pathological examination. Human Reproduction, 13, 2966-2969.

Simpson, K., & Knight, B. (1985). Forensic Medicine (9th ed.). London: Edward Arnold. (First published in 1947.)
Smith, D. W. (1982). Recognizable Patterns of Human Malformation: Genetic, Embryologic and Clinical Aspects (3rd ed.). W. B. Saunders.

Solomon, L. M., & Esterly, N. B. (1973). Neonatal Dermatology. W. B. Saunders.
Soter, N. A., & Baden, H. P. (1991). Pathophysiology of Dermatologic Diseases. McGraw-Hill.
Stevenson, I. (1983). American children who claim to remember previous lives. Journal of Nervous and Mental Disease, 171, 742-748.

Stevenson, I. (1990). Phobias in children who claim to remember previous lives. Journal of Scientific Exploration, 4, 243-254.
Stevenson, I. (1993). Birthmarks and birth defects corresponding to wounds on deceased persons. Journal of Scientific Exploration, 7, 403-410.

Stevenson, I. (1997). Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects (2 vols.). Westport, CT: Praeger.

Stevenson, I. (2000). Unusual play in young children who claim to remember previous lives. Journal of Scientific Exploration, 14, 557-570.
Stevenson, I. (2003). European Cases of the Reincarnation Type. Jefferson, NC: McFarland & Company.

Stevenson, I., & Chadha, N. K. (1990). Can children be stopped from speaking about previous lives? Some further analyses of features in cases of the reincarnation type. Journal of the Society for Psychical Research, 56, 82-90.

Stevenson, I., & Keil, J. (2000). The stability of assessments of paranormal connections in reincarnation-type cases. Journal of Scientific Exploration, 14, 365—382.

Streeter, G. L. (1930). Focal deficiencies in fetal tissues and their relation to intra-uterine amputation. Contributions to Embryology Carnegie Institute, 22, 3-44.

Torpin, R. (1968). Fetal Malformations Caused by Amnion Rupture during Gestation. Springfield, IL: Charles C Thomas.
Walton, R. G., Jacobs, A. H., & Cox, A. J. (1976). Pigmented lesions in newborn infants. British Journal of Dermatology, 95, 389-396.

Wilson, J. G. (1973). Environment and Birth Defects. Academic Press.

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 09, 2013 9:56 pm

The Journal of Religion and Psychical Research, Vol. 28, Number 4, 226-233, October 2005.

(Republicado online em http://members.lycos.nl/Kritisch/personalreincarnation.html] http://members.lycos.nl/Kritisch/personalreincarnation.html com permissão do Editor, Dr. Don Morse;
arquivado em www.newdualism.org)

Renascimento e identidade pessoal: reencarnação é um conceito intrinsecamente impessoal?
Titus Rivas

“Você deve saber que em minha vida anterior eu já era a mesmíssima pessoa que eu sou agora!”
‘Kees’, um rapaz holandês com memórias de reencarnação.

Resumo

Alguns ocidentais podem associar o conceito de reencarnação com a perda da identidade pessoal.

Isto é uma super-simplificação baseada numa influência forte da doutrina anatta budista na espiritualidade ocidental contemporânea.

Na realidade, a noção de reencarnação pode ser reconciliada com uma filosofia personalista.
Resultados empíricos não podem anular a análise ontológica da qual eles dependem para interpretação teórica.

Personalistas do espírito podem beneficiar-se muito da pesquisa de reencarnação.

Ao invés de abandonar seu personalismo, eles podem estendê-lo à noção de uma evolução verdadeiramente pessoal sobre várias vidas na terra.

Introdução

Alguns espiritualistas, Swedenborgians, cristãos, muçulmanos e outros parecem considerar as pesquisa de reencarnação como uma ameaça a uma perspectiva positiva e realista sobre a sobrevivência pessoal depois da morte.

Parece que em seu ponto de vista, a teoria da reencarnação só pode ser compatível com uma posição impessoal de identidade pessoal.

Assim, a reencarnação implicaria que a morte é seguida por uma desintegração radical da personalidade, ou perda de si.

Somente certas memórias, características da personalidade e habilidades seriam ‘recicladas' durante a formação de uma pessoa fundamentalmente nova.

Em um certo sentido, a teoria de reencarnação seria notavelmente semelhante à teoria materialista de extinção depois da morte em que a pessoa como tal seria de facto e irrevogavelmente destruída.

O consolo oferecido pela reencarnação para a perda eterna de uma pessoa seria muito desolador de facto, adicionando uma nova dimensão bizarra à vida ao invés de abandonar o absurdo aparente da morte.

No entanto, este conceito particular certamente não é a única perspectiva racionalmente concebível sobre reencarnação.

Renascimento impessoal

A maioria das visões budistas sobre identidade pessoal podem ser resumidas pelo termo de Pali anatta, que literalmente significa “nenhuma alma” (an-atman em sânscrito).

Há uma corrente budista menor que aceitou algum tipo de sobrevivência pessoal depois da morte (conhecida como Vatsiputriya ou Pudgalavada), mas a maioria dos budistas hoje em dia consideram esta escola um pouco mais do que uma seita antiquada [outdated early sect].

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 09, 2013 9:57 pm

Continua...

O ensino budista de anatta tem em uma extensão considerável influenciado a teoria espiritual ocidental contemporânea.

Esta doutrina ensina não só que não pode existir uma identidade pessoal real durante o tempo de vida físico como não há nenhum eu constante, substancial.

Neste anti-substancialismo ontológico, o budismo está bem próximo do assim chamado processo-metafísico em moda no Ocidente, de académicos tais como Alfred North Whitehead.

A posição budista (da corrente principal) sobre a identidade pessoal implica que a reencarnação não pode ser um processo pessoal, como não há nunca um real eu substancial em primeiro lugar.

Para um budista, o renascimento é tão não-pessoal quanto qualquer vida humana em si.

A reencarnação de uma pessoa espiritual

Popular como o processo-metafísico pode ser, o substancialismo não é rejeitado por todos os filósofos contemporâneos sérios.

Em geral, o substancialismo é a teoria que há uma ou mais coisas em realidade, conhecidas como substâncias, que não podem ser reduzidas a eventos ou processos.

As substâncias neste sentido ontológico (ao invés do químico) permanecem constantes em sua identidade final, irredutível e não analisável consigo mesma (sua essência), embora possam mudar em suas propriedades temporais ou acções (sua existência).

Para os substancialistas, as substâncias são os reinos ontológicos dentro dos quais eventos ou processos ocorrem, ao passo que os defensores de processos metafísicos simplesmente negam que necessitamos qualquer terreno substancial para acontecimentos e processos.

Exemplos tradicionais de coisas ou entidades que se acredita serem substâncias são:
um Deus ou deuses, seres humanos ou animais em geral, experiências subjectivas ou eus, átomos físicos, matéria, ou o universo.

Tanto no Oriente quanto no Ocidente, biliões de pessoas educadas, incluindo o autor deste artigo, continuam a endossar alguma forma de substancialismo, já que acreditam que as razões permanecem mais válidas que os argumentos oferecidos para processos metafísicos.

Falando de forma geral, há três posições ontológicas importantes que envolvem uma noção de um eu substancial.

Uma destas é o tipo holístico de personalismo, que assegura que uma pessoa é um todo indivisível consistindo de um corpo e mente ou personalidade.

Com excepção da possibilidade de uma ressurreição literal da “pessoa integral” (que é parte do credo das testemunhas de Jeová; Ver: Morse, 2000, p. 267) e a emancipação talvez divina da alma emergente do seu corpo (William Hasker, comunicação pessoal), este personalismo holístico ou emergentista tipicamente parece incompatível com a sobrevivência pessoal depois da morte corpórea, deixa solitária a reencarnação pessoal.

O personalismo holístico ou emergente está relacionado à visão Aristotélica, ver Morse (2000, p. 203):
“Para Aristóteles, como a alma é uma parte materialista complexa do corpo, quando a pessoa morre, a alma morre também.”

