Casos de Reencarnação

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 19, 2012 10:05 pm

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Os desejos persistem depois da morte tão fortemente quanto antes dela e finalmente levam a um novo nascimento.
Quanto mais fortes os desejos maior a tendência a um renascimento prematuro.

Uma morte violenta, mesmo numa pessoa velha, é por definição uma morte prematura, de modo que a pessoa assim morta não viveu o curso “normal” da sua vida;
e a alma desse indivíduo é pensada em ter desejos mais fortes pela vida que a alma de uma pessoa que morreu de uma morte natural depois de cumprir mais os desejos da vida que acabou.

Assim, pessoas mortas violentamente são esperadas, no Hinduísmo, de renascerem mais rapidamente que pessoas mortas naturalmente.[2]

Uma crença um tanto semelhante—que uma morte violenta leva a um renascimento mais rápido que uma morte natural—ocorre entre os Tlingit do Alasca (Stevenson, 1966).

Pensamos que nosso segundo resultado—sobre a idade de falar pela primeira vez—também sugere algum processo paranormal.
Mencionamos acima que um relatório anterior por nossos colegas e I. S. (Cook et al., 1983) mostraram que o modo de morte figurava muito mais frequentemente entre as declarações do sujeito quando a morte era violenta que quando era natural.

Isto sugere que uma morte violenta é mais memorável que uma natural.

Os dados da análise presente dão mais apoio a esta interpretação, porque achamos que as crianças que lembram-se de mortes violentas numa vida prévia começam a falar mais cedo sobre a vida prévia que lembram-se do que crianças que lembram-se vidas findando naturalmente.

Estes resultados são somente uma evidência indireta de uma memorabilidade maior de morte violenta comparada com morte natural;
talvez portanto devamos dizer só que essa morte violenta parece gerar uma pressão maior por se comunicar que faz uma morte natural.

No entanto, a idade precoce de falar sobre a vida prévia pela primeira vez pode não ser independente do período mais curto de intervalo.

Quando o período de intervalo é mais curto, a personalidade reencarnante presumivelmente teria tido menos tempo (antes de, na nova encarnação, ela tornar-se capaz de falar) para esquecer-se de todas memórias da vida prévia que quando o período de intervalo é mais longo.

As memórias estando mais frescas, a pessoa beneficia-se, por assim dizer, de um intervalo mais curto tendo memórias mais acessíveis da vida prévia que uma pessoa que “emerge” de um intervalo mais longo, e ela começaria a falar sobre elas mais cedo.

Esta é uma hipótese que nós podemos testar numa análise adicional de se os sujeitos nos casos com períodos de intermissão mais curtos têm memórias mais abundantes (isso é, se são creditados fazendo mais declarações diferentes sobre a vida prévia) do que os sujeitos com períodos de intermissão mais longos.

Esta é a primeira análise interna dos dados de casos sugestivos de reencarnação fornecendo informação sobre fatores que podem afectar o processo de reencarnação, se este ocorre.
Planeamos empreender outras análises no futuro, tais como a mencionada no parágrafo precedente.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 20, 2012 10:19 pm

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Esperamos também examinar mais explicitamente a possibilidade que nossa série inclua um número de casos corrompidos que sejam melhor explicados ao longo de linhas normais.

Isto podemos eventualmente fazer por analisar, por exemplo, um grupo de casos em que as famílias em questão não tiveram nenhum conhecimento prévio e em que alguém fez um registo escrito do que o sujeito disse antes das duas famílias terem se encontrado.

(Como mencionado, estes casos não são os únicos em que, em nossa vista, fornecem evidência de processos paranormais; mas são um grupo extremamente importantes).

Infelizmente, nós ainda temos só 24 casos neste grupo, que é menos do que 1 por cento do número total de casos em nossa colecção.

Se pudermos aumentar o tamanho deste grupo, digamos a 50 casos, ou mesmo a 30, os subgrupos talvez fossem suficientemente grandes para permitir os tipos de análises apresentadas aqui.

E de tal análise nós naturalmente podíamos tirar conclusões mais firmes do que as presentes permitem.

N. K. Chadha
Department of Psychology
University of Delhi
Delhi 110 007
India

Ian Stevenson
Division of Personality Studies
Department of Behavioral Medicine and Psychiatry
Charlottesville, Virginia 22908 U.S.A.
Box 152, Medical Center
University of Virginia

REFERÊNCIAS

Barker, D. R., & Pasricha, S. K. Reincarnation cases in Fatehabad: A systematic survey in North India. Journal of Asian and African Studies 1979, 14, 231-40.

Cook, E. W., Pasricha, S., Samararatne, G., U Win Maung, and Stevenson, I. A review and analysis of ‘unsolved’ cases of the reincarnation type: II. Comparison of features of solved and unsolved cases. JASPR 1983, 77, 115-135. Demographic Yearbook. United Nations, N.Y. 1970.

Stevenson, I. The evidence for survival from claimed memories of former incarnations. JASPR 1960, 54, 51-71; 95-117.
Stevenson, I. Cultural patterns in cases suggestive of reincarnation among the Tlingit Indians of southeastern Alaska. JASPR 1966, 60, 229-243.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 20, 2012 10:19 pm

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Stevenson, I. Characteristics of cases of the reincarnation type in Turkey and their comparison with cases in two other cultures. International Journal of Comparative Sociology, 1970, 11, 1-17.

Stevenson, I. Twenty cases suggestive of reincarnation. Charlottesville: University Press of Virginia. 2nd rev. ed., 1974. (First published in 1966.)
Stevenson, I. Cases of the reincarnation type. I. Ten cases in India. Charlottesville: University Press of Virginia, 1975.

Stevenson, I. Cases of the reincarnation type. III. Twelve cases in Lebanon and Turkey. Charlottesville: University Press of Virginia, 1980.
Stevenson, I. Cases of the reincarnation type. IV. Twelve cases in Thailand and Burma. Charlottesville: University Press of Virginia, 1983.

Stevenson, I. Characteristics of cases of the reincarnation type among the Igbo of Nigeria. J. Asian & African Studies 1986, 21, 204-216.

Artigo “Two Correlates of Violent Death in Cases of the Reincarnation Type”, publicado no Journal of the Society for Psychical Research (1988) 55(811):71-79

[1] Num número pequeno de casos o sujeito lembra-se da vida prévia de uma pessoa que morreu depois que ele nasceu.

Embora estes casos assemelhem-se a casos normais do tipo de reencarnação em suas outras características, algumas pessoas podem preferir inclui-los sob o nome de possessão.


O caso de Jasbir (Stevenson, 1966/1974) e Chaokhun Rajsuthajarn (Stevenson, 1983) são exemplos.
Os casos deste tipo abrangem menos que 1 por cento dos aproximadamente 2.500 casos na série da Universidade de Virginia.

[2] Aqui devemos dizer que embora a ideia de morte violenta leve a renascimento mais rápido que o de uma morte natural está implícito no Hinduísmo (e largamente acreditado entre os informantes com quem nós conversamos na Índia), ainda não encontramos uma declaração explícita sobre a conexão em qualquer trabalho publicado.

Agradeceríamos aos leitores que pudessem nos levar a um.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 20, 2012 10:20 pm

Fobias em Crianças que Alegam Lembrar-se de Vidas Prévias
IAN STEVENSON

Department of Behavioral Medicine and Psychiatry, University of Virginia School of Medicine, Charlottesville, VA 22908

Resumo numa série de 387 crianças que alegaram lembrar-se de vidas prévias fobias ocorreram em 141 (36%).

As fobias quase sempre corresponderam ao modo de morte na vida da pessoa morta que a criança alegou lembrar-se.

Elas normalmente se manifestavam entre as idades de 2 e 5 anos, e às vezes a criança mostrava a fobia bem cedo na infância antes de ter começado a falar sobre uma vida prévia.

As fobias não derivaram de imitar outro membro da família nem de qualquer experiência traumática pós-natal.

Parecem exigir alguma explicação paranormal das quais, no entanto, reencarnação é apenas uma.

Introdução

As fobias são temores irracionais ou temores numa magnitude que de longe excede a força do estímulo observável.

Agras, Sylvester, e Oliveau (1969) distinguiram fobias de temores pela magnitude da experiência e incapacidade associada;
no entanto, uma gradação contínua ocorre entre temores suaves e extremos que nós podemos designar como fobias.

Temores fortes ocorrem frequentemente em crianças.

Macfarlane, Allen, e Honzik (1954) descobriram que 90% das crianças (entre as idades de 2 e 14) pesquisadas em Berkeley, Califórnia, tinha experimentado ao menos um temor específico.

A incidência de pico ocorreu entre as idades de 3 e 4, quando 67% das meninas e 56% dos rapazes mostraram tais temores.

Outras pesquisas também mostraram incidências altas de temores em crianças.

Por exemplo, Lapouse e Monge (1959) descobriram que 58% de 482 crianças entre as idades de 6 e 12 que foram pesquisados em Búfalo, Nova Iorque, tiveram ao menos um temor notável, e 42% tiveram sete ou mais temores.

Cummings (1944), numa pesquisa de 239 crianças inglesas de escola entre as idades de 2 e 7, descobriu que 22% das crianças mostraram temores específicos.

Desde a década de 1890 Hall (1897) notou que os temores da meninice e infância frequentemente focaram em perigos que, embora predominantes durante séculos anteriores, não apresentavam mais qualquer ameaça importante:
temporais, cobras, afogamento, noite.

Hall comentou sobre tais temores que:
Suas intensidades relativas se encaixam nas condições passadas muito melhor que nas presentes.

A noite é agora o período mais seguro, serpentes não são mais entre nossos inimigos mais fatais...

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 21, 2012 10:16 pm

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Os temores ao tempo e a discussão incessante sobre o tempo... se encaixa [sic] numa condição de vida em árvores, cavernas ou tendas, ou ao menos de exposição muito maior... do que as casas actuais, carruagens, e mesmo vestimentas podem causar...

As primeiras experiências com água, o barulho moderado do vento, ou o trovão distante, etc., talvez excitem um leve medo, mas por que ele às vezes torna as crianças nesse instante frenéticas com pânico?
(Pp. 246-247)

Estas reflexões levaram Hall a sugerir que os humanos do seu tempo tiveram de alguma maneira herdado dos antepassados os temores que eles tinham.

Escreveu disto que:
Os instinto-sentimentos humanos, incalculavelmente mais antigos que o intelecto, foram sentidos e macerados em sua forma geral presente muito gradualmente por influências sociais telúricas e cósmicas, algumas das quais ainda persistem inalteradas, mas a maioria da qual foi modificada ou está agora extinta, (p. 247)

Hall acreditava que “a experiência do indivíduo, e mesmo a do seu ancestral mais próximo, enquanto possa explicar muitos dos fenómenos do medo... não pode explicar todos” (p. 244).

Ele assim foi levado para propor algum tipo de origem remota para estes temores da infância.

Referiu à ideia Platónica de metempsicose (o que hoje nós devemos chamar reencarnação), mas evitou de endossar esse conceito e pareceu favorecer em vez disso algum tipo de memória genética.

Outros autores, notavelmente Valentine (1930), também observou que os medos na infância parecem surgir sem qualquer estímulo observável ou sem qualquer estímulo de força suficiente para explicar o temor forte aparentemente evocado.

Hall obteve sua informação de questionários dado a adultos, mas Valentine diretamente observou o desenvolvimento de temores em suas próprias cinco crianças.

Mais tarde, apoiou a ideia de uma transmissão genética de uma capacidade para respostas temerosas vindas de experiências com animais.

Por exemplo, Lorenz (1939) descobriu que gansos recentemente criados mostraram uma reação de temor quando eram expostos a uma silhueta assemelhando-se à de um gavião.

Semelhantemente, Gibson e Walk (1960) observaram que crianças recém-nascidas e frangos mostraram reacções de temor quando perceberam um despenhadeiro simulado sobre a borda da qual pensaram talvez pudessem cair.

As crianças que alegam lembrar-se de uma vida prévia frequentemente manifestam fobias concordantes com as vidas que elas lembrar-se.

Antes de descrever suas fobias eu brevemente resumirei os casos destas crianças e suas investigações.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 21, 2012 10:16 pm

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Crianças que Alegam Lembrar de Vidas Prévias

Com colegas eu agora investiguei aproximadamente 2.500 casos de crianças que dizem que lembram-se de uma vida prévia.

Tais crianças normalmente começam a falar sobre a alegada vida prévia entre as idades de 2 e 4 anos.
Continuam a falar sobre ela, em média, até as idades de 5 a 7.

Naquela época um desvanecimento gradual de memórias começa, e na maioria de casos uma amnésia aparentemente completa ocorreu pelas idades de 8 a 10 anos.

As crianças fazem uma variedade de declarações diferentes sobre a alegada vida prévia.

Entre 856 casos, em 576 uma pessoa morta foi identificada cuja vida foi julgada corresponder a declarações que o indivíduo tinha feito ou (às vezes) a outras características de um caso, tais como sonhos, comportamento raro, e marcas de nascimento
(Cook, Pasricha, Samararatne, Win Maung, & Stevenson, 1983).

Meus colegas e eu referimo-nos a estes casos como “resolvidos” e à outra terça parte dos casos (em que a pessoa morta satisfatoriamente correspondente não foi identificada) como “não resolvido”.

As declarações das crianças normalmente incluem uma referência ao modo de morte na alegada vida prévia.
Entre 684 indivíduos [1] destes casos, 494 (72%) mencionaram o modo de morte.

Entre 536 casos resolvidos o modo de morte tinha sido violento em 274 (51%) e natural em 262 (49%) (Cook et al., 1983).

Os casos deste tipo foram achados em cada país onde foram procurados.
No entanto, ocorrem com frequência maior (ou são mais fáceis de achar) em culturas que têm uma crença forte em reencarnação.

Isto ocorre talvez parcialmente porque tal crença permite a uma criança falar sobre uma vida prévia, se ela [2] pensa que lembra-se de uma, sem ser ignorada, repreendida ou suprimida mais activamente.

A maioria dos casos a ser considerados neste relatório ocorreram em países do Sudeste da Ásia, mas é importante observar que muitos casos ocorrem também na Europa Ocidental e América do Norte
(Stevenson, 1983a, 1987).

Em casos resolvidos, a pergunta importante surge de se a criança podia ter obtido a informação nas suas declarações sobre uma vida prévia por algum meio normal.

Nos muitos casos em que a criança e a pessoa morta relacionada pertenceram à mesma família ou mesmo à mesma aldeia a criança pode ter aprendido normalmente sobre a pessoa morta.

Os casos destas espécies formam a maioria em Burma e nas tribos de norte-americanas do noroeste (duas áreas onde casos ocorrem frequentemente).

Por outro lado, em muitos casos da Índia e na maioria dos do Sri Lanka, as famílias relacionadas viveram em comunidades diferentes, eram sem ligação, e não tinham nenhum conhecimento prévio antes do caso desenvolvido.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 21, 2012 10:16 pm

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Dei detalhes das investigações de alguns tais casos em outra parte
(Stevenson, 1966/1974, 1975, 1977a).

Em muitos tais casos a transmissão normal de informação à criança parece extremamente improvável.

Além de fazer declarações sobre a alegada vida prévia, quase todos os indivíduos mostram comportamento que é raro na sua família mas que se encaixa com o que pode ser sabido ou razoavelmente conjecturado sobre a pessoa morta de quem a criança fala.

Tal comportamento inclui fobias (e aversões), filias, habilidades não aprendidas, o reencenamento em brincadeiras da actividade profissional ou modo de morte do falecido, e forte ligção à família da pessoa morta.