Um segundo tipo de substancialismo também aceita que há um eu substancial, mas alega que este eu não é pessoal, mas transpessoal.

Esta teoria frequentemente é expressada pela equação Atman (alma) = Brahman (Deus), e leva à suposição que nosso Eu real - que iria além de nossas personalidades individuais - seria idêntico e consistiria em uma única essência espiritual divina ou alma (monismo intelectual).

A teoria é típica para certas correntes dentro do Hinduismo tais como a Advaita.

É compatível com uma noção ‘pessoal' de reencarnação, em que tanto o Atman transpessoal quanto a personalidade individual dependente disto (jivatman) podem ser supostos sobreviver à morte e renascerem.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 09, 2013 9:58 pm

Continua...

Certos autores ocidentais tais como Aldous Huxley foram claramente influenciados por este tipo de substancialismo transpessoalista.

Mais recentemente ecos desta teoria podem ser achados na literatura de canalização, p.ex.. nos livros sobre a entidade chamada “Seth”, canalizado por Jane Roberts.

Um terceiro tipo de substancialismo leva à teoria que há uma pluralidade de enfim irredutíveis almas individuais ao invés de somente uma única divina.

Há um indivíduo pessoal consciente, uma personalidade ou “eu” que vê, pensa, sente, deseja, etc.

O corpo físico não é parte da pessoa real neste sentido espiritual e a identidade pessoal da própria personalidade não pode ser afectada pela morte corpórea.

Também, como o eu é substancial, mesmo inerente a mudanças radicais (de sua existência) nunca será capaz de desintegra-se (no sentido essencial) adentrando em mais de uma experiência pessoal.

Dentro da filosofia indiana, esta posição, que pode ser denominada personalismo espiritual, é apoiada pela interpretação Dvaita do Vedanta e outras correntes pluralísticas tais como o Jainismo ou o realismo lógico da Filosofia Nyaya.

Dentro do pensamento europeu ou mais geralmente ocidental isto é defendido no Monadology de Leibniz e no Athanasia por Bernhard Bolzano, e também pela maior parte dos cristãos, e pensadores modernos tais como Augustine, Descartes, Oesterreich (1910), John Nutre (1991), os movimentos místicos Judeus da Kabbalah e Hassidism (Morse, 2000), e de facto eu mesmo (Rivas, 2003a, 2005).

Don Morse (2000) chega mesmo a voltar a Sócrates e Platão;
“Sócrates declarou que a alma era substância e não pode desaparecer mas meramente mudar de forma.

Declarou que todas as substâncias são indestrutíveis, mas suas formas podem mudar.”
(p. 200) e “Platão disse que a alma nem é criada nem é destruída.
Cada alma esteve aqui eternamente e existirá pela eternidade.”
(p. 202).

Aplicado ao contexto de vidas prévias, o personalismo espiritual somente pode fazer sentido no renascimento se for concebido como um fenómeno verdadeiramente pessoal.

Há mesmo todo um movimento espiritualista (ou talvez mais exactamente espiritista), o Kardecismo, que aceita a reencarnação pessoal e é baseado nos escritos de Hippolyte Léon Dénizarth Rivail, melhor conhecido pelo seu pseudónimo Allan Kardec (1804-1869).

Don Morse (2000, p. 292) escreve sobre o Kardecismo:
“Isto difere que com cada encarnação, o espírito retém sua individualidade e os espíritos sempre evoluem.”

É importante anotar que um eu pessoal conceitualmente deve ser distinguido de sua personalidade.

Uma personalidade pode ser vista como um padrão adquirido de estruturas psicológicas, atitudes e habilidades de um eu pessoal.

Uma personalidade é dinâmica e muda com o tempo, e em certos casos patológicos um eu pessoal pode possuir várias personalidades simultaneamente embora só posa estar ciente em uma personalidade no tempo.

Assim, mudanças de personalidade e dissociação regular são plenamente compatíveis com a noção de um eu pessoal.

No contexto de reencarnação nós esperaremos certas mudanças de personalidade pelos processos de morte, renascimento e infância, mas isto não quer dizer que essas mudanças implicam em um novo ou diferente eu pessoal.

Permaneceríamos nós mesmos tanto quanto permanecemos nós mesmos no curso de um único tempo de vida terreno.

Durante uma vida nós começamos como crianças e depois de umas duas décadas nos tornamos adultos, estágio em que permanecemos até que depois com a reencarnação nos tornamos criança outra vez, embora esperançosamente num ‘nível mais alto' de desenvolvimento psicológico

O leitor não será surpreendido ao saber que esse personalismo espiritual é também a posição do autor.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 10, 2013 9:14 pm

Continua...

Recentemente, uma quarta abordagem da identidade pessoal é proposta por Peter Novak (2003) e parcialmente adotada por Donald Morse (2000) durante o desenvolvimento da própria teoria pessoal de sobrevivência depois da morte (capítulo 15).

No entanto, Morse reconhece que “há certos aspectos da teoria que são difícil de reconciliar com as crenças existentes” (p. 331).

Novak defende o que poder ser denominado um tipo de dualismo mental, em que ele volta a teorias antigas tais como as que podem ser achadas na literatura Gnóstica.

Uma mente pessoal seria composta de duas partes distintas que podem ser identificadas como um espírito ciente individual e uma alma inconsciente.

Num sentido, nós podemos também chamar isto uma espécie de “holismo espiritual” em que uma pessoa seria não física mas consistiria em dois claramente distinguíveis componentes espirituais.

A diferença com o holismo mente-corpo reside na noção que depois da morte as duas partes da mente pessoal podem ambas sobreviver separadamente e finalmente reunirem-se.

Uma parte ciente da pessoa ou espírito iria reencarnar sem recordações de sua vida prévia, ao passo que a porção inconsciente ou alma conteria memórias de uma encarnação passada.

Ainda outra, uma quinta abordagem recentemente foi apresentada por Geoffrey Read e é aliás um exponente de processos metafísicos em que não aceita a validez do conceito de substâncias ontológicas.

No entanto, Read está convencido que a sobrevivência humana e a reencarnação são pessoais, devido à ‘individualização' da psique;
“quanto mais a espécie do organismo se desenvolve, e por quanto mais tempo sobrevive, diminuindo a probabilidade de que a psique associada terá que ser substituída por outra.

Em resumo, esta psique está agora no comando de um novo organismo. Dizemos que reencarnou.”

(Hewitt, 2003, p.353).

Recapitulando, à parte do personalismo holístico e outras posições não-reencarnacionistas, somente a doutrina anatta budista e suas parelhas Ocidentais são por definição incompatíveis com qualquer tipo de renascimento pessoal e portanto estão simplesmente errados aqueles que supõem que a ideia de reencarnação automaticamente teria que implicar na destruição de uma alma pessoal ou na perda final da identidade pessoal.

Se aceitarmos que somos entidades espirituais, que não somos idênticos com os nossos corpos e irredutíveis a enfim eventos ou processos impessoais, a reencarnação pessoal volta a ser uma noção coerente.

O autor é um defensor da terceira posição (personalismo espiritual tradicional), mas aceita que o personalismo concernente à reencarnação também pode se manifestar por outros meios.

Suporte empírico?

A evidência empírica principal para a reencarnação consiste em casos de crianças jovens que reivindicam lembrar de suas vidas anteriores (Stevenson, 1987).

Algumas vezes é assumido que tais casos mostram que a teoria anatta de renascimento deve ser verdadeira.

As crianças nunca reteriam de forma completa sua personalidade prévia, o que demonstraria que somente fragmentos de uma personalidade estão renascidos e integrados numa totalmente nova ‘pessoa' psicofísica como definido pelo budismo.

Por outro lado, os personalistas podem assinalar que as próprias crianças claramente alegam ser as mesmas pessoas cujas vidas parecem lembrar-se.

Seria inverossímil acreditar que elas estão correctas sobre a exactidão de suas memórias e ao mesmo tempo radicalmente tirarem uma conclusão errónea de sua origem.