Discuti estes aspectos dos casos em outra parte (Stevenson, 1977b, 1987) e dei detalhes em numerosos relatórios de caso
(Stevenson, 1966/1974, 1975, 1977a, 1977c, 1980, 1983b).

Mills (1989) publicou relatórios de casos semelhantes.
No artigo presente desejo chamar a atenção às fobias que frequentemente figuram-se nestes casos.

Métodos de Investigação

A entrevista é o método principal de investigação destes casos.
A criança, caso venha a falar conosco, mas os pais sempre são entrevistados.

Irmãos mais velhos, avós, e outros informantes (desde que sejam testemunhas em primeira mão) também são entrevistados.

Em muitos casos a família do indivíduo é visitada duas vezes ou várias vezes: para preencher a informação perdida, verificar a consistência dos informantes, encontrar informantes que estavam ausentes antes, e observar o desenvolvimento posterior da criança.

A exactidão das declarações da criança sempre é verificada independentemente com os membros sobreviventes da família da pessoa morta cuja vida a criança alega lembrar-se, se tal pessoa foi identificada ou pôde ser achada por nós.

Quando possível, documentos escritos e impressos, tais como certidões de nascimento e de óbito, registros de hospital, e relatórios de exames de postmortem são obtidos.

Tais documentos são particularmente importantes para verificar o modo de morte na alegada vida prévia.

Intérpretes normalmente foram usados na Ásia, mas a maioria deles trabalhou na equipe de investigação durante muitos anos, e alguns tornaram-se colaboradores valiosos.

É improvável que muitos erros importantes tenham ocorrido devido a erros na tradução.
Publiquei em outra parte mais detalhes sobre os métodos de investigação
(Stevenson, 1966/1974, 1975, 1987).

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 22, 2012 10:04 pm

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Características das Fobias das Crianças que Alegam Vidas Prévias

Condições Aqui Incluídas Como Fobias

Embora a maioria das crianças que possuem os temores aqui considerados tiveram reacções fortes que garantiriam o uso da fobia de palavra, também incluí alguns medos mais suaves e aversões.

Em cada caso os pais da criança ou outros informantes consideraram a reação da criança ao estímulo como excessivo e não atribuível a qualquer causa sabida na experiência da criança.

Prevalência

Entre 387 indivíduos que alegaram lembrar-se de vidas prévias fobias ocorreram em 141 (36%) (Cook et al., 1983).

As fobias ocorreram com quase exactamente a mesma frequência em casos não resolvidos como em resolvidos.

Elas ocorreram (mas com frequências variáveis) nos casos de todas as culturas até então examinadas.

Entre casos resolvidos a incidência mais baixa foi de 26% nos casos da Índia e a mais alta foi 51% nos Drusos do Líbano (Cook et al., 1983).

Entre 42 (não tribais) casos nos Estados Unidos fobias ocorreram em 13 (31%) dos indivíduos (Cook et al., 1983).

Correspondência ao Alegado Modo de Morte na Vida Prévia

As fobias quase sempre concordam com o alegado modo de morte na vida prévia.

Uma criança que alega lembrar-se de uma vida que terminou em afogamento pode ter uma fobia de imergir em água, uma que alega lembrar-se de uma vida que terminou apunhalamento pode ter um temor de armas brancas, e assim por diante.

A maioria das fobias ocorreu em relação a mortes violentas de todas as espécies.
Ocorreram muito menos frequentemente nos casos de crianças que lembraram mortes naturais.

Numa série de 240 casos da Índia fobias ocorreram em 53 (39%) dos 135 casos com morte violenta, mas em só 3 (3%) dos 105 casos tendo uma morte natural (Stevenson, 1983a).

Não obstante, notáveis fobias às vezes ocorrem no último tipo de caso.

Uma criança que lembrou-se da vida de um homem que tinha empanturrado-se em iogurte que evidentemente estava contaminado e então morreu de severa gastrenterite (talvez com peritonite) mostrou uma aversão marcada para iogurte (Stevenson, 1966/1974).

Outro exemplo ocorreu numa criança que lembrou-se da vida de uma mulher jovem que morreu depois de uma doença prolongada devido a uma doença congénita de coração;
a criança tinha uma fobia severa de drogas, injecções, e sangue. [3]

A incidência de fobias variou em casos tendo modos diferentes de morte violenta.

Por exemplo, entre 47 casos em que o indivíduo lembrou-se de uma vida que acabou em afogamento, uma fobia de imergir em água ocorreu em 30 (64%).

Entre 30 casos em que a pessoa morta tinha morrido de mordedura de serpente, fobias de cobras foram informadas em só 13 (43%) (Stevenson, 1987).[4]

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 22, 2012 10:05 pm

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Generalização e Associação Sensorial

As fobias frequentemente mostram generalização ou transferência (Shepard, 1987; Watson e Rayner, 1920) e associação sensória (Lief, 1955), duas características que comumente ocorrem com fobias reconhecidas terem seguido uma experiência traumática.

Um exemplo de generalização ocorreu num indivíduo (na Índia) que lembrou-se da vida prévia de uma convencida casta brâmane e teve um avesão para todos os homens com barbas.

Este desagrado aparentemente derivou do facto que no período da vida lembrada (a década de 1920) muçulmanos (e sikhs) usavam barbas, mas poucos Hindus o faziam então (Stevenson, 1975).

Outro exemplo de generalização ocorreu no caso de uma criança do Líbano que lembrou-se da vida de um homem que foi ferido fatalmente por um caminhão;
a criança teve uma fobia não só de caminhões, mas de todos automóveis (Stevenson, 1966/1974).

Ainda outro exemplo desta característica ocorreu numa criança da Turquia que disse que lembrou-se da vida de um homem que foi assassinado por um homem chamado Hasan;
o indivíduo do caso teve uma fobia de todas pessoas chamadas “Hasan”.

Um exemplo de associação sensória ocorreu no caso de um jovem rapaz (da Turquia) que disse que lembrou-se de uma vida prévia que acabou quando um furgão em que ele andava bateu contra o encontre de uma ponte estreita.

Mostrou uma fobia de automóveis e também uma marcante fobia da ponte onde o acidente tinha ocorrido, que não era longe do seu lugar de nascimento (Stevenson, 1980).

Outro exemplo de associação sensória ocorreu no caso de uma criança (também da Turquia) que lembrou-se da vida de um homem que tinha afogado-se num rio;
o rio fluía perto da aldeia do indivíduo, e ele foi observado evitando passar perto da parte do rio onde o afogamento tinha ocorrido (Stevenson, 1980).

Uma criança da Índia mostrou tanto generalização como associação sensória nas suas fobias.

Lembrou-se da vida prévia de uma criança que tem sido assassinada perto de um templo por um barbeiro e um tintureiro.

Teve um temor generalizado de todos barbeiros e tintureiros, e mostrava notável temor quando levado à área do templo onde o assassinato tinha ocorrido
(Stevenson, 1966/1974).

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Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 22, 2012 10:05 pm

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Expressão Precoce das Fobias

Em numerosos exemplos a criança manifestou a fobia antes de ter falado sobre a vida prévia da qual a fobia pareceu derivar.

Uma bebê do Sri Lanka lutava tanto contra o banho que precisou de três adultos para segurá-la.

Também, antes dela poder falar tinha manifestado (aos 6 meses de idade) uma fobia marcada de ónibus e chorava quando transportado em um.

A vida que ela mais tarde descreveu foi a de uma menina jovem (de outra aldeia) que tinha andado numa estrada estreita que cruzava campos inundados de arrozal.

Um ónibus tinha vindo ao longo, e esta menina, andando de costas para evitá-lo, tinha caído na água da inundação e se afogado (Stevenson, 1977a).

Um rapaz da Turquia mostrou um temor marcante de aviões antes mesmo dele poder falar;
quando via ou ouvia um, corria a sua mãe e encolhia-se ou escondia-se sob uma cama.

Mais tarde, ele descreveu a vida prévia de um homem que tem sido morto num choque de avião (Stevenson, 1980).

O indivíduo de outro caso (não resolvido), um rapaz do Sri Lanka, mostrava uma fobia de policiais quando tinha acabado de começar a falar na idade de 1 anos e meio.

Se visse um policial ou veículo de polícia, ele dizia “Polícia” e corrida para dentro de casa.

Quando tinha aproximadamente 4 anos de idade, ele deu detalhes de uma vida prévia que correspondiam proximamente a acontecimentos no Sri Lanka em abril de 1971, quando a polícia e o exército suprimiram uma insurgência sério durante a qual eles mataram centenas dos insurgentes.

Seus pais acreditaram que sua criança descrevia a vida de um dos insurgentes mortos na rebelião.

Fobias Como Parte de Síndromes de Comportamentos Incomuns

As fobias destas crianças eram frequentemente só uma características entre uns grupos de comportamentos raros que correspondiam a comportamento e a circunstâncias na vida da pessoa a criança alegou lembrar-se.

Por exemplo, a mãe de uma criança do Sri Lanka acidentalmente descobriu que ela respondia obedientemente sempre que acontecia dela mencionar a palavra caminhão.
(Os sinhalese assimilaram esta palavra em sua linguagem).

A mesma criança mostrava uma prudência notável na presença de policiais, e quando ela os via, às vezes ia para dentro da casa, depois perguntava a um adulto se tinham ido embora.

Além do mais, mostrava um desejo por tabaco e álcool que era bastante estranho à sua família.

Esta criança lembrou-se da vida de um destilador de álcool ilícito cujas premissas a polícia frequentemente tinha invadido.

Era um pesado fumante e um ainda mais pesado consumidor regular de álcool.
Morreu um dia quando, bêbado, ficou no caminho de um caminhão que andava com excesso de velocidade (Stevenson, 1977a).

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 23, 2012 10:31 pm

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Outra criança, a indivídua de um caso não resolvido em Burma, foi observado (aos 4 anos de idade) agachar-se com temor sempre que aviões voaram sobre ela.
Seu pai perguntou o que assustava-a, e ela disse que tinha medo que os aviões atirassem nela.

Ela gradualmente explicou que tinha sido um soldado japonês (presumivelmente na Segunda Guerra Mundial) e tinha sido baleada e morta por um avião de bombardeio.

Além da fobia de aviões, esta criança gostava de brincar de ser soldado, e ela era notamente masculina em seu comportamento;
sua recusa a usar roupas das meninas eventualmente levou-a a ser expulsa de sua escola
(Stevenson, 1977c, 1983b).

Duração das Fobias

Entre 693 crianças que alegaram lembrar-se de uma vida prévia a idade média quando começaram a falar sobre a vida foi de 37 meses e a idade média (de uma amostra menor; N = 236) quando pararam de falar espontaneamente foi de 81 meses (Cook et al., 1983).

As fobias relacionadas ao modo de morte na vida prévia ocorrem proeminentemente durante o período quando as crianças falam sobre a vida prévia mais frequentemente.

As fobias tendem a retroceder como as memórias (e declarações verbais relacionadas) diminuem.
No entanto, em alguns casos a fobia persiste depois que o indivíduo perdeu as memórias mentais da vida prévia.

Por exemplo, a criança da Índia (mencionou acima) que lembrou-se da vida de outra criança que brutalmente tinha sido assassinada por um barbeiro e tintureiro mostrou um temor marcante quando reconheceu um dos assassinos (que então ainda vivia na mesma comunidade).

Aos 11 anos de idade esta criança era ainda amedrontada do assassino, a quem ela ocasionalmente via, mas não podia mais explicar por que tinha medo dele.

Dois anos mais tarde ela tinha perdido seu temor deste homem, mas lembrou-se de que anteriormente tinha medo dele (Stevenson, 1966/1974).

Ausência de Evidências de Experiência Pós-Natal Traumáticas ou Modelos para as Fobias

Ao investigar estes casos eu nunca soube sobre qualquer experiência traumática que os indivíduos tivessem tido desde seu nascimento que pudesse explicar a fobia.

Também, não havia nenhum outro membro da família com a mesma fobia que a criança pudesse ter imitado.

Ocasionalmente, informantes mencionaram que outros membros da família tiveram algum temor de água ou cobras ou o que fosse que a criança grandemente temia;
mas eles sempre declararam que a fobia da criança excedia em intensidade qualquer temor semelhante que outro membro da família mostrasse.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 23, 2012 10:32 pm

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Discussão

Para este artigo eu isolei as fobias das outras características dos casos de crianças que lembram-se de vidas prévias.

No entanto, eu necessito realçar no começo desta discussão que as fobias ocorrem no contexto de casos que quase sempre contem numerosas outras características.

A avaliação adequada de um caso exige avaliação de todos seus dados, não apenas os da fobia.

Acredito que os leitores podem julgar o valor dos casos — com referência a evidência de processos paranormais — apenas estudando os detalhados relatórios dos casos de que eu tirei exemplos para ilustrar os pontos que eu desejo fazer neste artigo.

Feita esta reserva, no entanto, eu agora revisarei várias interpretações alternativas dos casos que se suportam particularmente nas fobias que figuram-se tão proeminentes neles.

Má Observação

É possível que em alguns momentos os pais ou outros informantes adultos não estivessem presentes quando a criança sofreu alguma experiência traumática que gerou uma fobia.

Além do mais, uma única experiência traumática pode gerar uma fobia:
“A criança queimada teme o fogo”.

Eu não posso negar que experiências traumáticas desprezadas ocasionalmente possam ter acontecido nestes casos.

No entanto, eu também não posso acreditar que tais acontecimentos despercebidos possam explicar mais que uma fracção pequena das fobias nestes numerosos casos.

Dois aspectos dos casos apoiam esta conclusão.
Primeiro, como mencionei antes, a criança frequentemente primeiro expressa a fobia durante o início da infância, talvez num período quando nunca poderia ter estado fora de sua casa.

Segundo, as crianças da Ásia e áfrica, onde a maioria de meus exemplos ocorreram, ficam sob claramente vigilância cerrada desde o nascimento até o início da infância;
as famílias geralmente grandes e extensas nestas partes do mundo implicam que uma criança raramente é deixada sozinha, despercebida por adultos e irmãos mais velhos.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 23, 2012 10:32 pm

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Identificação Imposta

Nos casos em que a criança e a pessoa morta relacionada pertencem à mesma família ou aldeia, expectativas que a pessoa morta vai reencarnar na família ou na aldeia podem dirigir alguns pais a promover a identificação da sua criança com essa pessoa.

Se a criança aceita esse papel assim designado, pode manifestar os temores que pessoa teve ou que poderia ser esperado que tivesse tido;
por exemplo, se a pessoa morta morreu de mordedura de serpente, a criança pode mostrar uma fobia de cobras.

No entanto, tal identificação imposta não pode ser a explicação correta de fobias em casos não resolvidos e em casos em que as famílias relacionadas não tiveram nenhum conhecimento prévio e nenhuma oportunidade para comunicação normal.

Em casos destes dois tipos não havia nenhuma pessoa sabida à criança nem a seus pais com a fobia que ela mostrou.

Em alguns dos casos mais fortes, por exemplo aqueles em que as duas famílias eram estranhas, a nossa equipe fez registos escritos do que a criança disse (e de quaisquer fobias correspondentes) antes que as declarações da criança fossem verificados (Stevenson & Samararatne, 1988a, 1988b).

Personificação Espontânea

As crianças às vezes espontaneamente personificam outras pessoas, normalmente imaginárias.

Concebivelmente, no entanto, uma criança talvez personifique uma pessoa morta de quem teve algum conhecimento, e isto pode acontecer sem estímulo dos pais da criança.

Se a criança soube sobre a morte da pessoa personificada, talvez suponha uma fobia plausivelmente relacionada ao modo de morte.