Semelhantemente, memórias de um período de intervalo entre duas encarnações sugerem que há uma continuidade de consciência individual variando de uma vida física a outra (Rawat & Rivas, 2005).

Entretanto, resultados empíricos deveriam principalmente ser interpretados dentro de um contexto ontológico antes que em outro.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 10, 2013 9:14 pm

Continua...

Assim, todos os dados empíricos colecionados por pesquisadores de reencarnação podem em princípio ser cobertos por conceitualizações tanto impersonalistas como personalistas de renascimento.

A questão de qual teoria deve ser considerada como a interpretação correcta deve ser tratada como parte de um problema mais geral de identidade pessoal dentro da filosofia da mente, ao invés de sofrer ataques ad-hoc no contexto especial da pesquisa de reencarnação.

Por exemplo, uma vez que nós aceitemos os argumentos analíticos filosóficos em favor da anatta, nenhuma quantidade de dados empíricos será capaz de falsificá-los conclusivamente.

Semelhantemente, para um personalista, é possível interpretar o nível reduzido aparente de funcionamento mental em crianças em termos de uma regressão funcional (temporária) da alma pessoal relacionada a um cérebro imaturo, ao invés de em termos de uma básica desintegração psicológica, com perda substancial da identidade pessoal.

A pretendida evidência empírica contra a indivisibilidade do sujeito ciente, tal como dados de múltiplos casos de personalidade ou experiências de cisão cerebral, quedas curtas de demonstrar que quando o funcionamento psicológico da pessoa torna-se de algum modo parcialmente dissociado, o sujeito ciente será dividido também.

A consciência (no sentido de consciência subjectiva) é um fenómeno pessoal privado, cuja presença não pode ser estabelecida directamente por outros.

Portanto, qualquer comportamento mostrado por uma pessoa poderia em princípio ser causado ambos por processos psicológicos cientes e não-cientes.

O que é mais importante, a divisão literal, ontológica (ao invés de funcional) de uma consciência não-holística, irredutível de um indivíduo não é uma noção coerente, porque um dos aspectos principais do conceito de tal eu substancial é precisamente que é elementar e indivisível.

Em outras palavras, o ‘eu' é um fenómeno impessoal ou emergente e portanto pode ser dividido ou destruído, ou de facto é uma substância (não-emergente) e portanto qualquer evidência para sua suposta divisibilidade (ou destruição) ontológica deve ser a priori interpretada de forma diferente.

Dados empíricos não podem ser conclusivos aqui, porque o debate real sobre a identidade pessoal e a substancialidade do eu não é algo empírico, mas uma questão filosófica (ontológica) que só pode ser decidida por argumentação analítica.

Semelhantemente, budistas comumente aceitam evidência para consciência depois da morte e antes do renascimento.

Mesmo os budistas tibetanos desenvolveram uma teoria de vários assim chamados Bardos (estados intermediários), o que mostra que eles não rejeitam tanto os dados que sugerem sobrevivência pessoal como reinterpretação deles à luz da doutrina anatta.

Em outras palavras, é possível concordar com a força evidencial e o escopo de certos dados empíricos no campo de pesquisa de reencarnação, e ao mesmo tempo fundamentalmente discordar sobre a estrutura ontológica necessário interpretar estes resultados.

Às vezes é suposto que o consenso geral é o critério principal para se julgar a maturidade de um campo específico.

Este critério certamente é equivocado neste caso particular, já que tanto tradições teóricas impersonalistas como personalistas dentro da pesquisa de reencarnação podem ser desenvolvidas ainda mais num espírito sofisticado de tolerância mútua e cooperação empírica amigável.

Por exemplo, dados sobre a evolução de características de personalidade, habilidades, capacidades, atitudes, etc., no curso de mais de um tempo de vida físico, podem ser reunidos e podem ser compartilhados apesar de diferenças teóricas fundamentais.

Os mesmos dados que mostrariam uma evolução de karma impessoal de acordo com a maioria dos budistas também podem ser usados dentro de uma teoria espiritual personalista de uma evolução verdadeiramente pessoal.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 10, 2013 9:15 pm

Continua...

Conclusão

Personalistas do espírito podem beneficiar-se muito da pesquisa de reencarnação.

Ao invés de abandonar nosso personalismo, nós podemos estendê-lo à noção de uma evolução pessoal sobre várias vidas na terra.

Perder o corpo físico actual e adoptar um novo pode ser acompanhado por mudanças no funcionamento psicológico, mas isto não deve ser confundido com uma desintegração final ou perda da identidade pessoal.

Referências

- Bolzano, B. (1970). Athanasia oder Gruende fuer die Unsterblichkeit der Seele (reprint of book published in 1838). Frankfurt am Main: Minerva.
- Foster, J. (1991). The Immaterial Self: A Defence of the Cartesian Dualist Conception of the Mind. London: Routledge.

- Hewitt, P. (2003). The Coherent Universe. An Introduction to Geoffrey Read’s New Fundamental Theory of Matter, Life and Mind. Richmond: Linden House.
- Huxley, A. (1970). The Perennial Philosophy. New York: Harper Colophon.

- Morse, D. (2000). Searching for Eternity: A Scientist’s Spiritual Journey to Overcome Death Anxiety. Memphis: Eagle Wing Books.
- Novak, P. (2003). The Lost Secret of Death: Our Divided Souls and the Afterlife. Hampton Roads.
- Oesterreich, T.K. (1910). Die Phaenomenologie in ihren Grundproblemen. Leipzig.

- Rawat, K.S., & Rivas, T. (2005). The Life Beyond: Through the eyes of Children who Claim to Remember Previous Lives. The Journal of Religion and Psychical Research, Vol. 28, Number 3, 126-136.

- Rivas, T. (2003a). Geesten met of zonder lichaam: Pleidooi voor een personalistaisch dualisme. Delft: Koopman & Kraaijenbrink.
- Rivas, T. (2003b). Three Cases of the Reincarnation Type in the Netherlands. Journal of Scientific Exploration, 17, 3, 527-532.
- Rivas, T. (2005). Reïncarnatie, persoonlijke evolutie en bijzondere kinderen. Prana, 148, 47-53.

- Roberts, J. (1994). Seth Speaks: The Eternal Validity of the Soul. Amber-Allen Publishing.
- Stevenson, I. (1987). Children Who Remember Previous Lives: A Question of Reincarnation. Charlottesville: University Press of Virginia.
- Whitehead, A. N. (1982). An Enquiry Concerning the Principles of Natural Knowledge. New York: Kraus Reprints.

Agradecimentos

Eu gostaria de agradecer a Chris Canter e a Rudolf H. Smit pelos seus comentários constructivos.

Correspondência:

Titus Rivas
Athanasia Foundation
Darrenhof 9
6533 RT Nijmegen
The Netherlands

titusrivas@hotmail.com

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 11, 2013 10:14 pm

Investigando a Reencarnação do Buda
Joe Nickell

Poderia um rapaz adolescente, meditando numa selva no Nepal, http://i.livescience.com/images/051214_meditate_01.jpg representar um desafio a ciência?

Como evidência de que ele pode ser a reencarnação do Buda, seus seguidores alegam que ele não ingeriu nenhum alimento ou água durante muitos meses
(desde 17 de maio, 2005).

A alegação é, portanto, de inedia, a suposta capacidade de alguns místicos de abrir mão da alimentação.
(No catolicismo, normalmente a ingestão da Comunhão é exceptuada).

Católicos inédicos incluíram Therese Neumann, que também era um suposto estigmata (sofrendo as feridas de Cristo).

As autoridades da igreja investigaram suas alegações e acharam base para "suspeita."

O exame de sua urina revelou que, enquanto esteve sob vigilância por quinze dias, ela provavelmente se abstinha, mas quando a vigilância foi interompida durante um quinzena, os exames de urina indicaram um retorno à ingestão normal de alimento e bebida.