Esta interpretação pode ser a correta para muitos casos não resolvidos;
mas para resolvidos não explica o frequente conhecimento extenso que a criança mostra sobre a pessoa identificada, nos quais o conhecimento não podia ter obtido (na maioria dos casos) sem que este conhecimento tenha sido transmitido por adultos que estariam cientes (outra vez, na maioria dos casos) que tiveram o conhecimento e poderiam ter comunicado à criança.

Simbolismo

Muitos psiquiatras interpretaram o estímulo ostensivo de uma fobia como um símbolo para algum outro estímulo, que então é dito ser a ocasião “real” do temor da criança.

Freud (1909/1946) forneceu um exemplo antes de tal interpretação no seu relatório do caso da fobia de cavalos exibida pelo paciente conhecido como “pequeno Hans”.

No entanto, a interpretação do Freud envolveu muitas conjeturas baseadas nas suas teorias e apoiadas, como Wolpe e Rachman (1960) mostraram, em nenhuma evidência.

É mais possível que a fobia de cavalos do pequeno Hans derivasse de um susto que ele experimentou em ver um cavalo cair.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 24, 2012 10:13 pm

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A interpretação de simbolismo (ou de qualquer forma de deslocamento) frequentemente é oferecida também quando crianças jovens se recusam a ir à escola.

Uma “fobia de escola” às vezes é interpretada como um temor de ser separado da mãe da criança.
Isto de facto pode ser a explicação em muitos exemplos de recusa à escola.

Não obstante, Hersov (1960) achou num estudo de recusa à escola que em 22% dos casos o temor da criança claramente foi focalizado na escola, não na mãe.

É difícil de negar uma interpretação de simbolismo, se alguém insiste que uma fobia deve ser simbólica;
isto é porque nas conjecturas de alguns teóricos quase qualquer estímulo pode ser declarado um símbolo para algo mais.

No entanto, psiquiatras favorecendo interpretações de simbolismo em fobias oferecem melhor evidência para a derivação do temor ostensivo do suposto “estímulo real” que tais amnésias como as de Freud fornecem.

As interpretações com simbolismo para as fobias de crianças que lembram-se de vidas prévias parece exigir uma série de explicações tortuosas que não conseguem responder a pergunta de como correspondências estreitas entre as fobias de tantas crianças e os modos de morte na alegada vida prévia surgiram.

Memória Genética

As experiências animais de Lorenz (1939) e de Gibson e Walk (1960) que citei mais cedo (assim como outros) não deixam nenhuma dúvida que animais às vezes herdam uma capacidade de responder com temor a estímulos altamente específicos, tal como a silhueta de um raptor mostrado a gansos recentemente criados.

De facto, muito da timidez de pássaros em direcção a seres humanos pode ser herdada, como Charles Darwin (1839/ 1959) sugeriu ao observar a extraordinária docilidade dps pássaros nas Ilhas de Galapagos, onde os pássaros tinham (até o início do século 19) sido pouco molestado pelo homem.

No entanto, três razões opõem-se à nossa aceitação de memória genética como uma explicação adequada para a maioria das fobias ocorrendo em crianças que lembra-se de prévio vive.

A primeira é a improbabilidade extrema que fobias para instrumentos destrutivos de origem recente pudessem ser herdadas.

Os temporais e cobras assustaram seres humanos durante séculos, como Hall (1897) corretamente declarou;
mas automóveis e mesmo armas de fogo são ainda raras em aldeias asiáticas, e um temor deles não pode ter afectado mais de um nem duas gerações de seus habitantes e a maioria dos habitantes de jeito nenhum.

Uma segunda objecção é mesmo mais pesada.

Refiro à impossibilidade de uma pessoa de transmitir geneticamente a sua progénie qualquer informação — quaisquer dos detalhes do acontecimento ou de temores surgindo disto — do modo de sua morte.

Ele ou ela devem ter tido suas crianças, se alguma, antes de ter enfrentado a morte.
Doravante, seus genes não podem transportar informação sobre suas mortes.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 24, 2012 10:14 pm

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Terceiro, os indivíduos destes casos quase nunca são os descendentes directos das pessoas cujas vidas lembram-se.

Em vez disso eles nascem, normalmente na maior parte dentro de alguns anos após a morte do falecido, em outra linha de descendência (embora às vezes na mesma família extensa).

Assim, na maioria de casos a memória gerando uma fobia não podia ter derivado da pessoa cuja vida a criança alega lembrar-se.

Interpretações Paranormais

Cada uma das cinco interpretações normais que eu discuti podem aplicar a alguns dos casos;
no entanto, mesmo em conjunto elas não podem explicar a maioria das fobias em crianças que alegam lembrar-se de prévio vive.

Para isto, acredito que nós necessitamos de alguma explicação paranormal.

Entre interpretações paranormais, reencarnação, embora a explicação mais óbvia aos informantes para os casos, é de modo algum a única plausível.

Tenho em outra parte (Stevenson, 1966/1974, 1987) discutido os méritos de outras interpretações, tais como uma personalidade secundária dotada com cognição paranormal e “possessão” de uma criança viva por uma mente desencarnada.

O espaço para este artigo impede uma discussão destas e outras interpretações paranormais.
Eu por nenhum meio insisto que a reencarnação seja a melhor interpretação para estes casos.

Se estou correto em concluir que algumas fobias da infância podem exigir algum processo paranormal para sua explicação satisfatória, investigações futuras podem ajudar-nos a decidir se, entre as interpretações paranormais, reencarnação é a melhor.

Notas Finais

[1] Figuras dadas para o número de casos incluídos em diferente análises variam, porque em alguns casos a informação necessária para uma característica particular se perde ou é considerada incerta.

[2] O uso do pronome masculino para designar os indivíduos em geral não é pretendido para diminuir a importância de indivíduos femininos.

Acontece, no entanto, que em 1.095 casos 62% dos indivíduos eram masculinos, 38% femininos.
Discuto possíveis razões para esta relação desequilibrado em outra parte (Stevenson, 1987).

[3] Onde eu não dou nenhuma referência para um exemplo, eu ainda não publiquei um detalhado relatório do caso em que o exemplo ocorreu.

[4] Variações nas incidências informadas para tipos diferentes de fobias podem refletir possibilidades diferentes para exposição a um estímulo da fobia.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 24, 2012 10:14 pm

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Por exemplo, quase todas crianças seriam expostas à água, se não em lagos e rios então em poços e banhos.

Menos crianças seriam expostas a cobras venenosas, embora estas sejam familiares a aldeãos na Ásia e África.

Menos ainda, em muitas partes de Ásia e África, seria exposta a aviões.

Referências

Agras, S., Sylvester, D., & Oliveau, D. (1969). The epidemiology of common fears and phobias. Comprehensive Psychiatry, 10, 151-156.

Cook, E. W., Pasricha, S., Samararatne, G., U Win Maung, & Stevenson, I. (1983). A review and analysis of “unsolved” cases of the reincarnation type: II. A comparison of features of solved and unsolved cases. Journal of the American Society for Psychical Research, 77, 115-135.

Cummings, J. D. (1944). The incidence of emotional symptoms in school children. British Journal of Educational Psychology, 14, 151-161.

Darwin, C. (1959). The voyage of the Beagle. London: J. M. Dent and Sons. (First published in 1839.)
Freud, S. (1946). Analysis of a phobia in a five-year-old boy. In E. Jones (Ed.), Collected Papers, Vol. 3 (3rd ed.) (pp. 147-289). London: Hogarth Press. (First published in 1909.)

Gibson, E. J., & Walk, R. D. (1960). The “visual cliff.” Scientific American, 202, 64-71.
Hall, G. S. (1897). A study of fears. American Journal of Psychology, 8, 147-249.

Hersov, L. A. (1960). Refusal to go to school. Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines, 1, 137-145.

Lapouse, R., & Monk, M. A. (1959). Fears and worries in a representative sample of children. American Journal of Orthopsychiatry, 29, 803-818.

Lief, H. I. (1955). Sensory association in the selection of phobic objects. Psychiatry, 18, 331-338.
Lorenz, K. (1939). Vergleichende Verhaltensforschung. Zoologischer Anzeiger Suppi, 12, 69-102.

Macfarlane, J. W., Allen, L., & Honzik, M. P. (1954). A developmental study of the behavior problems of normal children between 21 months and 14 years. Berkeley: University of Califor­nia Press.

Mills, A. (1989). A replication study: Three cases of children in northern India who are said to remember a previous life. Journal of Scientific Exploration, 3, 132-184.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 24, 2012 10:14 pm

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Shepard, R. N. (1987). Toward a universal law of generalization for psychological science. Science, 237, 1317-1323.

Stevenson, I. (1974). Twenty cases suggestive of reincarnation (2nd ed.) Charlottesville: Univer­sity Press of Virginia. (First published in 1966.)
Stevenson, I. (1975). Cases of the reincarnation type. I. Ten cases in India. Charlottesville: University Press of Virginia.

Stevenson, I. (1977a). Cases of the reincarnation type. II. Ten cases in Sri Lanka. Charlottes­ville: University Press of Virginia.
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Stevenson, I. (1977c). The Southeast Asian interpretation of gender dysphoria: An illustrative case report. Journal of Nervous and Mental Disease, 165, 201-208.
Stevenson, I. (1980). Cases of the reincarnation type. III. Twelve cases in Lebanon and Turkey. Charlottesville: University Press of Virginia.

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Stevenson, I. (1987). Children who remember previous lives. Charlottesville: University Press of Virginia.
Stevenson, I., & Samararatne, G. (1988a). Three new cases of the reincarnation type in Sri Lanka with written records made before verification. Journal of Nervous and Mental Dis­ease, 176, 741.

Stevenson, I., & Samararatne, G. (1988b). Three new cases of the reincarnation type in Sri Lanka with written records made before verifications. Journal of Scientific Exploration, 2, 217-238. (Contains much more detail than preceding item.)

Valentine, C. W. (1930). The innate bases of fear. Journal of Genetic Psychology, 37, 394-419.

Watson, J. B., & Rayner, R. (1920). Conditioned emotional reactions. Journal of Experimental Psychology [General], 3, 1-14. <

Wolpe, J., & Rachman, S. (1960). Psychoanalytic “evidence”: A critique based on Freud's case of Little Hans. Journal of Nervous and Mental Disease, 130, 135-148.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 25, 2012 9:52 pm

Jornal de Exploração Científica.
Vol.2, No. 2, págs. 217- 238, 1988 0892-3310/88 $3.00+.00
Editora Pergamon – Impresso nos E.U.A. © 1989 Sociedade de Exploração Científica

Três Novos Casos no Sri Lanka do Tipo Reencarnação Com Registos Escritos Feitos Antes de Verificações
IAN STEVENSON

Departamento de Medicina Comportamental e Psiquiatria, Universidade de Virgínia,
Charlottesville, VA 22908

E

GODWIN SAMARARATNE
Kandy, Sri Lanka

Resumo – Três novos casos no Sri Lanka de crianças que afirmam se lembrar de vidas passadas foram identificados antes das declarações feitas pelas mesmas crianças terem sido verificadas.

Os autores fizeram um registo escrito do que foi dito por elas e posteriormente localizaram uma família que correspondia às declarações das crianças.

Embora nenhuma destas tenha dito o nome do falecido cuja vida pareciam se lembrar, todas forneceram detalhes que, reunidos, eram suficientemente específicos para identificar uma pessoa em particular como a única pessoa que correspondia às afirmações da criança.

Cuidadosas investigações sobre as possibilidades de comunicação normal de informações de uma família para a outra antes do caso se desenvolver não forneceram qualquer sinal de tal comunicação e faz parecer quase impossível que isto possa ter ocorrido.

Os dados escritos sobre exactamente aquilo que foi dito pela criança em relação à vida pregressa faz com que seja possível excluir distorções de lembranças das declarações da criança da parte de informantes depois das duas famílias referidas terem se encontrado.

As crianças parecem ter demonstrado um conhecimento paranormal a respeito das pessoas falecidas que eram, anteriormente, completamente desconhecidas para suas famílias.

Gostaríamos de agradecer a Tissa Jayawardane por sua habilidade nas descobertas relativas a estes casos e por fazer investigações preliminares sobre eles.

H.S.S. Nissanka deu-nos informações úteis sobre desabamentos de terra na área montanhosa do sul de Kandy, Sri Lanka.
Susan Adams deu-nos igualmente útil assistência editorial.

Correspondências e pedidos de reedição devem ser enviados para Ian Stevenson, M. D., Caixa Postal 152, Centro de Ciências da Saúde, Universidade de Virginia, Charlottesville, Virginia, 22908

Introdução

Crianças que afirmam recordar-se de vidas passadas podem ser encontradas com facilidade no sul da Asia, em partes do oeste da Asia, oeste da África, e em algumas outras partes do mundo.

Uma pesquisa feita com uma amostra aleatória da população do norte da Índia mostrou uma incidência casos como estes em 500 pessoas (Barker & Pasricha, 1979).

Artigos e livros escritos anteriormente relataram 62 casos como estes em detalhes (Stevenson, 1974, 1975, 1977, 1980, 1983).

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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 25, 2012 9:53 pm

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Além disto, as características dos casos foram analisadas em comparações com várias culturas (Cook, Pasricha, Samararatne, U Win Maung, & Stevenson, 1983) e em comparações de casos que ocorreram após duas gerações (Pasricha & Stevenson, 1987).

As pessoas que viveram estes casos frequentemente têm comportamentos, como fobias, filias, e jogos, que são incomuns em sua família, mas que estão de acordo com os comportamentos conhecidos na pessoa falecida cuja vida a criança relembra, ou que seria plausível que se atribuísse a esta pessoa.

Entretanto, tais condutas poderiam derivar da ideia da criança de ter sido aquela pessoa.

Por exemplo, uma fobia de facas seria apropriada para alguém que acreditasse ter sido morto a facadas em uma vida anterior;
a crença por si só não constitui evidência de que esta pessoa teve uma vida que terminou de tal forma.

Um sinal mais significativo pode, contudo, advir das declarações da criança sobre a vida anterior, porém nem todas estas afirmações podem ser qualificadas como satisfatórias.

Para tanto, temos que saber não só se os relatos são correctos em relação aos factos da vida de determinado indivíduo;
temos também de saber se a criança poderia ter obtido aquelas informações por vias normais de comunicação.

Estes são critérios difíceis de se satisfazer, devido a razões que explicaremos a seguir.

Primeiramente, em grande número de casos a criança não faz declarações suficientemente específicas para localizar alguém falecido que corresponda a elas.
(Chamamos esta pessoa de “personalidade anterior”do caso.)

Esses casos não verificados (os quais chamamos ‘’casos não resolvidos’’) podem incluir lembranças de vidas anteriores reais, mas não há como saber, e tais lembranças podem ser somente fantasias.

A incidência de casos não resolvidos varia de um país para outro e estes são particularmente comuns no Sri Lanka e entre casos não-tribais nos Estados Unidos.

Em um segundo grande grupo de casos, a família do indivíduo e a família da personalidade anterior se conheciam antes do caso se desenvolver, e as informações sobre esta personalidade podem ter chegado ao indivíduo de forma comum.

Resta então um terceiro grande grupo de casos em que as duas famílias não se relacionavam e nem se conheciam antes do caso ocorrer.

Além disto, elas frequentemente vivem tão longe – talvez 50, 100 quilómetros ou mais de distância uma da outra – que (dadas as dificuldades de comunicação na Ásia) é extremamente improvável que a família do indivíduo possa ter sabido alguma coisa por vias normais a respeito da família da personalidade anterior antes do caso acontecer.

Infelizmente, os investigadores de casos raramente descobrem algo sobre as famílias antes que estas tenham se encontrado.