Em outro caso, uma mulher italiana chamada Alfonsina Cottini enganou peregrinos crédulos por toda a década de 1970.

Eventualmente, autoridades de igreja foram alertadas por histórias que circularam na região, alegando que Alfonsina sub-repticiamente comia e que sua irmã acumulava grandes somas de dinheiro.

A investigação por uma comissão especial revelou que as suspeitas estavam correctas:
À noite Alfonsina deixava sua cama, comia até estar satisfeita, e executava outras funções corpóreas.
Entre as descobertas dos investigadores era que as beatíficas eliminações de Alfonsina eram “de uma potência notável”.


O exemplo cómico mais moderno é descrito no encantador livro, High Weirdness by Mail.

Um homem chamado Wiley Brooks, o guru de uma seita de saúde conhecida como os Breatharians, alegou que se pode preceder alimento e bebida, vivendo meramente luz e ar.

Aí, a fé dos membros foi desafiada quando revelou-se que Brooks fazia secretamente pilhagens nocturnas de junk food a lojas de conveniência.

A história notória de Inedia naturalmente leva-se a questionar as alegações concernentes ao jovem nepalês, Ram Bahadur Banjan, quinze anos.

Diariamente senta-se com as pernas cruzadas, imóvel, e com os olhos fechados, acomodado pelas grandes raízes de uma árvore na selva de Bara, sul de capital do Nepal, Katmandu.

Eu primeiramente soube do caso de um colega nepalês, o Dr. Gopi Upreti, na sua última visita em 2005 aos Estados Unidos.
Em meu escritório, nós discutimos a abordagem apropriada para investigar tal façanha.

Um artigo subsequente pela Prensa Associada caracterizou as observações dos repórteres locais e da policia.

Os funcionários solicitaram uma investigação por cientistas da Academia Real do Nepal de Ciência e a Tecnologia.

Entretanto, temos as observações de um repórter de jornal de Kantipur que visitou o local na selva.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 11, 2013 10:14 pm

Continua...

Observou que, ao anoitecer cada dia, os seguidores adolescentes colocam uma tela na frente dele, assim tornando impossível saber o que ocorre então.

"Nós não podemos dizer o que acontece depois de escuro”, informou.

“As pessoas só viram o que se passou de dia, e muitos acreditaram que ele era algum tipo de deus”.

Irão os cientistas investigadores proclamar um milagre?
Será mesmo dado a eles  acesso pleno ao suposto inédico?


Permaneça atento.

Joe Nickell, Ph.D., é Membro Sénior de Pesquisa do Comité para a Investigação Científica de Alegações Paranormais e colunista de "Arquivos Investigativos" para a revista de ciência da sociedade, Skeptical Inquirer [Inquiridor Céptico].

Seu website é www.joenickell.com.]www.joenickell.com.

Artigo disponível em http://www.livescience.com/othernews/051214_buddha.html]http://www.livescience.com/othernews/051214_buddha.html

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 12, 2013 9:27 pm

Reencarnação e as pesquisas científicas

As descobertas da ciência glorificam a Deus em lugar de rebaixá-lo;
não destroem senão o que os homens edificaram sobre as ideias falsas que se fizeram de Deus.
(KARDEC).

1 - Introdução

O Espiritismo possui, em sua base de sustentação, três aspectos, quais sejam: Científico, Filosófico e Religioso.

Assim, poderíamos representá-los graficamente dessa forma:
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc001.gif

Apesar de que muitas pessoas insistem em levar a ideia da reencarnação exclusivamente para o lado religioso, na verdade, é um princípio que deverá ter a Ciência como apoio, pois se trata de uma lei natural que é da alçada dela, portanto, nada tem a ver com religião, nem tampouco com a filosofia, embora sob esses dois pontos também possamos justificá-la.

2 - Recordação Espontânea de Vidas Passadas

Facto muito comum, mais do que se possa imaginar, é encontrarmos crianças que se lembraram de uma vida anterior.

Esses casos, por desconhecimento do assunto, não são tratados como deveriam, pois estão sendo levados à conta da imaginação dessas crianças.

Entretanto, vários pesquisadores têm dedicado seu precioso tempo para pesquisá-las.
A razão mais forte para esse tipo de pesquisa é pelo facto de que as crianças são mais autênticas nas informações que passam.
Outro factor relevante é que, muitas vezes, nem mesmo possuem conhecimento daquilo que estão descrevendo sobre sua vida anterior.

Entre esses pesquisadores podemos citar:
O Dr. Ian Stevenson, norte-americano, chefiou a Divisão de Parapsicologia do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virginia, que já dedicou mais de 40 anos de sua vida pesquisando casos de reencarnação de crianças que se lembraram espontaneamente de outras vidas, tendo catalogado mais de 2.600 casos.

Essas crianças, em determinado período de vida, passaram a dizer que eram outras pessoas que haviam vivido em outros lugares, dando inúmeros detalhes, que foram, posteriormente, por ele confirmados.

O Dr. Stevenson publicou interessante estudo, infelizmente, ainda sem tradução para o português, intitulado Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects (Reencarnação e Biologia: Uma contribuição à Etiologia das Marcas-de-Nascença e Defeitos de Nascença).

Neste estudo com 2.300 páginas, ele procura a comprovação da reencarnação através das ditas “marcas de nascença”.

Inúmeras crianças traziam marcas muito semelhantes à de seus parentes já falecidos, além disso demonstravam inconfundíveis traços da personalidade deles, tão marcantes que não deixavam dúvidas quanto ao facto de se tratar dos mesmos espíritos numa roupagem física nova.

Transcrevemos do livro Investigando a Reencarnação de Dr. John Algeo, professor universitário, com Mestrado e Doutorado na Universidade da Flórida:

Ao investigar seus casos, Stevenson considerou uma variedade de explicações possíveis para a precisão das lembranças relatadas:

a) Fraude.
Logro deliberado é a explicação menos provável na maioria dos casos.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 12, 2013 9:28 pm

Continua...

Exigiria uma elaborada conspiração entre as crianças, seus parentes, vizinhos, estranhos de outras cidades e assim por diante.

b) “Criptomnésia”.
É possível acreditar que já tenhamos experimentado algo que na verdade lemos ou ouvimos falar, mas que a nossa mente converteu em lembrança.

Tal lembrança (mnesia) oculta (do grego cripto) também é responsável pelo fenómeno do plágio inconsciente – um escritor pode armazenar uma expressão ou frase particularmente atraente e depois vir a crer que foi ele quem a inventou.

c) Telepatia com os vivos.
Possivelmente as crianças liam as mentes das pessoas vivas que tinham conhecimento dos factos e depois convertiam essa informação em pseudo-lembranças.

d) Retrocognição ou pré-cognição.
Outra possibilidade é a de a criança, por meio de alguma faculdade extraordinária, ter tido consciência directa dos factos do passado (retrocognição).

Ou talvez, de ter tido alguma consciência dos factos, que o investigador viesse a descobrir no futuro, e fosse capaz de predizê-los (pré-cognição).

e) Telepatia com os mortos.
Talvez a criança tivesse entrado em contacto telepático com a consciência de uma pessoa falecida e estivesse percebendo equivocadamente a informação assim recebida, como sendo sua.

f) Possessão.
Talvez a criança estivesse de facto possuída pelo espírito do falecido, e as recordações fossem as lembranças verdadeiras daquela outra consciência coabitando em seu corpo ou substituindo a personalidade original.

g) Reencarnação.
As lembranças são o que parecem ser – recordações de factos de uma vida anterior da criança.

Concluiu, Stevenson, que essa possibilidade era, algumas vezes, a única mais provável.

Stevenson nunca declarou que os seus casos “comprovam” a reencarnação, certamente não no sentido popular do termo.

É difícil obter a evidência e avaliá-la.
Tudo o que Stevenson afirma é que estes casos sugerem como explicação a reencarnação, e que não existe explicação mais provável para eles.

Essa é uma alegação modesta, mas, ainda assim, notável, vinda de um cientista académico.
Desde o trabalho de Stevenson, não é mais correcto dizer que inexiste uma prova real, sólida da reencarnação.

Foi exactamente isso o que ele proporcionou.
(ALGEO, 1995, pp. 102-103).

O Prof. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985), Director do Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, Índia, iniciou uma série de investigações acerca de diversos casos de crianças que se lembravam de suas vidas anteriores, chegando a catalogar três mil casos.

Tais casos, disse ele, são numerosos na Índia, bem como em diversos países do Oriente: Burma, Líbano, Sri Lanka, Turquia e outros.

Vamos mostrar alguns trechos do livro Vida Pretérita e Futura – 25 anos de estudos sobre a reencarnação publicado, em 1979, pelo Dr. Banerjee:

Durante anos, os pesquisadores parapsicólogos que estudam os casos de reencarnação têm sido considerados charlatões, e seus estudos classificados como de efémero valor.

Mas, depois de mais de vinte e cinco anos de pesquisas neste campo, em que estudei mais de 1.100 casos de reencarnação em todo o mundo, e publiquei vários trabalhos sobre o assunto, a crítica diminuiu e surgiu maior interesse.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 12, 2013 9:30 pm

Continua...

Os factos que cada vez mais chegam ao nosso conhecimento são tão impressionantes, que agora a comunidade científica passou a considerá-los como dignos de pesquisa.

Desde o começo, decidi formar um centro de estudos internacional sobre a reencarnação.
Seu objectivo seria estudar cientificamente casos de vidas anteriores em todo o mundo e coligir dados relativos aos mesmos.

Minhas pesquisas de um quarto de século convenceram-me de que há muitas pessoas, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, dotadas de memórias diferentes, o que não se pode obter por vias normais.

Chamo esse tipo de memória de "memória extracerebral", porque as afirmações dos sujeitos de possuírem lembranças de vidas anteriores parecem ser independentes do cérebro, principal repositório da memória.

É facto científico que ninguém é capaz de lembrar o que não aprendeu anteriormente.

Os casos descritos neste livro não se baseiam no ouvir dizer nem em estórias de jornais;
baseiam-se em pesquisas que fiz através de rigorosos métodos científicos.

Meu estudo sobre a reencarnação foi concebido à luz de várias hipóteses, tais como, a fraude, a captação de lembranças através de meios normais, e a percepção extra-sensorial.
(BANERJEE, 1987, pp. 13-14). (grifo nosso).

Muito embora essas pesquisas realizadas por Dr. Ian Stevenson (EUA) e Dr. H. N. Banerjee (Índia), não sejam ainda consideradas por algumas pessoas como provas científicas, trazem fortíssimas evidências que, com certeza, dentro de algum tempo, passarão da classe de teoria para a de prova concreta, tal é o critério científico utilizado nelas.

Mas, felizmente e para desespero dos contrários por questões religiosas, já convenceu cientistas de renome como veremos mais adiante.

2.1 - Casos de reencarnação por lembrança espontânea

Um caso relatado por Stevenson (STEVENSON, I, Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação, São Paulo: Difusora Cultural, 1970, pp. 305-320), de forma resumida:

Trata-se do caso do pescador Willian George, membro da tribo dos tlingits, Alasca, EEUU.

Em várias ocasiões, conversando com seu filho e sua nora, ele disse que iria reencarnar como filho deles e que seria reconhecido pelas marcas que traria no corpo, semelhantes às que tinha no ombro esquerdo e na face interna do antebraço.

Em julho de 1.949 entregou a seu filho um relógio de ouro que estimava muito, pedindo que o conservasse para quando retornasse em outra existência.

No mês seguinte Willian George saiu para pescar e desapareceu, sem que seu corpo fosse jamais encontrado.

Pouco tempo depois sua nora engravidou e, a 5 de maio de 1.950, deu à luz a um menino.

Durante o parto ela sonhou que seu sogro aparecera e, quando voltou a si depois do parto, esperava ver o sogro (talvez como um espírito) em sua forma adulta anterior.

Mas o que viu foi um bebé robusto que trazia em seu corpo sinais exactamente iguais aos que seu sogro tinha em vida e também nas mesmas regiões.

A identificação dessas marcas de nascença levou os pais a chamá-lo de Willian George Júnior.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 13, 2013 10:14 pm

Continua...

À medida que o menino crescia, mostrava traços de gostos, aversões e aptidões semelhantes aos do avô.
Este, por exemplo, costumava virar o pé direito para fora, hábito que o menino também apresentava.

Os traços faciais, a tendência à irritabilidade, o hábito de dar conselhos, o conhecimento de pesca e de barcos e dos lugares piscosos eram semelhantes aos do avô, e, o que é bastante estranho, o jovem tinha um incomum medo da água.

Também era mais sério e sisudo que seus companheiros.

Além dessas características, o menino mostrava marcante identificação entre a sua personalidade e a do seu avô, dizia que a tia-avó era sua irmã e tratava os outros como se fossem filhos ou filhas.

Quanto ao relógio de ouro, um dia sua mãe resolveu examinar as jóias que possuía e tirou-as juntamente com o relógio, do porta-jóias.

Quando o garoto viu o que ela estava fazendo, agarrou o relógio dizendo que era seu e só com muita dificuldade a mãe conseguiu que ele o devolvesse.

Os familiares do menino, que foram cuidadosamente inquiridos pelo pesquisador, afirmaram, categoricamente, que jamais haviam falado sobre o relógio ou mencionado as palavras de Willian George.

O caso de Willian George Jr mostra as seguintes evidências reencarnacionistas:
recordações iniciando-se na infância, visão, déjá vu (reconhecimento de um lugar onde nunca se esteve antes), sonhos anunciadores, informações da própria pessoa antes de morrer, prometendo voltar, defeitos congénitos e marcas de nascença, aptidões inactas ou sankharâ.
(Planeta Especial - Reencarnação, s/d, p. 27).

Casos narrados pelo jornalista, escritor e pesquisador Roy Stemman:

A PEQUENA MÃE

Kumari Shanti Devi, nascida em 1926, na Velha Delhi, lembrou-se, aos três anos, de sua encarnação anterior.

Dizia que morava em Muttra e o nome do seu marido era Kedarnath, e que se chamava Ludgi, cuja morte se deu durante um parto.

Escreveram a Kedarnath que confirmou que havia perdido a esposa em 1925.
Ele pediu ao primo Lal, para visitar Shanti, que o reconhece primo do marido ao vê-lo.
Posteriormente, atendendo a um convite, Kedarnath foi vê-la e Shanti o reconheceu imediatamente.

Tempos depois Shanti foi a Muttra com um grupo de pesquisadores.
Ao chegar acena para algumas pessoas que identifica como a mãe e o irmão do marido.

Desembarcando do trem, fala com eles não na língua hindu que havia aprendido em casa, e sim no dialeto local.

Mostra, sem nenhuma dificuldade, o caminho até a residência de Ludgi, aonde ao chegar identifica pelos nomes os dois filhos.

Só não sabendo o nome da criança, cujo parto lhe custou à vida.

Diz que havia um poço no terreno, facto confirmado quando foram ao local indicado.

Kedarnath, perguntou a Ludgi onde ela havia escondido alguns anéis pouco antes de morrer.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 13, 2013 10:14 pm

Continua...

Ela disse que eles estavam enterrados em um vaso no jardim da casa antiga, facto confirmado pelos pesquisadores.
(STEMMAN, 2005, pp. 43-46 – resumido por nós).

Esse caso é bastante significativo, visto ser um dos que põe completamente por terra a teoria do inconsciente, usada geralmente por aqueles que querem combater a ideia da reencarnação, especialmente os que a combatem por questões religiosas.

A única pessoa que sabia onde haviam sido enterrados os anéis era a personalidade anterior, assim, de duas uma:
ou aceitamos a influência espiritual sobre a criança ou teremos que admitir ser ela mesma essa personalidade anterior.