Se o indivíduo que vive um caso como este dá informações sobre a personalidade anterior que pareça suficientemente específica (por incluir nomes próprios de pessoas e lugares) e se a distância entre eles não é tão grande, a família do indivíduo irá geralmente tentar localizar a família daquele referido alguém.

Eles podem se sentir impelidos a fazê-lo por curiosidade, pelo forte desejo manifestado pela criança de ir até a outra família, ou por ambas os motivos.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 25, 2012 9:53 pm

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Quando as famílias se encontram, elas naturalmente trocam informações sobre o que o indivíduo disse a respeito da vida anterior e até que extensão o que ele disse corresponde aos fatos na vida do falecido membro da outra família.

Nesta permuta, membros de uma ou de ambas as famílias podem acreditar que a criança possua um conhecimento mais preciso acerca da personalidade anterior do que esta possuía de facto antes das famílias se encontrarem.

Isto pode ocorrer de maneira inconsciente e sem qualquer intenção de enganar e mentir.

Tais circunstâncias tornam particularmnete importantes os raros casos em que alguém tenha feito um registo escrito de exatamente aquilo que o indivíduo disse antes das duas famílias se encontrarem.

Apesar de estarmos cientes, desde longa data, da importância de tais casos, estes ainda somam apenas cerca de um por cento dos casos admitidos nas séries documentadas na Universidade de Virginia.

Mais precisamente, entre aproximadamente 2.500 casos, foi feito o registro escrito das declarações do indivíduo antes de serem verificadas em apenas 24 casos.

Relatos de três casos deste grupo na Índia (Stevenson, 1966/1974, 1975) e de dois no Sri Lanka (Stevenson, 1966/1974, 1977) foram publicados.

Um meio de aumentar o número destes casos tem sido óbvio por muitos anos, mas se mostrou difícil de ser implementado.

Trata-se de alguém capaz de identificar os casos, que resida em uma área onde estes ocorram;
e esta pessoa precisa rapidamente descobrir qualquer caso, do qual se inteire e registe as afirmações do indivíduo sobre a vida anterior antes que os pais do indivíduo (ou outros) levem o mesmo ao encontro da família anterior.

O Sri Lanka parece ser um país apropriado para este tentame.
Temos descoberto ali casos nos quais as duas famílias não haviam se encontrado e que chamaram primeiro a atenção de jornalistas.

Estes últimos identificavam uma família que correspondia ao relato do indivíduo e frequentemente levavam-no até esta família.

Eles então publicavam uma reportagem do caso no jornal (através do qual muitas vezes obtivemos as primeiras informações a respeito).

No entanto, os repórteres (com uma única excepção de nosso conhecimento) estavam apenas interessados no valor imediato das notícias sobre o caso, e não fizeram registos por escrito do relato da criança amtes de levá-la ao encontro da outra família.

Tais casos, portanto, não poderiam ser incluídos na pequena série destes casos especiais (com registos escritos antes da verificação) que estamos tentando aumentar.

As circunstâncias finalmente deram à nossa equipe uma ligeira vantagem sobre os repórteres na corrida para saber primeiro sobre novos casos.

O Sr. Tissa Jayawardane (T. J.) tem-nos assistido em nossa pesquisa no Sri Lanka por muitos anos.

Ele informava-nos de novos casos que chegavam a seu conhecimento e frequentemente acompanhava um ou a nós ambos nas viagens para investigar os casos.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 26, 2012 10:15 pm

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Entretanto, sua atividade em defesa da pesquisa era esporádica e muito restrita aos períodos em que um de nós estava investigando um caso.

Posteriormente, em 1985, ele pôde dedicar tempo integral à pesquisa, e logo ampliou sua rede de infomantes e começou a descobrir muitos novos casos.

Alguns destes permaneceram sem solução e provavelmente são insolúveis;
em outros, as duas famílias já haviam se encontrado antes de T. J. ir a seu encontro.

Todavia, em várias ocasiões ele chegou até o indivíduo antes das famílias se encontrarem, fez um registo por escrito de suas declarações e então saiu em busca de uma família que correspondesse ao relato (sobre a qual a família do indivíduo não tivesse ouvido falar ou encontrado).

Nossa equipe tem estudado agora quatro destes casos no Sri Lanka e o presente texto relata três deles.
(Por motivos de espaço nós omitimos o quarto caso a fim de fornecer detalhes suficientes dos três outros.)

Estes quatro casos são menos que 10% de todos os casos no Sri Lanka que descobrimos ao longo do tempo que os estudamos.

No mínimo 50 outros ali ocorridos chamaram nossa atenção durante cerca de três anos desde que descobrimos o primeiro destes quatro casos.

Em todos os outros casos ou as duas famílias já haviam se encontrado quando os localizamos, ou o indivíduo havia fornecido informações insuficientes para localizar uma família que correspondesse a suas declarações (casos não resolvidos).

Favoreceu-nos em nossas investigações o facto de que em dois dos três casos aqui relatados, as famílias estavam muito distantes geograficamente, e no terceiro caso, embora as famílias vivessem bem mais próximas uma da outra, os pais da criança não se interessaram em verificar suas declarações.

Nenhum relato destes casos foi publicado em jornais ou revistas.
T. J. descobriu-os através de fontes particulares.

Métodos de Investigação

As entrevistas com testemunhas de primeira mão em busca de informações relevantes são os principais instrumentos de investigação.

Da parte do indivíduo ligado a um caso os informantes importantes são seus pais, mas irmãos mais velhos, avós e outros parentes podem prover informações suplementares.

Nós sempre tentamos entrvistar o indivíduo, mas crianças mais novas variam muito em sua vontade de conversar connosco.

Da parte da personalidade anterior, os pais da pessoa falecida, irmãos e cônjuge (se a pessoa era casada) são os informantes mais importantes.

Estudamos também todos documentos escritos pertinentes que estejam disponíveis, mas estes são raros no Sri Lanka, à excepção de certidões de nascimento e atestados de óbito.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 26, 2012 10:15 pm

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Em um dos casos que relatamos aqui, notas de jornal alusivas ao acidente em que a personalidade anterior falecera forneceu-nos alguma informação confirmatória.

Para o mesmo caso, examinamos o relatório de um inquérito judicial.

A investigação dos casos procedeu em geral da seguinte maneira:
quando T. J. descobria um novo caso, ele ia até a família o mais rápido possível.

Ele obtinha o endereço exacto e registava as principais informações demográficas sobre o indivíduo.

Fazia uma lista das declarações deste com referência à vida anterior, anotando os nomes dos informantes no caso.

Ao mesmo tempo, se o caso parecia passível de solução, ele ia até o lugar mencionado pelo indivíduo e tentava econtrar uma família que correspondesse às afirmações.

Quando bem sucedido, ele comunicava-nos o facto.

Em seguida, assim que possível, G. S. ia até a família do indivíduo para entrevistas mais detalhadas.

Ele frequentemente anotava declarações que os informantes não haviam mencionado antes para T.J.

Se ele os entrevistava antes das duas famílias terem se encontrado, nós incluíamos tais declarações adicionais na lista daquelas registadas antes de verificação, embora T.J. já tivesse verificado algumas afirmações que havia registado antes.

G.S. às vezes também ia até a família da personalidade anterior e confirmava as verificações do relato do indivíduo com os membros desta.

Na etapa final da investigação, I.S. (na companhia de G.S. e T.J.) entrevistava (não raro por duas vezes) membros de ambas as famílias envolvidas no caso.

Apesar de os informantes às vezes fazerem algumas declarações adicionais nestas últimas entrevistas,I.S. concentrava sua atenção principalmente em dois aspectos do caso:
a verificação das declarações do indivíduo com a família da personalidade anterior, e as possibilidades de alguma comunicação normal de informações desta última com a família do indivíduo.

Ao fazermos nossas verificações independentes do relato do indivíduo, nós sempre obtínhamos informações de dois, e às vezes de vários informantes para a família anterior identificada.

Ao visitá-los, nós tambem examinávamos por nossa conta estradas, casas, lojas e outros detalhes das cercanias que haviam surgido no relato do indivíduo.

Tais observaçõe directas nos liberava da dependência dos informantes para a verificação destes detalhes, embora, naturalmente, nós tivéssemos de confiar nas lembranças destes em relação a mudanças em edificações que haviam ocorrido depois da morte da personalidade anterior, bem como nas informações sobre factos na vida da família que eram mencionados nas afirmações do indivíduo.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 26, 2012 10:16 pm

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G.S. actuava como intérprete para I.S., que não fala Cingalês, embora ele possa às vezes compreender alguns elementos nos diálogos entre o entrevistado e o intérprete.

Alguns informantes falavam Inglês.
Todos eram adeptos do Budismo Cingalês.

Raramente usamos gravadores, perferindo ao invés disto, anotações manuscritas, as quais registam as perguntas feitas e as respostas dadas por cada informante.

Detalhes de técnicas de entrevista foram descritos em outras obras
(Stevenson, 1966/1974, 1975).

Visando a objectividade, omitimos do caso, relatos que seguem muitos dos detalhes que um completo relato de cada caso incluiria.

Por exemplo, mencionaremos somente os nomes dos informantes, pois isto tornará mais fácil para os leitores identificar pessoas mencionadas mais de uma vez.

Nós também omitimos alguns detalhes dos comportamentos dos indivíduos relacionados a suas declarações.

Ao invés disto, nós concentramos a atenção nos dois seguintes aspectos de cada caso:
as declarações chave feitas pelo indivíduo que eram verificadas como correspondentes aos factos na vida e na morte de determinada pessoa falecida e as possibilidades de comunicação normal de informações sobre a personalidade prévia ao indivíduo ou à sua família.

Relatos de Casos

O caso de Thusitha Silva


Thusitha Silva nasceu perto de Payagala, Sri Lanka, em 29 de Julho de 1981.
Seu pai e sua mãe eram respectivamente Gunadasa Silva e Gunaseeli.

Gunadasa Silva era um alfaiate.
Thusitha era a sexta de uma família de sete filhos.

Quando Thusitha tinha aproximadamente três anos de idade, ela ouviu alguém mencionar Kataragama, e começou a dizer que ela vinha de lá.

Ela disse que vivera perto de um rio naquela região e que um menino tolo a empurrara para dentro do rio.
Ela deu a entender, sem afirmar claramente, que então ela se afogara.
(Thusitha tinha uma acentuada fobia de água).

Ela disse que seu pai era um fazendeiro e que possuía também uma banca de flores que se localizava próxima do Kiri Vehera (local Budista).

Disse que sua casa era próxima do principal Templo Hindu (Devale) em Kataragama.
Ela identificou seu pai como Rathu Herath e disse que este era calvo e usava um sarongue.
(O pai atual de Thusitha usava calças.)

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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 27, 2012 9:59 pm

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Thusitha não disse qual era seu nome na vida anterior e na verdade não mencionou nomes próprios além de “Kataragama” e ‘’Rathu Herath’’.

Ela nunca disse explicitamente que havia sido uma menina na vida anterior, mas falou em vestidos e também fez objecções quanto a cortar o cabelo;
então seus pais inferiram que ela estava falando sobre a vida de uma menina.

Tissa Jayawardane descobriu este caso no outono de 1985 e visitou Thusitha e sua família pela primeira vez em 15 de Novembro de 1985.

Tendo registado as declarações acima e algumas outras, ele foi até Kataragama.

Aqui devemos explicar que Payagala é uma pequena cidade (população em 1981: 6.000), na costa oeste do Sri Lanka, sul de Colombo, e Kataragama, uma região conhecida de peregrinação, fica no sudeste da ilha, no interior
(Obeyesekere, 1981; Wirz, 1966).

Kataragama fica aproximadamente a 220 Km de Payagala (de automóvel).

É também uma pequena cidade (população em 1987: aproximadamente 17.500) e consiste quase inteiramente de templos e edifícios e residências para as pessoas que mantém os templos e atendem às necessidades dos peregrinos.

Um grande rio, o Manik Ganga, passa pela cidade.

T.J. foi primeiro até ao distrito policial em Kataragama, onde procurou saber de uma família que possuísse um filho que era tolo.

Indicaram-lhe uma ala dupla de bancas de flores ao longo da pavimentação da estrada principal para a Buddhist stupa, conhecida como Kiri Vehera.
(Os vendedores destas bancas vendem flores para os peregrinos para serem usadas na adoração.)

Ao inquirir novamente entre os vendedores lhe indicaram uma determinada banca, e nesta ele perguntou se uma pequena menina na família destes vendedores havia se afogado.

Ele foi informado de que uma pequena garota, filha da família havia se afogado no rio havia alguns anos, e um de seus irmãos era tolo.

De acordo com as anotações de T.J., Thusitha fizera 13 declarações verificáveis e todas com excepção de três destas eram correctas para a família com a criança tola que havia perdido uma filha por afogamento.

Na Segunda etapa da investigação (em Dezembro de 1985), G.S. descobriu cerca de 17 declarações adicionais feitas por Thusitha, e registou-as.

As duas famílias ainda não haviam se encontrado (e, até onde sabemos, isto ainda é verdade), de forma que, como mencionado anteriormente, consideramos nosso registo destas declarações livre de qualquer influência por contacto entre as duas famílias.

Duas destas 17 afirmações adicionais não eram passíveis de verificação, mas as outras 15 eram corretas para a família da personalidade anterior.

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Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 27, 2012 9:59 pm

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Algumas destas, tal como a de que uma das casas onde a família vivera tinha um telhado de palha, foram de grande aplicabilidade.

Algumas outras, como a de que havia crocodilos no rio, poderia ser vista como parte da informação de conhecimento geral sobre a cidade de Kataragama.

No entanto, várias dos dados adicionais que G.S. registou eram sobre detalhes incomuns ou específicos, que citamos a seguir:
Thusitha disse que seu pai (da vida anterior) além de ser fazendeiro e vender flores, era também sacerdote no templo.

Ela relatou que a família tinha tido duas casas e que uma delas tinha vidro no tecto.
Ela disse que o rio era raso.

Falou de cachorros que estavam amarrados e comiam carne.
Thusitha disse que sua família anterior possuía um utensílio para peneirar arroz que era melhor do que o que sua família actual possuía.

Descreveu com gestos imitativos, como os peregrinos quebravam côcos no chão do templo em Kataragama.

Os leitores ocidentais, não familiarizados com o Sri Lanka, podem não apreciar de imediato os incomuns detalhes em várias destas declarações.

Por exemplo, existem muitos cães no Sri Lanka, mas a maioria deles são vira-latas perdidos que comem carniça;
poucos são cuidados como animais de estimação.

Além disto, a maioria dos Cingaleses que são budistas têm horror à caça, apesar de que Cingaleses cristãos poderiam não agir deste modo.

Ocorre que, a família anterior possuía vizinhos que caçavam, e estes alimentavam um cão preso com a carne dos animais abatidos misturada com outros elementos.

Esta seria uma situação incomum no Sri Lanka.
Outro detalhe raro era o vidro (clarabóia) no tecto da casa.

Devotos em templos hindus além do de Kataragama podem quebrar côcos como parte de seus rituais de adoração, entretanto, Thusitha nunca teve oportunidade de assistir a este ritual.

Na terceira etapa da investigação, I.S. (acompanhado de G.S. e T.J.) foi até a família de Thusitha e então a Kataragama.

Cada família foi visitada duas vezes nesta fase, uma vez em Novembro de 1986 e novamente em Outubro de 1987.

Descobrimos que a menina que tinha-se afogado, e que se chamava Nimalkanthi, não tinha nem mesmo completado dois anos de idade queando morreu, em Junho de 1974.

Nimalkanthi tinha ido ao rio com sua mãe, que ali lavava roupas.
Ela estava brincando perto de sua mãe com dois de seus irmãos, um dos quais era o tolo.

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