O FAZENDEIRO QUE RENASCEU E IDENTIFICOU SEU ASSASSINO

O fazendeiro Abit Süzülmüs, que morava em Bey, em Adana, na Turquia, no dia 31.01.1957, foi atingido por um martelo de ferreiro, vindo a falecer.

Alguma horas depois, sua segunda esposa, Sehide, que estava em estado adiantado de gravidez, saiu à procura do marido e foi morta da mesma maneira.

Os assassinos levaram algumas jóias que ela tinha no corpo.
Também mataram os dois filhos mais novos do casal, Zihni e Ismet.

Oito meses mais tarde, Mehmet Altinkilic e sua esposa Nebihe tiveram mais um filho, Ismail.

Um ano e meio depois, quando começou a andar e a falar dizia que tinha sido Abit Süzülmüs.

Conseguiu identificar o seu assassino, cujo nome era Ramazan.

Um ano após Ismail ter nascido, Adana Tinsmith Kerim Bayri e sua esposa Cemile tiveram uma filha, que chamaram de Cevriye.

Quando a menina completou um ano, começou a falar e se lembrava de ter sido Sehide Süzülmüs, esposa mais jovem de Abit e vítima no assassinato.

Descreveu todos os acontecimentos e disse que os criminosos haviam levado seu colar e que a criança que estava esperando nasceu após sua morte.

A informação foi confirmada quando seu túmulo foi aberto, e, de facto, a criança havia sido parcialmente expelida do útero.
(STEMMAN, 2005, pp. 186-187 – resumido por nós).

Da mesma forma que o caso anterior, temos aqui somente duas pessoas que sabiam que o feto havia sido expelido do útero:
o espírito da mãe ou o próprio feto.

Valem as mesmas considerações que fizemos no caso anterior.

3 - Recordação induzida a vidas passadas

Devemos citar Eugène-Auguste Albert de Rochas d’Aiglun (1837-1914) como o pioneiro nessa área, autor do livro As vidas Sucessivas.

Foi com este trabalho que ele praticamente lançou os fundamentos da técnica de regressão de memória.

Pesquisou pessoalmente dezoito pessoas, entre 1903 e 1910, levantando não apenas a questão das vivências passadas, mas numerosos aspectos complementares e subsidiários que ainda permanecem à espera de mais amplas e profundas pesquisas.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 13, 2013 10:15 pm

Continua...

Nesse livro há um caso interessante, em que se comparou a caligrafia da personalidade da vida actual com a da anterior.

É o caso 2, Joséphine 1904 (pp. 60-75):

http://www.apologiaespirita.org/images/rpc002.jpg

Vida anterior: Jean-Claude Boudon nasceu em 1812.

Vida Actual: Joséphine em 1904, está com 18 anos.

Vejamos uma experiência narrada por Albert de Rochas:

Foi em 1887. Havia na Espanha um grupo espírita chamado “A Paz”, cujo fundador e presidente era Fernandez Colavida, apelidado do outro lado dos Pirineus de Kardec Espanhol.

Em todas as suas sessões, esse grupo fazia o estudo e o controle dos fenómenos espíritas.
Minha esposa e eu éramos, naquela época, membros desse grupo.

Ora, certo dia, o sr. Fernandez quis experimentar se podia provocar sobre um sonâmbulo a recordação de suas existências passadas.

Eis como agiu.

Estando o médium magnetizado em alto grau, ordenou-lhe que dissesse o que havia feito na véspera, na antevéspera, uma semana antes, um mês, um ano e, conduzindo-o assim, ele o fez recuar até a infância, que descreveu como todos os seus detalhes.

Sempre estimulado, o médium contou sua vida no espaço, a morte em sua última encarnação e, conduzido continuamente, chegou a quatro encarnações, das quais a mais antiga fora uma experiência completamente selvagem.

É interessante observar que, a cada existência, as feições do médium modificavam-se completamente.

Para trazê-lo de volta ao seu estado normal, ele o fez retornar até sua existência presente, depois o despertou.

Não desejando ser acusado de ter-se enganado, ele fez o médium ser magnetizado por um outro magnetizador, que deveria sugerir-lhe que as existências passadas não eram verdadeiras.

Apesar desta sugestão, o médium expôs novamente as quatro existências como o havia feito alguns dias antes.

Obtive o mesmo resultado sobre o mesmo facto com um outro médium. (1)

(1) Os primeiros estudos foram controlados por todos os membros que formam o grupo “A Paz”. A. R.
(ROCHAS, 2002, p. 259).

Observar que neste caso o indivíduo mesmo sob sugestão hipnótica de que as existências passadas não eram verdadeiras, descreveu suas vidas anteriores.

É cada vez mais empregada a TVP Terapia de Vidas Passadas no sentido de ajudar as pessoas.
O psiquiatra leva, por hipnose ou relaxamento, o paciente às vidas anteriores, em busca da causa que deu origem ao problema vivencial desse paciente, já que ele não foi encontrado nesta existência.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 14, 2013 9:28 pm

Continua...

Por exemplo: uma pessoa tem um medo inexplicável das águas dos rios, lagos e mares, após a regressão descobre-se que, em uma existência anterior, ela morreu afogada, e quando volta da regressão, se liberta do medo, parecendo que, ao reviver o problema, o seu trauma também passa a ficar só no passado.

No campo da TVP, podemos citar os pesquisadores:
Dr. Patrick Drouot, físico francês, doutorado pela Universidade Columbia de Nova York, autor dos livros Reencarnação e Imortalidade e Nós somos todos imortais;

Dra. Edith Fiore, norte-americana, doutorada em psicologia na Universidade de Miami, autora dos livros: Você já Viveu Antes e Possessão Espiritual;

Dra. Helen Wambach, psicóloga norte-americana, autora do livro: Recordando Vidas Passadas;

Dr. Brian Weiss, M.D., psiquiatra e neurologista norte-americano, formado pela Columbia University, professor catedrático de um dos mais conceituados hospitais universitários americanos, como é o Mount Sinai Medical Center, autor dos livros: Muitas Vidas, Muitos Mestres, Só o Amor é Real, A Cura através da Terapia de Vidas Passadas e A Divina Sabedoria dos Mestres.

3.1 - A confirmação sobre a realidade da regressão

Obviamente, por ser um procedimento relativamente novo, muitas pessoas questionam se realmente somos levados às vidas anteriores.

Acreditamos que a prova disso podemos encontrar:

a) Pelo mapeamento das ondas cerebrais

Em recente reportagem na Revista IstoÉ nº. 1710 (p. 76-78), intitulada “De volta ao passado”, assinada por Celina Côrtes e Rita Moraes, encontramos a informação de que pesquisadores de um Instituto de Terapia Regressiva, de São Paulo, fizeram um mapeamento de ondas cerebrais de pacientes em regressão para se saber qual ou quais as áreas do cérebro que estariam em actividade naquele momento.

Assim, alguns pacientes foram submetidos a uma tomografia com emissão de radifármaco (método spect), cujos exames foram analisados pelo médico Andrew Newberg, especialista em estados modificados de consciência da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos.

Estes estudos revelaram que as áreas do cérebro mais requisitadas durante a regressão de memória são as do lobo médio temporal e as do lobo pré-frontal esquerdo, que respondem pela memória e pela emoção.

Ou seja, não é fruto da imaginação.

“Se o paciente estivesse criando uma história, o lobo frontal seria accionado e a carga emocional não seria tão intensa”, explicou um dos pesquisadores do Instituto.

Representando graficamente:
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc003.jpg

Disso podemos concluir que se a técnica de indução é a mesma e sendo também a mesma área cerebral a ser activada, o que nos leva à certeza de que num mesmo local do cérebro se encontram arquivados os factos dessa vida e os das passadas, então a regressão é uma realidade.

Os factos da vida actual podem ser comprovados, por serem recentes e muitos deles documentados, ficando apenas os factos das vidas anteriores carecendo de comprovação.

Entretanto, acreditamos não ser tão necessário, haja vista que, conforme já dissemos, técnica e área do cérebro são os mesmos.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 14, 2013 9:30 pm

Continua...

Entretanto, futuramente o serão, uma vez que já há muitos registros pessoais, como exigência dos tempos modernos.

b) Dados estatísticos

A Dra. Helen Wambach, em seu livro Recordando Vidas Passadas, relata sua experiência com a regressão a vidas passadas feitas em 1.088 pacientes.

Por indução hipnótica levou esses pacientes a dez períodos, a saber: 2000 a.C., 1000 a.C., 500 a.C, 400 d.C., 25 d.C., 800 d.C e 1.200 d.C. 1500 d.C, 1700 d.C e 1850 d.C.

Diz ela:
“Se a lembrança da vida passada não passasse de fantasia, seria de esperar que as imagens fossem proporcionadas pelo nosso conhecimento consciente da história.

Quando as imagens contrastam com o que imaginamos ser verdadeiro e, não obstante, após cuidadoso estudo, se revelam exactas, temos de rever o conceito de que a rememoração de vidas passadas é fantasia”.
(WAMBACH, 1999, p. 95). (grifo nosso).

Ao levar os seus pacientes nos períodos escolhidos perguntava-lhes sobre:
1) Classe social
2) A que raça pertencia
3) De qual o sexo eram

4) Tipo de roupa usada
5) Tipo de calçado
6) Quais alimentos comiam
7) Qual tipo de prato que usavam

Depois, tabulando toda essas informações, pelo método estatístico, ela representou-as graficamente, conforme a seguir (pp. 97-117):

1) Classes sociais em cada período de tempo
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc004.jpg

2) As raças nas vidas passadas
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc005.jpg

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 14, 2013 9:31 pm

Continua...

3) A distribuição dos sexos em cada período de tempo
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc006.jpg

4) Os tipos de roupas usados em vidas passadas
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc007.jpg

5) Os tipos de calçados em cada período de tempo.
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc008.jpg

6) Tipos de alimentos comidos em cada período de tempo
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc009.jpg

7) Tipos de pratos usados em cada período de tempo
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc010.jpg

8) A curva da população mundial em cada período de tempo
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc011.jpg

Todas as informações que estão representadas nesses gráficos podem ser confirmadas pelo histórico da humanidade, portanto, é impossível que elas sejam fruto da imaginação dos pacientes.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 15, 2013 8:44 pm

Continua...

4 - Outras pesquisas ou fatos que comprovam a reencarnação

1) Em relação ao corpo físico:

Citamos as pesquisas feitas por Dr. João Alberto Fiorine, Delegado de Polícia, membro do Departamento de Polícia Científica e delegado-chefe da Delegacia de Investigação Criminal da Polícia Civil do Paraná.

Fiorine, em busca da comprovação científica da reencarnação, vem trabalhando, em suas pesquisas, com os seguintes dados: impressão digital, exame grafotécnico, prosopográfico e marcas de nascença.

Ø a) Impressão digital
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc012.gif

Comparando as impressões digitais da personalidade anterior com a da actual.
(Espiritismo & Ciência, nº 3, p. 21).

Ø b) Exame grafotécnico
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc013.jpg

Comparando-se a escrita da personalidade actual com a da anterior.
(Espiritismo & Ciência nº. 6, p. 22).

Ø c) Exame prosopográfico
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc014.jpg
(Revista Cristã de Espiritismo, nº. 19, 2003, p. 15).

http://www.apologiaespirita.org/images/rpc015.jpg

http://www.apologiaespirita.org/images/rpc016.jpghttp://www.apologiaespirita.org/images/rpc017.jpg

Aqui a comparação feita é a do rosto da personalidade anterior com o da actual.
(Revista Internacional de Espiritismo nº. 1, 2001, p. 14).

Ø d) Marcas de nascença
http://www.apologiaespirita.org/images/rpc018.jpghttp://www.apologiaespirita.org/images/rpc019.jpg

Caso acontecido em Alagoas e investigado por João Alberto Fiorini.

Observar que a criança apresenta o mesmo defeito que o avô apresentava na mão direita.
(Espiritismo & Ciência, nº 3, pp. 18 e 21).

http://www.apologiaespirita.org/images/rpc020.jpg

Caso também investigado por João Alberto Fiorini.
(Revista Cristã de Espiritismo nº 17, p. 50).

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 15, 2013 8:44 pm

Continua...

2) Pela genialidade de Crianças

Citamos o caso de Gregory, graduado em 31.02.2003:

Ele poderia ser um pré-adolescente comum se já não estivesse prestes a cursar um doutorado em Matemática em Oxford.

http://www.apologiaespirita.org/images/rpc021.jpg
É um norte-americano de 13 anos de idade e sua precocidade surpreende.

Aos 14 meses Gregory Robert Smith resolvia problemas simples da sua matéria preferida, aos 10 anos começava a graduação pela Randolph-Macon College, em Washington.

É presidente de uma fundação, a Youth Advocates, dedicada à defesa de jovens carentes;
já esteve com Bill Clinton, Michail Gorbachev e a Rainha Noor, da Jordânia, discutindo o futuro da Humanidade;
e foi indicado para o Nobel da Paz de 2002.


Gregory tem Q.I. muito acima de 200 e pertence a uma classe de superdotados que representam apenas 0,1% da população mundial.

Da estirpe dele, lembramos Amadeus Mozart, que tocava piano aos 2 anos, falava três idiomas (alemão, francês e latim) aos 3 anos, tocava violino aos 4, compunha minuetos aos 5 anos e escreveu sua primeira ópera aos 14.

John Stuart Mill aprendeu o alfabeto grego aos 3 anos de idade.
Dante Alighieri dedicou aos 9 anos um soneto a Beatriz.
Goethe sabia escrever em diversas línguas antes da idade de 10 anos.
Victor Hugo, o génio maior da França, escreveu Irtamente com 15 anos de idade.
Pascal, aos 2 anos, sem livros e sem mestres, demonstrou em Geometria até a 32 a proposição de Euclides;
aos 16 anos, escreveu um tratado de “secções cônicas” e logo adiante escreveu obras de Física e de Matemática.

Miguel Ângelo, com a idade de 8 anos, foi dispensado pelo seu professor de escultura porque este já nada mais tinha a ensinar-lhe.

Allan Kardec, examinando a questão, perguntou aos Benfeitores como entender este fenómeno e estes responderam:
“Lembrança do passado; progresso anterior da alma (...).”

Gregory começou a falar com apenas 2 meses de idade.
Quando completou 1 ano, já resolvia problemas de álgebra e memorizava o conteúdo de livros volumosos – tinha na cabeça a colecção inteira de Júlio Verne.

Aos 5, terminou o colegial e era capaz de dissecar tudo sobre a Terra, de sua pré-história aos dias actuais.
Virou estrela: capa do The Times Magazine, manchete do New York Times e do Washington Post.
Foi sabatinado por David Letterman e Oprah Winfrey, anfitriões de dois dos programas de maior audiência nos Estados Unidos.

“Nunca vi um caso como esse em 40 anos de profissão”, disse, recentemente à ABC News, Linda Silverman, directora do Centro de Desenvolvimento de Superdotados, de Denver, no Colorado.
(Foto: Alexa Welch Edlund Richmond-Times Dispatch) (Revista Reformador, 2005, pp. 12-14).

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 15, 2013 8:44 pm

Continua...

5) Aceitação por Cientistas – um passo do reconhecimento da Ciência

Amit Goswami, conferencista, pesquisador e professor titular da Universidade de Oregon.

Ph.D em física quântica, é físico residente no Institute of Noetic Sciences:

P: Assim, em sua abalizada opinião, a reencarnação é científica?

R: A resposta é um retumbante sim. Pense.
Os dados sobre reencarnação dão-nos evidência definitiva de que a mente não é o cérebro, pois ela sobrevive à morte do corpo físico.

Além disso, o propósito da ciência é levar as realizações, experiências e sabedoria das pessoas ao cenário público, por meio de teorias e experimentos em desenvolvimento, dos quais todos podem participar e todos julgam úteis.

Creio que o modelo que estudamos aqui cumpre esse propósito.

(GOSWAMI, 2005, pp. 243-244). (grifo nosso).

C. J. Ducasse (1881-1969), cientista e professor, foi presidente do Departamento de Filosofia da Universidade de Brown, da Associação Americana de Filosofia e vice-presidente da Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, declarou em 1958:

“Sendo ou não verdadeira, a pluralidade das vidas na Terra (reencarnação), é algo perfeitamente coerente e compatível com inúmeros factos existentes hoje.

De todas as concepções que explicam o significado da humanidade na Terra, a hipótese da reencarnação, que compara cada vida da pessoa a um dia na escola, é a única que faz realmente sentido.

Senão, como explicar que uma pessoa nasce um génio e outra uma tola; uma é bela e a outra feia; uma é saudável e a outra tem deficiências?

O conceito de renascimento na Terra, talvez após um intervalo em que o indivíduo possa se esquecer do que viveu e manter somente a sabedoria que adquiriu, nos permitiria crer que realmente existe justiça no Universo”.

(Stemman, 2005, p. 26). (grifo nosso).

6 - Conclusão

Vale ressaltar que Ian Stevenson, H.N. Banerjee, Dra. Helen Wambach, Dr. Brain Weiss, são pesquisadores não espíritas.

Fica evidente que provas existem, o que não existe ainda é o reconhecimento delas pela Ciência oficial, mas é questão de tempo, principalmente, quando um físico quântico na crista da onda, afirma que a reencarnação é provada cientificamente, numa atitude, para a actualidade, corajosa.

Mas como, certamente, Amit Goswami é honesto rendeu-se às evidências.
Cabe aos outros cientistas seguir-lhe o exemplo.
Seguramente esse é o caminho pelo qual a Ciência passará a aceitá-la como verdade científica.

Paulo da Silva Neto Sobrinho
Mar/2006.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 15, 2013 8:45 pm

Continua...

Referências bibliográficas:

Revista Espiritismo & Ciência, nº. 2, São Paulo: Mythos, s/d.
Revista Espiritismo & Ciência, nº. 3, São Paulo: Mythos, s/d.
Revista Espiritismo & Ciência, nº. 4, São Paulo: Mythos, s/d.

Revista Espiritismo & Ciência, nº. 6, São Paulo: Mythos, s/d.
Revista Espírita Além da Vida, nº 2, São Paulo: Aulus, s/d.
Revista Internacional do Espiritismo, nº. 1, Ano LXXVI, Matão, SP: O Clarim, fevereiro 2001.

Revista Cristã de Espiritismo, nº 7, São Paulo: Escala, jul/ago 2000.
Revista Cristã de Espiritismo, nº 17, São Paulo: Escala, jun/jul 2002.
Revista Cristã de Espiritismo, nº 19, São Paulo: Escala, fev/mar 2003.

Revista Reformador, Rio de Janeiro: FEB, janeiro 2005.
Revista ISTOÉ, nº 1710, Cajamar – SP: Editora Três, 10 de julho de 2002.
Planeta Especial, Reencarnação, São Paulo: Editora Três, s/d.

ALGEO, J. Investigando a reencarnação, Brasília: Teosófica, 1995.
ANDRADE, H.G. Você e a Reencarnação, Bauru, SP: CEAC, 2002.
BANERJEE, H. N. Vida Pretérita e Futura, Rio de Janeiro: Nórdica, s/d.

BRIAN L. W. Muitas Vidas Muitos Mestres, Rio de Janeiro, Salamandra, 1991.
DROUOT, P. Nós Somos Todos Imortais, Rio de Janeiro: Record, 1995.
FIORE, E. Você já Viveu Antes, Rio de Janeiro: Record, 1993.

GOSWAMI, A. A Física da Alma, São Paulo: Aleph, 2005.
ROCHAS, A. As Vidas Sucessivas, Bragança Paulista, SP: Lachâtre, 2002.
STEMMAN, R. Reencarnação, São Paulo: Butterfly, 2005.

STEVENSON, I, Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação, São Paulo: Difusora Cultural, 1970.
WAMBACH, H. Recordando Vidas Passadas, São Paulo: Pensamento, 1999.

http://www.consciesp.org.br/?pg=fatos_reencarnacao

http://www.terra.com.br/istoe/1710/comportamento/1710_de_volta_passado.htm

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 16, 2013 9:39 pm

Crianças Que Se Lembram de Vidas Passadas
Alejandro Parra

Diz-se que alguns factores psicológicos podem explicar por que algumas crianças afirmam lembrar-se de uma vida anterior.

Ian Stevenson, Erlendur Haraldson, Antonia Mills, Hernani Guimarães Andrade, Hamendra Nat Banerjee e outros investigadores de prestígio percorreram o mundo tentando encontrar esses casos.

Todos concordam ao afirmar que existem inúmeros factores psicológicos que podem nos ajudar a ter uma melhor compreensão dessas crianças.

Os investigadores têm encontrado dois tipos bem definidos de “anomalias”:
um se refere às crianças que dizem recordar-se de vidas passadas e são capazes de determinar quem e como foram em sua vida anterior, identificando lugares, pessoas e coisas que pertenceram à sua “vida passada”.

Outro diz respeito a estranhas marcas ou defeitos de nascimento os quais, por diferentes motivos que deixamos para outra matéria, parecem feridas fatais recebidas em vidas anteriores.

A maioria dos investigadores crê que dois tipos de paranormalidade tenham relação com o assunto.

Uma é a capacidade “superpsi”, ou seja, grande parte dessas crianças é capaz de obter informações por via extra-sensorial sobre a vida de pessoas falecidas (seja por telepatia, seja por clarividência).

A outra se refere à “hipótese reencarnacionista” em si.
Como saber distinguir uma da outra?
Têm sido muitas as provas e contraprovas apresentadas para descobrir o mistério.

Na maior parte dos casos, a metodologia de investigação consiste em administrar testes psicológicos, tanto de personalidade como de inteligência, e diversas formas de questionário.

Erlendur Haraldsson, prestigioso parapsicólogo da Universidade da Islândia, viajou inúmeras vezes à Índia e ao Sri Lanka para estudar o caso de 30 crianças entre 7 e 13 anos, as quais, desde muito jovens, diziam recordar-se de uma vida passada.

Ele realizou o mesmo estudo com um grupo de crianças “normais” (como controle da experiência).

As crianças que diziam recordar-se de vidas passadas mostravam um alto nível de funcionamento psicológico, isto é, tinham melhor desempenho na escola, apresentavam bom vocabulário, obtinham as melhores pontuações no teste de inteligência de Matrizes de Raven.

Possuíam também mais memória, mas não eram mais sugestionáveis do que as outras crianças.
Como grupo, eram todas talentosas, mais perfeccionistas e cuidadosas com sua limpeza;
os professores as consideravam excelentes alunas.

As Investigações dos Casos-Tipo de Reencarnação

(CTR) têm sido de interesse, em primeiro lugar pela facilidade de verificação.
Os primeiros estudos desse tipo foram realizados por Hamendra Nat Banerjee, na Índia, no final dos anos 1950.

Os resultados impressionantes que obteve levaram Ian Stevenson (1918-2007) – então presidente da American Society for Psychical Research, de Nova Iorque – à Índia, para levar a cabo estudos similares.

Anos mais tarde, Stevenson visitou Burma, Tailândia, Sri Lanka, Indonésia, Brasil e Argentina.

De seus arquivos com mais de 2.500 casos documentados, publicou os 20 que, a seu ver, provam de forma sugestiva a evidência científica da existência da reencarnação, casos que foram publicados em seu único livro traduzido para o português e o espanhol, Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação (Difusora Cultural, 1971).

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 83804
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 63
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Casos de Reencarnação

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 32 de 35 Anterior  1 ... 17 ... 31, 32, 33, 34, 35  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum